Esperando Godot ou Cuba libre
Quando o ano virar, em primeiro de janeiro, Cuba completará 50 anos de sua revolução. E, meio século mais tarde, um Castro permanece no poder, não há liberdade de imprensa, quem se manifestar contra corre o risco de ser preso. Cuba permanece uma ilha pobre – e está na capa da revista dominical do New York Times, que perfila o resultado do meio século de regime.
Algumas das conquistas da ditadura impressionam.
De acordo com a Organização Mundial de Saúde, a esperança de vida em Cuba é de 76 anos para homens e de 80 anos para mulheres. É equivalente à dos EUA. Nas ilhas vizinhas: 66 e 74 na República Dominicana, 59 e 63 no Haiti. Mortalidade infantil em Cuba segue o mesmo padrão. Segundo a ONU, 93,7% dos jovens completam o ensino secundário na ilha. Os EUA não chegam perto – é o padrão de países como a Coréia do Sul, o Japão, e algumas das democracias européias. Não há fome na ilha dos irmãos Castro.
Roger Cohen, autor da reportagem, perante os dados logo responde: Por que educá-los tão bem para depois negar-lhes acesso à Internet, a viagens e à oportunidade de aplicar o que aprenderam? Por que dar uma excelente educação e nenhuma vida? Por que não, ao menos, oferecer um modelo como o chinês ou o vietnamita, com uma economia de mercado mesmo que sob um regime de um só partido?
Cuba é um tema caro a parte das esquerdas no mundo e sempre desperta um jogo quando o assunto vem à tona – seja numa caixa de comentários, seja numa mesa de bar. ‘Você já esteve em Cuba?’, logo pergunta alguém. E de presto passa a contar sua experiência com os cubanos. Há dificuldades, logo reconhecem, mas educação, saúde, comida. Perante o argumento alguém contradiz: mas não há liberdade. Aquele que esteve em Cuba contesta: ‘mas o que é liberdade sem comida, sem educação?’ Não é raro que a discussão termine com um mal-humorado ’se é tão bom, se muda para lá’.
A discussão a respeito de Cuba ficou estereotipada. Repete-se na mesma batida de novo, de novo, de novo.
Liberdade começa pelo direito de poder fazer escolhas. Cohen tem razão: o que uma educação de excelência produz é a abertura de horizontes, o incrível número de possibilidades. Liberdade de dizer o que se pensa ou de se optar pelo caminho a seguir na vida estão na base da felicidade, daquilo que nos faz humanos. Em Cuba, os cidadão não tem este direito básico.
Um Estado tem sucesso quando oferece comida, educação, saúde e liberdade. Se é incapaz de oferecer um destes, é um Estado com problemas. Em um regime que precisa proibir seus cidadãos de sair do país é, por definição, um regime que fracassou.
É possível argumentar: o bloqueio norte-americano dificulta um bocado a vida para Cuba. É parcialmente verdade. A política dos EUA em relação a Cuba só pode ser descrita à perfeição com uma palavra em inglês: overreaction. E põe over nisso. É uma ditadurazinha que os soviéticos a um tempo gostaram de usar para provocar Washington mas que não representa real ameaça a ninguém que não aos próprios cubanos faz décadas.
No entanto, a Flórida também há décadas é um estado dividido entre republicanos e democratas e afagar os igualmente paranóicos cubanos anti-castristas de Miami sempre serviu para garantir vitórias eleitorais. Os irmãos Diaz-Balart, deputados federais que representam o anti-castrismo na Câmara norte-americana, são sobrinhos de Fidel. Cuba também tem suas elites. Mudanças demográficas na Flórida estão diminuindo o peso dos exilados-cubanos radicais e Barack Obama, mais de uma vez, prometeu em campanha mudar a política em relação a Cuba. A ver.
Também é possível argumentar que o bloqueio norte-americano mais alimentou o regime, que ganhou um inimigo a quem culpar pela dureza da vida, do que o atrapalhou.
Nos 50 anos da Revolução, o gosto que fica é um quê amargo. Foi romântica naquele princípio de anos 60, por certo, cheia de lendas e histórias bonitas de se contar. Marketing não é coisa exclusiva do capitalismo; o comunismo também tem o seu e, de marketing, de vender uma imagem que pouco tem a ver com a realidade, Fidel Castro e os seus entendem muito. Mas a passagem do tempo tem essa capacidade de deixar as coisas modorrentas.
Modorrento quer dizer o seguinte: aos cubanos não são outorgados os direitos inalienáveis de livre expressão, livre assembléia, privacidade, livre associação e as proteções de um poder Judiciário livre e independente. Em Cuba, opinião política pode levar à demissão, prisão, tortura, pressão policial, detenção domiciliar e restrições de viagens. Os cubanos não tem o direito de lutar por um salário melhor. Raramente podem mudar de emprego. Os cubanos estão presos em suas vidas sem poder mudá-las.
Fingir, como muitos fazem, que as liberdades políticas básicas são um luxo é não apenas autoritário; é também incrivelmente insensível, desrespeitoso até para com os tantos que lutam por liberdade no mundo. Há quem dê a vida por liberdade. Este é o tamanho de sua importância.
A experiência comunista não deu certo. Cuba não deu certo.
Já faz 50 anos. Depois de 50 anos, sugerir que Fulgencio Batista era pior não serve mais. Em Cuba, a vida é um eterno esperar que Fidel vá embora.
Ainda sobre o assunto:
- ¡Que viva Yoani! – sobre Cuba e liberdade Mauro Malin entrevistou, para o site do Museu da Pessoa, a blogueira cubana Yoani Sánchez. A entrevista é uma lindeza....
- Cuba bem-vinda na OEA Os chanceleres reunidos na OEA votaram, hoje, pelo reestabelecimento da presença de Cuba na organização. Há duas condições: que Cuba...
- Cuba tal qual Fidel a deixa Em julho de 2007, a Comissão Cubana pelos Direitos Humanos e Reconciliação Nacional, um grupo humanitário local respeitado, publicou...
- Cuba, a OEA e a pressão sobre os EUA Atualização – Cuba foi reincluída na OEA, o post acima trata disso. Se trazer Cuba de volta à OEA (Organização...
- Fidel Castro é reeleito em Cuba Certamente não causará surpresa aos leitores cá do Weblog a notícia de que Fidel Alejandro Castro Ruz foi reeleito deputado...



PD saiu melhor dessa pinimba particular dele com o Olavão…….minhas esperanças se reforçam.
Miguel#150 fez uma obs interessante. A partir de um exercicio desses fica claro qeu para haver crescimento economico e GERACAo de riquezas ALGUMA forma de concentracao de renda TEM que existir. Há em Cuba não há concentracaod e renda! Engano, há sim. Nas maos do Estado representado a quase 50 anos pelas mesmas pessoas. Fica fácil de ver porque elas nao querem sair do poder…
De acordo com a Organização Mundial de Saúde, a esperança de vida em Cuba é de 76 anos para homens e de 80 anos para mulheres. É equivalente à dos EUA. Nas ilhas vizinhas: 66 e 74 na República Dominicana, 59 e 63 no Haiti. Mortalidade infantil em Cuba segue o mesmo padrão. Segundo a ONU, 93,7% dos jovens completam o ensino secundário na ilha. Os EUA não chegam perto – é o padrão de países como a Coréia do Sul, o Japão, e algumas das democracias européias. Não há fome na ilha dos irmãos Castro.
Na boa, PD, isso é tudo bullshit. Bullshit. Pura propaganda. Visite a ilha e verá. Estatísticas não enganam ninguém.
Sei de pessoas que foram lá e viram com os próprios olhos. O cubano vive fodido, mal mesmo.
Até quando temos que aturar essa bobagem?
Os cubanos vivem de esmola dos turistas. As mulheres formadas são putas de rua. Vivem doze famílias em uma mesma casa, caindo aos pedaços. Não há liberdade de expressão.
E eu vou acreditar que a saúde e a educação são fantásticas? Que superaram a corrupção e os demais problemas latinoamericanos?
Leiam o blog da Yoni, Generación Y. É esclarecedor.
RM Leão,
Se gosta de Gore Vidal sugiro ler toda a entrevista… o depoimento é bem claro:
”
… Posso falar-lhes, por exemplo, dos maravilhosos planos médicos de Cuba. Visitei uma escola de medicina, que se dedica a preparar médicos de muitos países para que ofereçam serviços comunitários aos pobres, algo que o sistema americano odeia. A medicina nos Estados Unidos é preparada para agarrar todo o dinheiro que possa e fugir para o Tahiti, ou a outro lugar de férias, e esquecer das pessoas que sofrem.
”
“Sou patriota, mas tenho inveja de Cuba”
http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=13937
Fulgencio Batista não era pior. Cuba estava melhor antes da Revolução. Era o oitavo país mais rico da América Latina. Era um puteiro? Hoje também é, a diferença é que as putas são formadas. Vivia do turismo? Sim, e hoje também, a diferença é que o único que ganha dinheiro com isso é o Estado, enquanto os cubanos que trabalham na indústria de turismo fidelística ganham salários de 40 dólares por mês.
Vai levar décadas pra resolver o estrago.
http://www.youtube.com/watch?v=VNlKFt11Yxc
O PD tá certo em renegar Cuba, mas não basta. É preciso renegar todas as ilusões utópicas. Não acreditar em mentiras, só porque vem da esquerda.
Gore Vidal é um imbecil, e está gagá.
Impressionante.
Mais Gore Vidal…
”
Estive conversando com oito ou nove pessoas de Nova York e Massachussets, que estudam medicina em Cuba. Perguntei-lhe se a preparação que recebiam era tão boa como me haviam dito, e me responderam que sim, que é melhor que qualquer outra que pudessem alcançar nos Estados Unidos. Por que não fazemos, nós próprios, o mesmo por nossa gente e pela saúde dos outros povos? Os médicos cubanos estão nos lugares mais remotos, da África até a selva amazônica. Somente se restaurarmos a Constituição poderemos ter um país com aspirações e êxitos como os de Cuba. Não acredite que, como americano, eu não sinta inveja do que vi em Cuba. Sou um grande patriota e tenho inveja…
”
“Sou patriota, mas tenho inveja de Cuba”
http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=13937
Fabio Passos,
Gore Vidal tem “inveja” de Cuba, mas mora em Los Angeles. Até há pouco tinha uma mansão de 460 m2 na Itália.
Pergunte-se, Fabio Passos, quantas pessoas em Cuba (fora Fidel) podem viver em uma mansão de 460 m2?
Isso sem falar que um gay como Vidal teria sérios problemas com o regime cubano.
Esses pseudo-intelectuais tem que tomar no c*. E você também, FP.
E no Brasil?
Um país absolutamente carente no atendimento de saúde da população… expulsou os médicos cubanos que cuidavam da saúde dos brasileiros…
O Apartheid Social no Brasil não é obra divina.
É fruto de uma “elite” internacionalmente famosa por sua ignorância, incompetência e total falta de escrúpulos.
Quem é mais “elite” do que o Gore Vidal, que tem milhões de dólares e uma mansão de 460 m2?
Quem é mais “elite” do que o Fidel, homem mais rico de Cuba?
http://www.forbes.com/2006/05/04/rich-kings-dictators_cz_lk_0504royals.html
Georges Bourdoukan bate a fita sobre a absurda expulsão dos médicos cubanos… em um país carente de saúde como o Brasil.
Socorro Cuba!
“Chamem os cubanos de volta e peçam desculpas”
http://blogdobourdoukan.blogspot.com/2008/11/chamem-os-cubanos-de-volta-e-peam.html
”
A Organização Mundial de Saúde informa que no Brasil há 455 cidades sem médicos.
Até aí não haveria nenhuma novidade, já que depois que a Justiça expulsou os médicos cubanos que cuidavam da saúde dos brasileiros, sabia-se que muitos municípios iriam ficar sem médicos.
Mas 455 cidades? Convenhamos, é vergonhoso.
E ainda expulsam os médicos cubanos que trabalhavam em rincões distantes do Norte e Nordeste do país?
O que me chamou a atenção ao buscar o nome dessas cidades foi verificar o tanto delas que se encontram nos Estados de São Paulo e Minas Gerais.
Mais ainda, ao constatar que entre as cidades que não possuem médicos, encontra-se Alumínio, com mais de 15 mil habitantes, distante 70 quilômetros da capital paulista.
A cidade de Alumínio tem esse nome porque ali funciona a Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) do grupo Votorantim.
Corre a informação, na região, de que a cidade é pródiga em gerar bebês com anencefalia (sem cérebro).
Dito isso pergunto: se numa cidade a 70 quilômetros da capital paulista e menos de 30 de Sorocaba, não há médicos, o que dizer do resto do país?
Sinceramente, faltar médicos no Norte e Nordeste, ainda se entende já que ali a população continua entregue à sanha dos senhores feudais.
Mas São Paulo e Minas Gerais?
Com os bilhões que arrecadam?
Cadê o dinheiro?
Gato nenhum consegue comer tanto.
Enquanto não se soluciona esse problema, só resta à Justiça chamar os médicos cubanos de volta e pedir desculpas.
Ou alguém acha que não?
“
eu como já participei de comissoes de graduacao em uma escola de Medicnina sei que os medicos Cubanos nao foram expulsos pelka burguesia odienta, mas sim pq eles NAO conseguem ter seu diploma VALIDADO em nehuma Universidade BRasileira. Olha A UNIVERSIDADE que está cheia de Socialistas!
Os medicos BRasileiros cuidam bravamente da saude dos brasileiros mesmo trabalhando em condicoes pessimas. Temos muitos problemas sim. Como CUBA tem, a diferenca é que aqui pode-se e criticar livremente e evoluir.
Sinceramente quanto ao Gore Vidal ele quer mesmo é enfatizar susas criticas ao sitema de saude Americano. Ele nao entende de Medicina, e olhe que nao acho os medicos americanos grande coisa, por experiemcia propria.
Ah ah ah!
Acho que o Fabio Passos comprou o Kit Left Revolution:
http://www.youtube.com/watch?v=VKpcr0EtZZg&eurl=http://oindividuo.com/
Só pro Fabio Passos, o Kit Left Revolution
http://www.youtube.com/watch?v=VKpcr0EtZZg&
RM Leão,
Que posso fazer?
Vidal diz claramente que conversou com 8 ou 9 estudantes de medicina estadunidenses em Cuba… e foi só elogios.
Se com isso ele quer fazer ver o abandono de 47 milhões de estadunidenses sem qualquer plano de saúde… tá certo ele.
Nós brasileiros precisamos ter a mesma grandeza e pedir que voltem os médicos cubanos expulsos… é uma vergonha
E não é incrível como uma situação dessas não gerou polêmica na mídia-corporativa?
Mídia e democracia? Será? Ou mídia e adestramento dos classe média (com o perdão da evidência…)
O nível de argumentação da Direita é simplesmente baixíssimo, coisa de burrice desejada. O que o Gore Vidal quis dizer é simplesmente que a medicina cubana está ajustada para necessidades de país pobre (é basicamente preventiva) e que é nestes termos que deve ser entendida. É claro que ele, como o octogenário (n.1925) inválido que é, não passaria sem os recursos técnicos da medicina americana - mas qual o valor de organizar toda a infraestrutura de saúde de um país em torno deste tipo de necessidades- quando se sabe que sem medicina preventiva, o que temos é um trabalho de correr atrás dos prejuízos? No Brasil a medicina pública é um instrumento para licitações viciadas, compras e mais compras de equipamentos que logo são sucateados, hospitais privatizados e superlotados, médicos malpagos, e filas e filas de gente que não estaria em grande parte doente se simplesmente comesse melhor, se exercitasse mais, bebesse menos, não fumasse, em suma - se vivesse melhor… O resto, é corporativismo de direitistas com esmeralda no dedo, até, mas ainda assim direitistas….
Você viveria em Cuba? Morreria por Fidel? Mas a questão é que este tipo de decisão não se toma assim, é algo que vem da vida real -e , nesta, bem ou mal, com bloqueio, propaganda americana, “dissidentes” pagos em dólar, terroristas de Miami, etc., a grande maioria dos cubanos APOIA o regime socialista, quanto mais não seja pela aceitação do mesmo.
Boa, Fábio Passos.
Como escreve um respeitável historiador cubano, Julio Le Riverend: não existem informações sobre o nível de vida da população antes de 1959 e os parcos dados não são muito confiáveis (os institutos de pesquisa do ditador Batista eram seus puteiros e cassinos, que cresciam na época. Donde o saudosismo de alguns direitobas, que devem ter tido suas progenitoras e genitoras por lá). Não havia então um só hospital rural e os das capitais se encontravam escassos em capacidade e recursos. A mortalidade infantil era muito alta.
Como todos sabemos, Cuba era um país agrário, com a exportação de açúcar representando 80% das exportações que se destinavam preferencialmente aos EUA (60%) e de suas importações (75 a 80%). 114 latifundiários controlavam 20% das terras, com uma taxa de desemprego e subemprego das maiores da América Latina em 1959, com mais de 25% da força de trabalho, segundo dados do Banco Nacional do período.
Segundo a Cepal, em 1957, 765000 adultos estavam desocupados ou subempregados. Também em 57, uma pesquisa da Agrupación Católica Universitaria de Habana, sobre camponeses (2500 famílias), 14% tinham tuberculose, 13% tifo, 35% parasitoses. 89% dos camponeses não comiam carne e não tomavam leite. 43% eram analfabetos. 60% vivem em choupanas de chão de terra batida.
Esse foi o paraíso do ditador Batista que os direitobas ignaros têm a coragem de defender. Só podem ter avô saudosos dos puteiros do Fulgêncio.
é interessante a entrevista do Vidal. Tentando resumir varias coisas, medicina preventiva é fundamental mas nao é tudo. Devemos tirar esse ranco idelogico da discussao. Por incrivel que pareca o SUS é uma das melhores coisas que aconteceram na saude BRasileira, mas tem MUTIPO a melhorar.
Agora pense bem, medicos cubanos ganham menos que motoristas de taxi. Se fosse no BRasil como vc reagiria?
Fidel cita dados mais constrangedores na Onu:
de uma população de seis milhões de pessoas, metade não usufruiam de luz elétrica; 37, 5% eram analfabetos; 70% sofriam de tuberculose; três milhões e quinhentas mil pessoas viviam em barracões sem condições de habitação…
metade não usufruía…
bom, não tenho tempo para revisar e nem essa gente reaça merece coisa mais requintada.
PD,
Pela primeira vez, concordo com você do início ao fim. Quer dizer: quase. Faltou você dizer que esses dados sobre os “progressos sociais” cubanos são, como já foi lembrado por alguém aqui nos comentários, muito pouco confiáveis. Quando a caixa preta cubana for aberta, talvez a gente descubra que mesmo essas “conquistas” são ilusórias.
Quanto à comparação entre a ditadura de Batista e a de Castro, certa vez li em um jornal brasileiro um intelectual acadêmico dizendo que, antes da Revolução, Cuba era apenas um bordel americano. Esqueceu o digníssimo de lembrar que hoje Cuba é um dos pólos MUNDIAIS do turismo sexual. Foi esse o progresso de Cuba sob Fidel: deixou de fornecer prostitutas apenas ao EUA, agora fornece-as ao mundo todo.
RM Leão,
O SUS foi mesmo um avanço.
Eu, que sou revolucionário, penso que o mais correto seria eliminar todos os planos de saúde privados e garantir apenas o SUS a todos.
Com um detalhe importante: Fonte extra de recursos via taxação dos ricos.
Penso inclusive que os classe média e os ricos submetidos necessáriamente ao SUS, acabaria sendo uma excelente fonte de pressão por melhor e mais eficiente atendimento.
Isto beneficiaria toda a população.
Penso que a compra de atendimento médico diferenciado é um privilégio indevido.
Não deve ser fácil para um médico ganhar menos que um motorista de taxi.
Mas a ilha é realmente muito muito pobre. Impressionante são os resultados que consegue com tão pouco. Imagine o que nós podemos fazer…
É tocante como quem escreve comentários por aqui não sabe fundamentos que sejam do sistema econômico capitalista, não estou falando em socialismo não, é capitalismo mesmo, fico aqui lendo, comparativos com países escandinavos, como a riqueza que a social democracia muito gentilmente distribui, criando um estado de bem estar social, não fosse originária da remessa de lucros de suas subsidiarias, ou São Paulo não tem tantas empresas suecas quanto à Suécia? Acho que tem gente por aqui que não sabe como se dá o acumulo de capital, pensa que é desígnio divino. Ou mesmo ler que Cuba de Fudêncio Batista era rica, outro disparate, de onde saem esses dados estapafúrdios? O que havia em Cuba até então? Fábrica de charutos? Cassinos? Puteiros? Pronto! temos um país riquíssimo. Industria de base? Industria leve? Setores terciários? Eletrificação? Tecnologia de ponta? Não!não! Só charutos, cassinos e puteiros.
O pior de tudo é ter que aguentar tantos reacionários no blog que já foram trocentas vezes a Cuba. Porra! O que esses caras tanto vão lá? São agentes da CIA? Vão fazer negocio com um país miserável? Estudar, congresso de medicina, tudo isso em um país, que o ensino é deficiente, é um saco…
Só não vê quem não quer…
“Jovens americanos são diplomados em Cuba”
http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=73e0f7487b8e5297182c5a711d20bf26&cod=1905
palhinha…
”
Nowa Aigbogun, filho de imigrantes nigerianos do Harlem (Nova York), disse que seus pais nunca poderiam ter pagado uma faculdade para ele nos Estados Unidos.
“Quando ouvi dizer que em Cuba se poderia estudar Medicina sem me preocupar com o dinheiro, não acreditava”, contou o graduando, de 30 anos.
“Quero agradecer a Fidel, (ao atual presidente) Raúl Castro e aos líderes da revolução…”
Um barato… e tem mais:
”
Cerca de 10 mil alunos da América Latina e África estudam atualmente na Escola Latino-Americana de Medicina. Cerca de cem deles são dos Estados Unidos.
Cuba diz que as bolsas são parte da mesma tradição solidária que levou o país a enviar milhares de médicos aos recantos mais miseráveis do planeta.
“
Estórias que ouvi em Cuba:
1) A lagosta é produto estratégico de exportação. Se algum cubano pescar uma, por lei tem de repassá-la ao estado que detem o monopólio da comercialização.
2) Um brasileiro que trabalhava lá, me disse que seu hospital preferencial era o avião para Miami. Não confiava na famosa medicina cubana.
3) Filas quilométricas para tomar o subsidiado sorvete estatal. Menos para turistas, que pagam em dólar.
Lendo o artigo no NYT, vejo até que o Roger Cohen foi mais bonzinho com o regime cubano do que eu imaginava.
Num ponto do texto ele disse que algo como que Cuba não era nenhuma “Romênia Comunista”, mas depois vemos que lá o povão (isto é, aqueles que não conseguem pesos conversíveis) do frango só consegue comer as patas do frango… assim como acontecia na Romênia dos anos 80, onde peças de carne que eram consideradas lixo ou matéria-prima de ração animal no resto da Europa eram disputadas a tapa, como se iguarias fossem.
Fala sério, o texto diz que até mesmo a carne moída racionada de lá não é de verdade (deve ser alguma maçaroca de sebo e gordura moídos com um corantezinho vermelho)!!!
Outra coisa: não me iludo com a maravilhosa medicina cubana. Tá na cara que, da mesma forma que a Romênia (olha ela aqui de novo) usava seus esportistas olímpicos (lembram da Nadia Comaneci?) como ferramentas de propaganda do regime Ceausescu, Cuba usa suas faculdades e seus médicos para promover propaganda ideológica comunista em primeiro lugar e saúde pública em segundo.
Eu gostaria que os direitistas aqui do blog falassem das vantagens que os cubanos podem tirar do capitalismo a partir das maravilhosas histórias do desenvolvimento da livre iniciativa e da democracia no leste europeu de hoje, na Bulgária, Albânia, Romênia, onde há riqueza , empregos para todos, a cultura e a ciência florescem…ou não?
Prezado Dino,
aqui temos uma estranha forma de olhar as estatísticas sobre Cuba. As que os mentecaptos da direita dão crédito são as sem fontes ou organização que as produz ou fruto de impressão de viagem dessa gente tão estranha, como vc. comentou.
As da Onu, que nem são questionadas nem pelas autoridades dos EUA e as de referência acadêmica que citei são levadas a sério. Então não tenho como discutir nessas bases, da impressão de médico reaça em suposta viagem. Nesse caso, então, só me resta, com a permissão da palavra, mandá-los à merda. Mas tenho certeza de que a população cubana está preparada para defender a sua liberdade de escolha política, como já fez em outras ocasiões, como na Baía dos Porcos.
Isso deve dar mesmo muita raiva nessa reaçada!
estudar medicina nos EUA custa 250.000 dolares por baixo. Em Cuba o ministerio da propaganda oferece aquele curso de paramédicos que dá um diploma que só é aceito na África.
Porto Rico era repleta de puteiros. Chegou lá um governador e acabou com a farra. E com uma vantagem: não matou 17 mil pessoas.
Puteiros e cassinos, diga-se…
Aliás, mede-se a cretinice desse Leão, que se diz médico, ao minorar a situação da saúde no Brasil, só para atacar Cuba. A cretinice se revela plena nessa insensibilidade desse açougueiro.
Parabéns, Fábio Passos, pela coleta de bons artigos.
Sim, basta arriar a calcinha e ser anexado aos EUA, como Porto Rico. Vai dar esse rabinho.
Fabio # 175. O problema é esse. Vc nao pode proibir alguem de procurar um servico de saude particular nem um medico de atender pacientes particulares. Pq vc acha isso errado? Pq eh errado optar por o que vc acah melhor, se vc tem recusros para pagar? O importante eh o servico publico tentar oferecer o melhor servico de forma universal.
Ele jah eh financiado pelos ricos e classe media que pagam impostos que sustentam o SUS. E muitos acabm usando em cirurgias de grande monta tipo transplantes, Coibir a atividade particular apenas nivela tudo por baixo.
Quanto aos americanos que estudaram de graça em Cuba, bom para eles. Se eles acharam otimo nao tenho o que discutir, porem me preocupa se eles vao passar no board exam lá se os nossos que vem dessa mesma escola nao conseguem ter seu diploma validado aqui…
O que proponho aqui é que alguem me apresente um panorama real da sauhde em Cuba com todos seus problemas sem vieses ideologicos. Pq quando se fala nesse assunto tece-se loas a medicina cubana baseado em dados oficiais como se fosse o paraiso sobre a terra. Porem a medicina cubana certamente TEM problemas como a nossa tem a Americana tem A da Suehcia, etc… e todos nohs discutimos livremente. Nao escondemos de ninguem o que eh ruim e o que eh bom. E quais sao os problemas da saude Cubana de VERDADE, sem alguem culpar o imperialismo? Alguem tem conhecimento disso?
Carlos, não tenho aqui o link (infelizmente). Talvez encontre o texto no Google. Mas na Tribuna da Imprensa, Sebastião Nery, anos atrás, relatou a mudança de espírito dos antigos países da cortina de ferro européia. Sobretudo na República Tcheca. Acontece - e isso Nery também citava - que esses países realmente tinham vários problemas e um em especial: caíram nas mãos da máfia… Máfia americana? Italiana? Não, a máfia composta pelos comunistas, aqueles, lembra?, que queriam criar o novo homem.
Ressalto que nem de longe, Sebastião Nery pode ser considerado um “reaça”, um “direitoba”, um sei lá o quê. Mas pergunte a um jovem tcheco se ele quer a nomenklatura tcheca de volta. Nada! Já queriam botar pra correr esse pessoal em 1968! Os democratas soviéticos tão caros para alguns leitores aqui é que não deixaram… Sabe como é, vamos defender a… a… liberdade…
Por falar nela, a tal liberdade, vejo que ela é citada excessivamente por aqueles que defendem a ditadura cubana.
A melhor definição de liberdade que já li não está nas palavras de um sociólogo, de um historiador ou de um grande estadista. Está nas palavras de uma franzina e frágil poetisa brasileira, que creio, todos conhecem: chama-se Cecília Meireles e os versos estão no seu grande poema “Romanceiro da Inconfidência”:
Liberdade
– essa palavra que o sonho humano alimenta: que não há ninguém que explique,
e ninguém que não entenda
A rigor, e agora volto ao tema do post, desculpem, só os cubanos vão responder. E tenho para mim que a resposta desagradaria muito aos “reaças” de esquerda (sim, existem!!!) deste blog…
Surfando na Jaca ouvindo Olavo de Carvalho, hein, mocinho! O jargão está parecido! Depois dizem que não gostam! É tudo enrustido!
Uma coisa que vocês não percebem é que a problemática medicina pública feita no Brasil dá de 10 na cubana.
RM, esse pessoal que louva a saúde cubana não agüentaria uma fila de hospital de Havana! Surfando na Jaca deve ser o tipo de gente que só passa na frente de hospital público se o prédio ficar perto da casa dele. Só deve ser atendido na Rede d’Or (caso seja do Rio). E mesmo assim, deve reclamar depois que o atendimento passa dos 5 minutos. É um bando de demagogo.
E além do mais, se a saúde cubana é tão boa, por que precisou vir um médico da Espanha pra cuidar do Fidel?
É tudo demagogo!
Bah o cara que defende aquela ditadura, para mim, é muito ignorante, com a possibilidade mais remota de alguns serem mal intencionados. A comparação é o Haiti. Pois enquanto Cuba era no século XVIII até metade do século XIX a menina dos olhos da Espanha. Enquanto o Haiti, ao contrário, foi o primeiro país de toda a América a proclamar sua independência e a partir daí sempre esteve em conflito interno. A maioria dos países da África, também, citados são atrasados pelos conflitos internos. A Arábia Saudita é um país rico e acredito que ninguém passa fome lá. Finalizando, por que não deixar que os povos desses países mais pobres tenham liberdade de se desenvolverem, sem que esses filhas da puta desses ditadores assassinos banquem seus patronos? Afinal, estamos na terra para aprender e nos desenvolver. Mas tem gente que, ainda, consegue justificar esses ditadores, fala sério oh.
RM leão,
Receber tratamento diferenciado de saúde apenas para aqueles que podem pagar… é evidentemente um privilégio.
E quem mais paga imposto no Brasil são os pobres.
É exatamente uma das imensas perversões que tornam este país um dos mais injustos do planeta.
e seu disser que a Petrobras financia a propaganda desses filhos de uma quenga?
http://share.ovi.com/media/foralulaorkut.public/foralulaorkut.10020
os pobres pagam muito impostos porque são muitos, mas individualmente pagam uma merreca. Mais uma falacia.
E a educação em Cuba?
“Unesco coloca educação cubana na frente na América Latina”
http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=d88518acbcc3d08d1f18da62f9bb26ec&cod=1595
”
Cuba lidera, na América Latina e no Caribe, no informe sobre Educação para Todos de 2008 da Organização das Nações para a Educação e a Ciência e a Cultura (Unesco). O documento foi apresentado pelo representante da organização, em Cuba, Herman van-Hooff, que ressaltou o grande esforço da ilha em garantir esse importante capítulo social e humano, e fez uma calorosa felicitação ao país por esses alcances.
O relatório reconhece que a maior ilha das Antilhas é a melhor em educação na América Latina e ocupa globalmente a colocação 23 de uma lista de nações, que é liderada pela Noruega, e inclui a Argentina (27), o Chile (37) e o México (48).
“
Unesco? \o que é isto?
Já sei , aquela ONG dominada por árabes e “líderes” africanos.
só para o PD
http://article.nationalreview.com/?q=YmIxYTVmMjZhZmI4ZTllMmZmZTBjYTY5OGE2YjJlZjU=
Rapaz… a dor de cotovelo ainda vai matar estes caras de desespero.
Entrvista com Tirso Saenz… um camarada que simplesmente teve a honra de trabalhar com Che Guevara:
”
UnB AGÊNCIA – Seu entusiasmo em ser ator naquele momento decisivo é visível, ao repetidamente enfatizar o desinteresse, a consciência de contribuir para o bem-estar do povo cubano. Esses valores ainda existem na Cuba atual?
SAENZ – Sabe quantos médicos cubanos estão prestando serviços, muitos de graça, fora do país atualmente? Quinze ou 20 mil. Após o terremoto no Paquistão (outubro de 2005), partiu para lá uma brigada de 1,2 mil pessoas, das quais 800 médicos. Sabe quantas consultas foram dadas nas montanhas geladas daquele país? Um milhão, de graça. A Operação Milagre (uma iniciativa de Cuba e Venezuela) já atendeu gratuitamente 700 mil latino-americanos que precisavam fazer cirurgia de catarata…
”
Tirso Saenz é engenheiro químico, formado em 1954 pelo Rensselaer Polytechnic Institute, no estado de Nova Iorque (EUA)
Nunca vou entender essa fascinacao dos esquerdistas com Cuba. E’ um fracasso. Basta ver qualquer foto da ilha. E’ o exemplo mais claro do TOTAL FRACASSO dos ideais esquerdistas. E no entanto continuam enchendo o saco falando na educacao cubana, na medicina cubana, no nao sei o que cubano…
Se e’ tao bom assim, porque e’ que NINGUEM vai pra la? Por que ta todo mundo querendo fugir? Porque NEM ESQUERDISTA vai pra la?
Ah ja sei, e’ bom so pors Cubanos. Socialismo se’ e’ bom no dos outros.
Agora, se vier um Fidel ai pra dividir o salario do Jaca (do Fabio Passos nao, porque ele claramente nao trabalha) com os pobres ou colocar ele pra cortar cana, quer ver como ele vai chiar?
Fabio Passos, Entre no Google Earth, observe Cuba, socialista, e depois observe a Flórida, ou aquelas pequenas ilhas logo ao sul, todas capitalistas, note a diferença. Em Cuba, nem barcos tem. Se tivesse, fugiriam todos. Em Cuba, nem sabem o que é piscina. Veja as estradas, desertas em Cuba. Veja as fotos. Onde voce escolheria viver?
Quanto mais os esquerdistas idolatram Cuba, mais as pessoas fogem da esquerda como o Diabo da cruz.
Os esquerdistas acham que dinheiro nasce em arvore.
FABIO PASSOS, como é que é, HONRA em trabalhar com o CHE? e esta porra de assassino trabalhou alguma vez? Os médicos de Cuba dão graças de poder abandonar o país, quando podem sair não voltam de jeito nenhum, você é um iludido, cara…
Rapaz… dá até pena.
Esta é simplesmente de Paul Krugman… sobre a degradação social nos EUA:
”
? Os norte-americanos podem contar com uma forte mobilidade social para combater as desigualdades?
Não. Alguns indivíduos logram ascender na escala social, mas não tanto como nos gosta imaginá-lo. As histórias de pessoas que saem da pobreza e se tornam ricas são muito, muito raras. Há só 3 por cento de pessoas nascidas entre os 20 por cento mais pobres que acabam sua vida entre os 20 por cento mais ricos. Os Estados Unidos até parecem, na medida em que se pode medir essas coisas, registrar o grau mais débil de mobilidade social entre os países avançados.
? O sonho americano está então morto?
Não. De qualquer maneira, a realidade jamais esteve à altura do que o sonho americano deixava esperar…
”
Paul Krugman: “A realidade jamais esteve à altura do sonho americano”
http://www.socialismo.org.br/portal/economia-e-infra-estrutura/100-entrevista/596-paul-krugman-a-realidade-jamais-esteve-a-altura-do-sonho-americano-
São quase 40milhões de pobres nos EUA… e conforme explica Krugman, com baixa expectativa de ascenção social.
Outro importante artigo de Paul Krugman…
sobre o grave aumento da pobreza nos EUA:
É impressionante:
Crianças nos EUA vivendo abaixo da linha da pobreza:
14% em 1969
17.4% em 2006
http://ultimosegundo.ig.com.br/new_york_times/2008/02/18/comentario_a_pobreza_e_um_veneno__1195215.html
E o mais legal… saca só a receita do Paul Krugman para diminuir as graves consequências do aumento da pobreza nos EUA:
”
Que políticas teriam que ser aplicadas para lutar contra esta situação social degradada?
Em princípio pôr em marcha um sistema de seguro sanitário que cubra toda a população. Todos os países avançados o têm. E a ausência de cobertura social representa uma das primeiras causas da desigualdade e da perda de mobilidade social. Logo, é preciso estabelecer um sistema educativo melhor, o que passa por reformas, mas exige igualmente novos recursos.
(…)
Poderíamos fazer uma longa lista de medidas, sem embargo penso que pôr em marcha uma cobertura universal de saúde, que é algo que se pode fazer, é uma prioridade e representaria um grande passo adiante.
”
Até parece que Krugman anda lendo as “Reflexões de Fidel”…
Paul Krugman: “A realidade jamais esteve à altura do sonho americano”
http://www.socialismo.org.br/portal/economia-e-infra-estrutura/100-entrevista/596-paul-krugman-a-realidade-jamais-esteve-a-altura-do-sonho-americano-
Meu… gravíssima a situação dos quase 40 milhões de pobres estadunidenses…
… pelo menos 28 milhões deles dependem de “bônus de caridade”… para comer!
http://www.independent.co.uk/news/world/americas/usa-2008-the-great-depression-803095.html
É como diz Krugman…
“Os Estados Unidos continuam sendo um lugar privilegiado para 5 por cento dos mais ricos.”
Fabio Passos, a verdade é dura mas é esta: se você pegar toda a riqueza gerada pelo brasil e dividir pela população terá o paíz mais homogeneamente pobre do planeta.
O que realmente deixa fulo da vida aqueles que odeiam Cuba?
É que a ilha não vai cair de joelhos diante dos EUA…
http://fc24.deviantart.com/fs28/f/2008/057/a/1/Comandante_Fidel_Castro_by_Latuff2.jpg
Latuff!
Cuba não precisada defesa de ninguém. É um povo alfabetizado e sabe julgar sua história muito bem. Por isso, está disposto a lutar pelas conquistas da Revolução. O resto é esse papo furado e as lamúrias dessa gente ignorante e lobotomizada pelo capitalismo, de classe média e acha que vai ficar rico, julgando as opções dentro dos padrões de vida que alcançaram dentro de um país tão injusto como o nosso. Outro destrambelhado fala das diferenças de História. Sim, quem deseja apagá-las são vcs., da direita, com a ladainha de que tudo se resolverá com o capitalismo e a democracia liberal burguesa, sustentada por partidos e candidatos sustentados pelas grandes corporações do capitalismo, como isso fosse uma maravilhosa e insuperável conquista humana. É preciso levar em conta os processos históricos e as condições materiais de cada país. E não esqueçam da divisão internacional do trabalho, que vcs. apagam sempre da memória.
Perguntam se desejaria viver em Cuba. Ora, a resposta depende da minha própria condição social. Não sendo um excluído da sociedade brasileira, o que faria em Cuba? Mas se fosse um menino cortador de cana de Garanhuns, um carvoeiro semi-escravizado desse Brasil, ou parte das onze Cubas de famélicos brasileiros, não titubearia em responder que sim e ainda pediria a passagem de imediato para o direitoba que me perguntasse. Ele, então, provavelmente fecharia a janela do seu carro e ligaria o ar-condicionado, contando os minutos para o sinal abrir.
Outro maluco acha que deveria gostar de ser mal atendido nos hospitais públicos do Rio, porque defendo o sistema cubano de atender plenamente a todos os cidadãos. Esse é pancada mesmo das idéias. O que o fiofó tem haver com as calças?
Chega, direitobada! Já respondi ao besteirol de vcs.
Ô Miguel…
No Brasil é assim ó:
Riqueza Nacional
10% da população rica se apropria de 75%
90% do povo brasileiro fica apenas com 25%
Não é por outro motivo que o Brasil é um dos países mais injustos do planeta.
É um regime de segregação social… não há justificativa para tamanho absurdo.
Evidente que é possível implementar um processo de ruptura e maciça transferência de renda.
Miguel, então esse é o seu motivo inteligente para justificar a violenta desigualdade de nosso país e de desejar a solução final para os excluídos? Muito bacana seu argumento, mostra a pessoa sensível e esperta que vc. é. Existe um fascistinha morando em seu coração.
Nem sei porque voltei a abrir essa droga, quando já nem estou mais lendo o que escrevo.
Uma boa noite ao Fábio Passos e aos demais seres de bem.
Boa noite Surfando.
O capiroto é forte… mas não vence.
Viva la Revolución!
Ontem, por volta das 10 horas da manhã, na ponte sobre o canal do jardim de Allah, área nobilíssima do Rio de Janeiro, um mendigo negro e barbudo baixava as calças e acocorava-se, nu, embaixo da ponte, e quando chegeui mais perto, percebi que ele tinha estado defecando em cima de folhas de jornal… Será que ele goza das riquezas que se vê no Google Earth?
Surfando na Jaka: o lema é “eu só queria entender”. Nem sei o que é ser um facistinha para ser sincero com você. Disto eu sei, que os numeros não mentem. O fato é que os 75% da riqueza do país pertencente aos 10% mais ricos (conforme o que falou Fabio Passos no post 215) somados com os 25% que sobraram para os mais desfavorecidos e dividido igualmente por todos dá muito pouco para cada um. Isso significa que eliminando a desigualdade do Brasil, não é suficiente para que as coisas melhorem muito. Melhoram apenas um pouco e então adeus “hospital de primeira para todo mundo”. Então caros Fabio e Surfando, algo me diz que os numeros estão errados ou aqui ou em Cuba.
Eu estive em Cuba, em Havana, no começo do ano. E o que eu ví foi no mínimo marcante. Pra começar, outdoors espalhados pela cidade inteira contra o bloqueio americano. A cidade, parecia que já tinha sido muito charmosa um dia, mas que desde então nunca havia sido reformada. As casa, que um dia foram linda, caindo aos pedaços. A exceção, seria o miolo de Habana vieja, que estava começando a ser reformada. Em contraste, os turistas tinham a sua disposição, hotéis de luxo. O meu hotel, ficava em uma área, que antes da revolução era ocupada pelos ricos. Então, eram grandes casas e mansões. Que um dia, foram bonitas. A maioria ocupada hoje por embaixadas de outros países. Os cubanos que eu tive oportunidade de conhecer eram todos bastante educados. Com doutorado. Alguns, levavam a comida dos eventos sociais para casa. Não é que passassem fome, mas a comida do congresso era de qualidade superior. Para eles. O refrigerante era de fabricação local, bem como a cerveja e o rum. Bastante estranho para o nosso paladar. Vi pessoas colocar várias latas na bolsa. Um dos pesquisadores me explicou que no ano anterior passaram a conceder um auxílio em CUCs (a moeda do turista, 24x mais valorizada que o peso local) aos pesquisadores de bom desempenho. Seria uma forma de evitar a fuga de cérebros para o turismo, onde se ganha gorjeta em CUCs. Conhecí um taxista que era engenheiro elétrico. Mas ganhava melhor como taxista. Ele conversou bastante comigo, mas só depois de se certificar que eu não trazia gravador, não era reporter, ou algo assim. No aeroporto, na volta, eu tinha perdido o papel de alfândega e fiquei quase 1 hora esperando a emiração me liberar para embarcar. No avião, uma senhora cubana com cara de desesperada: ” vc é cubana? O que eles queriam com você?” Tranquilizei-a dizendo que era brasileira.
Pois é ninguem respondeu a minha pergunta sem apelar para ofensas ideologicas. De fato concluo que NINGUEm realmente conhece os problemas de saude de Cuba, apenas conhecem a propaganda (de “direita”e de “esquerda”).
Enfim… finalizado. Fabio, usar o Krugman (de quem eu sou fãzaço) para dizer que as Americanos stao piores do que os Cubanos? Meu fio, um pobre Americano tem o padrão de vida maior do que um cubano médio! Os EUA tem diversos problemas sociaix, mas eles os enfrentam nao os escondem atrás de bravatas ideológicas, Cara… sai dessa, eu já passei por isso, já fui cimunista, socialista, defendia URSS, leste europeu, Cuba… depois de conversar com qualquer um desses lugares vc se envergonha de defender de fora esses regimes enquanto o povo que os vive sofre e quer desesperadamente mudanças. Cuba e Coreia do Norte sao os ultimos que restaram e nao vao durar.
omo o fernando conheci nao s;o tchecos mas gente de todo o leste europeu e a conversa é a mesma que ele relatou, por pior que seja é melhor do que era.
Apenas quero comentar sobre o Sebastiao Nery. Ele é totalmente incongruente, mas foi um livro dele de 1980, por a;i, que caiu nas minhas maos aos 14 anos que me influenciou profundamente quanto as minhas opinioes politicas na adolexcencia. Nele ele tecia loas a URSS apresentando dados oficiais e suas impressoes de viagem, como sendo o futuro da humanindade, devido aso altos padroes de vida, etc… e no final dava um perfio sombrio aos EUA. Menos de 10 anos depois a URSS colapsava junto com o leste Europeu e os EUA entravam em um periodo de punjança de mais de 10 anos. Então nõa em imrpessionao mais com essas informacoess que o Fabio mostra mostra tanto…
Ontem mesmo peguei um taxi de um engenheiro civil, desempregado. Noutro dia, de um contador que havia saído de uma firma.
Bom, se é para explicar, veja que vc., Miguel, está falando de PIB/capita. Nesse aspecto o do Brasil é pequeno em relação ao do Japão, por exemplo. Bom, o nível de riqueza de um país não é algo imutável. Dois, ele não justifica a extrema desigualdade que temos no país. Se adotássemos uma divisão de riqueza 100% da renda per capita, coisa impossível, teríamos um país em que os vencimentos seriam baixos, como Cuba. Mas poderíamos gerar mais riquezas. E daí, cara-pálida? O que vc. quer com isso? Dizer que não podemos melhorar a distribuição de renda no Brasil? Dizer que nada pode ser feito? Saia do armário, mostre o que pretende? Conclua seu raciocínio.
Leão da direitada,
se os dados da Onu não servem, se nenhuma estatística é confiável, se as informações não bastam, então para que discutir? Nada saberemos de nada, não acha, gênio da raça? Gostaria que os que clamam que os dados são forjados, que dessem provas disso. Afinal, todos os países tem assento na ONU.
Essa discussão é cansativa, até. Mas embora não ache o liberalismo extremo uma maravilha, acho que os que são contra o regime cubano estão com a razão. Realmente em Cuba (como em TODOS, todos os regimes socialistas), a saida tem que ser proibida ou quase todos fogem do paraiso. A vida lá não pode ser assim tão boa.
E os dados de saude e educação desses paises não são lá muito confiaveis, creio. Como o RM Leão (222) tambem gostaria de ver dados menos contaminados por ideologia.
A fé não se discute. Afirmativas como dados menos contaminados pela ideologia dependem de demonstrações plausíveis dessa contaminação.
Rapaz eu nao sou de direita… fico por aqui, já disse o que tinha para dizer
Rabbit……quando leio alguém dar show como voce com seus comentários virulentos e desmascaradores fico esperançoso…..
Que tanto medo Cuba socialista causa nessa intelectualidade acima do bem e do mal aqui e em outros tantos lugares……??????
Deixem Cuba viver sua vida e cuidem de fazer um Brasil melhor, que ele ainda está uma vergonha por nossa culpa sim……limpem vossos rabos sujos e depois falem de Cuba!
Estranho, ainda bem que não tive professores assim na Economia. Professores que falam de História congelada ou falta de História, quando um país tem realizado mudanças controladas e defende as realizações da Revolução. Isso para o Dr. JPRK30 parece História estagnada. Bom, as ciências sociais são assim, a objetividade total é um mito.
A comparação com Costa Rica é superficial, seu índice de IDH na atualidade é pouco superior ao de Cuba, que enfrenta o bloqueio por décadas. devido a investimentos maciços, que dificilmente ocorrerão em outros países do Caribe, ainda mais nesse contexto atual. Os outros são verdadeiros fracassos capitalistas, ou paraísos fiscais.
Por uma simples interpretação de texto, não se trata de recusar a discutir Cuba, mas que persiste uma insistência nesses holofotes da mídia, como um exemplo que deve ser extirpado ideologicamente, só o capitalismo salva e o sonho de riqueza individual, banalmente citado por VSa. Sim, Cuba é esse último vestígio de um sonho igualitário e de justiça social na atualidade, de uma experiência vencida pelo capitalismo e pelos seus próprios erros. Sabemos disso. Não só para a esquerda brasileira, da AL, como mundial.
É essa a diferença. A China “socialista” não é mistério, pois está anexada ao circuito mundial e nem é quintal norte-americano. Um professor esquecer de notar a luta ideológica é porque já se decidiu.
Isso não lhe dá direito a distorcer as palavras. Queremos discutir a pobreza do capitalismo aqui também. É isso mesmo. Onde estão os posts? Onde VSa. Doutor escreveu sobre isso, a não ser justificando que os pobres podem gostar de viver na miséria desde que tenham a esperança de acertar na megasena?
Ainda bem que estudei nos tempos em que a universidade era crítica.
Surfando,
Pois é, pois é. Mas diga aí: quais mudanças Cuba controlou e em quais avançou desde os anos 70 para cá? É isso aí, é disso que estou falando: Cuba estagnou e qualquer visitante da ilha tem notado a ausência de vitalidade, o passo de espera, pessoas conformadas etc. Quando o regime tenta incentivar (de forma controlada, claro) um verniz de discussão, basta vazar para a internet meia dúzia de estudantes tentando contestar para tudo parar onde está.
Eu sinceramente não entendi por que comparar com Costa Rica é superficial. Com o Haiti pode, com a Costa Rica não? Por quê? Por que um tem investimentos e outro não? E daí? Você não almejar objetividade não lhe dá o condão de descartar o que não lhe apraz tão superficialmente.
E veja como são as coisas: você gosta do sonho igualitário, mas confirma que ele foi derrotado. E aí fala em luta ideológica. Qual? A que opõe os enaltecedores liberais do capitalismo e os que falam de suas mazelas? Onde você viu este debate sendo suprimido? O que se vem fazendo na América Latina e na Europa desde… 1930 pelo menos? Você é bem autoritário. Não descarto os avanços de Cuba e lá vem você chutando toda e qualquer discussão sobre a ilha.
Pare de se martirizar e posar de moralmente superior. Você também já se decidiu. Não está muito claro, mas parece que você acha que todas desculpas valem para Cuba, e que, portanto, deve ficar como está, apesar de derrotada. Puxa, isso é que é humanismo e solidariedade com o povo cubano: ficar tudo como está, mas pelo menos eles tem uma aura, um passado, representam o sonho… de outros. E depois quem quer discutir a ilha é que a usa para fins escusos.
Também não conheço seus escritos sobre a pobreza ou de solidariedade com os pobres. Já disse aqui e repito: quem escreve com nick name não tem nenhuma superioridade moral para cobrar ações ou posições de quem quer que seja. Exige o currículo, todo ofendido, do outro, mas não mostra o seu. Portanto, ninguém lhe deve satisfações. Até porque, assim como aquele colega meu babaca de Brasília, você ignora o que seja a universidade hoje. Só um ignorante no assunto para afirmar que ela não tem pensamento crítico. Sua intervenção, ressentida, é bem parecida com o Reinaldinho e o Orvalho: detesta a universidade.
Nenhum esquerdista com olhos para ver nega a panúria de bens de consumo em Cuba e a amaeaça que isto significa para a continuidade do projeto socialista (Trotsky uma vez disse que o contrabando poderia acabar com a revolução soviética) mas alguém já viu um cubano comum reduzido ao estado de degradação que eu descrevi em #219?
Bom aqui e alí lemos que Cuba está no leprosario dos países…..todos admitem que a culpa para aquele país estar estagnado está contida no isolamento a que foi submetida, por seus governantes e seus adversários……
As pessoas esquecem só de perguntar ao povo de lá se prefeririam viver a nossa maneira ou se seria melhor eles próprios se virarem e se acertarem!
Cuba é um país com otimos indices de vida….só não tem capital……tem até petroleo pré sal…..que para ela seria de suma importancia explorar e a tiraria do marasmo que vive desde 89……Liberdades a parte ela dá show de bola em paisecos como o nosso!
Se Fidel morrer e ruir a sua construção, garanto que o povo cubano não vai quere a volta dos bundaleles e puteiros de outrora…..nem a garra peçonhenta dos EUA a lhes enforcar com governos marionetes…….Fidel e sua revolução trouxe justiça social e maturdade intelectual a seu povo…..e agora livre do arbitrio Cuba terá mais condição intelectual de trilhar um caminho para a democracia sem se sujeitar aos nossos anos de erros e venalidades…..não somos ninguém, da forma que nos comportamos como sociedade ,para criticar Fidel e os Cubanos…..
Ninguém…..
maravilhosas histórias do desenvolvimento da livre iniciativa e da democracia no leste europeu de hoje, na Bulgária, Albânia, Romênia, onde há riqueza , empregos para todos, a cultura e a ciência florescem…ou não?
Cultura e ciência talvez nem floresçam tanto hoje em dia nestes países do leste europeu porque entre a II Guerra Mundial e a ocupação das tropas stalinistas praticamente toda a antiga elite intelectual destes países foi morta ou teve que fugir para sobreviver.
E ainda que hajam problemas hoje, suponho que algo entre 80 a 90 por cento das populações destes lugares (isso estimando por baixo) jamais trocaria a situação de hoje pela situação que perdurou entre 1945 e 1989.
Os únicos 3 países da Europa em que há saudade massiva do comunismo são na parte oriental da Alemanha (por causa dos choques culturais e econômicos da reunificação), na Sérvia (por causa da perda do seu antigo mini-império, a Iugoslávia) e na Rússia (por causa da perda do seu antigo mega-império Russo que se converteu em 1917 na União Soviética, que em meados de 1953 controlava direta ou indiretamente quase a metade do Planeta Terra).
Trabalhei 3 anos junto com um Alemao Oriental, e ele nao tem saudades nenhuma do Comunismo…
A Russia está vivendo um saudosismo dos tempos do poder, mas achoq eu é concentrado mais nas camadas mais pobres e nos militares e velha guarda
O que o ele reclamava era do preconceito da parte Ocidental contra os alemaes Orientais
Obrigado, Garoto do Brasil:. Tirando os seus “suponho”, “acho”, o que sobra é: o fim do comunismo na Europa Oriental não produziu NENHUMA realização positiva em uma geração inteira (20 anos).
A maioria daqui tem uma visao esterreotipada de economia e de relacoes internacionais. Soh se referem a Cuba pre castro como puteiro, cassino, etc.. sem verem a complexidade das relacaoes e da hsitoria e das mudanças que ocorreramd e lá até aqui.
E devido a estagnacao economica de 50 anos de socialismo receio que o futuro pos-Castro de Cuba seja de ser um recreio de fehrias para os Americanos e Europeus por muito tempo. Duvida, entao veja qual é o unico trunfo que Cuba tem atualmente para atrair renda estrangeira? Expotacoes? Nem de açucar, apenas o turismo…
É a triste realidade…
Bom, RM, se a Esquerda não perecebe a “complexidade” da Cuba de Batista, você faria bem em perceber a “complexidade” de um país que atualmente exporta capital humano de alta qualificação (médicos) assim como medicamentos patenteados.
No fundo, o que a Direita quer é reduzir Cuba, um dia qualquer no futuro, ao nível mesquinho e tacanho das aspirações da elite brasileira, e punir um projeto político que, bem ou mal, sempre pensou grande.
Prezado JprK30,
Primeiro, tenho um nickname a zelar. Segundo, vc. é um grande distorcedor das palavras alheias. Já escrevi zilhões de vezes sobre as desigualdades sociais no Brasil, MST, pobreza mundial com o neoliberalismo etc., antes mesmo de vc. aparecer por aqui. Muitas vezes me reescrevo, já que meus argumentos não são contestados corretamente e as pessoas repetem a mesma ladainha, como se viu neste post. Vc. próprio falou em História congelada, e eu acho isso um absurdo para um professor universitário e de História. É clara a intenção de Cuba encontrar parcerias, abrir seu mercado a novos empreendimentos, como recentemente na parceria com a China para a área de minérios, o combate ao preconceito sexual, a superação de erros do passado na área cultural etc. O que posso dizer é que vc. se revela desconhecedor dessa realidade e me julga da forma como lhe convém, já que lhe incomodo ao cutucar sua ignorância e preconceitos. Mais uma vez vc. apresenta o processo histórico paralisado, como um verdadeiro seguidor do Fukuyama, reaça ideólogo a soldo do governo dos EUA, para quem a hegemonia capitalista é o Fim da História, o melhor que a humanidade alcaçou. Eu prefiro meus professores que falavam de uma história dinâmica e da capacidade do ser humano inventar seu futuro. Nesse sentido é que acredito em mudanças e o fracasso do socialismo real, evidente, não é o fim da História para mim. Quanto à universidade, não quis dizer que todos que lá são como vc. Só agradeci por não ter sido aluno de pupilos do Fukuyama, mas de gente como Conceição Tavares, Carlos Lessa etc. Meu currículo é o que despejo por aqui e todos conhecem. Qual o segredo? Sou doutor em Economia e daí? Sei que vc. adora brandir seu título, eu pouco dou importância ao seu e ao meu, ainda mais nesse espaço. Fica para mim cada vez mais clara a sua posição de desmobilização de sua categoria. Compõe com seu modo conformado de ver a realidade.
escrevi sobre esses assuntos, apesar de não aparecerem raramente nos posts do blog. Sobre esses assunto nunca lhe vi interessado. Em que país vc. leciona?
Costa Rica é uma excessão no quadro do Caribe, vc. deveria saber disso, graças a investimentos pesados norte-americanos na área de informática, como um país zona livre de Manaus. Já comentei isso. Só para lembrar.
Como a ditadura estadunidense - controlada pelas mega-corporações - trata seu próprio povo…
A HOWLING WAGE
http://www.youtube.com/watch?v=pUOwudYX_Oo
As imagens são claras… pobreza mesmo.
Terceiro mundo… para quase 40 milhões de estadunidenses.
São 28 milhões que precisam de bonus de caridade… ou não tem o que comer.
São 47 milhões sem qualquer plano de saúde… quando adoecem, ou contam com caridade… ou se lascam.
Não adianta tentar esconder.
Não é por outro motivo que Cuba, uma pequena ilha submetida a um bloqueio genocida, tem indicadores sociais que rivalizam com a maior economia do mundo… e humilham o Brasil.
Esta o Krugman escreveu diretamente para aqueles que relativizam a pobreza de quase 40 milhões de estadunidenses…
”
O fracasso do país em progredir na luta contra a pobreza, especialmente entre crianças, deveria causar muita reflexão. Infelizmente, o que parece provocar é uma enorme criatividade em elaborar desculpas.
Algumas dessas desculpas vêm em declarações de que os pobres dos EUA realmente não são tão pobres – uma afirmação que sempre me deixou em dúvida se aqueles que a fazem viram alguma televisão durante o furacão Katrina, ou se simplesmente olhou ao redor enquanto visitava uma grande cidade americana.
”
Não são pobres remediados não…
É uma massa gigantesca de gente completamente fubecada…
http://ultimosegundo.ig.com.br/new_york_times/2008/02/18/comentario_a_pobreza_e_um_veneno__1195215.html
Outra coisa, o IDH da Costa Rica é próximo ao de Cuba, como vc. deveria saber, e com bloqueio. Bom, o resto o Fábio Passos já colocou por aí. A História é dinâmica e o povo cubano quer fazer mudanças sem perder as conquistas da Revolução. Isso é uma unanimidade para os cubanos que conheço. A outra é de que essas mudanças serão realizações da independência deles e não impostas por secretarias especiais de cubanos de Miami ou dos EUA.
Meu Deus, que confusão. Para saber onde o Dr João Pedro Rodrigues leciona é fácil. Quer dizer, se ele foi suficientemente tonto para botar o próprio nome, e apesar desse nome não ser nada de extraordinário, devem existir mais de um milhão de Joões Rodrigues, como gente com diploma universitário não abunda e como ele se declara professor universitário e como professor universitário tem que ter uma coisa chamada Currículo Lattes ( em homenagem ao físico suponho) é simples assim: entrar no Google, de preferência no acadêmico, e botar lá na busca, João Paulo Rodrigues. Se ele for mesmo doutor, professor universitário, sai até o que ele comeu de almoço. Nem me dou ao trabalho. Ele deve ser tão doutor quanto o Chester é médico.
Ô Pedro Dória, se até você já sabe que esse tema não vai além da exibição de estatísticas e longas ou curtas declarações de fé, é só por amor aos índices de freqüência que você começa essas discussões bobas? Ou é para comprovar aquilo que o Ivan Lessa disse?
Olha a beleza do capitalismo e a miséria cubana:
Um terço dos municípios brasileiros têm favelas, palafitas e outras habitações miseráveis. Em mais da metade deles, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) registrou ainda a presença de loteamentos irregulares ou clandestinos.
As informações constam na Pesquisa de Informações Básicas Municipais do IBGE, divulgada nesta sexta-feira. O estudo, feito em todos os 5.564 municípios brasileiros durante o primeiro semestre de 2008, traz informações sobre a estrutura, dinâmica e funcionamento dos municípios do país.
Segundo a pesquisa, 1.837 municípios brasileiros declararam ter favelas, mocambos (habitações miseráveis) ou palafitas, o que representa 33% das cidades do país. No Norte e no Sul, este percentual chega a 41%.
São Paulo é o Estado com o maior número de municípios de habitações do tipo: 203, contra 109 em Pernambuco e 63 no Rio. Em Roraima, apenas quatro municípios relataram ter esse tipo de moradia.
Já os loteamentos irregulares ou clandestinos estão presentes em 2.960 municípios brasileiros, ou 53% do total. A maior parte (984) está no Sudeste, e a menor (223), no Centro-Oeste.
Cada um com sua esquizofrenia… tenho que trabalhar.
Eu também e o marcado anda complicado de entender para onde vai. Difícil traçar uma orientação.
Agora, miséria no Brasil não é notícia, ninguém lamenta, não faz sucesso, ninguém diz que viu, ninguém quer ver e nem discutir etc. E esquizofrênicos são os outros!
Ok, vou trabalhar e fechar o expediente.
marcado=mercado
Por favor vão malhar em ferro quente…
http://www.rebelion.org/noticia.php?id=77318
Não, o meu comentário só tem um link. E garanto que eu sei contar até pelo menos 100. :o)))
finalizando, já que encheram de dados e textos do Paul Krugman talvez achando que nao sabia que tem miseria no brasil ou nunca tenha lido o Krugman (coisa que procuro fazer sempre que possivel), O cerne da discussao é que todos paises tem problema (e eu e todos aqui sabem os do Brasil e dos EUA). A diferença é que aqui pode se discuir e mudar os governantes e tomar ações. Por isso o Bush saiu e o Obama entrou, elegemos Lula, e podemos mudar o governante na proxima eleicao, podemos falar mal do Lula, ficar na frente da casa branca com um cartaz malhando o Bush, o Obama, etc… por isso evoluimos, a miseria no Brasil diminuiu em comparacao com o Brasil de 50 anso atras, o capitalismo nao é igual ao capitalismo da revolucao industrial ao qual Marx se baseou para criar sua teoria economica.
Enquanto isso em Cuba, Coreia do Nrote e China nao se pode ser contra os Grandes Lideres sem ser subversivo ou uma ameaça a nacao… Como era no Brasil em 1968.
O capitalismo é um avanço em relação á pré-história, etc e tal, sabichão autista! Mas o capitalismo continua em sua essencia, senão seria outra coisa, sábio das arábias e a obra de Marx não teria validade. Difícil sepultar esse cadáver, né direitoba?
Agora o negócio é mudar estatísticas como essa da ONU, ou o pessoal vai esperar o capitalismo melhorar debaixo da cova?
Em 2007, pelo menos 75 milhões de pessoas foram colocadas abaixo do limiar da fome em todo mundo, de acordo com relatório da FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação). Para a organização, um dos principais motivos foi o aumento nos preços internacionais dos alimentos.
Com esse acréscimo, o número de desnutridos no mundo chegou a 923 milhões de pessoas, contra uma estimativa de 848 milhões para o período 2003-2005. E a FAO acredita que, com a alta contínua nos valores dos principais cereais, a expectativa da organização é de um crescimento ainda maior da fome no mundo.
Quero ver é essa gente excluída debatendo, com fome, a democracia maravilhosa da nossa classe média e alta.
RARARA fui chamado de direitoba! O resto é nonsense.
Encerrei o assunto, fique em paz na sua esquizofreina particular, meu que eu fico na minha!
Vai em paz, autista.
Vou, mas corigindo tenho sindrome de Aperger.
Vou, mas corigindo tenho sindrome de Asperger.
Carlos, você não trabalha não, 10 da manhã no jardim de Alá, sóm pode estar indo para a praia.
É liberado protestar no Brasil?
Essa é boa…
Talvez pros classe média.
(desculpe pela terrível afronta Pedro Dória…)
Já para aqueles que estão marginalizados (são milhões!) não é bem assim.
É na porrada e na bala que nossa diminuta “elite” rica trata marginalizados protestando.
Protestando por direitos constitucionais.
Democracia? Mentira descarada.
O regime é violento e a mídia-corporativa que adestrou este pessoal (quem será?) é cúmplice em seu silêncio… e aprovação.
Assistam… como funciona a “democracia” brasileira:
“Comissão de Direitos Humanos cobra punição pelo Massacre de Felisburgo”
http://www.mst.org.br/mst/pagina.php?cd=6039
”
O Massacre de Felisburgo ocorreu em 20 de novembro de 2004, quando o acampamento ocupado por cerca de 230 famílias sem-terra, em maio de 2002. Em 2004, o acampamento foi invadido por jagunços encapuzados e armados que assassinaram cinco trabalhadores rurais e feriram mais de 20 pessoas. Acusado de comandar pessoalmente o ataque, o latifundiário Adriano Chafik foi preso, por duas vezes, mas nas duas ocasiões, o Superior Tribunal de Justiça reformou a decisão da justiça estadual, determinando sua soltura.
“
Iiiihhhh caaaaaraaaaacaaaaaa… essa tal de síndrome de Asperger é contagiosa na internet? Sei que serve de desculpa para um monte de coisas, pois é de diagnóstico muuuuuuuuuuito difícil…
Chester, algumas pessoas, não todas, têm direito a férias. E férias, fora as dos professores, a pessoa é que decide quando tira.
O Carlos é muito corajoso, não passo no Jardim de Allah nem para ganhar dinheiro.
Não tomo a priori partido, mas:
- Se o povo cubano é tão educado e não pode ser livre, como se concilia boa educação com falta de liberdade? “Um Estado tem sucesso quando oferece comida, educação, saúde e liberdade”. Nesses termos, muitos lugares oferecem o último, e não os anteriores. Onde quero chegar: tanto quanto numa ditadura sem nenhum desses ítens, é muito estranho tantas massas inteligentes serem enganadas, sem se revoltar. A “repressão” nunca foi motivo para abafar qualquer revolta, pelo contrário.
- Existe uma discussão interessante entre alguns marxistas, como Heinz Dieterich e Eduardo Galeano, sobre a situação de Cuba. Dieterich defende o regime (Galeano o critica), dizendo que existe uma “previsão” de José Marti de que qualquer divisão política em Cuba acaba em colonialismo. Galeano critica Cuba, dizendo que as idéias originárias da REvolução vão para o espaço quando se prende um roqueiro, por exemplo. Em suma: se correr o bicho pega, se ficar…
Bom, eu não estava exatamente no Jardim de Allah propriamente dito, e sim na ponte sobre o canal, que faz a ligação entre a Ataulfo de Paiva e a Visconde de Pirajá - e estava me deslocando entre dois compromissos…. Mas é gozado que a contestação do nosso Chesterton não se dê sobre o fato de eu ter testemunhado um caso limite de degradação humana, mas sim sobre a oportunidade da minha presença naquele local…
Surfando na Jaca: o que eu quero dizer é que a classe média/média alta do brasil que pode pagar um plano de saude bom, para ter acesso a hospitais de primeira, tem um “Pib per capita” muito superior ao de Cuba como um todo. Digo Cuba como um todo e não qualquer parcela priviligiada porque sempre é dito que a saude em Cuba é muito boa e para toda a população. E é isso que eu estranho Surfando, porque faço esta pergunta: como pode a população de um país cuja renda per cápita é baixa ter o mesmo atendimento de saude que por exemplo os funcionários do Banco Central do Brasil cuja renda naturalmente é muito superior à média do Brasil e de Cuba? Qual é o segredo para fechar essa equação? Abraço.
Basta uma coisa: prioridade política em educação e saúde, tornando esses serviços essenciais para a população. Só isso. Renda para melhorar o serviço de saúde no Brasil existe, questão é prioridade e distribuir a renda. No meu entender, quando um país é pobre o socialismo distribui renda com baixa condição social evidentemente, ainda mais que não existe economia autosuficiente e fora do mercado global. Acho mesmo que o socialismo é bandeira para sociedades avançadas, que podem distribuir riqueza, como o pib per capita do Japão ou Alemanha, e algo ainda distante na realidade atual, o que não me impede de pensar em estratégias para alcançá-lo, minorando as misérias do capitalismo. Nem por isso, farei de Cuba a malhação de Judas. A solidariedade com as experiências fracassadas do socialismo aprendi com Marx e sua avaliação da Comuna de Paris. Imaginar um futuro melhor e tentar mudar a realidade sempre aconteceu na História e mesmo os fracassos ajudam a procurarmos o caminho certo para isso. A História é móvel.
Basta uma coisa: prioridade política em educação e saúde, tornando esses serviços essenciais para a população. Só isso. Renda para melhorar o serviço de saúde no Brasil existe, questão é prioridade e distribuir a renda. No meu entender, quando um país é pobre o socialismo distribui renda com baixa condição social evidentemente, ainda mais que não existe economia autosuficiente e fora do mercado global. Acho mesmo que o socialismo é bandeira para sociedades avançadas, que podem distribuir riqueza, como o pib per capita do Japão ou Alemanha, e algo ainda distante na realidade atual, o que não me impede de pensar em estratégias para alcançá-lo, minorando as misérias do capitalismo. Nem por isso, farei de Cuba a malhação de Judas. A solidariedade com as experiências fracassadas do socialismo aprendi com Marx e sua avaliação da Comuna de Paris. Imaginar um futuro melhor e tentar mudar a realidade sempre aconteceu na História e mesmo os fracassos nos ajudam a procurar o caminho certo para isso. A História é móvel.
Surf,
É estranho, ou interessante, ou os dois juntos, ser acusado de não saber ler de um sujeito que toma “história fechada” por “história estagnada”, num texto em que eu reconheço os avanços da revolução. Não sou eu quem vai acreditar em povos sem história, mas acredito em ritmos históricos, em avanço e em alternativas. Quem diz que não há alternativa (já que o capitalismo tem uma essência, Marx previu tudo e quem crê em outra coisa é autista) é você. Já eu acho que há pesos distintos para tudo isso. Assim como o fato de que Cuba não está no éter, mas inserida num contexto mundial, que a ligação com os EUA são um peso histórico importante que não desaparecerá por mais revolucionária e bem sucedida que seja a revolução, que sua escolha pelo socialismo cobra um pedágio, que etc. etc. etc.. Ora, o que ocorre em Cuba é uma grande incógnita, mas sob o peso de uns 20 anos de passo de espera, de estagnação em quase todos os sentidos, sendo que o que se move é quase no subterrâneo (opinião pública, sociedade civil, grupos com propostas alternativas, cultura jovem), já que a repressão é feroz e o mínimo de abertuda logo é interrompida. E, sim, em que o embargo burro (mas não irracional, diga-se de passagem) contribui para que não haja opção. Por que, afinal, é bom perguntar: ainda que os EUA deitem por terra todos os senões, qual a proposta do regime para o país? Manter tudo igual para ver como é que fica? Até você aceita que o socialismo real é um fracasso. Então um socialismo real com uma balangandãs vai dar conta do futuro da ilha?
Pelo menos você voltou a uma comparação com a Costa Rica. Perfeito, isso é bom. Não machuca um pouco de explicação. Cuba sofreu um embargo. Perfeito. Mas é preciso lembrar o quanto a URSS investiu na ilha. Tudo vinha de lá a preço, quase literalmente, de banana. Que eu saiba a Costa Rica não teve essa moleza toda não. Você menciona investimentos de peso, como se fosse um crime, algo meio suspeito, sei lá, uma descortezia com Cuba. Confesso que conheço bem pouco da história daquele país, mas me parece que se esses polpudos investimentos (?) ocorreram, ao menos o país tem seus méritos, pois é uma estável democracia há uns 50 anos. Além disso, eu pensei que o investimento do capital americano era algo com o qual não se deveria contar, pois ele traz dependência, limitação à geração de riqueza, estreitamento da produção, exportação dos lucros para as matrizes etc. etc.
É irônico que Fidel e apoiadores socialistas acusem um país capitalista por impedir o comércio com esse sistema sujo, genocida, imperialista etc. e tal. Se o socialismo é tão bão, é cinismo reclamar que os EUA não comerciem com ele. Queriam que o inimigo desse moleza, um apoio para um regime que é seu antípoda? Se o capitalismo no ocidente estivesse na corda bamba, a URSS, a China de Mão, Cuba iriam aproveitar a ocasião ou iriam abrir a porta para soerguer o cadáver moribundo? Fidel não optou pelo socialismo, com gosto e denodo? E não quis exportar a revolução (de forma muitas vezes generosa, pesar de tudo)? Pagou o preço. Aliás, ele não. Infelizmente, a população cubana.
De seus “textos” que tanto impacto causam na luta política brasileira e têm iluminado as massas e causada um reviravolta em todos os humanistas e socialistas, os únicos com coração e preocupações sociais, os donos da moral, do comprometimento etc. e tal, realmente pouco conheço. Mas, sei lá, tô meio sem tempo. Dedico-me a atividades egoístas e individualistas, como dar aulas, lançar notas, receber alunos, trabalhar no vestibular, participar de comissões, chefias etc. etc. Provavelmente me dedico menos à coisa pública do que você, Surf, que, sei lá, deve ensinar aos colegax do Poxto Nove como melhorar o back drop com swing de marola. Mas quando der vou aprender com seus comentários. Vou ler e reler, até minha alma se libertar dessa mania de não entender, não entender… Quem sabe deixo de ser um direitoso leproso e ignorante bem sui generis, já que acho que qualquer processo de democratização da ilha passa pela manutenção das conquistas sociais. E passar a dissertar sobre a miséria brasileira, para, pelo menos, ter uma desculpa de que estou do lado certo, me sentir com a consciência em paz e poder julgar a torto e a direito a dos outros.
Só não posso deixar passar suas sábias palavras sobre a história. Realmente, a história é móvel… mas depende do caminhão de mudanças, e desde que ela chegue na casa do socialismo ou na da igualdade última e redentora Aí esse papo acaba, que a mobília não agüenta. Ou me engano? Pois aí não! Nesse caso seria a libertação da humanidade, o último estágio, não é mesmo? Talvez seja por isso que muitos dos que acusam alguns dos que só discutem tópicos menores, de fukuiamanistas, sejam (não li o nobre japo-americano) sua imagem no espelho, só que sem o otimismo, apenas a bílis raivosa. Eu apenas acho que o que temos à mão deve ser explorado, sem que a preocupação com este ponto final, algo que não temos como saber, controlar e nem vivenciar. É isso aí. Capitalismo controlado e democracia. É uma etapa. Onde isso vai dar? Sei lá. Só sei que é uma melhora, é, como eu disse acima, um “regime” aberto, maleável, que permite tanto avanços quanto retrocessos. Leia lá em cima. Apesar de toda sua onisciência, sapiência e inconformismo auto-congratulatório, verás que é bem limitado o que identifico. Hmmm, mas acho que esse é o problema, não? Sou pouco ambicioso. Vai ver postar alguma verve radical na internet me salva…
Pois esse é o limite da história, meu caro. Os sujeitos ou agentes históricos até podem sentir que todas as portas estão abertas e crer que isso de “inventar o futuro” seja uma imensa engenharia planetária (ou mesmo nacional) passível de ser feita em umas poucas décadas (contrariando o venerando Marx, aliás), mas o fato pesado, lúgubre às vezes, auspicioso em outras, que é o que se vê (e talvez seja um dos poucos pontos em comum entre tantos povos e regiões) ao longo da história humana é algo bem mais limitado, ainda que imensamente mais interessante e instigante do que essa retórica de manual. Afinal, e é isso que faz de certos períodos e personagens tão marcantes, por mais que o otimismo ou o desejo indique que esse inventar é a possibilidade ilimitada, que ele está ao alcance das mãos, o fato é que, por ser calcada também na vida material, ou nas condições objetivas, a história não deixa qualquer possibilidade aberta não. Se assim fosse, para quê estudar a história? Bastava inventar, ou só aprender com meia dúzia de criadores geniais e guias iluminados do passado.
É preciso cuidado com o voluntarismo, sem que se deixe de lado o realismo e a criatividade. O que não quer dizer que mesmo este realismo e criatividade estejam em algum livro-código. Mas os limites existem, tanto quando a invenção. E em nossa época, como a atual crise, a eleição de Lula, a ida do Ronaldo pro Curingão, os avanços sociais brasileiros dos últimos quinze anos, as seguidas recaídas do meu Botafogo, o impressionante desenvolvimento chinês, demonstram, há muitas possibilidades a seguir e resultados inesperados e esperados a colher.
Por fim, lastimo que você pouco dê importância a seu título. É uma pena, pois você roubou uma vaga paga pelo contribuinte e sustentada pelo dinheiro público de um aluno que poderia bem ter utilizado seu título. Eu não. Por isso sigo minha carreira. Se não desse bola, faria outra coisa. Não tenho essa de falsa modéstia. Se você arrota desprezo pelo currículo do outro, é useiro e vezeiro em xingar quem discorda de você, e usa um nick name, é um pouco deselegante, para dizer o mínimo, vir pedir de outros aquilo que não fornece e nem segue. E exigir militância, e passar meio dia blogando (apesar de prometer janiamente nos deixar a todo o tempo). E abandonar o título universitário, mas demandar que outros carreguem a bandeira (não me ausento da vida política em minha universitária, e lado a lado, a depender da questão, com gente de esquerda; só não concordo com você, é possível você aceitar isso, ou seu autoritarismo só concebe as coisas pelo seu limitado padrão?) que já não carrega (carregou algum dia?). Ainda mais com essa desculpa de modéstia. Esta é uma escolha sua. Você bem poderia assinar suas opiniões. Se preza o que escreve, assina. Sua passagem pela universidade deveria ter-lhe ensinado isso. O resto me parece, perdoe-me, desculpa esfarrapada e sinuosa. De mais a mais, e isso não é para você, mas para quem por ventura possa se interessar por estas linhas, já escrevi alhures: a referência a meu título não era dirigida a você, mas ao colega basbaque de Brasília, que queria dar uma de superior achando que falava com um despreparado da mesma laia do que no fundo ele é. Sua insistência no ponto me parece desleitura. Vai ver é uma forma deslizante, rápida, cheia de maresia nos olhos, de ler o que os outros escrevem.
Valeu, brôu? Até o próximo posto, digo, post.
“Se você arrota desprezo pelo currículo do outro, é useiro e vezeiro em xingar quem discorda de você, e usa um nick name, é um pouco deselegante, para dizer o mínimo, vir pedir de outros aquilo que não fornece e nem segue” = “Se você arrota desprezo pelo currículo do outro, é useiro e vezeiro em xingar quem discorda de você, e usa um nick name, é um pouco deselegante, para dizer o mínimo, vir pedir de outros aquilo que não fornece e nem segue é incongruente.”
Cuba tem seu problema com a liberdade daquele que nascem lá. Isso é inegável, mas ao pensar sobre os atletas cubanos, por exemplo, que tentam abandonar o país e trabalhar em lugares onde ganhariam bastante dinheiro me fez refletir:
Cuba ofereceu a eles uma boa educação, comida, saúde, treinamento de elite( basta ver o quadro de medalhas das competições internacionais como Olimpiadas) e o que eles tem a oferecer de volta ao país? Eles são o marketing. São os ídolos nacionais que comovem o povo, são as armas do nacionalismo. E se Cuba deu essa oportunidade ao atleta porque ele iria se transferir para um país europeu ganhar milhões e deixar Cuba a ver navios? E como uma troca e esta troca funciona para todos os cubanos. Recebem condições de vida e em troca eles mantém o regime. Se isso é certo ou errado, acho que não cabe a ninguém julgar, pois é preciso estar dentro deste sistema para querer mudá-lo. Opinar de fora com uma mentalidade ocidental fortemente influenciada traz um peso tendencioso para a opinião de qualquer um de nós.
Um adendo: Salve a juventude grega que está nas ruas lutando pelo que acredita. Queria ver isso aqui no Rio de Janeiro…
Cara, pirou, JPRK30?
Putz, tu és um elitista. Um título para ostentar e não para aprender a ter modéstia de sua ignorância. Vai se titular outra vez, pois não é essa a intenção de uma Pós. Vc. parece que aprendeu muito pouco com essa arrogância toda.
Vai escrever assim na casa do cacique!
Resume essa droga toda que te respondo.
Marx previu tudo… Começou mal e outra vez me acusando de coisa que nunca disse. Não vou ler essa gororoba toda. Dai-me paciência.
O governo não desperdiçou comigo. Estou empregado, gero empregos, trabalho para uma filial de importante multinacional e o governo deve estar feliz com meu retorno aos cofres públicos, inclusive para pagar vosso salário e sua pós.
Fidel e Raul e o povo cubano suspiram aliviados, esqueceram deles e passaram para o telequéti.
Bons tempos aqueles, Ted Boy Marino, a Tesoura Voadora, eu não perdia.
A entrevista com o sujeito lá, historiador de Havana ninguém foi ler. Prá que perco meu tempo tentando fornecer material de reflexão a quem não quer refletir? Surf, larga do pé do rapazinho ou velhinho (se ele não leu o Fukuyama entrou na faculdade depois de 92, ou terminou a pós muito antes de 92, ou seja ainda não teve tempo de digerir o que leu de xerox ou já teve tempo de esquecer tudo o que leu) fazendo favor. Vou acabar tendo que xeretar o CL dele para ter paz aqui e essa discussão avançar?
Caro Surfando em todos os seus comentários ( relacionados aos meus) você fala da péssima distribuição da riqueza no Brasil. Esse tema me faz alguma confusão porque não parece nada simples. A pobreza é claro é visivel pelas favelas que cercam as cidades. Por exemplo a cidade de Niteroi que tem 475mil habitantes possui aproximadamenet 10% da população em favelas. Olhando os numeros que o Fabio postou(75% da riqueza pertence aos 10% mais ricos) teria que ser traduzido em evidências fisicas. A cidade de Niteroi por exemplo tem na praia de icaraí o seu bairro mais rico. Ora se 75% da riqueza só abrange 10% da população então o resto da cidade(ou 90% da população) deveria morar em favelas o que não ocorre. Existem muitos outros bairros cuja renda vai diminuindo mas perfeitamente integrados na cidade dando um aspecto bem homogêneo (exceto as favelas é claro). Olhando para Niteroi eu diria (um chute é claro) que 10% são ricos, 10% são pobres e 80% se distribuem pela clase média /média baixa. É isto que não entendo Surfando.
Xeprão, vc. é agente provocador do Dino? Esse camarada que anda costeando o alambrando, querendo ver meu divórcio. Não estou brigando com a Memento, mas ela que resolveu encrencar com o Darwin e o Monsores por questões deístas e agnospernósticas. Só não quero que desse furdunço sobre dedo-no-olho para mim.
Estou aplicando no convívio doméstico, o socialismo democrático de respeito às diferenças de opinião.
Única coisa que não consigo aturar é gente se achando melhor do que as outras e pedindo tratamento diferenciado por que tem diploma de doutor. Como diz a sabedoria popular: não gosto de ver diploma, não gosto de ver anel, pois todo cabra safado é doutor ou coronel.
Mama Killa, #250, não li a entrevista linkada, mas tendo tempo com certeza; aposto que é interessante. Havia lido estoutra com o mesmo Eusebio Leal: http://www.30giorni.it/br/articolo.asp?id=17468
Eppur si muove.
Miguel, acho que vc. está atrapalhado com as estatísticas. A parte é parte do todo, mas o todo não é a parte apenas. Uma coisa antiga na filosofia grega.
Puxa, dá até preguiça de pregar esses dados sobre pobreza e o índice Gini de concentração de renda no Brasil. Já fiz isso várias vezes.
Basta clicar no google ou consultar o Atlas do Márcio Pochman. Abs.
Bernardo Teixeira, 272: “…é preciso estar dentro deste sistema para querer mudá-lo.” Diria que não necessariamente, claro, mas com certeza sim, há um tipo de mudança que é fundamental e só pode eclodir no espaço de determinada tradição compartilhada. Em sua curta manifestação linkada na mensagem #250, Eusebio Leal fala a partir de dentro e recorda que, na realidade, os cubanos não estão “detenidos; aquí se sigue trabajando. Tal vez algunas cosas no trascienden, pero se va estructurando la necesaria transformación de aquello que ayer fue conveniente y ahora no es prudente”. Para bem ou mal, o jeito dessa transformação (como refere EL) depende ainda de mudanças em curso fora de Cuba e a partir de seu entorno mais imediato cultural, historica e politicamente. Entorno que, se me permite, Bernardo, tanto quanto a ilha é muito ocidental e tem nos Estados Unidos, no Brasil, no México e na Espanha coordenadas poligonais (vá lá) importantes na configuração das coisas na terra de Nuestra Señora de la Caridad del Cobre.
Obrigada pelo enlace Ricardo. Muito interessante a pessoa do senhor Eusebio Leal. E muito significativa das diferenças fundamentais entre o processo político cubano, sempre tentando com dificuldades manter sua autonomia e especificidades fundamentais em relação aos poderosos de plantão. Os cubanos não aceitarão voltar a ser uma república de bananas, pelo menos muitos não aceitarão e aí, nesse orgulho nacional, reside um elemento com o qual esbarram sempre os fazedores de prognósticos.
Aquele enlace do Monde Diplomatique BR leva a uma página com todas as matérias publicadas sobre Cuba. Seria importante que as pessoas lessem essas matérias, escritas por gente séria, e entendessem que assim como em todos os países do mundo, não chegou o fim da história. E que apesar da ignorância em que vivemos do que se passa por lá, ignorância provocada unicamente pelo estado de sítio em que está aquele país, como nos lembra Eusebio Leal, a ilha está no mundo e sofrendo junto com todos e até mais, por ser uma ilha sitiada, todas as marolinhas da economia mundial e ciclones políticos.
Cuba não é um fato dado, todo cambia, e melhor, não cambiará como imaginam as Mães Dinás neo-liberais, nem será uma espécie de museu do “socialismo real” do século XX, como parecem desejar outros cristalizados. Mudará de acordo com as possibilidades e desejos de um povo muito dono de seu nariz, ardiloso e campeão mundial do “jeitinho”.
Olá, Pedro.
Não creio que o tamanho da importância da liberdade esteja no fato de que há gente que dá sua vida por ela. Se fosse assim, haveria uma lista imensa de coisas tão ou mais importantes quanto a liberdade, porque todos os dias há gente morrendo e matando por alguma coisa qualquer — seja um rolex ou uma crença religiosa. Claro que podemos argumentar que, para os que se sacrificam em nome daquilo que lhes tira a vida, apenas o estão fazendo em nome da liberdade — de poder comprar e usar um rolex ou professar uma fé, pra ficar no exemplo. Mas esse raciocínio relativiza o termo e empobrece a discussão, porque também há muita gente disposta a morrer não só pelo regime cubano, mas pelo chinês, pelo bielo-russo, pelo congolês…
Reduzir a discussão sobre Cuba a uma suposta — e bastante provável — falta de liberdade parece ser exatamente o caminho tradicional e sem saída que você cita no texto. Pra uns, liberdade pode ser escrever num blogue, escolher entre as opções da economia de mercado ou montar um partido, enquanto outros se vislumbram a si mesmos mais livres comendo todos os dias, podendo estudar e ser atendidos por um bom médico quando a saúde falta.
É claro que o ideal é termos um misto dos dois, mas essa fórmula ainda não foi inventada. Porque os países que conseguem ter as duas liberdades, a humana e a mercadológica, o fazem em prejuízo dos outros que não conseguem. Não há milagres dentro do capitalismo: para existir um rico, há que haver muitos pobres. O nivelamento não convém a ninguém, é contra a regra do esforço individual, ainda que muitos sequer tenham a oportunidade de esforçar-se.
De que adianta Cuba oferecer educação se não permite que seus cidadãos usufruam dela!? Ora, de que adianta um país como o Brasil — ou os Estados Unidos ou os europeus — oferecer todos os tipos de produtos e oportunidades se não permitem que seus cidadãos usufruam deles?
A questão vai além, muito além, talvez porque a liberdade — essa da que tanto e tão levianamente falamos — não tenha sido inventada pelo pensamento ocidental que seguimos cada vez mais cegamente, como a via única da humanidade.
Salve, Tadeu. Você no final puxa uma outra conversa afim e tem toda razão (em termos gerais e do meu ponto de vista). Essa expressão “ocidente” pode ser abusada de maneiras as mais diversas e o tem sido historicamente. Com certeza fica desfigurada se for apenas um gancho para pendurar sectarismos. Da mesma forma a palavra “liberdade”. Conversa comprida, melhor conduzida quem sabe fora do blog se for realmente a fundo. Talvez uma boa palavrinha seja “cultura”: em sentido clássico na tradição latina ocidental, ela está igualmente associada ao trabalho do campo e ao crescimento (vá lá) espiritual. Pressupõe algo a ser construído, não apropriado de maneira particularista. Pode remeter, sim, mais do que à dimensão do que é comum, à dimensão do que é universal, onde o que é pessoal continua a sê-lo naquilo que os cristãos chamam caridade. Paro por aqui porque já estou com um pé no off-topic.
Se vocês forem discutir isso, na linha sugerida pelo Tadeu, por favor me incluam. Gostei da introdução.
Surfando, não entendi nada do seu comentário 266. A minha pergunta foi : como se faz para ter um bom sistema de saude num paiz com uma renda per cápita baixa, ou seja sem dinheiro. Continuo sem entender, de qualquer forma obrigado pela atenção dispensada. Quanto ao seu comentário 279, fui no tal atlas e tentei entender esse indice Gini mas confesso é dificil para mim. Meus raciocinios são simples surfando, mas gostei daquele negócio que você falou do todo que não é a parte e parte que não é o todo! Entendi! veja se estou pensando bem, eu moro em Niteroi, e esta cidade não parece ter desigualdades absurdas de renda como relatei, então ela é a parte que faz parte do todo mas não é igual ao todo, ou seja é uma excessão! Se alguém me visitar falarei: o brasil é o campeão mundial da desigualdade social mas Niteroi não! Valeu!
Conheço Cuba, onde estive como turista e em um congresso internacional de urbanismo, além de ter amigos cubanos, com quem participei de um curso em São Paulo e no Rio sobre Habitação Popular promovido por uma universidade holandesa.
Em Cuba se pode estudar, praticar esportes,desenvolver qualquer talento artístico, o quanto se desejar e a capacidade pessoal permitir, o sistema de saúde, ainda que com as dificuldades impostas por anos de embargo, é bem melhor que o nosso, todo mundo tem um sorriso colgate (impressionante, não vi desdentados lá), Havana Vieja está sendo muito bem restaurada com ajuda de europeus (Espanha sobretudo), mas…
…a população come mal e pouco, o sistema de transportes consegue ser pior do que qualquer cidade que conheço (é ultrajante para a população), não há igualdade ( alguns são “mais iguais que os outros”, a começar por Fidel, que mora num palácio digno de reis do séc. XVIII, outros têm iates na Marina Hemingway, uns moram bem, outros em favelas, etc…), a prostituição é agressiva (tanto de mulheres quanto de homens), o contrabando e as negociatas rolam à solta (apesar do medo), o acesso à internet só é possível para o pessoal ligado ao governo e de elite, mesmo assim com limitações. Talvez se Cuba tivesse seguido outro rumo há vinte anos, as coisas estivessem melhores. É difícil viver em Cuba. Nem vou falar sobre a falta de liberdade, pois disto estamos cansados de falar. As pessoas morrem de medo. Isto é um fato. O medo é um fato.
Epa, saiu duas vezes, sem querer.
Aliás, saiu três vezes. Por favor, delete quem puder!!!
Pois é Claudia, concordo quanto ao medo e aos privilégios burocráticos, mas o fato é que qualquer esboço de abertura política em Cuba seria o suicídio da Revolução, já que seria seguida por uma ofensiva de propaganda, acompanhada de terrorismo promovido pela máfia de Miami, até hoje protegida ativamente pelos EUA, que além de implementarem o bloqueio comercial, cortam o quanto podem o acesso de Cuba a capitais - quem investe em Cuba a partir de um terceiro país pode ter seus investimentos nos EUA confiscados para “indenizar” famílias do Antigo Regime das suas perdas em imóveis, etc. A verdade é que no lado político não há muito o que fazer de alternativo, a esperança está em que alianças econômicas de Cuba com China, Venezuela, etc., coloquem o país numa situação que permita aliviar um pouco a penúria econômica e dar mais base material ao projeto socialista; mas bem ou mal, o grande problema é, ainda e sempre, que o governo dos EUA deixe de atuar como ponta de lança dos emigrados de Miami, pelo que o futuro da revolução cubana está em sursis e depende, em última análise, da evolução política dos próprios EUA. E. bem ou mal, os acontecimentos recentes podem nos trazer grandes surpresas deste lado. A esperar - é o que se pode dizer hoje.
qualquer lugar de onde vc só sai com permissão da autoridade ou fugindo é uma prisão..
Pieguices da Yoni a respeito do tema acima
Enquanto se preparam extensos dossiers sobre os cinquenta anos da Revolução Cubana, poucos se perguntam se o celebrado é o aniversário de uma criatura viva ou sómente o aniversário de algo que ocorreu. As revoluções não duram meio século, advirto aos que me perguntam. Terminam por devorar a si mesmas e excretar autoritarismo, controle e imobilidade. Expiram sempre que intentam fazer-se eternas. Falecem por querer se manter sem mudar.
O que começou naquele primeiro de janeiro jaz - segundo muitos - vários anos debaixo da terra. A discussão parece estar ao redor da data em que ocorreu o funeral. Para Reinaldo, morreu naquele agosto de 1968 quando nosso barbado lider aplaudiu a entrada dos tanques em Praga. Minha mãe viu agonizar a Revolução enquanto ditavam a sentença de morte do General Arnaldo Ochoa. Março de 2003, com suas detenções e julgamentos sumários, foi o estertor final que escutaram alguns obstinados que a acreditavam ainda viva.
Eu a conheci como cadaver, lhes digo. Aquele ano de 1975 em que nasci, a sovietização havia removido toda a espontaneidade e nada ficava da rebeldia que evocavam os mais velhos. Não havia já cabelos grandes nem euforia popular, senão “purificações”, moral dúbia e delação. Os escapulários com os que haviam descido da montanha estavam proscritos e aqueles soldados de Sierra Maestra, tornaram-se apegados ao poder.
O resto tem sido o prolongado velório do que pôde ser, as velas acesas de uma ilusão que arrastou tantos. Este janeiro a defunta completa um novo aniversário, haverá flores, vivas e canções, porém nada conseguirá tirá-la do panteon, fazê-la voltar à vida. Deixemo-la descansar em paz e comecemos imediatamente um novo ciclo: mais curto, menos altissonante e mais livre.
A leitura de alguns comentários aqui neste post parece quere fazer nos convencer de duas coisas:
01. De que a vontade do povo cubano = políticas do partido comunista de Cuba;
02. De que a única solução real para o problema da concentração de renda nos países latino-americanos é a adoção de regimes de partido único netses países, com monopólio total do poder e das comunicações, tornando estado e partido “revolucionário” numa coisa só.
É duro de acreditar nessas coisas…
Esse papo de que “liberdade começa pelo direito de poder fazer escolhas” me lembra uma charge (meio melodramática, é verdade, mas incisiva) em que vemos uma “criança-esqueleto” africana dizendo: “Ainda bem que meu país é capitalista, senão eu não seria livre para comprar um carro importado.”
“Raul, o Castro”, e isto me lembra de um pequeno detalhe macroeconômico: quantas nações africanas são governadas por partidos liberais, ou sequer são democracias de verdade? Isso mesmo, dois ou três, o resto são feudos de “partidos socialistas” como Zimbábue e seu ZANU-PF.
Acho que discutir Cuba ou qualquer outro país é chover no molhado, mesmo porque não compreendemos nem mesmo o que se passa aqui no Brasil, que é uma mistura de Suécia (para muito poucos, diga-se de passagem), Índia, Cuba, Bangladesh, etc, etc…Temos de tudo aqui é só observar. E porquê?
Liberdade:
Outro dia vendo o jornal da TV Brasil, noticiaram que um policial abordou um garoto de 8 anos que estava vindo da escola em direção a sua casa, numa favela no Rio de Janeiro. Quando o policial abriu os cadernos do menino deparou com um desenho assim: um helicóptero atirando para baixo, tiros saindo de baixo para cima, um caveirão na rua e pessoas correndo. Abaixo do desenho estava escrito:
“Se eu pudesse eu saía daqui e ia morar em outro lugar”. Isso também é prisão, é falta de liberdade, imposta pela pobreza. O problema é que ainda não somos capazes de dividir a renda da riqueza que o mundo todo produz , e deparamos com ilhas de prosperidade (e que prosperidade) e intermináveis bolsões de miséria pelo mundo afora.
Quantas Suécias existem no planeta?
Enquanto houver essas disparidades vai continuar acontecendo revoluções (tanto de direita como de esquerda, não importa) que levam multidões a acreditar em regimes mirabolantes.