Radicais são os outros
Há uma discussão importante acontecendo nos comentários entre Fabio Passos e Antonio. Fabio, como muitos, acusam os EUA de terem cometido genocídio no Iraque. Ele confunde assassinato em massa com genocídio.
Não são a mesma coisa. A diferença não é etimológica, é jurídica. É uma distinção importante. O fazer ‘jurídico’ não sai de uma burocracia. Sai de uma filosofia. Uma busca pelo conceito do ideal de Justiça. Tem que haver um crime, um algo, maior do que o assassinato em massa. É mais grave quando, além daquelas vidas humanas, algo que deveria ser para sempre se perdeu.
O genocídio é mais do que a sistematização do assassinato de muitas pessoas. Mesmo que sejam contadas às centenas de milhares. Ou aos milhões. Genocídio é a tentativa de eliminar aquelas pessoas e sua cultura. Sua culinária, língua, filosofia, suas histórias e músicas. Seu conhecimento, aquilo que representam, seu conceito de o que é ’ser humano’. Genocídio é tentar limpar do mapa um conceito de humanidade. É uma perda terrível. Uma perda para sempre.
Genocídio, por definição, é a tentativa de exterminar um povo, uma etnia. Os turcos o fizeram contra os armênios. Os nazistas, contra os judeus. O Khmer Vermelho contra os cambojanos de entnias vietnamita e chinesa. Os hutu contra os tutsis, em Rwanda.
Nestes tempos de polarização mundial e no qual a Internet aceita e publica tudo que qualquer um desejar, é muito fácil jogar palavras ao vento. Qualquer coisa dita a respeito daquele de quem não gosto há de ser verdade. Ahmadinejad é um homem santo, vai um dos comentários. Afinal, é contra Bush. Obama nasceu no Quênia e é terrorista, segue outro. Os EUA são o mal encarnado. O indivíduo tudo pode, o Estado é que é o Mal – eme maiúsculo. Radicais são os outros.
Não há posts relacionados.



Mudam-se as palavras e as ações se distiguem apenas por objetivos básicos.
A de Bush é o assassinato em massapara domesticar um povo e controlar sua reserva de petróleo.
Mas não é genocídio.
Destruir um país, parte de sua cultura, matar milhões de pessoas, saquear seu petróleo e ainda ter a desfaçatez de dizer que está lá pra libertar e instalar a “Democracia”.
Pode até não ser genocídio no sentido literal da palavra, mas o povo iraquiano foi humilhado, fragmentado, roubado e assassinado.
Bush, sai ileso.
O planeta aplaude, afinal não é genocídio.
É um processo de libertação.
As potências se calam, a ONU sai desprezada, não foi respeitada.
Quem.sair.por.último.apague.a.luz.!
À força.
Xavante, fatos são importantes. Em caso contrário, não se sustenta o argumento por dois segundos.
1. Os EUA não saquearam o petróleo do Iraque. O Iraque não tem a infra-estrutura básica para tirar comercialmente e em nível mundial seu petróleo. A Venezuela vende mais petróleo para os EUA do que o Iraque.
2. O povo ‘iraquiano’ não foi fragmentado. Sunitas, xiitas e curdos já se olhavam de banda antes de os EUA nascerem. Aliás… antes de Colombo chegar à América.
3. Ninguém está sugerindo que o EUA não cometeu crimes estúpidos, violentos, bárbaros. Os EUA torturaram. E tortura é um crime contra a humanidade.
Mas, no final, o problema é esse. Faz-se acusações estapafúrdias que não fazem qualquer sentido. O resultado é que as acusações todas perdem a credibilidade. Palavras são importantes. Fatos são importantes.
Bush não pode ser acusado de genocídio no Iraque, por mais coisas horríveis que tenham acontecido lá.
Podem ter havido muitos mortos, mas quase todo mundo mais esclarecido, mesmo aqueles que discordaram da ação norte-americana, sabe que o objetivo das tropas não era matar em massa a população do Iraque e fazê-lo “sumir do mapa para sempre” — algo que é bem comum nos discursos iranianos e de outras ditaduras do Oriente Médio no que se refere a Israel, aliás.
O objetivo Nº 1 de Bush era tirar Saddam Hussein do poder no Iraque. O resto era resto… e os problemas apareceram justamente daí, pois sem Saddam e sem o Baath o Iraque ficou acéfalo por pelo menos quatro anos. Só agora que as coisas melhoraram um pouco.
E para falar bem a verdade, as políticas das milícias sunitas e xiitas tinham características muito mais genocidas do que quaisquer outras na região… principalmente no que se refere às famílias cristãs do Iraque, que formam (formavam?) um total de mais ou menos 1 milhão de habitantes.
Ah, sim: o regime de Saddam fez muito mais barbaridades em termos de tortura do que as forças norte-americanas, pelo menos até onde se saiba.
Não estou aqui defendendo incondicionalmente os soldados da terra da águia da cabeça branca, apenas querendo colocar as coisas sob perspectiva.
Pedro Doria diz:
“Mas, no final, o problema é esse. Faz-se acusações estapafúrdias que não fazem qualquer sentido. O resultado é que as acusações todas perdem a credibilidade. Palavras são importantes. Fatos são importantes.”
Pedro, esse é o problema da maioria das discussões que temos por aqui. Concordo com você.
Quando se discute a maioria dos assuntos, todos temos ao menos alguma razão. São os extremos causados pela emoção que alguns assuntos despertam é que fazem essas nuances, esses fragmentos de razão ou da falta dela, se perderem num vazio intocável. O vazio da falta de bom senso.
Eu ia te escrever uma longa resposta aquela sua pergunta daquele post lá de baixo. Mas acho que você não precisa, Pedro.
Atenção: a Turquia é acusada de genocídio do povo armênio. Os albaneses foram aliados históricos dos otomanos.
Gastar um tópico para explicar isso ao Fabio Steps?
Fora de tema — PD
Fora de tema — PD
GENOCIDIO: PALAVRAS SÃO PALAVRAS, NADA MAIS QUE PALAVRAS.
CONVENIENTES A UNS, A OUTROS, NÃO.
Matou, sim, mas com a melhor das intenções!
Ficam assim absolvidos todos os crimes cometidos por Bush e joga-se de novo a culpa para os velhos ícones do mal de sempre.
Se o caso são as firulas semânticas, como a diferença entre genocídio e assassinato, talvez o papel dos EUA seja pior do que o dos genocidas. Por que estes, pelo menos, conhecem e reconhecem seu alvo. Os EUA, do alto de sua arrogância e ignorância absolutas, não têm a menor idéia de quem estão matando, vêem apenas seus interesses. Se um povo, seja ele qual for, constituir um obstáculo aos interesses dos EUA, será dizimado com a maior tranqüilidade. Até mesmo porque sempre haverá alguém alegando, não, não é genocídio, é assassinato. Ah, para o iraquiano morto isto faz, realmente, uma grande diferença.
Além do que, é mais do que sabido, embora não divulgado, que os EUA têm mais mercenários do que soldados regulares atuando no Iraque e são esses que fazem o jogo sujo, porque estão acima da lei, de Deus e dos homens, como já ficou sabendo o “governo democrático” implantado no Iraque, que mais de uma vez já protestou inutilmente contra as atrocidades por eles cometidas. Eis a grande sacada dos EUA. Terceirizaram a SS. Agora, genocidas serão sempre os outros.
E, caro PD, se os EUA não invadiram o Iraque pelo petróleo (“porque a Venezuela… etc”) poderia me fazer o favor de dizer por quê?
Questão de semântica jurídica?
Uai, na prática o que rolou? Mataram gente de monte né? Aliás, continuam matando. E por quê? Pela “liberdade”? pela “democracia”?
Liberdade para o território, acabam com os humanos que há sobre ele, vem aí a democracia dos grãos de areia.
:-/
Fora de tema — PD
É “assassinato em massa” e “genocidio” não a mesma coisa……tipo um é oleo diesel e o outro gasolina…..são usados com os mesmos objetivos…..
Fala sério…..as vezes, até eu deixo de ter paciencia com esse palavrorio de jornalismo.
Caríssimo Chest (#7), o post se aplica à perfeição a você também…
:-)
afonsocelso (#10), palavras não são secundárias como o seu (gritado) comentário parece sugerir. Se por um lado elas não matam, é fato que elas mandam matar…
Sempre cumpre notar quem apóia opiniões no jornalismo…ou mesmo as pretensões que carrega o próprio agente jornalista.
Não acha, sr. Pedro?
Excelente post, PD. Mas a esquerda atual, do qual o Fabio Passos é um dos mais exacerbados representantes) não gosta de coisinhas como definições precisas e raciocínio claro.
E “Fabio Steps” (7) é ótima. Só que (15) realmente o Chest se comporta como a imagem especular da esquerda às vezes. E outros da direita tambem.
essa é uma crítica construtiva?
4. A Convenção para Prevenção e Repressão do Genocídio
Em resposta a essas críticas, principalmente quanto à reserva legal, foi criada a Convenção sobre a Prevenção e Repressão do Genocídio, em 1948. Ela definia que o crime de genocídio é um crime internacional, podendo ser praticado em tempo de guerra ou paz. Também diferenciou os crimes contra a humanidade do genocídio; este é espécie e os outros são gênero, pois o primeiro exige um especial fim de agir, qual seja, de exterminar o grupo no todo ou em parte19.
Definiu também o genocídio como “qualquer dos seguintes atos, cometidos com a intenção de destruir, no todo ou em parte, um grupo nacional, étnico, racial ou religioso, como tal: a) matar membros do grupo; b) causar lesão grave à integridade física ou mental de membros do grupo; c) submeter intencionalmente o grupo a condições de existência capazes de ocasionar-lhe a destruição física total ou parcial; d) adotar medidas destinadas a impedir nascimentos no seio do grupo; e) efetuar a transferência forçada de crianças do grupo para outro grupo”.
http://www.ceccrim.hpg.ig.com.br/artigos1.htm
Para quem se interessar, recomendo o livro “Genocídio”, de Samantha Powers (prêmio Pulitzer em 2003, se não me engano).
Conta a história da luta de Raphael Lemkin, advogado judeu que perdeu boa parte de sua família na Holocausto, para criar uma jurisdição internacional específica para o tipo de crime que ele batizou (sim, “genocídio” é um neologismo inventado por ele).
Se não me falha a memória também — faz alguns anos que li este livro — os EUA foram o último país da ONU a assinar a Convenção do Genocídio, e só o fizeram mediante alterações profundas no texto inicial.
abs a todos,
ACT
Gerson, o que a esquerda não gosta é a realidade dos fatos. Atrapalham suas teorias.
Perfeitamente. O que os EUA e sua catastrófica política externa estão fazendo não é genocídio. É crime contra a Humanidade.
E ora, todos sabemos que o Iraque foi invadido por causa das armas de destruição em massa que estão procurando até hoje. Já foram encontrados uns sapatos tênis velhos de um adolescente iraquiano sofrendo de frieiras e pé de atleta, uma coleção de cuecas sujas do mesmo indivíduo, e um pote com sobras do almoço, guardados pela avó desse rapaz num cantinho do forno e lá esquecidos por meses, depois que a casa deles foi atingida por uma bomba americana. Nada demais, não dá para fazer omelete sem quebrar ovos…
João Daltro, os EUA cometeram um crime.
O nome do crime não é genocídio. Genocídio é o nome de outro crime. Maior e mais grave.
E não estou dizendo que não queriam o petróleo. Estou dizendo que, se era isso que queriam, não conseguiram.
“E não estou dizendo que não queriam o petróleo. Estou dizendo que, se era isso que queriam, não conseguiram.”
Ainda, Pedro. Ainda.
Preferiram se ater inicialmente à logística e alojamentos da diplomacia. Nenhum país constrói uma embaixada de UM BILHÃO por amor a arquitetura. É um parque diplomático, isto sim.
Faltou completar: eles foram buscar sim, mas o farão no seu tempo. Tornou-se reserva estratégica. Ponto.
Que crime os EUA cometeram?
Tortura.
Ué, não era a esquerda que não não gostava da realidade dos fatos? Que atrapalham suas teorias.
Pedro Doria:
Pode existir genocídio sem haver um assassinato sequer. Por exemplo, se um indivíduo, com o dolo de extinguir um povo, uma cultura indígena, estimula o uso métodos anticoncepcionais para que os integrantes da nação não mais se reproduza.
Arilo: certamente. Ou com uma política de estupros continuados das mulheres de uma determinada população.
Eis que um Fulano tem seus 15 min!
Isto é uma praga da Internet, diria mais até, uma patologia cultural de nossos tempos, a saber, a “síndrome da banalização das palavras”, também conhecida como “mal das palavras ao vento”.
Além do “genocídio”, são sintomas da doença o uso generalizado dos termos “ditatura da mídia”, “golpe”, “golpista”, “terrorismo” (você espirra e o sujeito te acusa de terrorismo biológico) e tantos outros que abundam (no mau sentido) nas opiniões de radicais melodramáticos de esquerda, direita ou centro (os moderados radicais, neste último caso).
Na publicidade e no marketing, banalizou-se a “qualidade”, nos filmes a “felicidade”, no BBB… tem algo que o BBB não banaliza?
Melhor é passar ao próximo assunto…
O governo Bush pode não ter a intenção de exterminar a população iraquiana, mas o desprezo, a falta de consideração que eles têm sobre a mesma… se não é genocídio, pode-se considerar que ele está o mais próximo possível da definição. Toda as vezes que americanos lamentam o “erro” no Iraque, se referem aos custos materiais, politicos e humanos - mas só de soldados americanos mortos. Nunca vi ninguém lamentar a morte das dezenas de milhares de civis iraquianos mortos direta e indiretamente por conta da invasão e ocupação. Um numero que pode chegar às centenas de milhares, muito mais do que provavelmente Saddam seria capaz de chegar, caso alguém queira usar essa esfarrapada desculpa.
A confusão entre os dois termos e seus pesos não é fruto de desconhecimento. É pura e simples má-fé.
Enfim, me parece que os americanos não ligam e nunca ligaram para as vidas dos civis iraquianos, não estão nem aí. Frente aos numeros assombrosos de mortes no territorio que é da responsabilidade deles, do mais poderoso exercito do mundo, haja argumento para discordar de quem afirmar que isso já é o bastante para caracterizar genocídio.
E a questão do petróleo… dizem que considerando o custo até agora, claramente não valeu a pena, logo, nunca foi a intenção simplesmente se apropriar do petróleo. Ora, isso dá pra dizer hoje, mas na época o governo não tinha a menor perspectiva de se meter nesse atoleiro, eles não fazima nem idéia, chegaram a declara missão cumprida. Sob essa perspectiva inicial, sob a percepção de a guerra seria rápida e limpa, sim, valeria muito, muito a pena. Portanto, o argumento de que os EUA até agora não conseguiram retorno nenhum nesse sentido não diz nada sobre as intenções que os levaram à guerra.
PD, qual você diria ser a razão da invação do Iraque?
Ufa! Fiquei aliviado. Agora fiquei sabendo que o Bush não cometeu genocídio mas apenas assassinato em massa, afinal foram reles 1 milhão e duzentas mil pessoas (coisa que o Estadão esconde). Dá para dormir em paz finalmente.
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk, esse pedro dória perde a razão quando o assunto escorrega de leve na questão dos judeus!!!
É, o numero real de mortos ainda é controverso.
90mil? 150mil? 600mil (como foi estimado
há dois anos)?. Quaquer um deles, são muito,
muito maiores que os 3 mil que morreram
no WTC. 3 mil foram o bastante para
justificar uma invasão de um país soberano,
mas 90 mil (pra pegar a estimativa mais
baixa) nem parecem entrar na conta
dos custos da guerra. Se a situação
no Iraque melhora, não importa se foram
ao custo de 1,2 milhoes de mortos (como alguem
chegou a dizer por aí), “valeu a pena”, mais
uma página virada. Claro, foram meras
vidas iraquianas, não foram as vidas dos
nossos, mas daqueles muçulmanos bigodudos
que falam alto e a gente não entende nada.
Esses dois pesos e duas medidas no que se
refere ao valor da vida humana sob o ponto
de vista americano, não caracteriza algo
que no minimo se aproxima do genocídio?
Nos primeiros dias depois da invasão, o
exército americano não fez absolutamente
nada para impedir o surto generalizado de
saques e depredações que reduziu a pó
toda a estrutura institucional do país e
ainda destruiu boa parte do seu milenar patrimonio historico e cultural.
Só o ministério do petróleo mereceu
proteção. O resto, não deram
a mínima, não tavam nem aí.
Essa omissão intencional perante incidentes
provocados diretametne pela intervenção
americana não caracteriza uma “tentativa de
eliminar aquelas pessoas e sua cultura. Sua
culinária, língua, filosofia, suas histórias e
músicas. Seu conhecimento, aquilo que
representam, seu conceito de o que é ’ser humano”?
O problema é que morreram em guerra…
Veja bem, eu concordo com você de que as mortes foram criminosas, mas em um sentido subjetivo. Por quê? Porque fazer guerra vai implicar na morte de muita gente, e em guerra, “oficialmente”, não é crime matar. Com os defensores da guerra se entricheirando nessa justificativa, não dá para, formalmente, acusar os Estados Unidos por essas mortes.
Agora, sejamos honestos, também: o que os Estados Unidos fez não é, nem de longe, genocídio. O genocídio ataca culturas e etnias, e, por mais terrível que seja, essas mortes são efeito colateral de algum outro objetivo estadunidense: os Estados Unidos não querem matar iraquianos, mas esse é o caminho para o que querem fazer. Diferente, por exmeplo, do ataque aos tutsi e do Holocausto, que visavam efetivamente extinguir os inimigos, sem qualquer outra causa.
Embora eu concorde que genocídio é uma monstruosidade e é pior que a morte em combate, acho essa separação de embrulhar o estômago. Matar milhares ou milhões de iraquianos civis devia ser crime também. Mas esse é um mundo complicado, e se eu ficar repetindo isso vão me chamar de “pacifista”, termo que é ofensa em alguns círculos de pensamento…
Hmm… Não. Vamos supor que o objetivo da invasão do Iraque seja conquistar o petróleo. Nesse caso, o objetivo já não é extinguir os iraquianos. A diferença está no objetivo.
Ah, sim, um exemplo da diferença, Kitagawa, é que, e.g., os Estados Unidos aceitaram refugiados iraquianos[1]. Isso não aconteceria num genocídio e, afinal, é uma boa diferença…
Pô, falei demais… Acertei, PD?
[1] A melhor análise do fato: http://www.theonion.com/content/amvo/7_000_iraqis_u_s_bound
definição de genocídio com algumas questões levantadas:
” Genocídio é a tentativa de eliminar aquelas pessoas e sua cultura (imposição do “american way of life). Sua culinária (consumam McDonalds e Hot-dogs), língua (livros referência em qualquer assunto de interesse acadêmico, devem estar em inglês e se você não fala ou entende, tá fora do mercado de trabalho), filosofia, suas histórias (mentem descaradamente tentando recontar a história, vide a farsa dos brothers Wright versus Santos Dumont e outras mentiras recontadas a mais) e músicas (esta nem se fala. Massificação total dos jovens). Seu conhecimento (você é ignorante, só os americanos são inteligentes e bonitos) aquilo que representam, seu conceito de o que é ’ser humano’ (eterna competição e acúmulo de riqueza, fazem a figura do ser humano perfeito para os estadunidenses). Genocídio é tentar limpar do mapa um conceito de humanidade. É uma perda terrível. Uma perda para sempre.
Será que os EUA estão nos “GENOCIDANDO?
Kitagawa - ” Um numero que pode chegar às centenas de milhares, muito mais do que provavelmente Saddam seria capaz de chegar, caso alguém queira usar essa esfarrapada desculpa”
marco- A guerra Iraque - Irã matou mais de 1.5 milhão de pessoas. Some a essa desculpa esfarrapada o massacre diário contra seus compatrriotas
mais o ataque com armas quimicas contra sua gente, mais o generoso incentivo ao terrorismo em geral, contra Israel em particular , mais as vítimas da invasão iraquiana contra o Kuwait, mais os que morreram torturados nas prisões saddanianas, e não se asuste com o número assombroso que encontrar.
Uma morte não justifica outra.
Mas brincar de esquecer o que fez Saddan é negar a realidade, essa palavrinha chata que incomoda…
Ei Pedro Dória,
Meus parabéns… é uma tremenda evolução para um blog direitista (enrustido…) abrir a discussão:
EUA no Iraque…
Genocídio ou “apenas” assassinato em massa?
… já tava mais que na hora de abandonar este seu radicalismo sectário e começar a discutir o mundo real.
Muito bom mesmo.
Classe média… vocês não sabem é de nada.
O genocídio promovido pelos EUA no Iraque começou há muito tempo…
Este é um alerta de um ex-coordenador humanitário da ONU… ainda em 1999:
“Former UN official says sanctions against Iraq amount to genocide”
http://www.news.cornell.edu/chronicle/99/9.30.99/Halliday_talk.html
Saca só…
“Between 1 million and 1.5 million Iraqis have died from malnutrition or inadequate health care resulting from economic sanctions.”
Denis Halliday
Sabe que eu, humildemente, sou obrigado a concordar com este cara, que passou 34 anos na ONU, trabalhando em programas de desenvolvimento e assistência humanitária…
“For me what is tragic, in addition to the tragedy of Iraq itself, is the fact that the United Nations Security Council member states … are maintaining a program of economic sanctions deliberately, knowingly killing thousands of Iraqis each month. And that definition fits genocide”
Denis Halliday
former U.N. assistant secretary-general
U.N. humanitarian coordinator of the Oil-for-Food program 1997-98
Fora da mídia-lixo-corporativa, também no Brasil começa a ser divulgado o terrível genocídio promovido pelos EUA no Iraque.
Esta é lá do Azenha…
”
O genocídio no Iraque, com 1,2 milhões de civis mortos pelas tropas estadunidenses desde que começou a invasão faz cinco anos é o tema que encabeça o ranking anual das 25 notícias mais ocultadas pela grande imprensa dos EEUU e do mundo em 2007/2008, segundo “Censored 2009”, o informe do Projeto Censurado da Universidad Sonoma State da Califórnia que publica todos os anos o editorial Seven Stories de Nova Iorque. As matanças do Iraque se comparam com os piores genocídios do século passado, como Ruanda e Camboja.
”
“As 25 notícias mais censuradas”
http://www.viomundo.com.br/denuncias/as-25-noticias-mais-censuradas/
O genocídio não pode mais ser escondido…
Olha o pessoal da Austrália botando a boca no trombone:
“Iraq: Genocide by All Definition”
http://mwcnews.net/content/view/17066/46/
É… aqueles que durante todos estes anos esconderam e negaram o horror perpetrado pela ditadura estadunidense no Iraque vão ter de inventar boas desculpas… são cúmplices.
“Silence kills and silence is complicity”
Caro PD.
Entendo que a palavra genocídio seja reservada para o extermínio intencional de um povo (grupo étnico, ou qualquer outro termo que caiba). Só que você vai tipificar isso como? Vai acabar chegando à conclusão de que o único líder que já praticou o genocídio foi Hitler, pois ele foi o único louco a assumir abertamente suas intenções. Era um monstro, mas pelo visto não era hipócrita, como Bush e os estadunidenses.
Se uma nação poderosíssima invade uma nação em frangalhos por um objetivo meramente econômico, como foi o caso dos EUA e Iraque, empregando além de seu poderio bélico “oficial” todos os artifícios que as convenções humanitárias proíbem, esse país poderoso anula a condição de ser humano do povo invadido, uma vez que eles matarão tantos quanto forem necessários, e mais ainda os que não forem necessários.
A quantidade de iraquianos civis, não combatentes, não engajados, que os EUA já mataram, já aleijaram, já estupraram, caracteriza a ação deles no Iraque como genocídio; pois as vítimas não eram combatentes, muito menos constituíam ameaça, apenas eram iraquianos. Então, se foram mortos apenas porque são iraquianos, foram vítimas de genocídio.
Toda vez que um povo é reduzido à condição “obstáculo removível” ocorre um genocídio. Toda vez que um soldado estadunidense, ou um mercenário a soldo dos EUA, mata um iraquiano inocente, num país que já está ocupado há mais de meia década e que agora tem um governo “próprio” e “democrático”, ele está agindo como um genocida, pois ele está dizendo, na prática: isso não é gente, pode matar à vontade.
João Daltro está coberto de razão.
civis mortos indiscriminadamente… intencionalmente.
E tem quem corrobora…
“We are committing genocide in Iraq, and that is the intention”
Jimmy Massey
Former Marine Staff Sergeant
http://www.picassodreams.com/picasso_dreams/2004/11/we_are_committi.html
Leiam porque é de arrepiar…
“As far as I’m concerned, the real war did not begin until they saw us murdering innocent civilians”
“We were like a bunch of cowboys who rode into town shooting up the place. I saw charred bodies in vehicles that were clearly not military vehicles. I saw people dead on the side of the road in civilian clothes. As a matter of fact, I only remember seeing a couple of bodies in military uniform the whole time.”
E o pedido desesperado por ajuda das vítimas do genocídio…
“Carta do povo de Faluja a Kofi Annan”
http://resistir.info/iraque/faluja_carta.html
”
À
Sua Excelência Kofi Annan
Secretário-geral das Nações Unidas
Nova York
Faluja, 14 de Outubro de 2004
Excelência:
É mais que evidente que as forças estadunidenses estão a cometer diariamente crimes de genocídio no Iraque…
Os aviões de guerra dos EUA estão a lançar as mais potentes bombas contra a população civil da cidade, assassinando e ferindo centenas de pessoas inocentes…
Excelência: Apelamos a si e a todos os dirigentes do mundo para que exerçam a pressão mais forte possível junto à administração Bush para que ponha fim aos seus crimes…
Kassim Abdullsattar al-Jumaily
Presidente do Centro de Estudos dos Direitos Humanos e da Democracia
“
E as declarações deste líder turco?
“The U.S. administration is committing genocide…in Iraq”
Mehmet Elkatmis
head of parliament’s human rights commission
http://www.swissinfo.org/eng/index.html?siteSect=143&sid=5366150
“The occupation has turned into barbarism”
“Never in human history have such genocide and cruelty been witnessed. Such a genocide was never seen in the time of the pharoahs (of ancient Egypt), nor of Hitler nor of (Italy’s fascist leader Benito) Mussolini”
/dev/null, você pergunta por que os EUA invadiram o Iraque. Olha, eu acho que foi por causa do petróleo – mas de uma maneira enviezada. Não para o ‘roubo’ do petróleo iraquiano, a coisa é mais sofisticada.
Os EUA dependem da Arábia Saudita e eles sabem que o país é uma força de desestabilização no Oriente Médio. Só que não podem confrontar diretamente os sauditas. Olhando para o mapa, se puseram a pensar: como resolvemos esse problema? O regime do Saddam era incompetente pacas. Tem a segunda maior reserva de petróleo em seu território mas jamais teve uma indústria de extração séria como os sauditas.
Eles pensaram: vamos entrar, estabilizar o negócio, organizar. Em dez anos temos uma fonte de petróleo confiável e, com esta fonte, podemos vir a pressionar a Arábia Saudita. Eles acreditavam que um Iraque estável e democrático provocaria um efeito dominó que poria a perigo as ditaduras da região.
Eu acho que este foi o cálculo que eles fizeram. E acho que estavam errados em todo seu cálculo.
”
We starve-look
At one another
Short of breath
Walking proudly in our winter coats
Wearing smells from laboratories
Facing a dying nation
Of moving paper fantasy
Listening for the new told lies
With supreme visions of lonely tunes
Somewhere
Inside something there is a rush of
Greatness
Who knows what stands in front of
Our lives
I fashion my future on films in space
Silence
Tells me secretly
Everything
Everything
Manchester England England
Manchester England England
Eyes look your last
Across the Atlantic Sea
Arms take your last
embrace
And I’m a genius genius
And lips oh you the
doors of breath
I believe in God
Seal with a righteous kiss
And I believe that God believes in Claude
Seal with a righteous kiss
That’s me, that’s me, that’s me
The rest is silence
The rest is silence
The rest is silence
Our space songs on a spider web sitar
Life is around you and in you
Answer for Timothy Leary, dearie
Let the sunshine
Let the sunshine in
”
Let the Sunshine In
http://www.youtube.com/watch?v=klObyJY1W_I
O periquito Doria afirma ” …Eles acreditavam que um Iraque estável e democrático provocaria um efeito dominó que poria a perigo as ditaduras da região.”
Papagaio Alex, rei do Congo e Guiné, questiona: Por que razâo por em perigo ditaduras que eles próprios criaram e aperfeiçoaram e com as quais se beneficiam?
O periquito Doria anda perdendo sua credibilidade neste blog. Ficou caladinho diante do comentário da periquito Caceta aí acima, curto, sucinto e direto ao ponto.
Papagaio Alex vos abençoa.
Periquito Doria, aqui vai uma rima pra sua coleçâo:
Maior rigor intelectual nao lhe faria mal.
Saudaçôes do Papagaio Alex.
Papagaio Alex: não sei se entendo a crítica. Não respondi ao caceta porque achei o comentário dele bobo, só isso.
Quanto à questão do porquê de os EUA terem invadido o Iraque, esta é a minha impressão a partir do que defende a ong Projeto pelo século americano, de onde saiu a ideologia do movimento neocon. Não acho que tenham ido para lá para ‘roubar o petróleo iraquiano’. Mas manipular o preço do petróleo lá na frente? Talvez, sei lá.
De qualquer forma, é uma impressão, não é uma certeza. Não sei o que passava na cabeça de Donald Rumsfeld e Dick Cheney. Sei apenas que, seja lá qual tenha sido o plano deles, deu errado.
/dev/null // 22/October/2008 às 20:34
“O problema é que morreram em guerra…”
Errr… nos referimos aqui a civis
mortos, não a soldados armados
e entricheirados, mas donas de casa,
porteiros de predio, criancinhas…
E matar civis, mesmo numa guerra, é, sim,
crime. Vc não sabia?
Em qualquer país, entrevista-se 3000 pessoas
e chega-se a uma estimativa muito proxima
de qual vai ser o resltado de um pleito
nacional. Bom, h´dois anos fizeram algo
parecido no Iraque e chegaram a a uma
estimativa de 600.000 civis mortos.
Nem estou afirmando se é ou não é
genocídio, mas a afirmação positiva está longe
de ser um absurdo.
Pelo que vcs argumentam, um cara que sai
bebado a 180 km/h, mata uma duzia num
ponto de onibus e ainda faz pouco caso
não pode ser chamado de assassino pois
“não houve intenção”.
Bom, nossa própria lei contraria
esse argumento.
Mas pra mim, o que reforça a tese de genocídio
é o descaso, a pouca consideração para com
a vida dos civis iraquianos. A displicencia
dos bombardeios “cirurgicos” reflete bem
esse descaso. Os americanos nunca
fariam isso se se tratasse de um país
ocidental, muito mesmo do proprio país.
FIca claro que a vida dos iraquianso não vale o
mesmo que a vida de um americano.
E por que? Porque se trata de outra
cultura, outra raça, outra civilização.
Assim, existe um criterio aí que considera
a etnia.
“Quando eu não concordo ou quando vai direto no meu estômago, acho o comentário bobo! Radicais são os outros!!!! kkkkkkkkkkk
Kitagawa, 61, eu concordo com cada palavra que você disse. Eu, ignorante que sou, não teria me expressado melhor. Quanto à afirmação que você destacou de meu comentário, confesso que embananei-me: é óbvio que matar civis é crime de guerra. Mas, mesmo sendo um crime de guerra de causar nojo, ainda é diferente do genocídio… mas creio que concordamos nisso :)
De resto, quanto ao desprezo à cultura e etnia iraquiana, não estou negando que exista. Basta notar que os Estados Unidos foram derrubar o ditador sangüinário que eles mesmo criaram! É óbvio, sim, que ninguém liga para o povo iraquiano. Entretanto, e isso vai ser plenamente explorado pelos neocons extremistas[1], esse uso político do povo não constitui, por si só, genocidio, por mais que seja repulsivo.
[1] Não, não estou dizenod que o PD está entre eles, ok? :)
É claro que os americanos, de um modo geral, estão se lixando para os iraquianos. Tascam-lhes o rótulo de “árabe” e pronto: é o que basta para os considerarem como inferiores. Assim como consideram a nós, latinos, tudo “cucaracho”.
É claro também que está é uma guerra estúpida. E como em toda guerra estúpida, milhares de civis morrem, pagam o preço por um erro injustificável.
Quando eu vejo comentários como o do Kitagawa, fico imaginando que ele deve achar que eu acho a guerra apenas um erro menor. Que estou alheio para o sofrimento dos iraquianos. Que me perco em detalhes semânticos sem importância, quando na verdade deveria estar olhando para o todo — e o todo, no caso, é a imagem injustificada da carnificina.
Mas não é nada disso.
Quem lê meus comentários aqui no PD com alguma frequência sabe que critico o projeto imperial norte-americano, seu belicismo, sua arrogância, enfim, o mar de lama que derramou no mundo nestes 8 anos de regime republicano.
Quando polemizei com o Fábio Passos sobre o termo genocídio, não foi para minorar ou aliviar a barra da atuação americana no Iraque. Foi para chamar os crimes pelos nomes que eles têm — até para que, como bem apontou o PD, a crítica não perca em credibilidade.
Espero que entendam a distância que existe entre uma coisa e outra.
ACT
Os EUA entraram em guerra com o Canadá. Morreram 1.5 milhão de pessoas.
Em seguida o governo americano bombardeou com armas químicas algumas de suas cidades matando milhares de civis americanos.
Logo após os EUA invadiram e ocuparam o México a quem chamaram de ” território americano desde muito tempo, e que agora estava voltando para a Mãe Pátria”
Durante todo esse tempo milhares de civis americanos, sem liberdade, sem direitos, foram presos, torturados e mortos.
Durante todo esse tempo o governo americano gastou bilhões com armas enquanto seu povo vivia na miséria.
O governo dos EUA incentivou e apoiou com armas, explosivos e dinheiro, todo tipo de terroristas.
Foi então que um mega atentado terrorista atingiu o coração do Iraque, destruindo prédios em Bagdá e causando a morte de três mil inocentes.
Um clérico cristão chamado O’ Kelly chamou para si a responsabilidade do atentado dizendo que sua organização terrorista, conhecida como THE NET, tinha como objetivo a destruição dos total e completa dos iraquianos e a submissão de todo planeta aos ensinamentos de Jesus Cristo.
O Iraque contra atacou. Invadiu os EUA, tomou Washington e prendeu o presidente Bush, que foi encontrado escondido dentro de um buraco.
No momento protestantes e católicos fazem uma luta de morte pelo controle dos EUA ocupados por tropas iraquianas.
THE NET de O’Kelly continua ativa matando e esfolando em nome de Cristo. E prometendo novos e sangrentos atentados ao Iraque.
Eleições limpas e democráticas estão para ocorrer no Iraque. Um novo presidente será eleito. De uma forma ou de outra se prevê uma retirada das tropas iraquianas do território dos USA, sempre com o cuidado de não deixar acontecer o banho de sangue final entre protestantes e católicos.
O candidato mais cotado para vencer as eleições é filho de pai inglês com mãe iraquiana. Lidera as pesquisas apesar de seu nome meio estranho para os iraquianos: MaCaullin Smith Adams.
Invasão e genocídio para tomar posse de gigantescas reservas de petróleo…
“… Iraq is locked into sharing its oil with foreign investors for the next 30 years …”
só não vê quem não quer…
“Blood and oil: How the West will profit from Iraq’s most precious commodity”
http://www.independent.co.uk/news/world/middle-east/blood-and-oil-how-the-west-will-profit-from-iraqs-most-precious-commodity-431119.html
Leiam artigo de um dos cientistas responsáveis pelo estudo que revelou ao mundo a dimensão do genocídio promovido pelos EUA no Iraque…
“The US and Britain have triggered an episode more deadly than the Rwandan genocide”
O estudo foi divulgado em 2006 na The Lancet da Inglaterra.
“Les Roberts: Iraq’s death toll is far worse than our leaders admit”
http://www.independent.co.uk/opinion/commentators/les-roberts-iraqs-death-toll-is-far-worse-than-our-leaders-admit-436291.html
Les Roberts - Associate Professor at Columbia University’s Mailman School of Public Health
E que tal uma analise sobre o extermínio da intelligentsia do Iraque causada pela horrenda invasão estadunidense?
“Genocídio científico e cultural no Iraque”
http://resistir.info/iraque/genocidio_cientifico.html
José Steinsleger -
jornalista argentino, colaborador de La Jornada, no México, desde 1997.
Também é consultor da UNICEF-Quito e da UNICEF-México.
Depoimento assustador sobre o genocídio cultural no Iraque…
“… a invasão estadunidense do Iraque tem o objectivo de destruir o futuro do Iraque através do assassinato e da liquidação dos seus cientistas, da destruição pelo fogo dos seus livros e trabalhos científicos nos centros de investigação… ”
Dr. Noor Al-Deen Al-Rubei’i
Secretário-geral dos Conselhos de Investigação Científica
“O Iraque perdeu 5.500 cientistas, médicos e professores desde a invasão anglo-estadunidense”
http://www.tribunaliraque.info/pagina/artigos/depoimentos.html?artigo=346
[...] Radicais são os outros - Pedro Doria | Weblog [...]