Israel, Palestina, Irã e a surpresa de novembro
Alguns neoconservadores aqui nos EUA e um bocado de gente na imprensa e na política de Israel vem falando muito de uma ‘surpresa de novembro’. É um ataque israelense, com a benção de Washington, aos possíveis laboratórios iranianos no quais estão desenvolvendo armas nucleares.
Mas fora as opiniões de analistas, nada no mundo real indica que a possibilidade existe. Pouco antes de deixar o cargo de premiê, Ehud Olmert deu uma entrevista ao Yedioth Ahronoth, maior diário do país, falando o que nenhum primeiro ministro jamais havia dito. Primeiro, que Israel tem que deixar a Cisjordânia. Idealmente, deixar a Cisjordânia toda. E, segundo, que bombardear o Irã não é uma alternativa realista. Com os EUA à beira de uma recessão (ou já em meio a ela, depende de quem vê), Israel não teria apoio logístico ou militar.
O problema é de ordem prática: o Irã já sabe enriquecer urânio e isso não vai mudar. Qual a opção? Se os EUA, que são de longe a maior potência militar do planeta, mal agüentam com o Iraque e o Afeganistão, quem arriscará botar abaixo mais um país na região? Após o ataque, o Irã entrará em crise. (E não custa lembrar um fato curioso mas poucas vezes mencionado: a população de mais islâmico no Oriente Médio mais pró-EUA é a do Irã.)
Há variáveis na história, evidentemente. Ainda não se sabe quem será o próximo presidente norte-americano, se Barack Obama ou John McCain. Um já deixou claro que vai negociar; o outro, que considera carinhosamente a opção militar. Também não se sabe quem estará no governo israelense em 2009. Se for Tzipi Livi, o resultado e o Kadima se mantiver no poder, a negociação estará aberta. Se, no entanto, Benjamin Netaniahu voltar ao poder com seu Likud, os tambores belicistas estarão à toda.
(Mahmoud Abbas também está para deixar o governo, na Cisjordânia.)
Muitos dos principais assessores de Barack Obama nas relações internacionais são professores aqui de Stanford que, em janeiro, devem se mudar para Washington enquanto Condolleezza Rice prepara seu retorno. Quando perguntados – e tomando a cautela de não identificar quem o diz pelo nome –, a avaliação que fazem do conflito entre Israel e Palestina é o seguinte: em nenhum outro conflito do mundo há tanto empenho diplomático. Alguns dos melhores diplomatas do mundo já se debruçaram sobre a questão. É hora de se perguntar se não é hora de parar.
O raciocínio não é dos mais complicados: israelenses e palestinos são um problema. E não param de causar problemas. E, às vezes parece, se recusam a encontrar uma solução. Mas o deles não é o único conflito sério no mundo, tampouco é o único que deixa mortes. Talvez os melhores recursos diplomáticos estejam sendo jogados fora quando poderiam estar sendo melhor aplicados em outros cantos.
Um homem como Ehud Olmert não diz que é hora de fazer a paz com a Síria, deixar a Cisjordânia, indenizar os palestinos e cogitar outra solução para o Irã à toa. Ele percebe que, se Obama vencer, o foco de preocupação norte-americana pode mudar.
Isso não quer dizer que vá mudar. Não é o lobby judaico nos EUA que é forte, embora tenha influência. Boa parte dos eleitores judeus, aqui, são democratas e, embora se preocupem com Israel, querem a paz com a Palestina como prioridade. Mas os velhinhos judeus da Flórida são mais conservadores, equilibram-se entre um partido e outro, e aquele é um estado decisivo para a eleição presidencial. Os velhinhos judeus da Flórida, assim como os cubanos da Flórida ou os militares aposentados da Flórida e tantos outros grupos demográficos daquele estado deixam as campanhas de McCain e Obama em pânico. E, a cada quatro anos, eles são necessários novamente. Obama precisaria vencer por uma larga margem para poder dispensar este apoio em sua (talvez) campanha de reeleição, daqui a quatro anos.
Por uma larga margem, ele provavelmente não vencerá.
No caso do Irã, há uma boa notícia: além de a Síria estar (aparentemente) cada vez mais envolvida num processo de paz, o preço do petróleo está baixando. Isto quer dizer que o poder de Vladimir Putin vai lentamente desaparecendo. Se o barril cair mais uns vinte dólares, o governo russo estará mais preocupado em manter-se no poder do que em incentivar o pior lado iraniano.
Cá está um fim de ano com muitas variáveis. Qualquer chute vale.
Ainda sobre o assunto:
- No Dia de Ação de Graças, uma esperança
de paz para Israel e a Palestina Se há duas lições que vários dos assessores de Barack Obama repetem consistentemente e que foi devidamente aprendida dos governos... - Tony Blair, EUA, Israel e Palestina Faltavam poucos dias para a renúncia do premiê quando um deputado britânico perguntou a Tony Blair qual seria a prioridade...
- Palestina, Israel e Bush:
a paz é possível? Preparem-se: George W. Bush está para sair de cena. Ele apareceu no plano nacional norte-americano prometendo união e um ‘conservadorismo... - O que Israel oferece à Palestina A Al-Jazeera tem nas mãos um documento que, acredita, representa a proposta final que Israel está disposta a fazer aos...
- Israel e Palestina: a vitória da insensatez A atual política de Israel é um desastre. A promoção de uma carnificina na Palestina – sem esquecer a do...



Se qualquer chute vale: “Imagine all the people, living life in peace…”
John Lennon, claro.
Nem uma bombinha sobre os aiatolás?
Ninguém prá dar um teco no Ahmadinejad?
Que chato!
Pax like Pax.
Pax Ajax Pax.
Hora de plantar orgânico pra comer. Hora de gastar menos barril pra respirar. Hora de sujar menos pra beber. Uma hora essa hora vai chegar, quer o Chesterton queira ou não.
Tem eleição no Irã ano que vem, e se ninguém de fora se meter, o administrativamente incompetente Ahmadinejad deve ser derrotado por conservadores mais pragmáticos.
Aí vai ser a hora de conversar.
Ora, a “surpresa de novembro” é a derrota de Obama…
Se guerra fosse solução ela não ia existir mais.
Pedro Dória, minha fontes de NY indicam o barril a 50 uss para breve.
Por outro lado, outras fontes me asseguram que o jogo é simples: Irã nuclear= Israel destruído = Irã destruído ( represália).
No caso dos EUA a coisa é mais simples ainda: Irã nuclear= ataque terrorista a uma grande cidade dos EUA= represália total e indiscriminada.
Existe uma solução, apresentada pela Rússia e solenemente rejeitada pelo Irã: todo processamento seria realizado na Rússia que entregaria ao Irã uranio na medida certa para produção de energia.
Três observações sobre seu post:
1- A Russia tem o poder nuclear de destruir o mundo várias vezes. Esse papo de Rússia fraca é um reducionismo perigoso ( vai que alguém acredita…)
2- O pessoal que não ousa dizer o nome ai em Stanford, ao que parece ousa dizer em alto e bom som o que já se pensa a muito tempo nos corredores do poder americano: vale a pena?
3- velhinhos judeus, velhinhos cubanos, velhinhos militares á parte, a eleição será apertada. Caso Obama vença a última de suas preocupações será e re-eleição.
Ele terá primeiro que unir o país, uma tarefa dura dado o natural afloramento do black proud, com mil reinvidicações e a ” reparação” de velhas e santas humilhações, e- conhecendo os reverendos da vida de Obama, - o que pode ser encarado pelos brancos americanos como a vitória do Dane-se America.
Por outro lado, Obama terá que resistir a tentação de cometer um tresloucado gesto no Oriente Médio e afins, somente provar que é um americano 100% americano.
Fora isso, tudo bem.
abs,
ma
ps- O Irã, seu bombardeamento, Israel, era a isso a que se referia Biden em suas desastradas declarações ” em seis meses vai explodir uma crise sem precedentes, etc…) ?
Do marco,
1- A Russia tem o poder nuclear de destruir o mundo várias vezes. Esse papo de Rússia fraca é um reducionismo perigoso ( vai que alguém acredita…)
Sempre concordei com isso. Não sei se foi por causa dos milhares de filme que assisti sobre a Guerra Fria, mas sempre tive medo dos russos.
*Keir Lieber é professor de ciência política da Universidade de Notre Dame, EUA
Autor de War and the engineers, em que examina a relação entre política, tecnologia e as causas das guerras. Ao lado de Daryl Press, escreveu sobre o tema no artigo The end of MAD?, publicado no jornal do Massachusetts Institute of Technology, em 2006.
Entrevista com o professor.
” A dissuasão sempre foi um meio de impedir a guerra, mas ela tem limites.
Quais?
A orientação religiosa e o fanatismo podem fazer uma nação ignorar a dissuasão.
marco- O Irã tem orientação religiosa e fanatismo.
O sr. está falando do Irã? Quanto tempo para eles terem a bomba?
No atual ritmo, cinco anos.
marco- 5…4…3…2…1….
Existe outro Estado que pode entrar para o clube nuclear logo?
Se o Irã chegar lá, os próximos serão Arábia Saudita e Egito.
marco- O professor é um otimista. A Turquia nunca aceitará Irã, Arábia Saudita e Egito nucleares, sem fazer a sua Bomba.
E por aí vamos. Ou não.
Dado interessante: no Gallup, a diferença entre Obama e McCain na pesquisa aberta é de 8 pontos. Porém, entre os eleitores que realmente vão votar é de apenas 2 pontos. Parece que o eleitor de Obama é parecido com o de Gabeira: adora discursos vaporosos sobre um “mundo melhor”, mas na hora de votar bate um preguiça… É aí que mora o perigo, obamistas.
Danilo,
Não se trata, me parece, de vontade de votar ou algo assim. Nos Estados Unidos o voto não é obrigatório e as leis estaduais que regulam o direito ao voto são muito variadas, mas há uma tendência de exigir minúcias que fazem os mais desatentos (geralmente os mais pobres) perderem seus registros. Além do mais ambos partidos (embora o GOP seja mais esmeirado na matéria) mantém escritórios especializados em revisar as listas de votantes para encontrar qualquer brecha legal que retire delas os votantes que mais tenderiam a votar no candidato adversário.
Danilo, caro,
Acho um despropósito essa comparação entre Gabeira e Obama.
Afinal o candidato americano nunca foi fotografado de toalha colorida saindo da piscina, nem Gabeira o foi usando turbante islâmico.
E além do mais, mesmo tendo nascido no Hawai, Obama nunca conseguiu surfar mais do que uma marolinha.
Já a bela filha de Gabeira, Maya, é ganhadora, pela segunda vez consecutiva, do título de melhor surfista de ondas gigantes do mundo, na categoria feminina.
Nada a ver….
Além disso a mãe de Gabeira assistiu mas não tragou, o filme Orphée Noir.
“Quem quer a paz tem que estar preparado para a guerra”
Tá certo Israel. Se tem competência e aliados para tomar iniciativas estratégicas que podem ( eu disse podem, talvez, quem sabe) evitar problemas maiores num futuro confronto, que ajam.
Como eu sempre digo, a sorte de Israel é que os que querem destruí-lo não conseguem sequer cuidar de seus próprios países…
Desculpe-me, Pedro, se parecer não ter compreendido seus argumentos, mas acho que você se equivocou.
Apostar que Israel ligue questões de sobreviência ao apoio logístico e econômico americano é negar um dos princípios basilares daquele país e de seu povo: a auto-suficiência.
Ainda que seja inegável que os dólares americanos representam vultoso auxílio aos israelenses, igualmente inegável é o fato de que eles não poderão submeter sua existência ao sabor da crise americana e seus desenvolvimentos.
No entanto, de fato, seu argumento é muito bom no sentido de mostrar que se acerca o momento em que novamente - e, quiçá, de maneira mais incisiva - Israel terá de sentar e negociar.
Contudo, não há como deixar de pensar que se os ventos se tornarem arredios e as coisas se anuviarem, não importa quem estiver no poder, se a resposta militar for o meio adequado a ser utilizado, então acredito que não haverá hesitação, por mais danoso que isso possa vir a ser.
Isso é pauta da turma do McCain pra dar uma lufada nos números de sua candidatura.
PD,
Foi o Barak ou o Olmert quem disse que é hora de fazer a paz com a Síria, deixar a Cisjordânia, indenizar os palestinos e cogitar outra solução para o Irã à toa. Voce cita o Ehud Barak….
RW in Miami, é o Olmert, claro… acabo de corrigir. Obrigado!
Cientista político é coisa que só aparece em dia de eleição, quando as tevês os desenterram de suas merecidas anonimidades e eles torram nossa paciência falando por todos os dias em que não falaram. Isso aqui; nos EUA, provavelmente são ignorados até em dia de eleição, pois os estadunidenses são sempre pragmáticos. Então, enquanto nosso maestro PD se diverte em Stanford com as teorias deslumbradas dos mesmos, nós aqui continuamos assistindo à realidade.
As tropas do Bushinho atacaram a Síria. Vai ter resposta, claro. É o fato novo que possa garantir uma vitória republicana sendo encomendado. Considerando que a maior preocupação intelectual do velho Leland Stanford era saber se um cavalo erguia as quatro patas do chão quando galopava, não é de admirar que o pessoal da universidade homônima não esteja tratando do assunto Síria.
Engraçado que o Olmert tenha um surto de sensatez justo no momento em que está para deixar o poder. Quer dizer então que aquelas bombas todas sobre o Líbano era apenas pra jogar pra galera?
Israel é o soldado raso dos EUA no OM. Um soldado raso iniciaria uma guerra com o Irã sem o aval do General??… E o Generalato neste instante está atolado no pântano das crises. Duvideodó.
Mas… como grassa a demência pelas bandas, tudo é possível.
Eu vou de Obama e negociação. Única saída. Duro é convencer quem ganha $ com bombas.
Quem sabe se insistirem mais uns 10 ou 20 anos, talvez a solução surja.
A esperança é a última que morre. Junto com o último esperançoso.
João Daltro: aqui nos EUA, cientistas políticos vão para o governo. A Condie Rice, professora aqui de Stanford, é cientista política. Todos os neocons o são: e eles formaram a base teórica para toda ação do governo Bush. Há também os do outro lado.
Aí no Brasil, em geral quem sai da academia e vai para o governo são os economistas. Aqui, não. Economista da academia fica na academia. Com os cientistas políticos, é o contrário.
Aí, PD, quem sabe um post com seus motivos para se votar em Obama?
Pax, 4, sem dúvidas a desindustrialização tirará poder de consumo das pessoas. Mas a poluição industrial baixa não compensará a poluição advinda da baixa qualidade da energia consumida pelos pobres (lenha).
Um bom chute seria a da incapacidade atual do chamado complexo industrial-militar ser mobilizado, como antes, para levar uma guerra e assim recuperar a economia dos EUA. E levar, no vácuo, outras economias, notadamente as exportadoras de matérias-primas essenciais para tal esforço, a uma recuperação. Como a fragilidade da economia americana parece ser mais duradoura, não parece ser o caminho adequado no momento. Outro chute, seria ganhar com a paz: sem guerras, as necessidades de obras de infra-estrutura, alimentos, tecnologia, moradias etc. crescem para a população como um todo nos países ameaçados pela guerra. Seria um cenário bastante apetitoso para empresas que estão perdendo mercados.
Mas o Irã não é o Iraque, tem mais população e armamento, já que não está debilitado por bloqueios da ONU , além de ter um governo legítimo. E teria o apoio da Síria, sem alternativa, pois se vencido o Irã ela seria a próxima nação a ser agredida. Não será fácil vencê-lo. Mas é assustador acompanhar a banalização com que a opção militar é aventada, preparo psicológico para futuras guerras.
PD,
Infelizmente este surto de bom senso do Olmert só ocorre agora, depois de ter deixado o poder. Essas questões levantadas por ele são a chave para se tentar pôr fim a este conflito de mais 60 anos.
Fora do tópico, mas acho importante ressaltar as diferenças entre a VEJA e a ÉPOCA desta semana. Como você já comentou, o crescimento da Época é evidente, bem como a decadência da Veja, que afunda em seus vícios. Peguem-se os inevitáveis artigos sobre Keynes e a crise. A apresentação feita pela Veja do grande Keynes chega a ser abjeta de tão chula: ele é apresentado quase que exclusivamente como um “homossexual enrustido”! Nada do que é dito no artigo tem interesse ou se apresenta adequado para introduzir e atualizar o pensamento e do autor. Bem diferente é o artigo da Época, que traz até a saborosa história das primeiras opiniões que Keynes e Roosevelt tiveram um do outro. Além disso, há os substanciosos artigos de Fareed Zakaria e Paul Krugman. Ou seja, simplesmente não há comparação.
Para quem precisa de mais argumentos para escolher entre Obama e McCain sugiro o seguinte:
http://www.nytimes.com/2008/10/24/opinion/24fri1.html
Por outro lado, o único argumento a favor de McCain é que ele não é Bush. Certamente o senador tem um biografia política muito interessante, mas não tem qualquer experiência administrativa nem qualquer preparo intelectual para fugir aos cliches republicanos. O que, embora verdeiro, não é lá grande coisa, convenhamos.
Os iranianos espalharam suas instalações nucleares, e ninguém sabe ao certo aonde elas ficam. Seria bem mais difícil que o ataque contra Osirak de 1981.
Danilo
Este post fala exatamente disso:
http://www.andrekenji.com.br/weblog/?p=2240
Irã… fico pensando se eles ainda vão conseguir bancar os caros brinquedos nucleares e militares (para proteger os nucleares) com o petróleo caindo como está.
Surpresa?
Surpresa seria se Israel desocupasse a Palestina e os palestinos renunciassem aos ataques suicidas, que o Irã reconhecesse o direito à existência de Israel, que a Alqaeda depusesse as armas e os EUA desocupassem o Iraque e o Afeganistão com o acordo de paz com os Talebans e estes, desistissem de conduzir a política sob a ótica da religião.
Se tudo iso e mais um pouco acontecesse em novembro, realmente seria uma grata surpresa.
Do contrário, nada nos surpreenderá.
Daniel Soares - Quer dizer então que aquelas bombas todas sobre o Líbano era apenas pra jogar pra galera?
marco- Não Daniel, era pra jogar nos caras que jogavam foguetes em Israel.
CDevani - Eu vou de Obama e negociação
marco- Maravilha. Falta só combinar com os iranianos a renuncia a possuir bombas nucleares. O resto é fácil.
Swamoro Songhay - Um bom chute seria:
1- a da incapacidade atual do chamado complexo industrial-militar para levar uma guerra e assim recuperar a economia dos EUA..
2- Outro chute, seria ganhar com a paz.
marco- Guerra ou Paz, Swamoro ? Os bons atacantes não assim tão são indecisos na hora de chutar no gol. Pelé batia de primeira. E no cantinho. O goleiro nem via.
Jorge - Mas a Alemanha Nazista não é a Sérvia ,
tem mais população e armamento, já que não está debilitado por bloqueios da Liga das Nações , além de ter um governo legítimo.
E teria o apoio da Itália, sem alternativa, pois se vencida a Alemanha ela seria a próxima nação a ser agredida. Não será fácil vencê-la. Mas é assustador acompanhar a banalização com que a opção militar é aventada, preparo psicológico para futuras guerras.
Gaius Baltar - Keynes é apresentado quase que exclusivamente como um “homossexual enrustido”!
marco- Que o diga Lord Salisbury, sensualmente apalpado por Keynes por baixo da mesa, no jantar em homenagem ao aniversário do Grão-Duque Cirilo Vladmirovitch, em Abingdon, Oxfordshire.
Política é política em qqer lugar do mundo … Nenhuma classe profissional tem tanto senso de auto-preservação que eles … Dito isso, fica fácil compreender pq Ehud Olmert disse o que todos sabem ser preciso fazer pra alcançar a paz …
Mas *nenhum* político israeli fala isso no cargo, pq sabe que no dia seguinte o Knsset vai soltar os cachorros e ele não dura mais um mês no cargo …
Quem sabe agora os sionistas compreendam que o “projeto original” é inexequível e que paz envolve reconhecimento do direito palestino.
Qto ao Irã, só mesmo lembrando de Einstein:
- Duas coisas infinitas: o universo e a estupidez humana. Mas só tenho certeza mesmo sobre a segunda opção.
Pq esse papo de atacar o Irã já vem de longe, logo a estupidez pode estar nos dois lados:
1) No Irã, que ainda não preparou, seja militarmente ou logisticamente. Mesmo que não seja como mudar de apartamento, as instalações devem ter algum plano de contingência;
2) Em Israel, os habitantes serão co-responsáveis: apesar do Ahmadinejad, o culto e simpático povo iraniano separa muito bem o governo de Israel do povo israelense, e isso poderia ir pro ralo;
3) Os EUA iam, de vez, para um atoleiro diplomático. Sabendo que política externa nos EUA é coisa de Estado e não de governo, acho que a atual administração não ia cometer essa c*gada. Uma coisa é mandar bomba nums pobres coitados na Síria. Outra coisa é dar suporte pra um ataque frontal e em escala muito maior contra alguém muito mais preparado.
Chute por chute, acho que não vai ter ataque nenhum …
marco:
qual a relevância da vida sexual de Keynes - que só a ele e eventuais parceira(o)(s) interesseva - diante da grandeza da obra intelectual dele? Além disso, meu ponto é a diferença entre a qualidade das revistas. A Época também menciona este aspecto da vida de Keynes, sem, contudo, apelar para linguagem chula ou preconceituosa.
Gaius Baltar, nenhuma.
abs,
ma
O problema c/a Palestina parece que vai se resolver com o tempo.A continuar o exterminio lento e gradual do povo Palestino, em poucos anos os Campos de Concentração onde vivem (gaza, Cisjordania, e outros ) haverão de acabar. O restante do Oriente médio só quando as sete irmãs(ou mais) se desinteressarem p/petróleo é que terão paz. Devemos torcer para que a estupidez não continue a governar as nações.
[...] Tribune que citava esta entrevista do premiê em exercício israelense Ehud Olmert. A entrevista já foi citada cá no Weblog. A diferença é que, antes, ela só existia em hebraico. Agora também está [...]