A vitória de Fernando Gabeira
Desde que foi anunciada a vitória de Eduardo Paes, venho recebendo emails meio deprimidos. Há comentários, nos posts do Weblog, que indicam o tamanho da fossa. Mas, daqui de longe, não estou triste, não. Chateado, claro. Triste, de forma alguma. Ontem, ocorreu um fenômeno muito importante no Rio de Janeiro.
Em janeiro deste ano, quando o Weblog lançou a campanha para que Fernando Gabeira se apresentasse como candidato, as perspectivas eram negras. Lideravam as pesquisas de intenções de voto Marcelo Crivella e Wagner Montes. Perante ambos, a vitória de Eduardo Paes não é terrível.
E o fato de que Gabeira chegou tão perto, a 50.000 votos, numa eleição 50.8% vs 49.2, tem muito mais significado do que pode parecer à primeira vista.
Há muitas explicações para sua derrota. O feriadão inventado pelo governador? É claro que ajudou o tamanho das abstenções e, num país um tantinho mais sério, poderia ser matéria de um processo judicial tremendo. Mas a Justiça Eleitoral teria que ter se manifestado e não cumpriu sua obrigação. O comentário de que Lucinha, a vereadora, é ’suburbana’ e ‘analfabeta política’ que o deputado fez ao telefone e que foi entreouvido por dois repórteres? O candidato vacilou e perdeu alguns votos preciosos ali. Indícios de fraude eleitoral? Não há uma eleição no Rio de Janeiro que não tenha alguém, em algum grotão, que chegue com uma mala de dinheiro para que se providencie um número xis de votos. Fraudes sempre existiram e, no tempo da urna eletrônica, são em geral impossíveis de serem traçadas. É um defeito do sistema que o TSE se recusa a reconhecer. A campanha suja, sujíssima, de Eduardo Paes? Tenho certeza de que virou alguns votos preciosos.
Se algumas destas razões não estivesse presentes, Gabeira talvez tivesse sido eleito. Mas a verdade fundamental desta eleição carioca de 2008 não teria mudado: a cidade rachou em duas. É uma cidade polarizada. Um lado não se reconhece na outra.
A cidade partida, enfim, se realizou politicamente.
Meu argumento é que isto é bom. Os principais problemas do Rio têm origem no fisiologismo. Fisiologismo sempre houve. Mas foi estruturado nos tempos em que Antônio de Pádua Chagas Freitas foi governador, entre 1979 e inícios de 83. Leonel Brizola sofisticou o processo. O fisiologismo corrói a estrutura política de um lugar. Para o político fisiológico, o que interessa é a ineficiência do Estado.
Quando o Estado não cumpre seu papel, o político fisiológico transforma a obrigação legal num favor pessoal. E lá se vai uma rua asfaltada, um atendimento médico gratuito, uma cesta básica. O fisiologismo é brutal no Rio. Entre numa favela carioca, e lá está o ‘Centro Social Vereador Fulano de Tal’. Os médicos, assistentes sociais ou prestadores de favores quaisquer que trabalham nestes locais são pagos com dinheiro público, da verba de mais de 20 assessores que cada parlamentar tem o direito de ter. Como cinco tocam bem qualquer gabinete, o resto é lucro.
A troca de favores, entre parlamentares, entre Executivo e Legislativo, é essencial para a prática da política. ‘Voto em seu projeto em troca de apoio ao meu.’ Mas a mecânica que vai corroendo o Estado por dentro faz com que, na prática política, não sobre nada além da troca de favores. O papel fundamental de fazer com que o Estado sirva à sociedade se perde. A política vira um jogo brutal e começa a atrair os piores elementos. Repentinamente, é quem pratica o crime, os chefes de milícias, traficantes, quem viram políticos. A milícia não sobrevive numa favela integrada à cidade.
Quando Gabeira disse que Lucinha era uma analfabeta política, era isto que queria dizer. Ela, como muitos outros vereadores, como quase todos os deputados estaduais, não entendem política de outra forma. Este é o mundo no qual foram criados.
Ontem aconteceu algo de diferente, no Rio de Janeiro. Há oito anos, também houve uma eleição árdua, disputada voto-a-voto. Mas, naquele pleito entre Cesar Maia e Luis Paulo Conde, as armas que decidiram a disputa foram fisiológicas. É o panfleto sujo, a promessa de favores para aliados políticos, uma briga feia, sem ideologia, sem projeto. O resultado do loteamento eleitoral daquela eleição foi o governo que enfrentamos desde 2000. Não será diferente com Eduardo Paes.
Fernando Gabeira provou que um tipo de campanha diferente é capaz de produzir uma quantidade aterradora de votos no Rio. As Zonas Sul, Norte e Oeste votam também numa idéia sem a oferta de uma contrapartida que não o funcionamento correto do Estado. Gabeira representaria, no governo, uma renovação, uma tentativa de alfabetizar politicamente a estrutura administrativa da cidade. Não deu. Mas, no caminho, ele mostrou que, embora mais brutal e violento, o fisiologismo está começando a perder espaço político. Está se auto-destruindo.
Se Eduardo Paes for esperto, ele mesmo promove esta mudança no Rio. Ele se elege um político velho, herdeiro de uma maneira de fazer política velha, mas não precisa terminar assim: é um sujeito inteligente.
Para os cariocas, o que fica é a idéia. É possível ser diferente, imaginar um governo que funcione de forma diferente e talvez até acreditar numa cidade diferente. Esta eleição mostrou, fundamentalmente, que metade da população já o percebeu.
Atualização – A partir das primeiras reações de vocês, me permitam um comentário: Não acho que o voto da Zona Sul + Zona Norte seja ‘consciente’ e que o da Zona Oeste seja fisiológico. O Mário Marona, que é um jornalista experiente pacas e conhece muito o Rio, tende a endossar esta visão de que a divisão entre ricos e pobres, no Rio, seja geográfica. Não acho que seja. E que os eleitores de Paes e Gabeira se dividiram por esta linha.
É até engraçado: Paes foi aluno do Santo Agostinho e da PUC-Rio. Só anda de camisa bem passada – não existe padrão mais mauricinho de Zona Sul do que este. Irônico, pois é.
Geografia faz parte da história, mas gostaria de ver antes como foi a distribuição dos votos pelas regiões da cidade. Tenho certeza de que Gabeira venceu nas Zonas Sul e Norte e que perdeu na Oeste. Mas minha intuição é de que ele teve entre 35 e 40% dos votos onde perdeu e vice-versa. A pobreza do Rio também está nas Zonas Sul e Norte, assim como há muito dinheiro na Zona Oeste.
O fisiologismo afeta mais o mais pobres? É evidente que sim. São quem têm mais necessidades. Mas é um erro considerar que é apenas alguma forma de elitismo a rejeição ao fisiologismo. Os mais pobres são, também, os mais afetados pelo fisiologismo, pois são eles que mais precisariam de um Estado eficiente. Fisiologismo não é ‘a política real’. Fisiologismo é crime.
Ainda sobre o assunto:
- Fernando Gabeira é candidato
à prefeitura do Rio Uma aliança entre PSDB, PPS e PV lançará a candidatura do deputado federal Fernando Gabeira à prefeitura do Rio. O... - Fernando Gabeira, passagens dos deputados
e a ‘ilusão patrimonialista brasileira’ Dois de vocês me cobraram por email, pelo menos um nos comentários. A vontade de evitar o assunto é tremenda... - Entrevista: Fernando Gabeira Conversei ontem, por telefone, com o deputado Fernando Gabeira a respeito de seus planos de campanha para a prefeitura do...
- Gabeira, Paes e a campanha no Rio Em seu blog, Idelber Avelar está ofendidíssimo porque o TRE-RJ proibiu um panfleto assinado por PT, PSB, PCdoB e PDT...
- Ia esquecendo… por que mesmo Gabeira? A gente escreve, escreve, escreve… e tem gente que consegue explicar de forma tão mais simples: Hoje, não incomoda quem...



Caríssimos(as):
Será que esses 49% são consistentes? Será que não se dispersarão até as próximas eleições? Se a campanha de Paes foi o que foi agora, imagine quando ele detiver a máquina administrativa nas mãos…
Gabeira quase chegou lá, mas o pouquinho que faltou me mostrou que o “vale tudo” político ainda compensa…Lamento pelos brasileiros. Lamento ainda mais pelos cariocas. Era a chance de melhorar a administração pública e, acima de tudo, mostrar que é possível vencer com propostas, sem atar as mãos com coligações fisiológicas.
Tomara que os 49% sejam realmente um movimento. E que, um dia, o clientelismo fique restrito aos grotões.
RAdS.
Cândido, o otimista. :-)
Concordo com sua análise, até o parágrafo que termina com “Não será diferente com Eduardo Paes.” Sou um tanto quanto descrente em relação ao resto…
“Será que esses 49% são consistentes?” Será que não se dispersarão até as próximas eleições?”
Caro xará, respondo, de ressaca:
1) Não
2) Sim
Com o perdão da auto-referência, copio e colo parte do que escrevi hoje de manhã lá no Ágora:
“Já li por aí que depois de um resultado tão apertado, a cidade estaria politicamente partida, e que isso traria alguma conseqüência para os rumos de sua administração. Digo eu: cidade partida por conta do resultado das eleições? Ontem, talvez. Hoje, apesar da ressaca, já não muito. Semana que vem? Nada. Partida sim, mas nos termos do jornalista Zuenir Ventura, não nos de uma suposta polarização político-ideológica a partir dos candidatos a prefeito. A mobilização de todos os que votamos no Gabeira, acima de tudo espontânea, refletindo o ‘não’ a essa forma abjeta de se fazer política e gerenciar uma cidade como o Rio, de pouco adiantará. Por quê digo isso? Porque entendo que tratou-se de uma mobilização pontual, episódica, por mais que o sentimento de desagrado em relação ao horror que a cidade vem vivendo nas últimas décadas siga intenso.
E agora? Pois digo que seguiremos queixando-nos cá na esfera virtual, e cada um continuará no caminho que já trilhava — engajado ou não em práticas em prol da sociedade —, mas lamento dizer que não creio que ficará qualquer tipo de lição, qualquer nova mobilização… Desde o início do processo de redemocratização do país, aqui no Rio de Janeiro já abraçamos a Lagoa, nos vestimos de preto num domingo de sol como reação espontânea ao chamamento do Collor para que vestíssemos verde e amarelo — algo que depois virou o movimento organizado que pôs o próprio Collor para fora —, já fizemos panelaços, buzinaços… mas a cidade, maltratada, não melhorou. A câmara dos vereadores segue sendo em grande parte a mesma pocilga, a dos deputados estaduais idem, e os partidos de esquerda, no Rio, mesmo dizendo-se “progressistas”, seguem sem entender nada da cidade, continuando pequenos, mesquinhos, clientelistas e defensores de práticas corporativas. A máquina governamental seguirá ocupada com a prática de alimentar a si mesma, de sugar verbas bilionárias para a interminável despoluição da baía de Guanabara, de continuar sua relação subserviente com às empresas de ônibus, o carioca seguirá jogando lixo nas ruas, estacionando em fila dupla, tripla, simpático porém cínico.
A ressaca, nesta segunda-feira abafada e nublada, me fez soar desencantado. Mas, de fato, reconheço é estar cansado de tanto enxugar gelo.”
Sou adepto do movimento Gabeira, mesmo morando em Curitiba ele seria o único que me faria voltar a votar.
Porém queria muito acreditar que metade dos cariocas “viraram” conscientes, acho que a maioria apenas surfou a onda verde.
E se o final fosse diferente será que o meio não mudaria o nosso Gabeira?
Seria uma discussão meio iluminista demais, mas…
Bem, agora é Obama. : )
Nao entendo os cariocas, desde q a democracia voltou ao pais o Rio elegeu Leonel Brizola, o casal Garotinho, Sergio Cabral, Cesar Maia, Conde etc. Na boa, se juntar todos nao da’ um politico razoavelmente decente.
Nao e’ a toa q inumeras empresas se mandaram do Rio para Sao Paulo, se nao fossem os royalties do petroleo o Rio teria niveis de desenvolvimento africanos.
Espero q vc esteja certo PD, mas a historia do Rio ate’ agora e’ bem diferente…
Um estado que já elegeu Moreira Franco, Brizola, Marcelo Alencar, Bendita da Silva, Luis Paulo Conde, César Maia e o casal Garotinho não levava muito jeito pra Gabeira, convenhamos
Votei no Gabeira e votarei enquanto ele precisar, mas duas coisas me chatearam:
1 - O Gabeira vacilou muito sendo passivo quando era atacado e ingênuo visto sua campanha na TV sem propostas… De fato, ver um programa eleitoral que se resumia a vídeos do Rio com músicas pop ao fundo não pega bem. Que ao menos ele explicasse o que pensa sobre nosso atual estado.
2 - Faltou ele chamar o povo para reivindicar a impugnação do Eduardo Paes. Por claros motivos.
De resto, amarguemos a derrota com olhar esperançoso. Ao menos tenho certeza que as falcatruas do Paes serão acompanhadas de perto pelo povo.
Grande abraço!
Whatever,
Ao associar nomes tão díspares numa mesma frase a única coisa que você revela é sua má fé.
Bonito necrológio.
Feriado atrapalhou ao perdedor só, como todo o voto faltoso fosse do Gabiroba. Mais respeito com o Brizola. Por que a Bené não desmontou a máquina populista do Rio? Ora, política não se faz nas nuvens, no idealismo. Como dizia Sartre, tem que colocar a mão na merda. A população quer rua asfaltada, posto de saúde etc. Se prefeito Zona Sul não dá esperança ao povão, para que ele vai lhe dar o voto? Zona Sul e Zona Norte não precisa de promessa de prefeito, pois a máquina do Estado/Prefeitura falta aos bairros mais pobres, do SUBÚRBIO.
Gabeira, vai estudar política na prática, ao invés de discurso bonito e votar em reeleição do FHC.
Aliás, foi uma aula e tanto! Pena que aplicada por um patife como o Paes.
Do Palhaço HRP!:
É…….patife Paes!
Ou seja, os ricos são conscientes e os pobres, massa de manobra??? Você acha realmente que a ZS do Rio, conservadora como ela é, com suas filas duplas, sua paixão pelo jeitinho brasileiro, é um exemplo de consciência política? Você não tem freqüentado Ipanema e Leblon, não me leve a mal…
para alguém que vcs dizem que queria mudar a forma de fazer política no rio, somente botar os doadores na internet é muito pouco. a campanha foi uma cópia da novela das 8, apelo à emoção e nada de propostas concretas, o gabeira se mostrava claramente como menos preparado para governar, não tinha profundidade em nada, até seu programa era um conjunto de generalidades sem substância. vcs talvez tenham condições melhores, conhecendo-o pessoalmente, de julgar seu caráter, mas me pareceu apenas uma candidatura personalista, focada na galera bronzeada da zona sul. que foi aonde ele fez sucesso. Paes é um típico político carreirista, vai abraçar a ideologia e o partido que lhe propiciar um crescimento melhor na carreira. se vai fazer um bom governo? é uma incognita. a beleza toda da nova meneira de fazer política do gabeira esbarraria obviamente na assembléia, onde o ambiente é hostil a isso. e chamar os outros de suburbanos não é a melhor maneira de iniciar a negociação. gabeira comporia como todos, ou ficaria paralisado. este negócio de cidade partida é uma bobagem sem tamanho.
Doriano Gabiroba Doria,
fica chateado não, pede para participar do governo paralelo do Gabeira.
E se a razão da migração de empresas do Rio para SP fossem os políticos eleitos por aqui, seria a coisa mais estranha do mundo. E Maluf, Quércia, Celso Pitta, Fleury e cia? São excelentes políticos?
Doria, cuidado com os tiroteios em universidades dos EUA. Tem que haver uma explicação para essa rotina. Ninguém explica isso por aí?
O Gabeira e sua campanha podem até ter ganho alguma coisa, mas a cidade do Rio perdeu.
Companheiro tonho paixão
Eu, josef mario, devo dizer que o companheiro consegue ser mais burro e ignorante que o proprio companheiro chesterton dra-o-cul. A maior parte dos votos obtidos pelo companheiro gabeira deve-se ao fato dele ser passivo, já que a viadagem em peso da zona sul, sempre solidária e atuante, votou em peso neste representante-mor dos boiolas, pederastas, homossexuais, gays e paneleiros da nossa cidade. Além do mais, este companheiro gabeira não tem que pensar coisa alguma sobre o nosso estado, já que o rio de janeiro é uma cidade e ele era candidato a prefeito. Os problemas do estado são de responsabilidade do companheiro cabral. Companheiro tonhão paixão, eu, josef mario, também conhecido como tocão peidão que, aliás, rima com o seu nome, dou-lhe de graça um conselho: pede prá cagar e se retire de fininho.
Muito obrigado
Espero que você esteja certo.
Ao menos para a política como deseja o surfando em ipanema venha a perder terreno, e não a ganhar.
Nada como direitistas ex-comunistas. Nada como esquerdistas sem ilusão.
o que se viu na campanha é que venceu aquele que teve VONTADE de administrar. Venceu a vontade do Paes contra desvontade do gabeira. Perguntado sobre saneamento basico, ele ia para a Amazonia, desconversava. Ontem até o Mainardi chorava por Gabeira, que ele dissesse uma linha de ônibus. Teria vencido,…
Mas não, Gabeira quis e obteve o Troféu Hellmanns (das Organizações Tabajara).
19…mesmo discordando quanto a minha capacidade…eu tenho que rir…..
Pedro Dória,
Nós tentamos. Mas discordo de você. Pra mim não há vitória parcial, ora. Ou ganha ou perde. E o Gabeira perdeu.
Isso significa pra mim que, mais da metade dos cariocas são analfabetos políticos. A maioria ainda tem a mesma mentalidade de quando elegeu Garotinho, Rosinha e etc. Mas que houve uma evolução, concordamos.
É, Monsores, se o povo não vota no seu candidato é porque é analfabeto político? Isso tem nome: autoritarismo.
Pedro, meu caro, fica uma frase a você e a todos:
“Paes: a vitória da derrota”
PD, eu acho que a gente tem que reconhecer onde a gente falhou também.
A campanha com voluntários foi legal, mas mostrou que, se não for com cabo eleitoral pago, aí precisa de partido. Sempre fiz campanha com o PT, e fiquei horrorizado com a falta de organização da campanha para, por exemplo, organizar um revezamento de pessoas fazendo campanha na Central o tempo todo. A gente foi na Rocinha uma vez.
O Gabeira foi em tudo que é canto, mas não dá pra disputar com uma máquina milionária como a do Paes sem militantes mais dispostos a meter o pé no barro, como dizia Covas.
Gabeira mostrou que dá pra fazer campanha com Internet e voluntários? Sim. Mas também mostrou que só dá pra ganhar assim na Zona Sul. No Complexo do Alemão, na Coréia, na Maré, é preciso voluntário formado em política fora do período eleitoral, como o PT tinha.
A Zona Oeste foi extraordinariamente generosa com a gente, dando 30 a 40% dos votos sem a gente ter feito nosso trabalho de campanha direito por lá. E o que me dá mais raiva, dava para ter levado a área Central e a Zona Norte fácil. Fiz campanha lá, a receptividade era boa, mas a maioria das pessoas dizia que nunca tinham visto alguém fazendo campanha para o Gabeira.
Não é culpa dos voluntários, claro que não. Mas o meu saldo é o seguinte: não vai dar para modernizar a esquerda só com quadros e boas idéias, não. Vai ser preciso, mesmo, modernizar o PT, que é onde os novos militantes poderão se formar, no convívio com a turma dos sindicatos, com a turma das associações de moradores de favela, etc.
Gabeira é o candidato natural de um PT que cumpra sua função de ser o partido social-democrata que o PSDB mente que é.
Isso, sim, vai ser difícil de fazer. Mas, se é o que precisa ser feito, façamos.
Foi uma briga boa.
de novo recomendo as análises sentimentais do Merengue. Melhores que as politicas.
Gostem ou não, venceu o político profissional. O amador perdeu. Não, eu não dei meu voto a ninguem, anulei.
Acho que no Rio eu me danaria para votar……mas se fosse pela pátria daria o voto ao fumador de maconha…..
O Paes é do clubinho dos que iriam “bater na cara” do lula…..ACMzinho, HH, Ele, Fruet, Virgilio, Alvaro Dias, Demostenes Torres , e a malta restante….muitos estão comendo na mão do Lula.
E em falando em coisa ruim….2011 deve trazer toda aquela bobajada dos tucanos de volta.
Privadizações dos direitos e do patrimonio do país e dos cidadãos, mil reformas da constituição, sempre nos colocando mais na condição de lacaios do capital…serão 04,talvez 08 anos de sofriemnto….economico, e para a democracia….
VIVA SERRA….o verdadeiro homem do CONSENSO DE WASHINGTON , aqui no Brasil.
Nada entendi do que vc. escreveu, meu caro doutor. Eu não fico a chorar pitangas.
Moro na Barra.
Só essa do feriado inventado é que não concordo.Até parece que é a primeira vez que um dia do servidor publico é antecipado. Sempre foi assim.
Agora, nos resta assistir a “grande administração” que esse paraquedista vai realizar, apoiado na obra do Cabral, seja ela qual for, e apoiado por gente honesta e desinteressada como o Bispo Crivella.
Vai ser lindo! Querem apostar?
“Num Brasil que tivesse uma reforma política real e justa, o PMDB não precisaria existir”.
A melhor frase do ano. Dita pelo Idelber no Biscoito Fino e a Massa.
Discordo do Pedro Doria, que não houve fisiologismo no Rio. O apoio do Lula ao Paes fica, então, em qual categoria?
Também andei gastando um fósforo no meu blogo sobre o Gabeira. Ele é o cara. Não perdeu nada. Tá tudo certo.
“Num Brasil que tivesse uma reforma política real e justa, o PMDB não precisaria existir”.
chers- cretinice sem comentarios.
O Gabeira devia ter declarado neutralidade em 2010 - alguém disse bem aqui no blog.. Aceitou a bandeira demotucana em troca do apoio da mídia. Faltou personalidade política à ele, que podia ficar acima das disputas, pelo Rio.
Só lembrando que o Paes foi subprefeito da Barra e Jacarépagua, sendo reconhecido como um bom administrador na época.
Essas duas áreas são, provavelmente, as de maior concentração de classe média/alta da Zona Oeste. Ganhou muitos votos por lá.
NPTO, a Zona Oeste não é entendida pela maioria dos políticos e militantes. . .
Esse Gabeira não passa de um oportunista. Levou a vida toda vendo sua cidade ser devasta e nunca tentou um cargo majoritário. Na primeira oportunidade que teve foi logo mostrando arrogânica e tachando os periféricos de suburbanos e incultos. É um boçal velho.
Acho que o Gabeira talvez não tenha entendido um aspecto desta campanha. Esse movimento não foi só dirigido a ele. Foi um desejo de grande parte dos cariocas por algo melhor. Um desejo frustrado pelo Brizola, que se dirigiu ao Bittar e ao Chico Alencar (abandonados pelo PT na época) e depois à Denise Frossard.
Tambem tenho a impressão que ele não queria tanto assim vencer. Foi excessivamente amador e passivo diante de agressões. Tomara que começe agora a organizar o PV decentemente.
(Se bem que essa abstenção foi meio estranha.)
Discordo da idéia de que Brizola sofisticou o processo fisiológico. Muito pelo contrário: ele eliminou a prática de clientela característico do chaguismo ao implantar um modelo de educação pública voltado à conscientização política dos habitantes das áreas carentes. Um político de perfil populista não atrairia contra si a ira de 12 partidos fisiológicos, como ocorreu em 86, quando PMDB, PFL, PTB e até mesmo o PC do B resolveram se unir em torno de Moreira Franco para derrotar um projeto libertário como o dos CIEPs.
Pois é agora acho que o Rio mereceria a campanha Gabeira governador! é um sonho…talvez até pela idade do Gabeira, mas não custa nada sonhar. E sinto muito pelo Rio, assim como sinto por SP onde vivo. As pessoas ainda acreditam na velha política brasileira. é difícil para um brasileiro perceber que se as vezes algo não é tão bom é porquê foi feito de manira certa e honesta.
O que é gozado é dizer que os pobres são “despolitizados” - muito pelo contrário, eles buscam tirar do seu voto o mais que podem, mesmo que na base da fisiologia. Exatamente por isso que rejeitam um neoliberal travestido de “moderninho” (drogas e sexo livre, luxos que os de baixo não podem ter) que os tratava implicitamente como lixo.
Com esta diferenca e dificil fazer um diagnostico preciso das razoes porque um ganhou e o outro perdeu. Ou porque um quase ganhou e o outro quase perdeu.
O Dudu teve ~ 30% dos votos da Z Sul, e 42% da Z Norte. E um pouco mais de 52% na Zona Oeste. Entao ele foi votado e esta representado em todas as areas e em todos os segmentos. O que reforca o argumento de que a cidade esta partida, mas nao geograficamente. E sim, entre quem apoia uma politica baseada em clientelismo e fisiologismo ou quem quer um modelo novo de fazer politica. E o que ficou claro e que 51% dos que votaram apoiam o clientelismos/fisiologismo, em todas as regioes da cidade
Apesar do resultado, ainda e cedo para dizer se est’a havendo uma mudanca poque o Gabeira e uma pessoa especial e nao esta claro se isso iria se repetir com outro candidato.
Outra coisa e a gente se perguntar porque os limites politicos da Cidade do Rio de Janeiro tem que ser os limites geograficos do Estado da Guanabara? A quem interessa isso?
Quem pode me responder o que Santa Cruz e Campo Grande tem em comum com Meier e Ipanema? ‘
Flamengo nao tem mais a ver com Niteroi do que com Guaratiba? Iraj’a nao tem mais a ver com Duque de Caxias?
Esta organizacao politica nao ‘e um instrumento de dominacao do clientelismo?
Na maioria dos lugares do mundo, as megalopoles, embora tenham uma unidade geografica, tem divisoes politicas em regioes muito menores.
Na minha opinião o Gabeira foi pego de supresa pela onda que ele mesmo criou. Ele não estava estruturado para a ascensão que possibilitou sua ida ao segundo turno e disputar palmo-a-palmo o voto popular com o Paes.
O Uol da Folha deu a notícia:A base aliada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai governar 93,5 milhões de eleitores nos municípios em todo o país. A fatia representa 72,5% do eleitorado brasileiro. A oposição ficou com 35,4 milhões de pessoas. Segundo o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), 128,9 milhões estavam aptos a votar no pleito deste ano.
Quem cria CIEPS - modelo de educação pública voltado à conscientização política dos habitantes das áreas carentes - JAMAIS poderá ser chamado de fisiologista. EDUCAR FOI O LEMA DE BRIZOLA. Os fisiologistas da direita não deixaram Brizola chegar ao poder. Globo a frente.
Ótimos os números Pedro. A lógica, a aritmética, já indicavam algo assim. Você foi sem dúvida comentarista mais equilibrado sobre o assunto.
É boa vontade demais com a Zona Sul do Rio (a mesma que apoiou César Maia por anos) dizer que todo mundo que votou no Gabeira votou pensando em colocar fim no fisiologismo. No blog (assim como na imprensa em geral), sobra boa vontade com o Gabeira. O vice dele, ex-secretário de Obras do M. Alencar, com certeza quer o fim do fisiologismo.
O que faltou foi o gabeira implorar aos companheiros que não fossem para a região dos lagos kkkkkkkkk
a rapaziada tava até animada, mas deixar de curtir um engarrafamento na ponte para votar no gabeira, nem pensar!
No segundo mandato Brizola abandonou os CIEPs, os já construídos. Cortou o retorno que as equipes que estavam trabalhando estavam dando. Limitou os recursos de forma drástica. CIEP é caro. Ponto final. Mas é uma idéia-mãe. Não precisa ser aquela feiúra de concreto saída da cabecinha do Niemeyer, (aliás é melhor que não seja), mas escola de tempo integral é a melhor alternativa para a educação e não apenas a pública. Vão lá saber quanto paga o cônsul americano para manter seus filhos na escola americana.
E em termos de recursos, a construção do Sambódromo… Quem viveu lembra daquela massa de ferro da estub enferrujando ao ar livre durante meses, antes e depois do desfile, sem falar do caos no trânsito. Acabou aquela palhaçada. O palco está lá, o circo já está armado.
Resumindo, o primeiro governo Brizola foi uma beleza. O segundo deixou a desejar. Mas que eu gostava dele gostava. Sinto falta da sua oratória nos debates, nas entrevistas. :-)))
isso aqui está um pote até aqui de lágrimas….imaginem se o Obama perder.
Ainda há quem acredite nos CIEPs e no Brizola. Ainda hoje!
Quando eu era novo, na 1a campanha de 82, cai nessa balela. Acreditei. Fiz campanha. Vesti a camisa. E vi que de progressista ele só tinha a pele (vestida). Era só um aspirante a Getulio.
Mas nada de Gabeira Governador. Ele tem é quem se preparar pra prefeito em 2012. E principalmente estruturar o PV. caciques carismáticos já temos demais. Partidos bons não.
Memento, o bom das entrevistas do Brizola é que ele não respondia as perguntas dos repórteres…as perdas internacionais! As perdas internacionais!
Eu ainda acho que o Gabeira perdeu por causa dos apoios. Cesar Maia é abraço de morte…
Muitos levantaram o argumento de que se Gabeira tivesse declarado neutralidade em 2010, levava os votos que faltaram. Poder ser, mas (saí do Rio um pouco antes do primeiro turno) será que ele falou algo sobre apoiar Serra ou a aliança demo-tucana?
Gerson B,
gabeira vai ter 71 anos em 2012. Acho meio tarde já…
Memento: era garoto em 82. Já vi outros professores falarem bem e mal dos CIEPs. Lembro bem da questão do tempo integral (ponto essencial, como você bem lembra, para uma melhora da educação). Mas eu fiquei com a impressão, confesso que não me lembro de onde, que estudo mesmo, era o normal. Confere?
Surfando na marolinha:
Quer dizer que teu point é a barraca do Pepê?
Ó o auê aí, ó…
Fugiu-se-me-lhe um vírgula nos locais errados…
Ciep= barulho (não havia paredes até o teto)= professoras aposentando precocemente com calos vocais.
Grande sacada da comentarista Stella no Azenha:
“Agora temos o Pink e o Cérebro governando a capital e o estado, mas para sorte do Brasil, parou aí.”
O PINK-KASSAB E O CEREBRO-SERRA DO DESENHO ANIMADO, PERFEITO!
FISICAMENTE IGUAIS!
Vou renovar, vou renovar, como cantaria o Sérgio Ricardo. Negue sua geografia, Doria, mas a coisa é na estatística. Abra um jornal e veja a diferena de aluguel entre as regiões cariocas. Vc. odeia a estatística, o IBGE etc. Generalizações assim, só uma Vsa. execelência doutoral poderia fazê-lo, mas vc. é jornalista. Sim, tem favelas na Zona Sul. Óóóó. Mas nâo dá para negar o evidente, o IPTU alto, a concentração de renda na orla etc. O discurso e a prática do Gabeira foram de Zona Sul, ou seja, alcançou perfeitamente a classe média dos melhores bairros, que também não sabe sambar.
V. Sa. Doutoral, se me permite, com data vênia, pode procurar sua vírgula no lugar que lhe compete. Pior coisa é doutor chorão e implicante.
“O feriadão inventado pelo governador? ”
Eu moro em Fortaleza-CE e aqui também foi feriado. Ou o governador do Rio está extrapolando a sua jurisdição, ou o feriado foi inventado pelo governo Federal.
A resposta é óbvia, mas uma parte da nossa imprensa se recusa a considerar o Lula como o maior fisiológico de todos.
fazê-las, antes que o magistral doutor me abata a tiros de gramática.
Pax: comecei falando de fisiologismo, falei de fisiologismo no meio, terminei no fisiologismo. Afirmei que a base da política carioca é toda fisiológica. Disse que o fisiologismo venceu a eleição.
Só disse que um político que quase venceu não foi fisiológico.
Na boa, não entendi exatamente em que você discorda de mim…
Pedro, meu xará, só alguém que não conhece nem Irajá, nem Caxias, pode achar que são parecidos.
Essa eleição só veio a comprovar a afirmação de que o Rio é a “cidade partida”. Um jornal (O Povo, eu acho) comemorou na primeira página a vitória contra a elite!
Homero # 62 - Aqui em Minas e em BH não foi ponto facultativo hoje. Será que o Lula não manda mais aqui?
PD eu conheco Iraja e Duque de Caxias e posso te garantir que Iraja tem mais a ver com Caxias do que com Santa Cruz. Tem google maps em Stanford?
Mas a questao nao ‘e essa, sua resposta parece picuinha. A pergunta eh como se define a geografia politica do Rio de Janeiro? Pelos limites geograficos da antiga Guanabara? E nao adianta responder que por tras disso tem um preconceito contra suburbano e outras superficialidades
Foi por pouco, mas ao contrário do PD, isso me deixa muito chateado. Se a diferença tivesse sido grande, não sentiria tanto.
No G1 tem a distribuição de votos, e fica claro que Gabeira perdeu na Zona Oeste, como aliás eu previra aqui, no início do ano. (desculpe, não resisti!).
Boa atualização. É issaí. Fisiologismo é atraso. Atraso que pode ser de direita ou de esquerda. Mas é atraso.
Quando não é atraso, é retrocesso.
PD,
Fiquei muio triste, confesso. Mas celebro a vitória da ética. Gabeira foi íntegro a campanha inteira. E isso é para ser comemorado. Decepção foi quem traiu a ética. Dias felizes, mas dias tb trsites. Talvez a sua distancia consiga ver com cores mais nítidas tudo que aconteceu por lá (já voltei pra SP).
mas valeu,
bjos
Bruno surfistinho:
Mas não se irrite, mas não se irrite…
Eu, enquanto professor e palestrante (embora não palestrino, e sim botafoguista), não uso data vênia, uso data show, mas muito amiúde, só quando é mister usar-se-lhe o.
[...] internada às pressas 2) Executivos do Google adquirem nave militar 3) 23 variações de vampiro 4) A vitória de Fernando Gabeira? 5) Neil Gaiman fala sobre Coraline, o filme 6) Porque ela não consegue mais ouvir Elliot Smith 7) [...]
SERRA, presidente eleito pelo PIG:
” O colunista do Jornal do Brasil, Mauro Santayana, acha que os políticos paulistas acreditam ainda em Roberto de Abreu Sodré, que foi governador de São Paulo. Sodré dizia que São Paulo era o Cabo Canaveral da política brasileira. Segundo Santayana, Fernando Henrique Cardoso, por exemplo, também acredita nisso: “onde já se viu um Presidente da República de Minas? Minas não tem a Avenida Paulista, Minas não tem o Wall Street….”, ironiza Santayana1
Então, PD, para você que pensa que o Bush ganhou em 2000 por causa dos votos ao Nader na Flórida, pode se sentir culpado da derrota do Gabeira…
Eduardo Paes, todo fogoso nas CPIs de apuração de responsabilidades do esquema criminoso de compra de votos, vulgarmente chamado de mensalão, beija a mão de Lula, o chefão da quadrilha, e pede desculpas.
Ou seja: mais um político que vende a mãe para ganhar eleição. E a alma. Se é que a mesma já não abandonou o cavalo, paraguaio.
Boa atualização do PD aí em cima. De um certo ângulo, a questão do governo do Rio passa mesmo ao largo dos intermináveis debates ideológicos; se chegássemos a um ponto em que a divisão da cidade fosse a linha que separa política de fisiologismo, tanto melhor. E a exemplo do Pedro, #41, desconfio que essa divisão não seria tão vincada por faixa de renda ou área geográfica. Questão de ler estatísticas. Fernanda Abreu (!) não é a única a observar há muitos anos que há tesouros na favela e miséria no Japão. Há um “ritmo preciso” a ser construído na cidade e que demanda, claro, bom senso econômico, inclusive o que se traduz em asfalto, posto de saúde, polícia e escola pública funcionando para valer; mas também políticas culturais (inclusive em escala micro) apoiadas por mecenatos decentes e administrações públicas pelo menos ilustradas. Lugares comuns; e no entanto haja grãos de sal: o kikomarinho, #14, ao lembrar da existência do Palácio Pedro Ernesto; e sobretudo o Cabral, #4, apontam alguns limites úteis a ter presentes quando se deseja refletir sobre o Rio e inventar algo que valha a pena. Bom, gosto tanto da cidade que até Fernanda Abreu fui tirar do baú. Deixo para me arrepender amanhã.
Com data show, então, senhor doutor. Só mesmo sendo botafoguense para ser tão emcimadomurista. O cara além de doutor, dá show para galera. Brincadeira. Vai de kombi para o Maraca com a torcida da estrela decadente e fica aqui chorando, rabujento e resmungão.
A Me está certa….houve o chamado momento ruptura…..aí o tráfico tomou conta e os Cieps se foram…….a casa caiu…..Brizolla pirou…..baixou o caboclo moreira lima e em Sampa surgiu a elite Fleury/Covas/Alck/Sergio Mota/Aloisio Nunes/Paulo Renato/FHC/Kassab/Serra Chiriquio/Madeira/Clovis Carvalho e o Consenso de Washington via Bresser Pereira/Pedro Malan e cia! E a claque Paranaense /Mineira /Carioca…….a ralé torpe que nos governou de 95 até 2002 e nos governará por mais 08 anos…..triste trabalhador!
Quem corrige pronome aqui nessa mixórida SOU EU. Estamos entendidos?
João Paulo. As direções tinham uma relativa autonomia de organização. Havia grandes diferenças entre os Cieps. O mais bacana na minha opinião foi do Lavradio. A Laura … pô… que diretora, que pedagoga, que administradora escolar…
Aulas ocorriam de manhã e à tarde, montar grade horária é um inferno que eu nunca enfrentei, enquanto orientadora diplomada, sabe aquela figura chata prá onde mandam todos os abacaxis mal descascáveis? Pois é… Isso de horário é coisa para as administradoras. Alguns problemas ocorriam sobretudo depois do almoço. Havia uma visão pouco prática de quem elaborava a grade de merenda, assim uma vez por semana o almoço era iscas de fígado, batata doce cozida, arroz e feijão. Prefiro não comentar.
Minhas cordas vocais nada sofreram, pois nunca dei aula em nenhum Ciep. Mas aquelas paredes pela metade só podiam ter saído da cabeça do Niemeyer. Grande escultor o Niemeyer. O video cassete não funcionava por que era beta-esqueci o resto. Um sistema que nasceu condenado à falência. Assim a televisão deixou de servir como instrumento pedagógico e era só distração. Foi com os muitos meninos terríveis de meus cieps que aprendi a ver Chaves, Chapolim Colorado, Sérgio Mallandro, Carrossel etc… Se você não pode com eles, junte-se a eles era o meu lema. Afinal, tinha que entendê-los. Nós procurávamos animar a coisa. festival de karaokê de pagode, festa de tudo… Para trazer a comunidade para a escola. A comunidade não parecia muito interessada não.
A biblioteca (sala de leitura) tinha um acervo maravilhoso. Existiam duas bibliotecas nos Cieps. Uma da sala de leitura, uma construção isolada do prédio principal, que a princípio deveria servir à toda a comunidade. independente de ser pai ou não de alunos. Obra acho que quase completa de Jorge Amado, por exemplo. E os clássicos da literatura brasileira. Enciclopédia… não me lembro se era Delta ou Mirador. Dicionários, vários.
E tinha a biblioteca da sala de estudo. Só obras de referência. Aquelas duas coleções de bolso da Brasiliense… uma era de história a outra parecida com a Que sais-je da PUF… esqueci o nome, vários temas. Dicionário biográfico da FGV. O campeão de empréstimos era o Tesouro da Juventude. Em seguida vinha Cosmos de Carl Sagan. Sim, meus meninos favelados adoravam estudar e ler sobre as estrelas. :-)))) Eles brigavam por aquele livro :-))). Desenvolveram um amor pelo xadrez que era um gosto de ver (trabalho das equipes de matemática que começava na construção do tabuleiro). Nos horários livres eles se dividiam, alguns iam para a sala de estudo, outros iam ver televisão, outros iam para a quadra. E eu ficava circulando investigando-os.
No segundo mandato, nós já tínhamos experiência acumulada, queríamos aperfeiçoar as coisas. Queríamos mais professores de educação física, com especialização em dança, ginástica rítmica e olímpica. Queríamos fechar as paredes. Queríamos que os médicos e dentistas voltassem a aparecer. Só quem nunca passou por uma epidemia de chato pode conceber uma escola daquele tipo sem nenhuma assistência de profissional de saúde. Uma boa enfermeira já nos ajudaria muito. Queríamos psicólogos para dar assistência a alunos, professores, funcionários. As situações… As vezes acho graça e sinto muita raiva ao mesmo tempo, quando leio coisas aqui e em outros lugares… O povo, os favelados, os miseráveis… assim no abstrato. O que aquelas pessoas sofrem não é para qualquer um não. É um universo tão violento que não dá para nenhum sociólogo imaginar. Não é Cidade de Deus, é pior, é uma violência surda, cotidiana, que vai da alimentação escassa e de má qualidade até a banalização da mutilação, da tortura, do assassinato. Criança de 9, 10 anos fazendo rodinha para ver cadáver desovado. O pior é isso, para eles aquele horror não é um horror. Só olhando aqueles olhinhos todos os dias para entender. Para os professores foi uma experiência muito dura. Muito recém-formado. Apesar da minha experiência eu nunca tinha trabalhado tão dentro de uma favela. E entrar em favela é uma experiência inesquecível. Fui voluntária, acreditando na proposta e não me arrependo. Tem coisas que não vou esquecer nunca. Queríamos algum tipo de experiência profissionalizante e os alunos também queriam. Foi uma briga feia, que nós perdemos. Darcy ficou irredutível e ele se entendia quase como dono dos Cieps. Foi um erro importante.
Daí, eu me aborreci, não agüentei ver aquela escola onde eu tinha apostado tanto virar uma sombra pálida do que poderia ser por causa do corte de verbas e saí. E fui fazer outra coisa e ganhar mais, sem me envolver tanto.
Olha, eu não li nenhum comentário acima, então me desculpem se eu estou repetindo o que já foi colocado.
Mas é o seguinte: amanhã é dia do servidor público. Ponto facultativo, sinônimo de feriado.
O governador Cabral não é ingênuo, puxou o feriado de terça para segunda supondo que boa parte dos servidores estaduais - sobretudo os concursados - e seus familiares mais próximos estariam do lado do Gabeira. O prefeito também fez uma jogada política: servidores municipais folgam na próxima sexta.
Acontece que é praxe desde os tempos dos milicos passar feriados, sobretudo no serviço público, para segunda ou sexta, uma vez que também é praxe dos brasileiros enforcar um dia a mais caso o feriado caia na terça ou na quinta.
Supondo então que a derrota do Gabeira-político por quem tenho enorme simpatia e que teria meu voto caso fosse eu eleitor carioca- tenha perdido por conta desse feriadão, então a culpa não é do Cabral nem do TRE. A responsabilidade é daqueles que se abstiveram do direito de votar para curtir um feriadão longe da cidade. Só vota quem é maior de 16 anos, portanto ninguém precisa de papai, mamãe, governador, juiz do TRE ou jornalista de blog para dizer se devem ou não viajar para aproveitar um fim de semana esticado.
A possibilidade de uma derrota por conta da abstenção, numa competição acirrada, é uma conseqüência que já foi comprovada na Flórida no ano 2000.
O Gabeira saiu de um insignificante 7% no primeiro turno para quase um empate técnico com o Paes.
Depois teve tudo nas mãos para continuar a escalada e não soube aproveitar. Talvez superestimasse seu estilo bom rapaz, que vinha dando certo. Não custava mudar um pouco para não ser surprendido pelas rasteiras do adversário. Bobeou e dançou, nada mais do que isso. Teria inclusive se esquivado do apoio de artistas que o ofereceram. Por que?
Mas gostaria de saber se o Paes vai usar os 6 bilhões de reais que o Cesar Maia disse um dia ter nos cofres municipais. O Maia oferecia empréstimos ao estado enquanto as ruas em todos os bairros, os hospitais, as redes de saneamento, o transporte e uma série de outras providências iam ficando para depois.
Fui Cesar Maia em duas eleições, mas acho que ele pirou. Cesar Maia nunca mais.
Memento, #79: sair das abstrações. Receita muito antiga; existe outra? E por outro lado, a aplicação varia à beça. Haja discernimento.
Rá, Pedro Doria, quando o Obama perder, você também se sairá com essa? “Obama perdeu, mas ganhamos assim mesmo”? Eis uma ousadia retórica, para tentar reverter a dureza dos fatos. Ademais, se fosse a Sarah Palin que tivesse feito um comentário equivalente ao do Gabeira, imagine só o que não teria sido dito sobre ela: incompetente, inapta, ignorante e por aí vai… Agora, como é um progressista da onda verde, tudo vale…
Pedro Doria,
Aqui está tua frase que eu discordo.
Mas, no caminho, ele mostrou que, embora mais brutal e violento, o fisiologismo está começando a perder espaço político. Está se auto-destruindo.
Não, Pedro Doria, o fisiologismo não está se autodestruindo, na minha avaliação, está se retroalimentando.
Mas, também, à César o que é de César.
O PMDB ficou com 1201 municípios, o PSB 786, o PT 559 - foi o que mais cresceu: 36% - o PP 555, o DEM 500 - o que mais perdeu: menos 37% e PTB 414.
Então César tomou o que era dele, o Rio, Porto Alegre, Salvador e outras 3 capitais.
Só que César, meio esquizofrênico, toma o que lhe dá na cabeça, e dá o rabo, ou o que sai dele, depende de como se olha. Essa cabeça e rabo agora serão disputadas a tapas e cuecas recheadas para 2010.
Não, Pedro Doria, o fisiologismo não perdeu. Ganhou e continua firme e cada vez mais forte.
Ao menos a direita mais direitopata, o DEM, sifu de quatro e lágrimas nos olhos pois foi sem vaselina nem carinho. Vejamos pelo lado otimista, o fisiologismo tá mais pro antigo PTB. Que não há diferenças em suas práticas corruptas, o PT nos ensinou bem, mas pelo menos o povão leva algum supermercado pra casa. Com o DEM isso seria impossível, carregando nas tintas, acham que a fome de alguns para a fortuna de poucos é o caminho do bem. Aí, meus amigos, é melhor ficar com Zé Dirceu, Delúbio, Silvinho e Berzoini. Eles que tomem vinhos de 2.000 reais a garrafa, mas pelo menos dêem brioche pro povo.
O bom dessas eleições no Brasil é a débâcle do PT, ampla, geral, irrestrita.
Resiste ainda nos grotões.
Não por muito tempo.
Dez, nove, oito, sete, seis, cinco, quatro, três, dois, um….e lá vem um petista furioso nas tamancas contestar meu post…
Marco direitoba bushista,
Derrota do PT para o PMDB, que nem é oposição. Genial, nada mal para um bushista.
O que essas eleições mostraram é que o Pt não tem quadros suficientes para disputar eleições. A realidade mostra a impossibilidade de um governo do PT ou de qualquer partido sem uma coligação nacional com o PMDB, de preferência. O Maior partido e a maior legenda de aluguel.
Não é post. É comment.
(para o 87)
É…… o PT perdeu e teve 21,6 milhões de votos…….
Nos grotões né?
AH! Pax…….fala sério……
E quase 40 % dos votos da big city………
Pax: o fisiologismo não perdeu. Mas o fisiologismo quase perdeu. Precisou usar de todas suas armas para vencer por muito, muito pouco. Pela primeira vez, o fisiologismo quase perdeu. Ele que é há 40 anos a essência da política carioca está perdendo espaço.
Pedro, desculpe, as fronteiras do Rio, do município, são as fronteiras do antigo Distrito Federal. Irajá é carioca pra caramba. O ponto em que posso ceder a você, defensor que sou da recriação do Estado da Guanabara, é que devemos repensar o que seriam as fronteiras da Guanabara. E estas incluiriam a Baixada Fluminense, claro. Meio samba está lá. É uma parte integrante da economia do Rio de Janeiro. Quem mora lá, muitas vezes, trabalha no Rio. A Baixada é carioca. Não quer dizer que Irajá não o seja.
E, se vc comentar com alguém em Irajá que seu bairro é quase Baixada, vão te passar uma descompostura sem tamanho. Me perdoe, descompostura merecida. O lugar já tinha igreja e já era reconhecida como parte do Rio no século 17. A cidade não tinha nem cem anos, o ouro não havia sido descoberto em Minas, os Sá mandavam neste nosso canto, ninguém imaginava independência, os bandeirantes ainda abriam os sertões. Pedro: Minas não existia ainda e Irajá já era carioca, bicho.
Não parte a cidade mais do que ela já está partida, vá.
”mas gostaria de ver antes como foi a distribuição dos votos pelas regiões da cidade.”
Veja nesta noticia: http://g1.globo.com/Eleicoes2008/0,,MUL837800-15693,00-PAES+VENCE+EM+DAS+ZONAS+ELEITORAIS+DO+RIO+E+GABEIRA+EM.html
Vc tem razao, Gabeira conquistou mais ou menos 35% dos votos na Zona Oeste… e vice-versa…
Doria, inclusive e adendando sua ardorosa defesa suburbana de Irajá, lá ouvi bons chorinhos no Suvaco de Cobra, cheio de goró e feliz da vida. Não parecia a Baixada. Donde saiu essa idéia????
Doria, foi de fazer inveja ao Gabeira. Vc. poderia ter sido o auxiliar dele para assuntos suburbanos.
Comments, não. Post, sim, jornalistas que somos graças a Internet. Para o # 92
Putz, Memento de novo no meu book.
zona oeste - Anil, Bangu, Barra da Tijuca, Barra de Guaratiba, Camorim, Campo Grande, Campo dos Afonsos, Cidade de Deus, Cosmos, Curicica, Deodoro, Freguesia, Gardênia Azul, Gericinó, Grumari, Guaratiba, Inhoaíba, Itanhangá, Jacarepaguá, Jardim Sulacap, Joá, Magalhães Bastos, Paciência, Padre Miguel, Pechincha, Pedra de Guaratiba, Praça Seca, Realengo, Recreio dos Bandeirantes, Rio das Pedras, Santa Cruz, Santíssimo, Senador Camará, Senador Vasconcelos, Sepetiba, Tanque, Taquara, Vargem Grande, Vargem Pequena, Vila Militar, Vila Valqueire….
Gardênia Azul, vá lá.
Mas a Barra da Tijuca, a da ” estátua da liberdade “, fake e feia, pode ser considerada parte da linda cidade do Rio de Janeiro?
respostas para a redação aos cuidados de Dna Neide.
Barra da Tijuca
História do Bairro
Os primeiros habitantes da Barra da Tijuca foram os índios tamoios, que mantinham uma grande taba próxima onde hoje está a lagoa do Camorim.
Seu nome era Guará-Guassú-Mirim (literalmente “filhote de lobo grande”).
Em 1565, Estácio de Sá doou essas terras ao sesmeiro Antônio Preto, que nada fez com elas.
Em 1570, Salvador de Sá, terceiro governador do Rio de Janeiro, mandou para a região diversos trabalhadores braçais índios, chefiados pelo cacique Mandu, para revolver a terra e plantar cana-de-açúcar.
Ao que parece, a aldeia de Guará-Guassú-Mirim já havia sido extinta, ou os índios já teriam se mudado, receando contatos com seus novos donos da terra.
Em 1594, Salvador transferiu as posses territoriais de toda a zona oeste da cidade a seus dois filhos: Martinho e Gonçalo.
A Martinho, menos empreendedor que o irmão, mas, por sua vez, mais afeito a aventuras, ficou com a várzea de Jacarepaguá (cuja tradução é “lagoa chata dos jacarés”).
A Gonçalo, caberia toda a restinga de Jacarepaguá, áreas planas e praianas correspondentes às atuais praias do Vidigal, Gávea e Barra da Tijuca.
Em setembro de 1594, Gonçalo fundou o Engenho Camorim, próximo à lagoa do mesmo nome (dentre as possíveis traduções de Camorim, está a de “robalo”, um dos peixes abundantes no local).
Por muitos anos, a restinga da Barra da Tijuca foi tomada por extenso canavial…
“….lagoa chata dos jacarés…” -
É carioca?
A Barra da Tijuca é formada por oito distritos (oficialmente bairros): Barra da Tijuca, Recreio dos Bandeirantes, Vargem Pequena, Vargem Grande, Camorim, Grumari, Joá e Itanhangá, abrangendo uma população de aproximadamente 220 mil pessoas.
Sua área total é de 165,59 km2, pouco maior que o tamanho da cidade de Miami.
Os nascidos na Barra da Tijuca ou os que lá vivem são chamados de barristas.
barristas, miami….é carioca?
Sei não…
Acho mesmo é a “máquina política” não deu ao Gabeira a devida importância. Acho que gente como Crivella (argh!!!) e Wagner Montes ( quádruplos arghs!!!) não acreditaram no “efeito gabeira”. Os dois já citados (incontáveis arghs!!!) mais o Paes, achavam que a briga ia ficar mesmo “nas cabeças” e que o Gabeira não estava no páreo e por isso não assestaram as baterias para fazerem fogo mais pesado contra ele.
Não conheço muito a política carioca, mas talvez a relevante votação do Gabeira decorreu mesmo mais dum descuido das “putas velhas” da política guanabarina do que de méritos do próprio Gabeira.
Acreditar que quase 50% do povo “aprendeu” a escolher e que “falta pouco” para mostrarmos que Pelé estava errado ( brasileiro não sabe votar, lembram??) é uma espécie de prêmio de consolação. Quando se fala de “povo” ou pior ainda de “eleitores”, se está falando duma massa que age por ignorância ou manipulação ou uma triste ( e às vêzes lucrativa) combinação destes fatores…
A vitória apertadérrima do Paes não valoriza o Gabeira nem demonstra “aprendizado” do eleitorado. Daqui de longe (felizmente), parece mais que os macacos velhos da ex capital de república vacilaram e não deram atenção ao azarão…
Agora gente, falando sério: Uma cidade como o Rio cogitar, mesmo que remotamente ter um Wagner Montes como prefeito é de matar!!!
Um Crivella ainda vá lá. A crentaida tá acostumada a babar atrás de qualquer um que fale bem e que arrote espíritos santos por aí. Um Paes ainda passa se considerarmos apoios, subornos e maracutaias, mas um Wagner Montes!!! Puta que o Pariu!!! isso é demais mesmo para o Rio, mesmo para o Brasil.
Pedro, não sabia que o feriado foi inventado pelo governador. O Serginho tem esse poder todo, de decretar feriado nacional semi-oficioso-antecipado pelo Brasil afora?
Breaking the News- California - Mr X descobre e impede plano para assassinar Obama !
A polícia americana desmantelou nesta segunda-feira um plano de dois neonazistas “skinheads” para assassinar o candidato presidencial democrata, Barack Obama .
O plano dos neonazistas foi descoberto pela agência federal que se ocupa da luta contra o tráfico de armas, explosivos, álcool e tabaco, graças a preciosa ajuda de um brasileiro conhecido como Mr.X.
comentário- finalmente desfeito o mistério da ida aos EUA de Mr.X, supostamente ” para um projeto secreto em uma universidade …e mais não posso dizer…”
X, além do blog, sabe-se agora, é também o campeão dos direitos humanos e democráticos dos candidatos a presidência dos EUA.
A Fox News especula sobre recente viagem de X ao Alaska. Existem fortes indícios que o agente brasileiro estivesse protegendo Sarah Palin de ameaças.
Para maior segurança da família, X sugeriu, e a vice candidata aceitou, que seu marido e filhos ficassem em local ” mais protegido ”
Permaneceram na casa sede do governo do Alaska apenas Sarah e o agente.
” Ele dormia na sala, declarou a ex miss. Me senti segura o tempo inteiro, ” completou a governadora resaltando que ” jamais cederá aos terroristas inimigos da América”
Pois com relação a este feriadão imoral mas não ilegal, só posso dizer que se REALMENTE os cariocas viajantes gostassem do Gabeira, teriam ficado e votado nele.
Se viajaram para curtir o feriadão, não tão nem aí para a cidade ou para quem vai cuidar dela…
E como a política da Guanabara não é meu forte, vou-me…
Boa Noite.
marco, lembrei d’aquele teu perfil sobre a Jandira que é docaralho, que vc publicou aqui… Lembra onde foi? queria ler de novo.
Putz, de tudo que li, Broncão, o que mais gostei foi o Guanabara. Muito tempo que não via ou escutava essa palavra.
Marco, qualé? Vc. como bushista deveria adora a Miami da Guanabara.
E aproveitando a onda verde que morreu na praia, esta merda de vitória do Duda das Milícias é mesmo uma merda. Que merda de candidato ganha por meio maracanã e canta vitória? Eduardo Paes, do Lula, Crivella, Jandira, Cabral, Pt-do-Rio-sem-o Molon… quem mais?
Bahh!
Minha vó morta soltava peidos mais populares que essas alianças de arruela….
Arpex, as alianças do Gabeira eram também de tapar o nariz.
Vamos para outra, deixa o caixão descer.
caixão de quem , cara pálida?
Posição?
Cadê posição?
Estado de São Paulo- Boneco de Palin enforcado faz sucesso nos EUA
Figura vira atração turística de casa em Los Angeles; John McCain é mostrado sendo queimado na chaminé.
LOS ANGELES - Um boneco enforcado com a aparência da candidata republicana à vice-presidência dos Estados Unidos, Sarah Palin, se tornou nesta segunda-feira, 27, alvo de polêmica e atração turística no bairro de West Hollywood em Los Angeles. A figura, vestida de vermelho, com cabelo castanho e óculos, foi pendurada do telhado de uma casa de cuja chaminé sai outro boneco com o aspecto de John McCain, candidato republicano à Casa Branca, que parece estar sendo queimado vivo.
comentário- Aí está o motivo das preocupações de X , e a razão principal de sua viagem ao Alaska.
ps- Arpex, caro, vou dar uma procurada…em todo caso obrigado ,,,,ps do ps- por favor entenda que existe um crime em andamento nos EUA que somente nosso bravo X poderá impedir.
Estou 100% envolvido nesse acompanhamento.
Em tempo, Palin desmente maldosos rumores de que estaria passando por algo muito semelhante ao ” espírito de estocolmo” devido a onipresente e já um tanto longa permanência de X em sua casa…
Pele vermelha, o Paes já ganhou.
Manda o Gabeira seqüestrar o Paes.
O Paes ganhou, claro…
Que porra é essa, concurso de beleza?
Espero que ao menos suas alianças, tão lá às esquerdas, tenham o bom senso de acompanhar essa administração.
Afinal, se espera que tenham ideais, né não?
Ainda nem ganhou e já querem matar o negão Obama.
Duro ser presidente dos EUA.
Xeprão, tu parece que está gorozado. Votei no Chico Alencar no primeiro turno. Esperava que o gabiroba conseguisse unir as forças progressistas cariocas, mas se contentou com os herdeiros do velho barreiro e o mala. Tem culpa eu?
Eu hein, Frufrus!?
Não tem nada contigo não…
Tô gorozado não, é que o dedo anda solto, cheio de palavrão… (que poder o dos palavrões!), cansado…
Pra mim ficou parecendo que as forças progressistas foram as que peidaram, mas não foram eles…
Bom, parabéns ao Rio, que votou e elegeu. Não adianta dizer que não adiantou. É um exercício, sempre é, de ampliação de consciência, de responsabilidade.
Apesar dos 20% de abstenção e da esquerda maturada, essa que não querendo dizer porra nenhuma venceu.
Duda Paes, espero que curta seu presentinho e se recupere logo de sua vitória com gostinho de nãoseiquemfui e comece a trabalhar direito, porque eu moro aqui. Sinceramente.
Saravá, bás noite.
Excelente o post. Mas, sei lá, acho que estou mais com o comentador PAX do que com o Pedro Dória.
Gostaria de ser mais otimista, sobretudo em relação ao Rio (sou carioca, saí da cidade ainda menino). Não sei, em que medida, o fisiologismo se autodestruirá. Pragas como essa se reinventam, têm mil faces. Penso que o fisiologismo fica por aí, sim, pelo menos enquanto houver o abismo social (desigualdade é eufemismo). E, claro, existe uma causa importante, para além da pobreza, que convém salientar.
Penso que o nome da peste é “emenda individual ao orçamento”. É isso que, no final, dá nome do vereador ao posto de saúde, à escola pública, ao centro comunitário. Ao menos, constrange alguns nomes nas placas de inauguração. É por aí que se negocia sustentação e governabilidade no parlamento, palavras cujo significado prático costuma ser impublicável. Troca-se votos na Câmara pela supostamente nobre construção de um posto de saúde (ou de uma ponte para o deputado…).
Talvez, não sei, fosse o caso de se aprovar apenas emendas de bancada, que não fulaniza a verba (porque extinguir toda e qualquer emenda seria dar poderes irrestritos ao Executivo, outro perigo). O parlamento precisa ter poder para alterar a peça orçamentária. Como fazê-lo e evitar práticas condenáveis?
O fim do nepotismo veio em boa hora, embora possa haver uma injustiça aqui ou ali. Mas era preciso acabar com o cabide e o reforço da renda doméstica de familiares de agentes públicos. Ainda falta dar transparência nos gastos de gabinete. Falta muita coisa.
O Rio continua das milicias e do crime organizado, que participaram ativamente das eleições, como tambem, os templos cassinos que lavam dinheiro livres de impostos. Continua, enfim, terra da corrupção e das balas perdidas, das mortes e da policia matadora. Continua tudo igual e com o apoio do Lula.
Querido Pedro Dória,
suas analises refletem com intensidade o que nós, críticos do modo como a política tem sido feita, não conseguiriamos expressar com meras palavras ou pesares .
Obrigado por sua coragem,
Você é alguém em quem podemos confiar, pois é destemido e inteligente, o que precisamos em época de vacas magras e corruptas.
Rodrigo F. Rosa
Meus caros, menos. O Rio não venceu com a estrondosa , musical e (quase sempre) bem nascida onda Gabeira. Tampouco venceu com a Mauricebice do jovem Paes, talvez um dos políticos mais velhos do atual cenário pátrio.
Não custa lembrar que a vitória de Gabeira, seria também a vitória do PSDB, que bem entende de fisiologismo,diga-se. E seria também a redenção de uma boa parcela do que há de mais preconceituoso na cidade, essa gente bonita que tem nojinho de pobre. Aliás, o máximo que o Gabeira conseguiu falar sobre a questão das favelas, por exemplo, foi ressaltar a necessidade de contê-las com os tais eco-limites. É pouco,muito pouco.
Gabeira pareceu querer passar a imagem de uma ilha de ética e moral ilibada na podridão purulenta dos mares políticos. Que arquipélago governaria com ele ?
Acho que vale o pé atrás. E talvez a derrota tenha sido boa por evitar uma decepção ainda maior ali adiante. O fato é que o Rio ainda está se devendo um candidato à altura de suas possibilidades.
“Fisiologismo não é ‘a política real’. Fisiologismo é crime.”
Sera que um dia sera possivel acabar com o Fisiologismo no Brasil?
CQC: Caetano não foi votar. (Estava em Roma, num festival de cinema)
Sem mais….
PD
eu realmente devo ter me expressado mal. Eu acho que Irajá é muito carioca, o que eu tenho dúvidas é se Santa Cruz, Campo Grande, Pedra de Guaratiba e muitas outras regiões do Rio de Janeiro também são. O que eu quis dizer é que Duque de Caxias é mais carioca que estas regiões.
Eu acho muito boa idéia recriar o Estado da Guanabara, eu só me pergunto se deveria haver um grande município. E não vários pequenos. Palo Alto é um município, não? Apesar de ser parte da grande São Francisco.
No Brasil, muita gente acha que criar mais municípios é um absurdo porque significa mais vereadores, mais estruturas administrativas, corrupção e etc. Em suma, aumento de custo.
Isto é verdade, mas small is beautifull. Pode parecer um enorme preconceito querer separar a cidade do Rio de Janeiro em outras cidades. Tipo, a Zona Sul quer tudo para ela e que os outros se explodam.
Mas pare e pense: o que esta parte enorme da Zona Oeste se beneficia em ser parte do município do Rio de Janeiro? É a parte que tem menos serviços, menos saneamento, o transporte é pior, a violência é maior, as escolas são melhores.
Por outro lado, tudo que eu listei, se não é maravilhoso na Zona Sul, certamente é melhor. E se considerarmos a arrecadação de impostos, a Zona Oeste teria como receber muito mais em serviços.
Eu acho que manter este grande município só interessa à escória que quer manter o status quo.
“saber perder”
fiquei decepcionado com a postura do meu candidato em ambos os turnos um dia após anunciado o final da apuração.
gente… o gabeira perdeu nas urnas, e ponto. acho que é bobagem falar em “marmelada” ou em deixar o processo sub júdice…
putz! o rio tem MUITA coisa que precisa ser feita é devemos iniciar a mobilização JÁ!
não, ninguém é obrigado a achar o Paes um cara tão admirável quanto o Gabeira, mas ele VAI tomar posse em 1o. de janeiro de 2009 e vai administrar a nossa cidade. Um administrador público é só uma das muitas pecinhas da engrenagem que vão colaborar na reconstrução do Rio.
nós podemos (na minha opinião devemos) trabalhar pelo bem da cidade e não adotar uma postura infantil e intransigente de “botar água no chope” do Paes. a atitude negativa pode ser resumida no tipo de oposição que o PT ao FHC e que DEM/PSDB fizeram na época do mensalão. O amadurecimento político deve se dar no intuito de fazer uma oposição propositiva, tão gentil e carinhosa como foi essa sensacional campanha de Gabeira.
ouvindo o discurso do Gabeira e de parte de seus eleitores fica aquela impressão que dignidade/transparência/limpeza eram só estratégias políticas vazias de conteúdo, condicionadas à vitória eleitoral. com a derrota parece que vem uma onda de bílis/rancor/remorso.
francamente… eu esperava mais dos cariocas que apoiaram o Gabeira
tenho uma filha jovem, e olha só o que os jovens estão combinando via orkut:
PROTESTO ANTICANDIDATURA SUJA DE PAES 31/10 CENTRO
Protesto pró-moralização democrática nas eleições de 2008 do RIO DE JANEIRO!
20% de abstinência POR CAUSA DO FERIADO ADIANTADO PELO GOVERNO ESTADUAL
E OS MILHARES DE CRIMES ELEITORES FEITO POR PAES
QUEREMOS INVALIDAÇÃO DA ELEIÇÃO!
QUASE 1 MILHÃO DE CIDADÃOS NÃO VOTARAM!
Sexta-feira na Cinelândia 12h, saindo as 13h para o TRE
DE PRETO
RESUMO:
1. Candidatura registrada fora do prazo de desincompatiblização;
2. 50 milhões de reais de despesa de campanha - quem bancou?
3. Uso político das UPAs (em Barra Mansa o prefeito eleito perdeu o cargo por isso) e restaurantes populares
4. Corrupção eleitoral, coação de leitores na Rocinha, ZN (região da Pavuna) e ZO
5. Boca de urna por vereadores eleitos da coligação oposta
6. Campanha difamatória contra Gabeira, claramente bancada e sustentada por políticos da outra coligação (tipo Liliam Sá e Clarissa Garotinho)
PAES NAO GANHOU O RIO DE JANEIRO! ISSO É UMA FARSA
Alguns comentários, aqui, como o de Pedro Doria, defendem a recriação do Estado da Guanabara. O dono do blog chega a propor que os municípios da Baixada FLUMINENSE façam parte do novo Estado proposto.
Desculpem a franqueza, mas essa proposta é absurda, por vários motivos.
A Guanabara foi um Estado artificial, criado como tampão provisório das pressões políticas do ex-Distrito Federal.
Os limites do antigo DF são inviáveis, economicamente, para justificar a estrutura de um Estado. Não tem base industrial suficiente, nem área rural viável ou capacidade de expansão.
O artifício de agregar os municípios da Baixada constitui golpe mortal no Estado Fluminense. Duque de Caxias, Nova Iguaçu e São João de Meriti, para citar apenas três, formam as maiores concentrações econômicas e populacionais para o sustento do Estado. Sem eles, o restante fluminense seria condenado à estagnação.
Essa proposta atende, parece, aos sonhos majoritários da zona sul. Indústrias na periferia, operariado escondido nas zonas jamais visitadas, muito dinheiro concentrado em pequeno território, a refrescante serra no pobre Estado vizinho e verbas, muitas verbas federais, para a instalação do novo Estado. Que coisa linda!
Salvador perdeu a condição de capital do vice-reino e não obteve nenhuma reparação similar. E o Brasil não esquece que grande parte do custo de Brasília se originou das facilidades criadas para que a nata do funcionalismo federal se transferisse para o planalto.
Pedro Doria,
Não sei se você acompanha o blog do Flavio Gomes, mas lá encontrei o texto mais bacana que li a respeito das eleições no Rio. Aqui:
http://colunistas.ig.com.br/flaviogomes/2008/10/26/gira-mondo-gira-8/#comments
Gabeira, nadou, nadou e morreu na praia. Agora fica choramingando.
Uma coisa boa dessa derrota foi que deixou o Caetano Veloso chateado. Qualquer coisa que deixe o Caetano veloso chateado tem algo de muito positivo.
Prezados,
Gabeira ganhou espaço na midia e mais, sem se queimar como prefeito, ou Vcs acham que ele realmente queria ser prefeito? O objetivo dele jamais foi ganhar a eleição. Tem gente que ainda acredita em papai noel. Quem votou em nele fez papel de inocente util.
gj
O Rio teve a chance de eleger Gabeira….essa frase mostra a presunção dos derrotqados.
“do Rio que sempre foi, é e sempre será a vanguarda comportamental deste país cafona, conservador e deprimente que é o Brasil forjado pela elite e pela classe média mais bestas de que se tem notícia desde o big-bang.”
chest- tradução: se vocês não votarem como eu quero, vocês são feios, bobos e chatos, chuif, chuif
essa última é do Flavio Gomes, o último dos moicanos (aliás, stalinistas).
(134)Tambem desconfio que o Gabeira não queria mesmo ser prefeito.
O fato é que boa parte do voto na cidade do Rio é voto de cabresto, controlado pela milícia, pelos traficantes e pelas igrejas pentecostais.
Essas forças sabiam que, se Fernando Gabeira chegasse ao poder, os velhos esquemas de poder iam ser chacoalhados. Por isso, se esforçaram e conseguiram barrar a eleição dele.
Tudo tende a continuar como antes, no Quartel de Abrantes.
E o Rio de Janeiro é a Nápoles brasileira, no pior sentido que essa definição pode ter.
Mais não preciso dizer.
Me inscrevo no time dos otimistas: acho que a campanha, da forma como foi feita, mostrou-se possível; acho que com alguns ajustes pode ir até melhor (eleiçõ0es para governador estão próximas); acho que foi uma vitória parcial; acho que não se necessita de cabos eleitorais pagos (e voltarmos a fazer como sempre se fez); acho que o Gabeira está 90% pronto, (mas os 10 que faltam valem por 30% ;-) ); acho que é um sinal, ainda que esporádico, episódico, e que existe espaço para isso acontecer.
O Rio sempre foi “vanguardista”. Muitos dos costumes nacionais nascem no Rio, quer seja pela fama, quer seja pela Globo. Uma possibilidade se abre e, quem sabe, com isso boas novidades no futuro?
É o que todos esperamos.
Sds
MNobre
Entrei aqui sem ler a caixa toda, mas quero comentar a opinião do Pedro Dória de que o fisiologismo beneficia mais os mais pobres.
O argumento é falso. O fisiologismo beneficia principalmente os mais ricos. As grandes empresas com negócios escusos com a administração pública. Os moradores da Zona Sul que recebe os maiores investimento em estrutura urbana.
Os pobres vivem das migalhas que caem da mesa.
Sobre a divisão geográfica do voto: Gabeira perdeu em regiões da zona norte e da zona leste por algo como 60×40. Mas ganhou, por exemplo, na Zona Eleitoral 004 em Botafogo com 74%, e na Zona 005 em Copacabana com 71%.
Se os mais pobres votaram em Paes, provavelmente foi porque ele ofereceu soluções para os problemas que mais os afligem, enquanto Gabeira foi muito bonito e idealista, mas não se preocupou com as questões que interessam diretamente os mais pobres.
Sempre resta o argumento de dizer que os pobres votam mal, quando não escolhem os candidatos que nós da classe média oferecemos como solução. Acho que eles são, sim, muito politizados, nós é que estamos encastelados em condomínios e carros com ar condicionado, incapazes de perceber a realidade das cidades onde vivemos, a não ser quando balas perdidas ou engarrafamentos perturbam nossa paz.
Esse papo de que Rio é vanguardista já foi…..
O Rio de Janeiro (zona sul) é uma cidade de funcionários públicos que se aposentaram e estão acostumados a viver despreocupados com a renda futura. No máximo fazem uma greve para ter mais renda, trabalhar mais, nem pensar.
Vivem na ilusão de que a política seja a maneira de resolver seus problemas. Elegem os piores políticos, não porque sejam indiferentes, mas porque eles são iguis, seus legítimos representantes. Brizola, Moreira Franco…..só para começar.
João Paulo Rodrigues // 27/October/2008 às 14:59
Quem acha que a classe média é só e sempre reaça, e que o povão é só e sempre prafrentex, seja consciente, seja inconscientemente, não conhece mais o segundo do que a primeira.
chest- essa idéia é a mola propulsora da esquerda e da mentalidade esquerdista. Ela vinga porque todos nós (sem exceção) se descuidados, ao ouvir um discurso da esquerda, da injustiça social, da boa intenção, se sente bem.
Porque o discurso esquerdista nos coloca do lado do bem, concordar com ideias boas faz bem ao espírito.
Porem, invariavelmente quando ouvimos esse discurso, nos colocamos do lado mais fraco, de vítimas. Acreditamos que alguem virá em nosso auxílio, que alguem fará o serviço por nós, trabalhará para nós. Nunca , na hora do êxtase discursivo, nos ocorre a idéia de que nós é que teremos que sustentar um ” injustiçado social”. Nunca ocorrerá a idéia de que nossa capacidade tira o emprego de um menos capaz.
Podem ver, todo esquerdista sonha em tirar algo de alguem, dos “ricos”, do capitalista, dos tubarões, da burguesia, dos alienados, do profissional bem sucedido. A tese dos esquerdistas é tentar incutir na mente do povo que o sucesso de uns se deve ao insucesso de outros, e que os que tem sucesso tem “dívidas”.
Exatamente por isso as esquerdas não conseguem se unir, pois o projeto é sempre expoliativo, nunca construtivo. Elas não tem um projeto de plantar uma safra por exemplo, mas tem um projeto de tomar uma parte da safra.
O que JPR diz, não sei se tem consciência, é que o nível de politização (isto é, a quantidade de pessoas que acreditam que a solução de seus problemas -quaiquer problemas- passa pela política, luta-de-classes, sindicatos) é uniforme.
todos nós nos sentimos bem…..
tem mais uma classe que os esquerdistas pretendem expoliar, os latifundiários, a agro-indústria. tsc, tsc, tsc.
SOBRE MACCAIN E A DIREITA:
“Em 26 de outubro de 1967, McCain, que pilotava seu Skyhawk A-4, foi atingido pela artilharia anti-aérea dos norte-vietnamitas no momento em que disparava um míssil não contra um objetivo militar, nem contra uma unidade do exército, nem contra um buque de guerra, mas contra uma estação geradora de eletricidade que abastecia a alguns bairros. O objetivo, segundo o próprio McCain, estava em uma “zona de Hanói densamente povoada”. Densamente povoada. Um avião aparece no céu e descarrega uma chuva de mísseis em uma zona muito povoada da capital de um país.”
“O avião de Mc Cain caiu em um lago não muito longe do palácio presidencial. Com três fraturas, ele estava se afogando e vários civis que estavam nas margens, se jogaram na água para salvá-lo. Mais ou menos o que faríamos nós com alguém que tivesse acabado de bombardear nosso povo, não?”
Foi o que tu dissestes, o feriadão prejudicou o Gabeira. Observando a eleição pelas zonas eleitorais, as regiões onde o Gabeira ganhou foram as que tiveram maior porcentagem de abstenção. Mas cabe ao nosso governador apenas metade da culpa, pois ele só armou a arapuca. Infelizmente, boa parte da nossa população não troca um fim de semana prolongado na praia, para decidir o futuro da cidade.
os norte-vietnamitas são realmente maravilhosos, que povo varonil. Lembra a bondade infinita dos brasileiros. Aliás, hoje vou dar um jeito de sonhar com vietcongs, tão bonzinhos.
Alexandre, quem manda confiar em eleitor doidão?
Veritas
O único povo “bondoso”, “altruista”, “lindo”, “maravilhoso” e que realmente se preocupa com o futuro da humanidade é o povo estadunidense.
Óbviamente, na ótica do Frangão é claro…
Vejam só que na guerra do Vietnam, eles não mataram nenhum civil, não estupraram nenhuma criança e de seus helicópteros e aviões, só lançaram flores (como as que são lançadas no Iraque e no Afeganistão).
Lá, acima da linha do equador tudo é perfeição, a terra verte mel, os querubins e serafins entoam cânticos celestiais, uma verdadeira maravilha.
Um sujeito que fala em “greve de aposentados” só podia ser uma besta mesmo…