Entre Likud e Kadima, Trabalhistas lá atrás,
esquentam as eleições em Israel
As eleições em Israel, programadas para 10 de fevereiro, estão começando a entrar na reta final. O que parecia, até há poucas semanas, uma vitória certa para o partido de direita Likud, liderado por Benjamin Netanyahu, está mudando de figura. O Kadima, do atual premiê Ehud Olmert, empatou na última pesquisa.
Até mesmo o histórico Partido Trabalhista do fundador de Israel David Ben Gurion e de Golda Meir, que seguia condenado a uma derrota humilhante, está subindo uns parcos pontos.
A essas alturas, os principais partidos já encerraram suas primárias. Em Israel, o sistema é parlamentarista e as eleições são definidas por listas previamente divulgadas. Os eleitores votam no partido. Se um partido teve 30% dos votos, a ele cabem 30% das cadeiras no Knesset, o parlamento. Que deputados ocupam estas cadeiras, no entanto, é decisão de cada partido. Eles estão ordenados em uma lista; os primeiros têm sua posição determinada pela direção. Os seguintes são escolhidos pelas eleições primárias.
Este ano, um dos candidatos a deputado do Likud, Sagiv Assulin, recebeu uma boa quantidade de votos nas primárias por conta de um vídeo que fez publicar no YouTube. É uma cópia exata – mas em hebraico – do filmete Obama Girl, que fez sucesso no início da temporada eleitoral norte-americana. Assulin chegou ao número 33 da lista. Tzipi Livni, a deputada que encabeça a lista do Kadima – e, portanto, será primeira-ministra em caso de vitória – também tem seu Livni Boy.
Na última pesquisa, o Likud ganharia 30 cadeiras no Knesset – e, portanto, Assulin e sua garota ficariam fora –, o Kadima teria outras 30, o Partido Trabalhista teria 12 e o Yisrael Beiteinu teria outras 12. A dificuldade política de Israel é que sua legislação eleitoral permite a qualquer partido que tenha tido 2% dos votos pelo menos uma cadeira. Assim, para que o partido vencedor construa maioria de 50% mais um para poder indicar o premiê, precisa fazer alianças com partidos que não tem quase nenhuma representação popular mas cujo poder político é grande. Isto inclui o famigerado Shas, partido ultra-religioso e favorável à manutenção das colônias na Cisjordânia que já esteve envolvido com histórias de corrupção. Segundo a última pesquisa, o Shas teria 9 cadeiras.
O Likud tem suas forças. Na lista, incluiu Benny Begin, filho de Menachem Begin. Begin pai foi o líder da Irgun, um grupo terrorista judaico no período anterior à fundação de Israel. Ele era premiê quando houve, no Líbano, o massacre de Sabra e Shatila, um dos momentos mais negros da história de seu país. Mas foi também o ultra-reacionário Begin quem apertou a mão do líder egípcio Anwar Sadat, em 1978, promovendo o primeiro acordo de paz israelense com seus vizinhos árabes. Begin, o filho, deixou o Likud em 1998 para tentar fortalecer o partido de ultra-direita Herut, que tinha por plataforma, essencialmente, se opor ao Acordo de Oslo, assinado entre Yitzhak Rabin e Yasser Arafat. É um tento de Netanyahu tê-lo atraído de volta. Está também na lista o ex-chefe do exército Moshe Ya’alon, um tipo lembrado por se referir ao problema palestino como um câncer, que Israel ‘trata com quimioterapia mas cuja cura só se dará com amputação.’
O Kadima tem seu próprio escândalo de corrupção, com o premiê em exercício Ehud Olmert, que não concorre à reeleição. O partido foi formado por Ariel Sharon com gente que veio dos Trabalhistas e do Likud para ser uma legenda de centro comprometida com os acordos de paz. Segundo Ehud Barak, líder dos trabalhistas, na lista do Kadima há mais gente ex-Likud do que ex-Trabalhistas, o que indica em que o partido se transformou.
A esquerda vai dividida. Os grandes intelectuais pacifistas do país, liderados pelos escritores Amos Oz e David Grossman, dizem que o partido já cumpriu sua missão, acabou, agora fazem campanha para o pequeno Meretz (na última pesquisa, 7 cadeiras). A ele, se une a coalizão dos partidos árabes, que têm juntas (na mesma pesquisa) 10 cadeiras. Barak é visto pelos israelenses (justa ou injustamente) como quem ofereceu muito em troca de paz em Camp David, para ouvir no final um não de Arafat. Mas ele é também o soldado mais condecorado da história do exército de Israel. Visto como antipático, incapaz de demonstrar emoções, sua campanha diz que talvez até seja: mas, na hora em que tudo é muito difícil, na hora em que decisões são necessárias, ele sempre demonstrou a frieza necessária para tomar a decisão certa. Recentemente, deu uma entrevista emocionada se explicando ao jornal Haaretz e defendendo sua posição.
O futuro dos Trabalhistas, e o de Barak, está depositado em uma aposta: atual ministro da Defesa, ele se recusa a entrar em Gaza. Quando o Hamas rompeu o cessar-fogo e voltou a soltar mísseis, Barak foi imediatamente criticado. Se um único israelense morrer antes das eleições por conta de sua política, ele terá problemas e a direita pode terminar vencendo as eleições.
O que está em jogo, neste pleito, é a capacidade de prosseguir, ou não, com um acordo de paz. As 30 cadeiras do Kadima, mais 12 dos Trabalhistas, 10 árabes e 7 do Meretz talvez produzam um governo de centro-esquerda interessado em buscar agressivamente um acordo, primeiro com a Síria, depois com os palestinos. Mas é sempre preciso lembrar do quarto partido forte, que se mostra com o mesmo tamanho dos Trabalhistas na eleição: Yisrael Beiteinu, também 12 cadeiras, ligado aos imigrantes russos, que questiona até os direitos dos cidadãos israelenses de origem árabe.
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para o debate sobre eleicoes em israel de uri avnery
A fábula dos três idiotas: “Escolha aí!”*
Uri Avnery. 20/12/2008
Perguntaram a um homem sobre seus filhos. “Tenho três, mas um é perfeito idiota.” “Qual?”, perguntaram-lhe. “Escolha aí”, respondeu o homem.
Israel está a 51 dias das eleições que elegerão novo Parlamento e novo governo. Três partidos competem pela taça: Kadima, Likud e Labor. Daí em diante, basta reler a fábula.
Há aí alguma verdadeira escolha? Em outras palavras, há alguma diferença real entre os três partidos? No “Jogo dos 7 erros”, as figuras são tão pequenas que é preciso olho muito afiado para ver as diferenças.
Claro que há diferenças entre os três partidos. Mas as semelhanças que há entre os três partidos e os três líderes são muito mais importantes do que diferenças que haja.
Binyamin Netanyahu diz que não é hora de pensar em paz com os palestinenses. Que temos de esperar que as condições amadureçam. Não no lado de Israel; na Palestina, é claro. E quem decidirá sobre condições maduras ou não maduras na Palestina? Binyamin Netanyahu, é claro. Ele ou quem o suceda, ou os sucessores de seus sucessores.
Tzipi Livni diz – ou parece que diz – exatamente o contrário. Israel tem de conversar com os palestinenses. Sobre o quê? Não sobre Jerusalém, Deus nos livre! Nem, tampouco, sobre os refugiados. Então… Israel falará sobre o quê, com os palestinenses? Sobre o tempo? Se faz sol, se frio ou calor? O plano de Tzipi, é-se forçado a concluir, é conversar e conversar e conversar e conversar, sem jamais chegar a qualquer acordo objetivo.
Ehud Barak não se afasta um passo de seu amaldiçoado pronunciamento de há oito anos, quando voltou da fracassada (por obra dele) conferência de Camp David: “Não temos parceiros para construir a paz.”
Nenhum dos três levantou-se para dizer à opinião pública, em palavras claras e simples: Vou fazer a paz com os palestinenses ao longo de 2009. A paz incluirá o estabelecimento de um Estado da Palestina, conforme as fronteiras de antes de 1967, com pequenas trocas de territórios à base de 1 por 1, com Jerusalém declarada capital dos dois Estados, com solução razoável para o problema dos refugiados, uma solução que Israel possa aceitar.
Nenhum dos três apresentou qualquer plano de paz. Só palavrório oco. Só fofocas de jornal.
Como a alternativa apresentada por Netanyahu: melhorar as condições de vida dos palestinenses. Que condições? E de que vida? Condições de vida sob ocupação? Com 600 bloqueios nas estradas da Cisjordânia, impedindo qualquer circulação? ‘Condições de vida’ em que qualquer ato violento de resistência determina retaliação contra todos? ‘Condições’ de conviver com esquadrões da morte, que atacam à noite, para assassinar homens “procurados”? Só doidos investiriam dinheiro em áreas desse tipo.
OS TRÊS CANDIDATOS concordam com a idéia de que o Hamás tem de ser eliminado. Sim, sim, é verdade que nenhum dos três declara abertamente que a Faixa de Gaza deveria ser reocupada – idéia combatida furiosamente tanto pela opinião pública quanto pelos chefes militares.
Mas os três apóiam o terrível bloqueio da Faixa de Gaza, sob a crença de que, se a população não tiver nem pão, nem hospitais, nem remédios, nem água, nem combustível… a população de Gaza levantar-se-á em armas e derrubará o regime do Hamás. Até agora, só aconteceu exatamente o contrário disso. Essa semana, 250 mil pessoas – praticamente a metade da população adulta da Faixa de Gaza! – participou de uma manifestação-monstro, que festejou o aniversário do Hamás.
Nenhum dos três levantou-se para dizer à opinião pública, em palavras claras e simples: Vou conversar com o Hamás e trazê-los para discutir o processo de paz.
Nenhum dos três, tampouco, levantou-se para dizer à opinião pública: Faremos a paz com a Síria, ao longo de 2009. Todos conhecemos os termos dessa negociação, nós aceitamos e assinaremos a paz.
É possível que os três desejem fazer exatamente isso tudo. Mas cada um pensa, dentro da própria cabeça: “Mas… estarei louco (ou louca)? Enfrentar os colonos do Golan e seus padrinhos em Israel?” Quem não tem coragem, sequer, para remover os miseráveis postos de controle na Cisjordânia, de medo do que sejam capazes de fazer os colonos israelenses fanáticos que vivem ali… jamais terá coragem de assumir qualquer enfrentamento nas colinas do Golan.
POR OUTRO LADO, os três candidatos preservam a mesma saída pelos fundos: o Iran e a bomba do Iran. Não fosse isso… tudo seria facílimo! “A principal ameaça à existência de Israel é a bomba do Iran!” declara Barak, declara Tzipi, declara Netanyahu. Um coro afinadíssimo, em matéria de bomba.
Desde o início do movimento Sionista, todos sempre procuraram um modo de escapar do “problema da Palestina”. Por quê? Afinal, se o movimento Sionista admitisse, que fosse, a simples existência de população na Palestina, já teriam encontrado alguma solução para a situação a que chegamos e para o problema moral em que Israel enredou-se. Nada disso. Só fizeram inventar centenas de diferentes pretextos, um por vez, para ignorar o dilema.
Hoje, a bomba do Iran serve para a mesma finalidade e ajuda a continuar a não ver. Criou-se um perigo visível e presente. Uma ameaça existencial. Portanto, parem de insistir em pôr na mesa o problema da Palestina! Nada há de urgente, na Palestina. Tudo lá, pode continuar a arrastar-se por mais alguns anos (ou por mais algumas gerações). Premente e importante é a bomba do Iran! Isso, sim, exige ação e atenção imediatas. Depois de Israel ter-se livrado da bomba do Iran (ninguém diz quando nem como!), então, sim, Israel lidará com esse incômodo, com essa atrapalhação (a Palestina).
A lógica, evidentemente, indica caminho exatamente oposto. Se Israel assinar um tratado de paz com todo o povo palestinense e se Israel puser fim à ocupação, será como puxar o tapete voador sobre o qual navegam Ahmadinejad e outros do mesmo tipo. Quando a Palestina puder reconhecer Israel como Estado vizinho e houver paz, a Cruzada (melhor dizer, talvez, a Crescentada) anti-Israel perderá impulso.
OK. Dá-se assim por demonstrado que, em matéria de guerra e paz, não há qualquer diferença entre os três candidatos. E quanto às demais questões?
As manchetes só falam de “crise econômica”. Os três candidatos prometem “enfrentar a crise”. Não se vê qualquer diferença entre as respectivas ‘declarações’ nem com microscópio.
Poder-se-ia esperar que Netanyahu dissesse algo diferente dos demais. Afinal, foi o sumo sacerdote das privatizações. Privatizar tudo, de cabos de aço a cordões de atar sapatos. O dogma já não vale nos EUA e tampouco vale em Israel. Alguma coisa perturba Netanyahu? Tornou-se mais comedido, mais humilde, menos arrogante? Nem de longe! Nem piscou… e lá está ele, agora, a exigir massiva intervenção estatal nos negócios. Como Livni. Como Barak.
Estado e religião? Nenhum dos três exige completa separação entre Estado e religião. Nenhum deles fala em casamento civil, ou no fim da opressão religiosa, ou o alistamento de milhares de estudantes yeshiva (estudantes das escolas de formação religiosa judaica). Nenhum dos três exige a inclusão de matérias básicas – por exemplo, inglês e matemática – no currículo das escolas religiosas financiadas pelo Estado. Deus nos livre! Deus nos proteja! Afinal de contas, os três precisam dos votos dos partidos religiosos e ortodoxos!
Os cidadãos árabes? Todos os políticos os adulam veementemente. Mas nenhum deles acena com qualquer vantagem objetiva para os árabes. Igualdade efetiva de direitos? Só nos discursos. Autonomia cultural. Claro que não! Implementar as recomendações da comissão de inquérito que investigou os massacres de outubro de 2000? Sem chance!
A lista é infindável. Tema após tema. Tudo igual. Quero dizer, então, que não há diferença alguma entre os três candidatos? Votar em um é exatamente igual a votar em qualquer dos outros dois?
Não, eu não iria tão longe.
Há pequenas diferenças – e quando se discutem questões tão graves como as que se discutem entre Israel e Palestina, qualquer pequena diferença é significativa.
Netanyahu, por exemplo, traz com ele uma equipe muito marcadamente de direita. Há vários fascistas na equipe de Netanyahu, e isso não pode ser ignorado. Com ele, renasce o perigo de Israel entregar o poder a grupos da chamada “extrema direita” (são fascistas, militantes de partidos fascistas), além do Partido Shas, da direita religiosa ortodoxa. A vitória desse grupo declararia ao mundo que Israel escolheu a via do abismo. E abriria a possibilidade – o pesadelo dos políticos de Israel – de Israel entrar em confronto com os EUA, agora sob o governo de Barack Obama.
O combalido Partido Labor inclui, pelo menos, algum traço do programa social-democrata, o que o torna diferente dos outros dois partidos. É pequena diferença, em partido muito enfraquecido, mas não é diferença completamente insignificante.
O Partido Kadima, em que convivem todos os cruzamentos entre esquerdistas de direita e direitistas de esquerda, é, apesar de tudo, melhor que o Likud, do qual saíram quase todos seus candidatos. Netanyahu e Livni são frutos da mesma árvore, embora não do mesmo galho. Tzipi ainda pode surpreender para o bem. Se Netanyahu surpreender alguém, seja para que lado for, já será um milagre.
Além dos três grandes, há, é claro, inúmeros pequenos partidos, cada um com seu nicho, que falam por setores específicos do eleitorado e que, pelo menos, oferecem mensagem clara e honestamente posta: os partidos Árabes, o Meretz, os Ortodoxos, Shas, o Partido Liberman, o Partido “Lar Judeu” (ex-Partido Nacional Religioso). É provável que apareçam reunidos em novas listas eleitorais. Cada um deles tem história própria, mas nenhum conseguirá organizar o novo governo.
A história real disputa-se entre os “Três Grandes” – e é história bem triste.
Escolher entre eles é escolher entre o ruim, o mais ruim e o pior. Mais ou menos como escolher entre dor de dente, dor de cabeça e dor nas costas. Nada de bom resultará dessas eleições. A questão, hoje, é avaliar o quão ruim será o resultado.
Chega-se à conclusão de que nos resta, pelo menos, desejar que seja essa a última vez! Que não se repitam, em Israel, eleições como essas!
Pode-se prever que o novo Parlamento não durará muito além de um ano ou dois. E haverá novas eleições, que talvez sejam mais decisivas do que as próximas.
Dia 11/2/2009, dia seguinte às próximas eleições em Israel, os que desejam mudanças podem recomeçar a pensar. Os que desejem que Israel seja uma democracia secular e progressista, capaz de viver em paz com seus vizinhos, democracia de justiça social, talvez vejam-se encurralados; talvez decidam tomar a história nas próprias mãos.
Nesse caso, será hora de se dedicar a um esforço intelectual e de organização para fazer-acontecer seus objetivos. Não basta votar e satisfazer-se com escolher algum “mal menor”. É preciso começar a desejar votar, mesmo, em prol de algum bem e maior. E – buscando parcerias que talvez ainda não tenham sido tentadas até agora – tentar construir soluções que tampouco foram tentadas até agora. Construir, em Israel, milagre semelhante ao que os EUA construíram para eles mesmos, ao eleger Obama.
Em vez dos três filhos que não prestam p’ra nada, fazer nascer, talvez, um quarto filho.
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* URI AVNERY, 20/12/2008, “Spot the Difference”, in Gush Shalom [Grupo da Paz], na internet em http://zope.gush-shalom.org/index_en.html. Tradução de Caia Fittipaldi, autorizada pelo autor.
[...] As eleições em Israel, programadas para 10 de fevereiro, estão começando a entrar na reta final. O que parecia, até há poucas semanas, uma vitória certa para o partido de direita Likud, liderado por Benjamin Netanyahu, está mudando de figura. O Kadima, do atual premiê Ehud Olmert, empatou na última pesquisa. Leia mais no blog do Pedro Doria… [...]
Shas eh definitivamente famigerado. Tem opinioes de assuntos de estado de uma maneira geral, mas esta realmente interessado em politica assistencialista (que de uma forma ou outra resulta em manutencao do partido, pois sao geralmente os beneficiarios do “bolsa familia” do Shas que votam no partido). Quem lhe prometer mais dinheiro, esquerda ou direita, ganha a coalisao.
Ja os partidos arabes tem como norma nao se alinhar a coisa nenhuma. Nem a eles mesmos, como bloco.
Ainda tem tempo, a Livni anda se comportando direitinho, e o Bibi anda dando seus coices por ai, fazendo bem feio na midia. Ainda duvido que o Bibi nao ganhe (preciso de um Pai de Santo aqui em Israel, alguem conhece um pra me indicar?), mas pode (tomara) acontecer.
O problema é que esses partidos não falam sós.
Olhando de fora, parece claro que Israel necessita de um governo que se empenhe, de modo claro e inequívoco, em fazer a paz com os palestinos.
Implica, como destaca Avnery, rever as fronteiras que Israel estabeleceu militarmente, apoiar a organização do Estado Palestino, inclusive do ponto de vista econômico e um monte de outras coisas mais.
Mas, um partido que apresentasse um programa desse tipo, venceria as eleições em Israel?
Duvido!
Se for assim, a questão se desloca, dos partidos para a sociedade que eles representam.
Além disso, há a questão militar, que não é pouca coisa. Os militares falarão de “profundidade estratégica”, necessária para o desdobramento de tropas.
Se as fronteiras retornarem ao que eram antes de 1967, sem uma garantia efetiva de que não haverá outra mobilização semelhante a que deu causa à “Guerra dos 6 dias”, o país retornará ao mesmo pesadelo estratégico que antecedeu aquele evento.
Mas, quem pode oferecer essa garantia? Que eu saiba, ninguém.
Ou seja, parece que os israelenses continuam condenados a escolher, entre vários pesadelos, o que lhes pareça menor — ou mais suportável — a cada momento.
A ausência de alternativas entre os 3 maiores partidos políticos tem, assim, toneladas de razões de ser.
Que qualquer um ganhe, menos Netanyahu.
Sorte aos israelenses e aos palestinos.
Sinceramente, o que nos temos com isso ?
qual a diferença faz para o mundo se essa turma se f* toda.
Se jogar uma bomba atomica nessa regiao que falta fara ao povo do mudo?
perda de tempo falar dessa turma.
eles que se fodam como sempre se fuderam.
nao faz falta alguma ao mundo.
gj
Escreveu Israel, o pau comeu.
Não importa se é pra falar de água ou de fogo, de preto ou de branco e A ou de Z.
Qualquer coisa é pretexto.
Faltou pedir educação nos comentários.
quer dizer que os russos, que obviamente não são semitas (de Sem, filho de Noé) são contra os judeus de origem árabe - que obviamente são semitas?
hahaha, esta deve ser a maior inversão de racismo de todos os tempos.
e sim, qualquer um menos bibi. este a gente já conhece e sabe que faz parte do problema, não da solução.
e no meu comentário #8, obviamente fui acometido de dislexia, lendo judeus de origem árabe onde se escreveu israelenses de origem árabe.
sorry, galera.
Radical,
Árabes também são semitas, então seu comentário #8 estava certo, ainda que por linhas tortas.
Olha só que novidade, fala-se em Israel e já aparece um retardado (gunther jr) advocando genocidio…
Na boa, o problema é insistir nesse “acordo de paz”. Não existe “acordo de paz” nenhum, nunca existiu. Os árabes não aceitam e provavelmente nunca vão aceitar Israel, salvo que sejam convencidos pela força a isso. “Acordo de paz” com Hamas é balela, alguém por acaso já leu o estatuto do Hamas?
O conceito de “terra por paz” precisaria ser invertido: em vez de ceder terras por cada acordo de paz fajuto que não dura um mês, Israel deveria ocupar cada vez mais terras enquanto o outro lado não fizer paz. Digamos, 1 m2 por cada foguete que cai. A paz ia vir rapidinho, aposto.
Se minha opinião parece “radical”, pensem que poucas linhas acimas alguém advogou o genocídio nuclear e ninguém piscou…
Uma pena que Israel continue apostando no regime do Apartheid.
A questão importante mesmo será a relação do “novo” governo “afrikaaner” de Israel com o queniano que assume em breve o governo estadunidense… aí pode surgir alguma novidade.
Olha mais uma do Latuff com o Che Guevara palestino… anunciando a Intifada Global:
http://4.bp.blogspot.com/_LYYPIMTpiD0/SU_1HkhELxI/AAAAAAAAAz0/-Y26aXEcfnE/s1600-h/Palestinian+Che+Guevara+by+Latuff+2004.jpg
“PALESTINA LIBRE”
Latuff!
Ninguém lê Avnery.
É claro que lêem Avnery.
E Avnery incomoda tanto os fascistas… que já teve até um sionista maluco defendendo o assassinato dele…
“Palestina Libre!”
Nação minúscula, com uma maçaroca de problemas gigantescos. É milagre ter perseverado. Às vezes lembra-me os relatos ao longo dos milênios, quando as divisões políticas na sua sociedade e/ou a injunção de fatores externos a levaram à breca.
Onde o espectro religioso pesa, o atraso, a confusão, os preconceitos, a corrupção reinam. O mundo islâmico que o diga.
Duro, mas ótimo o texto do Avnery
A maquininha de propaganda, como não poderia deixar de ser, ataca de novo com seus slogans imbecis.
So para constar - Ehud Barak, em Camp David, propos devolver 97% dos territorios ocupados e recompensar financeiramente os palestinos pelos 3% restantes em troca de paz. O Arafat recusou, entre outras coisas porque sabia que ia ser assassinado se aceitasse….
Hã… todo brabinho…
Piether Botha também odiava a intifada na África do Sul… mas o Apartheid ruiu assim mesmo.
De Klerk teve de aceitar o fim da segregação racista quando os afrikaaners já não contavam mais com o apoio dos EUA.
Assim foi… assim será(?)
Toma maracujina que passa…
“Palestina Libre!”
Só prá constar -
”
… durante meses, propagou-se e prevaleceu uma versão da cúpula de Camp David resumida numa frase: Yasser Arafat rejeitou as “propostas generosas” de Barak, recusou a criação de um Estado palestino abrangendo 95%, talvez até 97% da Cisjordânia - e de toda a Faixa de Gaza - tendo como capital Jerusalém Oriental…
…Um dos grandes méritos do último livro de Charles Enderlin, O Sonho Despedaçado , é desmentir veementemente esta tese…
”
Alain Gresh - Editor do Le Monde diplomatique
Rapaz… até parece que o Alain Gresh está antenado no blog do Pedro Dória…
E o Uri Avnery considera que o responsável pelo fracasso de Camp David é um sionista chamado Ehud Barak:
”
… quem toma todas as decisões é Ehud Barak, o homem mais perigoso que há em Israel, o mesmo Barak que detonou a conferência de Camp David e persuadiu toda a opinião pública israelita de que “não temos parceiros para negociar a paz”…
”
Quem sabe com o queniano pressionando um pouquinho… os sionistas acabam encontrando um parceiro palestino para negociar a paz.
Veremos.
Afinal o cara e mesmo queniano?
gj
ma é lógico que é queniano.
ou você acha que aquele “bronzeado” dele é pílula de cenoura e praia?
queniano sim. lá da África.
Parece que tem indícios que é louvador de Maomé.
E se inventar de pressionar os sionistas… deve ganhar força a tese de que é o anti-cristo.
Nem durmo a noite…
Isso vai da merda.
gj
Uaaah…será que escutei uma engenhoca bostejando no pedaço?
se tu conseques escutar onde so se escreve imagino do que es capaz.
gj
Gunter,
“…A imaginação no poder…”
es feLOmeno.
Gunter.
????
Pedro, teu blog tem traducao em arabe? Em portugues essa gente ai nao esta entendendo coisa nenhuma.
Fabio Passos,
Tô nessa com voce.
“Palestina Libre!” eeeeeeeeeeeeeeeeeee
“Cuba Libre!” eeeeeeeeeeeeeeeeeee
“North Korea Libre”! eeeeeeeeeeeeeeeeeee
“Latuff Libre”! eeeeeeeeeeeeeeeeeee
“Cachorrada Libre!” eeeeeeeeeeeeeeeeeee
“Restituição do IR Libre!” eeeeeeeeeeeeeeee
“Flatus Libre!” eeeeeeeeeeeeeeeeeee
“Sexus Libre! eeeeeeeeeeeeeeeeeeee
O quê mais que a gente pode colocar aqui, heim?
Recentemente, deu uma entrevista emocionada se explicando ao jornal Haaretz e defendendo sua posição.
quase morri de rir depois de ler essa parte do seu post. Barak dando entrevista emocionada? Heheheheheh.
Gabriel, o blog do Pedro Doria não é mais o mesmo!