O que Israel deveria ter feito?
Há uma pergunta justa posta por vários de vocês ao longo dos últimos posts: então o que Israel deveria ter feito? Jogar fósforo – uma substância de legalidade dúbia quando usada em ambientes urbanos e que provoca queimaduras horripilantes sobre a cidade de Gaza, certamente não.
Mas, enquanto Israel ataca Gaza, é importante ressaltar o contexto deste bombardeio. Gaza tem duas fronteiras – a segunda, é com o Egito. Se jornalistas não conseguem entrar em Gaza, não é apenas porque Israel não o permite. O Egito também não o faz. No Irã e no Líbano do Hizbolá também há um silêncio sepulcral. Alguns foguetes partiram, sim, do Líbano contra Israel. Poucos e provavelmente vindos da FPLP, Frente Popular pela Libertação da Palestina, um grupo nanico que vez por outra dá sinais de vida.
Irã e Hizbolá estão se lixando para os palestinos. Egito, idem. Isto é algo que os palestinos um dia terão que perceber: estão sozinhos. Precisarão decidir seu próprio destino.
Irã, e por conseqüência Hizbolá, estão em silêncio por dois motivos. Um é que o petróleo está baixo e a crise econômica no país está apertando. Precisa de recursos internacionais. Portanto, negar o Holocausto e sugerir a destruição total de Israel não são mais possibilidades. Tem que se comportar. O segundo motivo é Barack Obama. O Irã não o diz, mas sofre com o bloqueio econômico imposto pelos EUA. Se há uma chance, ainda que vaga, de finalmente sentar-se à mesa, eles querem esta chance. Não é o presidente Mahmoud Ahmadinejad que a quer. É quem manda: o aiatolá Ali Khamenei.
Quanto a Israel, o país tem uma penca de problemas nas mãos. Começa pela falta de liderança. Um líder é muito mais do que aquela pessoa eleita para ocupar a chefia de governo. Um líder inspira, um grande líder é capaz de arrancar sacrifícios de seu povo; um líder é uma pessoa em quem o povo confia mesmo quando ele faz algo que vai na contra-mão dos desejos populares. E líderes têm coragem. Não é difícil imaginar pessoas assim: Winston Churchill. Franklin Roosevelt. John Kennedy. Ronald Reagan. Israel teve três destes: David ben-Gurion, Golda Meir, Yitzhak Rabin. Ariel Sharon talvez estivesse a caminho de ser um quarto. Mas não foi.
Israel têm líderes covardes e ineptos, à esquerda e à direita. Eles simplesmente não têm coragem de tomar decisões difíceis, morrem de medo da opinião pública, consequentemente não inspiram segurança. O resultado é que, inseguro, o povo reage como povos reagem: se tudo está perdido, às armas. Os políticos sabem que isto não resolve. Mas sentem-se eles próprios acuados eleitoralmente e lançam-se às armas. Após mil palestinos mortos, o problema de Israel continua lá e tem o mesmo tamanho. Terão ganho alguns meses sem foguetes? Talvez. Provavelmente não. Certamente terão ampliado o ódio e distanciado qualquer possibilidade de paz.
Alguns dizem: ‘mas a paz não é possível de qualquer jeito.’ É evidente que a paz é possível. Porque, se a paz não é possível, Israel não vale a pena. Se cada pai israelense pensar que a vida toda de seus filhos e netos será o eterno defender-se dos ataques externos, um eterno construir muros, um eterno ocupar da terra dos outros e temê-los para sempre, para que Israel? Para que viver assim? Ou se acredita que a paz é possível, ou é melhor se mudar.
A paz é difícil. E ela só virá com uma negociação complicada na qual ambas as partes terão que ceder. Onde Israel errou? Errou no momento da eleição do Hamas.
Israel não escolhe com quem conversa do lado palestino. Aceita o que tem ou não há conversa. Os palestinos são o que são e é com eles que a paz deve ser negociada. Mas a maioria, lá, quer paz assim como a maioria dos israelenses. E eles também não têm grandes líderes. Nem Yasser Arafat o foi. Se tivesse sido, já haveria Palestina. Assim como os atuais líderes israelenses, morria de medo de dizer para o povo algo impopular.
O Hamas não existiria se Israel não tivesse enchido o grupo de dinheiro nos anos 1980. Agora o Hamas existe. O Hamas não é apenas um grupo terrorista. É também um grupo terrorista. Mas é uma filantropia e é um partido político. Margaret Thatcher negociou com os políticos do IRA. Não é agradável, mas faz parte do processo que leva ao fim da violência. Como lembra o jornalista palestino Daoud Kuttab, o Hamas são muitos. Políticos querem poder. Extremistas querem morte. Os políticos do Hamas não podem dizer que não desejam mais a destruição de Israel. Poderão dizer um dia, quando já houve Palestina; agora, não podem.
O importante é que, a portas fechadas, podem dar garantias de cessar-fogo a diplomatas israelenses. A Guerra da Coréia ainda não terminou. Mas o cessar-fogo dura já tanto tempo que ninguém lembra disto. O que querem em troca são condições de exercer seu poder. Poder, diga-se, outorgado pela população palestina através do voto. E um poder, é importante sempre lembrar, que eles estavam quase perdendo legitimamente. Tanto em Gaza quanto na Cisjordânia o Hamas estava a caminho de uma estrondosa derrota eleitoral ainda no primeiro semestre deste ano. Israel não permitiu que o processo político democrático punisse o Hamas. Mais alguns meses de foguetes que não matam ninguém e a situação palestina seria outra.
Quando o Hamas foi eleito, Israel e EUA se recusaram a reconhecê-lo. Isto deu forças para que o Fatah criasse problemas, trouxe instabilidade ao governo, golpe em Gaza. Ações têm conseqüências. O braço político do Hamas tinha que ter alguma força e alguma prova de que política traz resultados. Em caso contrário, os extremistas sempre vencerão a queda de braço interna.
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Lendo os ultimos argumentos, me lembrei das criancinhas de Beslam e dos atentados no teatro, ambos na Russia…
A tatica dos russos de ja considerar mortos os refens e uma coisa !
Tentam o resgate, mas o objetivo mesmo e matar os sequestradores, antes de tudo.
Afinal, se morrerem refens, a culpa e dos sequestradores, e nao dos policiais.
Eles tem de garantir uma seguranca para a sociedade inteira e nao so para os refens.
Tambem cuidam para que isso nao aconteca de novo, pelo menos com os mesmos terroristas;
Dai nao atenderem a nenhuma exigencia;
Nao lembro de mais muitos atentados…
O que o Hamas tem pra dar? A paz. É tudo, e não é pouco…
chest- Elias, vocë sabe que dar a paz significaria suicidio para o Hamas, a ausencia de motivo para viver. Logo, este não é uma expectativa real. Ele quer dar 1 ano de trégua (para depois começar tudo de novo), acho que isso não mais interessa a Israel.
Acho que Israel daria tudo isso e muito mais, SE, APENAS SE, isso garantiusse a paz, coisa que duvido.
1 - Retirada das tropas israelenses Gaza, evidentemente.
chest- evidente
2 - Desocupação da Cisjordânia. Em casos pontuais, compensação territorial na proporção 1 x 1.
chest- será que os palestinos querem realmente que Israel saia? Será que saindo os atentados reiniciarão?
3 - Indenização aos palestinos, sob a forma de investimentos em saneamento integrado e infra-estrutura urbana e produtiva (ou seja, inclui escolas, hospitais, parques de lazer, estradas, fábricas, centros comerciais, usinas termoelétricas, etc).
chest- Israel constroi e quem mantem? os palestinos vão usar a grana para manter a estrutura ou n-para comprar explosivos?
4 - Abertura das fronteiras, com cronograma de flexibilização dos postos de controle.
chest- só a presença ou não dos atentados pode mudar o ritmo.
5 - Jerusalém binacional.
chest- certo, até próxima guerra de agressão árabe.
No que me diz respeito, acho q israel tem o dever de defender seus cidadãos, mas essa defesa implica em limites. Do ponto de vista estritamente técnico, essa coisa todo começa a parecer um pantanal. Como o Vietnam: é óbvio que a guerrilha apoiada pelo Vietnam do Norte não poderia vencer os EUA. Mas também não perdeu. No longo prazo, isso se revelou uma vantagem incontornável.
chest- a diferença, Bitt é que os judeus não tem para onde ir, os americanos podem desistir do Vietnã, mas Israle não pode desistir de Israel assim como os EUA não pode desistir dos EUA. E a defesa de cidadãos [e aquela coisa de limites beeeem elásticos. Não há limite.
Faraó….”despois”….que o Namber One te mandou a “puta que o pariu” eu não preciso mais dizer nada……voce é o rebotalho do repotalho.
Cuidado para na “C….” no tapete, ou o teu dono te coloca no quintal.
Sabado comerei um bom joelho de porco com repolho e salada de pepinos no vinagre!
Convido os bons homens para almoçar!
Duas coisas que li nas ultimas 24 horas que me pareceram interessantes…
1 - Alguns aqui reclamavam que Israel nao deixava correspondentes internacionais dentro de Gaza - falavam de censura, etc… Entao como e’ que Israel atingiu um predio aonde estavam correspondentes internacionais ?? Estes surgiram do nada ?
2 - Um dos pontos de discordia com relacao ao plano de paz egipcio e’ com relacao a duracao do cessar-fogo. O Hamas que cessar fogo de 1 ano, podendo ser posteriormente prorrogado. Israel quer um cessar-fogo sem limite para terminar. Quem e’ que quer mais a paz neste caso ? Vale lembrar que o ultimo cessar-fogo teve duracao de 6 mese, e ja’ a aprtir do ultimo dia comecaram a chove Qassams com intensidade em Israel…
Como tem gente esperta e perspicaz neste mundo.
Elias: Tem nada “complicado” aqui nao, sô!
Releia o que escreví e tente responder: Israel recusou TODAS as propostas de paz. Sim ou nao? A nao ser aquela que quer IMPOR custe o que custe. Tem algo dizer?
Bom, tanto o “papo do Hamas” quanto o “papo de Israel” deverao ser negociados. E uma soluçao aceitável às duas partes deve prevalecer. Nem o papo de um, nem o papo do outro, deve prevalecer. Se for o caso, nao pode haver negociaçao, nao é?
Esta carnificina é tao inútil e tao hipócrita (matança feita exclusivamente para fins eleitorais) que é inacreditável. No fim, políticamente, o Hamas continuará em Gaza e na Cisjordânia. Daí, por que nao ter negociado antes, de boa fé?
Esse papo idiota de Israel de “destruir o Hamas” é só isso - idiota. Nao irá funcionar. Exatamente como o papo dos extremistas do Hamas de “destruir Israel”. É coisa de malucos fundamentalistas e terroristas dos dois lados.
E olha que vem guerra com o Iran por aí! Mas esta nao será como a festinha exterminadora de Israel em Gaza nao. Será muito pior, uma coisa horrível - para os dois países.
Resolver o imbrogglio Israel x Palestinos uma vez por todas é absolutamente necessário em 2009. Negociar uma paz permanente entre todos os protagonistas é primordial. Se nao, imaginem o seguinte cenário:
Israel e USA atacam o Iran. O Iran revida. Hesbolá e Hamas atacam pelo norte e sul. A Síria e o Líbano entram na parada. Os chiítas do Iraque se revoltam e botam pra quebrar. Os árabes israelenses se revoltam dentro de Israel e promovem atentados. A Al Qaida entra na parada. Alguns países europeus entram na parada ao lado de Israel e sofrem atentados horríveis. Israel utilisa suas bombas atômicas; o Iran utiliza suas armas químicas e bacteriológicas contra Israel. Já imaginou a carnificina? Se alguém aí imagina que Israel sairia ileso dessa - perdendo alguns soldadinhos e sem sofrer bombardeios de suas cidades - está sonhando em technicolor.
Nao seria melhor levar a coisa a sério e negociar uma soluçao a fim de evitar tal hecatombe? E impor a soluçao negociada a ferro e fogo, se necessário, através da ONU?
“Israel é um país, com um monte de gente estranha e complicada. Bem mais estranha e complicada que na maior parte dos demais países do mundo. As razões são óbvias.”
Bem, Elias, concordo q em Israel tem um monte de gente estranha. Mas tamb deve ter um governo. E esse governo deveria ter a coragem de tomar decisões, por mais controversas que sejam.
Está certo q o sistema representativo lá, com aquele parlamento de margens sempre escassas, dificulta; está certo q a diversidade etnica e de interpretação religiosa tamb dificulta, mas o governo atual parece emparedado entre o Hamas e a eleição q vai acontecer.
Qto a “paz”, suponho q Israel a queira, mas nos seus termos. Uma negociação não implicaria em abrir mão desses termos, mas dos acessórios. Uma potência militar deveria ter condições de impor seus termos, numa questão localizada em nas suas vizinhanças (nesse ponto, até concordo com o chesterton - não há pra onde correr). O q acho espantoso é a total incompetência dos israelis. Não das IDF - esse é um caso claro de “fazemos o que dá”, ainda que isso seja atirar a esmo. Os políticos de´lá é q parecem ser tão ruins qto os daqui.
Caramujo - acho difícil uma guerra entre Israel e Iran, a não ser que Israel resolvesse entrar em guerra com TODO o mundo árabe, inclusive com o Iraque, via mais provável para uma operação especial aérea. Segundo corre por aí, eles andaram solicitando armamento especial (bombas de alta capacidade de penetração) e permissão dos EUA para sobrevoar o território iraquiano. Nem George Walker é tão maluco assim. O ano passado, acho q em março, andaram fazendo “exercícios militares” com a Grécia, que envolviam vôos de longa distãncia orientados por GPS. Tinha alguma coisa a ver com o Iran, tamb. A Turquia chiou, e os EUA fecharam a cara. Agora, ninguém mais fala no assunto.
pouca paciência para tantos argumentos.
alguns pontos:
- Hamas ganhou, pois a população sabe que a Fatah é puro kickback (corrupção política).
- IDF desocupou Gaza, pois só pensa na Cisjordânia (claro! onde estão os GRANDES assentamentos ilegais)
- Pessoas racionais reconhecem o estado de Israel, desde que com demarcações pré-1967
(olha, enquanto crianças morrem, não dá para não evocar os Protocolos dos Sábios de Sião)
“Quem e’ que quer mais a paz neste caso ? ”
No momento ninguém. O Hamas quer tempo pra se reorganizar, rearmar, etc. E tenho a impressão que Israel não quer mais saber de devolver a Cisjordania, isso seria um retrocesso do seu ponto de vista, por isso prefere as coisas como estão, prefere a guerra. Já viu que dá pra detonar tudo sem que haja baixas do seu lado e sem que haja interferencia externa. Enfim, Israel só aceitaria uma paz mantendo as coisas como estão hoje. Se for pra devolver terras, prefere a guerra.
Kuja.
“(olha, enquanto crianças morrem, não dá para não evocar os Protocolos dos Sábios de Sião)”
Dá sim. Alguém evocou os Sábios de Sião em Sbrenica? Ou Vietnam? Ou Sudão? por que devem ser evocados em um conflito com Israel. Desculpa, mas aí é um daqueles momentos emque eu perco a paciência e que tenho que dar razão a quem diz que muitos dos críticos de Israel estão disfarçando um anti-semitismo bem tradicional.
E olha que eu considero Israel absolutamente responsável pela morte de civis em Gaza não só pelo ataque, como pelo bloqueio que tornou a vida em Gaza miserável, e pela recusa em negociar com o Hamas. (O Hamas tem suas próprias e graves culpas, mas não estas).
Mas protocolo dos sábios do Sião é phodda, lamento.
Bitt,
A guerrilha só “venceu” no Iraque por causa da mídia. E a mídia de hoje é muito pior, apoia descaradamente todo grupelho anti-ocidental.
Viram a última? O Hamas invadiu um escritório da BBC em Gaza pra soltar foguetes, os BBCianos ficaram apavorados que fossem levar bomba de Israel. Mas não falaram nada nas notícias sobre isso.
Quanto à proposta de paz do Elias, é suicida. Israel deve sair daqui, Israel deve sair dali. Israel deve construir escolas e hospitais para os palestinos. Israel deve deve deve. E o que os palestinos devem fazer, em troca? Se nem parar com os foguetes e atentados conseguem? Se Gaza piorou com a saída israelense de lá, o que faz pensar que com a saída da Cisjordânia as coisas iriam melhorar? É pensamento mágico. Claro que mesmo em Israel muitos pensam assim.
Acho que é o contrário, tem que fazer os palestinos aprenderem a se virar sozinhos, que construam suas próprias escolas e indústrias, etc. Por outro lado, o problema é que claramente não estão interessados nisso, ou Gaza já seria uma nova Hong Kong. Alguns povos, por questões culturais ou históricas, não sabem se gerir sozinhos, é fato. Pensem em grande parte da África, ou mesmo da América Latina.
Minha solução? Expulsar os chatos dos árabes palestinos e no lugar deles trazer uma penca de imigrantes chineses e coreanos pra Gaza, aquilo lá ia crescer pra caray e virar uma cidade moderna em poucos meses.
Bitt, Egito e Arabia Saudita não querem os persas atômicos, teriam interesse numa investida contra o Irã.
“O q acho espantoso é a total incompetência dos israelis. ”
Sim, muita gente diz foi estupidez essa ação em Gaza. Além de sanguinária, nada eficaz a médio ou longo prazo. Gesto infantil de um governo que só pensa em mimar uma população acomodada para se manter no poder ou gesto consciente que visa dar mais e mais motivos para que os habitantes de Gaza apelem a mediddas cada vez mais desesperadas que por sua vez “legitimam” reações cada vez mais genocidas por parte de Israel?
Dá sim. Alguém evocou os Sábios de Sião em Sbrenica? Ou Vietnam? Ou Sudão? por que devem ser evocados em um conflito com Israel. Desculpa, mas aí é um daqueles momentos emque eu perco a paciência e que tenho que dar razão a quem diz que muitos dos críticos de Israel estão disfarçando um anti-semitismo bem tradicional.
chest- pois é.
E olha que eu considero Israel absolutamente responsável pela morte de civis em Gaza não só pelo ataque, como pelo bloqueio que tornou a vida em Gaza miserável, e pela recusa em negociar com o Hamas. (O Hamas tem suas próprias e graves culpas, mas não estas).
chest- Lise, negociar com terroristas é um caminho sem voltas, vai legitimar uma prática que deve ser completamente banida. Se negocia com minimigos, adversários, mas não com terroristas. Lançar misseis a esmo sobre um país é terrorismo. Uma invasão militar, por mais mortes que cause, e com aviso prévio, Não é terrorismo. Isto é um fato, não é minha opinião.
a) O Hamas está se lixando para as vítimas palestinas, será que não deu pra perceber? Aliás, do ponto de vista deles, quanto mais crianças palestinasmortas, melhor.
b) O Protocolo dos Sábios de Sião é uma obra de ficção, um documento flaso criado na Rússia, portanto “evocá-lo” não faz sentido em lugar algum. Quem escreveu isso é burro.
essa dosa repórteres da BBC tomarem um susto foi ótima, quero ver agora om que eles dirão. Onte tem link?
c) Esses caras como o Idel e tais estão mais preocupados com seu ego, com sua reputação de “pacifistas” e “bonzinhos” do que com a vida dos palestinos. Reputação equivocada aliás, pois defender o Hamas como o Idelber faz não é apoiar a paz, é apenas escolher o lado errado na guerra. Aliás, acho que a maioria desses caras que sentem tanta “compaixão” pelos palestinos, aposto que não mexem um dedo para ajudar a criancinha de rua que mora na esquina de sua casa. É ou não é?
“Caramujo - acho difícil uma guerra entre Israel e Iran, a não ser que Israel resolvesse entrar em guerra com TODO o mundo árabe, inclusive com o Iraque, via mais provável para uma operação especial aérea. Segundo corre por aí, eles andaram solicitando armamento especial (bombas de alta capacidade de penetração) e permissão dos EUA para sobrevoar o território iraquiano. Nem George Walker é tão maluco assim. O ano passado, acho q em março, andaram fazendo “exercícios militares” com a Grécia, que envolviam vôos de longa distãncia orientados por GPS. Tinha alguma coisa a ver com o Iran, tamb. A Turquia chiou, e os EUA fecharam a cara. Agora, ninguém mais fala no assunto.”
Difícil nada, Bitt. Foi só adiada. As ameaças voltarao à tona brevemente, ainda em 2009. Espera só o “novo messias” Obama - Osama nas alturas! - tomar posse e a Billary Clinton começar a fazer asneiras (nao vejo como e onde ela seria melhor que a Rice, recentemente humilhada pelo criminoso de guerra Olmert).
Bitt, Caramujo, Chesterton & Mr X
Por partes:
1 - Incompetência dos israelenses (Bitt)
É… Pode ser. Mas, até aqui, Israel ganhou e levou todas. Venceu as guerras, expandiu seus territórios, consolidou sua economia (em 1973, um dos principais pontos fracos israelenses era a debilidade da economia de base)…
Com um pouco de competência, imagina o que esses caras não fariam.
Seja como for, não troco a incompetência israelense pela competência palestina de jeito nenhum.
2 - Gente estranha e complicada (Bitt e Caramujo)
O que eu disse, pessoal, é que não se pode falar que “Israel pensa assim”/”Israel pensa assado”. A opinião pública em Israel não é monolítica.
As mais devastadoras críticas a Israel partem de israelenses: jornalistas, políticos, etc.
O problema é que, do jeito que as coisas evoluíram (melhor dizer “involuíram”), foi se criando um clima cada vez mais favorável ao pessoal do pau puro. E isso dos 2 lados.
Mas isso não significa que foi sempre assim e será sempre assim, né?
3 - Condições para a paz (Chest e Mr X)
Claro que Israel tem que ceder mais. Como cedeu mais à Jordânia e ao Egito.
O Egito recebeu de volta os territórios que perdera desde 1967 (menos Gaza, que o Egito não quis). Os territórios devolvidos, o foram com uma senhora infra-estrutura industrial — inclusive refinaria de petróleo — estradas, etc. Tudo instalado por Israel.
O que o Egito deu em troca? Somente o compromisso — até aqui escrupulosamente cumprido — de uma paz duradoura.
E Israel aceitou, né? Por que não faria o mesmo com os palestinos?
Muito mais próximo do suicídio, Chest e Mr X, é manter uns milhões de inimigos a norte, leste e oeste, todos doidos pra disparar um missilsinho besta em cima da tua cabeça, a qualquer hora.
Israel tem que ceder mais, porque tem mais o quê e por que ceder.
4 - Todos
No meu comentário # 88, disse que seria uma boa Israel e Hamas negociarem um cessar fogo, usando intermediários.
É certo que essa negociação já está acontecendo. Os mediadores são os egípcios.
No meu comentário # 300, disse que o Hamas atrapalharia qualquer negociação, se insistisse no papo de fixar o cessar fogo em um ano.
As ensinanças básicas do mestre Nicolau recomendariam que Israel não aceitasse esse disparate.
Bem, parece que o Hamas insiste em fixar o cessar fogo em um ano. E, compreensivelmente, Israel recusa.
Sendo assim, vai continuar a correr sangue, ainda. Desgraçadamente.
Elias,
tvz vc tenha lido o comentário mto rapidamente (sei q as vzs não dá pra ser de outra forma…) mas eu não disse q os israelis são incompetentes - se disesse isso, mais q incompetente, eu seria débil mental. Eu disse q os políticos de lá TEM demonstrado mta incompetência. Nisso, concordo inteiramente com o PD: “Israel teve três destes: David ben-Gurion, Golda Meir, Yitzhak Rabin. Ariel Sharon talvez estivesse a caminho de ser um quarto.” (Eu acrescentaria o anterior a Meir, Levi Eskhol, q conduziu Israael no período da Guerra dos Seis Dias). Os restantes são uma mistura entre panaca e cretino. No caso das IDF, sou admirador da competência deles, particularmente da Força Aérea (sempre) e de certos momentos do conjunto, como em 1967 e 1973, e mesmo no início da ocupação do sul do Líbano). A estratégia geral em 1967 foi simplesmente brilhante; a forma como aproveitaram a estupidez dos egípcios é de bater palmas.
Impressionante essa batalha de vaidades. Mas ninguém viu a história real. Vejam
There is also a conflict between Arab nationalists and Islamists being played out in the M.E.
In Iran, elements from within the regime are reportedly offering a $US1 million ($1.5 million) reward for the assassination of Egyptian President Hosni Mubarak because of his opposition to Hamas in the Gaza Strip. In Lebanon, the leader of Hezbollah, backed by Iran and Syria, merely calls for the Egyptian Government’s overthrow.
In response to this, the editor-in-chief of the Saudi newspaper Al-Sharq al-Awsat, Tariq Alhomayed, describes Hamas as Tehran’s tool and argues: “Iran is a real threat to Arab security.” Egyptian Foreign Minister Ahmed Aboul Gheit agrees, and he is not alone. When Arab states met to discuss the Gaza crisis, Saudi Arabia vetoed any action. Even the Palestinian Authority blames Hamas for the fighting. Activists in Hamas’s Palestinian rival Fatah, which runs the authority, make no secret of their hope that Hamas loses the war.
321, é o “angelismo”.
Outra coisa, Elias,
concordo totalmente q “Israel deveria ceder mais”.
A paz acabou sendo vantajosa pra ambos os lados. Economicamente, par um país do tamanho de um ovo (de codorna), certamente não é vantagem passar todo o tempo mobilizado para a guerra. Parece q Israel gasta por volta de 30 por cento de seu orçamento anual com defesa. Não sei se isso incluí a “ajudinha amiga” dos EUA, mas, de qq jeito, é mta grana. Imagino q solucionar a questão palestina seria de todo interessante, inclusive para contar com uma reserva de mão de obra barata.
Elias, 323, o Egito está comportado por gratidão ou por medo de tomar na tarraqueta novamente? O que os opositores do atual governo fariam o que, se pudessem?
Mr X: burro é quem não percebeu a sutileza da minha metáfora sobre os protocolos. claro que eu sei que são apócrifos. o que não é apócrifa é a política expansionista de israel, meu caro…
se alguem quiser ver o original do post em ingles que postei aí em cima, clique no nome, interessante a visão do autor nacionalistas x islamicos (árabes).
These two struggles pose far greater dangers to the existing states than does any (largely fabricated) Israeli threat, and the region’s rulers know it.
chest- quer dizer, os nacionalistas árabes sabem que Israel não é nenhuma ameaça, e os islâmicos sim. Daí a implicancia (?) com o Irã.
….and no Palestinian state until there can be an Islamist one encompassing all of Israel as well as the West Bank and Gaza Strip;
chest- aqui os palestinos são usados como bucha de canhão pelos islâmicos.
Bitt,
Tenho o clássico “The war of atonement”, de Chaim Herzog.
Segundo me disse um amigo, esse livro foi publicado no Brasil pela Biblioteca do Exército Editora, salvo engano, Coleção General Benício, sob o título “A guerra do Yom Kippur”.
Hoje em dia, difícil encontrar um oficial de blindados de boa formação, que não tenha fichado esse livro em minúcias.
Chaim Herzog, israelense, foi militar (General de Divisão), advogado (graduado pela Universidade de Cambridge, com doutorado pela Universidade de Londres), escritor, historiador, jornalista (trabalhou muitos anos para a BBC), político (foi eleito para o parlamento israelense e, depois, presidente de Israel, sempre pelo Partido Trabalhista) e diplomata (embaixador de Israel na ONU).
Tendo emigrado para a Palestina ainda menino, no início do século XX, voltou à Europa para lutar nas forças armadas britânicas contra os nazistas. Foi condecorado com a KBE do Império Britânico.
Na Palestina, militou desde jovem numa organização sionista, participando da criação do Partido Trabalhista (que surgiu da fusão de um monte de grupos sionistas de esquerda).
Participou da fundação de Israel, atuou no Palmach e criou o Serviço de Inteligência Militar, provalmente o mais eficiente do mundo (muitas de suas realizações são, equivocadamente, atribuídas ao Mossad). Dirigiu esse serviço de 1948 a 1950 e de 1959 a 1962).
Foi um dos estrategistas de 1967 e, depois, tornou-se o primeiro governador militar da Cisjordânia. Anos mais tarde, daria baixa como Gen. Div., atuaria como advogado, retornaria à política (deputado, presidente e embaixador) e, por fim, se dedicaria ao jornalismo.
Um figuraço!
Se você ler o trabalho de Herzog (escrito em 1977), ficará espantado com o festival de besteiras que grassou na IDF e na inteligência militar israelense, em 1973.
Sorte que sírios e egípcios fizeram muito mais besteiras. Ganhou quem errou menos.
Um amigo aqui ao lado diz que, na publicação da BibliEx, o trabalho de Chaim Herzog sobre a Guerra do Yom Kippur foi relatado pelo então Ten Cel Art Luiz Paulo Carvalho, outro cracão.
Vale a pena ler.
E, Bitt,
Em 1973, quem salvou a lavoura foram os políticos israelenses. Os estrategistas militares, Moshe Dayan à frente (e mais que todos juntos), só fizeram bobagens.
Tanto que, logo após a guerra, surgiu o famoso “Movimento de Protesto”, pedindo a cabeça de Dayan & adjacências (no que foi atendido, ainda que tarde).
The worst mistake would be to follow the opposite policy, making an inevitably futile effort to appease the extremists or seek to moderate them.
chest- pois é, tentar “apasiguar” extremistas dá sempre errado.
Helping Hamas would empower radical Islamism and Iranian ambitions, and undercut the Palestinian Authority and everyone else, not just Israel.
Arab states don’t want to help their worst enemy, so why should anyone else?
Eu tenho procurado entender o motivo por que os palestinos “enfrentam” Israel, mesmo em situação tão desfavorável, e só encontro um – eles estão mesmo dispostos a se oferecerem em sacrifício, tal qual os antigos cristãos, diante da extrema crueldade de Roma.
Israel, um país inteiro agindo como se fosse um indivíduo mentalmente perturbado – não aceita ser contrariado, não aceita a mínima crítica, a única coisa que aceita é “a vitória completa sobre o inimigo”.
Mas a extrema crueldade leva à extrema resistência.
Israel começa a perder a simpatia da grande imprensa internacional e de muitos governos que lhe eram simpáticos – sustenta-se apenas em Bush, mas logo virá Obama… e agora Israel?
Basta ver o pessoal da direita por aqui, estão dizendo toda sorte de impropérios contra a imprensa, a ONU e Obama.
É o extremo individualismo, pregado por vários judeus, levado ao extremo, por um país inteiro?
não aceita ser contrariado, não aceita a mínima crítica..
chest- não sabia que tinha batizado os Qassans de Contrariado e Crpitica,
A diferença de israel para os islamitas radicais.
clique no nome
Que tal um post
“O que o Hamas deveria ter feito?”
Todos os fatos tem 2 versões.
Toda moeda tem 2 faces.
Toda contenda tem 2 pontos de vista.
Por que só Israel é passível de críticas e condenações?
Por que não se julga igualmente aquilo que o Hamas fez ou poderia ter feito de diferente para se buscar um ideal para todos?
A impressão que dá é que existe um consenso de que os palestinos são mesmo uns animais irracionais e que isso não se discute; e que apenas as ações e reações de Israel (a decantada democracia do Oriente Médio) frente aos animais irracionais é que merecem críticas.
É isso mesmo?
De tudo que se já falou, não existe mais nada que não tenha sido dito ou escrito contra Israel.
Em nome da honestidade, de se julgar os 2 lados da questão, onde estão as análises das ações e reações dos palestinos?.
Ou eles são mesmo meros animais irracionais?
Elias,
conheço o livro, na versão da BibliEx. Por sinal, o Coronel Macedo era um gde sujeito. Agora, de fato, nos primeiros dois dias da guerra, pode-se dizer que os israelis deviam estar de porre, inclusive por não ter implementado um plano de defesa (isto está no livro do Herzog). Nãose pode tamb negar certo mérito aos egipcios, q usaram mto as equipes de infantes em veiculos leves, equipados com lança-misseis portáteis. Nos primeiros dias, a FAI perderam 180 aeronaves, a maior parte delas por obra dos SA6 e SA7. Segundo um depoimento o Neguev parecia uma renda, tal a quantidade de cabos guia de mísseis lançados pelo exército egípcio. Os generais Gonen e David estavam meio sem ação, e o grande lance foi qdo, no 8o dia, a unidade blidada de Ariel Sharon deteve 200 tanques egipcios. Na sequencia, lançou a operação para a travessia do Canal, movendo-se pelo gap entre os 2o e 3o exércitos do Egito, descoberto dias antes. Sharon demonstrou ser um gde comandante de tropas. Aí já não tinha mais jeito.
Os erros foram mais de inteligência - isso tamb está lá no tal livro, inclusive q os egipcios moveram qse 300000 efetivos e cerca de 500 tanques simulando exercícios, uma semana antes do ataque-surpresa através do Canal e a inteligência israeli concluiu q o Egito não atacaria durante o Ramadan.
Não sei se, qdo vc fala “políticos”, se refere ao gov de Israel ou ao resto dos aliados deles. Os israelis mostravam alguma preocupação com os sírios, q mostravam maior articulação com os soviéticos. Os americanos estavam empenhados na detente com a URSS, os europeus, preocupados com as ameaças da Arabia Saudita do Iraque e da Libia com um boicote comercial. Por sinal, os europeus, ao longo dos dois anos anteriores, tinham cedido paulatinamente à pressão das nações petroleiras. Até o Iran, na época governado pelo Xá, andava cantando de galo (depois iria colher rebarbas - e q rebarbas -do embargo do petróleo.
Não vou descrever a guerra em si pq seria perda de tempo. Vc conhece bem essas coisas. Entretanto, não acho q se possa dizer q os militares de Israel foram mto incompetentes e os políticos, mto competentes. De qq maneira, tvz vc concorde comigo q, independente do parâmetro q se vá usar, os de hj em dia perdem feio.
naquela época não tinha tanta cobertura da imprensa, era mais facil fazer a guerra.
A velha máxima que diz que os palestinos não perdem a chance de perder uma chance, se aplica mais uma vez.
Amanhã Israel declara um cessar-fogo unilateral e o Hamas que se dane. Perderam a chance de tentar um acordo. Depois vão chorar de novo.
Ainda vão dizer que Israel perdeu a guerra e o blábláblá de sempre.
[...] aqui, continuam sendo os aspectos técnicos e tecnológicos da guerra. A política, deixo para o Weblog, frequentemente acusado de pró-Israel, e para o Idelber Avelar, decididamente pró-palestinos. [...]
Elias, não assim tão severo com os militares.
Ganha a guerra quem erra menos.
No mais, tudo bem.
Eu concordo com o Pedro Doria.
Os Hamas são vencedores?
Sim, são vencedores.
Mas como pode?
Simples, provaram ao mundo que não existe nenhuma “guerra” entre palestinos e judeus e, no máximo, um “treinamento” militar de maneira realista.
Consta que os espartanos, de tempos em tempos, faziam uma pequena guerra contra determinadas localidades conquistadas, com dois objetivos bem claros.
01- treinar seus os soldados de maneira realista.
02 - controlar a população dessas localidades.
Como se poderia chamar de “guerra” uma carga de milhões de bem treinados soldados, os quais dispõem dos melhores, mais modernos e mais mortíferos armamentos, contra um pobre povo, cuja única armar são foguetinhos caseiros?
Mas Israel “lutava” contra o Hamas.
Pois é … e por que o pobre povo palestino tem que ser sacrificado?
Seria mesmo impossível lutar somente contra o Hamas?
Patriarca da Ignorância
não se esqueça das AK-”quarenta e pedras”! Dos Stingerlingues, dos Role Playing Games e do Papel “C-4″…
mas como tem babaca no mundo…
O alto volta, blog do David, avisa, Fabio Passos, o Fisk te deixou na mão. Volta pro hospício maníaco do parque…
No, the real reason why “Gaza-Genocide” is a dangerous parallel is because it is not true. Gaza’s one and a half million refugees are treated outrageously enough, but they are not being herded into gas chambers or forced on death marches.
Robert Fisk, Robert Fisk’s World: When it comes to Gaza, leave the Second World War out of it, The Independent, 17 January 2009
Credun Sapiencia,
Não há uma notícia sequer, nenhuma mesmo, que os palestinos tenham agido com tais armamentos que você menciona, dentro do território israelense.
Os judeus agem contra os palestinos da maneira como deveriam ter agido contra os nazistas.
Se durante o nazismo na Europa (o nazismo não é um fenômeno alemão, e sim de boa parte da Europa, inclusive de boa parte dos Estados Unidos), cada judeu tivesse se transromado num soldado eu, se vivesse naquele tempo, seria o primeiro a aplaudir.
Massacrar palestinos é uma reação retardada contra o povo errado.
Don Casmurro…..esse aí é digno de pena…..não dê trela para ele.
Está se deleitando, chafurdando no sangue palestino.
Maniaco depressivo de longa data.
Israel bombardeou outra escola da ONU e matou seis crianças…..
Finalmente amostras de fosforo branco foram mostradas a midia internacional…..
Que Israel seja condenado por crimes de guerra!
Pode deixar, HRP, tenho alguma experiência em navegar por mares revoltos.
Credun Sapiencia,
O que você defende é a mais simplória das leis universais, a famosa “olho por olho, dente por dente”.
Como dizia o Grande Carpinteiro, “todos os primitivos fazem o mesmo”.
HRP, justiça seja feita.
Apesar do faraó ser outro imbecil, mas na verdade eu mandei o Mr. X para a PQP.
parece que os foguetes pararam…..
Bem Bitt,
Foi também — mas não só, nem principalmente –erro de inteligência militar.
Um exemplo: a linha Bar-Lev. Foi concebida como linha de monitoramento. Depois, começaram a transformá-la em linha de defesa. No fim, não foi estruturada para uma nem outra coisa. Por causa disso, muita gente morreu.
A inteligência militar muito contribuiu para o festival de besteiras, claro.
A principal contribuição da IM foi a conclusão de que os árabes só estariam prontos pra atacar Israel em 1975, dois anos depois de quando se deu o ataque. Pior impossível. Os demais erros foram decorrência.
Ao fundo, estava o próprio papel que os militares devem exercer em um governo, qualquer governo.
“Ministro militar” é uma excrecência. Só funciona em ditaduras que não estejam em guerra externa, ou sob risco dela.
Naquela época, os militares da inteligência haviam sido transformados (por Dayan), em ministros virtuais. O Serviço de Inteligência Militar havia açambarcado toda a área de inteligência, relegando os demais órgãos — Mossad incluso — a um papel coadjuvante.
Resultado: nas reuniões do ministério, a Inteligência Militar falava só, sem ninguém para se contrapor às suas análises. Suas propostas absolutamente equivocadas acabaram se transformando em decisões de governo igualmente equivocadas.
Evidentemente que isso não ocorreria se os militares da inteligência não fossem ministros de fato e se outros órgãos de informação submetessem a um crivo crítico as análises da inteligência militar.
E isso é só uma parte do embrulho, como você bem sabe.
Quanto ao petróleo, é bom lembrar que o preço do barril foi elevado concomitantemente à Guerra do Yom Kippur.
Tanto que a data para início do ataque não foi decidida no Egito nem na Síria. Foi decidida por Faiçal, na Arábia Saudita.
Sadat deixou claro que só iniciaria o ataque se a Arábia Saudita decidisse aumentar o preço do petróleo. Até então, Faiçal dizia que Israel era uma coisa e petróleo outra.
Marco,
Na Guerra do Yom Kippur, Dayan e a cúpula militar israelense chegaram à brilhante conclusão de que a IDF não conseguiria deter o avanço sírio, que chegou a menos de 6 Km do Mar da Galiléia.
Dayan queria recuar as linhas de defesa mais para dentro e, assim “tentar” assegurar a subsistência do Estao de Israel.
Golda Meir duvidou da avaliação da cúpula militar. Tirou Bar-Lev do pijama e pediu-lhe que fizesse uma avaliação da situação.
Bar-Lev foi, viu e concluiu que dava — como de fato deu — pra empurar os sírios de volta pra Damasco (juntamente com os sauditas, os iraquianos, os marroquinos e os jordanianos), e retomar Golan (que a Síria havia conquistado logo nas primeiras 48 horas).
Dias depois, Dayan era um entusiasta da nova estratégia.
Disse Golda: “Esse Dayan é gozado… Um dia assim, outro dia assado…”
Se a área política houvesse aceito a proposta inicial da cúpula militar, o território de Israel teria se reduzido a menos da metade do que é hoje. Na melhor da hipóteses!
Foi a área política — com destaque, aliás, para o “gabinete da cozinha” (porque costumava se reunir na cozinha da casa de Golda Meir, enquanto ela areava panelas) — que evitou esse desastre.
Entender a Guerra do Yom Kippur é fundamental para se alcançar um entendimento mais correto das opções políticas que Israel faria a partir de então e também da doutrina militar que o país adotaria.
Israel não é mais o mesmo.
Nas guerras anteriores foi muito mais eficiente.
Patriarca da Ignorância
Não há uma notícia sequer, nenhuma mesmo, que os palestinos tenham agido com tais armamentos que você menciona, dentro do território israelense.
não?? nenhuma mesmo?
Acho q já passou da hora de lançarem a campanha, seja de esquerda mas não seja burro
http://www.mfa.gov.il/NR/rdonlyres/A7375B00-EF8E-4339-8365-4C9094A570F5/0/MFAJ09o60.jpg
Deve ter sido um senhor pedregulho…
Nick clonado — PD
Credun Sapiencia,
Toda a tua argumentação consiste em apresentar fotos que nada provam e, que nem de longe, são chocantes como aquelas que mostram o massacre dos palestinos e xingamentos?
Creio que toda a tua argumentação baseia-se mesmo no bateu, levou, nada a ver com aquilo que seja lícito ou correto.
Elias, você tem razão.
Nesse caso.
Falava de uma maneira mais ampla, de todas as guerras.
Cumpre destacar, além da sabedoria de Golda, o heroísmo das forças armadas de Israel. Parece elogio fácil, mas está longe disso.
A reviravolta da situação crítica foi tamanha que, além de retomar a ofensiva, em pouco tempo os soldados de Israel tinham caminho livre para tomar o Cairo e Damasco.
URSS alarmada, USA achando que já estava bom, impuseram um cessar fogo. Desculpe insistir, já escrevi isso, mas as duas super potências já estavam se estranhando.
Israel respirou.
Mais uma vez tinha escapado de ser jogado para o mar,” um eufemismo para ” eliminação” , e ganhou território.
Um último comentário sobre a Bar Lev e outras linhas defensivas. Napoleon,o grande general, e político de si mesmo, declarou que ” desde dos tempos dos antigos tudo que é fixo está predisposto a derrota. Tudo que se move, vence. ”
Não deu certo em Waterloo, dirão os mais céticos, embora a batalha tenha sido furioso vai e vem das forças envolvidas, ou seja movimento pacas. ( a cavalaria francesa em arremetida suicida morro acima conseguiu tomar a mais importante posição de artilharia inglesa.
Fato que poderia a sorte da batalha.
Poderia…caso alguém não tivesse esquecido os pinos com os quais se inutilazam os canhões naqueles tempos…
Resultado, os ingleses conseguiram retomar a colina e fizeram fogo de artilharia novamente sobre as linhas francesas.
Esse foi um dos inúmeros quase que poderiam mudar os rumos da batalha. Episódios como esse podem ser contados as centenas.
Voltando a Israel, atacados de surpresa perderam quase tudo durantes as primeiras 48 horas…depois viraram o jogo.
abs,
ma
Marco,
A linha Bar-Lev não era uma linha fixa, tipo Maginot.
Era uma associação de obstáculos físicos (plataformas de areia), pontos fortificados (controlando de 800 a 1700 metros a partir de seus flancos), etc. Os restantes 8 a 10 Km entre uma e outra, eram vigiados por patrulhas móveis.
Atrás dessa linha, deveriam ficar — concentradas em alguns pontos — as tropas que dariam o perimeiro combate aos egípcios, as plataformas (de areia) para artilharia, etc.
A idéia era aproveitar o Canal de Suez — o maior e melhor fosso anti-tanque do mundo — como elemento de defesa. Ou seja: fazer com que os egípcios só o atravessassem combatendo.
Na tentativa de uma travessia, a linha daria o alarme. O ponto de travessia seria pinicado por fogo de artilharia, enquanto as tropas postadas atrás da linha se deslocariam para proporcinar a devida recepção às forças inimigas que conseguissem atravessar o canal. Estas, ainda teriam que dissover — com jatos d’água — as barreiras físicas (enormes muralhas de areia, feitas ao longo do canal).
Nada disso foi posto em prática. A ilha Bar-Lev, precariamente montada como linha de monitoramento, acabou tendo que funcionar como linha de defesa. As baixas foram imensas.
Não por acaso, alguns dos mais destacados líderes de tropa na Linha Bar-Lev se tornariam, depois da guerra, líderes do “Movimento de Protesto”.
Isso teria enorme influência na evolução subseqüente da política e do pensamento militar israelense.
Uma influência que perdura até hoje, que se fez presente na questão do Líbano, em 2006, e na questão de Gaza, atualmente.
Caro PD,
“…É evidente que a paz é possível. Porque, se a paz não é possível, Israel não vale a pena. Ou se acredita que a paz é possível, ou é melhor se mudar.
Mais alguns meses de foguetes que não matam ninguém e a situação palestina seria outra.
Isto deu forças para que o Fatah criasse problemas, trouxe instabilidade ao governo, golpe em Gaza. Ações têm conseqüências. O braço político do Hamas tinha que ter alguma força e alguma prova de que política traz resultados…”
Sinceramente, não consigo entender porque desgraçar um bom texto em um tema tão relevante quanto este com tais “perolas”; de onde você consegue tirar argumentos tão simplórios quantos os acimas citados. Respeito você como o grande articulista que é, porem tenho que admitir, essa foi demais.
Obrigado pela resposta, Elias.
um abração,
ma
Patriarca da Ignorância,
Eu não tenho argumentação nenhuma… desde quando é possível argumentar algo com gente do seu naipe?
Eu só me divirto… Eu só me divirto.
Acabei de ver uns videos no youtube sobre a atuação dos colonos judeus nos assentamentos em terras palestinas. Tem um monte deles. Quase não acredito no que vejo. Parece a alemanha nazista mas com papeis trocados. Judeus tratando palestinos feito nazistas. Parece piada, pegadinha, mas é real. Se for sempre assim por lá… é simplesmente revoltante, eu não fazia idéia…
Cliquem no meu nome.
A guerra é algo inútil. Não devemos matar. Guerra por território, religião ou bem de valor está por fora. Precisamos ter mais respeito com os nossos semelhantes e para de vez com essa baboseira de guerra que apenas causa morte e destruição.
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Judeus-nazistas:
Tirem suas patas imundas de Gaza!
Tribunal Internacional para julgar os carrascos nazistas:
George Bush
Tzipi Livni
Dick Cheney
Ehud Olmert
Donald Rumsfeld
Ehud Barack
Condoleeza Rice
Shimon Peres
Pois é….começaram as investigações para apurar crimes de guerra por parte dos israelitas.
A moral dessa gente foi lá embaixo!
“Nosso arsenal de foguetes não foi afetado, e continuamos a dispará-los durante a guerra, sem interrupção. Ainda somos capazes de lançá-los e, graças a Deus, nossos foguetes atingirão seus alvos.” (Abu Ubaida, porta-voz do Hamas).
Macaco que muito pula, quer chumbo.
Elias,
Seu colaboracionismo é tão evidente que praticamente não há mais diferença entre você e os nazistas que frequentam este blog… não tem vergonha, sujeito?
Ô colaboracionista dos nazistas… taí o seu “macaco” que levou chumbo:
“As mil mortes do garoto Ibrahim”
Estarrecedor…
”
“Papai, eu estou morrendo.”
Estas foram as últimas palavras do garoto Ibrahim de 9 anos, ao ser alvejado por tiros disparados por soldados israelitas.
“Eles mataram meu filho a sangue frio”, disse o pai ainda em estado de choque.
O pai continua: “primeiro eles nos atacaram e depois chegaram perto de nós. Ibrahim já estava morto então um dos soldados chegou perto do seu corpo, puxou-o pela perna e dando gargalhadas jogou-o para o alto, enquanto outro soldado atirava no corpo do meu menino”.
“Parecia que eles estavam comemorando”…
“As gargalhadas ficavam cada vez mais altas, enquanto eles carregavam o corpo para uma parte mais alta para começarem a festa deles”.
Por uma hora, o pai gritava enquanto os soldados israelenses competiam para ver que acertava a cabeça de seu menino.
“Os israelitas mataram o meu filho, não uma ou duas vezes, mas mil vezes. O que meu filho fazer para merecer isso?”
Kamal Awaga, pai de Ibrahim, 9 anos, no hospital al Shifa de Gaza.
”
Lá no excelente blog do Georges Bourdoukan.
A Hipocrisia da midia é monstruosa!
Agora não existe mais o conflito dos nazi / israelitas e dos palestinos….cessar fogo!
Bandidos israelenses…..contando com a displicencia da midia filhinha de papai!
“Irã e Hizbolá estão se lixando para os palestinos. Egito, idem. Isto é algo que os palestinos um dia terão que perceber: estão sozinhos. Precisarão decidir seu próprio destino.” (PD)
O Egito está intermediando as negociações entre o Hamas e Israel.
Não é verdade, portanto, que ele está se lixando para os palestinos.
O que o Egito NÃO está fazendo é colocar mais lenha na fogueira. Está tentando apagar o fogo.
A meu pensar, o Egito está se portando corretamente.
Verdade que os palestinos têm que decidir seu próprio destino.
E isto não é de hoje.
Fábio Passos,
O chumbo a que me referi, não necessariamente será disparado por israelenses.
Deixemos de hipocrisia: Israel não quer os palestinos. Israel quer a palestina!
O que Israel deveria ter feito? Essa é a pergunta que todos fazemos quando tentamos entender como deveria agir uma potência militar superior contra aqueles que ocupam o território que lhes é objeto de desejo. O que justifica o uso da força? “Eles” são seres inferiores. São “infiéis”? Estão nos agredindo?
Desculpem, mas isso se chama “limpeza étnica”.
Muita dor… pelos pais sem filhos… pelos filhos sem pais. Muita dor…
E, também, muita demagogia…
O que Israel deveria ter feito?
Na opinião do PD, simplesmente não revidar os ataques.
Obviamente que isso nunca vai acontecer. Sempre vai haver revide.
De resto, é o que aconteceria em qualquer outro país. Sendo atacado militarmente, revida. Não sei de país que, tendo sido atacado, não revidou. Ainda mais sendo mais forte…
Aí vem outra questão: como revidar?
Quanto a isto, conflita entre si o pessoal que acha que os palestinos têm sempre razão.
Se Israel bombardeia “de fora”, uns reclamam que isto penaliza a população civil. O alvo deve ser o Hamas, o que demanda disparos de curta distância.
Só que, para fazer disparos de curta distância é necessário invadir.
Aí outros reclamam da invasão.
Ficamos assim:
Alternativa 1 (PD & alguns):
Israel simplesmente não deve revidar os ataques do Hamas, se e quando acontecerem. Afinal, o Hamas ia perder as eleições, né mesmo?
(Obviamente que o PD não cogita o fortalecimento político do Hamas se os bombardeios deste não forem revidados. Também PD jamais explicou a lógica do seu raciocínio).
Alternativa 2 (uns & outros):
Israel pode, se quiser, revidar. Desde que não faça disparos de longe (porque afeta a população civil), nem de perto (porque assim terá que invadir).
Genial!
Vão se ferrar todos vcs que são contra Israel. Quando todos esses maníacos Islâmicos se voltarem contra Israel, então haverá mais um feriado pra nós.