Você já foi à Bahia, Raúl? E você Hugo? Lugo?
Castro, Chávez e Lula na Cúpula baiana
Há duas maneiras de ver a Cúpula da América Latina e Caribe, realizada na Bahia a convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A primeira é a do press release. Raúl Castro todo lépido, ‘Cuba convidada pela primeira vez a um evento deste porte’; Lula fazendo elogios à ascensão da esquerda na região; Hugo Chávez, como de hábito, arriscando uma declaração bombástica ou outra entre sorrisos, sempre com aquele ar de que o coração disparou no instante em que lhe apontam câmeras; só não havia Néstor Kirchner mal-humorado, para completar o clichê, porque a Kirchner na presidência argentina, agora, é a outra.
O press release, aquilo que a cúpula adoraria ver publicado nos jornais, é uma América Latina unida, críticas salpicadas (e, a essas alturas do campeonato, fáceis de fazer) a George W. Bush – os oprimidos e o opressor. É a história que a esquerda adora ouvir e repetir, a mesma que a direita paranóide vibra em ter como pesadelo seu pesadelo particular, a eterna comprovação de que estava certa.
A segunda maneira de ver a Cúpula é pelo que de fato ocorre: as conversas realmente importantes para o Brasil não parecem que vão sair. É questão de aguardar.
É fácil condenar o (estúpido) embargo norte-americano a Cuba. E não há rigorosamente nada de audaz em convidar Raúl Castro. Desde que José Sarney chegou à presidência do Brasil que Fidel vive passeando por aqui.
As conversas com o Paraguai estão enguiçadas, mas os presidentes Lula e Fernando Lugo ainda não conversaram. Os paraguaios querem mais dinheiro pela energia elétrica que cabe a sua parte de Itaipu e é revendida ao Brasil. Eles reclamam que o contrato que existe foi assinado por duas ditaduras e que seu país foi lesado. É verdade. E a energia revendida ao Brasil realmente é barata. Mas quem contraiu uma dívida externa elevada para construir a usina inteira foi o Brasil, não o Paraguai. E, até o Plano Real, o Brasil sofreu um bocado por conta das dívidas angariadas pelos militares. A contrapartida de o Brasil pagar a obra inteira foi comprar energia barata.
Há alguns posts onde o assunto foi mais detalhado, cá no Weblog.
Apesar do discurso de união das esquerdas, o Itamaraty não quer ceder às pressões paraguaias por renegociação. E está certo: é um contrato comercial assinado. Nos anos 1970, os dois países jogaram os dados. O Paraguai ganhou energia praticamente de graça, o Brasil correu um risco. Ganhou. Mas política é matéria delicada. O ex-bispo católico Fernando Lugo tem a renegociação deste contrato como sua principal promessa de campanha. Se não conseguir rigorosamente nada, não terá o que explicar em casa. Político pressionado pelo apoio popular em baixa pode fazer besteira. Fechar a usina, ele não consegue. O Brasil já andou fazendo exercícios militares próximos à fronteira. Seria loucura para Lugo fazer o mesmo. Há uma bomba relógio em potencial tocando.
Rafael Corrêa, presidente do Equador, terá uma conversa com Lula hoje. Quer dinheiro – seu país está falido.
Estas duas discussões levam a uma questão mais importante: às vezes, pode ser do interesse do Brasil levar prejuízo numa negociação deste tipo com o Paraguai.
A questão se chama Mercosul ou um futuro mercado livre que englobe toda América do Sul.
A estrutura básica que a geopolítica está tomando já nos é conhecida: Brasil, China e Índia – talvez África do Sul – ganham espaço e voz nas decisões mundiais. O problema, para nós, é que descontando-se a África do Sul, o Brasil é o caçula entre China e Índia. Pode ser o de maior renda per capita, pode ser o menos violento, com menor quantidade de problemas internos, mas é também o menor economicamente. Não é absurdo imaginar um cenário no qual o Brasil chegue a 2010 como a sexta ou sétima economia do mundo. Com alguma sorte, e dependendo de como a crise bater individualmente em cada país, é possível. Ainda assim, permanecerá o caçula.
Mas há uma lição da União Européia: a Zona do Euro, hoje, tem o segundo PIB do mundo. Se um dia o Reino Unido entrar, será muito difícil ultrapassá-la. E ter nas mãos uma moeda com este peso a sustentando é extremamente valioso na hora de negociar com o mundo. O Real não será essa moeda. Portanto, o Mercosul está em nosso futuro e nos interessa. O Brasil será o país mais poderoso do grupo, mas isso não quer dizer que vencerá todas. Um mercado comum não interessa a ninguém se só há vantagens para um deles. Para que o Mercosul aconteça, será preciso seduzir o mais ardiloso e enciumado de nossos vizinhos: a Argentina. E, se ele tiver alguma chance de existir realmente, o Brasil terá de correr atrás do seu desenvolvimento ainda em curso ao passo em que ajuda os vizinhos. Exatamente como os países ricos da Europa fizeram.
Um grande bloco sul-americano alavancaria mundialmente em muito os interesses de toda região. O Brasil sobrevive sem o Mercosul. Melhor com ele, mas há vida sem. Tem sobrevivido bem, diga-se. Quem precisa do Mercosul são os outros.
Como, no entanto, não parece haver espaço de diálogo a respeito de uma real integração regional, todos vão brincando de discursar sobre as união das esquerdas enquanto posam para fotos. Esta Reunião de Cúpula para ser mais uma daquele tipo no qual, em uma semana, todos já esqueceram.
Ainda sobre o assunto:
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Poliana 2.
Em outros tempos, o ingresso de Cuba no tal Grupo do Rio, sob o patrocínio do Brasil, provocaria um certo alarido na imprensa brasileira. O petralha indagaria: “Nos tempos da ditadura?” Não. Diria que, há coisa de cinco ou seis anos, tal atitude não passaria sem uma crítica severa feita pelos radares, vá lá, democrático-liberais da nossa imprensa. Agora, se houver um muxoxo, será muito. O tal Grupo do Rio reúne países da América Latina e Caribe. Uma das cláusulas de inclusão — e, pois, de exclusão — era a “democracia”. Sim, exigia-se que o país cultivasse um regime democrático. Cuba é uma tirania — notem: nem escrevo “ditadura”, mas tirania mesmo. E é agora membro permanente da tal cúpula.
A reunião se realizou na Costa do Sauípe. A estrela da festa foi o ditador cubano Raúl Castro, que aproveitou para deitar falação contra o embargo americano, afirmando que o país sofre há décadas com isso etc e tal. Conversa. Até quando existia a URSS, a tirania tinha tudo aquilo de que precisava para ser, em suma, uma tirania. Na prática, o embargo hoje já não tem grande importância. O que mantém na miséria a população da ilha é a ditadura.
Celso Amorim, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, não cabe em si de contentamento. Está feliz porque o Brasil conseguiu fazer a reunião sem observadores externos — leia-se assim: ninguém dos Estados Unidos. De fato, trata-se de uma grande honra: a democracia americana não vem nem para olhar, mas se joga no lixo um princípio do grupo e se acolhe uma ditadura. Dela, nada é exigido. Ao contrário: Raúl Castro foi tratado como um grande herói. Entre os presentes, notórios aproveitadores — gente que vem desafiando e humilhando o Brasil nas relações bilaterais: com destaque, Evo Morales (Bolívia) e Rafael Correa (Equador); na segunda linha, Fernando Lugo (Paraguai). Todos eles regidos pelo maestro Hugo Chávez (Venezuela).
Amorim foi mais discreto no ataque à OEA, mas Castro, que não está muito acostumado a esses ambientes, vá lá, um pouquinho mais plurais, entregou o jogo: a idéia é fazer o tal Grupo do Rio substituir a OEA — porque, afinal de contas, a Organização dos Estados Americanos conta com a presença dos Estados Unidos. A cúpula da Unasul (União das Nações Sul-Americanas) aproveitou a oportunidade para uma rápida reunião, formalizando a criação do Conselho Sul-Americano de Defesa — outra tentativa de sabotar a OEA de lado. Não custa lembrar que, no conflito havido entre o filoterrorista Equador e a democrática Colômbia, não fosse a Organização, o país que estava sendo realmente agredido — aquele presidido por Álvaro Uribe — teria ficado sozinho. O Brasil — sim, o Brasil — liderou a tentativa de censura à Colômbia. Por quê? Ora, Brasília não considera as Farc terroristas. Logo, não considerava grave que Rafael Correa abrigasse os bandidos em seu território. Como sei disso? Procurem algum documento da época ou declaração censurando o Equador. Nada! Amorim se mobilizou contra a Colômbia — sem contar o Marco Aurélio Top Top Garcia, que, por estes dias, decidiu submergir um pouco.
Os que, no Brasil, pedem com tanta energia a revisão da Lei de Anistia para punir, como dizem, os torturadores não se importam que Cuba seja paparicada pelo Brasil. A ilha tem reservadas suas masmorras para intelectuais, artistas e oposicionistas em geral. A dupla Castro, por 100 mil habitantes, criou e lidera um regime assassino. Já demonstrei aqui que Fidel é 2.700 vezes mais homicida do que o regime militar brasileiro. Mas o que estou dizendo, não é? Os 95 mil mortos da tirania cubana certamente eram reacionários nojentos, direitistas safados, contra-revolucionários asquerosos, gente que merecia morrer mesmo por não entender os altos desígnios daqueles bravos guerreiros do povo.
Para Lula, este é um momento de ouro. Amorim comentou nestes termos o ingresso de Cuba no grupo: “A posição do Brasil sobre esse tema sempre foi de manter o diálogo aberto. Eu acho que não foi feito com a intenção de pressionar ninguém, isso é uma decisão da América Latina e do Caribe e dos países que integram o Grupo do Rio. Agora, se servir para que o futuro presidente dos Estados Unidos veja para que lado estão soprando os ventos, eu acho válido”. Entenderam? Amorim está mandando um recado para Barack Obama: “Os ventos estão mudando”. Ora, se os ventos mudam porque Cuba passa a integrar um clube, eles mudam necessariamente para pior. Trazem o cheio da morte. Em seu discurso, Raúl Castro teve a coragem de falar dos “muitos que tombaram” para Cuba ser o que é. Nem diga. A sua ditadura matou, reitero, 95 mil pessoas.
Ah, sim: Obama deve ter tremido nas bases ao saber da declaração de Amorim e deve ter pensado: “Preciso ouvir o que tem a dizer este sábio”.
Por Reinaldo Azevedo
Já que ninguém se interessou por esse post, faço uma declaração. Caminhamos firmes na direção de criarmos instâncias de governo supranacionais. O Doria ressaltou essa preocupação no post do Kissinger. A contradição não são os Estados-Nação, como supôs o doriana das declarações do cretino ianque, mas o da dominação do Império. Acho que o mundo viverá feliz se todos forem cidadãos do mundo ocidental, com os mesmos direitos de ir e vir, sem ser barrado em Madrid, nos EUA etc. Com divisão dos impostos e recursos num só país. Quando isso for possível, todo mundo gostará de ter um governo supranacional e poder votar no imperador do mundo. Enquanto isso não acontecer, só o que pode proteger o cidadão da periferia do capital é seu Estado-Nação, cada vez mais imprecindível para isso.
fim do embargo à Cuba, já!
Putz, o cara vem aqui para colar baboseira do Gaynaldo.
Um festival de asneiras.
Asnos vermelhos estão reunidos em Salvador, Bahia. É a Cúpula dos Asnos. O festival de asneiras que assola o país não pára, como podemos ver a seguir:
Do cocalero Evo Morales: “Seria importante que os presidentes — e sei que muitos não vão gostar — dessem um prazo ao novo governo dos Estados Unidos para que suspenda o bloqueio econômico. Em caso contrário, nós retiraremos nossos embaixadores (de Washington). Uma medida radical para que essa solidariedade (com Cuba) se expresse de verdade”.
Do quase ditador Hugo Chávez: “O capitalismo não é de Obama nem de Bush. O capitalismo é do diabo.”
Do caloteiro Rafael Correa: ” deveríamos criar o Fundo de Reserva do Sul, onde juntaríamos as reservas que nossos países têm, parte delas investidas em outros países, principalmente nos Estados Unidos. Em lugar de financiar estas economias, juntas, nossas reservas serviriam de respaldo. Além disso, ao juntar reservas se requer menos quantidade e nos livraríamos dos juros, podendo realizar investimentos em nossos países”.
Do assassino Raúl Castro: “Em nome de uma Cuba que sofreu quase 50 anos com o bloqueio agradeço aos países da América Latina e do Caribe por seu firme apoio à declaração contra a ilegal e injusta política que viola os direitos humanos de nosso povo”.
Do Luiz Inácio Lula da Silva: “Eu diria que este é um momento de ouro. Diria que é um momento de ouro, e é uma pena que Fidel não esteja sentado aí, no meio de Raúl e de Felipe. Mas, certamente, quem conhece Fidel, como muitos aqui conhecem, sabe perfeitamente bem que ele está acompanhando e que vocês dois falam exatamente a linguagem e a emoção que o Fidel gostaria de passar aqui.Felicidades ao povo cubano. E boa sorte querido companheiro Raúl, porque ainda vai participar de muitos debates, ainda vai ouvir muitos discursos aqui, não penses que é só o Chávez que habla muito, não.”
é o fim da picada.
então, PD, o FSP é relevante para essa gente ou não é?
Tb concordo com o fim de embargo, mas não acho que seria ruim cobrar de Raul o fim da prisão de dissidentes politicos e das execuções das pessoas que tentam sair da ilha.
Afinal, sem o bloqueio e com Cuba sendo um pais livre não há sentido em proibir as pessoas que desejam de se mudar p/ outro pais.
Chesterton, prestenção: esse papo de união das esquerdas na AL é papo pra boi dormir.
Puxa, dessa vez eu realmente estou com medo. Todos os líderes de esquerda estão se reunindo! Juntando forças! Vou ter que abrigar duas famílias no meu apartamento! Vou ter que ceder meu carro pelo interesse revolucionário! Vão fechar o McDonald’s perto de casa! Salve-se quem puder!
PD, não enrrole, o FSP já elegeu quem queria eleger, você acha isso irrelevante?
Chesterton, a não ser que vc me prove que alguém subornou o eleitorado da AL inteira, vou continuar achando que quem elegeu seus presidentes foram os povos de Brasil, Bolívia, Equador etc.
E eu não duvido nada que o próximo presidente do Brasil seja tucano.
http://esporte.uol.com.br/album/081217ronaldobike_album.jhtm?abrefoto=8
Cadê o Marchand Neves nessas horas?
“Pedala, Ronaldo! Pedala!”
O RIDÍCULO CONVESCOTE CUCARACHA
O convescote cucaracha que acontece na Bahia reunindo chefes de Estado da América Latina, tendo como animador o fanfarrão Hugo Chávez, demonstra que este é um continente destinado ao atraso.
Com a recente guinada comuno-fascista ficou pior. Ao invés de evoluir democraticamente e com seriedade, apresenta-se de forma picaresca aos olhos do mundo desenvolvido.
Ao mesmo tempo em que arrota impropérios contra os Estados Unidos, pede o fim do embargo a Cuba. Ora, se desprezam a Nação americana, não há nenhuma razão para postular o fim do tal embargo.
Mas em que pese a encenação botocuda desse convescote de idiotas, a grande imprensa brasileira continua a tratá-lo com uma coisa séria e conseqüente.
Ué, eu pensei que havia sido a incompetência dos governos anteriores que colocou os atuais governantes no poder.
Afinal foram todos eleitos não? Tirando os Chavez e seu indigesto gosto por reeleições e o Lula e suas taxas de aprovação.
Gostei do post. Ponderou bem os interesses e problemas dessa união. Só sou mais pessimista. Brasil e Chile estão muito à frente em termos de estabilidade institucional, democracia e desenvolvimento econômico. O rame-rame das intenções e da ausência de uma integração real vai continuar, mas não por culpa do Brasil, que é condescendente demais… e ainda leva a fama de imperialista no sub-continente.
Prostitutas de Las Vegas, afetadas pela crise
( ver link abaixo ) protestam em via pública.
Segundo o Souteneur News, orgão oficail da classe, as moças já estão se organizando contra o fim do bloqueio a Cuba. Temem dividir o mercado com as latinas nesse momento de incertezas e duvidas.
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http://www.glossynews.com/artman/uploads/prostitute_out_of_work.jpg
PD, Serra é de direita?
Estive agora há pouco olhando os dados de comércio exterior, fonte Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio.
Apesar de todas as críticas à aparente política externa ideológica de Nosso Guia, o resultado tem sido de um pragmatismo à toda prova. Em 2002, no acumulado, exportamos 5,6 bilhões de dólares para o Mercosul e mais 2,6 bilhões para a Aladi. Em 2008, no acumulado até outubro, foram quase 19 bilhões para o Mercosul e mais 17,8 bilhões para a Aladi.
A participação do Bloco nas exportações brasileiras passou de 17% para 21% do total.
Tem que afagar muito bem afagado eles todos, ouví-los com atenção, tratar com carinho, fazer cafezinho quando visitam etc.
Alguém lembra quando foi a primeira vez que o Fidel veio ao Brasil, na época do Sarney? eu lembro que tava na faculdade, mas não sei bem quando…
Lembro que veio na Rio92 e todo mundo ficou espantado com o discurso de 5 minutos…
Apesar da afirmação de Pedro Doria, essa Cúpula não será esquecida. Em diplomacia nada é relegado ao esquecimento e esta é a primeira ocasião em que tantos e tão representativos países são reunidos. As ausências de Alan Garcia e do narco-presidente colombiano são sugestivas da subserviência ao império decadente.
O post trata de dois contextos distintos. Um é a integração regional, principal tema das discussões na Costa do Sauípe. Outro é a inserção brasileira no palco internacional.
O Brasil tem, de fato e em números absolutos, economia menor do que as indiana e chinesa. Mas tem o que aquelas não possuem : maior homogeneidade econômica, verticalização e entrosamento industriais, estoques hídrico e agrícola incomparáveis, localização geográfica privilegiada e, principalmente, estabilidades territorial e política.
China e Índia têm graves e quase insolúveis problemas internos e estão muito distantes da possibilidade de entrosamento regional asiático, como mostram os históricos conflitos fronteiriços. Enquanto isso, o Brasil estimula e lidera, em escala continental, as propostas de integração, com a facilidade adicional das culturas quase homogêneas.
Não é o tamanho absoluto das economias que garante as inserções e importâncias nacionais na escala mundial.
A moeda-padrão de trocas internacionais será mudada. Não será simplesmente substituida pelo Euro mas, sim, calculada por várias outras, inclusive a brasileira.
Conferência do Acarajé nos terreiros do Candomblé. A Bahia não via festa igual desde D. João VI.
Mais um demônio a eriçar os cabelos de uma certa blogosfera: a Cúpula de Sauípe.
Cúpulas diplomáticas são importantes como eventos que chamam a atenção da opinião pública para processos de negociação que já ocorrem há algum tempo.
No caso da CALC, destaco:
- Iniciativas de concertação política na América do Sul (criação do Conselho de Defesa)
- Ampliação de mercados para o Brasil (México, América Central)
- Reincorporação de Cuba ao sistema interamericano, tida como certa nos fóruns multilaterais, em especial pela pressão da UE (sobretudo da Espanha) e do Canadá.
- Necessidade de manter os canais de debate e negociação abertos, numa conjuntura de crise que acirra as tensões com países que dependem de commodities com preços em queda (moratória do Equador, Itaipu, brasiguaios e ruralistas com Paraguai, instabilidade na Venezuela e na Argentina). É preciso evitar recursos ao protecionismo.
Isto posto, a CALC sinaliza caminhos importantes que vem sendo trilhados pelos países da região, mas não esperem grandes decisões tomadas agora. A estrada é longa e difícil.
Abraços
well….agora o Brazil terá que aprender a conviver com o resto da América Latina da pior maneira: será alvo do parasitismo hereditário que assola as proto-ditaduras dessas bandas do continente. Um calote aqui, uma facada alí, um pedido acolá, uma chantagenzinha mais adiante…
E o que temos para aprender com a presença de ditadores e aprendizes bolivarianos?
Teremos agora uma fila de pedintes suplicando empréstimos, “incentivos” e financiamentos, para logo depois dar calote no vizinho “rico” em nome de uma suposta ”união” sul-americana.
E pobre é assim: quando dá-se a mão, agarra o braço e come até o osso.
Já disse hoje em outro post e repito aqui: relações internacionais são entre Estados, não entre governos. Por isso, os interesses nacionais, ou seja, os interesses das sociedades que compõem os Estados, têm mais peso que as questões ideológicas. Por isso FHC articulou a defesa de Chavez quando houve o golpe cívico-militar em 2001. Por isso Rafael Correa e Evo Morales dão mais trabalho ao Brasil que Alvaro Uribe.
O caso da China é interessante: apesar de o governo comunista considerar Taiwan uma província rebelde, as relações bilaterais comerciais entre eles são mais intensas que entre China e Coréia do Norte. E, durante a Guerra Fria, a França dava mais trabalho aos Estados Unidos dentro da OTAN que a Iugoslávia fora.
Como comentou o Radical Livre, a participação do Mercosul e dos mercados da América Latina cresceu para a economia brasileira, com uma política externa que os toscos da direita, como um chesterton e fauna, teimam em reduzir ao proselitismo político. É possívelo Brasil viver sem esses mercados, tanto quanto pode dispensar o mercado dos EUA (mais de 25 bilhões dólares) contra mais de 17 bilhões dólares do Mercosul (olhando para 2007) . Essa pergunta não tem qualquer razão de ser feita, nem essa chorumela de que não vai dar certo e outras bugingangas toscas de mente obliteradas.
Bom mesmo é servir cafezinho aos hermanos e
e mais nada.
Dá para imaginar uma União Sul Americana forte com gente tipo Evo, ou Chávez ou agum dos Castro? Alguma nação do mundo ( nem o Kafundoquistão) levaria a sério uma arataca onde este tipo de gente tome parte.
“Mas a Rússia apóia a Venezuela” diriam alguns desavisados… Ora a Rússia não é mais um país, é um consórcio de máfias, um amontoado de ex comunistas que acostumados como estavam à vida mansa, querem continuar, vai daí que só podiam mesmo unir-se Chávez.
O Evo é uma piada. Já já vai ser derrubado pelo povo que ele engambelou com promessas de vida fácil…
Os Castro nem se fala. A fazenda que eles chamam de Cuba está falida e logo logo vão lotear a ilhota para fazerem centenas de hotelzões de luxo para turistas…
Comunidade Americana… Só me faltava essa…
mentes.
Camarada Lise…
… brava companheira do Foro de São Paulo.
Fidel sempre foi bem recebido no Brasil.
A exceção foi durante a ditadura fascista apoiada pelos EUA.
Aqui Fidel com JK em 59:
http://www.cpdoc.fgv.br/nav_jk/fotos/janela.asp?Img=../fotos/3_Posse_e_governo/Foto12.jpg&Lgn1=Juscelino%20Kubitschek%20recebe%20Fidel%20Castro%20em%20visita%20ao%20Brasil.%20Bras%C3%ADlia,%202%20maio%201959&Lgn2=(Arquivo%20Nacional/Fundo%20Ag%C3%AAncia%20Nacional)
Jânio Quadros condecorou Che Guevara no Brasil em 61…
http://www.cpdoc.fgv.br/nav_fatos_imagens/fotos/Crise61/pop_JanioChe.htm
É muito interessante:
“Ministro Guevara: v. exa. manifestou em varias oportunidades o desejo de estreitar relações economicas e culturais com o governo e povo brasileiros. Esse é o nosso proposito tambem. E é a deliberação que assumimos no contato com o governo e o povo cubanos. E para manifestar a v. exa., ao governo de Cuba e ao povo cubano, nosso apreço, nosso respeito, entregamos a v. exa. esta alta condecoração do povo e governo brasileiros.”
Jânio Quadros
E o gigante Che Guevara…
“Sr. presidente: como revolucionario, estou profundamente honrado com esta distinção do governo e do povo brasileiros. Porem, não posso considerá-la nunca como uma condecoração pessoal, mas como uma condecoração ao povo e nossa revolução, e assim a comunicarei com as saudações desse povo que v. exa. pessoalmente representa. E a transmitirei com todo desejo de estreitar as nossas relações.”
Che Guevara
O que o Brasil deveria fazer é cuidar melhor do Mercosul, isto é, preferir estreitar laços com a Argentina, Uruguai e Paraguai antes de ficar toda hora pensando em expansões sem consistência. Ah, e deveria-se fazer o possível para uma boa aproximação com o Chile, que é a melhor economia da América do Sul, também.
O problema hoje em dia é que há uma distorção ideológica complicada hoje em dia. Os governos de esquerda, Brasil incluído, se comportam como se não houvesse rotatividade no poder, isto é, de que a esquerda irá governar nestes países para sempre a partir do presente.
Só que geopolítica não se pensa assim — e o exemplo mais claro é o dos Estados Unidos, que na política externa têm pontos e ações que ultrapassam as linhas de divisão partidárias.
Geopoliticamente, o Brasil sempre esteve dentro do contexto político-econômico da parte sul da América do Sul, o tal Cone Sul. Ficar forjando alianças a ferro e a fogo com os caribenhos Venezuela e Cuba não faz muito sentido fora das amizadezinhas ideológicas…
Raul Castro voando de volta para Cuba
http://www.cubanfoodmarket.com/mm5/graphics/00000001/POSPAAL.jpg
caribenha Venezuela??? Pelos laços afetivos a Cuba? Alianças a ferro e fogo? Maior azia ao sal…
‘‘Os Castro nem se fala. A fazenda que eles chamam de Cuba está falida e logo logo vão lotear a ilhota para fazerem centenas de hotelzões de luxo para turistas…’’
Boa solução seria Guantânamo absorver toda a ilha. Cuba, ora, Cuba seria extinta como aconteceu com a URSS. Cubanos, para felicidade geral, passariam a ser chamados de guantanameros, todos ricos, ganhando dinheiro com turismo, jogo, música, Cirque du Soleil, Riverdance, Chico Buarque, etc, etc, etc.
No momento o mais importante avanço parece ser a consolidação da UNASUL e do Conselho de Defesa Sulamericana…
São instituições leves (ou seja, custos políticos e financeiros baixos) que abrem espaço para uma maior integração continental… A galerinha bacana quando vai falar do histórico de integração comercial na Europa sempre lembra da União do Carvão e do Aço, Benelux e tal mas parece esquecer que esse processo se deu no contexto da Guerra Fria… e que todos os membros fundadores da UE também eram signatários da OTAN.
Primeiro a gente garante que ninguém vai se matar, depois a gente negocia um mercado comum pra valer… Só assim pra transcender o papinho de estado-nação…
IV Frota manobrando em algum lugar proximo a Costa do Sauípe. Exercícios de rotina.
http://patdollard.com/wp-content/uploads/lincoln-group.jpg
Fernando Lugo discursando na Cúpula.
http://garatujando.blogs.sapo.pt/arquivo/bichos%20contra%20cobra
Na verdade joga-se um jogo bastante complexo na AL hoje em dia, existe um choque cultural-econômico entre o Brasil e boa parte dos países da AL, paralelamente a esse discurso de aliança ideológica, o pensamento em voga em parte dos países mais pobres da região é a visão do Brasil como potencia imperialista da região, algo do tipo, porque vocês se preocupam com os EUA tão longe se o Brasil está tão perto… Como ninguém joga sozinho, o Brasil entrou no jogo, por exemplo: Parte da auditória feita nas contas da divida externa do Equador, contou com gente ligada ao PSOL e ao próprio PT, esperava-se que a reação do Brasil diante das pressões equatorianas fosse a mesma da Noruega, que perdoaram uma pequena divida, o próprio governo equatoriano se assustou com a reação brasileira que passou ao campo diplomático rapidamente. Com o Paraguai a reação foi ainda mais vigorosa, não só foi feito uma manobra militar junto a fronteira, apontada pelo PD no texto, como foi sem muito estardalhaço regulamentada a lei 11.631 sobre o SINAMOB que no seu texto indica como agressão estrangeira, atos lesivos a soberania a integridade territorial e ao povo brasileiro ainda que não signifiquem invasão ao território nacional. Soma-se a isso a recente negativa do Brasil em assinar o banimento das terríveis bombas de fragmentação, todos se perguntaram porque o Brasil um país pacifista, em troca de pequenas vendas, preferiu unir-se as nações mais beligerantes do planeta, o verdadeiro eixo do mal; a resposta é que, em uma guerra convencional esse tipo de armamento oferece ampla vantagem, contra exércitos subdesenvolvidos causando panico imediato. Ou seja já não somos tão pobres, tão pacíficos, tão cordiais… talvez tenhamos entrado naquela fase do “fale manso e use um porrete”.
25, país pobre é sempre assim, vive reclamando que não tem nada, no primeiro terremoto diz que perdeu tudo.
Pra vocês verem… a América Latina pensa tão pequeno que agora considera o Brasil uma grande potência imperialista que oprime as classes desfavorecidas do continente…
Agora que a velhinha de Kentucky, aquela agente do capitalismo imperialista e neoliberal ianque, perdeu toda a grana da aposentadoria que estava na bolsa de NY com a crise das hipotecas, o novo grande opressor da América Latina só pode ser a velhinha de Campina Grande (já que a de Taubaté morreu).
Estou avisando.
Cocaleros, ditadores, caudilhos e picaretas.
A Divisão Jamelão fará a Ronda em Furnas.
Caso malandro tente tomar nossa hidroelétrica…posso garantir que vai dar na primeira edição: cena de sangue no bar da turbina 3, pela Divisão Jamelão, sob cujas ordens combateremos com bravura e orgulho brasileiro
Nosso hino tá aí embaixo. Melhor não encarar!
http://www.youtube.com/watch?v=LDmR-r-eVv8
Camarada Dino,
O Brasil nunca primou por uma política externa agressiva, pelo menos desde à República. Claro que fazemos comércio exterior com base nos princípios hegemônicos do lucro, nem poderia ser de outra forma. Mas nunca ameaçamos ninguém de invasão ou de uso de força militar. Estranho imperialismo sem o uso de uma diplomacia externa agressiva. O atual governo tem mantido essa tradição diplomática, no meu ver corretíssima e que nem os governos militares ousaram alterá-la. Tem gente que clama por retaliações violentas à moratória do Equador, ao problema da hidroelétrica fajuta, do gás da Bolívia… As atitudes de nossa diplomacia sempre foram ponderadas, irritando essa gente sangüinária.
Agora, temos problemas para resolver. Com o Paraguai, o indigesto acordo de Itaipu, que o Brasil se endividou para construir e ficou com a parte do leão da obra. Tampouco, deveria aceitar propostas com os que já li, de parte dos progressistas paraguaios, de equivaler o valor da energia vendido ao Brasil com base no barril de petróleo. É preciso chegar a um acordo e o governo brasileiro se dispôs a negociar. Isso é subimperialismo? Talvez seja e, então, é bem diferente do imperialismo.
Pedro Doria // 17/December/2008 às 15:42
Chesterton, prestenção: esse papo de união das esquerdas na AL é papo pra boi dormir.
ches- boi dormir?
Lula e os demais presentes realmente levam a sério essa cúpula. Pude perceber pelo nível dos comentários a respeito da sapatada no Bush.
No texto do PD, descobrimos que a direita não está certa mesmo quando está certa. É um primor de lógica.
A direita há anos alerta sobre a articulação das forças de esquerda no continente e era chamada de paranóica.
Quando não dá mais para negar o fato, a direita paranóica agora é a direita “paranóide” porque, vejam vocês, estava certa.
Como a direita não pode estar certa mesmo estando certa, então apela-se à psiquiatria-política, um expediente aliás muito comum na URSS stalinista. Lixo!
Chesterton, como você tem saco de ainda polemizar com essa sucursal acanhada da Carta Maior?
Como você ainda têm estômago para conviver, mesmo que virtualmente, com aduladores de comuno-fascistas cucarachas, que fizeram um convescote para dividir o butim da pilhagem do Brasil e incensar o castrismo?
Como não rir com os que fazem a demonização do capitalismo e, ao mesmo tempo, explicam a pobreza cubana pela falta de comércio com o mundo?
A América Latina nunca se livrará de seus “ridículos tiranos”, perfeitos idiotas.
Chesterton, como você tem saco de ainda polemizar com essa sucursal acanhada da Carta Maior?
Se é por falta de adeus, não precisa nem voltar…
Direitada ensandecida, se liga na tomada para ver se acalma a loucura.
A relevância da reunião foi a mesma da Assembleia Acreana dos Catadores de Lixo onde se decidiu pela entrada do do Zé Linguiça no grupo.
Parece que enfim redigiram um texto relevante sobre essa cúpula.
Marco, Furnas fica em Minas Gerais, quando fumar o cachimbão da tribo Jah, melhor ir ouvir rock and roll.
Jaca-gado, adeus…quando é que você volta?
Esse truque de ir vagarosamente “sem relevância” eu usava muito para faturar umas menininhas em dúvida. Quando elas viam, já estava até o talo.
Quanto à questão de Itaipu, creio que seria bom o governo brasileiro ir para a mesa de negociações munido de um levantamento do preço da energia elétrica de Itaipu x o preço médio de mercado ao longo dos anos, desde a sua inauguração, pois, se não me engano, nas décadas de 80 e 90 o preço da energia de Itaipu era mais alto que a do mercado. Quem sabe, fazendo as devidas compensações, não é o Paraguai que está nos devendo?
Quanto à construção da usina em si….Itaipu foi um negócio da China. Nunca o Paraguai teria necessidade e condições técnicas e financeiras para construir uma usina daquele porte. E sim, a usina poderia ter sido totalmente brasileira, construída em outro local. Então, graças ao acordo político da época, o Paraguai ganhou, praticamente de graça, uma fonte de renda. Será um acinte ao povo brasileiro se o Brasil aceitar um acordo que envolva um aumento substancial no preço pago pela energia excedente do Paraguai ou uma diminuição substancial da dívida deste.
“Em apenas dois dias no Rio - ele chegou na cidade na manhã de terça-feira - , Stallone já visitou a Asssembléia Legislativa (Alerj), no centro da cidade, e o Jardim Botânico. Segundo fontes da produtora brasileira, ele ficou encantado e se apaixonou pelo local.
As filmagens só começam após o carnaval. Apenas o Rio de Janeiro será cenário de “The expendables”, filme sobre um grupo de mercenários com a missão de derrubar um ditador na América do Sul. “
Quem será o ditador sulamericano?
Por falar em cachimbão, publicaram as fotos do Obama quando era estudante, dando umas cachimbadas… O cara, alem de preto, muçulmano, terrorista, comunista é maconheiro…
Tavarich surf, o Paraguai por não ter nenhum instrumento efetivo de pressão, como o corte ou diminuição do fornecimento de gás no caso da Bolívia, usa a questão dos “brasilguaios” como trunfo para negociação de tarifa e preço da energia vendida para o Brasil. A regulamentação da lei 11.631 que coloca claramente como agressão a soberania nacional, agressão ao povo brasileiro mesmo sem a invasão ao território nacional é uma resposta clara e essa posição paraguaia, resposta diplomática mais agressiva impossível.
O Reinaldo disse tudo. Há uma patente contradição entre a defesa da revisão da Anistia e a defesa da quebra de embargo (que embargo?) a Cuba! Tortura, só nós podemos, é assim que pensam as “esquerda” latrina-americanas. Pedro Dórica escreve, escreve, e não consegue uma posição positiva sobre qualquer assunto que seja. Se defende o Brasil contra o Paraguai, é só para logo depois poder dizer que o que este último faz deve ser desculpado em nome do Mercosul. O cara é a dialética songa monga em carne e osso.
ainda bem que esses senhores da direita esquizóide de sum paulo, tão galhardamente representados aqui neste post, não estão no alvorada, senão o brasil “sifu” com todas as honras.
eita raça de agourentos!
“O Reinaldo disse tudo.”…
ahhahahaha….depois quem tem uma visão poliana sobre o assunto é o PD, só rindo mesmo…
Pois é, o FSP agora se tornará o FW … A CIA estará a seus pés e será a máquina de conspirações globalistas-mundialistas-feministas-ambientalistas-… gramsciana!
Mas o mais importante será o envolvimento da NASA. Depois de vigiar a tudo e todos, com seus satélites e sua tecnologia, implantando o comunismo mundial, se lançará a conquista gramsciana do espaço.
É a nova etapa do gramscismo galático.
Nesse momento, não tão longínquo assim, aos reaças e conservadores somente a aliança com Plutão poderá dar alguma chance para a resistência da via láctea…
Bom, esse assunto de saturno, plutão, mercúrio é coisa pro astrólogo metido a filósofo. De repente aí sim as idéias dele terão projeção interplanetária, como querem os seus pupilos.
PD é o Rochinha, aqwuele personagem do Jo Soares que ficava em cima do muro, dialeticando sem consequências….
Reinaldão é o melhor jornalista brasileiro disparado. Ninguem chega perto dele, muito menos da esquerda, que só quer mamar nas tetinhas estatais.
Obama está lulando. Lula que nomeou um banqueiro do PSDB para presidente do BC, está sendo imitado por Obama, que nomeia republicanos , e está atraindo a furia dos gays e abortistas por causa de um pastor.
“Reinaldão é o melhor jornalista brasileiro disparado.”
Como é que é? O jornalismo brasileiro tá uma merda.
Camarada Dino,
estudei esse acordo a fundo e os projetos séculos atrás. Tínhamos três proposições: fazer pequenos aproveitamentos ao longo do Paraná, com diminuição da capacidade geradora, um aproveitamento em metade do rio, que seria brasileiro, o do Marcondes Ferraz, e o binacional. O do Marcondes Ferraz traria o questionamento do Paraguai e Argentina, que poderiam ser parceiros na construção de uma hidroelétrica binacional. A conjuntura política, com o peronismo na Argentina, favoreceu a decisão política do acordo binacional entre as ditaduras. Todos sabemos que se abrirem as comportas alagam boa parte da Argentina. A ditadura militar inclusive sofreu pressão do Paraguai, com incidente de fronteira censurado na imprensa. O acordo fora extremamente favorável ao Paraguai. Entrava com as águas e passava a ter energia de graça, com o compromisso de oligopsônio com o Brasil da energia sobrante. A administração de Itaipu foi dividida, meio a meio. Funciona a parte do Brasil. O Paraguai não cresceu para ampliar o uso que tem direito de sua energia, enquanto nós passamos a esgotar a capacidade instalada. A tarifa de Itaipu fora uma forma de compensação pelos gastos brasileiros no empreendimento, que na realidade só interessava ao parque industrial brasileiro. O Paraguai, que vive da derrota na guerra de 1864-70, e não tem donde arrranjar recursos para o governo, passou a desejar explorar o acordo de Itaipu em seu benefício. Um ajuste do valor da energia repassada pode ser até justificável. Mas é escandaloso que um país queira se manter às custas de uma hidroelétrica que pouco contribuiu para sua construção. A Itaipu é central para o sistema elétrico integrado nacional e que se parar causará apagão. O Paraguai não tem do que se queixar desse imperialismo que consentiu e o favoreceu apenas pelo uso da água, um recurso renovável, ao contrário do petróleo. Considerar isso uma política agressiva é exagero do camarada. Parte de nossa dívida interna é a dívida de Itaipu, rolada anos pelos financiamentos privados.
Haja imperialismo agressivo, quando o governo aceita a rever o valor da tarifa.
surf, #65, acho que o ponto não é haver um imperialismo agressivo brasileiro sobre a América Latina; o ponto são os populistas latino-americanos convencer seus países de que há, por motivos eleitoreiros.
Chesterton,
nada entendi de suas bestialidades. Pensei que o doido de eletrochoques queria a sua saída, que o acompanhasse ao blog do gaynaldo ou olavooucozinho. Eu nunca me despedi…
E mais, sobre o Paraguai. Não foi a troco de nada o consentimento de uma base norte-americana na proximidade da fronteira com o Brasil.
caribenha Venezuela?
Sim, Venezuela caribenha.
Se você olhar num mapa de concentração demográfica da Venezuela, vai ver que a grande concentração da população está no norte do país, diante do litoral do Mar do Caribe. A interação populacional Venezuela-Brasil sempre foi muito, pois os dois são separados pela floresta amazônia e pelas Montanhas das Guianas, ambos esparsamente povoados.
Etnicmanete e culturalmente, Venezuela também é caribenha. O mix de populações brancas, negras e indígenas é mais parecido com o de Cuba e República Domincana, e o esporte favorito de lá não é o futebol, e sim o beisebol, como é em Cuba também, e como é no resto do Caribe.
Historicamente, o Brasil sempre esteve muito mais perto dos seus vizinhos tradicioanis ao sul, com o qual dividiu e divide cidades, povos, histórias: Uruguai — que já foi província do Brasil por um tempo — Argentina e Paraguai. Os quatro países já tiveram as mesmas missões jesuíticas, as mesmas influências mútuas, e muityas ocasiões em que a história de um era a história do outro também. E mesmo o Chile, que não faz fronteira conosco, tem seu grau de proximidade geopolítica e histórica também.
Geopoliticamente, a Venezuela sempre fez mais parte dos blocos guiano-caribenho e do bloco sul-americano da ex-Grã-Colômbia (que incluía além da própria Venezuela e Colômbia também o Equador).
ô, Azial. Muda-se a geopolítica e a Venezuela foi enriquecer o Mercosul.
Interessante este artigo do Economist sobre o tema…
http://www.economist.com/world/americas/displayStory.cfm?story_id=12814658&source=hptextfeature
REVOLUÇÃO QUILOMBOLIVARIANA!
Viva! Chàvez! Viva Che!Viva! Simon Bolívar! Viva! Zumbi!
Movimento Chàvista Brasileiro- Ações Afirmativas Afro –Ameríndia *Quilombismo *
A comunidade negra afros-decendentes brasileira
é solidaria e apóia o povo palestino Viva a Palestina!
Manifesto em solidariedade, liberdade e desenvolvimento dos povos afro-ameríndio latinos, no dia 01 de maio 2008 dia do trabalhador foi lançado o manifesto da Revolução Quilombolivariana fruto de inúmeras discussões que questionavam a situação dos negros, índios da América Latina, que apesar de estarmos no 3º milênio em pleno avanço tecnológico, o nosso coletivo se encontra a margem e marginalizados de todos de todos os benefícios da sociedade capitalista euro-americano, que em pese que esse grupo de países a pirâmide do topo da sociedade mundial e que ditam o que e certo e o que é errado, determinando as linhas de comportamento dos povos comandando pelo imperialismo norte-americano, que decide quem é do bem e quem do mal, quem é aliado e quem é inimigo, sendo que essas diretrizes da colonização do 3º Mundo, Ásia, África e em nosso caso América Latina, tendo como exemplo o nosso Brasil, que alias é uma força de expressão, pois quem nos domina é a elite associada à elite mundial é de conhecimento que no Brasil que hoje nos temos mais de 30 bilionários, sendo que a alguns destes dessas fortunas foram formadas como um passe de mágica em menos de trinta anos, e até casos de em menos de 10 anos, sendo que algumas dessas fortunas vieram do tempo da escravidão, e outras pessoas que fugidas do nazismo que vieram para cá sem nada, e hoje são donos deste país, ocupando posições estratégicas na sociedade civil e pública, tomando para si todos os canais de comunicação uma das mais perversas mediáticas do Mundo. A exclusão dos negros e a usurpação das terras indígenas criaram-se mais e 100 milhões de brasileiros sendo estes afro-ameríndios descendentes vivendo num patamar de escravidão, vivendo no desemprego e no subemprego com um dos piores salários mínimos do Mundo, e milhões vivendo abaixo da linha de pobreza, sendo as maiores vitimas da violência social, o sucateamento da saúde publica e o péssimo sistema de ensino, onde milhões de alunos tem dificuldades de uma simples soma ou leitura, dando argumentos demagógicos de sustentação a vários políticos que o problema do Brasil e a educação, sendo que na realidade o problema do Brasil são as péssimas condições de vida das dezenas de milhões dos excluídos e alienados pelo sistema capitalista oligárquico que faz da elite do Brasil tão poderosa quantos as do 1º Mundo. É inadmissível o salário dos professores, dos assistentes de saúde, até mesmo da policia e os trabalhadores de uma forma geral, vemos o surrealismo de dezenas de salários pagos pelos sistemas de televisão Globo, SBT e outros aos seus artistas, jornalistas, apresentadores e diretores e etc. Manifesto da Revolução Quilombolivariana vem ocupar os nossos direito e anseios com os movimentos negros afro-ameríndios e simpatizantes para a grande tomada da conscientização que este país e os países irmãos não podem mais viver no inferno, sustentando o paraíso da elite dominante este manifesto Quilombolivariano é a unificação e redenção dos ideais do grande líder zumbi do Quilombo dos Palmares a 1º Republica feita por negros e índios iguais, sentimento este do grande líder libertador e construí dor Simon Bolívar que em sua luta de liberdade e justiça das Américas se tornou um mártir vivo dentro desses ideais e princípios vamos lutar pelos nossos direitos e resgatar a história dos nossos heróis mártires como Che Guevara, o Gigante Osvaldão líder da Guerrilha do Araguaia. São dezenas de histórias que o Imperialismo e Ditadura esconderam. Há mais de 160 anos houve o Massacre de Porongos os lanceiros negros da Farroupilha o que aconteceu com as mulheres da praça de 1º de maio? O que aconteceu com diversos povos indígenas da nossa América Latina, o que aconteceu com tantos homens e mulheres que foram martirizados, por desejarem liberdade e justiça? Existem muitas barreiras uma ocultas e outras declaradamente que nos excluem dos conhecimentos gerais infelizmente o negro brasileiro não conhece a riqueza cultural social de um irmão Colombiano, Uruguaio, Venezuelano, Argentino, Porto-Riquenho ou Cubano. Há uma presença física e espiritual em nossa história os mesmos que nos cerceiam de nossos valores são os mesmos que atacam os estadistas Hugo Chávez e Evo Morales Ayma,Rafael Correa, Fernando Lugo não admitem que esses lideres de origem nativa e afro-descendente busquem e tomem a autonomia para seus iguais, são esses mesmos que no discriminam e que nos oprime de nossa liberdade de nossas expressões que não seculares, e sim milenares. Neste 1º de maio de diversas capitais e centenas de cidades e milhares de pessoas em sua maioria jovem afro-ameríndio descendente e simpatizante leram o manifesto Revolução Quilombolivariana e bradaram Viva a,Viva Simon Bolívar Viva Zumbi, Viva Che, Viva Martin Luther King, Viva Osvaldão, Viva Mandela, Viva Chávez, Viva Evo Ayma, Viva a União dos Povos Latinos afro-ameríndios, Viva 1º de maio, Viva os Trabalhadores e Trabalhadoras dos Brasil e de todos os povos irmanados.
O.N.N.QUILOMBO –FUNDAÇÃO 20/11/1970
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