Quem é melhor para o Brasil? Obama? McCain?
Quem seria o melhor presidente dos EUA para o Brasil? Esta é uma pergunta que pode ser respondida de várias maneiras. Durante a campanha eleitoral, estes dois candidatos precisam parecer diferentes um do outro então, por isso, falam muito a respeito do que os distinguem. Uma vez na Casa Branca, entretanto, boa parte da política externa norte-americana é política de Estado. Eu pretendia, inicialmente, fazer um post falando de cada um. Mas acho que é mais fácil compará-los em um só texto.
McCain é, dos dois, quem mais cita tanto o Brasil quanto a América Latina. Em seu programa de governo, em seus discursos, o Brasil é sempre lembrado como exemplo na questão energética. Para o candidato republicano, os EUA deveriam seguir o exemplo tupinambá da produção de carros flex, que aceitam tanto álcool quanto gasolina. E McCain promete levar a zero o imposto de importação do etanol brasileiro.
Mas é importante compreender de onde vêm essas promessas. Por que McCain cita tanto o etanol brasileiro? Nos massageia o ego, por certo, mas há um motivo que tem a ver mais com política interna norte-americana do que com o bem-estar brasileiro. É que Obama é senador por Illinois, um dos maiores produtores de milho e, portanto, estado interessado nos subsídios para produção de etanol de milho. Obama não pode, em campanha, falar contra o etanol de milho. E, como senador, sempre o defendeu. Como o etanol de cana é muito mais eficiente e a política de subsidiar o milho para produção de etanol é, basicamente, estúpida, citar constantemente o exemplo brasileiro é uma maneira que McCain tem de criticar Obama com razão. E o candidato democrata não tem como reagir.
A questão é: como presidente, McCain cumpriria esta promessa? Provavelmente não, e não por sua culpa. Tanto Câmara quanto Senado serão democratas e quem tem real poder para decidir subsídios é o Congresso, não o Executivo. Após esta campanha e dois mandatos de um presidente polarizador como George W. Bush, haverá rancor no Congresso contra um presidente republicano. McCain será um presidente de mãos atadas. Curiosamente, se alguém terá real poder para mudar a política de subsídios, será Barack Obama. Ele não será mais o senador de Illinois mas o presidente de todos os Estados Unidos. E isto virá de uma negociação entre Estados, no momento em que os EUA quiserem algo do Brasil. Alguma hora, vão querer. É importante agradar o Brasil por alguns motivos. (Mais nisso adiante.)
Uma presidência é também moldada por aqueles que financiam a campanha. O dinheiro da indústria petroleira está com os republicanos. McCain sabe que a promessa de perfurar em alto-mar é pura demagogia. Há pouco petróleo lá, que não faria qualquer diferença para a independência energética dos EUA, e demoraria pelo menos uma década para a produção ter início. (Plataformas não se constroem em dois anos.) McCain, por conta de seus patrocinadores, não promoveria uma grande mudança na base energética dos EUA.
Que tipo de política energética interessa ao Brasil? Não somos uma república de bananas que vive de uma indústria só e nossos interesses, nessa história, não são apenas comerciais. O Brasil sai ganhando mais com uma política que favoreça o nascimento de uma indústria mundial e de larga escala de combustíveis alternativos. Se os EUA investirem pesado neste tipo de indústria, haverá um mercado maior em todo o mundo. E o Brasil já tem tecnologias prontas na mão para vender. O fomento de uma grande indústria de combustíveis não-fósseis é o ponto chave do governo Obama. Este será seu principal compromisso quando, logo após jurar fidelidade à Constituição, fizer seu discurso inaugural. Se ele for capaz desta mudança, é uma revolução no mundo.
Ambos os presidentes terão uma boa relação com Brasil, China e Índia. Isto é política de Estado. São países citados imediatamente em qualquer análise a respeito do estado geral do planeta. O Brasil é importante. Globalmente, regionalmente. E, desta lista de três, o Brasil é o mais fácil para os EUA. Está no mesmo hemisfério e jamais houve grandes tensões na relação. A rodada de Doha na OMC mostrou o poder diplomático do país, as tecnologias energéticas são vistas com um quê de inveja, e a produção de alimentos é acachapante.
O Brasil é importante, também, por causa de Chávez, Morales e seus pares. É bom ter um parceiro com quem conversar. Do ponto de vista norte-americano, o Brasil mantém seus vizinhos sob controle e, assim, os EUA não precisam se preocupar tanto. Mas há, nesta nossa política regional, um ponto que será importante no próximo governo: a questão das drogas. E, aí, poderemos ver alguma diferença entre as decisões do presidente McCain e as do presidente Obama.
O problema começa no México. Nos últimos anos, a violência da disputa entre cartéis no México aumentou para níveis absurdos. Só na pequena Ciudad Juarez, na fronteira, mais de 1.000 pessoas foram assassinadas este ano. Se há perigo de o México mergulhar num estado de violência sistemática e continuada, os EUA não gostam. Instabilidade no vizinho, não. Mas não se ataca o problema das drogas no México olhando apenas para o México. John McCain tem citado muito a Colômbia e a necessidade de investir mais dinheiro no Plano Colômbia. Obama seguiria um caminho diferente. A partir de um relatório publicado esta semana, pressionaria o governo colombiano a prestar mais atenção aos abusos de direitos humanos e o incentivaria a levar os serviços públicos à região de conflito armado. Em suma, mais governo civil, menos militares. As Farc estão enfraquecidas, neste momento, e um projeto de por fim ao conflito tem chances.
O que não se sabe é quem assumiria o controle dos cartéis de drogas no momento em que as Farc deixarem o cenário. Mas – e isto tem aparecido em seus debates – McCain investiria no conflito e Obama tentaria estancá-lo. Há repercussão em todo o continente. O próprio Brasil tem um problema de criminalidade excessiva vinculado ao conflito na Colômbia e ao tráfico para EUA e Europa. Se a política contra drogas mudar efetivamente, a situação muda embaixo. (Mas seria exagero, hoje, dizer que a ‘Guerra contra as Drogas’ terminará.)
Mas, no fim das contas, o Brasil faz parte do mundo. Se a economia dos EUA cresce, a do Brasil cresce. Se os EUA no Oriente Médio produzem instabilidade mundial, o Brasil é afetado de mais maneiras do que podemos imaginar. Se os EUA estão agindo decididamente para combater o aumento do nível de carbono na atmosfera, melhor para todo o mundo.
Tanto John McCain quanto Barack Obama reconhecem o problema do aquecimento global e dizem com todas as letras que o causador é o homem. (Joe Biden também o faz, Sarah Palin, não.) Deste ponto de vista, o mundo estará melhor do que com George W. Bush. Mas o fato de McCain ser financiado pela indústria petroleira fará, inevitavelmente, com que ele não seja tão agressivo contra quem o apoiou. E isto, para o Brasil, também fará diferença.
Ainda sobre o assunto:
- Que falam sobre o Brasil
McCain, Obama e Hillary E o que pensa o futuro presidente dos EUA a respeito de Brasil e América Latina? Os trechos foram pescados... - Eleições EUA: Quem define o que se discute
na campanha? John McCain, não Obama ♦ Há um fenômeno interessante ocorrendo na campanha eleitoral norte-americana. Os democratas têm todas suas armas voltadas contra Sarah Palin.... - Drogas legais no Brasil enquanto
Marulanda vai desta para uma melhor O Luiz pescou esta notícia, nos comentários, e é preciso destacá-la: Três magistrados da 6ª Câmara Criminal do Tribunal de... - EUA, Brasil, China, Japão e
quem deve quanto a quem Os maiores compradors da dívida norte-americana não estão mais tão disponíveis a serem credores do que costumavam. De acordo... - John McCain, o Brasil e sua namorada carioca O candidato republicano John McCain quer acabar com a tarifa de importação sobre o etanol brasileiro e eliminar o...



Uma coisa que eu nunca entendi é que toda vez que eu leio um texto que cita uma tribo indígena brasileira, esta citação sempre tem uma denotação negativa…
Mas assim, de boa, sem quere bancar o politicamente correto.
“Para o candidato republicano, os EUA deveriam seguir o exemplo tupinambá da produção de carros flex, que aceitam tanto álcool quanto gasolina.”
O que há de negativo aí? Se até o candidato a presidente dos EUA está elogiando os esforços tupinambás…
Rodrigo, perdoe, a conotação negativa para os tupinambás está na sua cabeça, não na minha.
Tão tá bom…
PD:
Boa tarde.
É preciso sublinhar que os democratas sempre foram mais protecionistas que os republicanos, apesar das hesitações de Bush no tocante à liberalização do comércio. Esse dado, por si só, leva a crer na vantagem, para o Brasil, da eleição de um republicano.
E não se duvide que os republicanos ainda rezam pela cartilha do livre mercado. Basta ver a resistência à aprovação do plano intervencionista de Bush para a contenção da crise financeira.
Além disso, McCain sublinhou a necessidade de redução do déficit estadunidense. Não me parece que Obama tenha feito o mesmo. Mais a mais seria incongruente defender a redução do déficit e sufragar toda sorte de políticas protecionistas. Não há dinheiro.
Comprar etanol brasileiro é uma medida que se insere na busca por cumbustíveis alternativos. Algo muito concreto perto do plano etéreo de Obama sobre “desenvolver combustíveis alternativos”.
Esses elementos indicam que o Brasil seria favorecido pela eleição de McCain. Entretanto, esse partido, tão experiente, lamentavelmente escolheu como candidata a vice uma mulher cujo grau de alienação a impede de postular o cargo de síndica do meu edifício.
Eu não tenho condições de analisar o que seriam os Estados Unidos sob o governo Pallin. Além da libertação do Alaska e do ensino obrigatório do criacionismo - inclusive para jornalistas brasileiros residentes nos EUS - não sei que políticas a vice implementaria…
Sds.,
RAdS.
Ricardo Alexandre da Silva, a história recente não o comprova. Nenhum presidente lutou tanto pela abertura de mercados quanto Bill Clinton. E George W. Bush espalhou subsídios internamente e levantou tarifas de produtos estrangeiros como ninguém.
É… mas o periquito Doria bem que poderia ter escrito “…os EUA deveriam seguir o exemplo brasileiro da produção de carros flex…” ao invés de utilizar o termo “tupinambá”, o qual, queira ou nâo queira, em certas frases e contextos pode parecer negativo, e mesmo pejorativo, em se tratando do Brasil e do povo brasileiro.
Papagaio Alex vos abençoa, caros periquitinhos.
Pedro,
Eu acrescentaria, para além do etanol, as políticas para o comércio exterior em geral. A regra diz que democratas são mais protecionistas e prejudicam exportadores como o Brasil. Porém, essa regra foi quebrada várias vezes, basta lembrar de Bush e as taxas do aço.
De qualquer modo, o seu texto fala do mais importante que é a estabilidade mundial. Assistindo debates e vendo alguns artigos na imprensa, parece-me que McCain seria agressivo e até imprevisível demais em política externa.
pd,
me desculpe, mas essa conversa interminável das eleições do império já encheu até às tampas!
volto com leitor depois do resultado.
vôte!
Mas o aquecimento global não está se invertendo?
http://www.solonbro.com/2008/09/08/voce-esta-certo-disso/
Qualquer presidente dos EUA será ruim para o Brasil. Seria estranho esperar outra coisa, pois, afinal de contas, eles são eleitos para tratar dos interesses dos EUA, não dos nossos. Se os brasileiros cuidassem sempre antes dos interesses do Brasil, em vez de serem consumidores deslumbrados de inutilidades vindas de fora e estadunidenses in pectore, estaríamos muito melhor, estaríamos falando de igual para igual com eles. Embora louve o trabalho de PD em buscar tantos detalhes sobre o assunto, é puro academicismo, a verdade será a mesma de sempre até hoje: os interesses deles primeiro. Por que razão todas as rodadas internacionais de negociações sobre comércio exterior sempre empacam? E qual o país que sempre as empaca? Então, para o Brasil o melhor presidente dos EUA é nenhum.
E sobre esse link acima, acho a coisa maaaaaais legal a constatação do Eugênio Hackbart:
existir instituições com inclinações AQUECIMENTISTAS.
No caso, a NASA.
Tipo, torcida e picuinha existe em qualquer assunto, não importa o grau de especialização e exatidão.
Papagaio Alex, como todo descendente dos primeiros cariocas e paulistas, tenho sangue tupinambá nas veias.
Entenda bem: tupinambá, não tupiniquim, que os tupiniquins eram vendidos pros franceses. Até meados do século 18, nas casas de São Paulo, São Vicente, Rio de Janeiro, Santos, e quanto mais vilas e engenhos houvesse entre Rio e Sampa, não importa qual a cor de sua pele, a língua que se falava era o nhengatú, a língua boa, o tupi. E todos eram um pouco tupinambás e um pouco portugueses/outros europeus. Mesmo os brancos andavam no mato de pé descalço e como arma de fogo era muito cara, usavam arcos para caçar. Eram flecheiros.
O Brasil ‘branco’, europeu, era o Brasil dos engenhos do nordeste. No Rio e em São Paulo, o Brasil era tupinambá. Os bandeirantes eram mais índios do que brancos. Seu cotidiano era mais tupinambá do que europeu. Até a missa, para que fosse compreendida, tinha que ser dita em tupi — e os jesuítas o faziam.
Sempre usei a palavra ‘tupinambá’ como sinônimo de brasileiro por um motivo muito simples. O Brasil é tupinambá. Quem lê a expressão e vê nela algum tipo de preconceito precisa rever seus conceitos de que país é este o nosso. Pois eu me vejo como parte tupinambá, parte europeu (no meu caso, um quê mais italiano que português, mas isso é porque vieram tb muitos italianos entre os navegadores). E tenho os testes genéticos para comprovar que é isto mesmo que sou. Com muito orgulho tupinambá =)
Há uma velha fábula de Fedro que diz que os homens carregam dois sacos, um na, frente outro atrás (por favor, sem conotações vulgares). No saco de trás estão seus próprios defeitos; no da frente, os defeitos dos outro. Então, claro, ele só vê os efeitos dos outros.
Resolver o problema das drogas com Plano Colômbia? Com um futuro Plano México? Por que não com um Plano EUA? A única razão de a violência devida ao tráfico, no México, ter chegado onde chegou é porque o maior mercado consumidor de drogas do planeta está logo ali, do outro lado da cerca. É o grande azar do México, estar no caminho. Como já foi dito: Pobre México, tão longe de Deus e tão perto dos Estados Unidos. Enquanto os EUA acharem que o problema é dos outros, quando é exclusivamente dele, só aumentará a intervenção indevida em países da América e o perigo mais países virarem aquele genérico de Vietnã em que se tornou a Colômbia. Uma das promessas de campanha (já que falamos delas) de Roosevelt era acabar com a lei seca. Ele a cumpriu, acabando sem precisar dar um tiro com toda a intimidade corrupta entre gângsteres traficantes e autoridades, que fazia da hipócrita proibição uma mina de ouro para todo mundo que fosse desonesto. É preciso um novo estadista, do mesmo peso, que proclame a verdade e libere as drogas. Posso garantir que ele não será nem o Obama nem o McCain.
Você é esperto, caro periquito Doria. Come o mingau pelas beiradas, onde está frio ou morno, mais fácil de comer sem queimar a língua. Quando questionado, tenta escapar pela tangente.
Respeito o fato que você se considera meio tupinambá baseado em testes genéticos. Papagaio Alex entendeu bem. Muito legal. Mas de lá afirmar que o Brasil é tupinambá é algo bastante temerário, assim como um salto no escuro. Aposto que tem muito periquito aqui que nâo tem a mínima idéia de que é metade, um terço, um quarto, um décimo que seja, tupinambá. E que nem gostaria de saber que é e que rejeitaria ser chamado assim. Quem sabe nâo seriam meio tupiniquins? Neste caso, como ficaria o seu argumento? Seriam os tupiniquins inferiores porque vencidos pelos tupinambás e vários deles vendidos aos franceses, como o periquito afirma?
Já o Papagaio Alex, rei da Guiné e Congo, acredita que o periquito Doria tem mais é DNA africano nas células, tal qual e bem mais que vestígios de DNA tupinambá, e igualzinho ao Alex.
O Brasil colonial poderia ter sido meio tupinambá, mas o Brasil moderno, do século 19 pra cá, nâo é. Cientificamente, nao pode ser.
Nao é uma questâo de rever conceitos devido a preconceitos. Papagaio Alex questiona: Porquê “tupiniquim” soaria pejorativo (por ter sido vencido e vendido aos franceses, presumo?) ou preconceituoso e nâo “tupinamba”? O periquito Doria poderia explicar?
Em suma, Obama é melhor para o Brasil porque fala bonito, usa ternos bem-cortados e é um jovem político idealista.
Por que levar em conta o fato objetivo de que Obama BOICOTA a única tecnologia de energia alternativa em que o Brasil tem vantagem comparativa?
Por que levar em conta as infinitas barreiras ambientais que os democratas impõe aos nosso produtos?
Por que levar em conta que o consumo de petróleo cairá nos próximos 50 anos apenas para os ingênuos que não sabem nada sobre energia alternativa, e que o Brasil, com a descoberto do pré-sal, ganha com isso?
Por que levar em consideração fatos objetivos como o aumento da segurança na Colômbia depois de 50 anos de guerra?
Por quê? Por quê? Só porque o sujeito é jornalista?
As idéias dorianas têm consistência de margarina.
Papagaio Alex elogia a lógica impiedosa e argumentaçâo sem falha do periquito Joâo Daltro nos comentários 11 e 14. Até parece que o periquito nasceu na Guiné ou no Congo, visto o QI superior…
Papagaio Alex, também tenho sangue negro, sim, embora desconfie que seja mais angolano do que congolês. Os testes genéticos não chegam a esse requinte =)
E eu não disse que tupiniquim é inferior, isto é vc quem disse… é só que sou do outro time.
O problema não é o domínio do Congresso pelos democratas, mas sim de que os estados da região do corn belt(Iowa, as duas Dakotas, Nebraska, Minnesota, Missouri, Illinois, Minnesota, Kansas) contam com um poder desproporcional dentro do Congresso. O lobby dos produtores de Milho é um dos mais fortes do país.
E McCain não é Bush, e tem gente mais aberta nesse sentido ao seu lado(Ex, Tom Coburn). Ao menos mais aberto que Bush ele seria, e não somente em termos de biocombustíveis.
E querendo ou não Obama tem a AFL-CIO ao seu lado, e num caso(TLC com a Colômbia) adotou o linguajar deles. Não boto fé.
Oi Pedro
Certamente este post é muito importante para que o pessoal no Brasil entenda um pouco melhor o impacto gerado pelas eleições norte-americanas por aqui.
Isso também ajuda a melhorar a compreensão da turma que sempre afirma: - “Eleições americanas? - O que eu tenho com isso? - No que muda a minha vida? - Isso é papo de intelectualóide! Etc, etc” Neste ponto você é sim, um dos jornalistas brasileiros que mais aborda a questão.
Mas tenho que dizer que o post, de tão esperado, me pareceu pobre. Explico.
Tal assunto, não deve ser mesmo abordado do ponto de vista de cada candidato, mas sim na comparação das propostas entre eles. Só que daí pra frente, o ideal seria ter um post pra cada tema. No máximo, podemos dizer que esse primeiro tratou da política energética (muito bem) e do combate ao tráfico de drogas (superficialmente).
Porém há vários outros pontos de interesse da participação brasileira no cenário global, em que os EUA são atores muito importantes, quando não são decisivos. Entre eles:
- Reorganização dos organismos internacionais (ONU, FMI, BID, etc) e o papel do Brasil;
- Reestruturação dos mecanismos da OMC e o Brasil nisso;
- Intercâmbio de conhecimento e cooperação científica e tecnológica;
- Reorganização da indústria cultural global (pirataria, direitos autorais, digitalização, etc).
- Política de patentes e universalização do acesso à saúde;
- Incentivo ao turismo e infra-estrutura de serviços.
Esses são alguns pontos que me ocorrem agora. Claro que existem vários outros.
Acredito que ajudaria muito se mais pontos fossem abordados e pudéssemos realmente entender o que de fato nos importa e nos impacta nas eleições por aí.
Ah, pra não passar em branco: dizer que os EUA ficarão tranquilos enquanto o Brasil “controlar” Evo Morales e Hugo Chavez é pesado hein. Se o Lula souber disso, nem dorme mais.
Abraço
Há outro ponto: “pequena” Ciudad Juarez? A cidade tem 1,5 milhão de habitantes, e forma com El Paso no Texas uma região metropolitana de 2,5 milhões. El Paso, aliás, por si só é uma das maiores cidades do Texas.
Oi Pedro,
Acho que não devemos acalentar muitas esperanças com relação à adoção, por parte dos EUA da tecnologia brasileira do etanol, pois assim ele apenas estariam trocando uma dependência estrangeira (o petróleo, principalmente o proveniente do oriente médio) por outra (o etanol brasileiro). Certametne os americanos procurarão independência tecnológica, e Obama tem sempre repetido que vai investir na criação de tecnologias, não na importação das mesmas, incremento os fundos federais na pesquisa de novas tecnologias não-carbonizadas (hidrogênio, captura e seqüestro de carbono fóssil, etanol de celulose, energia das marés), retomada da construção de usinas nucleares, renovação da malha de transmissão elétrica, substancial aumento dos padrões de desempenho dos veículos e grande expansão dos carros híbridos.
Duvido muito que um Congresso democrata, e um presidente democrata abram mão de taxar nosso etanol, criem todo um mercado de biocombustíveis (no qual o Brasil, sem dúvida está mais adiantado do que os americanos), sem antes eles mesmos dominarem mais as tecnologias alternativas.
Mas seria bom pra gloriosa nação tupinambá se Obama “liberasse geral ” e reduzisse as tarifas de nosso etanol… :)
Se depender dessa foto aqui, boa mesmo era a mãe do Obama:
http://libertas.bigblog.com.au/data/0/3861/image/luckyagain24569920081022213401.jpg
PS: será que alguém pode dizer se essa era mesmo a mãe do Obama, ou só uma sósia?
André Kenji, uma região metropolitana de 2,5 milhões de habitantes é pequena.A da Cidade do México tem quase 20 milhões de habitantes.
henrique: também acho difícil que os EUA venham a consumir etanol brasileiro. Mas se criarem um mercado global para combustíveis alternativos, etanol em particular, o Brasil ganha muito… não precisa vender pros EUA.
Pedro Hellmans Doria. A história dos paulistas é correta, mas essa de testes genéticos? Que neura!
Meu pai era descendentes de paulistas, mistura forte, pele morena. No verão, parecia mulato. Minha mãe 100% alemã.
Qual time estou PD?
essa questão da eleição americanans er boa ou ruim ao Brasil é irrisória. Na verdade deveríamos perguntar porque a eleição presidencial brasileira não tem a menor importancia para os países do hemisferio norte.
e a Kirchner que tungou a aposentadoria dos argentinos?
“uma região metropolitana de 2,5 milhões de habitantes é pequena.A da Cidade do México tem quase 20 milhões de habitantes.”
A Cidade do México só perde em população entre os estados americanos para a Califórnia, Nova York e Texas. Também perde em população para vários países europeus, como Suécie, Noruega, Portugal, Bélgica, Grécia, Austria.
Se Ciudad Juarez, a oitava maior cidade do México e maior cidade do estado de Chiahuahua é uma cidade “pequena” então a própria definição de cidade pequena perde o sentido…
“uma região metropolitana de 2,5 milhões de habitantes é pequena.A da Cidade do México tem quase 20 milhões de habitantes.”
A Cidade do México só perde em população entre os estados americanos para a Califórnia, Nova York e Texas. Também ganha em população de vários países europeus, como Suécie, Noruega, Portugal, Bélgica, Grécia, Austria.
Se Ciudad Juarez, a oitava maior cidade do México e maior cidade do estado de Chiahuahua é uma cidade “pequena” então a própria definição de cidade pequena perde o sentido…
Junto-me ao Chest e peço um post sobre a tungada dos Kirchner nos aposentados.. Ai ai ai…
Quanto ao “aquecimento global”, não existe. Pode apostar que em dez anos a moda catastrófica vai ser outra, falta de água, ou sei lá o quê.
Líder iraniano torce por vitória de Obama
No Estadão:
O presidente do Parlamento iraniano, Ali Larijani, disse ontem que o Irã está torcendo por uma vitória do democrata Barak Obama sobre o republicano John McCain. “Preferimos Obama porque ele parece ser mais racional em política externa, apesar de sabermos que a política americana não mudará muito, seja quem for o presidente”, disse Larijani, que acrescentou que Teerã não considera como séria a possibilidade de um ataque americano ao país.
And change? Obama himself has changed positions on FISA, NAFTA, public campaign financing, town-hall meetings with McCain, offshore drilling, nuclear and coal power, capital punishment and gun control, his characterization of Iran, the surge in Iraq, and the future of Jerusalem. So change from what to what?
Gostaria de manifestar minha admiração e apoio ao João Daltro e ao Papagaio Alex.
Quando li a título do open, achei que era galhofa. Viva Pindorama!
Monte silencio del Verbo
‘… Ah, día de los días, patria salvaje, inocente eternidad. Cielo de quietud, bello abismo: mañana del Verbo. Fui en aquel sin tiempo, un perpetuo amanecer y pasé la celeste muralla; región de banderas y soles llevados por dioses; crucé su puente en llamas , encarnación de las niñas, dejé la mañana y entré en la Noche del Verbo’.
Miguel Angel Bustos
[de El Himalaya o la moral de los pájaros, 1970.]
Acho que devemos pensar em quem é melhor para o mundo e, não tenho dúvidas, de que Obama é melhor.
Porque?
Sim, porque?
Quero uma explicação com firma reconhecida e tudo.
eu acho q o melhor presidente eh o barack obama porque ele eh negro e os negros precisam assumir o poder nos estados unidos para mostrar pros branquelos quem eh q manda
shuashuashua
oskposk
Boa Tarde Pedro Doria, sou do sul do país, mais específicamente do estado de Santa Catarina. Como as eleições dos EUA é assunto nos últimos meses, na minha escola não é diferente, a notícia é tema de redações sempre que necessário. Desta vez tenho que descrever a vitória de Obama e qual será o reflexo de tal vitória em nosso país. Peço-lhe encarecidamente que me auxilie, pois tenho todas as notícias, no entanto, por ter tantas informações, perco-me na hora de escrever… Poderias me dar uma luz? Um rumo no qual é mais fácil escrever sobre os reflexos? Desde já agradeço, aproveitando para parabenizá-lo pelo site.
Bom, na verdade o Bush é e foi o melhor presidente do mundo.