O cara é bom, o maior físico americano, pioneiro da computação quântica entre outros. Mas como brasileiro é invejoso e gosta de falar mal dos outros vou entregar que trabalhou no projeto Manhattan (aquele que o cara esquece dos princípios éticos e por aspectos meramente técnicos, financeiros e um baita ego cria um mecanismo de extermínio em massa).
Ou seja, é físico e ajudou a fazer bomba perde ponto.
2
RM LEAO
1/9/2009 - 08h45
Easy amigo, ou eram os Americanos ou os Nazistas que fariam a bomba primeiro. Imagine o mundo como seria hoje se os genios da epoca se recussassem a trabalhar na bomba?
E lembre-se depois a maioria dos fisicos se opos ao uso militar da energia nuclear. Mas que era preciso fazer a bomba, era… as consequencias poderiam ser tragicas,
3
RM LEAO
1/9/2009 - 08h46
Ali;as bom é pouco para o feynman, esse foi um dos maiores genios do século XX. Além de ser uma figuraça.
A angústia frente ao não-saber, à possível ausência total de sentido, propósito ou para quê do universo, é algo que costuma ser devastador para boa parte de nós, e não dá para negar que também serve como “combustível” para as crenças religiosas.
Se por um lado seria pretensioso de minha parte dizer que as religiões derivam dessa angústia, não posso deixar de notar como elas acolhem, “docemente constrangidas” e de bom grado, todos os que não suportam as incertezas da vida, oferecendo-lhes não apenas o conforto proveniente do conjunto de certezas que pregam, mas também o apoio de uma comunidade que comunga da mesma crença, atenuando o sentimento de solidão inerente à vida, esse mesmo que advém do fato de que nascemos sós, morremos sós, e ninguém pode fazê-lo conosco, nem tampouco por nós.
Reitero, mais uma vez, que essa dinâmica não explica se há ou não há Deus (ou deuses) fora das nossas crenças. Esse ponto é simplesmente inacessível à razão. Mas as motivações dos seres humanos, seus comportamentos, suas ações, estes podem muito bem ser objeto de análise, seja por parte da psicologia/psicanálise, da antropologia, da sociologia e mesmo da biologia, entre outras disciplinas.
6
rabbit
1/9/2009 - 10h21
Mais uma vez a discussão: seria melhor que os nazistas ou que os aliados produzissem a bomba primeiro?
Parece que este blog e seus comentaristas se pautam por uma visão realista, pragmática do mundo.
Mas ningúem aí advoga uma visão pacifista?
Não seria melhor não haver a bomba?
7
lucas
1/9/2009 - 10h41
Os militares americanos diziam aos cientistas que a bomba nunca seria usada, que seria apenas um instrumento de pressão. Eles se sentiram traídos quando a bomba foi usada. E a parcela de culpa que tiveram os assombrou pelo resto da vida. Há uma descrições bem interessantes da “depressão pós-bomba” na autobiografia do Feynman.
Pode parecer ingênuo acreditar nessa história de “mero instrumento de pressão”, mas a verdade é que a maior parte dos cientistas americanos não era exatamente de gênios políticos. E havia o horror da guerra, o patriotismo etc.
De qualquer forma, sendo bastante realista, havia muito mais probabilidade de a bomba nunca ser usada ou ser usada a menor quantidade de vezes possível com os EUA desenvolvendo ela antes.
O que você acha que os Nazistas fariam se tivessem um instrumento capaz de riscar do mapa cidades inteiras em segundos? Certamente muito mais que duas cidades…
8
lucas
1/9/2009 - 10h41
Os militares americanos diziam aos cientistas que a bomba nunca seria usada, que seria apenas um instrumento de pressão. Eles se sentiram traídos quando a bomba foi usada. E a parcela de culpa que tiveram os assombrou pelo resto da vida. Há uma descrições bem interessantes da “depressão pós-bomba” na autobiografia do Feynman.
Pode parecer ingênuo acreditar nessa história de “mero instrumento de pressão”, mas a verdade é que a maior parte dos cientistas americanos não era exatamente de gênios políticos. E havia o horror da guerra, o patriotismo etc.
De qualquer forma, sendo bastante realista, havia muito mais probabilidade de a bomba nunca ser usada ou ser usada a menor quantidade de vezes possível com os EUA desenvolvendo ela antes.
O que você acha que os Nazistas fariam se tivessem um instrumento capaz de riscar do mapa cidades inteiras em segundos? Certamente muito mais que duas cidades…
Essa duvida acometeu parte dos cientistas envolvidos no projeto, após a rendição da Alemanha (muitos estavam lá por ódio aos nazistas).
Eles sabiam que o Japão não era ameaça no assunto, e alguns defenderam que uma única arma fosse concluída e detonada em local desabitado.
Há algumas imprecisões históricas aí. Os nazistas não chegaram a trabalhar a sério em uma bomba atômica. As primeiras propostas que surgiram no III Reich foram lá por 1941; à época, o governo nazista não intentava investir em nenhuma pesquisa que demorasse mais de dois anos para ser concluída, pois que esperavam que a guerra acabasse nesse período, e uma bomba atômica certamente levaria mais que esse tempo.
Ademais, as bombas foram usadas no Japão em agosto de 1945, enquanto a Alemanha Nazista se rendeu em maio. Não estou querendo dizer que o Império do Japão era mais simpático que a Alemanha Nazista - <ironia>deusolivre, eles nem eram loirinhos de olhos azuis!</ironia> - mas o uso da bomba, em si, está mutio forçosamente ligado aos nazistas nos comentários acima.
De qualquer forma, não é certo que os nazistas cometeriam crimes de guerra piores que os cometidos em Hiroshima e Nagasaki. Grande parte dos crimes de guerra nazistas eram massacres de prisionerios ou massacres de terror pra controlar populações revoltosas. Ademais, os nazistas guerreavam para ocupar territórios, e um ataque nuclear não é o ideal de se fazer em um território que você vá ocupar… Mas, claro, aí é campo de pura especulação histórica, eu não sei tanto de História e Táticas de Guerra, e certamente a) os nazistas eram criminosos muito piores que os Aliados e b) é muito, muito ótimo que os Aliados tenham ganho a guerra e banido o nazismo.
Que dizem?
12
João Paulo Rodrigues
1/9/2009 - 12h06
Dev #11:
Como assim “Grande parte dos crimes de guerra nazistas eram massacres de prisionerios ou massacres de terror pra controlar populações revoltosas”? Cuidado, a frase soa meio que como uma desculpa. Os campos de extermínio nada tinham a ver com “populações revoltosas” e os inúmeros massacres de civis, notadamente na Rússia, eram anteriores a qualquer atitude das populações conquistadas. A vila, lugarejo, cidadezinha era colocada abaixo, seus habitantes in totto ou em parte exterminados sem antes de esboçarem qualquer reação.
João Paulo Rodrigues, #12, falei de massacre de prisioneiros justamente devido aos campos de concentração. Por outro lado, realmente não conheço muito das histórias dos massacres de vilas soviéticas. Sendo assim, agradeço o esclarecimento.
Mas não se preocupe, não estou tentando “desculpar” nazistas. De fato, se conjecturei sobre como eles, talvez, naõ usassem mais bombas atômicas que os Aliados, também é fácil imaginar que o projeto de limpeza étnica deles seria, infelizmente, muito mais bem sucedido com essas armas. Ou talvez não: talvez poupassem vilas de ataques nucleares, no mínimo para poupar arianos. Até onde me consta, nazistas não usavam, por exemplo, armas químicas em combate. São conjecturas, enfim.
Meu ponto principal era que a associaçaõ entre os nazistas e o uso das bombas pelos Estados Unidos estava muito mais forçada do que me parecia razoável, o que não reduz em nada a complexidade do tema.
14
Whatever
1/9/2009 - 13h47
Os nazistas desistiram de investir na bomba atomica no comeco da decada de 40, mas o Projeto Manhattan foi iniciado pelos americanos com medo que os nazistas (nao os japoneses) construissem um artefato atomico. A ironia (com o perdao da palavra) e’ que a bomba atomica acabou sendo utilizada contra os japoneses.
Ao final da guerra os nazistas estavam, obviamente, desesperados e tenho certeza que teriam utilizado uma ogiva atomica nos seus foguetes V1 ou V2 se tivessem acesso a uma.
Realmente os nazistas nao utilizaram armas quimicas na guerra, apesar de terem fabricado toneladas de produtos que poderiam ser utilizadas para este fim. Diz a lenda que, como o proprio Hitler foi vitima de gas mostarda na 1 Grande Guerra, ele se recusou a utiliza-las durante a 2 Guerra Mundial.
[...] Pedro Doria postou um curto vídeo do Richard Feynman, e deixei um comentário por lá. Como a discussão naquelas bandas encaminhou-se para a questão [...]
O cara foi um dos responsaveis pelo calculo da difusao termica numa expansao gasosa muito rapida, alguem diz que o cara trabalhou no projeto manhattan e… PRONTO! Ele me vem falar de ateismo, e voces me vem falar de nazistas x EUA, valores do brasileiro e tamborim.
Existe ALGUM assunto que nao recaia, em um momento ou outro em uma discucao sobre o nazismo????????
Estratégia, meu caro Gabriel , #19. Quando você põe o nazismo na discussão, seu oponente ficará mais e mais tentado a acusá-lo de nazista, e você ganhará a discussão pela Lei de Goldwin :)
Falando sério: eu acho que o nazismo se tornou uma espécie de ícone do mal e do erro. Assim, muita gente tenta ganhar uma discussão mostrando o opositor, em algum aspecto, como semelhante aos nazistas ou - como nesse caso - se mostrando, em algum aspecto, oposto dos nazistas.
Uma vez que se tenha mostrado quem é mais próximo aos nazistas - em qualquer aspecto, ou que eu acho meio bizarro… - a pessoa já se considera o vitorioso da discussão. E, como estão falando de um símbolo do Mal, os opositores ficarão constrangidos de debater contra o argumento porque vai ficar parecendo que defendem o próprio Mal.
Engenhoso, não? :)
21
Wilson
1/9/2009 - 17h33
Parece que esse post é para desviar a atenção para outra bomba:
Israel é acusada de usar bombas de fósforo.
Wilson, a não ser que eu esteja escrevendo constantemente a respeito do que ocorre entre Israel e Palestina, continuarei sendo delirantemente acusado de fugir do assunto… :-/
23
Brancaleone
1/10/2009 - 00h07
Feynmann? E daí se ele ajudou a fazer a bomba atômica? O avião não é usado em guerras? e a culpa é do S. Dumont? E quem não gosta de invenções surgidas por necessidades das guerras que jogue fora o celular, não tome antibióticos e nem use microondas e olha que tem muito mais coisas maravilhosas que foram inventadas ou grandemente aperfeiçoadas por motivos bélicos.
Nada como uma guerrinha para acelerar a engenhosidade e a criatividade humana.
Um mundo pacifista (ou melhor, pacificado tipo “Paz Romana”) seria um mundinho chato e sem graça…
O Feynman era um cara que pensava bonito. É difícil ler os livros dele (que em geral não foram escritos por ele, são aulas e palestras transcritas) e não se contagiar pelo entusiasmo com que ele via a física.
25
manichaeus
1/10/2009 - 03h20
“Why we are here”. Me parece que essa questão, colocada assim, deixa transparecer que o sr. Feynman não se coloca devidamente as questões “who are we” e “what is this that we call here”. É como se ele não visse a identidade absoluta entre “we” e “here”, como se nos visse como habitantes de um mundo, quase turistas involuntários, não como um aspecto de fato desse mundo. Outros colaboradores do projeto Manhattan foram bem além disso. David Bohm, por exemplo.
Agora, sobre o Manhattan, supondo que os EUA não soubessem que o Japão estava pronto para a rendição, é possível, talvez, entender Hiroshima. Mas jamais Nagasaki, que já não tinha qualquer significado militar. Aquilo foi o quê? Bombardeios podem ser da guerra. Extermínio sem propósito militar, não. Em Auschwitz ou Nagasaki.
26
Quasimodo
1/10/2009 - 13h54
Rabitt, seria melhor sem bomba, qualquer bomba, a não ser a de chocolate. Guerras são stúpidas seja por motivo econômico, religioso, para ganhar eleição, ou qualquer outra alegação. É gênio da raça, mas ajudou na bomba perdeu ponto.
27
lucas
1/10/2009 - 20h39
eu falei sobre os motivos alegados pelos militares americanos, não que isso seja justificativa para o desenvolvimento e utilização da bomba.
de qualquer forma, nazistas à parte, alguém duvida que o lançamento de uma arma de destruição em massa na ásia fosse mais um recado para a URSS que para o eixo?
28
Fabiano
1/10/2009 - 21h38
Gabriel (#19), este é o famoso Reductio ad Hitlerum - quando uma discussão se estende muito na internet, a probabilidade de alguém mencionar o nazismo ou acusar outro de nazista se aproxima de 100%. O triste é que no Brasil essa tendência é alcançada imediatamente.
Para falar de Feynmann, o cara era realmente brilhante, um dos grandes pensadores da Física do século XX. Isso de ele dizer que prefere a dúvida a uma certeza que pode estar errada é uma coisa que deveria fazer todo mundo pensar.
Parece que a tal da modernidade tem disso: as pessoas não têm mais a certeza absoluta que a religião dá (têm, no máximo, várias certezas absolutas possíveis, das quais só uma está correta, uma questão a-b-c-d-e filosófica). Na Idade Média pelo jeito as pessoas tinham disso, e parece que é justamente por não terem mais agora que elas precisam tanto.
“chest- isso mostra a escala de valores do brasileiro…brasiu!!siusiu”
Pena que do l você não pegou o wit e senso de humor do chesterton origial. Uma dica, ponha uma camisa listrada, pegue um pandeiro e vá para praia.
30
Zicker
6/16/2009 - 23h21
Acho que estou escrevendo um pouco fora do propósito, mas vejo a guerra como uma expressão do homem racional e não do homem irracional. A fúria competitiva por ocupar mercados, territórios e corações, não foi ao acaso, mas um produto de um querer, de uma mente pensante. Seria estúpido falar em animais guerreando entre si, ao menos que haja uma RAZÃO (racionalidade). Tanto mais evoluido e ser humano, mais estúpido será, e as lições de casa, da velha sobrevivência e da vivência são esquecidas… O homem só será feliz quando se libertar do escravidão da RAZÃO, e isso será uma utopia da mesma forma que reduzir a constante IRRACIONAL pi…
O cara é bom, o maior físico americano, pioneiro da computação quântica entre outros. Mas como brasileiro é invejoso e gosta de falar mal dos outros vou entregar que trabalhou no projeto Manhattan (aquele que o cara esquece dos princípios éticos e por aspectos meramente técnicos, financeiros e um baita ego cria um mecanismo de extermínio em massa).
Ou seja, é físico e ajudou a fazer bomba perde ponto.
Easy amigo, ou eram os Americanos ou os Nazistas que fariam a bomba primeiro. Imagine o mundo como seria hoje se os genios da epoca se recussassem a trabalhar na bomba?
E lembre-se depois a maioria dos fisicos se opos ao uso militar da energia nuclear. Mas que era preciso fazer a bomba, era… as consequencias poderiam ser tragicas,
Ali;as bom é pouco para o feynman, esse foi um dos maiores genios do século XX. Além de ser uma figuraça.
Trabalhou no projeto Manhattan: -1 ponto
Descobriu as causas do acidente da Challenger: +1 ponto
Tocou tamborim quando morou no RJ: +10 pontos.
A angústia frente ao não-saber, à possível ausência total de sentido, propósito ou para quê do universo, é algo que costuma ser devastador para boa parte de nós, e não dá para negar que também serve como “combustível” para as crenças religiosas.
Se por um lado seria pretensioso de minha parte dizer que as religiões derivam dessa angústia, não posso deixar de notar como elas acolhem, “docemente constrangidas” e de bom grado, todos os que não suportam as incertezas da vida, oferecendo-lhes não apenas o conforto proveniente do conjunto de certezas que pregam, mas também o apoio de uma comunidade que comunga da mesma crença, atenuando o sentimento de solidão inerente à vida, esse mesmo que advém do fato de que nascemos sós, morremos sós, e ninguém pode fazê-lo conosco, nem tampouco por nós.
Reitero, mais uma vez, que essa dinâmica não explica se há ou não há Deus (ou deuses) fora das nossas crenças. Esse ponto é simplesmente inacessível à razão. Mas as motivações dos seres humanos, seus comportamentos, suas ações, estes podem muito bem ser objeto de análise, seja por parte da psicologia/psicanálise, da antropologia, da sociologia e mesmo da biologia, entre outras disciplinas.
Mais uma vez a discussão: seria melhor que os nazistas ou que os aliados produzissem a bomba primeiro?
Parece que este blog e seus comentaristas se pautam por uma visão realista, pragmática do mundo.
Mas ningúem aí advoga uma visão pacifista?
Não seria melhor não haver a bomba?
Os militares americanos diziam aos cientistas que a bomba nunca seria usada, que seria apenas um instrumento de pressão. Eles se sentiram traídos quando a bomba foi usada. E a parcela de culpa que tiveram os assombrou pelo resto da vida. Há uma descrições bem interessantes da “depressão pós-bomba” na autobiografia do Feynman.
Pode parecer ingênuo acreditar nessa história de “mero instrumento de pressão”, mas a verdade é que a maior parte dos cientistas americanos não era exatamente de gênios políticos. E havia o horror da guerra, o patriotismo etc.
De qualquer forma, sendo bastante realista, havia muito mais probabilidade de a bomba nunca ser usada ou ser usada a menor quantidade de vezes possível com os EUA desenvolvendo ela antes.
O que você acha que os Nazistas fariam se tivessem um instrumento capaz de riscar do mapa cidades inteiras em segundos? Certamente muito mais que duas cidades…
Os militares americanos diziam aos cientistas que a bomba nunca seria usada, que seria apenas um instrumento de pressão. Eles se sentiram traídos quando a bomba foi usada. E a parcela de culpa que tiveram os assombrou pelo resto da vida. Há uma descrições bem interessantes da “depressão pós-bomba” na autobiografia do Feynman.
Pode parecer ingênuo acreditar nessa história de “mero instrumento de pressão”, mas a verdade é que a maior parte dos cientistas americanos não era exatamente de gênios políticos. E havia o horror da guerra, o patriotismo etc.
De qualquer forma, sendo bastante realista, havia muito mais probabilidade de a bomba nunca ser usada ou ser usada a menor quantidade de vezes possível com os EUA desenvolvendo ela antes.
O que você acha que os Nazistas fariam se tivessem um instrumento capaz de riscar do mapa cidades inteiras em segundos? Certamente muito mais que duas cidades…
Leo 9/January/2009 às 9:23
Trabalhou no projeto Manhattan: -1 ponto
Descobriu as causas do acidente da Challenger: +1 ponto
Tocou tamborim quando morou no RJ: +10 pontos.
chest- isso mostra a escala de valores do brasileiro…brasiu!!siusiu.
rabbit,
Essa duvida acometeu parte dos cientistas envolvidos no projeto, após a rendição da Alemanha (muitos estavam lá por ódio aos nazistas).
Eles sabiam que o Japão não era ameaça no assunto, e alguns defenderam que uma única arma fosse concluída e detonada em local desabitado.
Há algumas imprecisões históricas aí. Os nazistas não chegaram a trabalhar a sério em uma bomba atômica. As primeiras propostas que surgiram no III Reich foram lá por 1941; à época, o governo nazista não intentava investir em nenhuma pesquisa que demorasse mais de dois anos para ser concluída, pois que esperavam que a guerra acabasse nesse período, e uma bomba atômica certamente levaria mais que esse tempo.
Ademais, as bombas foram usadas no Japão em agosto de 1945, enquanto a Alemanha Nazista se rendeu em maio. Não estou querendo dizer que o Império do Japão era mais simpático que a Alemanha Nazista - <ironia>deusolivre, eles nem eram loirinhos de olhos azuis!</ironia> - mas o uso da bomba, em si, está mutio forçosamente ligado aos nazistas nos comentários acima.
De qualquer forma, não é certo que os nazistas cometeriam crimes de guerra piores que os cometidos em Hiroshima e Nagasaki. Grande parte dos crimes de guerra nazistas eram massacres de prisionerios ou massacres de terror pra controlar populações revoltosas. Ademais, os nazistas guerreavam para ocupar territórios, e um ataque nuclear não é o ideal de se fazer em um território que você vá ocupar… Mas, claro, aí é campo de pura especulação histórica, eu não sei tanto de História e Táticas de Guerra, e certamente a) os nazistas eram criminosos muito piores que os Aliados e b) é muito, muito ótimo que os Aliados tenham ganho a guerra e banido o nazismo.
Que dizem?
Dev #11:
Como assim “Grande parte dos crimes de guerra nazistas eram massacres de prisionerios ou massacres de terror pra controlar populações revoltosas”? Cuidado, a frase soa meio que como uma desculpa. Os campos de extermínio nada tinham a ver com “populações revoltosas” e os inúmeros massacres de civis, notadamente na Rússia, eram anteriores a qualquer atitude das populações conquistadas. A vila, lugarejo, cidadezinha era colocada abaixo, seus habitantes in totto ou em parte exterminados sem antes de esboçarem qualquer reação.
João Paulo Rodrigues, #12, falei de massacre de prisioneiros justamente devido aos campos de concentração. Por outro lado, realmente não conheço muito das histórias dos massacres de vilas soviéticas. Sendo assim, agradeço o esclarecimento.
Mas não se preocupe, não estou tentando “desculpar” nazistas. De fato, se conjecturei sobre como eles, talvez, naõ usassem mais bombas atômicas que os Aliados, também é fácil imaginar que o projeto de limpeza étnica deles seria, infelizmente, muito mais bem sucedido com essas armas. Ou talvez não: talvez poupassem vilas de ataques nucleares, no mínimo para poupar arianos. Até onde me consta, nazistas não usavam, por exemplo, armas químicas em combate. São conjecturas, enfim.
Meu ponto principal era que a associaçaõ entre os nazistas e o uso das bombas pelos Estados Unidos estava muito mais forçada do que me parecia razoável, o que não reduz em nada a complexidade do tema.
Os nazistas desistiram de investir na bomba atomica no comeco da decada de 40, mas o Projeto Manhattan foi iniciado pelos americanos com medo que os nazistas (nao os japoneses) construissem um artefato atomico. A ironia (com o perdao da palavra) e’ que a bomba atomica acabou sendo utilizada contra os japoneses.
Ao final da guerra os nazistas estavam, obviamente, desesperados e tenho certeza que teriam utilizado uma ogiva atomica nos seus foguetes V1 ou V2 se tivessem acesso a uma.
Realmente os nazistas nao utilizaram armas quimicas na guerra, apesar de terem fabricado toneladas de produtos que poderiam ser utilizadas para este fim. Diz a lenda que, como o proprio Hitler foi vitima de gas mostarda na 1 Grande Guerra, ele se recusou a utiliza-las durante a 2 Guerra Mundial.
[...] Pedro Doria postou um curto vídeo do Richard Feynman, e deixei um comentário por lá. Como a discussão naquelas bandas encaminhou-se para a questão [...]
12, exatamente.
Que coisa, ne?
O cara foi um dos responsaveis pelo calculo da difusao termica numa expansao gasosa muito rapida, alguem diz que o cara trabalhou no projeto manhattan e… PRONTO! Ele me vem falar de ateismo, e voces me vem falar de nazistas x EUA, valores do brasileiro e tamborim.
Existe ALGUM assunto que nao recaia, em um momento ou outro em uma discucao sobre o nazismo????????
Gabriel, #17, coisa estranha, não? :)
Eu não comentei o vídeo porque não posso asisti-lo no trabalho… mas discussões são assim, correm para onde elas mesmas querem ir. Essa é a graça :)
Pois eh, /dev/null… mas por que diabos nazismo??????
Estratégia, meu caro Gabriel , #19. Quando você põe o nazismo na discussão, seu oponente ficará mais e mais tentado a acusá-lo de nazista, e você ganhará a discussão pela Lei de Goldwin :)
Falando sério: eu acho que o nazismo se tornou uma espécie de ícone do mal e do erro. Assim, muita gente tenta ganhar uma discussão mostrando o opositor, em algum aspecto, como semelhante aos nazistas ou - como nesse caso - se mostrando, em algum aspecto, oposto dos nazistas.
Uma vez que se tenha mostrado quem é mais próximo aos nazistas - em qualquer aspecto, ou que eu acho meio bizarro… - a pessoa já se considera o vitorioso da discussão. E, como estão falando de um símbolo do Mal, os opositores ficarão constrangidos de debater contra o argumento porque vai ficar parecendo que defendem o próprio Mal.
Engenhoso, não? :)
Parece que esse post é para desviar a atenção para outra bomba:
Israel é acusada de usar bombas de fósforo.
Wilson, a não ser que eu esteja escrevendo constantemente a respeito do que ocorre entre Israel e Palestina, continuarei sendo delirantemente acusado de fugir do assunto… :-/
Feynmann? E daí se ele ajudou a fazer a bomba atômica? O avião não é usado em guerras? e a culpa é do S. Dumont? E quem não gosta de invenções surgidas por necessidades das guerras que jogue fora o celular, não tome antibióticos e nem use microondas e olha que tem muito mais coisas maravilhosas que foram inventadas ou grandemente aperfeiçoadas por motivos bélicos.
Nada como uma guerrinha para acelerar a engenhosidade e a criatividade humana.
Um mundo pacifista (ou melhor, pacificado tipo “Paz Romana”) seria um mundinho chato e sem graça…
O Feynman era um cara que pensava bonito. É difícil ler os livros dele (que em geral não foram escritos por ele, são aulas e palestras transcritas) e não se contagiar pelo entusiasmo com que ele via a física.
“Why we are here”. Me parece que essa questão, colocada assim, deixa transparecer que o sr. Feynman não se coloca devidamente as questões “who are we” e “what is this that we call here”. É como se ele não visse a identidade absoluta entre “we” e “here”, como se nos visse como habitantes de um mundo, quase turistas involuntários, não como um aspecto de fato desse mundo. Outros colaboradores do projeto Manhattan foram bem além disso. David Bohm, por exemplo.
Agora, sobre o Manhattan, supondo que os EUA não soubessem que o Japão estava pronto para a rendição, é possível, talvez, entender Hiroshima. Mas jamais Nagasaki, que já não tinha qualquer significado militar. Aquilo foi o quê? Bombardeios podem ser da guerra. Extermínio sem propósito militar, não. Em Auschwitz ou Nagasaki.
Rabitt, seria melhor sem bomba, qualquer bomba, a não ser a de chocolate. Guerras são stúpidas seja por motivo econômico, religioso, para ganhar eleição, ou qualquer outra alegação. É gênio da raça, mas ajudou na bomba perdeu ponto.
eu falei sobre os motivos alegados pelos militares americanos, não que isso seja justificativa para o desenvolvimento e utilização da bomba.
de qualquer forma, nazistas à parte, alguém duvida que o lançamento de uma arma de destruição em massa na ásia fosse mais um recado para a URSS que para o eixo?
Gabriel (#19), este é o famoso Reductio ad Hitlerum - quando uma discussão se estende muito na internet, a probabilidade de alguém mencionar o nazismo ou acusar outro de nazista se aproxima de 100%. O triste é que no Brasil essa tendência é alcançada imediatamente.
Para falar de Feynmann, o cara era realmente brilhante, um dos grandes pensadores da Física do século XX. Isso de ele dizer que prefere a dúvida a uma certeza que pode estar errada é uma coisa que deveria fazer todo mundo pensar.
Parece que a tal da modernidade tem disso: as pessoas não têm mais a certeza absoluta que a religião dá (têm, no máximo, várias certezas absolutas possíveis, das quais só uma está correta, uma questão a-b-c-d-e filosófica). Na Idade Média pelo jeito as pessoas tinham disso, e parece que é justamente por não terem mais agora que elas precisam tanto.
“chest- isso mostra a escala de valores do brasileiro…brasiu!!siusiu”
Pena que do l você não pegou o wit e senso de humor do chesterton origial. Uma dica, ponha uma camisa listrada, pegue um pandeiro e vá para praia.
Acho que estou escrevendo um pouco fora do propósito, mas vejo a guerra como uma expressão do homem racional e não do homem irracional. A fúria competitiva por ocupar mercados, territórios e corações, não foi ao acaso, mas um produto de um querer, de uma mente pensante. Seria estúpido falar em animais guerreando entre si, ao menos que haja uma RAZÃO (racionalidade). Tanto mais evoluido e ser humano, mais estúpido será, e as lições de casa, da velha sobrevivência e da vivência são esquecidas… O homem só será feliz quando se libertar do escravidão da RAZÃO, e isso será uma utopia da mesma forma que reduzir a constante IRRACIONAL pi…