Índia: Mumbai cercada
O grupo que assumiu o ataque terrorista generalizado a Mumbai, Índia, atende pelo nome Deccan Mujahedin. Ninguém os conhece. Deccan remete a um planalto no sul do país, onde não há muitos muçulmanos. Mas é um grupo muçulmano – mujahedin é a palavra árabe para guerreiro.
No momento em que este post foi escrito, a polícia indiana falava de 100 mortos, a maioria dos reféns soltos mas alguns – número indefinido – ainda sob o controle dos terroristas.
Ricardo, um dos leitores do Weblog, escreveu um artigo sobre o cotidiano na Índia para a seção O Mundo Segundo os Leitores.
Os primeiros sinais de que algo ia mal se deram na noite de quarta, no restaurante do imponente Taj Mahal Palace & Tower, um dos mais luxuosos hotéis do mundo. Jovens vestidos de jeans e camisetas, com AK-47s às mãos, entraram no salão chamando por todos os cidadãos norte-americanos e britânicos. O diário Haaretz de Israel informa que também buscavam israelsenses. Fizeram reféns. Ataques simultâneos aconteceram também no Hotel Oberoi, no Leopold Café, no mercado da cidade e na principal estação de trens. A maioria dos locais são freqüentados principalmente por estrangeiros. Mas isto não é verdade para a estação e para o mercado. Entre os mortos estão indianos pobres.
Mumbai tem um Esquadrão Anti-Terrorista, organizado por causa do terrorismo hindu, que é conhecido pela sua eficiência. É uma tropa de elite com 35 homens. Onze deles morreram, ontem à noite, entre eles seu comandante, Hemant Karkare.
Mumbai (antiga Bombaim) fica no noroeste do país e é a capital do maior estado, Maharashtra, que tem mais de 17 milhões de habitantes. Oitenta por cento dos indianos são hindus, mas quase 14% são muçulmanos – a maior das minorias, bem maior do que o número de cristãos, sikhs e budistas somados. Em Mumbai, onde uma das línguas mais faladas ainda é o inglês com o típico sotaque indiano, muçulmanos também representam 14% da população.
Em 29 de setembro último, sete pessoas morreram e mais de cem ficaram feridas quando um grupo terrorista hindu atacou o bairro muçulmano de Malegaon, não longe de Mumbai. Até este ataque, era o terrorismo hindu contra muçulmanos que vinha numa crescente, no país. A discussão a seu respeito vinha mexendo com a imprensa do país. O governo tem consciência de que ser muçulmano na Índia, hoje, quer dizer estar preocupado com a própria segurança. Há opressão e tensão étnica no norte do país.
É neste contexto que estes misteriosos Deccan Mujahedin aparecem. Foram buscar britânicos, norte-americanos e israelenses, tornando a crise internacional. Foi certamente um ataque planejado e caro.
Um blog para ficar de olho nos próximos dias: Indian Muslims.
Ainda sobre o assunto:
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Sou só eu ou alguém mais acha que a organização desses ataques lembra a situação em São Paulo com o PCC?
No momento em que Bombaim virou Mumbai, a Índia inteira deixou de existir, pra mim.
Eles só voltam à vida quando efetivanene se tornarem uma força avassaladora da economia mundial.
enquanto isso, não existem.
Pedro,
Voce esqueceu de comentar que a Chabad House foi tomada por militantes… quem diria, invadiram uma casa de oracao mas ninguem se revolta… Infelizmente isso nunca foi motivo de surpresa. :-(
Roberta,
tenho a impressão que a semelhança é só na violência, mesmo. Bem ou mal, os mujahedin são parte de um projeto político de mudança da sociedade. É uma guerra, e guerra pressupõe um objetivo político e uma organização política. Por isso são tão difíceis de apanhar e acabar. A guerra acaba qdo o objetivo político for alcançado. O problema é que nunca é - os caras não tem força pra isso. Podemos não concordar com eles, mas os métodos estão articulados. O PCC não tem nenhum projeto político. São bandidos desarticulados, q pretendem garantir sua forma de sobrevivência. Dependem do Estado e de suas falhas para existir, e se aproveitam das fraquezas: corrupção, interesses conflitantes, falta de vontade política, essas coisas. Acabar com uma organização criminosa não é difícil - depende apenas de a sociedade querer isso, e o Estado corresponder a vontade da sociedade (o q nem sempre acontece…).
A questão é saber se esses Deccan são apenas bandidos ou se são parte de uma organização política. Se forem uma organização política, então o governo local está com problemas.
Fabio,
a India se tornou uma força na economia mundial. Imagino q isso só tenha feito acirrar contradições, num país q já é cheio delas.
ser islamico hoje em dia não é um negócio muito simpático. Fogo neles. Como era mesmo o nome daquele comandante portugues que ancorava uma caravela no porto da cidade e mandava chumbo quente?
O ser humano de acordo com seus instintos, contribue e compartilha ações e informações que lhe garantam a segurança que melhor convier, mesmo que sejam ações criminosas, ou terrorismo.
Se voce é um muçulmano, em uma área pobre, sem condições de fuga do local onde vive, e está sendo perseguido, o que voce faria? Esperar a morte chegar?
Devo dizer que denunciei um cidadão na empresa PÚBLICA onde trabalho pelo crime de PROXENETISMO. Com medo ninguém fez nada a respeito. Nem mesmo a justiça que está muito longe dos problemas da parte da sociedade que é mais atingida.
O cidadão comercializa MULHERES para os próprios funcionários da empresa, e me ameaça dizendo ter amigos e parentes na polícia. (Confirmo isso, pois já fui ameaçado por dois policiais civis, entre outros acontecimentos em vários locais, SEGUP, PRF, entre outros).
Devido este cidadão, com mais de 20 anos de empresa e serviços de prostituição lucrativo, o crime e a sujeira infestam a empresa (e acredito piamente que outros órgãos do estado), mas o cidadão bem relacionado(!) é defendido, enquanto eu que sou limpo, fui difamado e hostilizado a vários anos.
Portanto neste estado, o bandido é quem está certo.
A vítima torna-se réu.
E assim caminhamos.
Deverei ser assassinado em breve, pois as ameaças são graves e constantes. Mas não me importo. No dia em que o cidadão calar-se ante o crime, então a morte será uma dádiva.
Quando escrevi o post aqui no blog, praticamente 1 ano atrás, nada falei sobre o terrorismo na Índia. Eu o desconhecia e os ataques de 2007 foram mínimos em termos de exposição na mídia se comparados com estes de agora, principalmente este de Mumbai.
Ataques terroristas fazem parte da rotina do país desde muito antes do mesmo se tornar país em 1947. Aliás, o próprio movimento de independência foi marcado por muita violência, com a morte de centena de milhares (http://www.massviolence.org/India-from-1900-to-1947?artpage=1-5). Em geral, pode-se dizer que a briga é entre extremistas hindus e muçulmanos mas isto explica pouco. Além dos conflitos na Caxemira (por si só um bocado intrincado), há movimentos separatistas dentro da própria Índia (entre povos hindus mesmo), atentados contra católicos, e conflitos no Sri Lanka e na fronteira com Bangladesh e Nepal.
Não é, portanto, o primeiro caso, nem será o último. A Índia sofre de muitos males relacionados a intolerância religiosa e cultural e isto fica evidente até na política. Há, por exemplo, uma fragmentação partidária muito forte no país motivada por interesses de grupos minoritários divergentes. O país está entrando num ciclo vicioso e se engessa cada vez mais.
Entretanto, ainda há problemas sociais muito maiores. A violência por atentados já foi muito maior em anos recentes anteriores. Só a morte causada pelos Maoístas Extremistas chega a 1500 entre 2006 e 2007 (http://www.hrw.org/legacy/englishwr2k8/docs/2008/01/31/india17605.htm).
Em 2007 foram mais de 2.500 mortes e este ano até agora pouco mais de 600. A violência em geral também é baixa se considerarmos o total de habitantes do país.
46.660 foi o número de assassinatos no Brasil em 2006 (http://oglobo.globo.com/pais/mat/2008/01/29/mapa_da_violencia_dos_municipios_brasileiros_mostra_queda_dos_assassinatos_desde_2004-335333020.asp ) e 32.719 foi o número Indiano (http://news.bbc.co.uk/2/hi/south_asia/7430654.stm ). Se dividirmos isto pelo total da população, temos aprox. 0,23 assassinatos para cada 1000 habitantes no Brasil e ínfimos 0,02 assassinatos para cada 1000 habitantes na Índia. Mesmo se duplicarmos o número Indiano (reconhecidamente subestimado dada a corrupção da polícia), o número por 1000 habitantes continua muito menor.
É claro que o efeito moral destes ataques aqui na Índia são devastadores e é de fato uma atrocidade que espero nunca experimentar. Só que a repercussão praticamente nunca o é e as preucações só são tomados nos meses imediatamente após o atentado. Este agora ganha tanta exposição por conta dos alvos visados - turistas americanos e ingleses.
Um outro número, entretanto, serve de exemplo para problemas que são muito maiores aqui: Mais de 100.000 pessoas morreram e cerca de 2 milhões ficaram seriamente feridas em 2006 por conta de acidentes de trânsito (http://news.bbc.co.uk/2/hi/south_asia/7431714.stm). A Índia encabeça a lista de mortes no trânsito, a frente até da China (http://timesofindia.indiatimes.com/India_tops_global_list_of_deaths_in_road_mishaps/articleshow/3577854.cms).
O Andre (#3) lembrou bem - o Chabad House (uma organizacao de caridade e casa de oracao) foi tambem invadida - e a midia nao falou nada…
Sera que devemos fazer como o Fabio Steps e acusar a midia-lixo-corporativa-global ?
Shame, shame…
Parece que a Índia está sofrendo sua versão local do 11/09 e não me surpreenderia . Os jornais já falam no envolvimento de terroristas estrangeiros, portanto não me surpreenderia se houvesse dedinhos da Al-Quaeda, eles fizeram escola com essa história de ataques terroristas coordenados em vários lugares.
O pior é que o governo ainda tem de lidar com o terrorismo hindu, logo vai sobrar perseguição até para o cristãos da índia.
ABC,
Já há perseguição aos cristãos. Escrevi um comentário maior aqui relatando também isto mas por causa dos links ainda não foi aprovado pelo Pedro.
Os casos mais recentes ocorreram em Orissa, nordeste da Índia, onde casas e igrejas foram incendiadas. Procure no Google “orissa catholics”.
Bom, xará, se você aflorou o assunto, a coisa andou complicada para cristãos paquistaneses também. Há outros lugares no mundo, claro, em que os ataques existem, mas não ganham essa dimensão e não têm origem islâmica.
Ou hindu.
Ricardo Leal #11 e #12,
Nem todos os ataques têm esta dimensão ou possuem origem religiosa. A maioria deles, na verdade, é bem pequena e não chega nem a causar vítimas. Além disto, há conflitos de fronteira, étnicos, e políticos aqui também.
Gostaria que o Pedro aprovasse logo meu comentário maior (com links) para esclarecer melhor a questão.
well…quer dizer que temos um novo grupo terrorista na praça,né mesmo?
Veio de onde? Integrado por quem? E o principal, quem financia o negócio?
Vai o texto sem os links mesmo. Pedro, depois se achar conveniente, apague este e aprove o anterior, com os links de referência às informações que divulgo.
Quando escrevi o post aqui no blog, praticamente 1 ano atrás, nada falei sobre o terrorismo na Índia. Eu o desconhecia e os ataques de 2007 foram mínimos em termos de exposição na mídia se comparados com estes de agora, principalmente este de Mumbai.
Ataques terroristas fazem parte da rotina do país desde muito antes do mesmo se tornar país em 1947. Aliás, o próprio movimento de independência foi marcado por muita violência, com a morte de centena de milhares. Em geral, pode-se dizer que a briga é entre extremistas hindus e muçulmanos mas isto explica pouco. Além dos conflitos na Caxemira (por si só um bocado intrincado), há movimentos separatistas dentro da própria Índia (entre povos hindus mesmo), atentados contra católicos, e conflitos no Sri Lanka e na fronteira com Bangladesh e Nepal.
Não é, portanto, o primeiro caso, nem será o último. A Índia sofre de muitos males relacionados a intolerância religiosa e cultural e isto fica evidente até na política. Há, por exemplo, uma fragmentação partidária muito forte no país motivada por interesses de grupos minoritários divergentes. O país está entrando num ciclo vicioso e se engessa cada vez mais.
Entretanto, ainda há problemas sociais muito maiores. A violência por atentados já foi muito maior em anos recentes anteriores. Só a morte causada pelos Maoístas Extremistas chega a 1500 entre 2006 e 2007.
Em 2007 foram mais de 2.500 mortes e este ano até agora pouco mais de 600. A violência em geral também é baixa se considerarmos o total de habitantes do país.
46.660 foi o número de assassinatos no Brasil em 2006 e 32.719 foi o número Indiano. Se dividirmos isto pelo total da população, temos aprox. 0,23 assassinatos para cada 1000 habitantes no Brasil e ínfimos 0,02 assassinatos para cada 1000 habitantes na Índia. Mesmo se duplicarmos o número Indiano (reconhecidamente subestimado dada a corrupção da polícia), o número por 1000 habitantes continua muito menor.
É claro que o efeito moral destes ataques aqui na Índia são devastadores e é de fato uma atrocidade que espero nunca experimentar. Só que a repercussão praticamente nunca o é e as preucações só são tomados nos meses imediatamente após o atentado. Este agora ganha tanta exposição por conta dos alvos visados - turistas americanos e ingleses.
Um outro número, entretanto, serve de exemplo para problemas que são muito maiores aqui: Mais de 100.000 pessoas morreram e cerca de 2 milhões ficaram seriamente feridas em 2006 por conta de acidentes de trânsito. A Índia encabeça a lista de mortes no trânsito, a frente até da China.
Não é “novo grupo terrorista” nada. Os caras falam um nome e todo mundo acredita… A mídia ocidental é muito trouxa… Os assassinos estão ligados a um grupo grande e conhecido de terroristas, e vieram do Paquistão.
Pois eu digo que a culpa pelo terrorismo que agora matou mais de 100 pessoas na Índia é do islã. Uma minoria de extremistas, sem dúvida. Mas uma minoria que só existe porque existe uma maioria de crentes muçulmanos que os protege e legitima. A raiz do terrorismo está na religião. Lamentável, mas real.
Uma coisa curiosa: existem muçulmanos na Índia, mas praticamente não existem hindus no Paquistão. Aliás, pelo mundo inteiro vê-se a mesma coisa: em países não-muçulmanos, a população de minorias muçulmanas cresce. Mas, na maioria dos países declaradamente muçulmanos, a população é invariavelmente de pelo menos 90% de muçulmanos, se não mais, e não-muçulmanos são hostilizados e tendem a emigrar.
Parece-me bastante claro que ha uma estratégia de expansão islâmica aí. Enquanto os muçulmanos tem liberdade para infiltrar-se nos países infiéis para explodi-los, os não-muçulmanos não tem liberdade nem para rezar.
Mais de cem mortos na Índia, ocidentais seqüestrados e a família de um rabino de Mumbai morta ou ainda em poder dos seqüestradores. No mesmo dia, um ataque contra a embaixada americana em Kabul.
O ataque na Índia foi coordenado desde o Paquistão: o celular de um dos terroristas indicava que recebiam ordens direto de lá.
Israel e Índia são bastante parecidos: ambos tem uma população considerável de muçulmanos, além de estarem cercados por países muçulmanos inimigos. Ambos são as maiores vítimas de atentados islâmicos.
Mas em nome do “politicamente correto” temos que fingir que o Islã nada tem a ver com tudo isso. Até porque agora tem um Hussein na Casa Branca… Pegaria mal…
http://blogdomrx.blogspot.com/
A independência da Índia foi realizada de modo incompleto. Afastar a colonização deve (ou é conveniente) ser um processo acompanhado de mudanças capazes de imprimir caráter diferenciador do passado, de modo a remover a estrutura de poder do opressor e gerar algo novo que, de fato, alcance as supostas aspirações de liberdade.
A “luta” pela independência indiana se resumiu a uma demorada negociação encaminhada pelos colonizadores e as castas superiores do país. As lutas reais se resumiram a pequenos grupos rebeldes à tendência da “resistência pacífica”.
O resultado é conhecido e lamentável. As elites colonizadoras transferiram o poder para suas associadas elites castóides. A grande maioria foi mantida à margem , tanto os de castas inferiores como os párias e os não-hinduistas. A chance de remodelar o podre sistema de castas foi disfarçada com a mera promulgação formal de um sistema legal que, na prática da estrutura social, mantém o país com milênios de atraso.
O sistema de castas entranhado na cultura indiana impede a mobilidade social, mantém centenas de milhões de pessoas na indigência econômica e alimenta disputas permanentes e de difícil solução. As dezenas de líguas, as centenas de dialetos e as múltiplas correntes religiosas demonstram a inviabilidade crônica de manutenção de um país unificado.
A Índia, talvez mais do que a China, deverá experimentar fracionamento. A alternativa é o recrudescimento sangrento das disputas.
Lá vem o Ricardo com suas bobagens… O terrorismo como esse na Índia não são só a morte de centenas de pessoas, prejudica incrivelmente a economia e o turismo, bem como a sensação de segurança da população. E aí vem o Ricardo me falar em acidentes de trânsito, como se alhos tivessem a ver com bugalhos. Hum, também morre mais gente de ataque cardíaco, e daí? Já que todo mundo morre mesmo no fim, que importa o terrorismo muçulmano, não é mesmo?
Pois é NadaNoCérebro, a culpa é toda das elites malvadas… Yawn.
Terroristas vieram do Paquistão e receberam coordenação de lá, talvez até haja envolvimento do serviço secreto paquistanês. Se isso se confirmar, pode ter guerra entre os dois países. Ou melhor, entre um país (Índia) e um arremedo de país (Paquistão).
Mr X (20),
Se a responsabilidade não é das elites, qual a sua sugestão?
A responsabilidade é dos párias bebedores de budweiser ?
[...] leitor Ricardo, que mora na Índia, está respondendo várias dúvidas na caixa de comentários [...]
Terroristas matando a esmo, americanos, ingleses e judeus sofrendo e morrendo… FESTA NO APÊ DA ESQUERDA NAZISTA.
Amanhã veremos a ressaca do Fábio Passos e do HRP aqui, comemorando com gritos de “viva la revolución” mais esse grande feito libertário dos pobres oprimidos facínoras islamitas.
E depois de amanhã, o braço “suasticado” da esquerdalha dizendo que tudo não passou de uma grande manobra diversionista conjunta entre o Mossad e a CIA. Quem aposta contra mim?
Vocês perceberam como, sempre que tem um ataque terrorista muçulmano, os esquerdistas tentam desviar o assunto? Um fala de “elites”, outro em “acidentes de trânsito”…. Pqp, foram terroristas muçulmanos!!!!
“Responsabilidade das elites” é o tipo de resposta simplista típica de um lulista. Sobre o “colonialismo”, Nada, leia este artigo aqui:
http://www.time.com/time/world/article/0,8599,1713275,00.html
Mr X.,
Quis criticar a mídia com aquela declaração mas parece que não fui claro o suficiente. “Ricardo com suas bobagens”? Deve ser meu primeiro comentário em meses aqui, acho que não mereço um argumento Ad hominem como boas vindas pelo retorno…
Em todo caso, acho bem válido comparar sim, afinal, um governo com um bocado de limitações como o Indiano precisa direcionar suas políticas públicas e concentrá-las onde for mais efetivo.
Há uma razão, por exemplo, para os ataques estarem diminuindo, trata-se de uma aliança feita com o Paquistão no sentindo de trocarem informações sobre grupos terroristas. A Índia não faz vista grossa à toa, ela quer manter a boa relação com o vizinho e tentar um acordo pacífico.
Não será feito em pouco tempo e há outras questões em jogo além de pressões e interesses de outros países como China (que inclusive investe militarmente tanto no Paquistão como em Bangladesh e Myamar) e EUA.
É um problema sério mas existem outros que são muito mais (e estão muito mais enraizados como bem disse nada será como antes #18) e não recebem a devida atenção, daí a comparação. A mídia (e toda esta discussão que estamos tendo) só aparece para protestar quando o ataque é a extrangeiros.
Reitero também que nem tudo está relacionado com o islã. Há um bocado de intolerância entre os hindus e dos hindus para com muçulmanos. Simplesmente culpar os “muçulmanos” é tão simplista quanto culpar as “elites”.
Índia e Israel enfrentam um problema parecido: países “infiéis” cercados de inimigos muçulmanos. São também as maiores vítimas do terrorismo muçulmano. Curiosamente, ninguém liga os pontos… Ah é, o terrorismo em Israel é por causa da “opressão dos palestinos” e na Índia é por causa de “opressão em Kashmir”. Certo, continuemos mentindo para nós mesmos…
Ok, Ricardo.
O fato é, há 17% de muçulmanos na Índia, há quase zero hindus no Paquistão (corrija-me se eu estiver errado). Quantos atentados terroristas hindus ocorreram no Paquistão?
Mr X (25),
Não desviei assunto algum. Minha resumida análise é muito mais abrangente do que sua idéia fixa de imputar os males do mundo ao islamismo.
Já afirmei várias vezes que não sou “lulista” nem “esquerdista”.
Tente evoluir suas análises através da compreensão de que religiões são unificadoras transitórias de processos sócio-políticos mais amplos. Procure o que está “mascarado” pelas religiões e o senhor encontrará interesses mais amplos.
A Roberta está certa, acho que se inspiraram no nosso PCC.
Mr X,
O Paquistão é uma nação que surgiu muçulmana, abrigando centenas de milhares deles praticamente expulsos da Índia. O governo Indiano praticamente sempre foi hindu e governado para eles. E sempre houve ataques terroristas hindus contra muçulmanos aqui. Não é uma via de mão única. É um toma lá dá cá inconseqüente e que traz problemas para os vizinhos também.
Mas não é único caso. Volte as números de vítimas dos ataques de grupos extremistas maoístas que nada tem a ver com os muçulmanos. Os ataques deles sozinhos são muito mais graves no país, principalmente por possuírem uma milícia e formação política organizadas.
O mundo clama por liberdade e ainda existem defensores da devolução do Congo aos belgas.
O maior presente do Islã aos seus seguidores é a pobreza.
Ricardo,
Os hindus fizeram mal, deveriam ter expulso TODOS os muçulmanos da Índia. O Paquistão não é pra ser um país exclusivamente muçulmano? Que abriguem os muçulmanos da Índia também.
Eu me referi a atentados hindus no Paquistão, não na Índia. Se bem que tampouco lembro de “atentados terroristas hindus”, mais bem ataques de turbas violentas, o que não é bem a mesma coisa.
Nada,
A África independente, como melhorou? Só vejo notícias de guerra, desgraça, miséria e doença por lá. Até isso é culpa do colonizador? Até quando se pode culpá-lo? 500 anos, ou mais?
@X, #17
‘…Mas em nome do “politicamente correto” temos que fingir que o Islã nada tem a ver com tudo isso. Até porque agora tem um Hussein na Casa Branca… Pegaria mal…’
Além de burro e ignorante, histérico.
O Mr. X não tem modos mesmo. Vá lá fazer o bicho às terças que está faltando.
Obrigado pelas informações, Ricardo.
Tudo bem, falar em “bobagens do Ricardo” foi… bobagem. :-) Sorry.
Mas… isso não muda a situação, nem as causas.
Bicho às terças? Mas hoje é quinta…
Mr X (34),
Tente, também , entender os diferentes processos de independência dos países africanos e os respectivos fomentos às subsequentes guerras civís promovidas por ex-colonizadores e seus associados.
Procure saber, por exemplo, o que se seguiu à independência de Angola e origem do financiamento daquela guerra civil.
Um pouco de dedicação aos dados históricos contribui para entender a intenção de paralisar os países africanos.
Volto a sugerir o texto “Why The West Is Best”:
http://www.city-journal.org/2008/18_1_snd-west.html
Excerto:
O corpo da ciência moderna e do método científico é um dos maiores presentes que o homem ocidental deu ao mundo. O Ocidente tem nos dado não apenas praticamente todas as descobertas científicas dos últimos 500 anos — indo da eletricidade aos computadores –, mas também, graças ao seu impulso humanitário, nos deu a Cruz Vermelha, os Médicos Sem Fronteiras, o Observatório dos Direitos Humanos, e a Anistia Internacional. O Ocidente compõe a base da ajuda que é enviada à Darfur sitiada; os países islâmicos são notáveis por sua falta de assistência.
Ricardo,
Você parece jovem e é um atento observador. Fui ao seu blog e notei seriedade, bom humor e estilo agradável. Saudações.
Marcelo Augusto,
Sou ocidental e não tenho pendores orientalistas.
Por outro lado, as entidades que você transcreveu no # 40 nasceram devido aos estragos definidos, em sua maioria, pelo próprio ocidente.
Nada #41, muito obrigado! Volte sempre ao blog!
Marcelo #40, concordo com Nada #42. Gosto mais dos argumentos de Jared Diamond no seu premiado livro “Guns, Germs, and Steel: The Fates of Human Societies” para justificar porque o Ocidente é “melhor” (este melhor bem entre aspas).
Para resumir, a Wikipédia parece bastar: “Diamond argumenta que as diferenças de poder e tecnologia entre as sociedades humanas não refletem diferenças culturais ou raciais, mas sim são causadas por diferenças ambientais amplificadas por diversas retroalimentações positivas. Ele também sustenta a tese de que sociedades com excedentes alimentares e altos ou médios graus de interação com elementos externos são mais aptas a encorajar indivíduos extraordinários a perceber e usar seu potencial e também a adotar novas invenções.”
Nada será como antes, esse argumento que lançaste é, no mínimo, raso e tende a ser meio burro também.
O principal aspecto que as entidades citadas no excerto revelam é que, mesmo com a suposta origem belicosa delas, elas são, isso é inegável, agentes civilizantes. Fato!
São entidades que proporcionam nos países pobres (como a maioria dos países islâmicos) serviços que nem mesmo as autoridades locais são capazes de dar aos seus fiéis/cidadãos.
Foi o Ocidente que inventou um remédio para combater a dor de cabeça. Eis aqui o método do Taliban para tal moléstia.
“a intenção de paralisar os países africanos.”
Seria engraçado, se não fosse trágico. 500 bilhões de ajuda ocidental aos países africanos nos últimos vinte anos. Adiantou algo?
O “Ocidente” está morrendo, graças aos esquerdistas e à imigração de minorias. Em breve o que se chama de “Ocidente” não vai mais existir. O que esperar, se a moda é culpar o “ocidente branco” por tudo?
Nos EUA e na Europa, brancos ocidentais em breve serão minoria. Poligamia e sha’ria já são legais na Inglaterra.
Quem semeia vento, colhe tempestades. Quando as idéias ocidentais forem suplantadas pelo mais puro barbarismo (já vemos sinais disso), e novos governos autoritários suplantando as democracias liberais, vamos ver então um monte de gente com saudades dos “velhos tempos”. Curiosamente, as mesmas pessoas que lamentavam a “ordem opressora patriarcal branca cristã” e que ajudaram a destruí-la.
Para esclarecer mal-entendidos: Não é uma questão de cor de pele, raça ou genética, mas de cultura e mentalidade.
Infelizmente, são coisas que demoram séculos para se desenvolver, mas apenas poucos anos para se destruir.
well…me parece que a grande maioria do mundo muçulmano não endossa nem apóia atentados terroristas, apesar da miséria e opressão em que vivem mergulhados por governos totalitários.
Definitivamente, a democracia não “pegou” no mundo islâmico, infelizmente. E atraso só traz mais atraso.
Mas no caso desses atentados, podemos presumir quem está bancando o negócio? A quem interessa um recrudescimento do terrorismo islâmico e uma consequente retaliação dos países ocidentais?
Respostas objetivas e claras,please. Sem ideologismos colegiais.
O Grandioso E Único, Marcelo Augusto, Vaticina:
Há de chegar o dia em que as almas perdidas e de mentes tortas hão de clamar pelo nome de George W. Bush…
Marcelo Augusto (44),
O primeiro parágrafo da réplica demonstra o seu entendimento de civilidade. Fiz um comentário educado e você respondeu com agressões.
Tenho formação científica e, não tenho dúvida, conheço Metodologia e História da Ciência melhor do que sua fonte apregoa.
Para apimentar sua defesa dos “agentes civilizantes”, basta lembrar que o ocidente, antes de criar as maravilhosas entidades que o senhor apresenta como paradigmas, foi buscar no oriente a pólvora destrutiva.
Menos soberba e mais educação, por favor.
Nada será como antes, leia com mais atenção minhas palavras acima, ei-las:
“Nada será como antes, esse argumento que lançaste é, no mínimo, raso e tende a ser meio burro também.”
Fiz referência ao argumento e não à tua pessoa.
Sobre a pólvora, vejam só que interessante: O ocidente a adotou e a melhorou, levando tal produto a escalas inimagináveis. Muito conhecimento foi produzido a partir dos estudos feitos sobre esse material.
A pólvora já era utilizada pelos chineses como artefato de guerra e, que bacana!, como combustível de fogos de artifício.
Marcelo Augusto (50),
No # 42 afirmei que não tenho pendores orientalistas. Portanto, afasto qualquer jogo para disputar qual hemisfério produziu ou criou mais inovações. O ludismo tem serventia para a educação de crianças e adolescentes mas, quando aplicado por adultos, fora de competições e clubes de jogos, tende a esconder a realidade. Procure a obra de Huizinga e tire suas próprias conclusões.
Sou responsável por tudo o que digo e escrevo e, portanto, o jogo de palavras que atribui burrice ao argumento e não ao autor atinge, sim senhor, o autor.
Se o senhor defende a civilidade, é conveniente que comece a praticá-la. Este é um blog de debates, não de insultos.
” bitt- Bem ou mal, os mujahedin são parte de um projeto político de mudança da sociedade.”
A Novalíngua em ação.
terrorismo = projeto político.
corpos humanos explodidos= mudança na sociedade.
Bem ou mal = bem.
” Ricardo - Um outro número, entretanto, serve de exemplo para problemas que são muito maiores aqui: Mais de 100.000 pessoas morreram e cerca de 2 milhões ficaram seriamente feridas em 2006 por conta de acidentes de trânsito. A Índia encabeça a lista de mortes no trânsito, a frente até da China ”
marco- No texto acima está a mais perfeita tradução do verdadeiro significado da palavra sarcasmo.
Atentado terrorista = acidente de transito.
Como era mesmo a história dos anos “60? ….Morrem mais pessoas em acidentes de transito nos EUA do que soldados no Vietnã…
O mundo gira a lusitana roda e certas coisas não mudam.
Aos poucos os mitos vão caindo.
Terroristas atacam paises orientais também.
Explodem Budas.
Uma religião expansionista. guerreira, dominadora, implacável com quem não ousa ser um não muçulmano.
nada será como antes,
a tese que vc lembra, de Diamond, é mais ou mns a mesma de Paul Kennedy, em Ascensão e queda das grandes potências (livro anterior uns dez anos aos “Armas…”), ainda q Kennedy a levante de forma bastante diferente (por sinal, prefiro a de K.) para explicar o desenvolvimento das forças produtivas na Europa, entre os s. XIV e XVII: recursos limitados, fertilidade do solo declinante, população crescente (com o recuo da peste), fronteiras móveis, ausência de autoridade central capaz de se impôr. Quer dizer - fatores ambientais misturados à questões políticas e sociais.
Qto a história de os chineses terem descoberto a pólvora centenas de anos antes, etc, etc, ela é correta, factualmente. Só que apenas a pólvora serviria exatamente pra fazer belos artefatos pirotécnicos. A metalurgia chinesa não era mto avançada, de modo q o uso militar da pólvora nunca chegou a render mto lá - os canhões q eles faziam eram ineficientes; por outro lado, no ocidente, o ferro foi logo substituído pelo bronze como matéria-prima, e isso permitiu o aperfeiçoamento dos tubos, no século XV. O resultado, combinado com navios mais eficientes, deu na supremacia do mar… O resto, como se costuma dizer, é história.
Mr X,
estava sentindo sua falta. Voltou em gde estilo, hein? Quer dizer que a Índia deveria expulsar todos os muçulmanos. É uma idéia razoável - mas se 17 por cento da pop da índia é de muçulmanos, isso dá uns cem milhões de “terroristas” que iriam reforçar as células radicias no Paquistão.
Qto aos “500 bilhões de dólares de ajuda” é interesasnte como o númeto impressiona, não é? Só que é uma merreca - o dinheiro aplicado no Brasil no mesmo período é tipo metade disso. Além do mais, o dinheiro é aplicado nos “programas humanitários”, ou seja, comida doada qdo acontecem surtos de fome, atendimento médico em termos de ajuda filantrópica, “programas sociais”, essas coisas. Como diz vc “não é uma questão de cor de pele, raça ou genética, mas de cultura e mentalidade”. Não, não é - concordamos. Preconceito não incide apenas sobre pele. Mas deix`eu perguntar uma coisa - na África do Sul, os branquelos encontraram motivos pra fazer investimentos (enqto no resto, era apenas espoliação) e criar uma infra-estrutura. Foram obrigados a entregar o poder, claro - o mundo não é perfeito, deve ser uma questão de cultura. Depois q o regime do apartheid acabou, a classe média negra aumentou mais de 400 por cento. E a África do Sul continua sendo uma potência militar, tendo uma indústria de tecnologia nos moldes da de Israel, sendo um dos maiores produtores de minério, etc. A negrada até q não está se saindo mal, não acha? Como será q isso é possível?
Salve, bitt!
Beijo! :))
bitt,
Não entendi a que contexto de meus comentários você se refere como a tese que eu teria lembrado porque, sinceramente, o que escrevi neste post, hoje, não se prende, ao menos conscientemente, a fontes determinadas.
Quanto à menção que fiz sobre a pólvora (# 49)buscada no oriente, minha intenção foi a de lançar um “complicador” para o outro comentarista que , parece, só enxerga virtudes no ocidente e miséria mental no oriente. Realmente, os chineses, ao que consta, utilizavam a pólvora (com composição diferente) mais com finalidade “artística” e menos com propósitos bélicos. De qualquer modo, o ocidente também precisou de séculos para aperfeiçoar o uso eficiente da pólvora, mesmo após ter dominado e aperfeiçoado sua produção.
Saudações.
[...] Dória conta com detalhes o que anda acontecendo e os possíveis desdobramentos em três posts, um na manhã após o início dos ataques na última quarta-feira, um 24 horas depois, e outro agora pela manhã aqui na Índia, depois de [...]
Se o Paquistão expulsou todos os hindus (como o SK comentou), não vejo porque a Índia não poderia expulsar seus muçulmanos. Que engrossem as fileiras do Paquistão, ao menos estarão em outro país.
Olá!
Alguns jornais divulgaram que o atentado não teve precedentes, que até então todas as religiões conviviam pacificamente em Mumbai.
Alguma vez houve convivência pacífica entre religiões na Índia?
Parece-me uma afirmação absurda, com direito até a citação do pacifismo de Gandhi (como se os indianos fossem como ele).
O que vocês acham?
[...] Enlace aqui. [...]