Os melhores filmes brasileiros
Está impecável a lista dos melhores filmes brasileiros de todos os tempos feita por Luiz Biajoni e Rafael Galvão. A discussão sobre que filmes incluir, e quais tirar, nos comentários, tem bons pontos.
Pessoalmente, eu puxaria Bye-Bye Brasil para o topo da lista. É o filme que Glauber Rocha passou a carreira tentando fazer e jamais conseguiu, uma síntese perfeita do país que o Brasil foi um dia.
Eu também sacaria da lista Tropa da Elite e substituiria por Terra Estrangeira, do Walter Salles.
Senti séria falta de Cabra Marcado para Morrer, de Eduardo Coutinho. (Podemos tirar Redentor para isso.) Por razões emocionais, incluiria Podecrer!, de Arthur Fontes, um filme absolutamente modesto mas, por sua discrição, uma graça. (Além do quê, retrata minha cidade naqueles inícios de anos 80, em que esperança havia de sobra.) E cogitaria listar Pra Frente Brasil, de Roberto Farias.
Excelente lembrança dos dois é Todas as Mulheres do Mundo, de Domingos de Oliveira, que de fato é brilhante.
Ainda sobre o assunto:
- Dez filmes A Cristina, do Contra Capa, convida à escolha de 10 filmes que marcaram de forma pessoal. É uma lista difícil....
- Os filmes que aprendi com minha mãe Persona ...
- Os filmes que aprendi com minha mãe Janela indiscreta ...
- Os filmes que aprendi com minha mãe Deus e o diabo na terra do Sol ...
- Os filmes que aprendi com minha mãe Juventude transviada ...



E “Desmundo” (2003), dirigido por Alain Fresnot, onde fica? Putz, aquilo é que é filme… elenco, produção, fotografia… tudo perfeito.
vcs esqueceram de DEUS É BRASILEIRO e sua linda fotografia………
E “Desmundo” (2003), dirigido por Alain Fresnot, onde fica? Putz, aquilo é que é filme… elenco, produção, fotografia… tudo perfeito. Enfim, trata-se de uma obra prima do cinema nacional, de que pouco se falou.
Não Tatiana, um filme não é considerado comercial por nada disso, ele é considerado comercial quando repete a exaustão a formula Hollywoodiana de filme de ação, daí o filme ser um sucesso devido ter um publico pré disposto a considerar esse tipo de filme bom, por ser um cinema para entretenimento, assim como existe musica para dançar e algumas que não são feitas propriamente para isso, que levam a alguma reflexão, em suma, não que seja propriamente ruim, tem até algumas qualidades, mas não trazem nenhuma proposta, fica a impressão que é um filme estadunidense feito no Brasil, também não é necessário ser um pé no saco para ser um filme inteligente.
Pra dar uma de inteligente é legal dizer que “Tropa de Elite” não é bom. E alguns vão na onda. Não que eu duvide da sinceridade do blogueiro, mas que muita gente é assim, ah, isso é. “Bicho de Sete Cabeças” deve estar nessa lista. E os “Saltimbancos Trapalhões” também, porque, desde a trilha sonora (Chico Buarque) ao elenco (Trapalhões, que não eram sociólogos, apenas faziam rir), tinha o melhor da nossa época para as crianças. E esse gênero, o infantil, merece respeito. Abraço!
ninguém lembra da obra-prima de marcos prado e josé padilha, linha 174. ou mesmo de estamira, solo do marcos prado. nem de os cafajestes (ruy guerra). é óbvio que cagam pra limite - miopia.
Ilha das Flores de Jorge Furtado em primeiríssimo lugar… Filme genial!!! Deixa o Michael Moore no Chinelo.
Cidade de Deus eh um baita dum filme, visual extraordinário, trilha mto boa. Inesquecível! Fernando Meireles eh para mim o melhor cineasta do momento!!! (Ensaio sobre a Cegueira eh brasileiro… com elenco gringo)
For All - Trampolim da Vitória eh engrassadíssimo… Só não sei quem eh o diretor…
Do Cacá Diegues soh gostei do Deus eh Brasileiro… Mas nada de extraordinário…
Fodam-se os intelectuais o resto eh tudo uma grande merda..
Glauber Rocha… AFFFF
Esse post aqui ficou estranho pra caramba… tô saindo de fininho…
Obrigado, Tatiana, pelo elogio.
Um detalhe: não foi a proposta do filme TROPA DE ELITE discutir todas as causas da criminalidade (até porque se fosse assim ele teria 10 horas de duração). Ele apontou apenas algumas: financiamento por parte dos playboys da zona sul, gente graúda da politica indicando cargos na polícia, direcionamento político (visita do papa) para as incursões policiais ( o filme não mostra essas incursões como solução, muito pelo contrário). Assista o filme sem preconceito e vc perceberá que o capitão nascimento não é o “herói” hollywoodiano….
Quando o amiguinho de cima disse que é um filme que não leva à reflexão, que não traz NENHUMA proposta pensei: espera aí!! NENHUMA PROPOSTA???
Nunca tinha visto um filme que retratasse de maneira tão verdadeira a corrupção policial e moral da nossa sociedade.
Se isso não causa nenhuma reflexão e não traz nenhuma “proposta” não sei o que mais traria….
1) Alba, #30, só você para lembrar de “Dois Córregos”. Também gostei, para valer; imagens na memória afetiva são um bom sinal. 2) Vou radicalizar: faltou “Nelson Freire” , o documentário. Além dos motivos expostos pela MK, #25 (”qualquer coisa com Nelson Freire tocando piano é boa”), o filme ainda tem a Martha Argerich e o Salles o estrutura com uma clareza afim à do muito mineiro-carioca NF. 3) “Auto da Compadecida”: não assisti à série da TV; alguém aí diz que é muito melhor, mas o filme respeita Suassuna. Achei excelente. 4) Na mesma categoria pessoal, talvez das melhores coisas brasileiras que vi na tela grande, inscrevo o incontornável Central do Brasil, felizmente na lista. 5) Lembraram do Klotzel, claro, “Marvada Carne”. Então ficaria over, mas as “Memórias Póstumas de Brás Cubas” que ele filmou bem que merecia estar entre os 25. Conseguir roteirizar (ou trabalhar com quem roteirizou) e encadear seqüências que respeitam Machado de Assis - o camarada é um craque. 6) “Lavoura Arcaica”, para mim, ainda que tenha seqüências marcantes, ficou largamente aquém do Raduan Nassar. Sinal do quanto o livro tem de excepcional. E não está mesmo na lista. 7) Memória afetiva? Pois é, de vez em quando concordo com o PD. “Bye Bye Brasil” é um grande filme, algo como um Glauber do outro lado do espelho, terno e bem humorado. 8) A “Casa Assassinada”, do Saraceni: não está na lista, mas vale ser lembrado. Desigual, mas tem seqüências de grandeza dolorosa, com Marília Pera; baseia-se em livro do notável Lucio Cardoso, e se não me engano a trilha é do Jobim. Que aliás incluiu uma espécie de suite da Crônica da Casa Assassinada naquele disco clássico dos anos 70 em que saiu Águas de Março.
Ricardo,
Há coisas realmente tocantes no nosso cinema, embora algumas sejam, sem dúvida, memória afetiva pessoal. Não vou comentar toda a sua lista, mas considero Bye Bye Brazil alguma coisa tipo mágica, pensando a nossa realidade naquele momento. Também gosto véri mátch de “Pra frente Brasil”.
E, pra ficar no Reichenbach, não esquecer o sensível “Anjos do Arrabalde” - sobre a minha humilde profissão.
Mas, claro, Hirszman me fez sair em lágrimas do cinema com “Eles não usam Black-Tie”.
Vou me atrever a comentar, ainda que não seja tão conhecedora de cinema quanto alguns aqui demonstram ser. Não faço a defesa so Auto da Compadecida na lista pq acho que ele vai muito além disso. O seu grande valor é o texto, e me desculpe quem escreveu, lá no blog da lista que é uma linguagem de TV. O livro é todo escrrito em linguagem teatral, narrado em 1ªpessoa, linguagem irretocável do Suassuna. Nem precisa carregar um Barreto , Sales ou Rocha nas costas pra fazer maravilhas com ele. É como “Dom”, cujo texto, cuja história, são fantásticos. O filme poderia ter sido maravilhoso, mas acho que a atuação do Marcos Palmeira foi medíocre, pra ser educadinha. Lavoura Arcaica, Abril Despedaçado e Bicho de Sete Cabeças merecem, ao meu ver, estar em quaqluer lesta de bons filmes nacionais. Central do Brasil tem o seu valor sentimental e comercial, por ancorar o cinema nacional para o mundo dos “grandes”, mas acho que isso se deve muito mais à Fernanda Montenegro, afinal, O quatrilho também foi e eu o acho uma droga. O que é isso Companheiro? deveria se chamar “Não é nada disso, companheiro”. É um verdadeiro equívoco histórico, mas que não poderia ser de outra maneira, visto que, mesmo sem censura, as forças armadas parecem ter dado uma “força” pro filme… Acho O Homem que Copiava cansativo, texto chato, lento… Também foço reverência aos Saltimbancos e à trupe na Serra Pelada… Lisbela e o Prisioneiro foi frustrante. Excecão apenas para a atuação engraçada do Bruno Garcia e da brilhantíssima participação do Marco Nanini. Cronicamente Inviável é um dos filmes mais duros e cruéis que já vi, mas acho que tem um bom valor. Ainda bem que lembraram de A Marvada Carne… Mas enfim..lista é lista…
Comentei lá no blog deles que, mesmo achando que não faz muito sentido ficar “discutindo lista” (já que é um negócio pessoal, cada um faz a sua etc), gostei bem mais da lista do Tiago, acho que ela é composta por filmes bem melhores, na média.
Isso dito, Pedro, acho meio difícil de concordar com o comentário sobre Bye Bye Brasil e o Rocha. Bye Bye Brasil, goste-se ou não (eu gosto, mas sem grande empolgação), é um filme muito mais melancólico, mais conciliador e menos confrontador do que o baiano defendia, além de ter um final meio populista demais.
De todo jeito, bem legal saber que esse blog agora também vai tratar de filmes.
Crônica da casa assassinada foi um dos livros mais desesperantes que já li na minha vida. Nem consegui terminar de ler, se não me falha a memória. Enfim, sentia uma vontade enorme de tocar fogo naquela casa com aquelas pessoas lá dentro. Não vi o filme, não posso opinar.
Até agora o que deu para concluir é que Eles não usam Black-tie é uma lacuna da lista, já que apareceu em quase todas as listas alternativas.
Abril despedaçado, Bicho de sete cabeças e Lavoura arcaica também. Não vi o último, porque não consegui engatilhar a leitura do livro, donde nem pensei em ver o filme. Foi interessante, comprei o livro, cheguei em casa com fome de Lavoura arcaica. Daí “garrei” nele, li duas páginas e larguei sem direito à revisão de sentença. Nem sei, nem me lembro porque.
Poderíamos fazer a lista dos filmes que levaríamos, com um dvd e uma televisão 40 polegadas, plasma e um gerador bacaninha e suprimento infinito de gasolina ou diesel, caso naufragássemos em uma ilha deserta.
Depois faríamos a mesma lista mas com livros.
William, meu comentário respondia as perguntas da Tatiana, do que caracterizava um filme essencialmente comercial, não me ative a nenhum filme em especial muito menos ao filme Tropa de Elite, não que ele não seja comercial, é sim, só que ele traz em si alguns detalhes até interessantes, o engraçado é que assim como você não entendeu um misero comentário meu, também não entendeu o filme, o que é surpreendente no filme sequer é isso que você coloca, como um retrato da falta de moral da nossa sociedade, trata-se de um problema localizado de um setor da burguesia, a sociedade somos nós e minha moral e da maioria não está retratada de forma alguma no filme e quanto à corrupção policial, quase todos os filmes policiais brasileiros, retratam isso, de forma caricata na maioria das vezes, não é nenhuma novidade. Então qual é a proposta? Veja como o protagonista, vive no fio da navalha, entre ser um herói, matador (na verdade ele propriamente, por incrível que pareça, não mata ninguém) e um cara em crise depressiva, querendo viver, criar seu filho como qualquer um. Ele sabe que não é nada mais que uma cerca, que tenta impedir a expansão total da bandidagem, mas está consciente que é uma guerra sem vitoriosos. Já que isso nunca irá acabar ele quer viver a vida dele, mas não sem colocar outro cão de guarda a sua altura no lugar…
A coragem de mostrar esses conflitos, de forma crua, de dentro pra fora, é que torna o filme interessante.
em tempo, “amiguinho” é o apelido do meu cazzo…
Sem numeração porque todos são bons, seguem os 25 melhores filmes nacionais em minha modesta opinião
Terra em Transe — Glauber Rocha
Anjos do Arrabalde — Carlos Reichenbach
Pra Frente, Brasil — Roberto Farias
O Bandido da Luz Vermelha — Rogerio Sganzerla
Bye Bye, Brasil — Cacá Diegues
Rio 40 Graus — Nelson Pereira dos Santos
Eles Não Usam Black-Tie — Leon Hírzman
Limite — Mário Peixoto
Copacabana Me Engana — Antônio Carlos Fontoura
Sargento Getúlio — Hermanno Penna
Terra Estrangeira — Walter Salles Jr.
Cidade de Deus — Fernando Meirelles
Rio Babilônia — Neville de Almeida
Madame Satã — Karin Aïnouz
Dona Flor e Seus Dois Maridos — Bruno Barreto
Toda Nudez Será Castigada — Arnaldo Jabor
Macunaíma — Joaquim Pedro de Andrade
Um Céu de Estrelas — Tata Amaral
O Bom Burguês — Oswaldo Caldeira
O Pagador de Promessas — Anselmo Duarte
A Hora da Estrela — Suzana Amaral
O Invasor — Beto Brant
Todas as Mulheres do Mundo — Domingos de Oliveira
Amarelo Manga — Claudio Assis
Índia, A Filha do Sol — Fábio Barreto
MK, também não li a “Casa Assassinada”, mas pelo filme dá para entender ao que você alude. Um fogo purificador caía bem naquela turma. O disco do Jobim, acabo de ver, é o excepcional Matita Perê e a suite, que por algum motivo não consigo lembrar no filme, inclui por exemplo “Chora Coração”. “Lavoura Arcaica” eu li. É trágico para valer. Filmá-lo é como querer colocar Eurípedes na tela. Às vezes dá certo (sei lá, Ifigênia em Aulis, do Cacoyannis) e às vezes - mas nisso vai muito de pessoal - fica muito do lado de cá da fronteira do apolíneo.
Pedro Dantas: 1) “A Hora da Estrela”; excelente, muito bem lembrado. 2) Por causa da Alba e por aparecer também na sua lista, qualquer dia buscarei (não conhecia) e arranjarei tempo de assistir ao “Anjos de Arrabalde”. 3) Antes tem um filme indiano que preciso parar e aprender a baixar do torrent…
“A marvada carne”…
Filme non sense, péssimo roteiro quase infantil…uma criança de 5 anos poderia ter escrito aquilo. Um homem quer comer carne de boi (!!!) e uma mulher quer casar(!!!).
Dificil entender aquela linguagem cinematográfica como comédia…nem mesmo para televisão poderia ser aproveitada…sem gags, sem situações constrangedoras, sem surpresas, confusões, sem curiosidades…apenas cenas entrecortadas e mal editadas pretensamente engraçadas…mas que na verdade são ridículas para qualquer objetivo.
Apenas três cenas puderam manter a lembrança de filme tão ruim: a mulher diaba (Regina Casé) foi a única cena pitoresca…diferente…a cena do “afogamento da imagem de santo antônio” e o personagem masculino fugindo (cena final) com um pedaço de carne na mão.
Ridículo repito.
Aliás…este filme tinha uma péssima sonorização, como aliás é muito comum em produções nacionais.
Mesmo que alguns filmes antigos nacionais supracitados tivessem um bom roteiro e bons atores(ex: bye bye brasil), a péssima produção repito (fotografia, som, cenografia etc) acabam por … um momento.
Puta que pariu. Filmes da década de 50 americanos tem cenografia, sonorização, edição, fotografia, etc.etc INFINITAMENTE superiores aos nacionais da década de 70/80/90.
Recentemente apenas a produção nacional melhorou quando observamos a qualidade técnica e de produção.
Agora, é óbvio temos grandes escritores com belas estórias, cito por exemplo:
“Dona Flor e Seus Dois Maridos”
Puta que o pariu que obra maravilhosa, tanto na literatura, quanto nos filmes e adaptações para a televisão que a globo produziu.
Sublime e pitoresca estória. Riquíssima em aspectos regionais e culturais, trilha sonora maravilhosa, fotografia belissima, cenografia exuberante…enfim, a bahia é explorada magicamente como se estivéssemos lendo o livro. Atores maravilhosos (Sonia Braga, Zé Wilker, Antonio Mendonça, Zezé Mota, etc..)
A globo produziu lembro bem minissérie com Giulia Gam, como Dona Flor. Maravilhosa.
Alias falam muito mal da Globo, mas é uma empresa maravilhosa que desenvolveu um padrão de qualidade imitado no mundo inteiro. Ninguém faz novela como a Globo, a qualidade é incrível (e olha que eu odeio novela)
Porra mas quanta merda louvaram aí em cima…
“A marvada carne” putz!!!!!!
Dino, meu amigo (chamo-o de amigo porque o mundo precisa muito de amor, não concorda?)
A Tatiana se referiu ao filme TROPA DE ELITE em seu comentário, e vc respondeu àquele
comentário. Pensei que você estivesse se referindo ao mesmo filme, mas vejo que devo
ter me enganado.
Não leve para o lado pessoal minhas palavras. É apenas minha opinião, não quis ser
ofensivo. Te chamei de “amiguinho” porque li um monte de comentários e fui citando
o que me lembrava, mas não me lembrava especificamente do seu nome.
Pelos seus comentários deu pra entender duas coisas:
1- Que, assim como eu, apreciou muito o excelente filme do Padilha.
2- Possui um poder de interpretação cinematográfica muito superior ao meu.
Impressionante! A partir do seu comentário percebi coisas sobre o filme que nem
passaram pela minha cabeça antes!! Muito obrigado pelo esclarecimento!
Vou até assistir o filme novamente para perceber essas nuances!!
Fica frio, mano. E lembre-se do que Confúcio disse:
“O maior prazer de um homem inteligente é bancar o idiota diante do idiota que quer bancar o inteligente.”
Abraços!
Em tempo, as perguntas da Tatiana eram retóricas.
marcelo zona sul! imperdivel!
William, retórica ou não, aposto um prego torto que a maioria das pessoas classificam um filme como essencialmente comercial, pelos critérios colocados por ela, ou seja, tem ator da Globo, é comercial, deu uma boa bilheteria, pronto, é comercial e por aí vai…
Quanto ao Tropa de Elite, o que agrada a muitos e desagrada a outros tantos neste filme, é que foi adotado um ângulo inédito na condução da história: A cabeça de um policial, ou seja o mundo visto da perspectiva e interpretado por um policial militar, mas não como instituição, como ser humano. Isso confunde um pouco as pessoas, fica parecendo apologia à violência, a tortura. É o inverso de um hap dos Racionais MCs, por exemplo, que tentam mostrar o mundo pela visão de um traficante, um presidiário, um favelado e muitos acreditam estarem fazendo apologia ao crime. Isso é o que faz o filme ser marcante e levar ao debate. Se bem que como o filme ficou muito popular e fez sucesso entre a direita babante, que quer ver favelado sifu… Ficou mais interessante aos intelectuais taxa-lo de comercial e etc, do que debater sobre os méritos…
Na verdade não é o inverso e sim semelhante…
O ângulo de visão é que é inverso…
Alba e Pedro Dantas, boa lembrança a de “Anjos do Arrabalde”. Eu o colocaria na lista tranquilamente.
“A Marvada Carne”, que é um filme bastante simpático, eu acredito que entrou como uma espécie de homenagem às comédias caipiras de Mazzaroppi.
Aliás, as comédias caipiras, as chanchadas e as pornochanchadas tiveram o mérito inegável de criar um público de cinema no Brasil.
Esse público poderia ser cativado com filmes de outra temática, mas acessíveis e comunicativos, tipo policiais ou comédias românticas.
O que também não impediria a produção e desenvolvimento daqueles filmes tidos como ‘mais difíceis’, os com temática política/sociológica/filosófica.
Num país com público e indústria cinematográfica há espaço para tudo isso. Mas, temos esses dois aí em cima, ou a síndrome Embrafilme está inescapavelmente no sangue do cinema brasileiro?
Para finalizar, às vezes dá a impressão de que tudo o que vem à lembrança deve ser incluído. Me parece que isso demonstra que se dá com o cinema brasileiro o mesmo que na apreciação do rock tupiniquim (ou tupinambá): complacência estética, um ‘dá um desconto aí’.
Lembrei de uma coisa. A melhor coisa de Deus é brasileiro (sou alérgica ao Antônio Fagundes também), é a trilha sonora. Espetacular!!!
Antonio Fagundes tem a convicção granítica de falar com um pedaço de rapadura na boca é estilo de interpretação.
“… de que falar…”
Imagine o meu desespero ao descobrir que a versão da Marcha dos Pinguins era dublada e que eu teria direito à Patrícia Pillar E Antônio Fagundes como pinguins apaixonados?
E como culminância do evento, uma voz de idiota falando “pinguim jovem”… Aquele filme deveria ser incinerado em praça pública…
Ah uma lista dos filmes que você daria a seus inimigos???
[...] Para ver Eu, que não conheço o cinema brasileiro tão a fundo, fiquei na curiosidade sobre a lista de Rafael Galvão e Biajoni com 25 grandes filmes brasileiros. Só vi 3, que creio serem os mais populares (Cidade de Deus, Tropa de Elite e Central do Brasil). Para ver como estou bem. Pretendo começar por este, destacado também por Pedro Dória. [...]
quero saber se voces tem ou conhece alguem que possa me vender os seguintes filmes:maria bonita,rainha do cangaço de 1968 de miguel borges, o ultimo cangaceiro, o cangaceiro sem deus, o primo do cangaceiro, tres cabras de lampiao, entre o amor e o cangaço, os cangaceiros no vale da morte, lampiao, orei do cangaço de 1959 de found andeaos ,nao confundir com um do mesmo titulo de carlos coimbra de 1962. eu sou pesquisador doi cangaço. se voces puderem me indiquem alguem pu e-mail de quem tenha, pelo menos um desses.aguardo.marcelo cordeiro do r.j.
Os meus preferidos:
O caso dos irmãos Naves,Pixote,Lucio Flavio o passageiro da agonia,O homem que virou suco,Iracema uma transa amazonica,Vidas secas,Assalto ao trem pagador,A estrela sobe,
Pra frente Brasil,Memórias do carcere,entre outros
E o que me dizem de PIXOTE? ninguém lembrou?
Bom Dia
Goataria de uma ajuda de vocês; indicar fontes(site,blogs ou tel/email do diretor ou produtor)do filme Anjos do Arrabalde de Carlos Reichenbach.
Estou desenvolvendo um trabalho na secretaria dá saúde do Estado da Bahia na área da saúde do trabalhador usando filme como estratégia pedagógica.
Procurei este filme em locadoras, no mercado e não encontrei.Grata, fátima falcão
Alguem conhece alguns filmes do crime adaptados dos libro além do O Invasor, O homen do Ano, Cidade de Deus e Topa de Elite?Por favor da me uma dicas por estou apresado para achar mais exemplos. Obrigado.
Alguem conhece alguns filmes do crime adaptados dos libro além do O Invasor, O homen do Ano, Cidade de Deus e Tropa de Elite?