Cerco a Mumbai: Como medir a vitória do Terror
Li os comentários com atenção. Alguns questionam a existência de um terrorismo hindu. Talvez por cinismo, talvez por apenas buscar a informação que confirma seus próprios preconceitos e nenhuma outra, repetem uma discussão que se dá na Índia. O ódio religioso é intenso, no norte do país. Terrorismo hindu é uma expressão cunhada pela imprensa de língua inglesa de Mumbai e agressivamente criticada pela elite política hindu. Dizem que não existe. A página a respeito do terrorismo hindu foi apagada quatro vezes da Wikipedia. Não custa lembrar que não há maniqueísmo, aqui: a imprensa de língua inglesa da Índia é composta, em geral, por jornalistas hindus.
Mas vale a pena ler, nos comentários do post abaixo, aqueles escritos pelo leitor SK. Ele entende do que fala, é de origem indiana e discorda da leitura que faço aqui em alguns pontos.
A violência contra a comunidade muçulmana na Índia não é pequena e vem de décadas. Em 2002, no estado Gujarat, 790 muçulmanos foram mortos, assim como 254 hindus, em confrontos após o incêndio do trem Godhra. O governo afirma que o trem foi atacado por muçulmanos, a afirmação é contestada. Difícil afirmar o que houve. Mas o resultado daqueles confrontos ainda está evidente, nos campos de refugiados a céu aberto do estado. Os muçulmanos expulsos de suas casas então até hoje vivem em tendas. Conheço o assunto bem graças a uma companheira de Knight Fellowship em Stanford, a jornalista Dionne Bunsha, ela própria hindu de Mumbai, repórter premiada, com mestrado pela London School of Economics e, à época, a serviço da principal revista semanal indiana, Frontline. Dionne é autora do livro Scarred, que denuncia os constantes maus-tratos e a insegurança continuada imposta aos indianos muçulmanos no estado.
Não custa lembrar: até a quarta-feira, o Esquadrão Anti-Terrorismo da polícia de Mumbai havia tido mais trabalho investigando ataques contra muçulmanos do que impetrados por eles. Do último ataque, em setembro, prenderam entre outros uma sacerdotisa hindu e acusaram o exército local de ter fornecido treinamento para os atacantes.
Reitero que os partidos nacionais indianos são fracos e que evitam enfrentar a política hindu local, que acoberta a violência. Dionne não é minha única fonte, aqui. A mesma descrição é feita por Fareed Zakaria em seu livro mais recente, O Mundo Pós-Americano. Zakaria, indiano, PhD por Harvard, foi diretor de redação da mais conceituada revista de relações internacionais – a Foreign Affairs – antes de assumir a editoria de internacional da Newsweek e um programa semanal na CNN. O livro já tem edição brasileira – e é excelente.
Mas é evidente que o cerco a Mumbai, imposto por terroristas muçulmanos, internacionalizou o conflito. Repetindo o que já estava no post abaixo, adotaram táticas da al-Qaeda, buscando conquistar atenção da imprensa estrangeira e querendo vincular a briga interna, na Índia, com o conflito internacional que se dá no Oriente Médio. Não é claro, ainda, se os terroristas têm relação com o conflito na Caxemira, ou se o enfoque é apenas nacional.
No momento em que escrevo este post, a polícia indiana entrou nos dois hotéis e preparava uma ofensiva contra a sinagoga. Já são 119 mortos em dois dias de cerco.
A questão, agora, é tratar das conseqüências do ataque. Os terroristas tinham objetivos políticos – eles sempre têm. Diferentemente do que ocorre em vários países do Oriente Médio ou mesmo no Paquistão vizinho, os muçulmanos da Índia não se radicalizaram. Com exceção da Caxemira, que vive um ambiente próximo ao de uma guerra civil constante, não existem gritos por jihad ou fatwas soltas a torto e a direito pedindo a morte de inimigos. Um dos objetivos dos terroristas de hoje é certamente acirrar o conflito entre muçulmanos e hindus e, se possível, envolvê-los na jihad global abrindo mais uma frente de batalha.
Não custa lembrar que a jihad global recruta menos e menos jovens no árabe.
Há outro objetivo que pode estar entre as intenções dos Deccan Mujahedin: recentemente, a Índia se aproximou ainda mais dos EUA, com a assinatura de um acordo nuclear. Parte do processo de sedução do país vem da tentativa de pôr panos quentes nas relações da Índia com o Paquistão. Para que seja possível controlar o Talibã, na fronteira entre Paquistão e Afeganistão, é preciso antes de um governo paquistanês estável. Para tal governo existir, idealmente as relações entre Paquistão e Índia devem estar nos melhores termos possíveis. E vinham melhorando a olhos vistos. Quando o premiê indiano Manmohan Singh aludiu a pressões vindas do exterior, hoje, ele falava do Paquistão e dois passos foram dados para trás. Sem controlar o Talibã, ninguém controla a al-Qaeda, Osama bin-Laden continua solto e as possibilidades do terrorismo egípcio-saudita permanecem abertas. O mundo é um só e todos estamos conectados uns aos outros.
Assim se medirá o sucesso dos terroristas: se os muçulmanos da Índia se radicalizarem e as relações entre Índia e Paquistão desandarem de forma séria.
É só quando o cerco terminar e ficar claro quem são os Deccan Mujahedin que começaremos a ter melhores informações sobre quais interesses realmente representam. Dá para sentir no hálito de alguns dos companheiros leitores, aí no post abaixo, a sede de mais sangue em troca do sangue derramado nos últimos dias, em Mumbai. O anti-islamismo radical e os terroristas islâmicos, ironicamente, têm o mesmo objetivo.
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Sede de sangue? Veja como os presidentes muçulmanos tratam o problema do terrorismo radical islâmico:
http://query.nytimes.com/gst/fullpage.html?res=9C07E1DA113BF932A1575AC0A9679C8B63&partner=rssnyt&emc=rss
Claro, Mr X, nada como agir como um ditador. Democracias são incompetentes para resolver problemas…
PD,
Não estou sugerindo que ninguém faça o mesmo, só mostrando a enormidade do problema, que não vai ser resolvido com “diálogo” e “compreensão mútua”.
Visito os sites esquerdistas, e observo apavorado a “lógica” ali em jogo. Segundo eles, a culpa pelo massacre em Mumbai é da “guerra ao terror”, que radicalizou os coitados terroristas muçulmanos (que antes aparentemente eram anjinhos incapazes de matar uma mosca). Segundo esses brilhantes estrategistas esquerdistas, reagir com força contra o terror seria a pior solução, pois criaria ainda mais radicais e, portanto, apenas mais terrorismo… Portanto, a solução é agüentar os ataques de cabeça baixa…
Fico imaginando como seria o diálogo antes da destruição de Lidice (procurem no Google) se os nazistas fossem politicamente corretos:
GOEBBELS: Scheisse! Mataram Herr Heydrich.
GÖERING: De onde vieram os assassinos?
GOEBBELS: Do povoado de Lidice.
GÖERING: Sehr gut, então vamos matar todo mundo na cidade.
GOEBBELS: Mas… espera… Será que com essa represália não estaremos criando ainda mais radicais? Será que toda uma maioria deve pagar por uma minoria de extremistas? Será que dessa forma não estaremos alimentando o “ciclo de violência”? Será que com esses ataques não radicalizaremos o restante da população?
GÖERING: Não haverá “restante da população.”
GOEBBELS: Ah é. Fogo neles!
Postado por Mr X às 02:18
http://blogdomrx.blogspot.com/2008/11/como-acabar-com-o-terrorismo-islmico.html
Já vi canalhas de direita, mas para chegar a fazer piada com o que ocorreu em Lidice, comparar a resistência heróica do povo tcheco invadido, contra o nazismo, com terrorista islâmicos insandecidos, só um filho de uma vagabunda poderia fazer, vá fazer piada sobre o genocídio, débil mental!
Ué, é impressão minha ou #3 está propondo uma solução nazista ao conflito na Índia?
O mundo é um lugar estranho, mas nada como a caixa de comentários do Weblog…
MR X se superou na escrotidão nessa.
Mr X defendendo genocídio, qual a surpresa?
Mr X, não estou falando de ‘compreensão mútua’. Estou falando de tratar terrorismo como crime, não como ato de guerra.
Se imbecilidade fosse pena, Mr. X seria uma imensa galinha.
A tática do imbecil: “pra acabar com os carrapatos, matemos todas as vacas.
Pra acabar com o terrorismo islãmico, matemos todos os muçulmanos”.
Só um sujeito escroto pra propor um absurdo destes.
Mr X, desculpe, você me surpreende.
Depois de recomendar resolver o terrorismo islâmico pelos métodos de um ditador, você recomenda os métodos de Hitler??
Bicho, acho que nesta vc não vai encontrar apoio nem no Chesterton…
De vez em quando a máscara cai…
Bem, em potencial defesa do Mr. X, é bom lembrar que alguém pode ter postado com o nome dele, já que aqui não tem autenticação…
E o pensamento nazista ainda sobrevive em algumas mentes. Triste.
PD, tenho minhas dúvidas se o Chester não apoia essa idéia imbecil.
Não estou defendendo os nazistas nem recomendando suas táticas, evidentemente, mas seria demasiado esperar sutileza de esquerdistas.
Leiam o post no meu blog, e talvez entendam. Abs.
“Vocês são Brancos, não saiam.” Aí vai o Link:
http://www.spiegel.de/politik/ausland/0,1518,593339,00.html
Parece que as políticas de Cotas , que se deseja implantar por todos os cantos do Brasil, já foi implantado na marra pelos terroristas de Mumbai.
Pelo menos dois dos terroristas eram cidadãos ingleses de origem paquistanesa.
Acho que a teoria do “desespero” com o “terrorismo hindu” está descartada como causa agora…
Acho que entendi a analogia do Mr X.
Olha eu fui tentar achar mais sobre o dito “terrorismo hindu”. O fato é que nada foi muito esclarecido - talvez mesmo por um corpo mole da investigação. Mesmo assim, reitero que não há um apoio efetivo sobre esses ataques, tanto que a primeira impressão é - terroristas, de novo! E esse fato é decorrente que sempre são eles. Há mais de décadas, desde que os sikhs se acalmaram.
Se se provar envolvimento de fato muçulmano, sim vai haver uma série de levantes de turbas enfurecidas, realizando ataques a comunidades muçulmanas, de maneira indistinta. Como disse num post anterior, pelo todo, não pela individualização, onde você não maltrata alguém que você conhece.
Apenas para lembrar, a minoria muçulmana indiana é de cerca de 200 milhões de pessoas.
Há dois partidos fortes na Índia, o BJP e o Congress, mas eles são fortes no parlamento e na composição para o primeiro-ministro. Há forte influência dos caciques locais, geralmente estaduais, mas o poder dos MP (parlamentares) é grande.
Quanto ao Paquistão, se houver comprovação, é retrocesso na negociação e avanço na guerra…
esse é o cerne da assimetria , da guerra assimétrica, a um lado tudo é permitido, ao outro se cobra que siga a convenção de Genebra.
Bem, a Convenção de Genebra não se aplica a esses muçulmanos em primeiro lugar porque eles não a seguem, em seg8undo lugar, não é caso de polícia, é uma guerra, e SE, apenas SE, quiserem resolver o problema, o ocidente tem que se preparar para lidar com derramamento de sangue islamico em proporções bíblicas.
O PD é um cretino por tentar distorcer o que o Mr X disse. Mas como dizer que eu não estou acostumado, se já estou acostumado. Como não é burro, PD só pode ser malicioso.
Mr X, talvez io exemplo de Churchill, que ao bombardear cidades e matar civis alemães cometeu crime de guerra ( com fins de mudar a estratégia alemã, que estava acabando com as fábricas de aviões- sim, Hitler ao se vingar caiu na armadilha do velho rabugento, e gastou suas bombas em Londres). Sim, Churchill matou inocentes para desmoralizar Hitler, talvez o ocidente tenha que fazer o mesmo, e torcer para que os islamitas não vençam a guerra e instituam tribunais análogos ao de Nuremberg.
PD? tsc, tsc, tsc, caso perdido, talento desperdiçado, tem que se livrar da herança esquerdista o quanto antes.
[sarcasm] Olha o “terrorista hindu” aqui
http://timesofindia.indiatimes.com/Arrested_terrorist_says_gang_hoped_to_get_away/articleshow/3771598.cms
[\sarcasm]
Acho que usaram o saco da verdade do Capitão Nascimento nele.
Não sei se vocês estão acompanhando, mas o `terrrismo consumista´ - notem bem que escrevi consumista e não o seu famoso anagrama - talvez em resposta aos eventos em Mumbai, fez uma vítima hoje em território norte-americano:
http://www.opovo.com.br/negocios/840301.html
O link de O Povo é o detalhe sórdido.
Junto com a do padre voador (que é insuperável), essa entra nas cabeças para a lista de mortes mais bisonhas em 2008.
Ei PD, não acha que e notícia merecia um post?
Os atacantes terroristas de Mumbai é que tinham sede de sangue. Judeu se possível. Americano e inglês, também serviam.
Sangue hindu na estação de trens.
Sangue. Muito sangue.
Com burocracia meticulosa.
Tinha que mostrar o passaporte.
Então os impuros foram separados e tangidos como gado para o matadouro do hotel.
Como em Entebbe. Alguém lembra?
Foi em 4 de julho de 1976, data do feriado americano. ( sim, já havia o ódio aos ocidentais, especialmente americanos, antes de Bush e do Iraque)
O que mais motivou o governo israelense a agir foi a ” classificação ” dos passageiros sequestrados. Judeus foram escolhidos a dedo, separados e atados para morrer. Aos outros passageiros foi concedido o duvidoso status de reféns comuns.
Alguém aí lembrou de trens? Pois é.
Os comandos de Israel conseguiram libertar a maior parte dos condenados, judeus ou não.
Foi uma ação heróica. E portanto imperdoável aos olhos dos que juraram destruir Israel.
E continuam jurando.
Gente assim será parte importante desse ” plano de paz ” ” a ser engolido” no dizer de Pedro Dória. Com direito a continuar com seu desejo de arrasar um país que deverá ceder e muito….
A palavra correta é rendição.
.
Consequentemente a vitória dos terroristas de Entebbe.
De NY.
De Londres.
De Madrid.
De Bali.
Dos homens bomba de Tel Aviv.
Do massacre das Olímpiadas de Munique.
A vitória do Terror, enfim.
a tática da esquerda revolucionaria, para acabar com 2.000 anos de civilização ocidental é usar esta mesma civilização como armadilha.
isto é, cobrar que os valores judaico-cristãos sejam usados na guerra contra aqueles que querem destruí-la, e obviamente não seguem a dita cuja.
Mas isto tem limite, se tem gente disposta a barbarizar quando incomodado é o mundo ocidental. Que se preparem todos. Vai jorrar 10 vezes mais sangue islâmico que ocidental.
exatamente Marco, e aí, só a guerra resolve. Guerra perseguição implacável. vamos ver se Obamamania está a altura do desafio, Bush fez o que pode e empurrou para o nascente algumas dezenas de graus de longitude os atentados.
E uma outra coisa: como dá pra ver no link abaixo, estes atentados foram sumamente bem-organizados e levaram meses de treinamento. Os inimigos islâmicos estão preparados e não hesitam em matar. E os ocidentais, estão preparados? Por ora, ficam culpando a si mesmos ou à “opressão”… Não acreditam que estão em guerra. Isso vai mudar. O Chest tem razão, até o fim desta guerra (é, é uma guerra) vai morrer muito mais islâmico que ocidental.
http://timesofindia.indiatimes.com/Arrested_terrorist_says_gang_hoped_to_get_away/articleshow/3771598.cms
Um pequeno update:
Ué, é impressão minha ou ou os defensores da liberdade e do Ocidente estão propondo um genocídio contra semitas e perseguição religiosa citando como referência o nazismo?
Eu sei que não vai parecer que estou de chacota, mas não é o caso. Então, alguém poderia me explicar como essa proposta não constituiria um novo nazismo?
O alívio mundial foi iniciado na noite de 4 de Novembro, tão logo foi confirmada a vitória de Barack Obama e estendeu-se até a última quarta-feira, 26. A distensão durou somente três semanas. A sensação de que o mundo estava prestes a mudar não resistiu à implacável realidade: além das dimensões cada vez mais dramáticas do crash financeiro, o terrorismo islâmico voltou a exibir sua infinita capacidade de inventar táticas sanguinárias para matar inocentes.
Enquanto os especialistas e as autoridades indianas discutem as hipóteses sobre a identidade e motivações do grupo islâmico que executou a chacina em Mumbai está evidente que Novembro de 2008 inseriu-se no circuito de terror iniciado em Nova York em 11 de Setembro de 2001. Madri (11 de Março de 2004) e Londres (7 de Julho de 2005) foram lances complementares, menores nas conseqüências, mas claramente inseridos dentro da monstruosa rede global de terrorismo.
Alberto Dines
chesterton- eu sei que eu me repito, mas não posso deixar de rir muito qwuando um esquerdista se choca frontalmente com a realidade. Dines é o único esquerdista honesto que conheço
Nulo Devedor, existe uma organização muçulmana (não semita, visto que os persas-iranianos são arianos) que está fazendo guerra santa. Você vai ficar olhando?
Chest, dificilmente eu me faria o que quer que fosse nesse caso, já que não há conflito algum com o Brasil.
Concordo que defender os valores ocidentais* seja necessário. Concordo que o terrorismo é um crime asqueroso que deve ser exterminado (como toda guerra EMHO, aliás). Concordo até que o Irã, apesar de eu admirar bastante sua tradiçaõ e história, é um risco ao Ocidente, ao menos na configuração atual.
O problema é que, para defender os valores que defendemos, você está propondo que abandonemos esses mesmos valores*. Isso está me parecendo uma contradição grosseira. Eu realmente não vejo como expatriar alguém por sua religião pode defender a liberdade religiosa**, como cometer um genocídio defende os direitos humanos, como implantar e defender democracias como a paquistanesa e a de Sadam Russein privilegia a democracia etc. etc. Como é possível defender ao mesmo tempo os valores e agir contra eles?
Eu sinceramente não estou vendo como é possível compatibilizar as duas atitudes e realmente gostaria que alguém desenvolvesse isso…
* Direitos humanos, liberdade de expressão e de religião, democracia, livre mercado, igualdade perante a lei, devido processo penal, execração do racismo etc. etc.
** Isso exclui, naturalmente, os que cometem crimes devido a religião, como os terroristas, ja’que são, bem, criminosos.
Esse Dev Null(30) é um sério problema: Como preservar a democracia quando seus inimigos a combatem sem usar as regras que ela segue? Jogando sujo?
Pelo que sei a Itália conseguiu, mas será que dá pra fazer isso com os inimigos da sociedade laica e racional?
Até acredito que sim, mas não dá pra ser ingênuo. Realmente se a democracia adota os métodos do inimigo, já foi de certa forma vencida por ele. Mas acho que se devia exigir reciprocidade na relação entre religiões.
Faltou uma vírgula apos o “Esse” no (31). Foi o sono…
dev null # 30
Perfeito. Esta pergunta já foi colocada diversas vezes aqui, em ocasiões outras. Mr X, Chesterton e cia não conseguem respondê-la — simplesmente porque não há como.
Ou melhor, há. A única resposta possível para o dilema que vc apresentou foi dada pelo jurista alemão Carl Schmitt. Mas eles não leram Schmitt…
abs,
ACT
Simples, nulo devedor. Pessoas que não se comportam com base em valores humanos não podem receber tratamento dado a humanos. Se se comportam como animais, assim serão tratados. Chega de relativismo moral (a suposta equivalência moral entre os atos deles e os nossos) e fogo nas roupa.
A´liás, as 2 grandes guerras foram bem mais sérias do que a que está aí, é só querer vencer (destruir o inimigo).
Carl Schmidt eu conheço, o jurista do nazismo.
Essa resposta Antonio, foi respondida na Segunda Guerra Mundial.
Da forma mais cruel possível.
A opção era a camara de gás.
Primeiro para judeus, ciganos.
Depois, todo o mundo.
Inclusive e principalmente para brasileiros nascidos com esse corpo moreno da cor do pecado que a música
http://video.google.com/videoplay?docid=8244287773461575651
queria beijar, e Hitler, queimar.
capice?
abs,
ma
Nosso amigo SK gosta de ver as coisas um pouco distorcidas.
Primeiro, há terrorismo hindu sim! Não são só turbas furiosas que irronpem nos bairros muçulmanos vez ou outra, eles explodem mesquitas e até trem lotados, se isso não é terrorismo é o que?
Segundo, sua visão histórica da divisão da ìndia britanica está um tanto quanto furada, ao invés de lembrar do que seus pais te disseram procure ler um pouquinho. Na divisão ambos os lados foram expulsos, tanto hindus do paquistão, quanto muçulmanos da índia, nessa brincadeira, vc sabe, 1 milhão pereceram. Não aconteceu essa sua versão de que o paquistaneses expulsaram os hindus e a India boazinha deixou os muçulmanos em paz.
Terceiro, questão caxemira, porque a Índia não deixou a caxemira fazer o plebicito como nos outros estados? Vc sabe a resposta, vc sabe que a maioria lá é muçulmana. O marajá da época tmb sabia o resultado que irir dar, por isso pediu ajuda da índia e o resultado está aí até hoje.
Vc SK, pode até ter nascido no Brasil, ou ter migrado pra cá, não sei, o que sei é que o seu preconceito contra o muçulmanos não tem muita diferença comparado ao seus patrícios.
Mr X,
desisti de vc…
Chest, #34, falar que humanos não merecem direitos humanos não é negar o valor intrísceco da vida humana?
Note bene, eu não tenho dúvidas de que o terrorismo deva ser combatido com dureza. O que não entendo é como se pode defender a segregação e extermínio de mais de um bilhão de pessoas sobre o argumento de evitar uma tragédia.
O terrorista é desumano e merece ser detido e punido, a gente pode até debater como fazer isso*. Entretanto, Mr. X está atacando não só o terrorista: ele está defendendo a perseguição sistemática, pelo Estado, de inocentes devido à sua religião. Pessoas que nunca cometeram crimes deveriam ter seus templos destruídos, serem expulsas de seus países e terem seus direitos humanos violados?
Isso é tornar o Ocidente um Irã. E, sinceramente, posso até estar enganado, mas isso me parece mutio mais uma campanha para usar os Estados ocidentais laicos para favorecer a religião dele às custas de sangue inocente. Isso também é ocidental, mas é meio “século XII” demais para meu gosto.
* Eu me oponho às punções ilegais que vocês defendem, dado que são uma violação dos direitos intríscecos ao ser humano que ambos defendemos. Isso, porém, é outra discussão.
Chest, #34, falar que humanos não merecem direitos humanos não é negar o valor intrísceco da vida humana?
chest- não, eu sou a favor de pena de morte para criminosos. Eu divido o mundo entre criminosos e inocentes e não exito em matar criminosos para salvar inocentes.
e não são ilegais as ações que defendemos, são dentro da lei. Matou? Processo e pena. Você é que tem dificuldade em entender isso.
E não acho que devam se mortos bilhoes de pessoas, ou segregadas, apenas os lideres tem que ser exterminados e os seguidores convertidos ‘a força ao cristianismo (um banho de NÃO PODE MATAR…OU MORRE!)
“Que nem” os ingleses fizeram na India quando iam matar a viúva para o morto não ficar só: -na minha terra, disse o coronel ingles, quem faz isto vai para a forca.
conhece um hino que diz
” não teme quem te adora, à própria morte”?
esse problema já está resolvido há muito tempo.
Chest, #40, #41, eu sou contra a pena de morte, mas reconheço que ela é aceita como punição em diversos países e culturas avançadas, então naõ afirmo que ela seja ilegal. Ilegal é a tortura, a perseguição religiosa, a segregação e o genocídio.
Do mesmo modo, apesar de pessoalmente me opor, concordo que o (um tanto quanto simplista) sistema “Matou? Processo e pena” é algo legítimo em uma democracia que respeite o devido processo legal. O problema é que você está defendendo o extermínio de pessoas que não queiram abandonar sua religião. Agora, se você tem um método de forçar mais de um bilhão de pessoas a mudar de religião (que na mente monoteísta, ao que parece, equivale a ser forçado a ir para o Inferno) que não envolva tortura e assassinato de pessoas que não cometeram crimes, eu honestamente, sem ironia, gostaria de saber qual é. Vai ser uma evolução, pois estaríamos apenas desrespeitando o direito inalienável à liberdade religiosa mas seríamos polpados do assassinato em massa de inocentes.
Na verdade, eu diria que o que realmente me incomoda em suas posições (além de todas as claras violações dos valores que o mundo ocidental desenvolveu em milênios) é a falta de praticidade dela. Mr. X costuma dizer que deveríamos converter todo o Islã ao Cristianismo, mas não diz como. Entre dizer “A solução para a paz é converter todo mundo ao Cristianismo” e dizer “A solução para a paz é fazer com que todos convivam em paz” não há muita diferença na inviabilidade. Isso sem contar os diversos conflitos que ocorrem entre pessoas de outras religiões, como as sangrentas guerras européias dos séculos passados.
Nesse sentido, qual seria seu plano para forçar um bilhão de monoteístas a mudar de religião sem agir contra os valores ocidentais que você defende?
Até!
Marco,
A questão não é se os radicais islâmicos são os nazistas do século XXI, como vc e muitos outros aqui acreditam. (Eu não concordo com esta maneira de ver o problema do terrorismo, mas isso é outro papo.)
A questão é como o Ocidente vai lidar com isso. Agiremos dentro dos limites que nos distinguem de terroristas islâmicos, ou nos igualaremos a eles, apenas usando outros métodos?
Capice?
abs,
ACT
Chest, se vc sabe quem foi Schmitt, faria bem em procurar o seu clássico “Teologia Política” (36 pratas no site da livraria Cultura) e enfrentar a leitura.
Ao menos vc embasaria seus argumentos com mais requinte.
abs,
ACT
ACT,
Eu, pessoalmente, acho bobagem esse negócio de “se usarmos os métodos deles eles terão vencido”. Não, eles terão vencido se continuarem a praticar o terrorismo impunemente e expandirem seus domínios, o resto é balela.
Lamentavelmente, tenho sérias dúvidas se as democracias podem lutar contra o terror e continuar democracias; é possível que não; graças ao esquerdismo quinta-coluna,
à crise econômica e ao terrorismo é provável que em breve (nas próximas décadas) tenhamos modelos mais autoritários de governo em vários países ocidentais.
Os terroristas se aproveitam das liberdades ocidentais, mas isso não durará. Acho que veremos o terrorismo do outro lado também. Uma bomba em Meca - buum! - e os países ocidentais, Índia e demais inimigos declarados do islã dirão “não sei quem fui”.
Não, não gosto da idéia - mas acho que é o que a lógica indica. Ou isso, ou levar o inimigo a sério, coisa que não parece estar ocorrendo, graças à esquerda “é tudo culpa nossa, os coitados dos muçulmanos são apenas oprimidos, forçados a fuzilar inocentes”. Bah.
Theo,
Sugiro que mude de religião. ;-) Que tal o budismo? Parece-me mais tranquilo ao menos.
Mr X,
hahaha, só vc mesmo,
mas vc não lembra que de vez em quando os buditas tmb quebram o pau?
Os radicais muçulmanos dizem em alto e bom som: esta é uma guerra religiosa, do islã contra as outras religiões infiéis. Eu acredito neles. Trata-se sim de uma guerra religiosa, ainda que o ocidente secularizado não tenha percebido. Ultrapassamos a Idade Média há alguns séculos; eles não.
Theo,
Bom, toda religião tem seus malucos, mas os budistas quebrando pau? Nunca vi. Que coloquem fogo às vestes, isso sim.
Antonio disse : A questão é como o Ocidente vai lidar com isso. Agiremos dentro dos limites que nos distinguem de terroristas islâmicos, ou nos igualaremos a eles, apenas usando outros métodos?
marco responde; Falsa questão caro Antonio. Seguindo o seu pensamento acima, o Ocidente deveria, como contra partida ao Terror, enviar comandos para matar, explodir estações de trens, esfolar inocentes em hotéis - muçulmanos de preferência - nas capitais árabes.
Explodir bombas em pizzarias frequentadas por árabes e islâmicos, emboscar ônibus escolares de crianças e matar a todas, menos uma, que por sorte era cristã. Certo?
Errado.
Destruição de bases de treinamento de terroristas, punição para mandatários de paises que permitem e finaciam os mesmos, bloqueio de dinheiro em contas - legais sob todos os aspectos - menos o moral - tribunais e leis especiais para lidar com a insanidade humana, e, em último caso, guerra contra países amigos do Terror, ocupação de paises sem governo,
( somáliapor exemplo, afegasnistão também) cujo solo sirva de base para o maldito terror.
No front interno, apenas como um exemplo entre mil, a proibição de proseletismo pseudo religioso de imãs que pregam abertamente a guerra aos infiéis, nós.
Por aí.
abs,
ma
O problema é que você está defendendo o extermínio de pessoas que não queiram abandonar sua religião.
chest- negativo, estou propondo o exterminio de pessoas que praticam atos de terrorismo em, nome de alguma religião. Nem vem,
44, Antonio, temos que superá-los, em inteligência, em eficácia e as vezes, infelizmente , em violência.,
45, estudei o cara 15 anos atrás por motivos outros, mas vou seguir sua sugestão.
Por último mas não menos importante.
Sugerir aos queridos pacifistas a qualquer preço a leitura de alguns livros de História. Qualquer um.
Caso tal providência não surta resultados poderemos sim respeitar o desejo de sucídio dos mesmos. Apenas não queremos que eles, com seu abraço de afogados, nos levem junto para o fundo do mar.
Queremos viver. Em paz.
Repeitando o Outro, por mais estranhos e bárbaros que nos pareçam seus costumes e religiões.
Exigimos respeito igual.
Que nossas filhas e mulheres sejam livres de usar um cobertor negro em cima do corpo, serem analfabetas de pai e mãe, além de andar dois passos atrás de seu Marido e Senhor - e de cabeça baixa.
É pedir muito?
Amante ciumento que cegou mulher com ácido será cego por ácido também
http://casadokct.blogspot.com/
Um amante ciumento que cegou uma mulher com ácido foi condenado a ser cego com ácido também de acordo com as leis Islâmicas. O homem de 27 anos conhecido apenas por Ilan, confessou ter atacado Amenah Bahrami em 2004 para dissuadir outros pretendentes a mulher que amava.
Na quarta-feira a sentença foi proferida com base na lei Islâmica de ‘qisas,’ – a vingança do “olho por olho”.
Os relatórios dizem que Ameneh pediu ao tribunal a condenação de Ilan, identificado apenas pelo primeiro nome, a ser cego com ácido (em Inglês ou numa tradução do Google aqui) para evitar que ataques semelhantes se repitam contra outras mulheres. Ilan ainda pode recorrer da sentença.
Uai, os conflitos vêm desde a época da independência da India, aliás vários desses conflitos (Palestina e Israel inclusos) ainda são fruto dos tempos da descolonização.
Agora eu acho que teve um erro nessa frase : “Conheço o assunto bem graças a uma companheira de Knight Fellowship em Stanford”…que devia ser “tenho uma companheira que conhece bem o assunto…”. Um pouco de humildade faz bem uma vez por ano.
Marco
Falsa questão?
Caríssimo, e Guantanamo, para ficar apenas em um exemplo? Trata-se de uma falsa questão?
Não se trata de pacifismo ingênuo (acho que ninguém aqui defende isso). Aliás, conheço bem a história da segunda guerra mundial — o suficiente para saber, entre outros detalhes que a maioria das pessoas ignora, por exemplo que em 6 de junho de 44, 76,24% da wermacht estava no front oriental, apanhando do exército vermelho — e acho um verdadeiro absurdo a comparação entre a Alemanha nazista e o terrorismo islâmico.
Repare: não penso que o Ocidente deva se curvar perante o terror. Mas entre a ação inteligente, pautada pelos valores pelos quais o Ocidente costuma distinguir a si próprio, e a retórica belicista e ignorante dos neocons — entre uma coisa e outra, meu chapa, vai uma distância enorme.
Aliás, vc sabe disso muito bem. Não preciso dizê-lo.
abs,
ACT
Marco, para refletir:
1. Há uma relação direta entre extremismo político e relativismo moral. Ou, melhor dizendo, o relativismo moral é uma das condições de possibilidade do extremismo político. (Há outras: a redução da realidade a toscas oposições binárias, por exemplo.) A direita ultra-conservadora e a velha guarda da esquerda comunista, para se manterem enquanto tais, precisam se apoiar no uso auto-contraditório do “um peso e duas medidas” e na velha máxima de que “os fins justificam os meios”. Se não o fizerem, serão obrigadas a deixar o extremismo de lado.
2. Aos exemplos, pois. A direita ultra-conservadora justifica a tortura na prisão de Guantánamo dizendo-a imprescindível à segurança nacional americana. A velha guarda comunista elogia Cuba como modelo de saúde e educação, mas não dá um pio sobre os milhares de presos e mortos pelo regime de Fidel. A primeira atropela o Estado de Direito, um dos os princípios basilares da democracia, supostamente para defendê-la; a segunda prega um regime político que, a pretexto de criar uma sociedade evoluída, não hesita em moer os indivíduos que a compõem.
3. Ambas traem os ideais que lhes são mais caros, igualam-se aqueles que tanto desprezam, e não conseguem esconder a enorme distância que vai entre o que dizem e o que fazem.
4. Muito apropriadamente, um dos passatempos preferidos da direita ultra-conservadora e da velha guarda comunista é uma espécie de campeonato mórbido de acusação mútua – para ver quem matou mais. A direita fala em URSS, China, Cuba, Cambodja etc.; a esquerda, em Alemanha, Argélia, Chile, Argentina, Iraque, Brasil e assim por diante. Neste joguete, radicais de direita e esquerda estão unidos na percepção de que somente as atrocidades cometidas pelo vizinho são passíveis de crítica. As mortes, as humilhações, a dor infringida dentro de casa, não – porque, afinal, visam a um fim intrinsecamente virtuoso, um bem superior cuja realização futura redimirá a tudo.
abs,
ACT
ps - X, vc enlouqueceu, cara.
Se fossemos seguir a lógica de combate ao terror, defendida pelas BESTAS HUMANAS frequentadoras aqui do blog, para acabar com o tráfico de drogas, deveríamos colocar fogo nas favelas do Rio de Janeiro e assassinar todos os moradores para acabar com o tráfico, aproveitando e matando todos os playboys da zona sul que são usuários contumazes do pó e da marijuana distribuida por lá.
Só mesmo mentes repletas de dejeto fecal para pensar numa solução assim.
Namber Uam,
Na impossibilidade de assumir a postura descrita por vc — afinal, quem é que têm culhão para se assumir um nazistão? –, os reaças daqui aplaudem o Bope, gritam pela pena de morte etc.
Nojo.
abs,
ACT
Nauberuan, a solução da favela é a desocupação e transferencia da comunidade com indenizações, ou outro tipo de recompensa. E transformar a favela em parque como na Catacaumba (Lacerda),
Eu tenho um plano que é verticalizar (paredões) para impedir a construção nas encostas, mas bastaria um poder público decente para impedir as construções.
As esquerdas não permitem poder público decente.
quem aplaude o Bope é o povo, querido das esquerdas.
Many of us, including the incoming Obama administration, look at this as a law-enforcement matter. Bombay is a crime scene, so let’s surround the perimeter with yellow police tape, send in the forensics squad, and then wait for the DA to file charges. There was a photograph that appeared in many of the British papers, taken by a Reuters man and captioned by the news agency as follows: “A suspected gunman walks outside the premises of the Chhatrapati Shivaji Terminus or Victoria Terminus railway station.” The photo of the “suspected gunman” showed a man holding a gun. We don’t know much about him — he might be Muslim or Episcopalian, he might be an impoverished uneducated victim of western colonialist economic oppression or a former vice-president of Lehman Bros embarking on an exciting midlife career change — but one thing we ought to be able to say for certain is that a man pointing a gun is not a “suspected gunman” but a gunman. “This kind of silly political correctness infects reporters and news services world-wide,” wrote John Hinderaker of Powerline. “They think they’re being scrupulous — the man hasn’t been convicted of being a gunman yet! — when in fact they’re just being foolish. But the irrational conviction that nothing can be known unless it has been determined by a court and jury isn’t just silly, it’s dangerous.”
Just so. This isn’t law enforcement but an ideological assault — and we’re fighting the symptoms not the cause. Islamic imperialists want an Islamic society, not just in Palestine and Kashmir but in the Netherlands and Britain, too. Their chances of getting it will be determined by the ideology’s advance among the general Muslim population, and the general Muslim population’s demographic advance among everybody else.
So Bush is history, and we have a new president who promises to heal the planet, and yet the jihadists don’t seem to have got the Obama message that there are no enemies, just friends we haven’t yet held talks without preconditions with. This isn’t about repudiating the Bush years, or withdrawing from Iraq, or even liquidating Israel. It’s bigger than that. And if you don’t have a strategy for beating back the ideology, you’ll lose.
Whoops, my apologies. I mean “suspected ideology.”
Antonio, li o que você escreveu, inclusive os pontos a refletir. Tudo bem.
Só não entendi bem o que a % de divisões alemãs em território russo tem a ver com a coisa.
A não, talvez, como mais um ponto a favor de meu argumento. Pois os russos reagiram com extrema crueldade aos que lhes impunham uma cruedade sem fim e a promessa de destruição total de seu povo.
A guerra contra o Terror - ou visto de outro modo, a guerra do Terror contra quem não o agrada - embora fluída, sem fronteiras claras, subterranea, é uma guerra.
A opção é a escravidão aos terroristas - a destruição de nossos povos e governos, nosso modo de vida, nossa religião ( estou falando tanto no direito de se ter uma Fé, como não tê-la, e não ser enfocado por isso )
Esse atentado a India é tão dramático como o de setembro 11 aos USA.
O Terror deixou de ser anti ocidental e passou a ser anti mundo.
Os gigantescos budas explodidos já eram parte desse ódio.O mundo preferiu não acreditar. Muito conveniente deixar os EUA como bode expiatório de todos os males do mundo.
Agora não é mais.
Para espanto dos que proclamam as benesses de um mundo multicultural, o terrorismo se transformou em multicultural também.
Existe gente bem pensante convicta de um novo imperialismo,baseado na desesperada busca por energia, matéria prima, água, por parte de USA, China, Russia.
África, Ásia, e adivinhe….América Latina! irão entrar na dança.
Outros, não menos bem pensantes, já estão esperando pelos métodos de combate ao terrorismo que China, India, Rússia, USA,
( atenção…todos esse gigantes operando em conjunto….) irão tomar.
Enfim, qualquer que seja o cenário, outros telhados de vidro irão quebar, e não somente os americanos, que o Fábio Passos chama de estadonidenses antes de dar vivas a Revolução, mesmo que não se saiba bem ao que ele se refere.
Hoje, em qualquer lugar do mundo, pode-se dizer sem medo de errar - New York é aqui!
abração,
ma
Marco,
Bingo!
Ninguém está a salvo. Ipanema é um alvo em potencial. Na Islândia, ninguém dorme. Os japoneses já estão estocando máscara de gás e água potável. O mundo está a beira de um colapso.
Afinal, os extremistas islâmicos, armados de ak-47 e montando camelos, estão de prontidão, apenas esperando um sinal de fumaça vindo de uma caverna nas montanhas paquistanesas para lançar uma operação Barbarrossa — desta vez, no verão.
Boa semana,
ACT
Extremistas islâmicos não andam de camelo, Antonio.Voam pela American Airlines.
Islandia e Ipanema á parte, o sagrado Oriente passou também a ser alvo dos ” jovens” - que com toda certeza foram treinados nas cavernas do Texas.
Depois de sua resposta estou livre para fazer ironias também.
Me aguarde….
Boa semana pra você também.
ma
Marco,
Mas vc sempre “esteve livre” para fazer ironias…
Aliás, fazer ironias sempre foi sua atividade principal por aqui — e, devo dizer, vc o faz com muita competência. Ninguém neste espaço consegue ser tão ironicamente corrosivo e elegante como você.
(Não, eu não estou sendo irônico. É um elogio mesmo, ainda que a qualidade elogiada não seja lá uma das minhas preferidas.)
Veja, eu apenas achei que era uma boa oportunidade de vc provar um pouco de seu próprio veneno…
Cara, a comparação entre a Alemanha nazista e o extremismo islâmico não se sustenta — a não ser sob uma ótica absolutamente histérica e descolada da realidade.
Abraço,
ACT
eu gostaria era de saber Sob:O q acontesceu nas olimpiadas de munique que acontesceu no ano de 1962 isso era o que eu queria saber so que veio um tanto de trecao ai estranho que so JeSuS mesmo para me da uma forma e para tambem me ajudar a achar