Em Gaza, a vitória do Hamas
Neste momento, Ismail Haniyeh, líder do Hamas, anunciou que Gaza e o Hamas não quebrarão. “Nossa vitória sobre os sionistas está próxima.”
Com quase mil mortos, as tropas de Israel começam a avançar sobre a Cidade de Gaza, o principal centro urbano da região. Haniyeh parece estar certo. Israel promove e seguirá promovendo uma carnificina em Gaza e no fim não extinguirá o Hamas. O ódio nas ruas árabes aumentará.
Daí, o Fatah tampouco poderá assumir Gaza sem parecer aos olhos palestinos com uma marionete israelense.
E, assim, uma vitória militar se configura como uma derrota estratégica. Há nuances no ar da diplomacia.
Quinta-feira passada, o Conselho de Direitos Humanos da ONU condenou Israel.
Não é um fato raro. Aliás – de raro, o fato não tem nada. Tanto Kofi Annan quanto seu sucessor no comando da ONU, Ban Ki-Moon, já reclamaram que o conselho parece dedicado a repreender Israel e nada mais. Nenhum outro país foi mais repreendido – mesmo quando se inclui Ruanda e Sudão na lista, e estes praticaram genocídio. Como qualquer mínimo gesto israelense produz de imediato uma condenação por parte do Conselho, como quase nenhum gesto palestino provoca a mesma resposta, ele perde a credibilidade.
O que é raro é que Israel recebeu ordens do Conselho de Segurança da ONU para cessar o ataque. Ignorou-as, o que faz com freqüência. Mas os EUA têm direito de veto no CS e se abstiveram. Isto é marcante. E há um dado importante: foram os EUA de George W. Bush que se abstiveram de votar. O país que sempre vota a favor de Israel na ONU virou-lhe o rosto.
É um sinal.
Ignorar o Conselho de Segurança da ONU é problemático. Sim, os EUA o fizeram para invadir o Iraque. Mas os EUA são a maior potência militar e econômica do planeta. Ainda assim, a desobediência resultou num mundo muito mais hostil ao país. Não é à toa que tanto Barack Obama quanto John McCain tinham entre suas principais promessas aquela de restaurar a credibilidade do país.
De qualquer forma, Israel não são os EUA. Em última análise, Israel encontra-se numa situação muito mais delicada. Afinal, no fim, Israel é um argumento. O direito de existência de Israel se sustenta na idéia de que as nações do mundo decidiram que deveria haver um país para os judeus e outro para os palestinos na Terra Santa. Foi através da ONU que esta decisão se tomou.
Se Israel decide que pode acatar as decisões do Conselho de Segurança que bem quiser, seus inimigos também podem.
Morrerão mais palestinos. O Hamas não deporá suas armas. O Hamas nem precisa de tantas armas assim para continuar lançando foguetes caseiros. No final, Haniyeh terá razão. A estupidez do governo israelense é aterradora.
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Radical,
também defenderia os mais fracos se entre eles não existisse um movimento fundamentalista, cujo objetivo é a guerra de desgaste para a destruição de Israel, apontada pelo leitor JV, do blog do Alon. Já leste? Lá em uma entrevista de 2005, em espanhol com um dos fundadores e líder do Hamás, são declaradas claramente as pretensões de seu grupo. Se “gosta de discução”, é prato bem servido. Ou não lhe interessa por serem palavras que elucidam a posição de Israel?
Eu, por minha vez, li o impactante texto que Saramago escreveu em 2002, de uma qualidade literariamente inexcedível. O excesso fica por conta de linhas fantasticamente bem escritas, contendo, entre outras ‘torções’:
“alvos inermes” “Grande Israel”, “sonho expansionista”, “povo eleito por Deus”, “racismo obssessivo, exclusivista”, “arranhar a própria ferida para que não deixe de sangrar” etc.
Enquanto todo mundo fala dos direitos dos Israelenses e dos Palestinos se esquecem dos direitos dos civis de ambos os lados. Nesta guerra ambos estão errados, e hoje não há solução. Esta é uma guerra sem inicio, sem fim e acredito até que sem objetivo. Na verdade tem um objetivo: brincar de WAR com a faixa de Gaza. A paz está longe, mulçumanos de direita de saco cheio, de esquerda se explodindo, judeus radicais na Cisjordânia e ai vai…
Fica a pergunta extremamente leiga, pra algum cara phd no assunto: se algum lado se encher e resolver que a bomba atômica é a melhor solução, em qnto tempo o Oriente Médio iria desaparecer?
Sim por que com o andar da carruagem, em pouco tempo não existirá Oriente Médio pra contar história, e daí acabou-se estados de Israel, Palestino e o $#$%¨%
Catulo,
Louvo sua preocupação em abrir um espaço de discussão sobre as visões” à esquerda”. E não sou cristã, viuge!!! :-)))
O problema, pra mim, é que todos parecem presos a modelos viciados, como se o mundo não estivesse mudado. Não estamos mais nos tempos de guerra fria, estamos em tempos muito mais complicados, sem mencionar uma crise economica mundial.
E, nisso tudo, Israel brande o seu discurso padrão: estamos apenas nos defendendo.
Discurso velho, com argumentos velhos e que não resistem à menor crítica.
Se quer saber, sou daquelas que espera que a esquerda em geral, consiga pensar alternativas. Talvez, com a crise mundial que nos foi mimoseada pelos EUA, os caminhos se tornem mais fáceis.
Porem, voltando ao assunto, fico realmente assustada com quem tenta justificar morte de crianças. E da falta de imaginação, já que crianças que assistem o massacre nem precisam de mais algum “Mickey Mouse” guerrilheiro.
O Catulo hipócrita afirma no # :
“Interessante as manifestações do Caramujo: não emite opiniões - lança decretos, fatwas e desafios.”
O Caramujo, ao contrário do Catulo tolo, lança FATOS AMPLAMENTE conhecidos, E Ede todos: Ou você é burro ou é manio
O Catulo hipócrita afirma no # :
“Interessante as manifestações do Caramujo: não emite opiniões - lança decretos, fatwas e desafios.”
O Caramujo, ao contrário do Catulo hipócrita, lança FATOS AMPLAMENTE conhecidos de todos. Repetindo, para que o manipulador Catulo possa talvez compreender:
“Adolf Hitler dá voltas na tumba de orgulho e satisfaçao: Seus pupilos ashkenazes, descendentes das vítimas do Holocausto, se metamorfosearam em SS do Oriente Médio. Como sao eficazes em trucidar crianças! Se passaram mestres na arte de assassinar civis! Lançam alegremente bombas de fósforo branco e de fragmentaçao contra a populaçao inocente! Bombardeam escolas, hospitais, ambulâncias! Proíbem socorros aos feridos! Proíbem a entrada da imprensa nos locais de seus massacres! Emprisionam estudantes judeus pacifistas por recusarem a assassinar palestinos! Praticam um genocídio sutil, uma limpeza étnica que o próprio Fuhrer aprovaria às gargalhadas! Criaram o maior ghetto, o maior campo de concentraçao da atualidade, cercado por todos os lados, asfixiado a fogo lento! E JÁ FAZEM 60 ANOS QUE O CARRASCO ROUBA, OCUPA E ASSASSINA SEM FREIOS! 60 ANOS! BASTA!”
É decreto? É fatwa? É desafio?
Nao se faça de bobo, garoto! Tenha o mínimo de honestidade intelectual para debater. Rebata os FATOS que menciono acima, se for capaz. Rebata as declaraçoes de um Uri Avnery, de um Gideon Levy, homens de intelecto infinitamente superior ao seu.
Faraó #294,
não, você está errado - foi uma visita guiada da escola. havia várias crianças. foi feito várias vezes.
vou pro outro.
Todos condenam o terrorismo no mundo mas ninguem tem coragem de combater como Israel está fazendo , se estão morrendo inocentes é porque o proprio Hamas está usando eles como escudo humano , como Cristão convertido ao Deus de Isaac, Abraão,Jacó o que posso fazer é orar e Clamar a misericódia de Deus (YAHWE SENHOR DOS exércitos ).
ISRAEL, ESTADO TERRORISTA QUE COMETER GENOCÍDIO.
Como parte da cobertura do aniversario da criação de Israel e da palestina
NAKBA historiador israelense PROF. ILLAN PAPPE reflete sobre os
acontecimentos de 1948 e como elas levaram a 60 anos de divisão entre
os israelitas e os palestinos.
Entre fevereiro de 1948 o exercito israelita sistematicamente ocupando
a palestina e aldeias e cidades, expulsaram pela força a
população e, na maioria dos casos, também destruíram as casas, seus
pertences saqueados e assumiu as suas posses matérias e culturais.
Esta foi à limpeza étnica da palestina.
Durante a limpeza étnica sempre houve resistência por parte da
população o resultado foi massacre. Temos mais de 30 anos de tais
massacres onde alguns milhares de palestinos foram massacrados pelas
forças israelitas ao longo de todo o funcionamento da limpeza étnica.
A comunidade internacional tinha conhecimento da limpeza étnica , mas
a comunidade internacional, especialmente no ocidente, decidiu não se
confrontar com o chefe da comunidade judaica na palestina após o
HOLOCAUSTO.
E, por isso, havia uma espécie de conspiração do silêncio e, de novo
a comunidade internacional não reagiu e foi complacente e isso foi
muito importante para os israelitas, porque lhes mostrou que eles
possam adaptar como um estado ideologia étnica e de pureza étnica.
A arte de qualquer operação de limpeza étnica não é apenas a limpeza
da população e expulsando –oda terra . Uma parte muito
característica de limpeza étnica está apagando as pessoas da historia.
Para a limpeza étnica de ser um instrumento eficaz e bem sucedido
operação que você também tem que limpe as pessoas da memória e os
israelenses são muito boas a ela. Eles fizeram isso de duas maneiras.
Eles construíram ao longo dos colonatos judeus expulsos e aldeias
palestinas que muitas vezes lhes deu os nomes que refletiu o nome
palestinianos uma espécie de testemunho para os palestinianos de que
este é agora totalmente nas mãos de Israel e não há nenhuma chance mo
mundo da interposição do relógio para trás.
MOVIMENTOS DOS DIREITOS HUMANOS INTERNACIONALREPASSE ESSE E-mail PARA QUE UM MAIOR NÚMEROS DE PESSOAS FIQUE
SABENDO DESSES ABSURDOS.
Prof. ILLAN PAPPE- Israelense historiador