RT @MarceloBranco: lamentável! Igual ao Sen. Azeredo do PSDB aqui RT @portalr7: Chávez diz "internet não pode ser uma coisa livre" http: ... 2010/03/15
@stefaniegaspar O caderno de música estreia no sábado que vem. 2010/03/14
Casa boa pra construir em lugar onde ocorre enchente né?
Muito bonita, muito ecológica mas, num período de seca se houver incêndio vai prô saco rapidim.
:-)
7
Mama Killa
11/9/2008 - 07h58
Linda, parece as casinhas daqueles bichinhos peludos do filme do George Lucas, goomies, ou sei como se chamam.
Lindo o matagal em volta. Cheio de aranhas de 50 cm de diâmetro, centopéias, lacraias, mosquitos transmissores de leishmaniose, malária, dengue, febre do nilo, encefalite asiática, doença do sono, etc…
Eu só quero 200 m² (por causa de meus tarecos) em plena urbe. Só aqui sou capaz de esquecer de tudo. Que o mato fique todo para quem gosta dele. Deve ser ótimo conseguir viver longe de tudo.
8
Mama Killa
11/9/2008 - 07h59
200 m² ali no lugarzinho da imagem do Pax. Vou fazer uma horta hidropônica no terraço e plantarei minha manjerona e sálvia.
9
caceta bobo pra caceta
11/9/2008 - 08h09
exemplo babaca de eco rico que quer ter “contato com a natureza”…cruzes!
10
Marcus
11/9/2008 - 08h34
Talvez não seja uma questão de isolamento ou de eco rico. Mas de liberdade…
11
João Daltro
11/9/2008 - 10h14
Como já foi dito, muito Tarzan pro meu gosto. Embora, se ainda me lembro de minhas leituras dos 10 anos, Tarzan nunca mourou numa casa na árvore; depois que abandonou a macacada, dividia seu tempo entre o palácio na Inglaterra (ele era conde) e uma fazenda na África. E quando venta? Será que essa casa sacode junto com as árvores? E o esgoto? Cai na cabeça de quem estiver passando por baixo? Só pra fazer a passarela de entrada cortaram umas 20 árvores. Ainda bem que os romanos inventaram a cidade grande, o apartamento e a fast food!
Gostei da nova seção.
12
Alba
11/9/2008 - 10h30
João Daltro,
Você está certo. Pelo que me lembro, o Tarzan quando bebê, morava numa cabana construída pelos pais, náufragos em não lembro mais que parte da África. Um dia, o pai, desconsolado pela morte da mulher, escreve dos seus sentimentos num diário e esquece a porta aberta. É o suficiente para os macacos entrarem e só pouparem o tarzanzinho, porque uma fêmea acabava de perder seu filhote e resolveu adotá-lo.
Depois ele cresceu, descobriu que era nobre e coisa e tal e continuou a explorar o trabalho dos negros nas suas propriedades. Com todas as visões colonialistas, era bem divertido ler o Tarzan!
Mas a casa é bonita, embora eu ache que as questões de infra-estrutura que você aponta devem ter sido resolvidas. Tem jeito de construção cara, némêss??
E também gostei da nova seção.
13
Mama Killa
11/9/2008 - 11h49
João a casa não tem banheiro. O rio passa logo ali. Para que banheiro? Nem pia na cozinha, e talvez nem cozinha. Faz tudo ali, na margem do rio.
14
marco
11/9/2008 - 11h55
Alba, João Daltro, caros
Noes meus tenros anos li todos os livros do Tarzan.
Um casal de nobres ingleses morre na África
( macacos não tem nada a ver com o caso )
Deixa um bebê que é criado com todo amor por uma gorila.
E assim Tarzan cresce.
Chega a adolescencia imaginando que é um gorila também.
Se apaixona pela macaca Kala, mas a coisa não evolui por motivos óbvios.
Tarzan ( tar= homem zan= branco ) entra em depressão. Crise de identidade. Ele percebe que não é como os outros macacos. Quem é ele?
( essa resposta será respondida quando ele encontra Jane perdida na floresta, e quando vê de longe seus semelhantes ( africanos, de quem Tarzan se tornou amigão…) ) )
Tarzan nunca teve fazenda, escravos, nem ao menos plantou alguma coisa, o negócio dele era viver feliz na selva onde nasceu.
E também nunca teve uma chipanzé chamada Cheta, isso é coisa de Hollywood e das revistas de história em quadrinhos.
O que aconteceu com o homem das selvas é que cada um que comprava os direitos da obra fazia o que queria com a história.
No último filme que assisti era era um cara meio depressivo, meio gay…
fora isso tudo bem.
abraços mil,
ma
Na cabana encontra uma faca. E com ela consegue se impor ás piores feras das selvas.
Inclusive Numa (o leão) que sempre leva a pior em combate com aquele estranho ser,( pensa Numa,) o único da floresta que não foge quando é atacado….e que após matar o leão dá o terrivel grito que os grandes macacos dão quando vencedores de um combate mortal ( vem dái o famoso grito do Tarzan no cinema)
Tarzan nunca teve fazenda
15
marco
11/9/2008 - 11h57
saiu truncado…desculpem…
16
Leave a Comment
11/9/2008 - 12h19
Só elogios. Para a seção,
para a construção, que pode muito bem preservar o contato direto com a natureza e o conforto.
A estrutura mostrada no numero 2, é interessante. Assisti um programa onde alguns cientistas propuseram que os topos dos arranhas-ceus fosse usado para jardins, contribuindo com a natureza e a temperatura das grandes cidades.
Em outra abordagem, desta vez em uma cidade asiática, um cientista defendia e já aplicava em vários prédios a sua versão de hidroponia.
O fato é que precisammos da natureza, e este uso do ambiente natural nas grandes cidades, só nos faz bem.
Sobre o tarzan, conforme nos explicou o 14, tinhamos para voces terem uma idéia, uma série de livros , só textos, traduzidos, em formato de enciclopédia(só o formato), com a história do tarzan. Nunca li. Mas eram vários livros, uma obra grande.
Li apenas um quadrinho de luxo, também em formato grande, capa dura, tipo enciclopédia, onde havia aquela família inglesa…lembro de motim no navio, lembro de piratas, de naufrágio e da cabana…lembro do falecimento da esposa no parto, ou vítima de alguma doença tropical…um drama, e excelente desenhos.
…lembro da angústia e do desespero do pai de tarzan, e gorilas invadindo a cabana e matando o pai. Neste momento, Ka-la, pega o bebê que chorava no berço e no lugar coloca seu filhote macaco, que havia morrido, antes do gorila alfa mata-lo.
Leave a Comment, a memória me traiu. Realmente Kala era a mãe macaca do Tarzan.
A namorada que o pretriu por um outro gorila tinha outro nome que se perdeu nas brumas da memória…
Jõao Daltro, Alba, desculpem.
Mas de uma coisa tenho certeza: Tarzan nunca teve uma fazenda ou escravos. Pelo contrário, ele representa a liberdade, uma vida sem relógio, roupas, celular, escritório e outras coisas chatas.
abs,
ma
19
marco
11/9/2008 - 12h59
preteriu …hoje tá difícil…
20
RW in Miami
11/9/2008 - 13h55
Pra quem gosta de arquitetura e design, sugiro o site da Dwell: http://www.dwell.com
21
Mama Killa
11/9/2008 - 14h01
Imóvel no Meyer, com esse nome, Protógenes, deve ser herança da família. E no Meyer, com Y e tudo, nada merece ser chamado de imóvel… Nem sei porque cobram IPTU naquelas bandas. Um dos lugares mais feios do mundo.
Eu, loura, linda poderosa e vitaminada, que só atravesso túnel em último caso.
É impressão minha ou tem luz elétrica nessa casa?!?!?!?
26
Alba
11/9/2008 - 15h17
marco,
Eu li toda a coleção do Tarzan. E, bom, sobre a fazenda, não esquecer que ele era John Clayton, Lord Greystoke, par do reino (aliás, esse é o título do último filme que vi sobre o assunto, com o cara que fez Highlander. Achei que a adaptação foi bem fiel). Num dos livros, não lembro qual, o enredo começa com a fazenda sendo invadida pelos alemães, que tinham colônias pela vizinhança e sequestram a Jane, Lady Greystoke. Isso pouco antes da Primeira Guerra, que logo é declarada e aí complica tudo.
Mas pra resumir, o suspense todo ficou por conta do Tarzan voltar pra jângal (senpre achei pândega essa palavra) e tentar recuperar a mulher, que ninguém sabe se foi morta ou não. En passant, derrota o exército alemão, com a ajuda de feras várias, inclusive Tantor, o elefante.
Bem, os negros que trabalhavam pra ele não eram escravos, mas em se considerando o colonialismo na África e a prosa do Rice Burroughs, SEMPRE são descritos como inferiores.
Fico bem curiosa sobre se uma nova edição do Tarzan teria que passar por algum tipo de crivo politicamente correto, considerando a eleição do Obama e coisa e tal. :)
Abraço
27
João Daltro
11/9/2008 - 16h35
Caros Marco e Alba.
Engraçado essa casa ter despertado um papo sobre o Tarzan e não sobre arquitetura. Vamos, então, falar do homem-macaco. Tarzan não foi criado por uma gorila, mas por alguma coisa que o Edgar Burroughs chamava de grande antropóide e que, óbvio, nunca existiu. O gorila também era vilão na história, Tarzan ainda menino quase foi morto por um, salvando-se graças á citada faca que achou na cabana dos pais. Kala não era a namorada dele, era a mãe, e a menos que as complicações édipo-freudianas funcionem também para a macacada é pouco provável que ele tenha se apaixonado por ela.
O Tarzan só vive na selva, no melhor estilo simiesco, no primeiro livro, Tarzan of the Apes, ao final do qual ele encontra a Jane e parte para a civilização. No segundo livro, The Return of Tarzan, ele chega a pensar em retornar para a macacada, mas desiste, porque reencontra a Jane e se casa. Em todos os outro livros, com exceção de um, Tarzan é proprietário de uma grande fazenda na África (num país indefinido), na qual trabalham os Waziris, tribo que ele conheceu no segundo livro e da qual se tornou chefe.
A exceção acima citada é Jungle Tales of Tarzan, um apanhado de historinhas em que um Tarzan juvenil satisfaz, provavelmente, a vontade do público de vê-lo novamente macaqueando de cipó em cipó.
Os livros de Tarzan foram todos traduzidos, por grandes escritores brasileiros, para a Cia. Editora Nacional, uma de nossas melhores editoras, descendente da editora fundada pelo Moteiro Lobato (Editora do Brasil), e que acabou no rastro de barbárie deixada pela ditadura de 64. O Edgar Rice Burroughs, além de nada saber sobre a África, era extremamente racista, seria curioso ver como seus livros seriam encarados hoje.
Mais curioso ainda é ver como eu me lembro de livros que li há séculos e não consigo me lembrar de um livro que tenha lido ontem. Concluo que o cérebro só funciona bem mesmo quando novinho. Um abraço.
28
marco
11/9/2008 - 16h41
Alba, caríssima,
Na época que li….Tarzan era sinônimo de liberdade total, de sonho, de herói acima de qualquer suspeita.
Ele era superior a todos os animais da floresta.
O Rei das Selvas.
Não consigo esquecer a narrativa genial do Edgar Rice Burroughs quando do ataque de Numa, o Leão, áquela estranha criatura parada no meio da savana africana, sem fugir, como todas as outras que Numa atacava.
Enfim, pensava Numa enquanto corria, vou estraçalhar essa coisa ccomo todas as outras…
O narrador nos dá então conta dos pensamentos de Tarzan, sozinho no mundo, com uma fera correndo em direção a ele.
” Nenhum medo. Alguma coisa dentro dele não o deixava fugir. A cicatriz de sua testa se tornou sanguínea. Cara ao vento, Tarzan se preparou para lutar. Qual não foi a surpresa de Numa quando, em pleno ar, ao invés da carne para cravar os dentes e garras, sentiu a criatura em cima dele, e uma faca entrando pelo seu corpo atingindo o coração…..”
Após isso, Alba, Tarzan colocava o pé em cima do cadáver ainda quente e raivoso e soltava o
” terrível grito de vitória dos grandes macacos, o mais sinistro som das selvas, que fazia gelar o sangue de todos”
Mesmo Sheeta, A Cobra, ficava imobilizada por instantes.
Enfim querida Alba, meu herói de infância era um. Quem comprou os direitos da obra de Burroughs, fez o que quis.
O último filme, me permita com todo respeito discordar de você, ” o cara que fez Highlander” sai da selva abraçado com outro homem provocando sussurros no barzinho onde entra sei lá fazendo o quê.
Tarzan gay, nem pensar, ele gostava da Jane, a dele era outra ..pô vamos respeitar a obra original.
abraços mil,
ma
29
marco
11/9/2008 - 16h52
Alba, João Daltro,
Li os livros da coleção Terramarear.
O primeiro deles me marcou para sempre.
Você tem razão, me confundi, Kala era a mãe dele.
Mas juro, se a memória não me trai, que ele se apaixonou por uma macaca jovem e entrou em depressão por ter sido rejeitado.
Pela primeira vez ele se sentiu …diferente.
Quanto a julgamentos de superioridade devemos lembrar que o primeiro livro foi lançado em 1912 ( fui ver lá na wikipedia).
Isso não explica tudo, mas nos dá um contexto pontual para julgar o autor de forma mais generosa.
abs,
ma
30
marco
11/9/2008 - 16h57
Pax #22, sem querer ofender mas essas palafitadas são feias pacas.
Já seus contrapontos são bem interessantes.
abs,
ma
31
marco
11/9/2008 - 17h19
Perguntaram a Fernando Pessoa se ele tinha sido feliz na infância. Ele respondeu: ” eu o fui, agora”
Descobri - agora - que o livro que li na infância é diferente do que aparece nas recordações de Alba e João. Letras verdadeiras e sonhos de menino se confundem.
Melhor eu ir tomar chá com madeleines…
32
GAIVS IVLIVS CÆSAR
11/9/2008 - 17h30
Tarzan tinha hidromassagem e adega? Chita? Jane?
33
João Daltro
11/9/2008 - 17h43
Caro Marco.
Realmente o racismo exacerbado do Burroughs era comum na época. Reli recentemente um velho romance policial inglês, que desencavei num fundo de estante, em que as mortes da trama decorrem da vontade de esconder o segredo ultrajante para a família: um de seus membros casara-se com uma mulata!
Acho que um bom editor poderia suprimir o racismo contido em várias expressões dos livros de Tarzan, totalmente inaceitável hoje, para torná-los mais justos com a realidade. Não seria censura, apenas uma adaptação, afinal trata-se de literatura de entretenimento, coisa sempre adaptada. Seria uma pena que as crianças de hoje não desfrutassem de histórias tão fantasiosas. Resolvi dar um pulo na Wikipédia também e vi que o autor morreu em 1950. Ou seja, dentro de doze anos sua obra cairá no domínio público. Quem se aventura em adaptá-la?
Engraçado o caso da insuportável Chita, dos filmes do velho Weissmuller. O chimpanzé é um dos poucos animais que não é citado nem uma vez nos livros do Tarzan. Também é curioso que o filho do Tarzan, no filme, não é filho dele e da Jane, é um menino que sobrevive a um desastre de avião. Pelo visto, no melhor estilo Walt Disney, Hollywood não permitia que herói infantil fizesse sexo nem para ter filhos (Mickey e Donald só conseguiram mal explicados sobrinhos).
Quanto à possibilidade de um Tarzan gay… hum… sei não. No citado Jungle Tales of Tarzan (traduzido como Tarzan na Selva), o homem-macaco, jovem e solteirinho da silva, invejoso do bebê que a tal macaca, seu amor juvenil, já tivera, seqüestra um menino africano para criar… Hoje, principalmente nos States, seria julgado e condenado como pedófilo gay tarado.
34
Alba
11/9/2008 - 17h56
O João tem razão. E o marco também. Este post foi um tipo de madeleine pra mim, que também considerava Tarzan, junto com Pedrinho do Monteiro Lobato, meu grande herói.
Aliás, isso me lembra que eu morava numa casa de vila, em São Paulo, daquele tipo em que a janela do meu quarto dava para o quintal da minha vizinha. Por excesso de imaginação romântica, trocávamos livros pendurados por uma corda: ela me emprestava o Tarzan e eu emprestava a ela o Monteiro Lobato.
Claro que a intenção do autor era criar um herói impoluto, longe dessa civilização que nos consome e coisa e tal, mas tenho certeza de que o autor não conseguiu fugir dos condicionantes de sua época, como a crença de todo negro como inferior. Esse discurso é recorrente em todos os livros e a gente só se dá conta quando mais velha.
Waziris! Puxa, eu estava espremendo o cérebro pra lembrar o nome da milícia pessoal do Lord Greystoke.
E, marco, juro que não lembro dessa cena final. A imagem que me ficou foi de um Tarzan que volta pra selva e meio que urra: Jane, Jane, Jane!
Bem que gostaria de ser tão amada..:))
No mais, remetendo-me à famosa casa, eu não moraria nela, definitivamente. Primeiro porque não gosto dessa idéia de segregação espacial e , segundo, porque sou uma vítima de insetos em geral. No momento, convalesço de várias picadas de mutucas que só posso classificar de assassinas, lá na escola da periferia. Minhas pernocas incharam que só.
Entonces, deixo a vida silvestre a quem possa realmente apreciá-la.
Beijos
35
Alba
11/9/2008 - 18h20
E, sim, obrigada, marco, pelo gosto de madeleine. :))
36
Mama Killa
11/9/2008 - 18h45
Alba, sou solidária com você. Nada pior que insetos. E sim, os pássaros viveriam muito bem sem eles, porque eu deixo ração para eles todos os dias. E que passarinho, em sã consciência despreza ração balanceada da Trill e amora e mamão fresquinhos, servidos de bandeja, com horários regulares, pela dura caçada aos grãozinhos de capim e bichos pernudos, peludos e peçonhentos?
37
faraó
11/9/2008 - 19h38
Por pior que possa parecer a alguns essa esplendida casa na floresta, ainda assim é milhares de vezes melhor que as casas e vidas destruidas na Kristallnacht da Alemanha nazista há exatos 70 anos atrás.
Qualquer um iria preferir ser Tarzan, ou até Chita, se comparado com o horror que foi aquilo.
38
Lord Darth Vader
11/9/2008 - 19h45
Mama Killa - Linda, parece as casinhas daqueles bichinhos peludos do filme do George Lucas, goomies, ou sei como se chamam.
O nome correto - EWOKS, primeiro no “Retorno de Jedi”, depois, no filme Caravana da Coragem.
ana,
o link na foto nos leva à reportagem que revela: perto de Seattle
achei genial, vou orçar uma palafita assim!
a da foto tem pinta de bacana’s total, mas a reportagem também revela que pode ter um custo abaixo de 70mil dinheiros e que é um metier em ascenção (atenção, empreendedores!!)
pax, seria genial que as cidades fossem completamente dominadas de prédios verdes… pô, meu, de outro planeta…
Obrigada pela soliedaride. O troço é dolorida à beça, como acho qeu pode imaginar. :))
De toda forma, obrigada pela solidariedade. Estou me sentindo um tanto acossada em ter que comparecer à escola pública, ainda que eu tenha comprado um repelente, que acho salvador. (ai, ai, ai)
42
marco
11/9/2008 - 21h09
João Daltro, Alba,
Quanto a sexo e Disney, outro dia, assistindo Friends, o Chandler disse não entender por que o Tio Patinhas, que não usa calça, sempre sai do banho com uma toalha enrrolada na cintura…
Alba, a cena não é final.
Confesso que não lembro quase nada do filme.
Mas a cena a que me refiro é a do Tarzan, antes de ir para a Inglaterra, sai da selva com um amigo, eu acho, e entram os dois abraçados em um bar caquético a beira de rio, cheio de caras suados e picados de mosquitos que sorriem cinicamente do que pensam ser uma cena gay.
O diretor não explicou o que queria dizer tal cena, mas a platéia fez um hoooo ao imaginar o homem macaco prestes a subir no trio elétrico de uma passeata gay…
Enfim, madeleines para todos….
ma
43
marco
11/9/2008 - 21h17
Perguntar não ofende.
A casa do Pedro Dória parece não ter aquecimento. É assim mesmo? Morrer congelado no inverno pelo amor a natureza?
Se tiver lareira, além da sala também os quartos deveriam pussuir uma.
Aja saco para cortar madeira embaixo da casa á 20 graus abaixo de zero, subir todos os degraus com ela, e manter a lareira nem pegando fogo nem muito fria.
Manter uma lareira no ponto certo é uma arte.
Enfim…
44
Sueli-Porto Alegre
11/9/2008 - 21h43
Passei por aqui!
Abraço no blog
45
Brancaleone
11/9/2008 - 23h00
Interessante.
Tô fazendo uma prô filhotão (quarto e cozinha) lá do outro do lago. Só de toras e pedras que são coisas que aqui tem de graça.
Claro que não vai chegar nem perto dessa. Meu talento carpinteirístico é limitado, aliás muito limitado…
46
Myris
11/10/2008 - 02h41
Linda!!!
Foi uma boa dica. Quando eu voltar para a Amazônia construirei uma assim.
47
Elias
11/10/2008 - 14h05
Li vários gibis do Tarzan. Ainda tenho alguns.
Ele casou com Jane e foi morar numa cabana construída numa árvore. O casal tinha um filho, a quem chamavam Boy.
Tarzan mantinha relacionamentos paralelos com os chefes Buto e Muviro. Volta e meia, também tinha umas transas com um francês, Paul D´Arnott, se não me falha a memória.
Jane jamais desconfiou. Pelo menos, não deu bandeira na frente do desenhista. Caso contrário, apareceria nos quadrinhos.
Acho que Tarzan aprovaria o projeto da casa aí acima. É muito mais bem concebida que a dele, que necessitava de uma escada de corda, se bem que Tarzan preferia chegar e sair pendurado num cipó (e haja cipó pra agüentar um cara daquele tamanho).
48
Alba
11/10/2008 - 21h23
Salve, Dom Elias!
Sentia sua falta. Pena que você não leu os romances originais do Rice Burroughs. Imaginação delirante, mas envolvente, falo por mim, é claro.
O uso que Róliude fez dos textos originais é alguma coisa, viu? Lembra uma crônica do Veríssimo sobre o Tarzan de Weissmuller - todos esperavam que ao mergulhar num rio pra salvar alguém (claro) - aí vem o jacaré! (mesmo que não haja jacarés na África). E o jacaré aparecia sempre!;0)
Bão, não acho que a Jane tenha sido assim, tão corneada. O cara era devotado a ela, pelo menos, nos livros.
O saco é que nem dá pra conferir, na nossa idade, essa literatura infanto-juvenil. :=(
49
Elias
11/11/2008 - 14h16
Alba,
Não li, mesmo, os originais. Peguei apenas os gibis da Ebal e, claro, a quadrinização feita pelo Hal Foster (que ele detestava).
Mas, pelo que ouvi e li a respeito, acho que Burrough não ficou muito longe do que os cineastas roliudianos fizeram.
Burrough, que nunca foi à África, teria colocado tigres nas selvas daquele continente. Tarzan matou um monte deles.
Ainda tenho muitos gibis do Tarzan. Mas é como você disse: na minha idade, se não dá pra conferir o texto original do cara, imagina fazer isso com a corruptela da corruptela da…
De qualquer modo, esse papo do Tarzan com o Buto e o Muviro nunca me enganou.
Quanto à casa do Pax, embora muito mais bem concebida que a do Tarzan, também deixa algumas coisas no ar, como já destacaram aí acima.
De fato, uma coisa sempre me intrigou: onde ficava o toalete da casa do Tarzan?
Será que eles desciam por aquela escada de corda, faziam no mato e, depois, enterravam, feito gatos? Depois de 5 ou 6 anos, como ficava?
A casa do Pax, vai pelo mesmo caminho. Na foto, pelo menos, não dá pra ver a descida dos esgotos sanitário e de água servida.
50
Mama Killa
11/11/2008 - 16h14
Ebal!!! Um dos momentos mais gloriosos da minha infância foi visitar a Ebal. Um deslumbre aqueles rolos de papel…
Melhor que aquilo, só ver o JB no berço e acompanhar o processo de produção do jornal. Lindo. Mas aí, eu já não era criança ;-))).
51
Alba
11/11/2008 - 17h53
Elias, querido,
Pelo que me lembre, porque além de racista, o Rice Burroughs também era pudico, a cabana do Tarzan foi construída próxima de rio, pra contemplar as necessidades, aproveitando água corrente e claro, postando sempre algum waziri armado de guarda, caso alguma fera, ou homem desconhecido se aproximasse quando do banho de Jane ou outra mulher.
O que lembra a casa do Pax, uma construção bem esquisita mesmo, como se não bastasse aquela churrasqueira gigante ou disco voador imóvel bem na frente.Ali, suspeito que você têm razão: ou o banheiro é uma construção externa e as pessoas teriam que descer para usá-lo ou a coisa fica como você descreveu. Nada higiênica. Morei numa casa com banheiro externo, quando vivíamos em Concórdia, Santa Catarina, porque foi a única que meu pai conseguiu alugar. Eu era bem criança, mas garanto que é bem incômodo, ainda mais quando se pensa na profusão de banheiros das casas modernas.
Voltando ao Tarzan, que mania de enxergar gayzice no coitadinho! Pensando bem, lembrei de La, rainha de Ofir, reino fabuloso, cheio de riquezas, encravado na África Central. Todas as vezes que o Tarzan esteve em Ofir, La, que era lindíssima e poderosa, só faltava estuprar o dito cujo, fiel à Jane, sempre. (Bom, já sei. Acabo de confirmar a gayzice do gajo. Fazer u quê?)
Da Ebal, acho que li algumas coisas, com certeza. Flash Gordon, Superman e não dou conta de mais para o momento. Mas na infância, ficava encantada com uns livros que depois nunca mais. Eram contos de fada do mundo todo, em capa dura e tamanho das edições em quadrinhos. Ali, havia coisas primorosas da imaginação de gente russa, chinesa, turca, armênia. (suspiro)
Talvez eu ainda encontre em algum sebo, junto com edições da Ebal, némês, Mama?
A casa do Tarzan.
Contraponto
http://www.instablogsimages.com/images/2008/07/23/acros-2_2G1ir_7071.jpg
aonde seria?
Muito boa a nova seção. Boa também a imagem do Pax.
ah… que lugarzinho bom pra se esquecer de tudo…
Casa boa pra construir em lugar onde ocorre enchente né?
Muito bonita, muito ecológica mas, num período de seca se houver incêndio vai prô saco rapidim.
:-)
Linda, parece as casinhas daqueles bichinhos peludos do filme do George Lucas, goomies, ou sei como se chamam.
Lindo o matagal em volta. Cheio de aranhas de 50 cm de diâmetro, centopéias, lacraias, mosquitos transmissores de leishmaniose, malária, dengue, febre do nilo, encefalite asiática, doença do sono, etc…
Eu só quero 200 m² (por causa de meus tarecos) em plena urbe. Só aqui sou capaz de esquecer de tudo. Que o mato fique todo para quem gosta dele. Deve ser ótimo conseguir viver longe de tudo.
200 m² ali no lugarzinho da imagem do Pax. Vou fazer uma horta hidropônica no terraço e plantarei minha manjerona e sálvia.
exemplo babaca de eco rico que quer ter “contato com a natureza”…cruzes!
Talvez não seja uma questão de isolamento ou de eco rico. Mas de liberdade…
Como já foi dito, muito Tarzan pro meu gosto. Embora, se ainda me lembro de minhas leituras dos 10 anos, Tarzan nunca mourou numa casa na árvore; depois que abandonou a macacada, dividia seu tempo entre o palácio na Inglaterra (ele era conde) e uma fazenda na África. E quando venta? Será que essa casa sacode junto com as árvores? E o esgoto? Cai na cabeça de quem estiver passando por baixo? Só pra fazer a passarela de entrada cortaram umas 20 árvores. Ainda bem que os romanos inventaram a cidade grande, o apartamento e a fast food!
Gostei da nova seção.
João Daltro,
Você está certo. Pelo que me lembro, o Tarzan quando bebê, morava numa cabana construída pelos pais, náufragos em não lembro mais que parte da África. Um dia, o pai, desconsolado pela morte da mulher, escreve dos seus sentimentos num diário e esquece a porta aberta. É o suficiente para os macacos entrarem e só pouparem o tarzanzinho, porque uma fêmea acabava de perder seu filhote e resolveu adotá-lo.
Depois ele cresceu, descobriu que era nobre e coisa e tal e continuou a explorar o trabalho dos negros nas suas propriedades. Com todas as visões colonialistas, era bem divertido ler o Tarzan!
Mas a casa é bonita, embora eu ache que as questões de infra-estrutura que você aponta devem ter sido resolvidas. Tem jeito de construção cara, némêss??
E também gostei da nova seção.
João a casa não tem banheiro. O rio passa logo ali. Para que banheiro? Nem pia na cozinha, e talvez nem cozinha. Faz tudo ali, na margem do rio.
Alba, João Daltro, caros
Noes meus tenros anos li todos os livros do Tarzan.
Um casal de nobres ingleses morre na África
( macacos não tem nada a ver com o caso )
Deixa um bebê que é criado com todo amor por uma gorila.
E assim Tarzan cresce.
Chega a adolescencia imaginando que é um gorila também.
Se apaixona pela macaca Kala, mas a coisa não evolui por motivos óbvios.
Tarzan ( tar= homem zan= branco ) entra em depressão. Crise de identidade. Ele percebe que não é como os outros macacos. Quem é ele?
( essa resposta será respondida quando ele encontra Jane perdida na floresta, e quando vê de longe seus semelhantes ( africanos, de quem Tarzan se tornou amigão…) ) )
Tarzan nunca teve fazenda, escravos, nem ao menos plantou alguma coisa, o negócio dele era viver feliz na selva onde nasceu.
E também nunca teve uma chipanzé chamada Cheta, isso é coisa de Hollywood e das revistas de história em quadrinhos.
O que aconteceu com o homem das selvas é que cada um que comprava os direitos da obra fazia o que queria com a história.
No último filme que assisti era era um cara meio depressivo, meio gay…
fora isso tudo bem.
abraços mil,
ma
Na cabana encontra uma faca. E com ela consegue se impor ás piores feras das selvas.
Inclusive Numa (o leão) que sempre leva a pior em combate com aquele estranho ser,( pensa Numa,) o único da floresta que não foge quando é atacado….e que após matar o leão dá o terrivel grito que os grandes macacos dão quando vencedores de um combate mortal ( vem dái o famoso grito do Tarzan no cinema)
Tarzan nunca teve fazenda
saiu truncado…desculpem…
Só elogios. Para a seção,
para a construção, que pode muito bem preservar o contato direto com a natureza e o conforto.
A estrutura mostrada no numero 2, é interessante. Assisti um programa onde alguns cientistas propuseram que os topos dos arranhas-ceus fosse usado para jardins, contribuindo com a natureza e a temperatura das grandes cidades.
Em outra abordagem, desta vez em uma cidade asiática, um cientista defendia e já aplicava em vários prédios a sua versão de hidroponia.
O fato é que precisammos da natureza, e este uso do ambiente natural nas grandes cidades, só nos faz bem.
Sobre o tarzan, conforme nos explicou o 14, tinhamos para voces terem uma idéia, uma série de livros , só textos, traduzidos, em formato de enciclopédia(só o formato), com a história do tarzan. Nunca li. Mas eram vários livros, uma obra grande.
Li apenas um quadrinho de luxo, também em formato grande, capa dura, tipo enciclopédia, onde havia aquela família inglesa…lembro de motim no navio, lembro de piratas, de naufrágio e da cabana…lembro do falecimento da esposa no parto, ou vítima de alguma doença tropical…um drama, e excelente desenhos.
…lembro da angústia e do desespero do pai de tarzan, e gorilas invadindo a cabana e matando o pai. Neste momento, Ka-la, pega o bebê que chorava no berço e no lugar coloca seu filhote macaco, que havia morrido, antes do gorila alfa mata-lo.
Uma historia triste…chuif…chuif…
Pobre mulher…pobre nene…chuif…
Fora de tema — PD
Leave a Comment, a memória me traiu. Realmente Kala era a mãe macaca do Tarzan.
A namorada que o pretriu por um outro gorila tinha outro nome que se perdeu nas brumas da memória…
Jõao Daltro, Alba, desculpem.
Mas de uma coisa tenho certeza: Tarzan nunca teve uma fazenda ou escravos. Pelo contrário, ele representa a liberdade, uma vida sem relógio, roupas, celular, escritório e outras coisas chatas.
abs,
ma
preteriu …hoje tá difícil…
Pra quem gosta de arquitetura e design, sugiro o site da Dwell:
http://www.dwell.com
Imóvel no Meyer, com esse nome, Protógenes, deve ser herança da família. E no Meyer, com Y e tudo, nada merece ser chamado de imóvel… Nem sei porque cobram IPTU naquelas bandas. Um dos lugares mais feios do mundo.
Eu, loura, linda poderosa e vitaminada, que só atravesso túnel em último caso.
Outras palafitadas
http://farm1.static.flickr.com/176/442651987_2ed0605423.jpg?v=0
Outro contraponto, também no Japão, em Osaka
http://farm3.static.flickr.com/2297/2484238765_f2cc082a2a.jpg?v=0
Gosto deste estilo
http://www.archdaily.com/wp-content/uploads/2008/06/8-1.jpg
É impressão minha ou tem luz elétrica nessa casa?!?!?!?
marco,
Eu li toda a coleção do Tarzan. E, bom, sobre a fazenda, não esquecer que ele era John Clayton, Lord Greystoke, par do reino (aliás, esse é o título do último filme que vi sobre o assunto, com o cara que fez Highlander. Achei que a adaptação foi bem fiel). Num dos livros, não lembro qual, o enredo começa com a fazenda sendo invadida pelos alemães, que tinham colônias pela vizinhança e sequestram a Jane, Lady Greystoke. Isso pouco antes da Primeira Guerra, que logo é declarada e aí complica tudo.
Mas pra resumir, o suspense todo ficou por conta do Tarzan voltar pra jângal (senpre achei pândega essa palavra) e tentar recuperar a mulher, que ninguém sabe se foi morta ou não. En passant, derrota o exército alemão, com a ajuda de feras várias, inclusive Tantor, o elefante.
Bem, os negros que trabalhavam pra ele não eram escravos, mas em se considerando o colonialismo na África e a prosa do Rice Burroughs, SEMPRE são descritos como inferiores.
Fico bem curiosa sobre se uma nova edição do Tarzan teria que passar por algum tipo de crivo politicamente correto, considerando a eleição do Obama e coisa e tal. :)
Abraço
Caros Marco e Alba.
Engraçado essa casa ter despertado um papo sobre o Tarzan e não sobre arquitetura. Vamos, então, falar do homem-macaco. Tarzan não foi criado por uma gorila, mas por alguma coisa que o Edgar Burroughs chamava de grande antropóide e que, óbvio, nunca existiu. O gorila também era vilão na história, Tarzan ainda menino quase foi morto por um, salvando-se graças á citada faca que achou na cabana dos pais. Kala não era a namorada dele, era a mãe, e a menos que as complicações édipo-freudianas funcionem também para a macacada é pouco provável que ele tenha se apaixonado por ela.
O Tarzan só vive na selva, no melhor estilo simiesco, no primeiro livro, Tarzan of the Apes, ao final do qual ele encontra a Jane e parte para a civilização. No segundo livro, The Return of Tarzan, ele chega a pensar em retornar para a macacada, mas desiste, porque reencontra a Jane e se casa. Em todos os outro livros, com exceção de um, Tarzan é proprietário de uma grande fazenda na África (num país indefinido), na qual trabalham os Waziris, tribo que ele conheceu no segundo livro e da qual se tornou chefe.
A exceção acima citada é Jungle Tales of Tarzan, um apanhado de historinhas em que um Tarzan juvenil satisfaz, provavelmente, a vontade do público de vê-lo novamente macaqueando de cipó em cipó.
Os livros de Tarzan foram todos traduzidos, por grandes escritores brasileiros, para a Cia. Editora Nacional, uma de nossas melhores editoras, descendente da editora fundada pelo Moteiro Lobato (Editora do Brasil), e que acabou no rastro de barbárie deixada pela ditadura de 64. O Edgar Rice Burroughs, além de nada saber sobre a África, era extremamente racista, seria curioso ver como seus livros seriam encarados hoje.
Mais curioso ainda é ver como eu me lembro de livros que li há séculos e não consigo me lembrar de um livro que tenha lido ontem. Concluo que o cérebro só funciona bem mesmo quando novinho. Um abraço.
Alba, caríssima,
Na época que li….Tarzan era sinônimo de liberdade total, de sonho, de herói acima de qualquer suspeita.
Ele era superior a todos os animais da floresta.
O Rei das Selvas.
Não consigo esquecer a narrativa genial do Edgar Rice Burroughs quando do ataque de Numa, o Leão, áquela estranha criatura parada no meio da savana africana, sem fugir, como todas as outras que Numa atacava.
Enfim, pensava Numa enquanto corria, vou estraçalhar essa coisa ccomo todas as outras…
O narrador nos dá então conta dos pensamentos de Tarzan, sozinho no mundo, com uma fera correndo em direção a ele.
” Nenhum medo. Alguma coisa dentro dele não o deixava fugir. A cicatriz de sua testa se tornou sanguínea. Cara ao vento, Tarzan se preparou para lutar. Qual não foi a surpresa de Numa quando, em pleno ar, ao invés da carne para cravar os dentes e garras, sentiu a criatura em cima dele, e uma faca entrando pelo seu corpo atingindo o coração…..”
Após isso, Alba, Tarzan colocava o pé em cima do cadáver ainda quente e raivoso e soltava o
” terrível grito de vitória dos grandes macacos, o mais sinistro som das selvas, que fazia gelar o sangue de todos”
Mesmo Sheeta, A Cobra, ficava imobilizada por instantes.
Enfim querida Alba, meu herói de infância era um. Quem comprou os direitos da obra de Burroughs, fez o que quis.
O último filme, me permita com todo respeito discordar de você, ” o cara que fez Highlander” sai da selva abraçado com outro homem provocando sussurros no barzinho onde entra sei lá fazendo o quê.
Tarzan gay, nem pensar, ele gostava da Jane, a dele era outra ..pô vamos respeitar a obra original.
abraços mil,
ma
Alba, João Daltro,
Li os livros da coleção Terramarear.
O primeiro deles me marcou para sempre.
Você tem razão, me confundi, Kala era a mãe dele.
Mas juro, se a memória não me trai, que ele se apaixonou por uma macaca jovem e entrou em depressão por ter sido rejeitado.
Pela primeira vez ele se sentiu …diferente.
Quanto a julgamentos de superioridade devemos lembrar que o primeiro livro foi lançado em 1912 ( fui ver lá na wikipedia).
Isso não explica tudo, mas nos dá um contexto pontual para julgar o autor de forma mais generosa.
abs,
ma
Pax #22, sem querer ofender mas essas palafitadas são feias pacas.
Já seus contrapontos são bem interessantes.
abs,
ma
Perguntaram a Fernando Pessoa se ele tinha sido feliz na infância. Ele respondeu: ” eu o fui, agora”
Descobri - agora - que o livro que li na infância é diferente do que aparece nas recordações de Alba e João. Letras verdadeiras e sonhos de menino se confundem.
Melhor eu ir tomar chá com madeleines…
Tarzan tinha hidromassagem e adega? Chita? Jane?
Caro Marco.
Realmente o racismo exacerbado do Burroughs era comum na época. Reli recentemente um velho romance policial inglês, que desencavei num fundo de estante, em que as mortes da trama decorrem da vontade de esconder o segredo ultrajante para a família: um de seus membros casara-se com uma mulata!
Acho que um bom editor poderia suprimir o racismo contido em várias expressões dos livros de Tarzan, totalmente inaceitável hoje, para torná-los mais justos com a realidade. Não seria censura, apenas uma adaptação, afinal trata-se de literatura de entretenimento, coisa sempre adaptada. Seria uma pena que as crianças de hoje não desfrutassem de histórias tão fantasiosas. Resolvi dar um pulo na Wikipédia também e vi que o autor morreu em 1950. Ou seja, dentro de doze anos sua obra cairá no domínio público. Quem se aventura em adaptá-la?
Engraçado o caso da insuportável Chita, dos filmes do velho Weissmuller. O chimpanzé é um dos poucos animais que não é citado nem uma vez nos livros do Tarzan. Também é curioso que o filho do Tarzan, no filme, não é filho dele e da Jane, é um menino que sobrevive a um desastre de avião. Pelo visto, no melhor estilo Walt Disney, Hollywood não permitia que herói infantil fizesse sexo nem para ter filhos (Mickey e Donald só conseguiram mal explicados sobrinhos).
Quanto à possibilidade de um Tarzan gay… hum… sei não. No citado Jungle Tales of Tarzan (traduzido como Tarzan na Selva), o homem-macaco, jovem e solteirinho da silva, invejoso do bebê que a tal macaca, seu amor juvenil, já tivera, seqüestra um menino africano para criar… Hoje, principalmente nos States, seria julgado e condenado como pedófilo gay tarado.
O João tem razão. E o marco também. Este post foi um tipo de madeleine pra mim, que também considerava Tarzan, junto com Pedrinho do Monteiro Lobato, meu grande herói.
Aliás, isso me lembra que eu morava numa casa de vila, em São Paulo, daquele tipo em que a janela do meu quarto dava para o quintal da minha vizinha. Por excesso de imaginação romântica, trocávamos livros pendurados por uma corda: ela me emprestava o Tarzan e eu emprestava a ela o Monteiro Lobato.
Claro que a intenção do autor era criar um herói impoluto, longe dessa civilização que nos consome e coisa e tal, mas tenho certeza de que o autor não conseguiu fugir dos condicionantes de sua época, como a crença de todo negro como inferior. Esse discurso é recorrente em todos os livros e a gente só se dá conta quando mais velha.
Waziris! Puxa, eu estava espremendo o cérebro pra lembrar o nome da milícia pessoal do Lord Greystoke.
E, marco, juro que não lembro dessa cena final. A imagem que me ficou foi de um Tarzan que volta pra selva e meio que urra: Jane, Jane, Jane!
Bem que gostaria de ser tão amada..:))
No mais, remetendo-me à famosa casa, eu não moraria nela, definitivamente. Primeiro porque não gosto dessa idéia de segregação espacial e , segundo, porque sou uma vítima de insetos em geral. No momento, convalesço de várias picadas de mutucas que só posso classificar de assassinas, lá na escola da periferia. Minhas pernocas incharam que só.
Entonces, deixo a vida silvestre a quem possa realmente apreciá-la.
Beijos
E, sim, obrigada, marco, pelo gosto de madeleine. :))
Alba, sou solidária com você. Nada pior que insetos. E sim, os pássaros viveriam muito bem sem eles, porque eu deixo ração para eles todos os dias. E que passarinho, em sã consciência despreza ração balanceada da Trill e amora e mamão fresquinhos, servidos de bandeja, com horários regulares, pela dura caçada aos grãozinhos de capim e bichos pernudos, peludos e peçonhentos?
Por pior que possa parecer a alguns essa esplendida casa na floresta, ainda assim é milhares de vezes melhor que as casas e vidas destruidas na Kristallnacht da Alemanha nazista há exatos 70 anos atrás.
Qualquer um iria preferir ser Tarzan, ou até Chita, se comparado com o horror que foi aquilo.
Mama Killa - Linda, parece as casinhas daqueles bichinhos peludos do filme do George Lucas, goomies, ou sei como se chamam.
O nome correto - EWOKS, primeiro no “Retorno de Jedi”, depois, no filme Caravana da Coragem.
Que a força esteja com você.
ana,
o link na foto nos leva à reportagem que revela: perto de Seattle
achei genial, vou orçar uma palafita assim!
a da foto tem pinta de bacana’s total, mas a reportagem também revela que pode ter um custo abaixo de 70mil dinheiros e que é um metier em ascenção (atenção, empreendedores!!)
pax, seria genial que as cidades fossem completamente dominadas de prédios verdes… pô, meu, de outro planeta…
oh, yeah
a repo’ também diz q balança, muitO!
melhor não fazer tão alta…
;)
Mama,
Obrigada pela soliedaride. O troço é dolorida à beça, como acho qeu pode imaginar. :))
De toda forma, obrigada pela solidariedade. Estou me sentindo um tanto acossada em ter que comparecer à escola pública, ainda que eu tenha comprado um repelente, que acho salvador. (ai, ai, ai)
João Daltro, Alba,
Quanto a sexo e Disney, outro dia, assistindo Friends, o Chandler disse não entender por que o Tio Patinhas, que não usa calça, sempre sai do banho com uma toalha enrrolada na cintura…
Alba, a cena não é final.
Confesso que não lembro quase nada do filme.
Mas a cena a que me refiro é a do Tarzan, antes de ir para a Inglaterra, sai da selva com um amigo, eu acho, e entram os dois abraçados em um bar caquético a beira de rio, cheio de caras suados e picados de mosquitos que sorriem cinicamente do que pensam ser uma cena gay.
O diretor não explicou o que queria dizer tal cena, mas a platéia fez um hoooo ao imaginar o homem macaco prestes a subir no trio elétrico de uma passeata gay…
Enfim, madeleines para todos….
ma
Perguntar não ofende.
A casa do Pedro Dória parece não ter aquecimento. É assim mesmo? Morrer congelado no inverno pelo amor a natureza?
Se tiver lareira, além da sala também os quartos deveriam pussuir uma.
Aja saco para cortar madeira embaixo da casa á 20 graus abaixo de zero, subir todos os degraus com ela, e manter a lareira nem pegando fogo nem muito fria.
Manter uma lareira no ponto certo é uma arte.
Enfim…
Passei por aqui!
Abraço no blog
Interessante.
Tô fazendo uma prô filhotão (quarto e cozinha) lá do outro do lago. Só de toras e pedras que são coisas que aqui tem de graça.
Claro que não vai chegar nem perto dessa. Meu talento carpinteirístico é limitado, aliás muito limitado…
Linda!!!
Foi uma boa dica. Quando eu voltar para a Amazônia construirei uma assim.
Li vários gibis do Tarzan. Ainda tenho alguns.
Ele casou com Jane e foi morar numa cabana construída numa árvore. O casal tinha um filho, a quem chamavam Boy.
Tarzan mantinha relacionamentos paralelos com os chefes Buto e Muviro. Volta e meia, também tinha umas transas com um francês, Paul D´Arnott, se não me falha a memória.
Jane jamais desconfiou. Pelo menos, não deu bandeira na frente do desenhista. Caso contrário, apareceria nos quadrinhos.
Acho que Tarzan aprovaria o projeto da casa aí acima. É muito mais bem concebida que a dele, que necessitava de uma escada de corda, se bem que Tarzan preferia chegar e sair pendurado num cipó (e haja cipó pra agüentar um cara daquele tamanho).
Salve, Dom Elias!
Sentia sua falta. Pena que você não leu os romances originais do Rice Burroughs. Imaginação delirante, mas envolvente, falo por mim, é claro.
O uso que Róliude fez dos textos originais é alguma coisa, viu? Lembra uma crônica do Veríssimo sobre o Tarzan de Weissmuller - todos esperavam que ao mergulhar num rio pra salvar alguém (claro) - aí vem o jacaré! (mesmo que não haja jacarés na África). E o jacaré aparecia sempre!;0)
Bão, não acho que a Jane tenha sido assim, tão corneada. O cara era devotado a ela, pelo menos, nos livros.
O saco é que nem dá pra conferir, na nossa idade, essa literatura infanto-juvenil. :=(
Alba,
Não li, mesmo, os originais. Peguei apenas os gibis da Ebal e, claro, a quadrinização feita pelo Hal Foster (que ele detestava).
Mas, pelo que ouvi e li a respeito, acho que Burrough não ficou muito longe do que os cineastas roliudianos fizeram.
Burrough, que nunca foi à África, teria colocado tigres nas selvas daquele continente. Tarzan matou um monte deles.
Ainda tenho muitos gibis do Tarzan. Mas é como você disse: na minha idade, se não dá pra conferir o texto original do cara, imagina fazer isso com a corruptela da corruptela da…
De qualquer modo, esse papo do Tarzan com o Buto e o Muviro nunca me enganou.
Quanto à casa do Pax, embora muito mais bem concebida que a do Tarzan, também deixa algumas coisas no ar, como já destacaram aí acima.
De fato, uma coisa sempre me intrigou: onde ficava o toalete da casa do Tarzan?
Será que eles desciam por aquela escada de corda, faziam no mato e, depois, enterravam, feito gatos? Depois de 5 ou 6 anos, como ficava?
A casa do Pax, vai pelo mesmo caminho. Na foto, pelo menos, não dá pra ver a descida dos esgotos sanitário e de água servida.
Ebal!!! Um dos momentos mais gloriosos da minha infância foi visitar a Ebal. Um deslumbre aqueles rolos de papel…
Melhor que aquilo, só ver o JB no berço e acompanhar o processo de produção do jornal. Lindo. Mas aí, eu já não era criança ;-))).
Elias, querido,
Pelo que me lembre, porque além de racista, o Rice Burroughs também era pudico, a cabana do Tarzan foi construída próxima de rio, pra contemplar as necessidades, aproveitando água corrente e claro, postando sempre algum waziri armado de guarda, caso alguma fera, ou homem desconhecido se aproximasse quando do banho de Jane ou outra mulher.
O que lembra a casa do Pax, uma construção bem esquisita mesmo, como se não bastasse aquela churrasqueira gigante ou disco voador imóvel bem na frente.Ali, suspeito que você têm razão: ou o banheiro é uma construção externa e as pessoas teriam que descer para usá-lo ou a coisa fica como você descreveu. Nada higiênica. Morei numa casa com banheiro externo, quando vivíamos em Concórdia, Santa Catarina, porque foi a única que meu pai conseguiu alugar. Eu era bem criança, mas garanto que é bem incômodo, ainda mais quando se pensa na profusão de banheiros das casas modernas.
Voltando ao Tarzan, que mania de enxergar gayzice no coitadinho! Pensando bem, lembrei de La, rainha de Ofir, reino fabuloso, cheio de riquezas, encravado na África Central. Todas as vezes que o Tarzan esteve em Ofir, La, que era lindíssima e poderosa, só faltava estuprar o dito cujo, fiel à Jane, sempre. (Bom, já sei. Acabo de confirmar a gayzice do gajo. Fazer u quê?)
Da Ebal, acho que li algumas coisas, com certeza. Flash Gordon, Superman e não dou conta de mais para o momento. Mas na infância, ficava encantada com uns livros que depois nunca mais. Eram contos de fada do mundo todo, em capa dura e tamanho das edições em quadrinhos. Ali, havia coisas primorosas da imaginação de gente russa, chinesa, turca, armênia. (suspiro)
Talvez eu ainda encontre em algum sebo, junto com edições da Ebal, némês, Mama?