No Dia de Ação de Graças, uma esperança
de paz para Israel e a Palestina
Se há duas lições que vários dos assessores de Barack Obama repetem consistentemente e que foi devidamente aprendida dos governos passados é a prioridade para a política externa.
Tanto Bill Clinton quanto George W. Bush começaram seus governos prometendo olhar mais para os EUA do que para o exterior. Tiveram que mudar de curso ainda no primeiro mandato. E só lá pela metade de seus segundos mandatos, chegaram à conclusão de que para resolver o embaraço do Oriente Médio é preciso, antes, resolver o conflito entre Israel e Palestina.
Clinton chegou perto, não deu. Através de Condoleezza Rice, George W. Bush tentou – mas já não tinha qualquer credibilidade para sequer dar início.
Obama provavelmente começará a buscar a instituição do Estado da Palestina em seu primeiro ano de mandato.
Acordo de paz não sai sem que Israel ceda – e ceda muito. É um Estado nacional estruturado, diferentemente da Palestina.
Terá que deixar a Cisjordânia, retirar de lá boa parte das colônias. Para as (poucas) colônias que deixar, terá que se comprometer em indenizar os palestinos com outras terras e recursos. O dinheiro não anda farto, nem em Israel, nem no mundo. Mas recursos vão aparecer vindos de fontes como o FMI e o Banco Mundial.
Não é só nisso que Israel deverá ceder. O Hamas é importante. O Hamas tem poder. Paz não virá apenas com o Fatah. O Hamas é importante, tem poder, mas é também frágil. Muitos de seus líderes, à boca pequena, reconhecem que a luta contra Israel é inútil. Mas consideram suicídio político reconhecer Israel. Israel terá que conversar com o outro lado e vai ter que engolir o fato de que, nos estatutos do Hamas, continuará escrito por um tempo que seu objetivo é destruir Israel. O Hamas, no máximo, se comprometerá a adiar por um tempo tal meta.
(Com o passar do tempo, ocupado com o comando de um Estado, o Hamas muda.)
Não terminam aí os sacrifícios que quem estiver no comando político de Israel terá de fazer. Quando os colonos tiverem sido retirados, quando for aceito que o Hamas continua desejando oficialmente o fim do sionismo, a paz não virá. Muito pelo contrário. Às vésperas da instauração da Palestina, sem que os líderes palestinos tenham qualquer controle, foguetes serão lançados contra Israel, passeatas de ódio circularão pelas ruas de Gaza, talvez um ou dois homens bomba se explodam em Jerusalém causando mortes de algumas dezenas.
Há um motivo para a paz não ter vindo: fora Yitzhak Rabin, poucos líderes israelenses tiveram coragem, autoridade e estatura histórica suficiente para encarar a opinião pública de seu próprio país porque o futuro poderia ser melhor. (Ariel Sharon, o carrasco de Sabra e Shatila, ironicamente ameaçou conseguir.)
Israel vai eleger um novo líder, no próximo 10 de fevereiro. As pesquisas põem Benjamin Netanyahu, do partido de direita Likud, à frente da moderada Tzipi Livni. Se Livni for a próxima premiê, viverá sobre a constante pressão da direita e com maioria mínima. Se Netanyahu for eleito, a vontade de acordo de paz será mínima. Não importa o resultado, só há um país no mundo com condições de pressionar os líderes israelenses a ponto de, talvez, mover o processo.
São os EUA.
O primeiro nome indicado pelo recém-eleito Barack Obama foi o de seu chefe-de-Gabinete. O cargo não tem por responsabilidade apenas lidar com o Congresso. O chefe-de-Gabinete também controla quem fala e quem não fala com o presidente da República. O homem que abre as portas para Obama é um conhecido e experiente deputado de Chicago chamado Rahm Israel Emanuel.
O nome não diz tudo a respeito de Emanuel. Ele não é apenas judeu, ligado a uma sinagoga ortodoxa. Seu pai era israelense. Emanuel tem dupla cidadania. Serviu no exército de Israel durante a Guerra do Golfo, em 1991. E foi ele quem organizou a cerimônia de assinatura do acordo de paz entre Rabin e Yasser Arafat, em 1993.
Ao que tudo indica, após o Thanksgiving Obama deve anunciar que Hillary Clinton será sua secretária de Estado. Cabe lembrar que é uma indicação corajosa por parte do presidente eleito. Afinal, era justamente no quesito diplomacia que os dois tinham maiores desavenças durante as primárias. E Hillary, neste cargo, comandará a diplomacia do governo Obama.
Por que Obama escolheria Hillary para este cargo? Um dos motivos: o nome Clinton tem enorme respeito entre políticos israelenses, não apenas por causa do Acordo de Oslo, mas também por conta das conversações frustradas de Camp David, em 1999.
Com Rahm Emanuel e Hillary Clinton, o novo governo norte-americano pode desembarcar em Tel Aviv com toda a credibilidade necessária para uma ofensiva diplomática.
Ainda sobre o assunto:
- A origem dos EUA e o Dia de Ação de Graças Em novembro de 1620, desembarcaram dos navios Mayflower e Speedwell 122 homens, mulheres e crianças, entre eles o índio americano...
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a paz é possível? Preparem-se: George W. Bush está para sair de cena. Ele apareceu no plano nacional norte-americano prometendo união e um ‘conservadorismo... - Israel, Palestina, Irã e a surpresa de novembro Alguns neoconservadores aqui nos EUA e um bocado de gente na imprensa e na política de Israel vem falando muito...
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Terroristas muçulmanos matando centenas na Índia (que nada tem a ver com os “palestinos”), Irã armando-se com bombas nucleares, Hizballah e Hamas preparando-se para nova guerra e o PD sonhando com “paz” entre “palestinos” e Israel. (Com concessões exclusivas de Israel, é claro. O Hamas pode até explodir algumas pessoas em Jerusalém, que que tem de mais?)
Não vai acontecer, PD. Acorda.
Faltou falar do que gostaria a opinião pública israelense, como se ela não existisse ou não contasse.
Faltou falar do quanto se poderia confiar nos palestinos, que em matéria de confiança são o mesmo que uma camisinha furada.
Os animos aqui andam pessimos. Nao eh a toa que o Bibi tem preferencia nas pesquisas. E pior, anda ele se alinhando a gente de extrema direita (Uzi Landau e Beny Begin, dentre outros).
Diz-se (com uma dose moderada de razao) por aqui que so a direita eh capaz de fazer acordos deste tipo. Mas o Bibi nao eh direita, o Bibi eh maniqueista.
Tadinho do Obama… Tadinha da Hilary…
Realmente, o acordo de paz entre Israel, Palestina, Líbano e Síria é fundamental para a paz e para barrar os extremistas de todos os lados. Isso porque eles usam tais conflitos como bandeira. É claro que o Iraque hoje pode ocupar esse lugar devido a ganância e a estupidez dos EUA.
Dois anos de paz e o turismo colocaria toda aquela parte do oriente médio em uma rota de prosperidade e diálogo com o mundo. Mas isso os extremistas não querem, sejam árabes, judeus, israelenses ou mulçumanos. Sou pessimista.
Alguém já falou que “com a capacidade de adaptação que o ser humano possui, o inferno é uma impossibilidade lógica - logo os seres humanos “arrajariam” um jeito de se divertirem à bessa por lá.”
Pelo que entendo, a idéia do Mr. x é essa, ” para que procurar solução para as tragédias? Temos mais é que nos divertirmos com elas.”
Machado de Assis, no livro, Memorial de Aires, 10 de abril, registra a indignação de um “barão’ diante da “interferência” do governo em negócios privados, com leis que libertassem os escravos.
-Quero deixar provado que julgo o ato do governo uma expoliação, por interferir no exercício de um direito que só pertence ao proprietário, e do qual uso com perda minha, porque assim o quero e posso.
Pois é, naquele tempo os defensores do ‘livre mercado’, consideravam algo abominável que o governo interferisse no sagrado direito de serem “proprietários” de seres humanos.
Mas felizmente a “escravidão legal” foi abolida, e hoje é algo abominável que se encontre alguém que queira restaurá-la.
O certo é que muita gente que se considerava “avançada”, “realista”, pensava como o barão descrito por Machado.
No fim, como já disse alguém, os “sonhadores” é que sempre vencem.
Não terminam aí os sacrifícios que quem estiver no comando político de Israel terá de fazer. Quando os colonos tiverem sido retirados, quando for aceito que o Hamas continua desejando oficialmente o fim do sionismo, a paz não virá. Muito pelo contrário. Às vésperas da instauração da Palestina, sem que os líderes palestinos tenham qualquer controle, foguetes serão lançados contra Israel, passeatas de ódio circularão pelas ruas de Gaza, talvez um ou dois homens bomba se explodam em Jerusalém causando mortes de algumas dezenas.
Legal … Aproveita e vê aí na sua bola de cristal quem vai ganhar a eleição de 2010 aqui no Brasil …
De resto, seu artigo está corretaço, as usual.
Quanto à importância da pressão do EUA sobre Israel para que se avance um possível acordo de paz, não há duvida. No entanto, a pressão por si só não bastaria, se não houver um pouco de concessão do outro lado, tudo ficará sempre no “quase”.
A fórmula apresentada na primeira parte do texto pareceu-me excessivamente ingênua, sobretudo para alguém que tanto comenta a questão aqui neste weblog.
Ao senhor Maior Abandonado, vale lembrar, caso desconheça a história, que foram os defensores do livre-mercado que mais condenaram e insistiram pela abolição da escravatura no mundo ocidental. E no Brasil tivemos Mauá como exemplo.
Rahm Emanuel serviu como voluntário e não pegou em armas. Não acredito que Israel, neste momento, vá aceitar qualquer espécie de pressão. Creio que primeiro virá um acordo com a Síria para depois se pensar nas outras questões.
Ao Sr. Rolando, quero lembrar que minha colocação foi exatamente esta:
“O certo é que muita gente que se considerava “avançada”, “realista”, pensava como o barão descrito por Machado.”
Como você pode vê, eu eu não generalizo nada.
E lembro que Machado de Assis não só conhecia história, como foi testemunha ocular do fato que narra.
Se os EUA impuserem, Caiena, nenhum governo israelense terá muita escolha. Hoje, Israel depende demais dos EUA para virar as costas para eles.
Mas você está certa: creio que um acordo com a Síria virá antes.
Dica de leitura…Textos ácidos e sarcásticos, pra quem quer ficar por dentro dos assuntos políticos e dos últimos acontecimentos de forma leve.
http://www.mosaicodelama.blogspot.com
Boa leitura!
* This blog can be translated to any language*
Em se tratando de palestinos, com qual grupo Israel deve falar primeiro?
Fatah e Hamas são 2 grupos completamente distintos em ideais, armas, financiamentos, dirigentes, territórios, problemas e soluções.
A política de divisão dos palestinos acaba indo de encontro aos interesses de Israel que alega que enquanto houver essa divisão, não existem condições para o diálogo. E não existe mesmo, o que só faz Israel empurrar o problema com a barriga pros próximos 20/30 anos.
É recorrente, neste e em outros blogs, o uso do termo “concessão” para designar as ações necessárias às diversas formas de negociação.
Trata-se de um equívoco, no entanto.
Concessões são feitas por derrotados em guerras e outras contendas. O Tratado de Versalhes, ao final da I Guerra Mundial é, talvez, um dos maiores exemplos de concessões realizadas por um país. O resultado mais palpável foi a articulação da II Guerra Mundial.
Ações políticas não tratam de concessões, mas de “alianças”. Uma eventual negociação de entidades (Países Árabes, Israel, Palestina) não pode partir sob a expectativa de que uma ou mais delas realize concessões, que seriam perdas reais de espaço político.
Perguntas podem ser feitas. Como concretizar alianças entre entidades díspares ou até mesmo opostas?
Justamente essa é a dificuldade das conversações, como demonstram as décadas de hostilidades entre as partes envolvidas no conflito da Palestina. O desafio, portanto, consiste em estabelecer pontos comuns entre as entidades, capazes de gerar alianças setoriais.
A segurança coletiva interessa a todas as partes envolvidas naquele conflito. O desenvolvimento econômico e social é vital para os palestinos. Eis uma brecha setorial para eventuais alianças !
Enquanto a tonalidade das discussões orbitar a área das “concessões”, seja de qual parte, não haverá solução para o conflito.
kkkkkkkkkkkkkkkk, eu sempre me divirto muito com posts sobre esse tema aqui no pd…o post e os comentários são simplesmente hilários!
Do pouco que li por aí e acompanho por aqui, me parece que a tendência para fevereiro em Israel é mais à direita mesmo, como comenta o bom Gabriel que está por lá.
Não gosto dessa perspectiva. Mas é a que se mostra mais provável.
Pedro Dória,
Seu post me fez lembrar daqueles acordos mediados pelo Clinton. Durante algum tempo, a perspectiva de paz entre israelenses e palestinos parecia real e, além disso, indicava que uma parcela grande de tensões dentro e fora da região iria sumir.
Hoje essa idéia parece ser otimista demais. O extremismo não só se espalhou, mas se tornou também mais “abstrato”, sem objetivos práticos delimitados. E combater abstrações ideológicas/religiosas ou sonhos de aniquilação e pureza é o mais complicado. E isso vale para as vertentes à direita ou à esquerda, para a ortodoxia de qualquer religião. Com os palestinos interessados em terra e segurança, é possível negociar. Mas com os extremistas “abstratos”, quais seriam os termos?
Como contraste, está o caso do Egito nos anos 70. O país ofereceu um acordo de paz e os israelenses mal acreditaram. Mas era sério.
Muito bom texto, muito claro.
As pessoas não entendem, é incrível.
Um acordo de paz entre “palestinos” (entidade ficcional) e Israel, mesmo na remota hipótese em que acotecesse, não resolveria em NADA o problema do terrorismo islâmico mundial.
Perguntem-se: o que tem a Índia a ver com a Palestina? E não morreu uma pá de gente inocente lá?
O que faz vocês pensarem que a “paz” entre Israel e “palestinos” mudaria algo?
É pensamento mágico, amigos. É a falsa idéia de que haja sempre alguma “causa” por trás da jihad; mas não há. Sempre há pretextos, claro.
Ao contrário; quanto mais fraco Israel, mais atentados sofrerá; quanto mais concessões se fizerem, mais aumentará o terror. E de fato, como não? Se o terror lhes obteve concessões, é claro que continuarão com ele. A idéia de que a “paz” resolva baseia-se na idéia de que os palestinos queiram um estado independente ao lado de Israel. Não querem isso: querem (como o Atalyba e outros anti-semitas) a destruição, a eliminação de Israel. É por isso que a paz não é e não será possível até que não mudem de idéia.
Nada contra o otimismo ou a esperança; mas quando eles são baseados em premissas absolutamente falsas, só se pode esperar mais desgraça.
Obama faria melhor não se metendo nesse vespeiro e concentrando-se nos problemas domésticos, que já são muitos.
Sai por aí destruindo mesquita que é a solução, né queijão?
Não apenas mesquitas, mas comunistas também.
Quanto menos no mundo, melhor.
Não acho que seja solução, mas seria mais útil do que um “acordo de paz”, sem dúvida. E mataria menos gente.
O islamismo tem instintos suicidas: assim como o terrorista suicida está disposto a se matar para obter seu fim, há nações islâmicas inteiras dispostas a se sacrificar em uma guerra nuclear.
Vejam aqui:
http://www.theatlantic.com/doc/print/200203/landesman
Os nossos “liberais democratas” são os melhores…
Por muito tempo, um monte de gente acreditou — ou disse acreditar — que seria impossível um acordo de paz entre Israel e Egito.
Nem foi, né?
Acho que com os EUA apertando os botões certos, a possibilidade levantada pelo PD dá jogo, sim.
Provavelmente a coisa viria em etapas. Haveria uma “paz não declarada”. Depois, começariam a pingar os acordos. Obviamente que o Hamas continuaria a manter um discurso pra galera, como também disse o PD.
Mas é lógico que a pressão teria que ser exercida sobre os 2 lados.
Os palestinos, por exemplo, poderiam ser pressionados na parte mais sensível do corpo: o bolso.
Não podemos esquecer que os dois principais financiadores da ANP são, pela ordem: União Européia e EUA.
The only solution, the only way to save the world from Islam, is Separation, the permanent exclusion of Muslims from all non-Muslim countries and the containment of Muslims inside their own lands. In India, tragically, that is not possible, at least in the short term, because of the sheer size of the Muslim population that lives there thanks to the great liberal saint Gandhi. In India, the main method of preventing Muslim terrorism is the threat of mass reprisals by the Hindu majority, as explained here and here. But if such deterrence ceases to be effective, as is evident in this unprecedented Muslim attack, what is to be done?
* * *
Wake up and strike terrorism with an iron hand, say Bollywood’s stars shocked by the brazen terror attack that targeted Mumbai’s poshest areas. From Hema Malini, who worries about her daughters, to Bipasha Basu, who narrowly missed the Vile Parle blast, this terror strike has shaken them all.
Elias, sim e nao, ne? Que hoje israelense que tem a cabeca no lugar (e quer mante-la la) nao vai pro Cairo, e nos ultimos anos, nem pro Sinai vai mais.
Para reaças, “the only solution is the final solution”…
Ao maior abandonado, relembrando o que escreveu:
“Pois é, naquele tempo os defensores do ‘livre mercado’, consideravam algo abominável que o governo interferisse no sagrado direito de serem “proprietários” de seres humanos. ”
Portanto, generalizou, sim, senhor.
O que o grande Machado critica claramente, mais como conhecedor da história e de seu tempo do que testemunha ocular, é que algumas pessoas defendem pontos-de-vista, mas não dão o exemplo.
Algo como comunistas que pregam igualitarismo social, mas não abrem mão do seu conforto burguês, ou islâmicos dizendo que sua religião promove o diálogo e a paz mas nunca é capaz de condenar publicamente grupos terroristas que promovem o contrário em nome da crença.
Rodrigo,
Terroristas se explodem, fuzilam. Matam criancinhas e mulheres com tiros e granada. Colocam uma cidade inteira em pânico. E nada. Nem termina-se de contar os mortos e lá vem os esquerdistas falar na pobre comunidade muçulmana oprimida pelos hindus malvados, em acordo de paz, nos coitados dos palestinos, nos assustadores direitistas que acham que se deve reagir contra o terror, em blablablablá. É, o terrorismo funciona.
Como podem os lefties ser tão insensíveis? Realmente, não entendo. Na Índia, o discurso de hoje é outro. Até os artistas de Bollywood estão pedindo mais dureza contra os terroristas.
Escuta, pra ser reaça tem que ser escroto também?
well…o problema é muita gente boa acredita que terroristas “sempre” tem motivos e causas que “justifiquem” a matança que promovem.
Algo do tipo…”se é rebelde, tem causa”…..
Fora de tema — PD
É isso aí, e a Bolívia está fabricando a bomba atômica para invadir o Brasil. Benzadeus….
Como apontou outro leitor, a “minoria” mulçumana na Índia é enorme: pelo menos 140 milhões de pessoas, 13,4% da população. É o terceiro contingente mulçumano no mundo. Ou seja, se eles fosssem inerentemente “maléficos”, o país já tinha acabado faz tempo. Deve-se ser duro com os terroristas — a complacência que se vê com as FARC na América Latina, por exemplo, é vergonhosa — mas, vale insistir, para com os terroristas.
[Para quem estiver interessado, compilei algumas citações sobre terrorismo em alguns romances de Dostoiévski, Conrad, e Chesterton - link acima no meu nome]
Gabriel,
Um acordo de paz é só um acordo de paz.
Não significa dizer que os antigos inimigos passarão a ser amigos.
Significa, apenas, que os dois países deixarão de atirar mísseis e enviar tropas, um contra o outro.
Agora, se um judeu — israelense ou não — amalucado, decide fazer turismo no Cairo, ignorando os mais de 50 anos de ódio e matança, ele está por sua conta e risco (como diziam placas na entrada de algumas cidades alemãs, na década dos 1930).
Este filho de meu pai, p.ex., jamais pensaria em fazer turismo em Damasco, no Cairo, em Teerã, etc., embora já tenha encarado um Líbano (belíssimo por sinal), há um bom tempo atrás e em um momento de insanidade (embora plenamente justificável).
Seriam necessários pelo menos uns 40 anos de paz pro ódio refluir.
Agora não dá. Tem muita ferida aberta, de parte a parte.
“Como podem os lefties ser tão insensíveis?”
Putz, o cara cita Hitler, táticas nazistas, defende o Bush com unhas e dentes, e vem falar de sensibilidade?
PD, existem mais alguns empecilhos no caminho da paz e consolidação da palestina como estado independente. O controle do espaço aéreo e marítimo, tamanho do exercito, a volta da diáspora palestina entre outras…
Porque será que eu tenho a impressão que se eu afirmasse que a parte mais sensível de um judeu ou de um israelense é o bolso, me chamariam de anti-semita? Mas já que o Elias deu a idéia com os palestinos e ele pode até ser politicamente incorreto que eu não ligo, eu tenho uma forma de os israelenses buscarem a paz insanamente por todos os meios…Basta as principais comunidades de judeus, mundo a fora, assinarem um termo de compromisso conjunto de dobrarem suas contribuições para as entidades sionistas, caso Israel consiga assinar os tratados de paz com os palestinos. Caso contrario não enviarão nem mais um centavo…
O memorial de Julia Moura, caso vossa senhoria não saiba, já fomos invadidos pelos bolivianos, qualquer duvida de um pulinho no Canindé ali ao lado do estádio da Portuguesa no final de semana e verás…
Uri Avnery bate a fita há muito tempo…
”
Só há uma solução:
Falar com o Hamás!
Construir um cessar-fogo!
Abrir as passagens de fronteira!
”
http://zope.gush-shalom.org/index_en.html
Sem querer de forma alguma ser leniente com terroristas sejam de que credo e orientação sejam, mas imaginem na Índia, um país em que até ontem era legal um sistema de castas e na tradição perdura até hoje, dependendo de onde nascestes, já es considerado um pária, isso entre hindus, agora imaginem a segregação a que é submetida essa população muçulmana. Aí vêem uns e outros falar em turba enfurecida, como fulano hindu acordasse e falasse com seu vizinho, hei sicrano! Vamos matar uns muçulmanos hoje? Beleza! Então junta um pessoal… Tudo muito naturalmente é claro!
Quem leu Salmon Rushdie sabe que muitos moradores de Bombaim se tornaram mulçumanos para escapar do sistema de castas. Os intocáveis especialmente. Muitos foram perseguidos, espancados e mesmo mortor por isso.
Pois é Dino….
Coitadinha da população muçulmana da Índia, “forçada” a fuzilar inocentes…
Que gente burra, Deus do céu. O que têm na cabeça, alfafa?
Certamente na opinião do Dino, o PCC, que fez algo parecido em São Paulo, é um grupo de oprimidos, “forçados” a fazer o que fizeram porque não tinham TV em suas celas, pobrezinhos.
Síndrome de Estocolmo é pouco.
Quando houve ataques de hindus contra muçulmanos, foi sempre em represália contra outros ataques anteriores de muçulmanos. E alguém sabe quantos hindus os árabes mataram quando conquistaram a Índia?
Essa santificação dos muçulmanos me enche o saco, francamente. Parece que podem matar quem quiserem, e são sempre vítimas.
A eleição de Obama foi o “fim da História” das esquerdas. Também vai dar em nada.
Por mais que a “comunidade muçulmana” da Índia fosse “oprimida” (não é), NADA justifica essa matança de inocentes, ou só na mente de esquerdistas doentes mentais.
E digo mais: segundo a imprensa britânica, 7 dos terroristas eram britânicos de origem paquistanesa. Cadê a “opressão hindu” aí?
A “opressão” que os muçulmanos sentem é não estarem no comando em terras infiéis.
http://www.dailymail.co.uk/news/worldnews/article-1089711/Massacre-Mumbai-Up-SEVEN-gunmen-British-came-area-7-7-bombers.html
“Porque será que eu tenho a impressão que se eu afirmasse que a parte mais sensível de um judeu ou de um israelense é o bolso, me chamariam de anti-semita?”
Na boa, com todo o respeito, vá para o colo da puta que te pariu.
Outra do Uri Avnery… explicando didaticamente:
”
Negociar com metade do povo palestino,
ao mesmo tempo em que ataca, em guerra incansável, a outra metade
– eis uma receita de desastre.
Giora Eiland, ex-chefe do Conselho Nacional de Segurança,
quer negociar com o Hamás.
Amir Peretz, ex-ministro da Defesa,também quer.
Mas vários dos nossos atuais governantes,
que sabem muito bem disto,
mantêm-se calados.
São cúmplices.
”
E aqui o genial Latuff mostrando a versão Israelense para Abbey Road:
http://fc84.deviantart.com/fs14/f/2007/084/9/a/Abbey_Road_revisited_by_Latuff2.jpg
Cada texto que eu leio na blogosfera sobre esse assunto, quando vou aos comentários, estes me levam a crer que a paz entre judeus e muçulmanos é mesmo impossível.
Eu acho que os judeus deviam abrir mão de seu “judaísmo”, os muçulmanos de seu “maomeísmo”, “alaísmo”, ou sei lá, e tentarem um pouco ser humanos, humanos, assim, como outros quaisquer. Acho que já se passou tempo demais para ainda se apegar a essas idéias de “preferidos de deus”, “povo escolhido”, “submissos a deus”. Que bobagem! Tudo isso sucks.
Dino
As castas existem e estão na sua certidão de nascimento. Sabe por que? Porque você entra em estudo superior e concursos públicos pela cota de sua casta (a dita ação afirmativa e isso há mais de 40 anos). Persiste na tradição civil? Sim, mas menos do que era antes.
Os 200 milhões de “oprimidos” podem fazer o Haj com 500 dólares subsidiados pelo governo indiano. Já a maioria hinduísta tem o direito de ser bombardeada por terroristas por essa opressão…
Jorge,
Se fosse isso, não seriam 200 milhões. A conversão muçulmana (por vezes à força e por vezes por conveniência para fugir das castas, não apenas Mumbai) começou há mais de 5 séculos, pelas invasões dos Moghuls na Índia. Por isso muitas cidades indianas terminam em “dabad”.
Apenas para que não haja dúvida.
#49 - pela casta inferior, você tem mais chance de conseguir a vaga do que alguém da casta superior.
O que falta para a paz?
Segundo Uri Avnery (em 2007) falta apenas uma frase:
“Eu, Ehud Olmert,
comprometo-me a
pôr fim à ocupação,
na prática – não só em palavras;
em todos os territórios – não só em alguns;
E JÁ! Não quando o Messias chegar.”
Parece simples mas não é… assim como na África do Sul o Apartheid só foi derrubado após muita luta, também a libertação do povo palestino será fruto de uma grande intifada… global.
E assim como os sionistas em Israel… os racistas Afrikaaners só puderam manter seu regime odioso por tanto tempo porque contavam com apoio dos EUA.
Muçulmanos matando:
…hindus na Índia
…budistas na Tailândia
…judeus em Israel
…cristãos na Europa e Oriente Médio
E no entanto são vistos como “vítimas” pelos esquerdófilos. Não dá pra entender, não dá mesmo. Não sei o que é preciso para que entendam: que eles próprios sejam vítimas de um atentado, talvez? Mas acho que nem isso os convenceria. Youri Bezemov estava certo. Uma vez lavado o cérebro da criatura, é impossível fazer com que volte a raciocinar.
E o sensacional Che Guevara Palestino de Latuff:
http://bp0.blogger.com/_LYYPIMTpiD0/SEoDTs1mrXI/AAAAAAAAAU4/scM2lgZEyNM/s1600-h/Palestinian+Che+Guevara+Latuff.gif
Anunciando a intifada global… que vai por fim ao Apartheid Sionista.
E uma ótima sugestão… de ninguém menos que José Saramago:
”
Venho da Casa do Alentejo onde participei numa sessão de solidariedade com a luta do povo palestino pela sua plena soberania contra as arbitrariedades e os crimes de que Israel é responsável. Deixei lá uma sugestão: que a partir de 20 de Janeiro, data da tomada de posse de Barack Obama, a Casa Branca seja inundada de mensagens de apoio ao povo palestino e em que se exija uma rápida solução do conflito. Se Barack Obama quer libertar o seu país da infâmia do racismo, faça-o também em Israel. Desde há sessenta anos que o povo palestino vem sendo friamente martirizado com a cumplicidade tácita ou activa da comunidade internacional. É tempo de acabar com isto.
”
Inundação
José Saramago
http://caderno.josesaramago.org/2008/11/19/inundacao/
É preciso pressionar os EUA para que retirem o apoio incondicional ao racismo sionista contra o povo palestino.
Essa caixa de comentários está nota dez devido profundíssimo e elegante debate entre Mr. X e Fábio Passos…
Como tudo, mas absolutamente tudo no universo, a questão na palestina com /ou contra Israel é apenas e sómentemente GRANA.
Sem Israel como desculpa, os liderecos terroristas árabes não tem como pedirem grana aos “irmãos árabes” com a desculpa de que estão colaborando para “varrerem os judeus da palestina”. Sem Israel eles não tem porque nem do quê serem líderes dum bando de otários… Sem Israel os safados vizinhos e aliados dos Palestinos não tem como usarem os judeus como desculpa para um monte de cagadas. Sem, Israel, a Palestina vai ser anexada e rapidinho por algum “país irmão e vizinho”.
Por mais paradoxal (nossa!! sempre quis usar esta palavra) que possa ser, sem Israel não existe Palestina.
Lembram os desenhos do Tom e Jerry? Pois é. Eles separados não tem a menor graça. Juntos, apesar de viverem às turras, são bem mais interessantes…
E só para encerrar: Pelos próximos 100 anos vai tudo continuar igualzinho por lá…
Fábio Passos:
Pô cara!!! não ofende o tadinho do palestino chamando ele de “Che Guevara”!!!
Nem o mais filha da puta do lazarento do canalha dum sujeito merece ser xingado de Che Guevara!!!
Ser comparado a um genocidazinho carniceiro e ainda por cima argentino é demais.. Nem o Osama merece isso.
Pedro Doria
Comovocê gosta de repetir o chavão “All politics is local” gostaria de lhe dizer que achei sua análise encontra-se um tanto internacional … :-)
Se Bibi for eleito, e provavelmente será, qual seria exatamente a motivação local para fazer um acordo de paz? Agradar o Obama e a Hillary?
Precedentes positivos até existem, é notório - e tradicional motivo de chacota em debates de boteco - que a direita Israelense foi responsável pelos únicos acordos de paz levando à concessão de território. Porém o maior desses acordos, o acordo de paz com o Egito foi motivado não pela política israelense mas pela política local Egípcia, cuja economia estava mal das pernas na época.
Lendo o seu artigo eu não consigo encontrar nada que possa motivar o Netanyahu a fazer um acordo de paz. O dinheiro dos EUA continuará a vir, pois muito foi definido nos termos de acordos anteriores. Se deixar de vir há sempre potências emergentes com interesses na região e um razoável nível de conhecimento sobre a máquina bélica norte-americana.
Para te falar a verdade esse artigo parece coisa do Emir Sader! Falar que o Rabin tivera “coragem, autoridade e estatura histórica suficiente para encarar a opinião pública de seu próprio país” é para lá de patético. Rabin não precisou encarar a opinião pública visto que Rabin tinha o apoio popular não apenas por conta do do carisma/estatura que tinha mas por conta das promessas que fez!
Inclusive, quando você fala de estatura parece ignorar que o Rabin havia deixado o cargo de primeiro ministro em 1977 acusado de irregularidades. Digno como poucos renunciou ao cargo e à liderança do partido e sobreviveu politicamente mas o escândalo nunca foi esquecido.
Diga-se de passagem, o Sharon, que você rotula como “carrasco de Sabra e Shatila” também teve apoio popular para suas iniciativas de paz. Quem estava em Israel na época da saída de Gaza sabe disso.
A sua análise muito me surpreendeu pois parece ignorar completamente o cenário político israelense, o crescimento do Shas e dos partidos religiosos, os escândalos de corrupção, a crise existencial do pós-sionismo e a mudança evidente do conflito árabe israelense. Saem os Estados e entram as guerrilhas.
Você fala em engolir os estatudos do Hamas como se isso fosse de fato relevante para o processo de paz, a constituição da OLP nunca foi modificada, vide o artigo 19 do documento encontrado em http://www.un.int/palestine/PLO/PNAcharter.html
Em suma, como todo respeito devido, esse é um post que poderia não ter sido postado. :-)
Abraços
PS-athalyba, não esqueci do seu email mas notou como a Livni caiu depois de não conseguir apoio do Shas? :-)
Na boa David, vá você a puta que te pariu! E ao ir, leia os comentários do Elias anteriores ao meu, que também é judeu assim como você, que afirma que a parte mais sensível do corpo dos palestinos é o bolso. Mas não se preocupe, só estava retrucando para que vejam como o preconceito soa natural contra quem é mais fraco, mesmo vindo de uma pessoa inteligentíssima, ponderada e de esquerda como ele é, eu pessoalmente não acredito que a parte mais sensível dos judeus seja o bolso, na verdade acredito que seja de todos os seres assim dito “humanos”, com raras exceções é claro…
SK, ninguém está justificando matança, assassinato ou qualquer ato de terrorismo, esses devem ser exterminados como cães danados que são, estou sim imaginando as quantas deve ser o preconceito naquela sociedade de segregação aberta, que está pra lá de explicita na sua veemência.
Parei contigo, irmão.
Brancaleone tem uma teoria interessante…
Se o Brancaleone está certo, é mais uma razãopara Israel querer buscar a paz incondicionalmente. Afinal está bancando a trouxadeixando seus inimigos mais poderosos.
Agora, eu vejo uma discussão aqui de pessoas que se dizem defensoras de Israel e que igualam muçulmanos a terroristas. Lembra muito o discurso nazista que igualavaos judeus a ladrões e proliferadores de doenças. O que será que questas pessoas buscam? Algum tipo de ironia histórica?
Já há nos EUA aqueles que reconhecem e defendem o fim do Apartheid Sionista.
Vejam a lúcida declaração de Jimmy Carter, colocando o dedo na ferida:
“
A alternativa à paz é o apartheid, não dentro de Israel, repito, mas na Cisjordânia, em Gaza e em Jerusalém Oriental, territórios palestinos. É nesta zona que o apartheid existe sob sua forma mais desprezível, os palestinos são privados de seus direitos humanos mais fundamentais.
”
http://diplo.uol.com.br/2007-09,a1906
Os EUA apoiaram e sustentaram o regime racista Afrikaaner na África do Sul.
Só muita pressão sobre o novo governo estadunidense poderá mudar seu irrestrito apoio ao terror israelense contra os palestinos…
Neste momento toda a população de Gaza está aprisionada em um gueto. Idosos, doentes, mulheres e crianças sofrendo uma terrível punição coletiva.
PD disse:
[Israel] Terá que deixar a Cisjordânia, retirar de lá boa parte das colônias. Para as (poucas) colônias que deixar, terá que se comprometer em indenizar os palestinos com outras terras e recursos. O dinheiro não anda farto, nem em Israel, nem no mundo. Mas recursos vão aparecer vindos de fontes como o FMI e o Banco Mundial.
PD, veja o que foi oferecido em 2000. Repito em caixa alta: ANO 2000:
Ao longo dessas reuniões, que duraram até janeiro de 2001, Barak surpreendeu o mundo oferecendo aos palestinos quase todo o território que estavam desejando. Quando as negociações terminaram, Barak havia aceito a proposta ainda mais generosa de Clinton e estava oferecendo aos palestinos ‘entre 94% e 96% da margem ocidental’ e toda a Faixa de Gaza. Em troca dos 4% ou 6% que ficariam em mãos israelenses por questões de segurança, Israel cederia 1% a 3% de sua terra aos palestinos. Isso teria atendido plenamente a Resolução 242 do Conselho de Segurança, que determinava a devolução de ‘territórios’, não todos os territórios, conquistados na guerra defensiva de Israel com a Jordânia. Poucas pessoas, se é que alguma, permaneceriam sob a ocupação israelense.
Além disso, Barak ofereceu aos palestinos um Estado com a parte árabe de Jerusalém como sua capital e completo controle sobre Jerusalém oriental e a parte árabe da Cidade Velha, bem como todo o Monte do Templo, apesar de seu significado histórico e religioso para os judeus. Israel manteria o controle sobre o muro ocidental, que não tem significado para os muçulmanos.
Sobre a questão dos refugiados, Israel ‘reconheceria o sofrimento moral e material causado ao povo palestino como resultado da guerra de 1948 e a necessidade de dar assistência à comunidade internacional para enfrentar o problema.’ Israel aceitaria alguns dos refugiados por motivos humanitários e de unificação das famílias, mas a maioria viveria no Estado palestino: 30 bilhões de dólares em compensação seriam acordados para aqueles que não mudassem para Israel. Nenhuma compensação foi oferecida pelos refugiados judeus dos Estados árabes em seguida às guerras de 1948 e 1967. No que se referia às colônias judaicas, Barak concordou com a ‘eliminação da maioria das colônias e a concentração da maior parte dos colonos dentro’ da pequena porcentagem da margem ocidental a ser anexada por Israel.”
Yasser Arafat negou. Prferiu o terrorismo. Era mais a praia dele mesmo, além da corrupção…
O Egito não abre a fronteira para os palestinos. Manda bala.
A Jordania não abre a fronteira para os palestinos. Faz Setembro Negro.
O Libano não abre a fronteira para os palestinos. Aprisiona-os em campos de refugiados mesmo depois de 50 anos.
A Síria não abre a fronteira para os palestinos. Também os mantém presos em campos de refugiados.
Querem que só Israel abra as fronteiras ?????
Os palestinos querem fazer o quê em Israel ???
Ehud Barak me parece um bom nome, sim.
O que acham o Gabriel e o Elias sobre ele?
A proposta de Paz do Mr X:
a) Israel expulsa todo os árabes de seu território, inclusive a Cisjordânia, que passará a fazer parte indiscutível do país;
b) “palestinos” são repatriados à força em Jordânia e Egito e têm assegurada a cidadania nesses países (a ONU organiza);
b) Israel esquece um pouco os EUA obâmicos e com acordos militares e econômicos vira protegé da China (e aliado da Índia, já que ambos têm um inimigo em comum, ainda que Índia e China não se dão muito bem, né? Bom, talvez melhor, pode-se jogar entre um e outro para obter acordos melhores);
c) Bomba preventiva nas instalações nucleares do Irã.
d) Enquanto isso, os EUA bombardeiam o Paquistão (o Obama não prometeu, ué?)
Que tal?
Hahaha.
Direto do Gueto…
…em que está aprisionada pelos sionistas, toda a população de Gaza:
”
Em Gaza há hospitais e há médicos, mas a população palestina morre porque Israel não permite a entrada de medicamentos.
Em Gaza há automóveis, caminhões e ônibus, mas a população palestina precisa se locomover a pé porque Israel não permite a entrada de combustível.
O combustível que abastece Israel vem da Arábia Saudita…
Em Gaza as casas possuem lâmpadas, rádios, computadores e televisores, mas a população palestina vive às escuras porque Israel cortou a energia elétrica.
Em Gaza as torneiras funcionam, mas a população está morrendo de sede porque Israel cortou a água dos palestinos para encher as piscinas dos invasores colonos sionistas.
Os palestinos de Gaza padecem por falta de alimentos porque Israel continua com o bloqueio. E se antes os palestinos de Gaza podiam se alimentar graças às colheitas de azeitonas, agora nem isso, porque os invasores sionistas já não se contentam mais em roubar os campos. Eles invadem as casas, com apoio dos soldados hebreus para recolher o pouco que restou das azeitonas.
”
“Em Gaza”
http://blogdobourdoukan.blogspot.com/2008/11/em-gaza.html
Imperdível…
“Sim, Obama pode fazer!”
Uri Avnery
… analise sobre a possibilidade de Obama intervir e pressionar Israel para por fim a perseguição contra os palestinos…
”
Não há qualquer possibilidade de avanço no processo de paz entre Israel e Palestina, se os EUA não pressionarem o governo de Israel…
… Não é preciso que a pressão seja brutal – se os EUA decidirem pressionar Israel. Pode ser pressão suave, desde que seja firme e constante, um tipo de atitude que parece combinar com o temperamento de Obama…
Muitos israelenses agradecer-lhe-ão por isso. É bem provável que nosso(a) futuro(a) primeiro(a)-ministro(a) também lhe seja grato(a), no fundo do coração,
Barack Obama fará isso?
Barack Obama pode fazer isso?
Só há uma resposta possível: “Sim, ele pode!”
”
http://blogdobourdoukan.blogspot.com/2008/11/sim-obama-pode-fazer.html
Carlos Latuff mostra claramente a situação…
http://fc17.deviantart.com/fs13/f/2007/011/b/f/Israeli_Apartheid_by_Latuff2.jpg
… insustentável.
O que foi David? Sentiu-se meio ridículo no seu faniquito destemperado que saiu xingando minha velha mãe de 88 anos de puta? Tudo isso por você se acreditar um judeu “modernoso” cheio de tiradas irônicas, mas incapaz de se desvencilhar de ofensas que eram feitas aos judeus e mouros há 500 anos atrás, dentro de um conceito católico medieval, onde a ganância e usura eram crimes terríveis e a forma de ofender judeus e árabes, acontece que dentro de um conceito estritamente capitalista e é onde vivemos, isso não é defeito é qualidade, é o diferencial entre ser vencedor ou serviçal, sim meu chapa, pode enfiar os dedos lá em baixo e fazer um haraquiri. Judeus e árabes tem em sua idiossincrasia serem comerciantes, financistas, existe uma desproporção destes segmentos dentre pessoas destas origens étnica-religiosas-ou-como-queira-definir ou você conhece centenas de pedreiros, marceneiro e carpinteiros entre esses? E se você não tem capacidade de lidar com isso você não tem nada de intelectual, é só mais um, fingindo indignação.
Mr. X você não tinha parado de comentar aqui por conta dos slogans repetitivos de esquerda do Fabio Passos? Ele continua por aqui como nunca e você também… Ou seja, alem de essa sua explicação soar abicharocada como sempre, creio mais que você tenha se afastado por algum tempo, por se sentir saturado de tanto repetir suas palermices, depois de uma trégua, volta a carga…
Olha como funciona hoje o apoio ianque…
http://fc78.deviantart.com/fs12/f/2006/322/6/6/White_washing_war_crimes_by_Latuff2.jpg
Latuff!
Tem razao Dino,
Confesso que voltei porque sentia saudades de ler seus inteligentes e sempre gentis comentarios…
Vai tomar no cu, seu filho da puta.
Ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah
Olha aí o que eu disse:
O Egito, sim o grande irmão EGITO, impede a passagem dos palestinos que querem atravessar a sua fronteira para ir a Meca.
É exatamente o que eu acabei de escrever no # 67. Olha só: http://www.estadao.com.br/internacional/not_int285759,0.htm
Os palestinos estão putos e não é nada a ver com Israel.
Aliás, se os palestinos precisam de Israel para praticamente tudo, segundo o homem porta FP, por que jogam bombas ao invés de conversar?
Então se vc precisa de remédio pra sua mãe, vc manda bala na farmácia?
Israel é um país tão penso para a direita que o(a) candidato(a) mais à esquerda que eles conseguem ter é uma ex-espiã do mossad.
Huahuauhauhhuahua!
Mas falando serio, é um paradoxo tão grande saber que grande parte do pensamento revolucionário socialista foi concebido por intelectuais judeus-europeus. Esse povo que sempre foi a vanguarda do pensamento de esquerda tenha desaguado na formação de um dos estados mais reacionário e direitista do planeta, isso me leva a pensar que esse caminho não foi natural, que a holocausto tenha sido em grande parte seletivo, tendo como alvo preferencial as lideranças e os militantes judeus de esquerda, daí esse desequilíbrio de forças.
Judeu-europeu
E a ONU pede mais uma vez…
”
O Secretário Geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou hoje que toda medida que aumente a penúria e o sofrimento da população civil no território palestino de Gaza é inaceitável e deve cessar de imediato.
Num comunicado entregado à imprensa, o Secretário Geral destacou sua preocupação pelo cerco que Israel mantém sobre a Faixa de Gaza, uma medida que nega alimentos e fornecimentos vitais a centos de milhares de palestinos.
O líder do organismo mundial solicitou ao governo israelense permitir imediatamente o abastecimento contínuo e suficiente de combustível e ajuda humanitária, bem como o acesso pleno das agências humanitárias da ONU a esse território ocupado palestino.
Ban expressou profunda preocupação pelo deterioro da situação humanitária e de segurança tanto em Gaza como no sul de Israel, e chamou a todas as partes a respeitar as leis internacionais sobre direitos humanos.
”
http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=eb0ecdb070a1a0ac46de0cd733d39cf3&cod=2560
Mr. X, calma moçoila, assim fico com medo que me ataques com sua nécessaire Louis Vuitton…
Mr. X, agora pensando bem, começo a concordar com você, os muçulmanos comem criancinhas, especialmente depois da conversão do Michael Jackson…
Por outro lado, após a conversão da Madonna a cabala, começo acreditar que eles queiram é f… com o mundo todo…
O “FP Copia e Cola” mandou um texto # 81 em que diz de Gaza na linha 12: ….” a esse território ocupado palestino “…
Gaza é território ocupado palestino ?
Ocupado por quem?
Pelo Hamas?
Pelos camelos?
Pelos Fabios Passos e Dinos que os camelos fazem depois de comer?
Pelo Fatah?
Pelos desocupados?
Por Israel?
Ben Heine explica qualé a dos sionistas:
http://bp2.blogger.com/_KMJlfU5vYb4/RuQweN9EDYI/AAAAAAAABMk/JF8N2aGoJ7U/s1600-h/What+Means+Zionism+for+Palestinians+(Ben+Heine).jpg
Ben Heine!
Sensacional entrevista de José Saramago… em sua viagem a palestina:
“Entrevista com José Saramago”
http://www.palestinalivre.org/node/233
palhinha…
”
BBC — Outra afirmação que o senhor teria feito sobre Israel, foi comparar a forma com que o governo israelense tem tratado os palestinos como uma espécie de apartheid…
Saramago — Não é uma espécie de apartheid, é rigorosamente um apartheid, e sobre isso só tem dúvidas quem não veio aqui nunca…
”
A entrevista completa é impredível…
Que sujeito integro é este Saramago.
Saramago?????????????????????????
Hahahahaha!!!
No afã de aparecer, Saramago, o idiota nobelizadom, disse que o que os israelenses fazem contra os palestinos é “crime comparável a Auschwitz”:
Quando Saramago foi pressionado sobre ‘onde… estavam as câmaras de gás’ ele respondeu “não estão aqui, ainda’”.
É uma grande picareta.
O que falta no Brasil, por sinal, é gente que encoste gente do tipo de Saramago na parede. Apertem, que eles não resistem a 5 segundos.
A vida tem disso:
Israel aprueba la liberación de prisioneros palestinos.
El gabinete israelí aprobó el domingo la excarcelación de 250 prisioneros palestinos en la reunión semanal. El Primer Ministro Ehud Olmert días pasados le prometió al Presidente palestino que daría este paso como gesto de buenal voluntad con motivo de la festividad musulmana de Id al Adha.
Vejam a diferença moral entre Israel e muçulmanos. Por ocasião de uma festa religiosa muçulmana, libertamos presos políticos palestinos. Na nossa, o Yom Kippur, os oprimidinhos do Dino nos tacaram bombas na cabeça.
Nunca teríamos coragem de tacar uma bomba na Caaba no Ramadã…
O atentado na Índia, direcionado a judeus, indianos e estrangeiros, só pode nos levar à conclusão de que focar o problema palestino apenas no que tange a sua relação com Israel é um erro. O problema do mundo árabe é o mundo ocidental, e isto se justifica historicamente, tendo em vista os saques e a (tentatica de) destruição da cultura árabe promovidos no período das cruzadas e que só poderia ter resultado em uma religião fundamentalista. Israel é só uma ponta do iceberg.
Acredito que poderemos criar ações mais positivas e eficazes se conseguirmos visualizar o verdadeiro foco, o cerne deste porblema.
Apartheid state nu e cru.
http://lauraflanders.firedoglake.com/2008/11/26/the-siege-of-gaza/
http://www.hartford-hwp.com/archives/51a/093.html