A bela ministra Marcela Aguiñaga, o Equador
e o modelo Obama para preservar florestas
A bela ministra equatorenha do meio-ambiente, Marcela Aguiñaga, está circulando a Europa com uma proposta de baixo do braço. A maior reserva petrolífera de seu país está sob o solo da Floresta Yasuni, Reserva de Biosfera da UNESCO e parte da Amazônia. A pressão das empresas petroleiras para que o governo autoriza a exploração da área não é pouca e o petróleo já é a maior fonte de renda em exportações do país.
Aguiñaga propõe que o Equador se comprometa a não explorar o petróleo de Yasuni. Seria o primeiro país do mundo a abrir mão de uma reserva. Mas ela quer ser paga por isso. O petróleo do Equador seria vendido no mercado internacional de certificados de carbono e empresas européias, que buscam compensação para suas emissões, pagariam a conta.
A dificuldade que ela e o presidente Rafael Corrêa encontram é simples: e se os sauditas exigirem ser compensados pelo petróleo que não produzirem? E se uma onda compensatória do tipo surge e o mundo pára de produzir petróleo mas continua esperando ser pagos pela energia que não é entregue? A ministra argumenta que o modelo serviria apenas para países que têm uma biosfera a proteger.
A pressão para autorizar a exploração de Yasuni é grande e o país precisa do dinheiro. Mas, para o caso de a Europa não concordar em trazer Yasuni para o mercado internacional de créditos de carbono, a ministra ainda tem uma carta na manga. É a venda online destes títulos para gente comum. Com um cartão de crédito e alguns dólares, seguindo o modelo de arrecadação da campanha Obama, cidadãos de todo o mundo poderiam investir na preservação de um trecho de mata ao passo em que impedem a emissão de algum carbono. O título pode servir de presente para famílias preocupadas com o meio ambiente.
E a ministra pode ter encontrado um modelo muito interessante de preservação, aí.
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well….a idéia é engenhosa e bem intencionada, porém inviável e inexequível. Cobrar pelo que não se entrega parece mais conversa mole para boi equatoriano dormir.
Veja bem, eu poderia estar roubando, sequestrando, traficando, poluindo… mas estou aqui pedindo uma ajuda…
well…e também tem outro problema: Não seria mais sensato um determinado país aplicar o dinheiro na preservação do seu próprio ecossistema?
In other words: qual a obrigação (ou interesse )que um país europeu teria em preservar florestas no Equador?
E qual a credibilidade do Equador para querer receber pelo que não vende? Não seria essa uma maneira marota de financiar a “preservação” dos atuais governantes no poder?
Eu parei de ler no título….quero viver para ver o dia em que UMA jornalista seja levada a sério escrevendo algo que tenha um título do tipo “O bonitão Obama, os EUA e a proposta de Lula para sair da crise”.
faça-me o favor….caceta!
O que diabos tem a ver a beleza ou não dela com o assunto? E se ela fosse feia? Mudaria algo?
PD, acho que vc não precisa mais chamar atenção para o seu lado macho…o tempo do colegial já acabou.
caceta bobo pra caceta, a moça é bonita.
Se seria mais ou menos competente fosse feia? É evidente que uma coisa não tem a ver com a outra.
Mas a moça é bonita. Certamente é um predicado que lhe ajuda como embaixadora de uma idéia. (Ajuda, sinto muito.)
Recomendo que esqueça a correção política aqui no Weblog. Não é um jornal e não tratarei qualquer notícia com a sisudez de um jornal. Este Weblog fala de al-Qaeda e fala de moças nuas toda segunda.
Se um adjetivo o atrapalha na hora de receber informação, devo recomendar o divã.
Por fim: se vc acha que observar a beleza de uma mulher a diminui de qualquer forma, só posso discordar. Nem aumenta, nem diminui. Sei que há uma infinita literatura feminista argumentando isso. Discordo. Estou mais pra Camille Paglia.
Zé Bush, já existe consenso global que o mundo desenvolvido deve ajudar países pobres a preservarem suas florestas. O interesse não é apenas nacional, é mundial. Isto ninguém mais disputa. O problema é a fórmula para este tipo de financiamento.
Quanto a cobrar por algo que não será entregue, é um pouco mais complicado do que isso. Estão cobrando por algo que *será* entregue: uma floresta intacta e menos carbono na atmosfera. Novamente: isto já existe. O mercado de crédito de carbonos já funciona e já circula dinheiro nele. O problema é decidir o que pode ser incluído neste mercado ou não.
well….concordo em parte. Lembremos que petróleo é utilizado não apenas como combustível (gasolina,diesel,querosene,etc) mas também na indústria petroquímica que incui plásticos e demais subprodutos. Uma equação prá lá de complicada.
Pois é Pedro, o mercado de carbonos já existe. E creio que a Arábia Saudita é pobre nesse quesito. Sua única riqueza é o petróleo, é o que ela tem para vender. O resto é areal e palácios de luxo.
Achei a proposta da ministra interessante, aproveitando que os cidadãos do mundo estão preocupados com o descontrole ambiental e suas consequências.
well…..como petróleo abaixo dos 50 dólares o barril, torna-se inviável e deficitária uma eventual extração e refino em águas profundas, caso do pré-sal brasileiro. Mesma coisa em áreas de preservação ambiental, pois não “valeria a pena”. Daí, não seria “negócio” aderir ao mercado de carbono.
Mas com o petróleo a 100 dólares o barril, a conversa pode ser outra, né mesmo?
Não me incomoda a beleza ou feiura da ministra, assim como não me incomoda o fato de vc precisar falar disso.
Apenas pontuei que, caso fosse uma jornalista mulher, a falar dos homens em suas matérias/posts, etc., ressaltando os atributos físicos destes, não seria levada a sério.
Seria, hoje em dia como no passado, uma jornalista engraçadinha, no máximo. Espero que isso mude no futuro, mas acredito que não estarei mais por aqui quando isso acontecer. O meu comentário foi bastante claro.
No mais, estou também no meu direito de achar ridículo que homens, em carreiras promissoras como vc, não consigam ver mulheres e homens da mesma forma. Ou vc já fez algum post falando da feiúra ou beleza de um político?
Uma coisa é colocar mulheres nuas em post às segundas, outra é atribuir adjetivos físicos a pessoas que estão nesse blog pelas ações que estão desenvolvendo.
Depois do meu primeiro comentário, pude ler o restante do post e achei a idéia dela muito interessante e viável.
Com relação ao texto, afora o título e abertura que considero ridículos, pelo já exposto, sugiro , caso a correção do texto não comprometa a informalidade do blog, algumas mudanças:
“A pressão das empresas petroleiras para que o governo autoriza (não seria autorize?) a exploração da …
“Mas ela quer ser paga por isso. … (não seria melhor: ela quer que o país seja pago por isso…?)
“produzir petróleo mas continua esperando ser pagos pela energia que não é entregue? “, sugiro: … mas os países que têm reservas continuam esperando ser pagos pela …
No mais, fico impressionada com a quantidade de pessoas que ainda nem sabe que existe o mercado de crédito carbono. Que bom que vc tem um informal blog para atrair a atenção sobre isso!
Um politicamente correto precisa passar a vida dando explicações, coitado.
Obama tem que explicar se compra um cachorro de raça ou se adota um abandonado, se bota as filhas na escola pública ou particular.
PD tem que explicar longamente por que chamou uma ministra de “bela”.
Bem feito! Deveriam saber que a principal vítima do puritanismo é o próprio puritano.
well,caceta (ou a falta dela)…como lembrado por Mr. Doria, isso aqui é um blog e não uma coluna do Wall Street Journal ou outra publicação especializada do ramo.
Portanto, cabe aqui uma abordagem mais personalizada da notícia (seja qual for o assunto)pelo responsável do blog, um notório lascivo e fornicador.
Também não me interessa se a ministra é feinha ou bonitinha, mas a proposta da menina. Mas se Mr. Doria acha a menina engraçadinha,problema dele.
Quando alguém achar voce bonitinha, voce casa,tá? Aí voce não vai mais ficar boba prá caceta.
Essa proposta equatoriana é tão absurda, tão nonsense, que até parece o mercado de derivativos. Pode dar certo, então…
Putzgrila. O tal Caceta conseguiu ser mais chato que todos os trolls juntos deste Weblog.
Equador entra com ação para suspender dívida com BNDES
Claudia Jardim
De Caracas para a BBC Brasil
O governo do Equador entrou com uma ação internacional para suspender o pagamento da dívida de US$ 243 milhões contraída com o BNDES para a construção no país da usina hidrelétrica San Francisco.
marco: dá para confiar nesse país? caso a bela seja demitida e outro presidente tome o poder e fure poços mil, em que tribunal o crédulo e bem intecionado comprador de carbono via internet irá reclamar?
Com total razao o periquito Doria. Ministra bonita ajuda sim. Ministra bonita e inteligente ajuda mais ainda. Ministra bonita, inteligente e, ao que parece, competente, ajuda muitíssimo mais. Porém, ai porém, a periquitada machista e insegura fica se roendo de inveja e medo, pois uma periquita inteligente, competente e de plumagem bonita “nao pode chegar lá”- né?
Periquito Doria: Que tal botar a bela periquita Marcela Aguinaga no seu “Moça das segundas”? Nem precisa estar nua; o que haverá debaixo daqueles panos nosostros periquitos e papagaios podemos imaginar. Umas fotos de rosto e corpo inteiro já basta. Papagaio Alex adoraria conferir esta. Entâo, vamos lá, caro periquito?
Papagaio ALex vos abençoa. Dominus vobiscum!
Idéia mas burra a do governo equatoriano. Burra sobretudo quando afirma que só vale para quem tem biosfera para preservar. Ora, qualquer um que assista Animal Planet já deve ter se dado conta que um deserto TEM VIDA, um deserto é uma biosfera.
Se os árabes resolverem não destruir o deserto deles explorando o petróleo podem porque não? e podem vender os títulos de preservação. Ou só é biosfera digna de preservação aquelas que são verdinhas? Os répteis e roedores, assim dos que me lembro, não têm direito à vida?
Idéia espertinha. Tremenda safadeza.
[...] Pedro Dória tem um post comentando sobre a proposta da, hum, “bela” ministra do meio ambiente equatoriana, para [...]
http://www.nytimes.com/2008/11/04/science/04conv.html?scp=1&sq=brazil%20buy%20land&st=cse
Seu caceta, ela nem é tão bonita assim…
Parece ter uns peitões e tem uma postura interessante, mas é meio zarolha e tem uma carinha de Rigoberta Menchú com fome.
Acho que a proposta dela não pega não.
http://farm3.static.flickr.com/2289/2034998396_fc3ecb2a4b.jpg?v=0
Ela é bonita para os padrões equatorianos, digamos.
Ops, chutei a santa.
O PD, mal chegou aos States, já está esquecendo a língua portuguesa. Senão vejamos: “A bela ministra equatorenha (equatoriana) do meio-ambiente, Marcela Aguiñaga, está circulando a Europa com uma proposta de baixo (debaixo) do braço. A maior reserva petrolífera de seu país está sob o solo da Floresta Yasuni, Reserva de Biosfera da UNESCO e parte da Amazônia. A pressão das empresas petroleiras para que o governo autoriza (autorize) a exploração da área não é pouca e o petróleo já é a maior fonte de renda em exportações do país.”
Leve a “crítica” com bom humor, PD.
Fugirei do assunto sem fugir da Colômbia:
1 - Parece séria a ameaça que Rafael Correa está fazendo de dar um calote no BNDES que financiou as obras da Odebrecht no Equador de um pequeno aeroporto regional, a instalação de duas hidrelétricas e um projeto de irrigação rural. Lá se vão alguns bilhões de dólares nossos, dos contribuintes, que entramos na festa dos pintos vestidos de bunda, ou seja, tomamos o prejuízo e saímos ardidos. Ok, desculpem-me a baixaria, mas não consigo ver de outra forma a não ser que tomamos (contribuintes) na tarraqueta.
2 - Sugiro, pra quem ainda não viu o documentário, SharkWater dirigido por Rob Stewart. É sobre a atual matança dos tubarões para alimentar a máfia das barbatanas usadas para as sopas de alguns países asiáticos. São vendidas a peso de ouro naqueles mercados mas criam uma indústria da pesca em vários lugares do planeta extremamente cruel, pescam os tubarões, tiram suas barbatanas com os bichos vivos e os jogam de volta ao mar para morrer. O Equador liberou a pesca de tubarões em Galápagos, seu território. Além da covardia e brutalidade, há um problema em potencial que é o desequilíbrio marinho nessas regiões que pode afetar inclusive o aquecimento global. Assistam. http://www.sharkwater.com/synopsis.htm
Olha, gente, dizer que se trata de blog já há muito deixou de ser licenciamento para falar bobagem. Há blogs e blogs, como todos sabemos.
E é, sim, lamentável que um jornalista respeitado ainda caia na armadilha de caracterizar fisicamente uma mulher de destaque na política, economia etc. Aqui em casa o nome disso é machismo.
E replicar a qualquer reparo de mulher sobre o fato argumentando que lhe faltam atributos físicos e homem que a satisfaça sexualmente também é machismo.
Fico surpreso com o fato de se adotar esse tipo de idéia sem maiores críticas. No fundo, essa política de créditos de carbono é compensatória, não muda nada de fato, embora alardeia mudanças de direito.
Como se fosse dar soma zero tirar 1 daqui, para conservar 1 lá. A soma dá sempre -1
No fundo, não é a melhor política, essa de créditos. É apenas a menos pior, mas que no fundo não afeta os princípios e preocupações que a fizeram surgir.
Ela roubou essa ideia de um open quando eu sugeri que exatamente isso fosse feito na Amazônia e todo mundo riu da minha cara.
Viu? Viu? :P
Bela se comparada à Dilma, né PD? Não achei bela não…
Ana, jamais insinuei que blogs não sejam sérios. Disse que são informais. E são.
Aqui em casa, que nos EUA não há empregada, quem lava a roupa sou eu. Quem faz a cama todo dia, também. E quem cozinha com freqüência.
Meu comentário não foi machista. Apenas corresponde a um estereótipo de machismo que acha absurdo que um homem considere uma mulher bonita e o diga. Eu olho para algumas mulheres e as acho bonitas e, com alguma freqüência, esta é a primeira coisa que me vem à mente. Se eu fose gay, talvez tivesse esta reação com homens. Se eu fosse mulher, talvez não tivesse essa reação.
Não fiz nenhuma relação entre competência e beleza, inteligência e beleza. Nada. Até porque não há relação. Mas que beleza ajuda na diplomacia, ajuda. É fundamental? Não. Se você quer pensar que é um absurdo, pode achar. O mundo não vai mudar por causa disso.
Ana, claramente você é feia e seu marido é machista.
Ok, próximo.
A idéia é ótima, espero que a minista obtenha sucesso.
A mim o que entristece é constatar que tanto brasileiro ainda não tenha sequer um mínimo de informação sobre a importância desse tipo de proposta. Será que nunca ninguém ouviu falar do Debt for Nature, que já tem uns trinta anos? Versões novas da mesma proposta vão surgindo, menos mal.
Esse desconhecimento acho que reflete o que acontece no governo, que não tem estratégia alguma com relação a uma das mais ricas biodiversidades do planeta. Aqui no Brasil, natureza não é riqueza, é estorvo…
Sim, o Equador tem mesmo histórias bem feias, como essa dos tubarões. Mas nós temos essas, o dobro dessas e ainda um orgulho besta de “crescer” destruindo…
olha, essa Ana ai em cima não sou eu não!!!
e como dizia Vinicius, “Que me perdoem as muito feias, mas beleza é fundamental!” Concordo plenamente com o Vina e com o PD!
Bom, acredito que ela tenha feito uma inversão de valores com uma intenção pura e simples preservacionista o que é louvável.
Agora se é exequivel ou não isso já são outros 500…
Se ela tivesse saido oferecendo a reserva a preço de banana não ia causar impacto nenhum.
Quem quiser investir em créditos tipo mercado futuro ela tem e ponto.
E ela ser bonita ajuda muito, só não acredita quem não é chegado à fruta…
http://www.residences-secondaires.com/annonces/maison-loir+et+cher-centre-france/55358-2/
Achei genial a proposta da ministra equatoriana, se der certo deverá ser um exemplo a ser seguido. No entanto, acredito que, numa possível não implantação, a venda de crédito particular de dióxido de carbono não seja uma boa idéia, pois tem a intenção de atrair ambientalistas, mas não se sabe até quando eles seriam capazes de enfiar a mão no bolso para isso. Além do que deveria ser dada alguma certeza de segurança para que, se caso houvesse um boom no preço do petróleo, fosse assegurada a estabilidade da região. O Equador é um país pobre e depende muito sócio-ecomicamente do petróleo e a compra particular dos créditos parece ser insustentável.