Promessas que Obama não cumprirá (1 de 3)
Conversas incondicionais com inimigos
Como todo político, durante sua campanha Barack Obama fez promessas e algumas delas definiram como ele é percebido pelo eleitorado. Neste momento, Obama tem mais chances de ser eleito presidente do que John McCain.
Este é o primeiro de uma série de três posts: as promessas que Obama não será capaz de cumprir, caso chegue à presidência. Os outros virão amanhã e quarta-feira.
Na quinta e na sexta-feira, haverá uma outra série, esta de dois posts. O que é possível saber nos programas e promessas de John McCain (na quinta) e Barack Obama (na sexta) que interferem no Brasil.
Mas, antes, a uma introdução. É um fato da política que é impossível passar por uma campanha sem promessas que não serão cumpridas. Por isso mesmo, o trabalho de escolha do eleitor sofisticado não é simples. Ele precisa entender que políticos exageram e que, sem exageros, não conseguem se eleger. Este eleitor precisa ser tolerante, também, com uma certa dose de alianças. Precisa compreender que políticos precisam se unir a outros e que este processo nem sempre é bonito.
A maioria do público cobra afirmações peremptórias e certezas, mas a arte de governar é cheia de indecisões e improviso; verdades pétreas, dogmas, não têm espaço. As promessas devem ser compreendidas – vindas de qualquer político – como uma tendência a uma determinada posição, mas não como uma posição imutável. Isto posto:
Barack Obama não se encontrará incondicionalmente com chefes de Estado.
Em julho de 2007, durante o debate CNN/YouTube, Obama foi perguntado se ele se encontraria incondicionalmente com os líderes de países como Coréia do Norte, Irã, Cuba e Venezuela. Ele respondeu categoricamente: sim. Na seqüência, Hillary Clinton informou que ela, enquanto presidente, pessoalmente, não o faria. Mas que seu governo investiria sim em diplomacia. Gente nos segundo e terceiro escalões procurariam conversas. Hillary estava simplesmente repetindo aquela que é a política do Partido Democrata há décadas. Não há nenhum mistério aqui. O governo George W. Bush tentou inovar ‘punindo’ países com ausência de diplomacia. Não conseguiu rigorosamente nada, acirrou alguns ânimos, e teve que se engajar agora no fim. Aqui está a resposta que iniciou tudo:
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É impossível saber porque Obama, naquele dia, disse que se encontraria pessoalmente com Kim Jong-Il e seus pares. Eram debates com muitos candidatos nos quais a maioria dos eleitores não estava prestando atenção. Talvez ele mesmo, distraído, tenha achado que a pergunta se referia a seu governo e não a ele mesmo. O fato é que foi uma resposta tão diferente que ganhou manchetes nos dias seguintes. Obama se destacou, talvez por acidente. E, como é pecado mortal voltar atrás numa afirmação, Obama ficou preso a ela.
Durante as primárias, a afirmação agiu em seu favor. O que os pré-candidatos democratas tinham para diferenciar um do outro, afinal, eram suas personalidades. A plataforma de todos eles é a plataforma do Partido. Diferenças mínimas de opinião. Quando a eleição se acirrou entre Hillary e Obama, eles se agarraram aos pequenos detalhes para se distanciarem um do outro. E, naquele momento, as ‘conversas incondicionais’ viraram um tema forte. Hillary batendo, Obama defendendo. Ao insistir tanto no caminho da responsabilidade, Hillary se colocou numa posição que parecia criticar a diplomacia. Estava mais próxima das políticas de George W. Bush do que de sua oposição. Como disputavam o comando do partido de oposição, este foi um dos fatores que fortaleceu Obama e a enfraqueceu.
Mas, desde que as eleições presidenciais de fato começaram, muito cautelosamente, para que ninguém o acuse de flip-flop, de vira-casaca, Obama tem voltado atrás. Conversas incondicionais com líderes? Claro, mas com negociações preparatórias antes, disse em um debate. Mahmoud Ahmadinejad não é realmente o líder do Irã, alertou numa entrevista, dizendo que com Ahmadinejad provavelmente não se encontrará. Talvez com o aiatolá Khamenei.
A mensagem importante aqui é: enquanto presidente, Barack Obama vai investir pesadamente em diplomacia. Ele estará disposto a se encontrar com líderes estrangeiros para grandes acordos. Mas nenhum encontro do tipo será incondicional. Esta é uma promessa que ele não cumprirá.
Ainda sobre o assunto:
- Promessas que Obama não cumprirá (3 de 3)
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A corrida até 270
(Barack Obama é o novo presidente dos EUA) 3h17. Obama: Hello Chicago! Há alguém ainda duvida que a América é um lugar no qual tudo é possível? Que... - Se Obama pode perder? Pode. Mas a situação para Hillary Clinton ficou muito difícil. Com dez vitórias consecutivas, muitas com larga vantagem, Barack Obama...
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Pedir bom senso de eleitor é um pouco demais, acho.
Essa é uma promessa fácil de descumprir encontrando bons argumentos. Pode alegar “segurança nacional” para não se encontrar com Ahmadinejad, por exemplo. Pode alegar “segurança a inteligência do presidente” por não se encontrar com aquele imbecil do Chavez. Pode alegar “vai você, seu louco”, para não se encontrar com o Kim Jong-Il…
Esta é uma promessa que mais atrapalha do que ajuda Obama. Então o fato de não ser possível cumpri-lá lhe é positivo. Estamos aguardando um post sobre a promessa impossível de ser cumprida que realmente importa: o amplo programa de gastos governamentais de Obama (health care, obras públicas, etc), impossível de ser levado a cabo sob déficit público recorde e recessão severa.
well…..investir pesado em diplomacia implica necessariamente em abrir o bolso, não sejamos ingênuos.
Irã,Coréia e Cuba vão cobrar caro por algum “diálogo”, que quase sempre acaba indo para o bolso da alcatéia que detem o poder.
Conversar com ditador é assim: dinheiro numa mão e chibata na outra.
Por isso mesmo, o trabalho de escolha do eleitor sofisticado não é simples. Ele precisa entender que políticos exageram e que, sem exageros, não conseguem se eleger. Este eleitor precisa ser tolerante, também, com uma certa dose de alianças. Precisa compreender que políticos precisam se unir a outros e que este processo nem sempre é bonito.
chest- meu Deus, chamem o carrinho do hospício.
eleitor sofisticado…eleitor sofisticado….isso não é coisa de eleitor sofisticado, isso é coisa de cínicos.
O Bill Maher, a propósito de a Palin ter atacado Obama por isso, disse que gostaria de perguntar a ela: “por favor, nomeie uma pré-condição”.
Saudades do tempos do Partido Democrtata que fazia campanha assim
“Do not ask what your country can do for you, but what can you do for your country.”
Não interessa ao establishment estadunidense conversar com líderes do verdadeiro mundo livre.
Por que?
Porque os EUA não tem capacidade de (con)vencer por argumentos e negociando.
É por isso que recorrem a força… porque não tem razão e precisam impor os interesses eonômicos de suas oligarquias financeiras/industriais.
Obama seria ridicularizado por Mahmoud Ahmadinejad em um debate…
Já o velhinho fascista… Ahmadinejad palitava os dentes com o vovô.
Agora… aquela burralda da sarah palin…
… se Ahmadinejad levasse um pouco de feno, ela pastava na frente do mundo inteiro!!!
Como é burralda aquela sarah palin!
uma songa monga desqualificada…
estão aí, eleitores sofisticados….PD é “sofisticado” ele aceita a mentira porque faz parte dela, da turma que a espalha sabendo que não é verdade. Alguem compraria um carro de um eleitor “sofisticado” assim?
Chesterix-Darlymple (velho colega), não se finja de inocente. Seu George W. Bush se elegeu fazendo um discurso de ‘conservadorismo compassivo’ e governou com os conservadores extremistas.
Se JFK fizesse campanha dizendo que terminaria com a segregação legal no sul dos EUA, perdia e não poderia falar de what can you do for your country.
Fabio Passos, cara, o Irã é uma ditadura brutal. Quem é gay é preso e torturado. Quem não concorda com o regime é preso e, às vezes, sumido. Ahmadinejad ganhou numa eleição na qual quase dois terços dos candidatos tiveram sua candidatura cassada. Companheiro, você tem uma estranha definição de ‘mundo livre’.
Calma! O Obama nem vai se eleger (divirtam-se):
“Claro que a economia vai mal; é claro que aventuras dispendiosas levam à ruína, mas algo me diz que essa crise foi planejada; o eleitorado conservador norte-americano saberá escolher quem de fato pode salvá-lo da crise e, com certeza, esse alguém não é Obama.
O episódio do eleitor que abordou Obama para perguntar se ele iria aumentar os impostos é sintomático. Para o Brasil não é bom que Obama seja eleito, porque ele é empecilho à expansão do etanol nacional; e para o eleitor norte-americano o desenho da crise leva à conclusão de que a direção na eleição para presidente da República é outra.
Eu não acredito que Barako Obama seja eleito presidente e já começo a desconfiar dessa crise financeira às vésperas da eleição – ainda que haja a crise, a sua eclosão pode ter sido antecipada para antes da eleição.”
http://www.tudonahora.com.br/conteudo.php?id=14
Esse é um dos blogueiros do site que se diz o mais acessado de Alagoas. É duro ser alagoano…
Tenho uma teoria política que pode ser resumida da seguinte forma: o resultado das ações de um dado político é inversamente proporcional às suas promessas (especialmente se tais promessas são mirabolantes).
O candidato promete “paz no Oriente Médio”? Pode apostar que vai ter guerra das bravas.
O candidato promete “diminuir impostos de 95% dos americanos”? Pode apostar que vai aumentar, ainda que sejam impostos indiretos repassados às mercadorias.
O candidato promete que “seus problemas econômicos acabaram”? Pode apostar que estes vão quintuplicar.
O que acontece é que Obama, em seus discursos, promete soluções miraculosas demais, sem dar qualquer indicação de como vai fazê-lo, e sem nem ter dado qualquer mostra de grandes habilidades passadas. A eleição de Obama é, em verdade, o eleitor americano apostando na loteria.
Tanto que, no seu último discurso, um candidato de cabelos brancos afirmou que “graças à inexperiência de Obama, haverá uma crise internacional”. Não, não foi McCain quem disse isso, mas Joe Biden… Até o próprio vice está assustado com a inexperiência do rapaz.
Em um famoso discurso, Obama prometeu até “salvar o planeta” e “baixar o nível dos oceanos”.
De acordo com minha teoria, portanto, Obama destruirá o planeta e causará um dilúvio universal.
Noé nos acuda.
http://blogdomrx.blogspot.com/2008/10/perigosa-obsesso.html
Não que seja esse o meu desejo, mas será que PD já parou pra pensar que Obama pode não cumprir essas promessas pelo simples fato de não se eleger?
eu não votyei no Bush para começar, e uma coisa é o cara prometer e não cumprir, e outra é uma desfaçatez como essa que você propõe. “sofisticado” é eufemismo para mentiroso ladravaz.
Danilo, #2, também estou curioso; em todo caso não sou economista. Mas sobre o post: não sabia que Obama falou de Khamenei. Tem ainda o Rafsanjani. Dizem aí os sofisticados que são opções de diálogo, acho que dificilmente em nível de presidente. Os mesmos sofisticados, que às vezes deixam de lado o cinismo e se empenham em jogos de poquer mais construtivos, notam que o Irã pós-revolucionário tem de fato um sistema de checks and balances, lá o seu sistema, de propósito não estou emitindo juízo de valor. Ahmadinejad e seus veementes assessores, que aliás encontram apoio mesmo na classe média urbana de seu país, não são os donos absolutos do poder (cito o que é notório; era assim há algum tempo, não sou especialista e nem sequer acompanho). Rafsanjani, por exemplo, preside um “Conselho do Discernimento do Bem Supremo do Ordenamento da República Islâmica” (sério, parece que este é o nome), e há outros caciques, outros apitos na terra de Hafiz . Enfim: McCain ou Obama, quaisquer que sejam os canais, talvez aproveitem a mudança de turno e puxem mesmo alguma conversa discreta. Não é fácil, pode ser péssimo se for mal conduzido, mas enfim - é uma alternativa antes da Arca. Atentados e bombas de toda ordem eventualmente são mais difíceis. PD, just for the record, é um mundo complexo este aqui em baixo da lua: ainda há sinagogas em Teerã. Imagino que não seja nada fácil a vida de um judeu persa, mas por ora pesa a tradição: http://www.jewishvirtuallibrary.org/jsource/anti-semitism/iranjews.html
13…taí um ponto que eu não havia pensado…jogando a-não-fazer, kenem sinuca.
PD é tão obamista que até quando finge criticar o candidato democrata dá um jeito de aliviar-lhe a barra.
A declaração de Obama, ainda nas primárias, de que se encontraria com ditadores anti-americanos sem pré-condições foi uma das maiores burradas de sua campanha. Agora PD, afetando seriedade ao comentar promessas que não poderão ser cumpridas, diz que Obama não vai cumprir exatamente a promessa que mais lhe traz problemas. É mole?
Por que não falar dos extensos programas de gastos governamentais, impossíveis de serem executados em razão do déficit e da recessão?
Por que não falar da promessa furada de independência de petróleo estrangeiro em 10 anos, em evidente contradição com a recusa em importar etanol do Brasil?
Essas questões, sim, são falsas promessas. Mas PD prefere nos fazer acreditar que o Obama só falou de mentirinha em se encontrar com Ahmadinejad.
PD, garanto que é mais fácil o Obama tomar um café com o Ahmadinejad do que arranjar dinheiro para seu programa de saúde.
PD, como todo esquerdista, vive na Lua, ou acha que qualquer um vai engolir esse papo de “sofisticado”. Parece coisa encomendada e bem paga.
SE OBAMA PERDER,
ELEITOR É RACISTA
A atenção da imprensa brasileira à eleição nos Estados Unidos parece ser igual ou maior que a preocupação com as eleições nacionais. No que dependesse da votação dos jornalistas brasileiros, Barack Obama já estaria eleito. Pena que o pleito é lá. A Folha de São Paulo de hoje levanta uma tese curiosa. Em reportagem do enviado especial, lemos:
RACISMO É O INIMIGO À ESPREITA DE OBAMA
E na linha fina:
Vantagem de 6,9 pontos do democrata pode estar inflada por “racistas enrustidos”
O repórter fala de um tal de “efeito Bradley”, cálculo feito a partir de um caso real, segundo o qual negros que disputam cargos executivos nos EUA devem ter entre cinco a sete pontos descontados das pesquisas de intenção de voto. Este seria o total de “racistas enrustidos”, que declaram um voto ao pesquisador e agem de outra maneira nas urnas. Fica entendido que se o candidato é branco e o eleitor não vota de acordo com o que declarou nas pesquisas, não se trata de racismo. Só há racismo quando o candidato é negro.
Ou seja: se Obama não for eleito, isto significa que o eleitorado foi racista. Se você não é racista, tem obrigatoriamente de votar em Obama. Mesmo que discorde de suas idéias ou de seu programa eleitoral. Mesmo que prefira, pelas mesmas razões, votar em McCain. Não votar em Obama é crime.
- Enviado por Janer
Fora do tema — PD
#18, não comentei a teoria da do eleitor “sofisticado” porque não entendi nada, mas deve ser bem extravagante…
“A mensagem importante aqui é: enquanto presidente, Barack Obama vai investir pesadamente em diplomacia. ” OK, mas essa é uma injunção do estado norte-americano hoje. Diferenças à parte, uma administração McCain da mesma forma investirá nesse poquer. Muito bem que a “arte de governar é cheia de indecisões e improviso”. A pergunta difícil é: com relação aos grandes temas (energia, risco de degradação/redefinição das “regras do jogo” das relações internacionais em fase crítica, etc) , diplomacia em que direção, com que propósito, envolvendo quais riscos? Talvez a conversa fique mais terra a terra quando aparecer o post sobre em que essas promessas dizem respeito ao Brasil.
“investir pesadamente em diplomacia”
Uma das frases mais assustadora que já ouvi…
“eleitor sofisticado”
é o eleitor que vota em gato por lebre, mesmo escutando os miados
Pedro Dória,
ditadura brutal é a estadunidense. Tortura, guerra e genocídio em escala global.
sinto muito… só não vê quem não quer.
Qualquer que seja o novo “relações públicas” das corporações estadunidenses… iria apanhar de dar pena em um embate com Mahmoud Ahmadinejad.
É fato.
Mahmoud Ahmadinejad humilhou george “genocida” bush com aquela carta sem resposta… porque não há resposta. São verdades evidentes. Todo cidadão esclarecido no planeta sabe disso.
bush colocou o rabinho entre as pernas.
um covarde.
E Ahmadinejad faria o mesmo com Obama ou o velhinho fascista…
com a burralda então…
É isso mesmo Chesterton, inclusive o comentarista sofisticado, cínico como o eleitor sofisticado, copia texto dos outros e não cita fonte.
Nada como um modernésimo copy and paste.
Hallo, Pessoal!
Cacetada! Irã representa o mundo livre? Bah!
Eu preferiria viver em um mundo governado pela coroa gostosona da Sarah Palin do que em um dominado pelos aiatolás.
O Irã é um dos regimes mais selvagens desse mundo.
[]’s
Marcelo
ABC, source under request, one by one. Otherwise, people dont read them.
Marcelo Augusto, você vai acreditar nos seus prórios olhos ou no Fabio Passos?
Conversa incondicional entre países?
Nunca vi.
Marcelo Augusto,
Não é o Irã que promove tortura, guerra e genocídio ao redor do globo com objetivo de fazer dinheiro pra corporações corruptas… são os EUA.
Só não vê quem não quer…
Fábio, é bom que vc não seja gay, senão vai sofrer nas mãos de Ahmadinejad…
Fábio, promover algumas dessas coisas dentro do próprio pais, contra o próprio povo, sob alegação de manter a lei e a ordem (seja ela qual for) pode?
Fabio Passos, o número de pecados dos EUA não é pequeno. Mas aqui há uma democracia e a tortura é denunciada. Discutida no Congresso.
E, perdoe, a que genocído você se refere? Os EUA são culpados de não terem interrompido genocídios, certamente – é o caso de Rwanda, de Darfur… mas, ao que eu saiba, os EUA não promoveram limpeza étnica ou mortande humana em larga escala. Revi a Human Rights Watch, os órgãos competentes da ONU, ninguém acusa os EUA de genocídio.
A que vc se refere?
Os EUA são culpados sempre, na ação e na omissão. A França, a Inglaterra, o Japão e a Alemanha, mais a Russia, são sempre inocentes.
Ah, tem os árabes, são sempre inocentes, vítimas da maldade dos países ocidentais.
Pedro Dória se faz de bobo… falo do mais evidente… o genocídio estadunidense promovido no Iraque.
Será que não leram a carta de Mahmoud Ahmadinejad humilhando george “genocida” bush?
É simplesmente arrasadora…
“Se os bilhões de dólares gastos em segurança, campanhas militares e movimentos de tropas fossem em lugar disso aplicados em investimento e assistência aos países pobres, promoção da saúde, combate a diferentes doenças, educação e melhora da saúde física e mental, assistência às vítimas de desastres naturais, criação de oportunidades de emprego e produção, projetos de desenvolvimento e combate à pobreza, estabelecimento da paz, mediação entre países envolvidos em conflitos e extinção das chamas dos conflitos étnicos, raciais e de outras ordens que existem no mundo, onde poderíamos estar, hoje? Será que o seu governo e o seu povo não ficariam justificadamente orgulhosos? Será que a posição política e econômica de sua administração não se tornaria ainda mais forte? E, lamento dizer, será que continuaria a existir ódio crescente pelo governo norte-americano?”
Mahmoud Ahmadinejad
E que dizer agora do pornográfico socorro ao mercado financeiro em ruínas?
Toda pessoa bem informada, que não perde tempo lendo mídia-lixo-corporativa, sabe que segundo a FAO, apenas USD30bi/ano seria suficiente para garantir desenvolvimento agrícola e evitar a fome no planeta…
…mas os EUA e seus cúmplíces gastam trilhões de dólares para recuperar um regime totalitário em ruínas… e que se lasque a imensa maioria silenciosa.
Ahmadinejad humilharia em um debate qualquer que fosse o “relações públicas” desta Ditadura horrenda.
a união do comunismo marxista com o revolucionario islâmico….
Ei Pedro Dória…
Este vale uma boa entrevista sobre o genocídio estadunidense no Iraque:
Gilbert Burnham
http://faculty.jhsph.edu/Default.cfm?faculty_id=110
O estudo dele foi publicado pela The lancet e repercutiu na Science… que tal?
Aqui o estudo dele:
http://74.125.113.104/search?q=cache:XOW-LeZvhxkJ:i.a.cnn.net/cnn/2006/images/10/11/human.cost.of.war.pdf+Gilbert+Burnham+Johns+Hopkins&hl=pt-BR&ct=clnk&cd=3&gl=br
… sugiro baixar em .pdf
palhinha…
“Our best estimate is the 654,965 persons have died as a consequence of the conflict. Of these,
601,027 have died from violence…”
Isto em… 2006.
Aqui para os tolos que só se informam pela mídia-corporativa…
http://www.washingtonpost.com/wp-dyn/content/article/2006/10/10/AR2006101001442_pf.html
Esta escapou…
Engraçado é a primeira vez que vejo alguém afirmar que dar o crédito ao devido autor incentiva as pessoas a não lerem.
Respeito à propriedade alheia (no caso intelectual) digno de um comunista
[...] Promessas que Obama não cumprirá, 1 de 3 [...]
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