Se é para listar vilões, Israel não está sozinha
Egito, Arábia Saudita e o Hamas estão juntos
Não existe um único conflito armado no mundo no qual há mais diplomatas envolvidos e recursos internacionais voltados do que aquele entre Israel e seus vizinhos palestinos. Tais recursos provavelmente seriam melhor empregados alhures. Afinal, há muitos cantos do mundo onde há conflitos mais sérios e para os quais quase nenhum recurso é dedicado.
Isto posto: é difícil justificar a morte de 280 pessoas. Há muitos civis na conta.
Mas, para compreender esta história, é preciso escapar ao maniqueísmo da Israel cruel contra palestinos indefesos. Este ataque a Gaza é um jogo de cartas marcadas onde no comando de um lado, do outro, e nos arredores, não há um só inocente.
No sábado à noite, o ministro das relações exteriores egípcio, assim como todos seus pares árabes, mostrou sua indignação contra Israel. Mas, quando perguntado especificamente, Ahmed Aboul Gheit disse: Israel havia deixado claro que se o lançamento de foguetes continuasse, haveria retaliação. O aviso foi feito mais de uma vez. ‘O responsável pelo ataque é o Hamas.’
Quando começou a despejar foguetes contra Israel, o Hamas esperava um contra-ataque. O Hamas precisa de Israel no ataque, porque raiva de Israel alimenta suas vitórias eleitorais. O Hamas precisa do Likud no poder em Israel porque isto garante o confronto. Negociações de paz, hoje, favorecem ao Fatah.
O Fatah, no comando da Cisjordânia, imediatamente condenou o ‘ataque covarde’ de Israel a Gaza. Mas também de presto fez informar à imprensa israelense que estava pronto para assumir o governo de Gaza tão logo o Hamas caísse. Não há nada que o Fatah deseje mais do que a derrubada do Hamas.
Israel é, freqüentemente, condenada internacionalmente pelo bloqueio que impõe a Gaza. A vida fica muito difícil na faixa, por conta. Mas Gaza faz fronteira com o Egito que também lhe impõe um bloqueio. O Egito, país árabe, raramente é lembrado quando as críticas aparecem. O Hamas, no entanto, é filhote da Irmandade Muçulmana egípcia e a ditadura do país não quer a irmandade nem longe. O Egito, parece claro, foi informado anteriormente por Israel que o ataque viria e as condenações são só isso: um aceno para as ruas árabes. Israel sai como vilã mas cumpre o papel que o Egito deseja.
O Egito não está sozinho. Também a Arábia Saudita faz críticas a meia boca mas bem preferia ver o Hamas pelas costas. Ambos os países, como inúmeras outras nações árabes, vêem o grupo político e terrorista como uma extensão do governo iraniano. E o Irã é uma ameaça para os árabes.
E: Israel ofereceu negociação. O governo Kadima-Trabalhista queria a renovação do cessar-fogo. A continuidade do lançamento de foguetes os faz parecer fracos; a ofensiva militar não é seu forte, o Likud sempre parece melhor nisso. Israel ofereceu afrouxar o bloqueio, pediu ao Egito que interviesse, sugeriu soltar mais prisioneiros. Foi uma opção do Hamas não atender aos pedidos.
Reação desproporcional? Trezentos mortos é a conta da política. Com eleição pela frente, um governo fraco quer parecer ao menos tão forte quanto quem promete sangue.
É uma encurralada política da qual não há saída. O Hamas não é vítima – vítimas são os palestinos civis mortos. Vítimas, diga-se, não apenas de Israel, mas também de uma opção política de seus líderes. No cálculo do Hamas, sua sobrevivência política depende de seu povo continuar sangrando. O ataque de Israel, no entanto, desperta a raiva na rua árabe. E mais inimigos lhe cria. Países como Egito e Arábia Saudita não vêem opção que não condenar, chamar de desproporcional – mas as palavras nada têm a ver com suas opiniões reais.
Há diplomatas demais, dinheiro demais, organizações demais, dedicadas ao conflito entre Israel e Palestina. O nó continua lá. O nó continua com o mesmo tamanho. Melhor seria dedicar o esforço a outros conflitos às vezes bem mais sangrentos, uns tantos na África, onde talvez haja alguma chance de encerrar o problema.
Uma correção: No post de sábado, afirmei que desde o cessar-fogo, quase 60 foguetes haviam sido lançados contra Israel. A informação estava errada. Desde o fim do cessar-fogo, dia 21 de dezembro, é que quase 60 foguetes foram lançados.
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É o Harry Shibata Chesterton fazendo seus julgamentos históricos e trabalhando com hipóteses. Saiu do armário.
Surfando,
Na II GM, a Inglaterra lutava pela própria sobrevivência.
É, exatamente, o caso de Israel, que luta contra quem não reconhece seu direito à existência.
Aqui mesmo, nesta caixa de comentários, essa é a lógica. O ponto de partida é que Israel é um “Estado artificial” ou “ilegítimo”.
Logo, disparar 110 mísseis contra Israel é “legítimo”. Revidar esses ataques, não.
A Inglaterra lutou pela sobrevivência e, por isto, “legitimamente”, riscou Dresden do mapa.
Foi uma reação desproporcional, já que a Alemanha não riscou do mapa nenhuma cidade inglesa.
Acontece que o objetivo de toda guerra é, exatamente, estabelecer a desproporção. Aquele que estabelecer a desproporção a seu favor, vence. Quanto maior a desproporção, mais completa a vitória.
Dito de maneira mais crua: aquele que matar mais, destruir mais, causar mais dor ao inimigo, vence.
Quem se mete numa guerra e, depois, fica falando em “proporção” só pode ser doido.
Além disso, onde já se viu guerra sem mortos, mutilações horríveis, carne humana queimada, cadáveres insepultos apodrecendo em meio a ruínas ou sobre cursos d´água, etc?
É terrível, nojento, abjeto… Concordo. Mas as guerras são assim, e não somente quando Israel ataca.
Daí porque deve-se evitar guerras. Uma vez iniciadas, deve-se tentar vencê-las.
Acho profundamente desonesto que dirigentes do Hamas critiquem Israel por causa das vítimas civis palestinas, quando se sabe que o revide israelense foi provocado por ataques que o Hamas desfechou, exatamente, contra a população civil israelense.
Sejamos honestos: se o Hamas não matou mais, não foi por não querer ou por falta de tentativa. Foi por não dispor de meios eficazes de matar e porque o inimigo dispõe de meios mais ou menos eficazes de defesa.
Não banalizo a morte de civis. Essa banalização não é uma questão de palavras. É uma questão de fato, em qualquer guerra.
Ignorar isso é hipocrisia.
From 2000 to 2004, Hamas was responsible for killing nearly 400 Israelis and wounding more than 2,000 in 425 attacks.
From 2001 through May 2008, Hamas launched more than 3,000 Qassam rockets and 2,500 mortar attacks against Israeli targets.
Contar mortos……
Elias, em 67 havia alguns Mirages e muitos Ouragans…..mas já naquela época a vontade da politica israelense era expulsar os palestinos……e que um dia vai conseguir fazer.
O maior campo de concentração do mundo chama-se Gaza….aonde se morre aos poucos desde 48.
Elias, não é possível equiparar o questionamento da existência de uma nação formada há séculos, como a Inglaterra, com um estado criado no pós II Guerra em território alheio. Não há como negar a diferença. Por exemplo, muito distinta da criação de um país basco ou catalão, que habitam um território e possuem identidades culturais. Mísseis Qassam que matam palestinos são forças militares pífias e não existe a ameaça efetiva do Hamas invadir Israel, tal qual Hitler a Europa, já que vc. insiste na comparação exdrúxula. Guerra não é assim, existem convenções internacionais, como as de Genebra. Inclusive julgamento de crimes de guerra, como vc. sabe. E hipóteses sobre quem atiraria bombas se pudesse, deixo para vc. discutir com o Chesterton. Agora, ignorar a política de isolamento do povo palestino e a invasão de seu território por colonos ilegais parece não te comover, tal qual sua declaração de que civis morrem mesmo, e claro, isso não torna essa ação condenável no seu raciocínio. Acho que não será por violência que a situação se resolverá. Israel pode matar todos os palestinos junto com o Hamas( de quem não tiro a responsabilidade em dar justificativa a essa invasão por Israel), que seu território será questionado pelos vizinhos. Então, que façam ações militares localizadas, com o menor risco à população vizinha e procurem um acordo de paz. Mas parece que vc. não considera isso possível e nem o governo de Israel, pois a lógica parece ser mesmo a do extermínio dos palestinos.
mesma
Eis como israel trata palestinos: http://www.uruknet.de/?s1=1&p=50118&s2=30
O serviço secreto judeu é tão bom que previu que esses bebês iriam se transformar em terroristas?
Surf,
logo agora que eu estava começando a entender e gostar de sua jocosa e refinada verve. Sério. Esquenta não. Foi apenas minha opinião e nela, nem rastro de ódio, apenas joke.
Andei dando uma olhado no blog do Mr. X e lá um cara de Israel explica claramente os objetivos da ação de Israel. Acho-os bem plausíveis:
“28.12.08
Realmente nao existe nenhuma “proporcao ou equilibrio” entre os lados. Isto eh bem sabido
pelos nossos vizinhos. E esta foi a escolha deles.
Eh triste mesmo e nosso coracao se estrangula vendo as cenas de destruicao, dor, miseria
destas pessoas que nao tem esperanca p/ nada em sua moribunda vida. Ao mesmo tempo me lembro das fotos, videos destas mesmas multidoes em marchas patrioticas triunfantes, crianças e bebes armados c/ cinturoes suicidas - todos - sem excecao - exigindo nossa destruicao. Assim que… vao a pqp. O hamas acabou c/ a tregua e este eh o resultado. O “golias” se conteve ateh nao poder mais, e estas pulgas continuavam picando sem parar.
A campanha eleitoral foi suspensa, o governo convocou esta manha uns 10.000 reservistas. Meus filhos, nao estao nesta (ainda).
Eh isto. Triste e amargurado pela miseria dos nossos vizinhos e dizendo “gracas a deus” que estamos fazendo algo para acabar c/ as picadas.
Isto tbem. eh recado p/ nossos outros amigos e companheiros lah do norte.
Bom domingo e nao hesites em insistir por informacao e de me enviar qualquer material
sobre o que queiras esclarecer.
29.12.08
A intencao principal, dentro das prioridades determinadas, nao eh aniquilar o governo do
hamas ou acabar c/ o lancamento de misseis. Isto talvez possa ser conseguido como “side-effect”.
A prioridade eh cobrar deles um preco que seja tao alto, que leve a comunidade internacional
obrigar a chegada de uma tregua. Os termos teriam que ser mais favoraveis a nos, do que hoje em dia.
Os ataques terrestres ainda nao iniciaram e este serah um ato curto e violento.
A sensibilidade aqui pela perda de vidas humanas eh muito grande e nao temos nenhuma intencao de reconquistar a faixa de Gaza e dominar 1,5 milhao de habitantes. Eh bem sabido que lancamento de misseis nao eh possivel parar soh com ataques aereos, e uma acao terrestre serah o proximo passo.
Nao ha duvida que o hamas foi o detonador deste round. Sua principal intencao era conseguir melhores condicoes para seu governo e populacao. Do nosso lado, nao tinhamos nenhum interesse de fornecer municao (de propaganda) p/ eles. Mas apos tantos ataques, nao tivemos + alternativa….
Vai ser longo e duro p/ a sofrida populacao civil. Isto ateh a comunidade internacional - principalmente europeus - comecarem a ficar apavorados com possiveis convulsoes internas, devido aa grande populacao muculmana de seus paises. O que eles ainda nao digeriram eh que a reconquista islamica da Europa jah eh um fato e que os codigos morais e culturais do Ocidente sao completamente invalidos para esses
confrontos (Israel/hamas). ”
Prossigo: Bernard Lewis, um dos inspiradores de Huntington, constantemente frisa essas diferenças de mentalidade e valores.
Mas para entenderes este ponto chave mencionado no último parágrafo do israelense, deverias te debruçar sobre a obra do Lewis. Então, concordando ou não, compreenderias melhor seu significado. Mas sei lá se tens tempo ou disposição.
Catulo do Ódio Israelense,
conheço a obra (não toda) de Bernard Lewis, que é um historiador sério. A questão não é de apontar diferenças, mas de generalizar, como fez Huntington, claramente com a idéia de construir uma justificativa para o tal do eixo do mal. Nada como os ianques para uma guerrinha e criar ideologias para sua dominação, não acha, catulão? Muuuuuuuuu para vc.
O índice de mortes por armas de fogo registrado no país nos últimos 10 anos superou o número de vítimas de 26 conflitos armados no mundo, entre eles a Guerra do Golfo e a disputa territorial entre Israel e Palestina. Nesse período, morreram no Brasil 325.551 pessoas por armas de fogo, uma média de 32.555 mortes por ano. O estudo da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) ‘Mortes Matadas por armas de fogo no Brasil de 1979 a 2003′, foi lançado nesta segunda-feira em Brasília.
Revista Época, jun/2005
Enquanto isso… em Gaza, ainda faltariam uns 32.180 mortos para esse número se equiparar com as mortes que temos aqui dentro mesmo, em nossas fronteiras, TODOS CIVIS INOCENTES.
E sequer estamos em guerra ! ! !
Hipocrisia é isso aí também.
Elias errou, listou Menahen Begin como premiê civil, Begin era terrorista do Irgun, ou será que terrorista é civil? Como não existe ex-assassino, não existe ex-terrorista. Alias terrorista é igual corno e viado, foi chifrado ou deu a bunda até depois de morto continua com a pecha…
Surf, você bebeu? As teorias de Bernard Lewis fazem Hitler corar de vergonha de ser aprendiz…
Quequié, Surf, tá brabinho?
Os adendos com que mimoseaste meu nick, caberiam com mais propriedade no teu: Surfando no Ódio de Torcedor do Urubu Jacado F. C. Muito comprido, não. Perde a graça. Talvez Jezebeldus Iracundus. Melhor: Perseguidor de Confettis Por não Ter lhe Dado Bola. Também espichado. Ah, escolhe tu mesmo.
Huntington, na verdade não me interessa, nem gosto da apropriação que fez dos conceitos do Lewis. Mas mais do que me interessar, me fascina justamente a pontuação das diferenças ao longo da história entre as culturas, pois permite uma compreensão mais ampla do que está envolvendo o atual ‘estado das coisas’.
Está incluso no “sinto muito pelos civis” disparar e chocar um navio da marinha de guerra contra um navio cipriota com ajuda humanitária, mas aposto que até aí haverá uma boa desculpa.
Esse estilo de escrita do Catulo eu conheço… Acho que ao invés de kipá esse judeu usa bombachas…
Catulo é do sul de Israel de uma cidade chamada Uruguaina…
Uruguaiana
Faraó, já te disse, por que porra você não vai morar lá naquele paraíso na terra?
Dino….tá tudo na PAX!
Dino,
se conheces, é porque freqüentas os arredores, companheiro.
A conversa tá ótima, mas tenho que trabalhar.
Inté.
Positivo, eu frequento sua redondeza…
–Industria do holocausto– de Norman Finkelstein. ————————- —— Escrita por um professor judeu americano da Universidade de Nova York, filho de judeus egressos do Gueto de Varsóvia e sobreviventes do campo de concentração de Maidanek e Auschwitz, o livro é uma denuncia da exploração política, ideológica e financeira do Holocausto pelas grandes organizações judaicas internacionais. Para Norman G. Finkelstein, …as atrocidades nazistas transformaram-se num mito americano que serve aos interesses da elite judaica, sendo que nesse sentido, o holocausto transformou-se em Holocausto (com h maiúsculo), ou seja, numa indústria que exibe como vítimas o grupo étnico mais bem sucedido dos Estados Unidos e apresenta como indefeso um país como Israel, uma das maiores potências militares do mundo, que oprime os não judeus em seu território e em áreas de influência. Nesse seu último livro, Norman Finkelstein mostra que o extermínio de judeus durante a Segunda Guerra foi transformado em uma representação ideológica que defende interesses de classe e sustenta políticas. O número de sobreviventes nos campos de concentração é exagerado segundo o autor, para chantagear bancos suíços, indústrias alemãs e países do Leste Europeu em busca de indenizações financeiras. A luta feroz por indenizações teria como efeito colateral insuflar o anti-semitismo na Europa. Israelenses e judeus americanos são hoje a grande força de opressão, perseguindo palestinos e negros americanos. Finkeltein não nega e existência do holocausto como fato histórico, denunciando porém o Holocausto, como uma submissão dos fatos a uma interpretação interessada, no caso a política de autoconservação do Estado de Israel apoiada pelos Estados Unidos.
Dino, a não ser que esteja me referindo à outra pessoa, o que li não achei nada demais, inclusive se tratava de um livro antigo de História sobre os árabes e sem grandes polêmicas. Como disse, não conheço a obra toda desse indivíduo e nem de suas teorias, pois não achei nenhuma no tal livro de história. Procurarei me informar melhor. No resto, Catulo ser o Pax é triste problema de identidade nickenta desse meu desamigo. Não posso acreditar.
Dino, obrigado pelo aviso.
Putz, o Dino frequentando as redondezas do Catulo. Então o cara é de Pelotas, tchê.
“Espichado” só gaúcho da fronteira fala essa bosta…
huahuahuauahua
Dino #316,
eu até queria, mas ai a sua mãe começou a chorar…
Pô, sacanage, 4 dias e ainda tem gente do Hamas de pé???
Sei não, esse exército já foi melhor.
Agora tenho que sair, posteriormente te mando uns fragmentos dos trabalhos dele você vai se assustar…
Minha mãe? Então corra para a santa terra que seu fim está próximo, vá morrer na terra de Abrão…
Talvez seja porque o mercado de trabalho de Israel esteja inflacionado com 1,5 milhões de judeu-russos com alto nível de escolaridade, para que eles iriam querer um psicólogo imbecil?
huahuauahuahuahua
Vai ter que viver nesta merda aqui mesmo e bem quietinho…
Nessa discussão, o que mais me assusta são os argumentos que o Dória, um jornalista que reputo como uma pessoa extremamente qualificada e muito acima de seus pares blogueiros (reinaldinho e olavão), usa para desqualificar quem pensa diferente: “Quem não concorda comigo é maniqueísta, asnos incapazes de compreender a complexidade da situação.” Basicamente, uma atualização do ‘você é bobo, feio e cara de melão ‘ dos tempos de pré-primário - uma estratégia para tirar a legitimidade das vozes dissidentes e evitar o debate. Reparem que essa foi a única argumentação que ele apresentou diante dos argumentos daqueles que rechaçaram sua bizarra tentativa de justificativa ao terrorismo israelense; “para quem está do lado palesino a única posição aceitável é ser 100% anti-israel” - o que é uma puta duma falácia, porque eu não vi ninguém aqui defendendo a extinção do Estado de Israel ou os ataques do Hamas.
Surfando,
Veja o que você disse:
“Elias, não é possível equiparar o questionamento da existência de uma nação formada há séculos, como a Inglaterra, com um estado criado no pós II Guerra em território alheio. Não há como negar a diferença. ”
Certo, Surfando. Então, esses países africanos, criados em antigas colônias inglesas, não têm nenhum direito, né? Afinal, existem há tão pouco tempo…
E o Estado Palestino, que direito terá? Nenhum, também.
Pra início de conversa, a Faixa de Gaza pertencia ao Egito, e a Cisjordânia pertencia à Jordânia, países cuja legitimidade você reconhece. Logo, se e quando o Estado Palestino for instituído, o será em “terra alheia”, segundo seus critérios.
O resto da Palestina, pertencia à Turquia há mais de 300 anos. Antes, pertencia ao Império Romano (e aos gregos e aos babilônios, e aos persas, e…).
Após a derrota da Turquia, passou a pertencer à Inglaterra e à França. Estas 2, acatando decisão da ONU que elas mesmas aprovaram, abriram mão de seus direitos de guerra em favor de Israel e de um Estado Árabe, que os árabes não aceitaram.
Já sei. Agora você vai dizer que a Inglaterra e a França não tinham o direito de fazer isso. Só tinham o direito de criar, na marra, a Jordânia, o Iraque, a Arábia Saudita, etc.
Dino,
Jamais disse que Begin era civil. Leia meus comentários, acima. Não encontrará essa afirmação.
Só me refiro a Begin como o criminoso repugnante que ele foi.
Elias,
Desculpe, mas concordo com o Surf. Sua comparação não procede. A Inglaterra encurralada da Segunda Guerra parece muito, mas muito diferente da situação de Israel hoje.
No entanto, se é para fazer comparações, embora eu desconfie de termos como “nazisionistas” e pelos mesmos motivos, aí vai a transcrição da coluna de hoje do Clóvis Rossi. Parece-me que procede:
“CLÓVIS ROSSI
O massacre no gueto de Gaza
SÃO PAULO - O Ocidente tem imensa dificuldade em condenar Israel, mesmo quando merece. Só pode ser má consciência. Afinal, o Holocausto, um dos mais nefandos crimes que a história registra, não foi obra de árabes ou de fundamentalistas religiosos, mas de europeus arianos.
Mais difícil é entender o apoio cego de sucessivos governos norte-americanos a Israel, mesmo agora, quando o Estado judeu comete “crimes contra a humanidade”, como disse Recep Tayyip Erdogan, primeiro-ministro da Turquia, um raro governante muçulmano que mantém (ou mantinha) boas relações com Israel.
A bem da verdade, Israel vem cometendo crimes contra os palestinos há muitíssimos anos, a começar do desrespeito à resolução da ONU que manda devolver os territórios palestinos ocupados em sucessivas guerras.
Mas é na Faixa de Gaza que a violência atinge o pico. Neste ano, Israel bloqueou os acessos a Gaza e transformou-a num gueto de 362 km 2 em que se amontoam 1,5 milhão de pessoas, 35% dos quais no desemprego, 35% em situação de pobreza absoluta.
Não se trata de desprezar os riscos que Israel corre, seja pelo terrorismo praticado pelos fundamentalistas, seja pelos ataques com foguetes disparados desde Gaza. Mas adotar punição coletiva é intolerável, além de ineficaz. Acaba apenas jogando mais jovens no desespero que é, em parte, a estufa em que se incubam terroristas.
Não adianta também tentar asfixiar o Hamas, que governa Gaza e é uma das raríssimas administrações no mundo árabe nascida de eleições que a comunidade internacional aceitou como justa e livre. A menos que se acredite que o Hamas ganhou porque todos os palestinos de Gaza são terroristas. Quem acredita nessa hipótese vai acabar propondo a “solução final” para o gueto de Gaza. “
Elias,
E sobre o “estado de guerra”, concordo que ele tem sido permanente, ao longo dos anos, na região.
Porém, quando um Estado que nem de longe sofre a ameaça de invasão por parte dos palestinos toma as decisões que tomou agora, opondo uma força militar espantosamente superior, com absoluto desprezo pelas vidas em jogo, só posso classificar como terrorismo de Estado. E isso, eu lamento, porque acho que é um preço alto demais a pagar pela preservação de Israel, como alguns afirmam.
Jack,
Também estou algo decepcionada com o PD, até por não ter reagido a manifestações de racismo, que afirmava, não toleraria. Ou “vermes árabes” não é racista?
Dino,
Eu não acho que o Catulo seja o Pax, não. Os estilos são bem diferentes.
Achei esta análise bem interessante:
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20081230/not_imp300542,0.php
Alba,
Espantoso que você pense assim. A Inglaterra não estava, nem de longe, tão encurralada quanto Israel.
Perdida a “Batalha da Inglaterra”, Hitler se voltou para o front oriental. Aí, quem ficou encurralada foi a Alemanha…
Israel, sim, é um país literalmente encurralado. De todos os seus vizinhos, somente o Egito mantém relações diplomáticas com ele. Os demais se mantêm, todos, em “estado de guerra”.
Desde 1948, Israel nunca deixou de ser agredido. Do território da Síria, do Líbano, etc., são freqüentes os disparos de mísseis contra o território israelense.
Os foguetes usados pelos grupos árabes são do tipo “Katyusha” que praticamente não tem mira. O Katyusha é disparado ao léu. Onde cair, caiu.
É um míssil de baixo alcance, mas, para Israel, seus efeitos são terríveis, porque o país não tem a chamada “profundidade estratégica”. Qualquer disparo, feito de qualquer de seus vizinhos, já ameaça adensamentos urbanos em Israel.
Elias, a situação é completamente diferente da que se encontrava a Inglaterra na Segunda Guerra. Você está comparando os foguetes balístiscos artesanais de um povo miserável com os bombardeiros nazistas. Não há como comparar.
“foguetes balístiscos artesanais”
Estou meio de saco cheio de ouvir esta besteira. Primeiro que não são tão “artesanais” assim, são fabricados em massa aos milhares. Segundo que, serão “artesanais”, mas estão sendo atirados dia após dia, e já mataram várias pessoas. Agora porque são “artesanais” devem ser tolerados, é isso?
Dá vontade de dar um chute na bunda “artesanal” nos panacas que propagam esse meme.
coitado do elias, provando do próprio veneno…..
Alba,
Você está errada, você está muito errada. Lamentavelmente, não é apenas você. A mídia repete as mesmas besteiras de sempre. Clovis Rossi é um panaca. Aliás estou convencido que 90% dos jornalistas são panacas, que eu só com o Google consigo me informar melhor do que a grande maioria deles. Não que eu saiba muito, eles que sabem pouco e colocam a ideologia sobre a informação real.
o que as pessoas negam até morrer é que na verdade os palestinos não querem construir um país, querem destruir Israel, mesmo que desapareçam do mapa junto, no processo.
e o Lula fez uma homenagem apropria mãe, cliquem meu nome.
E o racismo e xenofobia continua livre, leve e solta por este blog.
A imbecilidade não tem fim.
Quando não é Y, ´X. :o)
Elias, caro, lembro ao amigo que sei perfeitamente da capacidade tecnológica bélica israelense, primeiro aperfeiçoando e depois criando novas técnicas, softwares e armas. A ponto de exportá-las.
E acho que Israel tem todo direito de se defender de gente que jura destruir o país.
Atacando, inclusive. ( apenas para não ficar neutro em meio a esses inflamamados comentários que explodem como foguetes e bombas por aqui )
Voltando ao assunto lembro que os EUA dão 5 bilhões de dólares a Israel por ano, como ajuda ” normal’.
Em tempos de crise aguda ou guerra, inflação fugindo do controle, mais estradas vitais para comunicações idem, a coisa dobra, triplica….vai ás alturas. ( o egito também recebe uma bela soma americana, assim para ajudar a manter a paz )
Israel tem capacidade de empreender amplas operações de guerra. ( não estou falando de intervenções como essa de Gaza )
Mas tem um limite.
Em uma guerrra de larga escala contra Egito, Síria e Irã, apenas para dar o exemplo de um cenário apocalíptico, Israel, a partir de um certo ponto, terá forçosamente que contar com o apoio americano.
ps- Sem esquecer nunca que Israel tem algo como 200 armas nucleares e - teóricamente - pode arrasar um ou mais paises sem o beneplácito americano, mas aí já é uma outra história.
ps do ps - Eu não gostaria de estar na pele do Obama nessa questão Irã nuclear X bombardeio israelense.
Se correr o bicho pega se ficar o bicho come.
E por último, uma pensamento pessimista. Quanto mais tempo passa, mais aumenta minha convicão de que este assunto que já dura 40 e tantos anos não tem solução. E não por culpa de Israel. Assim o melhor que os israelenses tem a fazer é continuar fazer valer seu sagrado direito de continuar respirando sem se importar com um certo tipo de opinião pública.
A mesma que diria, palitando os dentes, - que pena,né- caso Israel fosse varrido do mapa sem dó nem piedade, o sonho dourado de radicais islamistas e afins.
Esperar, armado, que um milagre aconteça na região, é tudo que resta, acho.
Tomara que eu esteja errado.
abs,
ma
Então, acabou-se a moral e a decência.
Vale matar para se prevalecer.
A partir de hoje, ficam justificadas todas as carnificinas.
Não será mais necessário demonizar nenhum genocida na história da humanidade, afinal, mataram para seus pares poderem sobreviver.
Não existe mais monstros assassino.
Santifiquemos todos os genocidas da história.
O que vale agora é escolher um lado e torcer por ele.
Acabou a decência humana. :o((
Vontade de matar.
Isso é o que sentem os que disparam foguetes.
Infelizmente para esses matadores seus foguetes não são tecnologicamente perfeitos para seu objetivo supremo. Matar.
Um dia chegarão lá.
Mas o desejo de morte continuará sendo igual.
E, para quem morre, ( não custa lembrar deles, certo? ) não existe nenhuma diferença entre ser despadaçado por um mísseil de última geração ou foguetes de curto alcance.
convicção
despedaçado
o Hamas acabou com a moral e a decencia há algumas eras…..
Caramba, isso aqui tá rendendo.
Se essa guerra continuar, 1/3 dos comentaristas serão convocados, outro terço irá como voluntário pensando nas virgens e restará só pouco menos de 1/3 porque não sei se o Pedro Doria fica nos EUA.
AQUI um comentario interessante
http://novoleitedepato.blogspot.com/2008/12/hamas-amrica-latina-e-ela-esquerda.html
cliquem meu nome para um comentario interessante
Se alguém decente quiser ler a carta que a representante de Israel leu na ONU no dia 22, semana passada, reclamando dos misseis palestinos e alertando para as suas consequencias, aqui vai:
http://www.pletz.com/blog/2008/12/23/israel-protesta-na-onu/
Alba, se vc considera que ser atacado diariamente por misseis não significa uma invasão, vá à praia.
Aproveita que é reveillon e fica perto de onde vão soltar os fogos de artificio em noite festiva.
Se vc não aguentar, talvez vc entenda o que é ficar ao alcance de misseis direcionados pra sua cabeça, sua casa, escola dos seus filhos, para matar.
Sei que falar e ninguém vai dar a mínima, mas é um erro colossal relacionar essa guerra como sendo algo pessoal entre judeus e muçulmanos.
Essa guerra NÃO É religiosa.
Trata-se de uma guerra entre um país e um grupo terrorista, que sequer representa todos os palestinos.
Chest #350.
Seguinte, precisamos urgentemente identificar os terrorista japo/nisseis/sanseis/não-sei (ou qualquer um com cara de índio) que estão no Brasil:
“Mais de US$ 2,5 bilhões foram enviados em 2002 ao Brasil por eles. No ano de 2004, enviaram US$ 800 milhões, em 2006 mais de US$ 2,2 bilhões (de dólares)”
Mandando essa grana toda só pode ser pra derrubar o governo…
Putz, é de lascar, se o cara vende processadores/placas-mãe/monitores de LCD e outros cacarecos na fronteira do Brasil com o Paraguai, ganha 10% (creio que até menos), junta muito mais grana que um japo-descendente (que é tratado como estrangeiro, lá é ralé) no Japão.
Desde os fenícios (passando por uma porrada de outras culturas no Oriente Médio), são todos comerciantes, não têm uma cultura de assalariados (tá certo, o japa por aqui é comerciante mas, no Japão vai como braçal), dê um pulo na região (da tríplice fronteira), conheça melhor o pedaço antes de citar merda aqui.
Vejam, antes de me chamar de “racista” ou coisa que não sou, a expressão que usei acima “ou qualquer um com cara de índio” em relação àos japoneses, já ouvi em Sampa.
Certa pessoa perguntar à um índio caiçara “de que lugar do Japão” ele era, só por conta dos olhos puxados.
De boa, não tô aqui fazendo sacanagem com Japonês ou Índio.
Como sempre, tudo bem explicadinho.
hehe
Pescado na Reuters:
“Cerca de 1,5 milhão de palestinos vivem em Gaza, que tem uma das maiores densidades populacionais e taxas de crescimento demográfico do mundo. A maioria dos moradores vive com menos de 2 dólares por dia e cerca de 80 por cento depende de ajuda alimentar, de acordo com grupos humanitários.”
Seguinte, outro dado poderia se somar:
Taxa de desemprego = 48%
Taí a merda.
Gente, sem emprego não dá.
Vi muitos prédios e moradia que são de primeira linha, coisa de bacana ou classe média (no Brasil) metida a besta.
Tirando a grana mandada de fora (legítima) e, os pobres, o que sobra?
Os caras que estão desviando verba advinda do exterior de Ongs ou outros fluxos.
A merda garra aí.
Vocês acham que uma família pobre que não tem o que comer, que mora numa casa paupérrima, que recebe grana d’um parente que mora no exterior vai comprar arma e munição com essa grana ao invés de melhorar suas condições?
Volto a bater na mesma tecla, emprego, economia, trabalho…
Já tô cansado de dar murro em ponta de faca.
:-/
Marco,
Minha observação se deu mais no sentido de lembrar que o maciço apoio soviético aos árabes antecedeu o apoio americano à Israel.
Até os anos 1960, a política externa americana era distanciada — quando não francamente hostil — a Israel.
Lembre que, na “Crise do Suez”, foram EUA e URSS, juntos, que obrigaram Israel, França e Inglaterra a desocupar a área do canal. O Brasil participaria do esforço em estabelecer a paz, mandando pra lá o “Batalhão do Suez” (do qual fazia parte o Carlos Lamarca, então tenente).
Foi então que a URSS começou a apoiar o Egito e a Síria.
Em 1967, a “barreira inexpugnável” soviética, armada à beira do canal, virou pó. Aí a URSS reestruturou e reequipou totalmente as forças armadas egípcias e sírias, que seriam derrotadas — a um custo muito maior para Israel — em 1973.
Foi por essa época que a coisa entrou no jogo da bi-polaridade da Guerra Fria. URSS apoiando um lado; EUA o outro.
No mais, acho que concordamos. Israel não tem como enfrentar uma guerra prolongada.
Um estudo feito pelos soviéticos para o Estado Maior egípcio, listou 8 pontos que serviram de base para a elaboração do novo conceito estratégico árabe que presidiu a Guerra do Yom Kippur.
Eram os 4 pontos fortes e 4 pontos fracos de Israel.
Veja lá:
PONTOS FORTES
1 - Superioridade aérea.
2 - Capacidade tecnológica.
3 - Alto padrão de treinamento.
4 - Acesso a suprimentos americanos.
PONTOS FRACOS
1 - Longas linhas de comunicação para as diversas frentes.
2 - Incapacidade de suportar baixas vultosas, por causa do pequeno porte da população.
3 - Incapacidade de resistir a uma guerra prolongada, por causa da debilidade econômica de base.
4 - Autoconfiança e complexo de superioridade exarcebados.
Dos 4 pontos fortes, o primeiro levou farelo. Aliás, na própria guerra do Yom Kippur, isso já ficou demonstrado.
Dos 4 pontos fracos, apenas o terceiro e o quarto foram superados (o terceiro, por assim dizer…).
só Israel da emprego a palestinos.
Elias,
Lembrete:
Não se esqueca da fantástica Jordânia quando você fala em países que não estão mais em estado de guerra com Israel…
Inshalah um dia os super simpáticos habitantes daquele lindo país venham a compreender melhor o acordo assinado pelo Rei Hussein.
Elias,
vejo seu desespero em defender o indefensável. Lá vem vc. com outras comparações para defender a criação do estado artificial de Israel. Ok., vc. se recusa aceitar o óbvio e não vou perder tempo com isso. Nem sequer falava de direito à existência, agora que a merda está feita e faz meio século. Acho que não existe solução sem reconhecer a existência de Israel, tal qual da Palestina.
quando os palestinos afugentados pelos árabes foram parar na Jordania, logo tentaram derrubar o Rei, e foram expulsos de lá a tapas.Claro que sem reconhecer a existencia de Israel nada de bom vai acontecer naquela região. A palavra está com os árabes.
Renato: tive um avô judeu. Mas não tenho a honra de ser judeu. Portanto, não posso me assinar ‘Pedro, judeu’, até porque ‘Pedro’ seria uma escolha curiosa para um judeu.
Não sou radical. E sou terminantemente contra o extermínio de qualquer povo.
Surfando,
Você está se revelando um comunista de m*rda hein… O que aconteceu com a luta global de classes? Onde já se viu esquerdista defendendo a legitimidade de artifícios dos capitalistas…
Alba, se vc tivesse me avisado que havia um comentário do tipo antes, por email, eu teria apagado antes.
Mas só vi agora. Portanto, só apaguei agora.
Acho que o PD está finalmente exercendo uma influencia positiva no Jaca -gado…..
Credo-cruz Ave Maria fasta de mim esse cálice de vinho tinto de sangue palestino.
Nada entendi, mas seja o que for, vc. está enganado e é um reaça.
Chesterton de macumba, não entendi a influência do Doria sobre minha pessoa. Não disse nada ao contrário do que escrevi até agora sobre esse massacre. Não faz sentido repatriar aquela judeuzada toda e nem exterminar a palestinada. Qualé, pé-de-bode?
Acho que não existe solução sem reconhecer a existência de Israel, tal qual da Palestina.
chest- aqui.
Frangão com cheiro de enxofre, nunca neguei que a paz tenha que passar por isso. Esse reconhecimento não tem nada haver com matar civis palestinos cercados em campo de concentração. Agora, isso é diferente de apagar a história de como foi criada Israel. Quer que eu desenhe?
Amanhã eu volto…………….
“358 Chesterton // 30/December/2008 às 20:11
só Israel da emprego a palestinos.”
Cara, peraí, isso é por enquanto, e se a China resolver instalar umas fábricas de bugingangas por lá?
Aliás, se entregar a Faixa de Gaza pra China (ou meia-dúzia de chineses/coreanos), podem crer, Israel se lasca, ainda irá precisar de israelense trabalhando pra palestino.
a Faixa de Gaza tá pertim da Europa pô.
hehe
Chest #358:
“só Israel da emprego a palestinos”
Cara, peraí, isso é por enquanto, e se a China resolver instalar umas fábricas de bugingangas por lá?
Aliás, se entregar a Faixa de Gaza pra China (ou meia-dúzia de chineses/coreanos), podem crer, Israel se lasca, ainda irá precisar de israelense trabalhando pra palestino.
a Faixa de Gaza tá pertim da Europa pô.
hehe
Elias e Faraó,
Tenho perfeita consciência de que a situação no OM é extremamente complicada, envolvendo vários interesses, expressos ou não.
Os palestinos, infelizmente, não conseguem administrar o próprio território sem incorrer em vários erros.
Só lamento que sejam eles as vítimas, em maior número, sempre.
Na verdade, estou arrependida de ter participado dessa discussão, que já foi repetida à exaustão, e que certamente terá desdobramentos, porque esta última ofensiva vai render mais ações armadas, o que não é preciso ser gênio para adivinhar.
Por isso, reafirmo meu voto de não mais discutir esta questão específica, ainda mais porque não quero estragar o que resta do ano, desculpem.
PD,
Desculpe, mas como vi que havia respondido a várias pessoas, pensei que também tivesse lido a mensagem.
No mais, desejo a todos um ano novo melhor do que o que está indo.
Abraços!
Infelizmente, quando se trata do conflito israelense-palestino o Pedro perde toda a objetividade. Sua defesa de Israel poderia ser mais honesta se não fosse camuflada por esse “isentismo” tosco.
Quando comecei a ler o Pedro, sua defesa de Israel em praticamente todos os posts sobre o assunto me levou a considerar que ele fosse judeu. Eu não conseguia entender como alguém tão imparcial quanto ele poderia perder tanto essa qualidade nesse assunto específico.
Elias, abraços.
Albinha, tão inteligente, tão culta, mas ingênua como uma criança…você sabe o que quer dizer “cagou a pau”? sabe onde usam essa expressão? O judeu Catulo da paixão riograndense é gaúcho bacudo da região da campanha…
Quero o Slobodan Milosevic de volta, ele está morto? Não quero nem saber, o PD disse que já tão clonando trogloditas então clonem o cara, ele foi um injustiçado, devemos desculpas a ele, finalmente qual a diferença entre o que está ocorrendo em Gaza e o que ocorreu em Kosovo? Só que a OTAN bombardeou Belgrado… Será que vão bombardear Israel? Será que Ehud Olmert será extraditado? Não? Então quero Milosevic de volta, ele pelo menos permitia a passagem de ajuda humanitária…
Marco, até a próxima.
Esse reconhecimento não tem nada haver com matar civis palestinos cercados em campo de concentração
chest- mas tem a ver com soltar foguetes contra vilarejos israelenses?
370, claro que seria uma boa solução…mas os palestinos querem trabalhar em fábricas?
Os palestinos, infelizmente, não conseguem administrar o próprio território sem incorrer em vários erros.
Os palestinos, infelizmente, não conseguem administrar o próprio território sem incorrer em vários CRIMES.
Chester de despacho, acho que vc. não iria gostar se colocassem vilarejos israelenses dentro de sua casa. Garanto que soltaria foguetes e buscapés.
Fico chateado vendo essas coisas.
Já estamos no QUINTO dia e não é que ainda tem miliciano do Hamas de pé???
Esse exército já foi melhor. Já foi melhor ! ! !
O Pedro só esqueceu de incluir os EUA em sua lista (vc se esqueceu, é claro).
Completando…Se o Egito e a Arábia Saudita,que trabalham nos bastidores podem ser consideradas vilãs, pq os EUA não podem?
Chester de despacho, acho que vc. não iria gostar se colocassem vilarejos israelenses dentro de sua casa. Garanto que soltaria foguetes e buscapés.
chest- esta questão já foi resolvida, não é a casa deles.
“Surf comunista de m@rda”…….o cara está tresloucado!
48 horas de cessar fogo.
400 mortos, 2000 feridos.
Israel rejeita cessar fogo.
Parabens Israel.
Parabens tresloucado.
Catulo Pax!
André Fucs, uma coisa o HRP tem razão, és totalmente desprezível, depois de dar aquela blefada para assustar a stardust, como se fosse um rato alcaguete da gestapo: “Seus dias em Israel estão contados”…
Agora tenta desmentir um massacre efetuado pelos terroristas do Irgun, testemunhado pelo próprio Haganá e admitido pelos próprios combatentes do Irgun. Que tipo de lixo de pessoa é você?
Ben Zion-Cohen (an Irgun commander) reported to the Jabotinsky archives that at some point in Deir Yassin:-
“We eliminated every Arab that came our way.”
Jacques de Reynier’s eyewitness account: Jacques de Reynier was a French-Swiss Representative of the International Red Cross. He came to the village on 11 April. He reported:-
“… a total of more than 200 dead, men, women, and children. About 150 cadavers have not been preserved inside the village in view of the danger represented by the bodies’ decomposition. They have been gathered, transported some distance, and placed in a large trough (I have not been able to establish if this is a pit, a grain silo, or a large natural excavation). … [One body was] a woman who must have been eight months pregnant, hit in the stomach, with powder burns on her dress indicating she’d been shot point-blank.”.
Dr. Alfred Engel’s eyewitness account: Alfred Engel went to Deir Yassin with Jacques de Reynier, his conclusion is similar to de Reynier’s. He reported:-
“In the houses there were dead, in all about a hundred men, women and children. It was terrible. I did not see any signs of defilement, mutilation, or rape. … It was clear that they (the attackers) had gone from house to house and shot the people at close range. I was a doctor in the German army for 5 years, in World War I, but I had not seen such a horrifying spectacle.”
Mordechai Gihon’s eyewitness account: Mordechai Gihon was a Haganah intelligence officer in Jerusalem. He was in the village at the afternoon of 9 April. He reported:-
“Before we got to the village we saw people carrying bodies to the quarry east of Deir Yassin. We entered the village around 3:00 in the afternoon . . . In the village there were tens of bodies. The dissidents got them out of the roads. I told them not to throw the bodies into cisterns and caves, because that was the first place that would be checked…”
“I didn’t count the dead. I estimated that there were four pits full of bodies, and in each pit there were 20 bodies, and several tens more in the quarry. I throw out a number, 150.”
O que mais me entristece é ver gente da categoria de um Elias envolvido com essa mundice…Aceitar que para atingir os loucos do Hamas tenham que massacrar toda uma população que já vive na miséria, triste muito triste, pelo menos o David se calou envergonhado que deve estar com a situação.
Como pode um cara com o grau de intelectualização dele, deixar prevalecer questões de “raça” “religião”essas porras que sequer existem, não consegue ter uma visão objetiva e independente do que ocorre.
Pelo menos essa situação serviu para desmascarar um monte de gente, desde o Chest que se diz um grande médico que pensou que Bernard Madoff fosse um vírus mutante que os palestinos iam jogar em Israel ao Catulo judeu bombachudo dos pampas, inventor do míssel arremessador de boleadeira.
“Aceitar que para atingir os loucos do Hamas tenham que massacrar toda uma população que já vive na miséria”
Que tal as forças armadas brasileiras e a policia usarem essa tática nas favelas do Rio e São Paulo? A elite carioca e paulista dariam a mesma justificativa: ataque defensivo e, porque não dizer, preventivo da violencia. Dá nojo!
HRP,
pimenta nos olhos dos outros é refresco, né?
Poderia-se dizer que ainda faltam uns 5.999.600 militantes do Hamas a serem mortos. Um absurdo.
Depois disso poderíamos começar a negar essas mortes e daí ficarmos discutindo se aconteceu ou não um massacre ou holocausto.
Que tal, mané???
Mesmo porque 400 mortes em CINCO dias de guerra … sei não.
Acho que só aqui no Rio já tivemos mais do que isso e nem estamos em guerra.
Pra vc ver, em São Gonçalo entraram numa loja de celular e mataram um casal e um bebe a tiros. Cadê a indignação dos hipócritas?
Brasileiro matando não conta, né?
Brasileiro morrendo também não conta, né?
Depois vem a Alba e diz que o hipócrita aqui sou EU???
Mané, vai pra Gaza, vai. E bom ano novo.
A população palestina inteira não está sendo massacrada. Não houve nenhum ataque ao West Bank. è necewssários que se faça distinção entre os que estão em Gaza e os moradores da Banda Oriental.Elias, obrigada pelos comentários. Pelo que tenho lido na imprensa internacional,i.e., francesa e de língua inglesa, todos estão meio confusos. Parcial é a BBC, mas a gente olha e lê. Stardust, antes que você fale, eu sei que o West Bank é ocupado e que há montes de barreiras e check points e que nehuma ocupação é boa nem jamais será. Se simpatizo com os palestinos? por supuesto que sim. Mas desta vez estou com Israel e não abro. Mas não dá prá aguentar há anos uma galera dedicada à destruição de Israel e ficar de braços cruzados. Hamas é a pior coisa que podia ter acontecido ao povo de Gaza.Isto é só um comentário. Não presumo analisar nada porque não tenho elementos suficientes para tal.
Achei legal o PD postar e abrir para comentários, coisa que o Libé ( e não me digam que este jornal é de direita ) recusou-se a fazer por insultos excessivos etc. No mais, que o próximo ano seja mais alvissareiro, e que as coisas na África melhorem um pouco, sem corpos mutilados encontrados em mesquitas, que em Kabul não haja homens-bombas, que o Iraque resolva lá suas pendengas, que o Paquistão e a Índia não entrem em conflito armado, que as eleições no Kashmir sejam respeitadas, que se possa dançar em Bali em paz, que a Rússia fique quieta,que o Morales não seja deposto, gente a lista é enorme.Mas acho que vai piorar antes de melhorar.Bom ano para vocês.
Dino
Engraçado como a sua referência à wikipedia esquece de citar as testemunhas árabes do ataque afirmando que os palestinos mentiram nas reportagens sobre o incidente.
Moisés falou que tinha provas do contrário, um vídeo da BBC. Fomentei o debate, coloquei um vídeo onde uma série de testemunhas israelenses e palestinas falam sobre o incidente.
Pedi para ver as provas, li o que foi escrito e apresentei contra-argumentos mas infelizmente parece que perdi meu tempo.
Suas primeiras palavras deixam clara que você não está aqui para debater mas para xingar.
62 civis mortos em 5 dias de bombardeios?
Sóóóóóó’??????????????
Ora, mas isso era o que UM único homem-bomba matava em um único ataque suicida, direto contra os civis de Israel.
Eu achava bom Israel rever os seus conceitos, pois um bode-bomba (camelo-bomba, moto-bomba, sei lá) faz os mesmos estragos que essa guerra caríssima, o mesmo número de vítimas civis, custa muito mais barato e ainda é uma ação que ninguém vai chamar de desproporcional.
Ô Holmert, DEIXA DE SER BURRO ! ! ! !
Que “arabes”? Só tem um mohamed da silva que foi inventado por um reporter, os outros são testemunhas diretas até da inteligência israelense, inclusive do próprio Irgun, alias para defender o Irgun coisa que nem o mais sem vergonha tem coragem, você só pode ser simpatizante de terroristas assassinos, debater o que com esse tipo de gente? Todo xingamento é pouco… Rato da gestapo!
É isso aí, Dino e Romeu.
Assino embaixo dos comentários do camarada Dino.
E mais, exijo imediatamente a conversão do nazisionista Cruz Credum fasci ao cadomblé.
Dino,
Inventado pelo repórter… quem dera teu ceticismo fosse sempre tão ativo assim!
Pilantra
Hamas diz que pára de lançar foguetes se Israel levantar bloqueio à Faixa de Gaza.
O Hamas piscou.
Antes de essa merda toda começar, o Hamas lançava foguetes mesmo quando Israel não bloqueava Gaza.
O Hamas piscou. O que fazer?
No comentário 396 sou obrigado a concordar com o múmia paralítica, um homem-bomba sai muito mais barato que todo esse aparato de guerra, se bem que a eficiência deles havia caído muito ultimamente, estavam matando uma média de 1 a 2 pessoas por atentado, já quanto as vitimas deles serem civis discordo completamente, como o próprio Elias disse e é sabido e conhecido, não existe civis em Israel, a não ser que seja velhos, crianças ou doentes mentais (essa categoria abrange a múmia). Haa! Tem os religiosos ultra-ortodoxos que não prestam serviços militar (logo eles que deveriam ser os primeiros a se foder), então 99% das vitimas dos atentados são militares, se morrer alguma criança, é como é que vocês estão dizendo agora?……… “Efeito colateral da guerra”, “guerra é assim mesmo”… De maneira que os Kassans também estão sendo atirados contra alvos militares… Ao contrario das bombas israelenses.
Dino, em Nuremberg você seria enforcado.
crianças em escolas são alvejadas pelos foguetes…elas não são civis?
hamas em ação
http://i56.photobucket.com/albums/g183/adriana_vandoni/hamas2.jpg
Crianças palestinas são alvejada em escola em Gaza. Elas não são civis? Não virou unanimidade por aqui que isso é só “efeito colateral”? Quero o Slobodan Milosevic de volta, o cara merece desculpas…
sdei, o Hamas pode mirar de propósito , israel não pode nem mirando para o outro lado. Hamas se esconde atrás de crianças, os israelenses protegem suas crianças.
Milosevic volta!
Dino,
poderiamos concluir tambem que em Gaza não existem inocentes, pois excetuando-se os velhos, crianças e os doentes ano-retais como voce, TODOS são militantes do Hamas.
E como vc disse, as crianças morrem de efeitos colaterais do lado de lá também; então meu amigo, tá reclamando de quê????????????
Há muito tempo que Israel deveria ter grupos de milicianos hebreus nas fronteiras de Gaza para disparar morteiros semelhantes aos do Hamas dentro de suas cidades.
A tática dos bode-bombas também não deveria ser esquecida. Nisso finalmente concordamos.
Seria a proporção perfeita, daquelas que qualquer jumento entenderia, incluindo os militantes palestinos e o Lula.
Epa! Isso já existe fazem 60 anos!
“Há muito tempo que Israel deveria ter grupos de milicianos hebreus nas fronteiras de Gaza para disparar morteiros semelhantes aos do Hamas dentro de suas cidades.”
Beleza Mumia! Enfim chegamos em um acordo, selvageria for all… Então só falta você aderir ao meu movimento: VOLTA SLOBODAN MILOSEVIC!
http://br.youtube.com/watch?v=l0aEo59c7zU
O sujeito não acerta uma, apesar dos estudos ligüísticos em Leningrado. E tá fumando uma quenga. Devo ter mexido alguma coisa nos seus parcos neurônios.
Jiujítzico, já nao te ocorreu que posso ser filho de bombachudo nascido em outro canto? Pois é.
Quando o Pol Pot fazia a festa, o Dino nem suspirava. Agora tá aqui despejando sua “objetividade” vesga, que olha prum lado, mas os óin vesgos sempre disparam pro outro.
Nada a fazer. Não tomou a anti-rábica a tempo.
Nada estranho do outro que também tá dominado, - aquele mais feio que cachorro chupando manga: falou por aí que era ‘moreno alto, muçulmano e sensual…
E podem babar à vontade com seus qassams traquentos porque tenho alguns dias de férias, livre da poluição vossa de cada dia. Mas volto.
A todos boas entradas e feliz 2009.
Aos dois indigitados, boas entradas…pelo cano.
O! portugues chato!
[...] análises do contexto militar do conflito feitas pelo Elias e pelo Gabriel no blog do Pedro Dória, apesar de excelentes, cometem a seguinte malandragem: aplicam ao Hamas as [...]
[...] das páginas políticas mais influentes da internet nacional, escreveu no dia 29 de dezembro um post intitulado “Se é para listar vilões, Israel não está sozinha. Egito, Arábia Saudita e o [...]