De como Israel pode reconduzir Mahmoud
Ahmadinejad ao poder no Irá
Como de hábito, vale a pena ler nos comentários abaixo aquele assinado pelo Bitt. Ele entende tecnicamente de estratégia militar e explica duas questões: a primeira, por que não dá para comparar a defesa do Hamas com aquela imposta pelo Hizbolá, em 2006; e a segunda, por que a tática escolhida por Israel tende a matar mais civis. Sim: poderia ter sido diferente.
Os números divulgados pela ONU estão assim: 530 mortos, aproximadamente um quarto eram civis.
Gaza foi dividida em dois pelo exército israelense. O plano, oficialmente, é não entrar nos grandes aglomerados urbanos. Israel parece decidida a apear o Hamas do poder para retorná-lo ao Fatah.
Os resultados eleitorais já são visíveis: em Israel, o Partido Trabalhista, do ministro da Defesa Ehud Barak, está subindo nas pesquisas. Os partidos religiosos estão descendo. E a aparência é de que a dobradinha Kadima-Trabalhistas retornará ao poder. É o grupo político que estará melhor disposto a trabalhar com Barack Obama. Com o Fatah controlando toda a Palestina, os augúrios políticos também são bons.
O que falta é combinar com o adversário: o ódio nas ruas de Gaza estará num nível de intensidade tal – o que é mais do que razoável – que a fundação da Palestina pode ficar difícil de negociar.
E, evidentemente, resultados políticos se combinam com guerra de formas as mais distintas. No Irã, que também celebra eleições presidenciais em 2009, a economia está aos frangalhos. Tudo indicaria que Mahmoud Ahmadinejad não conseguiria se reeleger. Mas Israel acaba de colaborar para mostrar que há um inimigo externo lá fora.
Ao bombardear Gaza, o governo israelense pode ter garantido sua permanência no poder. Mas também ruma para garantir a de seu maior algoz.
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segubdu = segundo
Alba
Sou obrigado a descordar da sua explicação de boa moça para o Gabriel no comentário 167.
Acho que todos concordariam com a sua afirmação de que “[talvez] seja humano ficar satisfeita com a leitura de posições semelhantes.
Mas me pergunto se todos diriam que também é “humano” fugir de responder quando indagados.
Você fez como Bitt e uma vez confrontada com perguntas fez-se de muda e sumiu.
Na minha casa o nome disso sempre foi covardice.
http://www.gazatoday.blogspot.com/
Friday, January 2, 2009
Why would Israel bomb a university?
Why would Israel bomb a university?
Dr. Akram Habeeb writing from the occupied Gaza Strip, Live from Palestine, 29 December 2008
As a Fulbright scholar and professor of American literature at the Islamic University of Gaza (IUG), I have always preferred to keep silent about the Israeli-Palestinian conflict. I always felt that it was my mission to preach love and peaceful coexistence. However, Israel’s massive offensive against the Gaza Strip has spurred me to speak out.
Last night, during the second night of Israel’s unprecedented attack on Gaza, I was awakened by the deafening sound of intensive bombardment. When I learned that Israel had bombed my university with American-made F-16s, I realized that its “target bank” had gone bankrupt. Of course Israeli politicians and generals would claim that IUG is a Hamas stronghold and that it preaches terrorism.
As an independent professor, not affiliated with any political party, I can say that IUG is an academic institution which embraces a wide spectrum of political affinities. I see it as prestigious university which encourages liberalism and free thought. This personal point view might seem to be biased; therefore, I would invite anyone who would doubt about my assertions to browse IUG’s website and research its history. They would learn about its membership in various international academic institutions, the active role its professors play in scholarly research as well as prizes and research grants they have received.
Why would Israel bomb a university? Israel did not only target my university last night. It also bombed mosques, pharmacies and homes. In Jabaliya refugee camp Israeli bombs killed four little girls, sisters from the Balousha family. In Rafah they killed three brothers, aged 6, 12 and 14. They also killed a mother, along with her one-year-old child from the Kishko family in Gaza City.
These acts made me reflect on some of the commandments given by God to the “Chosen People:” Thou shalt not kill. Thou shalt not covet thy neighbor’s house. No one could be chosen by God to annex the land of other people and kill them. Israel made these ethical choices by itself. Israel itself chose to wage its wars to eliminate the indigenous people of Palestine.
Dr. Akram Habeeb is Assistant Professor of American Literature at the Islamic University of Gaza.
Posted by Sameh A. Palestine
Caramujo,
sua explicação para o surgimento de hamas e hizbollah, está mais para gosminha de caramujo do que um entendimento profundo sobre as contradições do próprio Islã.
O séc. passado evidenciou para os próprios árabes e islâmicos o imobilismo, o atraso, a ignorância de suas sociedades em relação ao Ocidente.
Quando caíram em si, tentaram algumas vias para enfrentar seus problemas. Uma delas propunha sem tocar no status das mulheres ou na hegemonia da Sharia, a modernização por reforma ou revolução, concentrando seus esforços em três áreas: militar, econômica e política, com resultados decepcionantes em todas elas. A busca por vitórias por meio de exércitos modernizados resultou numa série de fracassos humilhantes. A busca por desenvolvimento resultou, nalguns países, em economias empobrecidas e corruptas; em outros numa dependência doentia de um único recurso - combustíveis fósseis, que eram descobertos, extraídos e comercializados pelo técnica ocidental e fadados a se esgotar e ser substituídos por outros. O pior de tudo foi o resultado político: a busca de liberdade deixou um punhado de tiranias esfarrapadas, que variaram desde autocracias tradicionais, até ditaduras - modernas apenas em seu aparelho repressor e doutrinário.
No entanto, o Extremo Oriente, havia conseguido adquirir know how suficiente e formar técnicos e mão de obra para emular os produtos do Ocidente.Se andar atrás já era bem ruim, claudicar na traseira foi muito pior.
Assim, a outrora a civilização de glória e poder, se amesquinhou.
A outra via para pensar seus problemas foi perguntar; “quem nos fez isto?”, uma reação muito humana e comum quando as coisas estão indo mal.
Em geral é mais fácil e sempre mais satisfatório acusar os outros por nossos infortúnios. Por longo tempo os mongóis foram os vilões favoritos. Mas os próprios historiadores do Islã viram que havia falhas nessa argumentação (e, comentar aqui, alongaria a exposição).
A ascenção do nacionalismo, ele próprio importado da Europa, produziu novas percepções e assim lançaram sobre os turcos a culpa de suas dificuldades, tanto como os turcos atribuiram a estagnação de sua civilização ao peso morto do passado árabe, que imobilizava suas energias criativas.
O período da colonização francesa e britânica dos sécs. XIX e XX, produziu um bode expiatório novo e mais plausível - o colonialismo ocidental., não que não houvesse razões para tanto.
Mas o interlúdio colonialista foi relativamente breve e terminou há pouco mais de 1/2 séc. Agora o papel de vilões cabem aos Estados Unidos e a Israel.
No entanto alguns observadores, tanto dentro, quanto fora da região assinalaram as diferenças no desenvolvimento pós-imperial - por exemplo entre Aden no Oriente Médio e lugares como Cingaura e Hong Kong, e mesmo em partes da Índia.
Uma terceiira via para enfrentar seus problemas seria, em vez de perguntar quem nos fez isto? procurar responder à pergunta “onde foi que erramos?”, Um número razoável de pessoas no O. M. está se voltando a esta abordagem mais auto-crítica e tentando responder “como podemos corrigir isso?”
Aqueles que se confortam com a alternativa do vitimismo, culpam as tentativas modernizadoras e reformistas de suas correntes internas pelos fracassos do Islã e então convencem-se que devem retroceder ao Islã mais puro, ao Islã do medievo, ao tempo de sua glória máxima, para novamente ocupar o lugar que lhe cabe no mundo. E o emblema mais evidente deste pulo para trás são Al- Qaidas, Hizbollahs, Hamás e congêneres: uma espiral ascendente de ódio, rancor, fúria e auto-comiseração.
Engolfados neste arrastâo e de todo inconscientes do papel que estão representando, temos o comunista ou ex, que culpa o Ocidente pelo fracasso da introdução do socialismo no mundo islâmico; o socialista modernoso de inícios do séc. XX, que procura traços judeus nos partícipantes do blog, gritando que essa história de raça, religião, etc, é empulhação; o recruta imbecilizado que corre de blog em blog feito barata tonta largando palavras de ordem, abaixo isso, acima aquilo, apartheid nazista, obscurecendo com seu agit e prop os verdadeiros fascistas; temos o gagá moreno-alto-sensual-socialista, com seus dois carrinhos, o odiento/ressentido que escorrega na podridão de sua própria jaca, enquanto a firma, certamente capitalista, ‘até que foi bem, obrigado’; temos também o médium medíocre, abrigando vários matizes de espíritos, do lacrimogênico paz & amor ao furibundo cuspidor de insultos, tudo em clima de barraco geral nas entranhas; temos uma ONU cristã por excelência, mesmo se dizendo ex-trotskista, que atende pelo nome de Alba, e não suporta os massacres que seus ofendidos e humilhados chamam, provocam, açulam contra si mesmos, em nome da gradeza de Allah.
Sobre os amáveis, sobre os honestos, sobre os de palavras leves e risonhas, sobre os de coraçao gentil, sobre os de conhecimento, sabedoria e paciência, a estes agradeço pelo enorme conforto de os ler. Aos que desprezo - e nunca, nunca estarás aí, Alba, também agradeço: empurram-me para estudar e lutar contra minhas iremediáveis limitações.
A maioria dos parágrafos são seleções quase que literais de Bernard Lewis, que segundo a orelha do livro é professor emérito de Estudos Orientais na Universidade de Princeton, à qual é vinculado desde 1974.
Bom, taí. Israel atinge três instalações da ONU - inclusive um prédio vazio. Não parece um aviso?
Devemos frisar uma coisa, aqui: as IDF não são uma organização criminosa. O “pé-de-poeira” e o “come-fumaça” israelis cumprem ordens, desdobradas a partir de uma ação de governo. Também não acho q o governo israeli seja criminoso, pq, nesse caso, todos os governos, com raras excessões, teriam de ser proclamados assim. Mas devem ser condenados, moralmente. O Hamas é uma organização política q tem em seus fundamentos a negação ao direito de Israel existir, o q autoriza o uso da força como forma de arrastar o adversário até a mesa de negociações. Se isso não for possível, então o caminho restante é ataca-lo até a rendição incondicional. O exemplo maior dessa postulação (que não é minha, é de um sujeito chamado Jomini, q viveu no século XVIII) é o resultado da II GM.
Aí reside o problema maior. O governo de Israel sabe q a única maneira de acabar com um gpo político assim é matar todos os seus integrantes - o q é impossível de fazer. Pelas declarações q Olmert tem dado, desde ontem, o objetivo é forçar a comunidade internacional - e em particular europeus e o Egito - a se responsabilizar por Gaza e pelas atitudes do Hamas. Ao mesmo tempo, procuram causar a maior qdade possível de danos à infra q permite ao adversário continuar lutando. Um dos principais objetivos, nesse caso, é fechar os tais túneis, q são a base logística deles.
A questão dos civis me parece interessante (sei q “interessante”, nesse caso, é uma expressão meio cínica). Um dos objetivos principais dessa operação parece ser “castigar” os palestinos, como nação. Afinal, do pt de vista israeli (e dos EUA) eles causam problemas ao não se comportar direitinho - o q significaria, me parece, aceitar como dádiva o tipo de bantustão que Israel e os EUA consideram o “melhor modelo” para a estruturação do “estado palestino” (um estado sem forças armadas formais - apenas com polícia -, não totalmente independente em sua diplomacia nem em sua estrutura econômica - ou seja: não totalmente soberano). De qq maneira, o bantustão - solução semelhante aquela q os sul-africanos propuseram, nos anos 60, para resolver a questão do apartheid - é um começo. Tanto é q tem funcionado, desde q a Fatah aceitou negociar. Mas a Fatah aceitou negociar pq, depois de 20 anos tomando porrada no campo de batalha, introjetou q a solução militar não era factível (o ponto máximo foi qdo foram obrigados a abandonar Beirute, em meados dos anos 80). O Hamas seguirá pelo mm caminho? Eu não sei - acho q tvz seja forçado à uma solução de compromisso. Essa solução tem de envolver a implementação de negociações envolvendo a Fatah. Israel vai ter de controlar seu “público interno”, seus fundamentalistas.
E mais uma: será q Barack Obama estará disposto a continuar subsidiando, politica e financeiramente, o festival de absurdos políticos de Israel?
André Fucs,
Obrigado pela resposta.
Entendo tuas colocações e Uri Avnery tem colocações que parecem realmente provocativas e, por consequencia, pouco contributivas. Gabriel acaba dizendo a mesma coisa, pelo que entendi das respostas dele.
Mas também me permito continuar pensando. Como pode não haver uma proposta de paz e de solução para os palestinos? É inaceitável, pelo menos pra mim.
Então tiremos Uri Avnery da frente e vamos colocar Iitzhak Rabin e Shimon Peres que queriam negociar uma situação territorial nas bases de antes de 1967 e no apoio econômico para o desenvolvimento palestino. Não era isso que eles pensavam?
Mais uma vez, obrigado pelo trabalho em responder e pela educação.
Pax,
A proposta existe, já foi colocada na mesa várias vezes. É tudo meio que óbvio mas ambos os lados precisarão decidir o que querem do futuro.
This war officially sucks:
Al Jazeera Tv, manhã de 7/01:
680 dead, half of them are children and women, and 3,075 injuries
relatório de ontem do Crescente vermelho:
This report covers the period of 05/01/2009 (09:00am) till 06/01/2009 (09:00am)
For the tenth consecutive day of the Israeli military operation in the Gaza Strip, PRCS is still at its highest level of alert in the occupied Palestinian territory (oPt).
PRCS is deeply concerned over the Israeli targeting of medical missions. Hampering the access of medical personnel and ambulances to casualties has led to the dying of wounded while waiting for a long time to be transported.
Yesterday, the Israeli army opened fire at two PRCS ambulances in Gaza Strip, causing damage to one of them. Fortunately no injuries were reported.
Moreover, one medical personnel, from the military medial services, was injured and two PRCS ambulances were damaged, after an Israeli airstrike in Jabaliya area and while the medical teams were trying to transport injuries and deaths.
At 17:00pm, a PRCS ambulance was dispatched to Al Samoni area, south of Gaza Strip, after coordination was made with the ICRC and got the green light to proceed to transport one of the injuries. When the ambulance reached the location of the incident, and without any provocation, the Israeli soldiers opened fire at it. Fortunately no injuries were reported, but the ambulance received damage.
At 18:00pm, a PRCS ambulance was dispatched to Al Atatra area, after coordination was made with the ICRC and got the green light to proceed to transport casualties. When the ambulance reached the location of the incident, the Israeli soldiers opened fire at it. Fortunately no injuries were reported.
The situation in Gaza Strip is alarming. A large number of people left their homes for safety. According to ICRC report, ten out of 45 wells are no longer functioning due to the runing out of fuel. Two wells are damaged due to the air strikes, and the rest of the water wells are set to shut down in the coming 2-3 days as their support generators will run out of fuel, which will deprive half a million of people in Gaza Strip the access to water.
Catulo,
Sua verborréia é pedante. O fato é que o Hamas e o Hesbolá nao existiam há 10 anos atrás. A apariçao e fortalecimento destes provém exclusivamente da política fascínora do estado hebreu.
Desafio-o a provar o contrário, mas sei de antemao que nao será capaz. E, pare de copiar e colar textos que nao sao de sua autoria e que tem nada a ver com a minha argumentaçao.
É como se diz no futebol. Só acaba quando termina. Essa guerra de atrito já dura 60 anos. Israel vence no campo de batalha, perde no campo da demografia e provavelmente vai deixar de ser a democracia (isso não é ironia) do oriente médio para se tornar um tipo de apartheid. Mas até lá vão arranjar outro nome para legitimar a situação e - é claro - nao chamar de apartheid. Afinal, não seria de bom tom.
Pombas, o assunto é repetitivo a essa altura do campeonato, mas tem uns caras catulos maludos que conseguem escrever comentários quilométricos. Claro que pulei. Fábio Passos conseguiu irritar os direitões e o Caramujo voltou em boa performance.
Muito bem, o bitt fala dos supostos túneis secretos do Hamas. Pombas, depois do Vietnam nego inventou uns bombardeamentos especiais para túneis. Os caras estão é matando palestinos para ocupar esse triste terreno de Gaza. Pode ser por questão política, de segurança ou de expansionismo. Sei lá. Hoje em dia, falar em terrorismo é a melhor justificativa para matar gente.
Credun fas,
É preciso lembrar, também, que grande parte dos deslocados palestinos não o foram por Israel, e sim pela Jordânia.
Sarkozy anuncia, agora, a possibilidade de uma tregua nas proximas horas.
E os israelenses, ou seriam judeus, ou israelitas, anunciam a possibilidade de aceitar-se o plano de Egito e França…..finalmente.
Depois de assistir vários filmes mostrando crianças palestinas armadas com fuzis em escolas, crianças palestinas recebendo ensinamentos de como montar bombas em escolas, crianças palestinas aprendendo táticas de guerrilha em escolas, crianças palestinas vestidas de homens-bomba em escolas, crianças palestinas jurando ódio em escolas, crianças palestinas assistindo o lançamento de foguetes em escolas, crianças palestinas assisitindo um Mickey que prega destruição em escolas, crianças palestinas sendo convocadas para servirem de escudos humanos, crianças palestinas sendo arrastadas para ficarem junto de atiradores palestinos,
pergunto eu a voces:
de quem é a culpa pela morte de crianças palestinas, de Israel ou do Hamas?
faraó,
Esse tipo de maniqueísmo não ajuda em nada, pode apostar.
A culpa é de quem assassina, até prova do contrário.
O Catulo, judeu bombachudo descreveu meio mundo como quis e esqueceu de se apresentar. Esse cuiudo que vos escreveu é bacudo dos pagos dos pampas da região da campanha onde quando guri, soltava pandorga e jogava bolita, seu pai milico do exercito era estancieiro e fazia chiba através da ponte internacional como renda complementar, ao crescer pegou o trem minuano (ou teria sido o pampeiro?)e saiu de lá, foi morar em Tel Aviv em frente à praia de Copacabana onde desenvolveu o míssel atirador de boleadeira, atualmente anda entusiasmado com as leituras de Bernard Lewis que nada mais é que um cruzado moderno cheio de verniz para cobrir suas posições racistas anti-arabes, mas a carga de cinismo do Lewis é tão grande que ao mesmo tempo em que culpa o islã pelo atraso, tece loas ao mesmo em contraposição ao nacionalismo e pan arabismo muito mais preocupante para as nações imperialistas, mas o bagual usa como ele mesmo gosta de dizer, antolhos e não consegue ver…
Mas como eu já afirmei e está se confirmando, está em curso um cessar fogo duradouro e tudo voltará como era antes no castelo de Abrantes… Ou seja, o Hamas continua lá, só que mais fraco, o Fatah não ganhou nada somente o desprezo dos de Gaza, quanto ao governo israelense é capaz que tenham avançado alguns pontinhos nas pesquisas então toda matança deve ter valido a pena, mas nesse assunto interno eu não posso me aprofundar pois nunca pisei a terra santa e provavelmente isso idéia minha não tenho “fontes confiáveis” para apresentar…
Tenho lido vários posts e cheguei à triste conclusão de que a humanidade está perdida e condenada à auto-extinção.
Todos brigam e ninguém tem razão.
Deveríamos estar lamentando o que está acontecendo no O.M. Não tomando partido de A ou de B.
Israel tem que dar um jeito de fazer a paz ou será que só vai parar quando tiver matados todos os palestinos? Sim, mas, uma vez feito isso, serão outros árabes, e são muitos.
Violência só gera violência.
Não demorará muito Israel ficará cercado de países árabes onde os governos serão da mesma linha fundamentalista do Irã (sim, pois com o tempo, através de revoluções ou pela via democrática, isso acontecerá). E daí? E se algum/alguns desses países árabes tiver bomba atômica? Destruir-se-ão reciprocamente?
E quando o Hesbolá ou o Hamas tiver suas próprias B.A? Hoje lutam com velhos AK-47 e foguetes Kassam, e amanhã?
O caminho é a paz. Não há outra saída.
Putz, Dino. Agora eu entendi tudo. Só agora eu entendi pq vc é tão amigo do bitt. Vcs são da turma que adora usar palavras difíceis! No dia que o bitt ensinar para a gente o que é uma “artilharia autopropulsada” ( O PD ficou superimpressionado, até achou que era tudo verdade…) vc pode traduzir essas suas palavras difíceis que escreveu aí. Puta intelectual refinado. Agora, diz uma coisa: nesse seu dicionário, tem o termo “direito de defesa”? Quando um gaúcho macho como você é atacado por uma semana, mísseis caindo na cabeça,
o que ele julga que é uma resposta adequada? Ficar em casa bebendo chimarrão? Ou ficar bacuiando a pandorga da bolita?
Solta o verbo aí, pode me xingar!
Spielberg, a pergunta não foi dirigida a mim, mas como a pergunta foi colocada num espaço de debate público, aqui vão meus dois centavos: No dicionário - nem em nenhum dos tratados de Direito que já li (certamente todos escritos por comunistas antissemitas, claro) - “direito de defesa” equivale a “chacina perpretada por motivos escusos”.
o comentaria do vaticano deveria virar bula papal
gaza nao e um campo de concentração que lembra a 2ª guerra e uma vergonha mundial do que um jedeu e capaz de fazer para ganhar a eleiçaoi em
casa..pena que a SS deixo este resto para mostrar ao mundo que ele nao estava errado!!!!!
O fato é que o Hamas foi abatido por uma falha de cálculo que para povo em Gaza foi fatal. O Hamas se julgou capaz de encenar o papel que o sul do Líbano desempenhou há dois anos atrás atacando Israel por meio de foguetes. Aparentemente o Hamas não contou com o processo de aprendizado de Israel e avaliou mal sua força militar. Gaza (Hamas) simplesmente não é o Sul do Líbano. Onde estão os heróis do Hamas agora? Ou vocês acreditam ainda que eles ficaram por lá para ver o circo pegar fogo e garatir a segurança da pupulação local? Mas, isso pra nós brasileiros não é nunhuma novidade, mesmo porque aliciação de famintos é uma prática política muito conhecida por aqui também.
Aliás, por conta da tragédia humanitária não deveriamos esquecer a causa da mesma. Hamas declarou por terminado o cessar-fogo e retomou o bombardeamento com foguetes no sul de Israel. Bem, esse é um fato sobre o qual há um consenso internacional. Mesmo em países árabes ressalta-se a parcela de culpa do Hamas. Estranho não? Considerando que os judeus são vistas como persona-non-grata por eles. E não venha com aquele argumento repetitivo que aversão árabe aos Judeus se deve à compactação de Israel com os EUA. Israel não é uma invenção norte-americana.
Mas, não quero inimigos virtuais e tanto pouco tenho o propósito de instigar ódio contra X ou Y. Não se engane, pessoal! Neste filme não há mocinho e o vilão, por mais que as pessoas os tentam construir. Por isso, acrescento que obviamente teria sido sensato e de importância mais do que vital insistir na proteção da população civil em Gaza. A situação lá é uma catástrofe. Porém, o que chama mais a atenção é que o Hamas durante os últimos meses, nos quais ele vem bombadeando o sul de Israel, jamais se importou com a questão da segurança da sua própria população. Àqueles que têm observado a situação era óbvio que Israel reagiria.
Outro argumento repugnante é afirmar que o fato de que apenas 32 Israelenses tenham sido vítimas dos bombardeios do Hamas não confere o direito de defesa a Israel. Isso significa, 32 mortos são toleráveis e 500 não. Por quê não reinstitutir logo o Código de Hamurabi (olho por olho, dente por dente) em uma forma moderna? Não! O número de vítimas é terrível, porém ele evidencia também o erro de calculação do Hamas. Pois é neste ponto que se expressa a proporção de força militar.
Segundo a maior parte da opinião pública nos confrontamos, portanto, com os autores do crime (Israelenses) e vítimas de um assassinato em massa (Palestinos). Essa é uma falsa percepção do conflito no Oriente Médio. Essa é uma armadilha da máquina propagandista do Hamas que se esforça aplicadamente em estilizar o conflito segundo o lema: o governo israelense é um regime nazista. Como tal todos nós temos o dever de interceder exclusivamente pelo Hamas, digo Palestinos. O mais correto seria, na verdade, afastar-se da distorção dos fatos e imagens. Pois enquanto a propaganda do Hamas continuar sensibilizando a opinião pública, eles vão encarregar-se para que continue havendo vítimas. Monstrar solidariedade para com os Palestinos é indispensável, mas sensato seria também nos opormos a propaganda do Hamas. Devemos apelar para que Israel, na qualidade de país democrático e Estado de direito (o que muitos, álias ,não querem aceitar), estabeleça novas medidades na região.
Hamas optou pela radicalização. Agora querem exigir de Israel para permanecer na defensiva? Tratase muito mais de uma absoluta falta de confiança de ambas as partes e, em partes, até mesmo incompetência dos governos e da elite dos dois paises. Israel sabe que a única forma de retomar o diálogo de paz (o que não significa que a paz se estabelecerá, pois nenhum dos vinhos querem os judeus por lá) será recuando à fronteira de 1967.