Promessas que Obama não cumprirá (2 de 3)
Deixar o Iraque em 16 meses
A avó de Barack Obama, Madelyn Dunham, está mal. Ela deixou o hospital na última sexta-feira e o candidato interromperá a campanha por dois dias, quinta e sexta, para estar com ela. Os rumores são de que Madelyn, que tem 85 anos, está à beira da morte. A campanha presidencial continua com Michelle Obama e Joe Biden, em comícios por todo o país.
Isto posto, vamos à segunda promessa que, caso seja eleito, Obama provavelmente não conseguirá cumprir. Ele garante que conseguirá retirar as tropas norte-americanas do Iraque em 16 meses.
Dificilmente Barack Obama conseguirá deixar o Iraque em 16 meses.
Para entender o porquê, é preciso compreender antes o que aconteceu no Iraque nos últimos anos.
A guerra foi um erro, uma distração no enfrentamento da al-Qaeda. A origem do extremismo islâmico que levou ao Onze de Setembro não é a Síria, não é o Irã, não é a Palestina. Não são nem mesmo Afeganistão ou Paquistão. É a Arábia Saudita. O dinheiro que financia a al-Qaeda é saudita. Os principais terroristas do Onze de Setembro, sauditas. O dinheiro que financia a construção de mesquitas radicais na Europa, saudita. Boa parte do dinheiro do Hamas? Provavelmente saudita. Mas boa parte do petróleo do mundo – e dos EUA – é também saudita. Sem este petróleo, os EUA param. A Arábia Saudita também precisa dos EUA e a ironia é que é o dinheiro do petróleo que sustenta a cepa mais radical de islamismo que existe.
Donald Rumsfeld, contrariando a vontade dos líderes militares, entrou no Iraque sem batalhões o suficiente para manter a segurança do país e o controle de fronteiras após o previsível colapso do regime Saddam Hussein. Após tal colapso, instaurou uma caça aos membros do partido Baath, que comandava o Iraque fazia trinta anos. Num país de partido único, todo funcionário público pertence ao tal partido. Não é uma escolha. O resultado é que repentinamente não havia quem soubesse governar o país: manter hospitais, escolas, cartórios, sinais de transito, rede elétrica, e tudo o mais funcionando. E não havia segurança.
O Iraque se fragmentou em vários grupos. Os curdos, ao norte, brigam entre si pelo controle de um país que talvez exista um dia. Os sunitas, aproximadamente 40% da população, se dividiram em facções. Alguns, membros do antigo regime, lutavam porque sentiam-se perseguidos e queriam sobreviver. Tinham armas e algum dinheiro próprio, que haviam pego dos cofres públicos. Outros, mais religiosos, principalmente na região de Fallujah, lutavam pela instauração de pureza religiosa. Um terceiro grupo, nacionalista, queria manter o poder sunita no Iraque e expulsar o invasor norte-americano. À esta sopa, juntaram-se jovens vindos pela fronteira síria para lutar na jihad, a Guerra Santa. Fizeram parte do grupo que ficou conhecido como al-Qaeda no Iraque. Na época, muito se reclamou de como a Síria ‘incentivava’ estes jovens. O que raramente se disse, mas era um segredo aberto entre jornalistas e militares norte-americanos na região, é que eram praticamente todos sauditas.
Não bastasse a confusão entre sunitas, havia ainda a maioria da população xiita, que fora oprimida durante os anos do regime baathista. O principal líder revoltoso foi o jovem Moqtada al-Sadr, carismático, filho de um chefe político importante, agressivo. Al-Sadr ficou importante, principalmente, porque suas milícias começaram a expulsar sunitas dos gigantescos bairros pobres de Bagdá. Houve muito disso em todo o país: sunitas expulsando xiitas e vice-versa de regiões onde pessoas moravam fazia décadas.
O fato é que o Iraque está melhor, agora. Por vários motivos. Os grupos muçulmanos radicais iraquianos e a al-Qaeda no Iraque perderam apelo perante a população quando começaram a atacar iraquianos. Um vestido que mostrasse o calcanhar, um casal de namorados na rua, qualquer motivo era suficiente para atrair a ira de quem desejava pureza religiosa. O Iraque é, e sempre foi, um país de natureza mais laica na região. (Mais laico, entenda-se, no contexto do Oriente Médio. Bagdá não é Paris ou Nova York. Não chega nem a ser Beirute.)
Já os grupos nacionalistas e os ex-membros do Baath, que tinham muito dinheiro, ficaram sem. A fonte secou. Ninguém sabe explicar ao certo de onde vinha tal dinheiro. Em parte, era dos cofres do regime. Mas não apenas. Vinha também dinheiro de fora. A desconfiança é que vinha de onde sempre vem: milionários sauditas. Fato é que os EUA, sem explicar bem o como, conseguiram bloquear este fluxo de receita e, por sua vez, começaram a pagar os principais chefes de clãs sunitas. Suborno, pois é. Some-se a isso o fato de que há muito mais soldados norte-americanos mantendo a segurança e o naco sunita está mais calmo.
Um cansaço da violência semelhante ocorreu no sul xiita. A população começou a voltar-se contra as milícias do jovem al-Sadr, principalmente após o vazamento de vídeos que mostravam seus militantes provocando confusão e briga em várias regiões. Os xiitas iraquianos são mais religiosos que os sunitas e a falta de conhecimento teológico de Moqtada o fez perder respeito. Moqtada retirou-se estrategicamente para completar os estudos com o objetivo de virar um líder religioso como foram seu pai, seu tio, seu avô. É o destino dos al-Sadrs há mais de século e aquela é uma região na qual a tradição é seguida à risca.
Mas o Iraque é de uma fragilidade só. Outro dos motivos pelos quais o país está mais organizado é que, depois de quatro ou cinco anos, os norte-americanos instauraram um sistema de administração pública lá. Os antigos funcionários voltaram apenas em parte e quem toca o dia-a-dia são os EUA. Luz, água, escolas, hospitais – o trânsito caótico. O país sempre foi corrupto e, se os EUA conseguiram a paz subornando chefes sunitas, por exemplo, é porque, antes, Saddam Hussein fazia o mesmo. E outro antes dele. (Não é diferente no Iraque xiita.)
O resultado, no fim, é que para organizar minimamente o Iraque, diplomatas e militares norte-americanos gastaram cinco anos aprendendo como o país funcionava. Descobriram. E ocuparam o espaço que, noutros tempos, ditadores corruptos e fortes ocupavam. Para deixar o Iraque, terão que botar alguém no lugar. Se não puserem, o tênue equilíbrio desaparece repentinamente. Quais as experiências passadas dos EUA? Na Europa Ocidental, após a Segunda Guerra, deixaram a administração para países nos quais em geral já havia uma cultura iluminista, muitas vezes democrática. No Japão, a cultura pesadamente hierarquizada, organizada e intolerante à desobediência manteve a ordem. O Vietnã entrou em colapso. Na Sérvia, Croácia, Bósnia etc., a OTAN assumiu a organização, mas era de interesse da Europa, afinal. O Iraque é uma situação nova. E, conforme aprenderam os britânicos há uns 60 anos, no fim de seu Império, deixar aquela região é mais difícil do que entrar nela.
Obama talvez consiga retirar metade das tropas dos EUA do Iraque. Talvez consiga retirar dois terços. Ninguém sabe realmente como fazê-lo. Esta é uma receita que será aprendida um dia após o outro.
Aqui em Stanford, seja no Instituto Hoover, seja no Departamento de Estudos da Democracia, seja entre meus colegas jornalistas norte-americanos que moraram nos últimos anos no Iraque, seja com minha colega iraquiana, só há um consenso: se sair sem cuidado ou muito rápido, virá um banho de sangue. Ninguém tem dúvidas de que é preciso sair. Mas este será um processo muito delicado, muito difícil. E tanto o presidente Obama quanto o presidente McCain terão de enfrentar a impaciência da população norte-americana que quer sair. O Iraque é o maior desastre realizado por George W. Bush. Resolvê-lo não tem nada de trivial.
O motivo pelo qual Obama não conseguirá cumprir esta promessa é o mesmo que faz de outro compromisso dele o mais importante que o próximo presidente norte-americano pode assumir: diminuir o uso de petróleo nos EUA e no mundo incentivando novas tecnologias. Ele quer eliminar a exigência de petróleo estrangeiro em dez anos. Propõe um investimento semelhante ao que John Kennedy fez em 1960 na corrida espacial. Parecia impossível – mas em 1969, após Laica e Gagarin, os norte-americanos passaram os soviéticos e pisaram na Lua. O Aquecimento Global e o isolamento da Arábia Saudita são motivos o suficiente para que não exista maior prioridade do que esta. Não importa se não conseguir eliminar completamente. Se todo esforço for nesta direção, já é o bastante.
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O dinheiro que financia a construção de sinagogas radicais na Europa, saudita.
melhor contratar um revisor… :-)
Credun Fas: Não é saudita? Ou você não gostou da vírgula no lugar do verbo?
sinagogas recebendo dinheiro saudita? :-)
Quando acabar o petróleo, eles picam a mula e vão embora do Iraque. Enquanto isso não acontecer, sem chance de sair de lá.
Credun Fas, oops…
Eu andei fazendo algumas pesquisas e descobri algumas coisas deveras interessantes que talvez expliquem algumas “políticas” dos Estados Unidos.
Alguns estudiosos observam também que há uma violência “não deliqüente”, como o entusiasmo pelos esportes brutais e perigosos e, no plano sexual, o desprezo pelo sentimentalismo como também por tudo que se relaciona com ternura ou com ideal. O relacionamento sexual se reduz a conjunções carnais sem amor e sem mistério. Este é, principalmente, o tipo de comportamento que domina a “literatura” consumista e os “filmes para adultos.”
Com base nessa última característica , criou-se até uma teoria, parece que aceita principalmente pelos Estados Unidos, que a guerra seria uma espécie de auto-defesa da sociedade, canalizando a agressividade dos jovens para que estes desafoguem seus instintos, enquanto família, bens e instituições ficam à salvo.
Grande texto, Pedro. Não só por resumir de forma muito objetiva uma situação bem complexa, como pela confiança que você parece demonstrar na capacidade de Obama de fazer mais do que qualquer dos últimos presidentes fez.
Eu estou que nem o Washington Post, se for um presidente apenas “bom”, já será ótimo. Mas você me deixa com um pouco de esperança no futuro. Obrigado por isso.
A avó do Obama diz para quem quer ouvir que ele nasceu no Quenia.
O Vietnã entrou em colapso porque a midia americana forçou a retirada de tropas deixando o povo vietnamite à mercê dos norte-vietnamitas, os comunistas, que finalmente “colapsaram” o país.
aquecimento global?, boa essa….
Nosso maestro PD, talvez influenciado por seus estudos nos EUA, onde a hipocrisia se traveste das mais variadas formas, esqueceu de incluir na interessante análise a razão principal por que os estadunidenses não sairão do Iraque, a razão óbvia, clara e transparente da invasão, o petróleo. A quadrilha do Bush sabia e sabe muito bem que Saddan Hussein e o Iraque nada tinha a ver com o terrorismo saudita, com a Al Qaeda e com o 11/09. Assim como sabia que o Iraque de Saddan não tinha armas de destruição em massa, não tinha nem mesmo armas tradicionais o suficiente para constituir qualquer ameaça aos países da região, quanto mais aos EUA. Por isso, a invasão do Iraque foi planejada, pelo pessoal do “Novo Século Americano”, pelo menos uma década antes da “eleição” do Bushinho, com a única e específica finalidade de botar a mão no petróleo iraquiano. Logo, não existe nenhum plano real de sair do Iraque, pouco importando o que se divulgue para as arquibancadas. O Obama sabe muito bem disso.
Quanto à afirmativa de que o Iraque está melhor, visto que o PD não costuma fazer humor negro, só posso creditar a um excesso de otimismo. A menos que o termo de comparação tenha sido o inferno. O GAO (Government Accountability Office), órgão do congresso estadunidense, acaba de emitir um relatório dizendo que a situação no Iraque está péssima e que o governo Bush manipula abertamente os dados e as informações para criar a idéia ilusória de uma melhora. O Iraque está em plena guerra civil e vai continuar. Com ou sem a presença da “coalizão”. Mais um abacaxi pro Obama descascar.
Isto é, se o Obama chegar lá. Falta menos de um mês para as eleições, chegou a hora dos recursos desesperados. E, a julgar pelas pesquisas, quem vai apelar para tais recursos serão os republicanos. Lembrando que eles estão no poder. O “fato novo” salvador poderá ser de dois tipos: doméstico – um tiro no Obama e tudo se resolve, afinal matar presidentes ou candidatos é um velho hábito nos EUA; internacional – um grave ataque “terrorista” que mude a maré entre os eleitores.
Nunca é demais lembrar que no texto escrito pelo Wolfowitz e quadrilha, o tal Project for a new American century, gestado antes do Bushinho levar a casa Branca, estava dito textualmente que um novo Pearl Harbour (classificado como a new catastrophic and catalysing event) seria muito bem-vindo para as pretensões do grupo. Bem, misteriosamente tal evento veio na hora certa, o 11/09, a história mais mal contada de todos os tempos.
Então, caro Obama, mesmo que você não tenha barbas como o seu quase xará Osama, ponha-as metaforicamente de molho, que o ventilador já foi ligado e merda, convenhamos, é o que não falta.
Mto bom Joao Daltro ( 11 ), e PD me assuta que vc ainda nao leve em consideração tais FATOS que o amigo Joao Daltro colocou aqui. Isso ja passou ha MTO tempo de teoria da conspiração, onde faltam provas, existem evidencias fortissimas de tudo isso que ele falou, entao acho que querer falar sobre a guerra no Iraque sem levar em consideração os planos da quadrilha de Bush é completamente inutil.
João Daltro, quis dizer que o Iraque está melhor do que estava um ano após a invasão norte-americana.
Puxa vida, o michael moore já falava isto em 2003…
É , mas tem o custo politico de ficar lá tb. E nem sei se tá tão valendo a pena o petroleo do Iraque x custos politicos e economicos de ficar lá.
Na boa, o Obamismo do PD está ficando ridículo. Mais obamista que a CNN. Até quando fala das “promessas que o candidato não vai cumprir”, diz coisas positivas… E a promessa de “cortar impostos de 95% dos americanos”? E as promessas feitas a Israel?
O terrível de Obama é que entre suas amizades quase só se encontram pessoas que odeiam EUA e Israel. Ou ele mentiu para elas o tempo todo (e é um oportunista) ou mente ao povo americano (e é um oportunista maior).
Pra dar um exemplo: Obama é amigão de Ayers. Ayers é amigão de Chávez: celebra a educação chavista venezolana.
Pois Chávez faz duas semanas mandou matar um LÍDER ESTUDANTIL que fazia oposição a ele.
Na mídia? Silêncio.
Esse é o “socialismo do século XXI”. Bom proveito.
Obama não vai ser tão direto, é claro. Provavelmente será até mais conservador do que o esperado, ao menos no começo. Mas suas amizades não deixam dúvidas de onde estão suas verdadeiras simpatias.
De qualquer modo, o comportamento da mídia é repulsivo. Nunca se vendeu tanto um candidato.
Michael Moore? Só idiota pra acreditar ainda nesse mala, hahaha.
O Iraque está MUITO melhor do que em qualquer época, o Bush é o melhor presidente que o Iraque já teve.
Mas socialista gosta duma tirania, portanto não é estranho que sintam saudades do Saddam Hussein (será parente do Obama Hussein?)
Hahahah
Aaa: fatos? Qual é a produção anual de petróleo do Iraque? Como, num país sem segurança, se mantem a produção de petróleo em níveis sauditas? Quanto de petróleo os EUA (ou o mundo) importam do Iraque?
Dica: é muito pouco. O Iraque não tem infra-estrutura suficiente para produzir o petróleo que tem. E, para construir tal infra-estrutura, o país precisaria estar menos exposto à violência cotidiana que boicota esta construção. Não é por falta de tentativa.
Se os EUA entraram no Iraque por causa do petróleo – e acho que é possível, sim, que a estratégia fosse garantir uma fonte alternativa à Arábia Saudita – quebraram a cara.
Obama nasceu no Quênia. Por que não apresenta seu certificado de nascimento?
Se Obama ganhar, a China logo vai ser o novo líder mundial. Eles são mais capitalistas do que o Partido Democrata, estão se lixando para o aquecimento global, não têm pena de terroristas, e controlam bem a sua mídia. Lamentavelmente o mundo pertence aos fortes, não aos “sofisticados”.
Por que os EUA teriam entrado no Iraque “por causa do petróleo” quando hesitam em perfurar em seu próprio território?
Drill baby drill.
O Mr X, que acredita em qualquer coisa que ler na web a respeito de Barack Obama desde que seja contra, não me deixa mentir: tenho um certo orgulho de ser considerado ingênuo tanto pela extrema direita quanto pela extrema esquerda =)
Até PD silenciou sobre o estudante anti-chavista assassinado.
E quem é o “Ministro da Justiça” venezolano? Um tal Tarek Al Aissami. Não bastasse o nome muçulmano, está mancomunado com os assassinos, foi gravado ameaçando estudantes outro dia.
É o socialismo do século XXI.
É a aliança islamico-esquerdista.
http://nl.youtube.com/watch?v=KzkUfusAZok
Bleargh.
Quem é a extrema direita? Eu sou de centro. Fiz o teste político, aqui:
http://www.ordemlivre.org/node/153
Mr X, você parece o Fabio Passos. Ele tem certeza que é de esquerda moderada =)
Hallo, Pessoal!
Fiz o teste que o Mr. X indicou e deu nisso aqui:
“CONSERVADOR
Os conservadores entendem que o excesso da carga tributária e de leis controlando a economia gera ineficiência econômica, mas também acreditam que o Estado deve ter um papel ativo na preservação dos valores morais tradicionais da sociedade. Historicamente, os conservadores têm valorizado a atuação militar para alcançar objetivos políticos. São fortemente contrários ao socialismo, tanto por seu planejamento econômico, quanto por ser uma força revolucionária contrária à ordem tradicional.”
Os caras do DCE da universidade me chamaram uma vez de mauricinho apenas porque havia acabado de tomar banho e tinha passado um perfume. Acho que na opinião deles, tomar banho e lavar o cabelo com shampoo são práticas pequeno-burguesas.
[]’s
Marcelo
Hallo, Pessoal!
Porra, Mr. X, o Pedro Dória te chamou de burro…
[]’s
Marcelo
Marcelo Augusto, não disse isso. Até porque não o acho.
Mas disse, sim, que o Mr X se radicalizou tanto que perdeu noção de onde fica o centro do espectro ideológico.
Esses caras do DCE são uns porquinhos mesmo… eca!
Mr X radicalizou tanto que perdeu a noção da realidade…
Infelizmente.
Sentiremos falta de vc, X.
abs,
ACT
Eu radicalizei? Continuo de centro (façam o teste!), o mundo é que guinou à esquerda…
O Obama é uma loteria.
O próprio PD não consegue achar uma razão lógica para votar nele. Encontra coisas positivas nas “promessas que não cumprirá”. Fala que Obama tentará a “independência energética” quando:
a) é contra perfurar no território americano
b) é contra a energia nuclear
Vai obter energia alternativa solar e eólica? Ops, mas os ambientalistas tampouco gostam das usinas de vento:
http://www.guardian.co.uk/environment/2004/jul/05/windpower.energy
Xiiii… Enquanto isso a China queimando carvão a mil.
O Mr Queijo acredita em tudo que o Bush diz, acredita que a Sara Palin vai virar o jogo para os republicanos e acredita que o Obama é o Anticristo. E depois eu é que sou idiota, ô vida…
Sabia que o nome do Michael Moore ia invocar o “Eixo do Mal”. Foi mal, galera…
Nosso caro Mr. X, agora que o tempo e os fatos desmentiram tudo que ele disse aqui neste arraial durante anos a fio, pelo visto resolveu tornar-se humorista e, por sua atuação neste tópico, vemos que será um dos melhores. É isso aí, X, vai fundo. Seu empresário já conseguiu agendar um show na cidadeca onde a Palim foi prefeita; de lá ao canais da Fox é um pulo.
O caso dele é de Zorra Total, só isso…
Grande Pedro Doria,
Excelente o seu post. Além de chamar a atenção para o desastre da guerra do iraque, deu foco para um ponto central de todos os problemas do Oriente Médio: a tirânica Arábia Saudita.
Só gostaria de acrescentar que grande parte do extremismo tem também origem no Egito, ao menos ideológicamente. Não se pode esquecer que Irmandade Muçulma é egípcia, assim como os principais teóricos do radicalismo da Al Qaeda.
Você é centrista no quiz fajuto do site que você mesmo escolheu, não é? ;-)
Hallo, Pessoal!
Quanto à independência energética dos EUA, o McCain possui idéias bem mais interessantes aos produtores de etanol do Brasil.
O Obama pretende manter os subsídios aos produtores de etanol a partir do milho, ao passo que o McCain mostra-se, pelo menos no discurso, mais interessado em acordos com os produtores brasileiros.
“Sen. Barack Obama, D-Ill., is among the senators trying to promote ethanol made
from corn by increasing the availability of E85. An amendment Obama
successfully attached to the highway bill pending in the Senate would give
filling station operators credits of up to $30,000 for installing pumps with
the 85 percent ethanol blend.”
Fonte: http://obama.senate.gov/news/050517-brazil_offers_model_for_ethano/
O problema do etanol a partir do milho é que o retorno energético dele é de poucos mais de 100% - ou seja, o etanol a partir do milho dá um retorno energético que é praticamente igual à quantidade de energia utilizada para produzi-lo!
O retorno do etanol de cana-de-açúcar é de 900%.
Assim fica complicado de obter independência energética.
[]’s
Marcelo
Pedro, veja o nível de paranóia republicana nos EUA. É um debate na Fox (onde mais, né?)em que se questiona porque a Newsweek não fez o photoshop na capa onde está Sarah Palin e fez na de Obama. Dá prá acreditar numa coisa dessas?
http://perezhilton.com/2008-10-09-republicans-are-in-a-tizzy
essa de espectro ideológico é fantasmagórica. Cadê o centro(interroga).
Dória, primeiramente parabéns pelo texto, muito boa argumentação!
Qual livro você poderia me indicar sobre o tema petróleo?
Obrigado e um abraço!
Coitado do Pedro Dória… um direitista envergonhado.
O Iraque estava melhor… com Saddam Hussein.
Após a invasão e o genocídio promovido pela ditadura estadunidense… hoje é terra arrasada.
Um exemplo contundente do terror espalhado pelos EUA em todo o globo.
A verdadeira face do tio sam-torturador… por Latuff:
http://fc17.deviantart.com/fs7/i/2005/225/9/f/Uncle_Sam_by_Latuff2.jpg
Latuff!
reparem só como ele é parecido com o provável futuro “relações públicas” das corporações estadunidenses…
Quanto às promessas que o Obama não vai cumprir, tudo bem, ninguém cumpre mesmo promessas de campanha. Pelos menos integralmente.
O problema são as promessas que McCain VAI cumprir.
Leiam o estudo que em 2006 já anunciava ao mundo o genocídio cometido pelos EUA no Iraque…
http://74.125.113.104/search?q=cache:XOW-LeZvhxkJ:i.a.cnn.net/cnn/2006/images/10/11/human.cost.of.war.pdf+Gilbert+Burnham+Johns+Hopkins&hl=pt-BR&ct=clnk&cd=3&gl=br
A atuação do futuro “relações públicas” das mega-corporações estadunidenses, seja Obama, o velhinho fascista ou mesmo sua vice burralda, será determinada pelos mesmos interesses que fizeram uma guerra e cometeram genocídio… para roubar dinheiro!
Fábio Passos
O termo “genocídio” refere-se à tentativa de erradicar uma população, etnia ou cultura inteira. Varrer do mapa, sabe?
O que, obviamente, não é o caso da atuação americana no Iraque, por mais equivocada que ela seja.
ACT
O título desses posts de veria ser: Porque Obama será a primeira grande decepção da vida política da juventude americana.
Parece que ele está abrindo mão de tudo que o diferenciava mais profundamente de MacCain. Depois do Colin, quem virá? Mrs Arroz? Mrs TodoBrilho??
PD, este é o primeiro post em que eu discordo totalmente de tua posição. Nem li os outros comentaristas, vim direto para deixar meu depoimento. Numa reflexão baseada na perspectiva histórica: nunca houve - mas NUNCA MESMO - uma atuação justa do Ocidente no Oriente Médio, e esta política se justifica por uma palavra - petróleo. Fora isso, só outro interesse - o do povo judeu de restaurar Israel - era equivalente. Desde o último mandato inglês na Palestina (vale lembrar o sem-número de atentados perpetrados durante a época CONTRA ALVOS ÁRABES), o foco de Europa e EUA sempre foi manter títeres no poder e garantir o fluxo de petróleo para manter a próspera (porém dispendiosa) democracia ocidental. Meu Deus, havia pelo menos dois modos (como sabem muito bem os serviços secretos do mundo) de se retirar Saddam SEM INVADIR, mas o que eles queriam, mesmo, era o controle dos poços…
A guerra entre a Rússia e a Geórgia é pelo mesmo problema: ninguém dá valor algum às populações, o que interessa é o controle sobre uma das áreas mais ricas em produção de petróleo, que é o Cáucaso. E, claro, o oleoduto Baku-Tíflis-Ceyhan, que abastece a Europa.
O que houve, de verdade, é que eles perderam o controle das cordas dos “marionetes” que eles mesmo estimularam…Eles sabiam, por exemplo, que haviam fornecido ao Iraque armas químicas para lutar contra o Irã. Usaram isso, e acusaram o país de engenharia reversa: desenvolver a tecnologia das armas que eles mesmo disponibilizaram. Povo iraquiano? Nenhum deles liga, nem vai ligar nunca…Nem mesmo o Saddam que, antes da invasão do Kuwait, não sabia o que fazer com UM MILHÃO DE SOLDADOS de seu exército, que não tinham como ser alojados dentro da modesta sociedade do Iraque; tinha que inventar uma guerra, para pagar com o espólio os soldos de seus guerreiros, como no Império Romano. Isso era um problema. Agora, dizer que hoje o Iraque estava melhor que antes é um absurdo sem tamanho!
Waldyr Kopezky, comprar petróleo é sempre mais barato do que fazer uma guerra do outro lado do mundo.
Fora isso, tudo bem.
abs,
ma
Quanto a MR X, bem, esse espaço ficaria um tédio só sem sua presença.
Além do que X e PD são a mesma pessoa….
Marco,
Mas você fica na mão de quem produz. E poder é dominação. Controle. A crise de 1973 ocorreu porque os líderes dos países produtores se rebelaram e criaram a OPEP, coisa que escapou - em um primeiro momento - do controle dos “regentes” deste mundo. Você não vê agora, que há uma queda de braço entre os países - a OPEP querendo reduzir a extração de petróle para aumentar o preço, e os países do Ocidente não? Você acha mesmo que eles não gostam do Chávez porque ele é chucro e xinga o Bush? Não, é porque ele se alinha à OPEP, e a Venezuela sempre foi a válvula de escape ao encurtamento da demanda mundial por petróleo.
Antonio,
Varreram, concretamente, mais de 600.000 iraquianos do mapa… isto foi divulgado ainda em 2006.
Atualmente já se fala em mais de 1 milhão.
homens, mulheres, crianças…
genocídio.
tolice negar.
é tão óbvio… o estudo é claro.
Desculpe, PD, se eu desvirtuei a discussão deste post…Falando sobre o Obama, é óbvio que ele não cumprirá uma série de promessas de campanha, porque:
1. Ele é um político, e políticos NÃO SÃO GENTE COMO NÓS. Eles pensam A, mas sabem que B é o possível e implementam C porque vai favorecer os “dele”.
2. Ele tem uma imagem de outsider, mas é apoiado pelos Clinton…Cá entre nós: a única diferença entre os Clinton e os Bush é o círculo de relacionamento, mas a prática política é a mesma. Acusação igual tem sido feita a PT e PSDB, por aqui.
Só a burralda da sarah palin e o imbecil do george “genocida” bush acreditam que a guerra foi obra de deus…
… os EUA invadiram o Iraque e cometerem genocídio para apossar-se das imensas reservas e roubar petróleo.
infantilidade imaginar que os interesses que controlam a ditadura estadunidense, capazes de mentir para todo o planeta, vão permitir que seu “relações públicas”, quem quer que seja o escolhido, abra mão do botim…
isto não é decisão de “relações públicas”
ao “relações públicas” cabe a tarefa de justificar a invasão e o botim.
Passos,
Que houve um grande número de mortes na guerra do Iraque, não tenho dúvida. Assim como também não tenho dúvida de que foi (ainda é) uma guerra estúpida e desnecessária.
Mas daí a falar em genocídio vai uma distância, meu caro. Deixe-me repetir: o termo genocídio só se aplica se houver a intenção deliberada de aniquiliar completamente uma população, cultura ou etnia.
Esta não era, jamais foi, a intenção dos EUA em relação ao Iraque. Houve crimes? Sem dúvida. Mas genocídio, não.
ACT
Antonio,
desculpe cara… mais de 600.000 iraquianos (até 2006!) não foram mortos por obra e graça do divino… não foi acidente.
foi por ação estadunidense.
é mais do que um erro ou um crime
é genocídio.
Antonio,
Quando a coisa descamba para a etimologia e o estudo moderno de seus significados, aí fica muito árido…
Entendi o que o Fábio Passos quiz dizer com genocídio: assassinato. Matança pura e insensata. Não, meus caros, nenhuma matança é sem sentido, porque nenhum esforço de guerra é gratuito, como me lembrou muito bem o Marco, lá atrás. Isto foi cuidadosa e diligentemente engendrado para causar os efeitos que causou, para mudar um curso de eventos mundiais que se desenhava no horizonte e era previsível. Gente, Davos sempre discutiu o mundo com o foco em 50 anos, porque o ano que vem, o outro, todo mundo já sabe como vai ser!!! Leiam matérias de economia nos principais portais do mundo: TEVE GENTE QUE GANHOU DINHEIRO COM A ATUAL CRISE!!! Porque se alguém perde, outro ganha. Isto é uma lei imutável - causa e efeito. Acontece na economia, na política, em todas as manifestações humanas.
João Daltro - ” …um tiro no Obama e tudo se resolve, afinal matar presidentes ou candidatos é um velho hábito nos EUA; ”
marco- E também na India. Em Israel. E no Egito….Enfim, podemos dar a volta a mundo patinando no sangue de líderes assassinados.
Essa sua aposta no tiro em Obama, caso ele seja eleito, é fácil. Eu também faço uma: Bush vai acabar levando um tiro. E Sarah vai ser morta por um urso faminto. E um artista muito querido vai morrer de forma trágica nos idos de novembro….
Ora, João, você é mais inteligente que isso.
( atenção isso é um elogio ! )
Na realidade você, em sua sagrada ira contra os estadonidenses, quer mesmo é desqualificar a possível eleição de um negro para a presidencia dos EUA, caso a mesma aconteça.
Uma amiga que professa a mesma antipatia pelos EUA me disse que :
” Eles” estão ” deixando ” Obama ganhar pois é muito bom um presidente negro no momento em que os ” EUA praticam uma política racista no mundo”
João Daltro -” Bem, misteriosamente tal evento veio na hora certa, o 11/09, a história mais mal contada de todos os tempos.”
marco- João, João, um site se deu ao trabalho de contar pessoas e fatos citados por sites, filmes, documentários, e livros, sobre o assassinato de Kennedy. Chegou a essa espantosa conclusão:
mandantes - 23
( fidel, máfia, o vice, cubanos anti castro, CIA, FBI, o complexo industrial militar, união soviética…)
executores - 39 -
( oswald, máfia americana, máfia corsa, agentes duplos soviéticos, agentes do FBI, idem CIA, agentes cubanos, agentes anti cubanos….)
pessoas diretamente envolvidas no crime- 765!!!
Enfim, acho que você é um cara inteligente, bem articulado, bem informado. Mas…totalmente centrado em demonstrar que tudo, absolutamente tudo, é um horror nos Estados Unidos da América.
Tudo bem, é seu sagrado direito.
O meu de fazer - de vez em quando - alguns comentários em cima dos seus, não exatamente um ton sur ton….
abs,
ma
A reportagem está aqui:
http://ultimosegundo.ig.com.br/economia/2008/10/21/mantega_e_meirelles_debatem_crise_na_camara_2058820.html
Gente, eles querem que o governo cubra os prejuízos das empresas, ESTAS MESMAS QUE ESPECULARAM com o mercado americano de derivativos, e se deram mal…
Quer dizer, quando ganhavam lucros obscenos era só deles, e agora que perderam querem cobrir o rombo com dinheiro público.
Pior que isso, só o FHC dizendo que o plano dos EUA era igual ao seu PROER…
penso que a morte de mais de 600.000 (ainda em 2006…) iraquianos, diretamente em função da invasão estadunidense… é um genocídio.
e os EUA cometeram um genocídio para ganhar dinheiro.
horror patrocinado por interesses econômicos de corporações.
desde quando escolher um mero “relações públicas” é verdadeira expressão de poder?
trata-se de uma ditadura.
Marco, voltando à eleição: concordo contigo com relação a entender os EUA. Atentados a presidentes teve de monte, conflitos em sua história são absurdamente brutais: a Guerra da Secessão é considerada uma das guerras de maior carnificina na história moderna; a luta pela igualdade racial idem - sem contar as guerras anteriores com a a França (como colônia), depois com a Inglaterra, em seguida com a Espanha e, finalmente, com o México. São uma sociedade guerreira e ativa, moldada na expansão política e econômica (primeiro domina, depois impõe). Mas tem um lado bom: tem uma elite “do bem”, que sempre girou em torno dos Roosevelt e dos Kennedy, pra só falar em duas famílias. Eles criaram a diretriz política que fez os Aliados reconstruírem Alemanha, Itália e Japão como modelos de seu mundo (Stalin queria uma Alemanha agrícola, assim como Churchill, em Potsdam). Infelizmente, esta ala está fraca desde o final do século XX, e não sei se Obama é o cara pra revivê-la…
Waldir # 59
Debater sobre a exatidão do emprego do termo genocídio parece besteira, um mero detalhe — mas não é não.
Genocídio foi o que aconteceu na Segunda Guerra Mundial, ou em Ruanda. Quando se evoca este termo, está-se evocando toda a carga de significado que ele arrasta consigo. E isso é importante pacas, por motivos óbvios.
Mas, na boa, desisto. Se o Fabio Passos quer insistir nessa besteira de “genocídio” e de que os EUA são uma ditadura, pior para ele.
ACT
Waldyr, este erro crasso de que os EUA reconstruíram Alemanha e Japão é tema interessante… para outro post.
a “elite” da ditadura estaunidense hoje são os controladores das mega-corporações.
é segundo os interesses destas corporações que o poder é exercido.
… um mero “relações públicas” não será capaz de mudar o regime.
Antonio, se todos discordássemos uns dos outros com a sua elegância, meu amigo, não haveria guerra nunca…
Fabio, como eu já disse, poder é dominação. Tiveram que reconstruir para que suas populações (com sociedade e economia em frangalhos no pós-guerra) não optassem pelo “outro lado”, o socialismo soviético. Nada é altruísta ou por acaso, tudo tem uma intenção. Já para concordar um poquinho contigo (e discordar - elegantemente - do Antonio), atrevo-me a dizer que, nos dias de hoje, os EUA são um estado menos democrático que o Brasil. Só para lembrar: lá, a eleição é indireta…
Ah, o voto é facultativo…
Gente, tem uma charge com o Obama engraçadíssima:
http://charges.uol.com.br/2008/10/22/mundo-bom-dia-vietna/
[...] uma discussão importante acontecendo nos comentários entre Fabio Passos e Antonio. Fabio, como muitos, acusam os EUA de terem cometido genocídio no Iraque. Ele confunde [...]
waldyr,
quem reconstruiu Japão e Alemanha foram seus povos.
a questão não é hardware. é software.
Pois é, Pedro. Com meses de atraso, você está confirmando o que eu suspeitava:
+ Barack Obama usou, durante as primárias, um discurso ao gosto da esquerda democrata: retirada rápida do Iraque e uma virada imediata para a dissuasão e diplomacia, em vez do atual unilateralismo americasmo. Dados os seus dois últimos posts, nem um, nem outro vão acontecer. Isso tem nome: oportunismo.
+ O fator raça mais ajuda que atrapalha. Já são 40 anos desde as lutas por direitos civis. Já há outra geração votando.
+ Ela não vai poder aumentar o gasto público como gostaria. Aliás, isso nem dentre os democratas é consenso - o democrata Ivy League que vai para o Congresso provavelmente é contra. Se muito, ele vai agir pela universalização do serviço de saúde, de forma que sua agenda se assemelhará em muito com a da Hillary Clinton durante a campanha.
+ A crise econômica o ajudará a eleger-se, mas não o ajudará a governar.
Isso posto, e o eventual mal humor de qualquer eleitorado com o governante durante uma crise econômica provavelmente corroerão a aprovação do seu governo. Ele não vai sair do Iraque rapidamente - afinal, porque é um homem moral e não vai compactuar em criar um segundo Vietnã em termos de derramamento de sangue, mesmo a pena de ver mais um naco de popularidade ser corroída -, não gastará tanto dinheiro como afirmou em campanha, e a pouca experiência com as pressões em cargo executivo podem depreender-se num governo titubeante ou desastrado.
Ah! A Hillary Clinton…
Se eu tivesse de pôr meu dinheiro, diria que Obama não se reelege em 2012.
Caro Marco.
Seus comentários sobre meus comentários serão sempre bem-vindos. Respondo-os só agora porque, infelizmente, disponho de muito pouco tempo para visitar aqui o blogue.
Não estou enchendo a bola de nenhuma teoria da conspiração. O assassinato de Kennedy, por exemplo. Na década de 1970, o congresso estadunidense decretou, oficialmente, que as conclusões da Comissão Warren, aquela que decidira que o Lee Oswald foi o autor solitário, estavam erradas e eram inadmissíveis. Mas, curiosamente, o mesmo Congresso não determinou nenhuma nova investigação. Então ficamos com uma situação sui generis: um presidente foi morto e as autoridades de seu país não sabem, oficialmente, quem o matou, nem estão interessadas em saber. Não existe alguém oficialmente responsabilizado pela morte de Kennedy, visto que o Capitólio rejeitou a incriminação do Oswald. É ou não é uma história mal contada? Alguém mata o presidente dos EUA e fica tudo por isso mesmo.
Quanto ao 11/09, não cito jamais qualquer teoria que tenha sido desenvolvida. Apenas pergunto por duas coisas, uma que todo mundo viu e outra que ninguém viu. Todo mundo viu, no dia, via TV, que um terceiro prédio desabou ao lado das duas torres do WTC. Por que ele desabou? Nunca ninguém explicou. Aliás, no dia 12/09 este prédio já tinha sumido da história, e continua sumido até hoje. A coisa que ninguém viu foi o avião que bateu no Pentágono. Dos aviões batendo nas torres, há filmes, vídeos, fotos, talvez até aquarelas e xilogravuras. Do avião que bateu no pentágono nem uma fotozinha de celular. Deve ter sido o avião da Mulher Maravilha, aquele invisível. Pelo menos nesses dois pontos, públicos e notórios, o 11/09 é uma história muito mal contada.
Lembrando que na pericia feita no pentagono nao encontraram sequer um PEQUENO VESTÍGIO de que um aviao teria caido ali, nem um pedacinho da carcaça do aviao foi encontrada.
Que coisa feia, Bush lançando missel no proprio país.
João Daltro, caro
Claro que a morte de Kennedy permanece um mistério para nós, pobres mortais sem informações. E o governo americano sempre pareceu lidar com o assunto de forma a colocar panos quentes no assunto. Primeiro veio a tese do louco solitário. Dois tiros. Depois a admissão de mais um tiro e de outros fatos estranhos.
E daí veio uma torrente de teorias conspiratórias.
Muitas cheias de significado.
Outras…bem o céu é o limite.
( leio quase todas, como um hobby. Fico sempre pensando em duas frases - fonte- Paulo Francis
1- Jacqueline Kennnedy - poderia ser alguém contra os direitos civis..mas não! tinha que ser
um comunistinha…
2- Lyndon Johnson - É simples. Kennedy queria pegar o Fidel. Fidel pegou ele antes.
Quanto ao atentado ás torres de NY, Pentágono, e o outro avião, é normal que teorias conspiratórias, ou não, abundem.
Porèm, dar como fato final e cabal uma única interpretação sobre o assunto - a de que tudo foi um teatro preparado pelos EUA para invadir o Iraque e outros países árabes - me parece um tanto precipitado, para usar um termo delicado.
é isso aí, caro, um abraço,
ma
Aaa, cara, se foi um míssil americano, parte de um plano cuidadosamente planejado, não seria mais fácil dizer que o Pentágono foi atingido por um míssil terrorista ao invés de um avião?
Qual a diferença?
abs,
ma
Aaa, cara, espero uma resposta a minha inocente pergunta. A não ser que você tenha um plano b escondido no meio de tantas vogais.
Vou além: se é para criar um clima de medo propício a invasões imperialistas - que é a essência dessas teses dos sem aviões - um míssil terrorista disparado de dentro da cidade de Washington seria dez vezes mais assustador que um simples avião de carreira, não?
Caro Marco.
Embora o tópico já esteja mais do que envelhecido, eu vou responder a seus comentários, sem saber se alguém se dará ao trabalho de ler.
Eu não fiz referência a qualquer teoria conspiratória. Aliás, não fiz referência a teoria nenhuma, conspiratória ou não. Eu só fiz referência a três fatos:
1 – o presidente dos EUA foi assassinado e o governo dos EUA abriu mão de descobrir quem foi o culpado. Desde que o congresso estadunidense rejeitou as conclusões da Comissão Warren, não houve qualquer investigação para descobrir a verdade. Você acha normal o país mais poderoso da terra ter um presidente assassinado e não querer saber quem foi?
2 – um edifício de cerca de 40 andares desaba em Nova York, sem causa aparente. Todos viram pela TV. Não foi feita qualquer investigação sobe o fato. Você acha normal que um prédio desse tamanho desabe e ninguém, nem o equivalente ao CREA de lá, investigue?
3 – Há uma explosão no Pentágono , oficialmente atribuída ao choque de um avião. Nada, nem ninguém, registrou sequer um vestígio desse avião. Há pouco tempo, o Pentágono recusou-se a mostrar imagens de suas câmeras de segurança, alegando… segurança. Embora não saiba bem que problema de segurança causariam imagens do exterior do Pentágono, coisa que todo mundo vê todo santo dia, parece que o Pentágono acha que naquele dia em particular ver o exterior do Pentágono abalaria a segurança nacional e recusou-se a fornecer as fitas à Justiça, onde estavam sendo cobradas. Você pode me explicar o que é isso que todo mundo poderia ver mas que o Pentágono não quer mostrar?
Não teorizei nada, não inventei nada, não tentei explicar nada. Apenas pedi a explicação para três fatos, públicos, notórios e conhecidos de todos.
Dos três fatos acima citados, o primeiro, a morte de Kennedy, já está mais do que apurada, não pelo governo, mas pelos bons jornalistas investigativos estadunidenses. Para não me acusarem de citar teorias, não direi o que eles descobriram. Se quiser um livro em português que o inclui, sugiro o excelente trabalho investigativo que o Mauro Santayana escreveu sobre a Máfia.
João Daltro, caro,
Como te disse adoro ler teorias sobre Kennedy.
Vamos a suas questões.
1- Paulo Francis, um dos melhores e mais inteligentes jornalistas brasileiros, morando em NY, bem informado, com fontes, escreveu que, por incrível que pareça, em sua opinião, foi o Oswald mesmo.
Eu duvido.
Um marine de vinte e tantos anos que falava russo fluentemente, isso no tempo em que este fato levantaria pesadas suspeitas, casado com uma russa que ele conheceu durante uma viagem a Russia, e que, no momento do assassinato, estava na casa de uma americana que falava russo fluentemente, é muito, mas muito estranho para ser um crime ‘ normal” cometido pelo louco de plantão habitual.
Outra, os tiros em Reagan, por exemplo, foram coisa de amador. Quanto a Kennedy basta rever o filme. A cabeça do presidente cruelmente explodida por uma bala disparada de frente, ou de lado, mostra que a coisa foi planejada para matar, destruir, acabar com a vida dele sem contemplação.
Bob Kennedy, que certamente sabia o que nós não sabemos, preferiu não falar.
Mistério profundo.
Mas, a essência de seu comentário é de que o governo desistiu de descobrir quem matou, quem mandou. Minha tese é de que o governo sabe, mas não revela, sabe-se Deus por que.
Uma hipótese séria é um possível desdobramento da Crise dos Mísseis, de Cuba.
Máfia? Pode ser.
2- Já li sobre esse edifício. Dizem que caiu por obra do colapso das torres. Qual seria a outra explicação? Por que seria um mistério - comprometedor?
3- O Pentágono jura de pé junto que foi um avião. Caso tenha sido um míssil, ou uma explosão interna, a pergunta permanece: qual a diferença?
Além do que daria um trabalhão o assassinato de todos os passageiros embarcados no jato, e a destruição completa do mesmo para não levantar suspeitas. Sobre o quê?
Que o Pentágono é vulneravel?
A tese do míssil, repito, seria imensamente mais eficaz em produzir medo na opinião pública do que um avião, não?
Enfim, caro, a única coisa em que eu não acredito é que esse gigantesco atentado realizado em vários lugares foi produzido pela CIA para justificar uma intervenção no Afeganistão e no Iraque.
Além de tudo existem imagens e voz de Von Laden chamando a si o ” feito ”
Ou Ossama também é uma invenção da CIA?
E os outros atentados, em particular os de Madrid e Londres, e Bali, também fazem parte dessa imensa falsidade?
Difícil acreditar.
Abração,
ma
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