E Obama venceu mais um
A essas alturas, não há muito mais o que falar: as pesquisas da CNN e da CBS dão resultado semelhante. Obama 58%, McCain 31%; Obama 53%, McCain 22%, respectivamente. A questão é: por quê?
McCain esteve bastante bem quando comparado a suas atuações anteriores. Incisivo, às vezes irônico. Sacou do bolso Joe, o encanador – e o sujeito responsável pelo site joetheplumber.com vai fazer um bom dinheiro por esses dias –, um bombeiro que encontrou Obama há uns dias e lhe fez algumas perguntas. McCain esteve no ataque.
O problema é que, possivelmente, foi pouco demais, tarde demais.
Até a FoxNews, canal de direita, deu vitória para Barack Obama em sua pesquisa. E isto é inédito. Por quê? Primeiro, Obama não estava mal. Quando pressionado por McCain, tinha sempre uma resposta na ponta da língua. Segundo porque, no fundo, aparentemente, o eleitor já tomou sua decisão. Disse que Obama venceu porque é este o resultado que deseja ou que antecipa para as eleições.
Se a crise econômica não tivesse estourado, é possível que esta eleição estivesse mais apertada. Mas o fato é que a crise estourou e McCain, que já era visto como menos preparado para lidar com a economia, cometeu um erro após o outro.
Há um momento ruim para McCain no debate: ao discutir a questão da legalidade do aborto, ironizou as preocupações com a saúde da mulher. Ele diz que esta é a desculpa que aqueles a favor do aborto sempre usam. Foi um erro. É verdade que os eleitores republicanos gostam de ouvir isso. Mas estes são eleitores que McCain já tem. Ele tem mais dificuldade com eleitoras mulheres do que com eleitores homens. Provocar as mulheres independentes é estratégia ruim.
Outro momento a pinçar: ele provocou Obama bem quando reclamou que um deputado seu aliado havia comparado ele, McCain, e Sarah Palin aos racistas da Ku Klux Klan dos anos 40 e 50. McCain não gostou de Obama não o ter censurado e cobrou no ar. Ponto para ele. Mas Obama tinha uma resposta: nos comícios de Palin, ela ouve com freqüência gente gritando ‘matem ele’ ou ‘terrorista’ e a vice republicana não os censura. McCain deveria ter respondido, com justiça, ‘eu os censuro’, ‘isso é inadmissível’. Ao invés, escolheu dizer que tem orgulho do público de seus comícios e que os radicais são exceção. É claro que são exceção. Mas os eleitores de McCain não teriam ligado para uma crítica neste momento. Um bom ataque de McCain teve uma boa resposta de Obama e o republicano não soube contra-atacar.
Foi um excelente debate por dois motivos. Primeiro, porque as regras permitiam que um respondesse ao outro diretamente. Segundo porque Bob Schieffer, o moderador, soube cortá-los quando necessário e fez perguntas instigantes, desafiadoras. Talvez seja justo dizer que houve um empate. No fim das contas, Obama só tinha uma missão. Não parecer derrotado.
No empate, a vitória é de Obama.
Ainda sobre o assunto:
- Obama venceu o debate. Aqui está o porquê Há uma discussão boa, nos comentários, a respeito de quem venceu o debate de ontem à noite. E há bons...
- Quem afinal venceu entre Hillary e Obama? O sistema eleitoral norte-americano não é simples e o trabalho dos dois candidatos democratas é confundir mais, evidentemente, para fazer...
- De como Obama venceu ontem. (Talvez) Pergunte a alguém da equipe de Barack Obama a respeito do caucus de Nevada, ontem, e este responderá que seu...
- Mais uma vitória de Obama, dizem pesquisas Ainda vou ler todos os comentários de vocês – mas a impressão fundamental é que o debate foi chato. E,...
- Joe Biden venceu o debate (e o porquê) As primeiras pesquisas saíram: deu Joe Biden, dizem os indecisos. Na pesquisa da CBS, a diferença é grande: 46% para...



Hallo, Pessoal!
Eu já sabia disso!
[]’s
Marcelo
Sem dúvida esse debate foi bem mais dinâmico. Impressionante a calma, elegância e firmeza do Obama diante dos ataques constantes de McCain.
O republicano tinha uma missão impossível, provar que seu plano para a economia e planos de saúde era melhor que o de Obama. Esses são os dois temas essenciais dessa eleição. McCain pode fazer o malabarismo que quiser, inventar as acusações mais exageradas, mas a opinião pública já em termos de política interna está formada a favor de Obama.
Em termos de personalidade, a do Obama é mais afável e segura, mesmo sob pressão. O McCain não consegue esconder sua frustração e mau humor. O eleitor americano não gosta dessa postura.
Excelente post, expressa muito bem (melhor do que eu seria capaz de fazer) todas as minhas impressões do debate de ontem. É, está decidido: Barack Obama, novo presidente dos EUA. Fico emocionada, porque, qdo. cheguei nos EUA há um ano, ninguém disse que ele seria o candidato democrata: “É apenas um jovem senador, querendo se tornar mais conhecido no país.” A eleição dele só pode ser melhor pro mundo.
PS - Impressão minha, ou Obama está com um bocado de cabelos brancos, inexistentes há um ano?
De fato, o melhor debate até agora. O único bom debate, na verdade.
Eu achei os dois candidatos equilibrados, fora as xaropadas usuais. O debate provavelmente ajudou mais o McCain do que o Obama. Mas não o suficiente para mudar o resultado da eleição.
[...] Chicago Police photos of William Ayers in 1968 E no Pedro Doria… [...]
O McCain perdeu feio, foi nervoso, agressivo, não tem propostas etc.
Obama foi seguro, soube oferecer as melhores respostas e propostas.
McCain propôs acabar com as sobretaxas ao etanol brasileiro. Será que está querendo ganhar os votos dos brasileiros? Espero que não.O meu ele não ganha. Já pensou para quanto iria o alcool nas bombas?
Mas alguns “iluminados”, contrariando todas as pesquisas de opiniões, irão dizer que o vencedor foi McCain.
Fazer o quê?
Pô, o Frangão está querendo fazer campanha pro McCain aqui no blog?
Me parece que a única possibilidade de alteração do quadro atual, que aponta vitória folgada de Obama, seria uma aparição de Bin laden. Há alguns dias li artigo de um jornalista americano apontando que este seria o único fato capaz de reverter esta tendência.
O nosso extraordinário Monteiro Lobato, que foi importantíssimo para o Brasil, sempre assumindo posições corajosas, avançadas e benéficas para nosso país, errou feio em suas “profecias” em relação aos Estados Unidos.
No livro “O presidente negro”, faz previsões altamente pessimistas e até mesmo sombrias.
Mas quem pensava como Monteiro Lobato, naquele tempo, eram os “espertos”, “realistas” e outros istas.
Parece que tudo vai acontecer dentro da normalidade.
E os fatos sempre vão atropelando as teorias dos “analistas profundos”.
Quanto aos que estão morrendo de medo da “crise”, vale a pena lembrar as palavras de Miguel do Rosário:
“O dinheiro da bolsa não desaparece. Os valores migram para outros segmentos: para imóveis, terras, ouro, indústrias de base, para títulos públicos (ou seja para os governos). O estouro da bolha é sempre benéfico para as economias reais. Os fundamentos da economia global não são apostas financeiras, mas a produção de tecnologia, aço, soja, petróleo, alimentos, autopeças. A crise financeira global tem uma razão de ser e será benéfica para desmistificar o poder dos mercados. A civilização não pode depender de mercados de risco, não pode depender de bolsa. Precisamos de governos fortes. Precisamos de organizações internacionais fortes que não estimulem a especulação e sim os fundamentos de cada economia.”
Hallo, Pessoal!
Interessante este artigo:
Depression Fears Overblown.
Versa os motivos de que a atual crise é diferente em essência do Crash de 1929.
[]’s
Marcelo
Só Osama desbanca Obama.
Creio que somente uma aparição do Saudita, ou de um ou alguns de seus “companheiros de fé”, atrapalhará a marcha de Barack rumo à Casa Branca.
E a firmeza de Barack nos debates é algo impressionante.
Agora uma pergunta: Os Estados Unidos, até onde eu saiba, possui um sistema de proteção aos parentes próximos dos presidentes, que é extremamente rígido, visando protegê-los daquilo que tornou-se quase um esporte nos EUA, o assassinato de pessoas importantes.
Bem, assim sendo e Obama sendo eleito, seu irmão, que mora numa favela no Quênia, receberá essa proteção? Afinal, o rapaz será irmão do homem mais poderoso da terra (mesmo com toda a crise econômica, ainda será…)
Se Osama aparece a casa cái. “Eles” fizeram Osama. Seria um tiro no pé. Vão perder a eleição, mas não vão expor esse caso do terrorista que forjaram. Se quiserem governar novamente e continuar executando o “estilo norte americano” de agir, precisarão novamente de um “Osama”, e pra fabricar outro dá um trabalhinho. Vão continuar com ele escondido e utiliza-lo em outra estratégia.
Cadê os malucos que acharam que a eleição estava perdida para Obama quando McCain chamou Sarah Palin para vice?
única chance de mccain: prenderem/matarem o osama ante da eleições. aí o obama dança.
Na minha opinião - não na análise americana das eleições americanas - Obama se não empatou, perdeu por pouco. Muito inseguro.
Um certo sentimento que o produto não é igual ao que estava na propaganda. Sinto dizer. Continuo torcendo pelo cara sim. Mas esperava mais.
Bill Ayres devia ser mais respeitado.
Ayers*
http://www.pagina12.com.ar/diario/contratapa/13-113411-2008-10-16.html
Se Osama aparecesse, isso só demonstraria que a ‘doutrina Bush’ foi um fracasso completo… depois de trilhões de dólares torrados, milhares de soldados mortos numa guerra impopular, o Osama aparecer como se nada tivesse acontecido? Abrem processo de Impeachment contra o Bush na mesma semana!
E isso não prejudicaria necessariamente Obama. Afinal, ele é a oposição, e quem teria que se ver com a população seria o republicano. E atitude seria tudo: se Obama se mostrasse mais confiante, mais seguro e mais calmo, como um Rudy Giuliani no meio da crise, tudo poderia se voltar ainda mais a favor dele.
Mas se Bin Laden não apareceu esse tempo todo, dificilmente vai aparecer agora.
Po Pax, desiste… Esse jogo já virou Portuguesa (desfalcada) versus Barcelona. Nem se a Sarah Palin prometer um “blow job” o McCain leva essa.
Mas eu votaria nele com uma promessa dessas.
A diferença começou a cair. Na média do Real Clear Politics está em 6.8. Chegou a quase 9 na semana passada…
O Obama é o Lula americano: promessas vazias, discurso messiânico, se alguém o critica é logo rotulado de preconceituoso.
Depois esquerdista chora as pitangas por se sentir “traído”. Oras bolas, ninguém manda acreditar avaliar o candidato apenas por sua propaganda e aparência. Nem para comprar escova de dente devemos agir assim.
Francamente eu queria saber o que passa pela cabeça de um americano quando essa discussão por aqui. É cada um querendo ser mais realista que o rei…
“O Obama é o Lula americano”. As pessoas não têm vergonha de reproduzir um discursinho preguiçoso e auto-indulgente desses? Um pouquinho de esforço mental não faz mal pra ninguém, Danilo. Vamos lá. Eu sei que você é capaz de conclusões mais inteligentes.
“O Obama é o Lula americano”
Eles não têm essa sorte toda…
kkkkkkkk
Danilo disse: “Depois esquerdista chora as pitangas por se sentir “traído”. Oras bolas, ninguém manda acreditar avaliar o candidato apenas por sua propaganda e aparência.”
Ok, Xará, me dê um bom argumento de que os esquerdistas escolhem seus candidatos pela propaganda e aparência.
Você não vai arrumar nenhum. Porque esse tipo de escolha está em tudo quanto é lado do espectro político.
É possível achar um monte de exemplos de conservadores eleitos por sua propaganda e aparência cujos eleitores se sentiram traídos. Nem por isso eu poderia dizer que é a direita e não a esquerda que vincula seu voto à aparência e à propaganda (assim como você não pode defender a tese contrária).
É uma questão lógica básica. Por favor, aumente o nível dos seus comentários, Danilo.
Danilo disse: “A diferença começou a cair. Na média do Real Clear Politics está em 6.8. Chegou a quase 9 na semana passada…”
Vai, Galvão. Só torça pro Obama ter que fazer um pit stop antes de 4 de novembro.
É possível achar um monte de exemplos de conservadores eleitos por sua propaganda e aparência cujos eleitores se sentiram traídos.
Um exemplo: Collor.
Danilo esquerdista, quem tem que aprimorar a lógica é você. De modo algum considerei que a direita nunca cai na armadilha de julgar candidatos pela propaganda e aparência. Só acho que, ultimamente, é a esquerda que tem se encantado demais com a eloqüência de certos políticos. Citei Obama (e Lula) porque qualquer análise objetiva de seus discursos eleitorais mostra um desconcertante abismo entre as promessas e a realidade política e econômica que encontrará ao tornar-se presidente.
Isso fica evidente, por exemplo, em seu programa de gastos governamentais. Só com o incremento do sistema de saúde ele promete gastar 1 trilhão de dólares. Somando todos os programas, dá mais de 3 trilhões em novas despesas. Agora analisemos a situação fiscal dos EUA: déficit de 500 bilhões de dólares, mais gastos vindo com o resgate financeiro, orçamento engessado por gastos militares, diminuição das receitas por causa da recessão. Aumento de impostos? As condições políticas são desfavoráveis, e qualquer ganho nessa área será corroído pela recessão. Mais dívidas? Tenho a impressão de que se os EUA se endividarem ainda mais o mercado vai começar a temer pelo default. Em suma: simplesmente não dá para aumentar os gastos dessa forma nos próximos quatro anos. E suspeito que nem sequer nos próximos oito anos. Obama mente quando promete tudo isso. E vocês acreditam.
Outra farsa de Obama: a promessa de que vai acabar com a dependência americana de petróleo estrangeiro em 10 anos. Mentira das grossas. Para começar, ele é contra novas perfurações em solo e mar americanos. Isso não garantiria a independência nesse tempo, mas aliviaria um pouco a economia americana. A promessa de Obama é investir em energias alternativas. O problema é que qualquer um que conhece essa área sabe que isso não garante a independência energética de nenhum país do mundo em 10, 20 ou 30 anos. Talvez nem em 50 anos. Obama é tão malicioso nessa área que é ferrenho defensor da tarifa para o etanol brasileiro. Das energias alternativas, o etanol de cana-de-açúcar é a que deu mais certo, e os EUA poderiam sair ganhando ao importar mais etanol do Brasil e menos petróleo de países hostis. Mas Obama é contra. Nos discursos, diz que é favorável às energias alternativas e ambientalmente corretas. Na hora de apoiar o etanol brasileiro, fica ao lado do lobby do milho, que lhe garante votos.
Obama é um farsante. Mas como dizer isso a pessoas que vão às lágrimas quando ouvem seus discursos?
“Obama é um farsante”
Danilo, e o McCain? Só um lado da história é farsante? E a Senhora Sarah Palin e sua ponte pra não sei onde, também não é farsante?
Diego, é salutar não confiar em políticos, mas digamos que Obama é uma farsa bem maior…
Danilo, o eleitor americano e’ muito mais pragmatico do que isso. Ninguem acha que Obama ou McCain sao perfeitos, ou Messias. Mas pesando os pros e contras, eles decidem quem mais se aproxima de suas aspiracoes para o futuro do pais. O McCain oferece nada mais do que cortar taxas e congelamento de gastos do governo. O McCain oferece uma desregulamentacao na saude num momento em que o americano se sente totalmente desamparado nessa area, enquanto Obama vem com uma reforma fortissima nos planos da saude, em beneficio da classe media. Eu nao sei se voce mora aqui, mas o problema dos planos de saude e’ MUITO SERIO. Nao importa se voce estiver morrendo de cancer, se voce nao tiver plano de saude, voce nao tera’ acesso a tratamento algum, no maximo vao te receber na emergencia de um hospital, mas depois te mandarao a conta milionaria. Ter plano de saude aqui e’ um privilegio que ate’ muita gente na classe media nao possui.
Eu achei interessante uma materia de ontem, mostrando um “focus group” republicano, onde uma senhora de meia-idade, branca, diz que vai votar no Obama mesmo acreditando que ele e’ parte de um grupo radical de terroristas domesticos. Tudo por causa do plano de saude.
“Farsante” e’ um pouco forte para descrever Obama. Voce pode duvidar da viabilidade dos programas dele, mas nao da sua conviccao. O time do Obama e’ competente e nao e’ a toa que ele venceu as dificilimas primarias e, se Deus quiser, vai vencer contra a poderosa maquina de propaganda republicana que ainda convence pessoas ate’ inteligentes como voce.
Caros Periquitinhos verde-amarelos,
O papagaio Obama, corajoso descendente do genial Alex - rei do Congo e Guiné, hoje expatriado naquela merda chamada USA onde a periquitada da classe média nem consegue ter um plano de saúde decente, enfrenta dois perigos reais:
1) Na boquinha da urna, na hora H, milhares de WASP yankees, mesmo declarando-se liberais e valentes partidários do Hussein Obama, irá votar branquinho como ele, i.e, no periquitinho McCain.
2) Que a CIA do agente fantasma Osama bin Laden, obedecendo às ordens dos mega-terroristas Bush e Cheney, tire um outro atentado do saco de surpresas daqui até o 4 de novembro e faça desabar o Empire State, o que é absolutamente possível.
Conclusâo: O periquito Obama ainda pode perder e o periquitinho McCain ainda pode ganhar. Sacaram?
Papagaio Alex vos abençoa….
Não importa o que Obama diz.
Pode dizer que “vai dar saúde pra todo mundo” e ao mesmo tempo que “vai cortar impostos de 95% dos americanos” (porque ninguém critica essa mentira absurda?)
Pode ameaçar tirar o dinheiro de Joe the Plumber para dar a Joe the Homeless sem medo.
Pode ser amigo de Ayers e até do Hugo Chávez.
Pode dizer um dia que vai invadir o Paquistão e no outro que vai negociar com o Irã.
É irrelevante. É um dos candidatos mais mentirosos já vistos, uma espécie de Zelig que muda conforme o público, mas isso não importa.
O que importa é que é negro, bem apessoado, tranquilo, a economia vai mal e o país tem um presidente republicano pra lá de impopular.
“Let’s spread the wealth around”.
O incrível de Obama é que seu “change” não tem nada de novo. É saído direto dos anos 60.
Redistribuição de renda… Tirar de quem ganha 250 para dar aos que não fazem nada.
A velha história: “Todo governo que promete dar a Jack o dinheiro de Joe, vai contar com o voto de Jack”.
Tem mais Jacks do que Joes no mundo, e portanto eles votam em Obama.
Mas, após alguns anos de políticas do tipo, haverá cada vez mais Jacks e cada vez menos Joes (que cada vez precisam pagar mais).
O Joe Plumber, já se descobriu hoje, não é plumber, nem licença de bombeiro/mecânico ele tem. Ele também está devendo impostos, ou seja, não paga as taxas então não fará diferença se ele está acima ou abaixo da quota do Obama. Mas enfim, ele não teria 250K de renda anual, ele deixou claro que tem um medo irracional que Obama vá cobrar mais taxas de quem ganha em torno de 100 mil, simplesmente porque ele comprou a propaganda republicana de que Obama votou 94 vezes para aumentar impostos.
Joe falso Plumber também é Republicano registrado e votou nas primárias em Março deste ano. Ele se fazer de indeciso é uma piada.
Joe falso Plumber disse que “odeia” a seguridade social.
Outra novidade é que ele tem relação de parentesco com o Charles Keating
É Mr. x,
as burradas dos direitobas são bem mais respeitáveis, enormes mesmo, trilhões de dólares, euros, reais etc.
Se esses caras fizessem burradas, imigena-se como seriam?
Da série Tupi or not Tupi.
Texto ( parte ) de Roberto Pompeu de Toledo sobre o livro O Choque das Raças, de Monteiro Lobato, para a revista Piauí.
” No Natal de 1926, O Presidente Negro foi lançado em livro no Brasil, com tiragem de 16 mil exemplares, mas a cabeça de Lobato estava no mercado americano. “Minhas esperanças estão todas na América”, escrevia ele ao cunhado, o também escritor Heitor de Morais. “Mas O Choque [O Choque das Raças, o outro nome do livro] só em fins de janeiro será traduzido para o inglês, de modo que só lá para o segundo semestre verei dólares. Mas os verei, e à beça, já não resta a menor dúvida.” Lobato envia a versão em inglês que providenciara para o romance a meia dúzia de editores americanos. Em maio de 1927, muda-se para Nova York, e agora vai cuidar do projeto mais de perto. Tem ainda outro plano, mais um dos mirabolantes planos que nunca lhe faltam: fundar uma editora nos Estados Unidos. Já escolheu o nome: Tupy Publishing Company.
Passam-se os meses e nenhuma resposta dos editores americanos. Enfim, no final do ano, William David Pall, diretor da agência literária californiana Palmer, digna-se a mandar-lhe uma resposta. Pall começa pelas qualidades que vê na obra, “de interesse acima da média”, mas ressalva que, “infelizmente, o enredo central é baseado em um assunto particularmente difícil de se abordar neste país”. A carta prossegue num tom de lição de moral do americano curtido nas realidades do país ao americanófilo ingênuo:
Estivesse o senhor lidando com a invasão de uma nação estrangeira, ou raça, a reação seria bem diferente; mas o negro é um cidadão americano, uma parte integrante da vida nacional, e sugerir seu extermínio por meio da sabedoria e da capacidade superior da raça branca levaria a uma dissensão tão violenta no espírito dos leitores quanto faria um conflito entre dois partidos políticos, ou duas religiões, em que um extirparia o outro.
Ainda restava uma esperança – usar do próprio mal-estar que O Presidente Negro poderia causar como combustível para o sucesso. “Um escândalo literário equivale no mínimo a 2 milhões de dólares para o autor”, escrevia agora Lobato a outro amigo. Contava que um “editor judeu” entusiasmara-se pelo livro e lhe sugerira que enxertasse nele “mais matéria de exasperação”; o tal judeu imaginava que, com uma dose extra de veneno, o livro conseguiria uma proibição policial – “o que vale 1 milhão de dólares”. Proibido nos Estados Unidos, o livro sairia na Inglaterra e voltaria contrabandeado “com o uísque e outras implicâncias dos puritanos”.
A perseguição policial foi outro sonho frustrado. Como poderia ter acontecido, se não aconteceu nem o livro? Não houve editor americano que se aventurasse a publicá-lo, nem passou de projeto abortado a Tupy Company, que o poderia ter publicado sob os auspícios do próprio autor. Na carta de 5 de setembro de 1927 a Godofredo Rangel, Lobato entrega os pontos:
Meu romance não encontra editor. Falhou a Tupy Company. Acham-no ofensivo à dignidade americana, visto admitir que depois de tantos séculos de progresso moral possa este povo, coletivamente, cometer a sangue-frio o belo crime que sugeri. Errei vindo cá tão tarde. Devia ter vindo no tempo em que eles linchavam os negros”
Segue o texto mas eu paro por aqui.
Quem quiser ler tudo, a Piauí vende com grande prazer números atrasados ( literalmente…)
Danilo, #31, recorda que Obama “é ferrenho defensor da tarifa para o etanol brasileiro. Das energias alternativas, o etanol de cana-de-açúcar é a que deu mais certo, e os EUA poderiam sair ganhando ao importar mais etanol do Brasil e menos petróleo de países hostis. Mas Obama é contra. Nos discursos, diz que é favorável às energias alternativas e ambientalmente corretas. Na hora de apoiar o etanol brasileiro, fica ao lado do lobby do milho, que lhe garante votos. ” Algum desmentido? Algum matiz ? ”Eu me oponho aos subsídios para o etanol porque acho que eles distorceram o mercado e criaram inflação. O senador Obama apóia esses subsídios. Eu eliminaria as tarifas sobre o etanol de cana importado do Brasil”, disse McCain. Fonte: UOL, hoje, 16/10.
“Danilo esquerdista, quem tem que aprimorar a lógica é você. De modo algum considerei que a direita nunca cai na armadilha de julgar candidatos pela propaganda e aparência. Só acho que, ultimamente, é a esquerda que tem se encantado demais com a eloqüência de certos políticos.”
Não tente ser liso. Sua proposição tá aqui, ó:
“Depois esquerdista chora as pitangas por se sentir “traído”. Oras bolas, ninguém manda acreditar avaliar o candidato apenas por sua propaganda e aparência. Nem para comprar escova de dente devemos agir assim.”
A sua proposição claramente vincula a escolha dos esquerdistas à propaganda e à aparência. A palavra “esquerdista” está aí na sua proposição assumindo uma categoria universal. De jeito nenhum essa proposição, a primeira, tem a nuance e a moderação que você colocou só no seu post de resposta ao meu. É grosseira, e de lógica grosseira também, que só.
E, bem, sobre o seu post de resposta: se você diz que ultimamente a esquerda é que tem se “encantado” com a eloquência de certos políticos, eu poderia dizer que a direita vem igualmente se encantando com as aparências, só que de outro tipo: a aparência do idiota ignorante que parece mais afável, mais humano, menos professoral e, por isso, menos manipulador. É o caso de Bush, Berlusconi, e por aí vai.
Nenhum dos lados do espectro pode se considerar mais preocupado com a “essência” e menos com a “aparência”.
Talvez porque política seja, no fundo, aparência. Que o diga Maquiavel.
Vejam isto:
http://blog.topicaltopics.net/2008/10/candidate-humor/
McCain daria um bom comediante.
Aparentemente pelas declarações de Obama e McCain torço pelo último, visto que Obama tem pelo brazil o mesmo carinho que tem pela Venezuela, ou seja, um desapreço total. Fica claro sua intençao de se aproximar da Europa e afastar os EUA da dependencia árabe.
O etanol é apenas a ponta do iceberg de intenções dos democratas visivelmente protecionistas.
No mais, acho um grande engodo a imagem de Obama, creio que vendem gato por lebre.
Sem dúvida quem elege os democratas é Bush, elegeria um defunto democrata se este concorresse.
Danilo, afirmar que eu considero apenas os esquerdistas propensos a julgar pela propaganda e aparência é uma interpretação para lá de extravagante do meu texto. Seria ridículo alguém sustentar que o eleitorado de direita nunca foi manipulado por verborragia manhosa e propaganda esperta. Isso acontece o tempo todo. Ocorre que aqui estou discutindo sobre casos específicos com esquerdistas, meus adversários ideológicos. E acho que Obama e Lula são dois momentos de catarse da esquerda que há tempos não se vêem na direita. A direita continua elegendo governantes, mas sem esse entusiasmo todo. A esquerda, talvez um pouco carente nas últimas décadas, se entrega toda. As decepções acabam sendo traumáticas.
Na ânsia de me acusar de generalizações sem sentido, você acaba generalizando: diz que a direita vota em ignorantes, enquanto a esquerda prefere gente ilustrada. Porém, como não vivemos na Islândia e conhecemos muito bem o atual presidente do Brasil, acho que essa afirmação fica meio prejudicada. Não sou daqueles que vêem em Lula qualidades telúricas. Considero-o um político realista dotado de grande habilidade política. Mas, até que me provem o contrário, é um ignorante. E orgulhoso disso. Você também acha ou será que o que vale para Bush e Berlusconi não vale para Lula?
Mr X disse: “Redistribuição de renda… Tirar de quem ganha 250 para dar aos que não fazem nada.”
Mr. X, você dizer que quem ganha menos de 250 mil é homeless ou vagabundo, realmente mostra o quanto fora da realidade está. Uma pessoa ganhando 100 mil por ano nos EUA está em ótima situação. 250 mil, tá comprando BMW, Mercedes, viajando de primeira classe, usando roupa de designer. Com certeza eles podem agüentar um pequeno aumento de impostos. As grandes empresas, então, mais ainda. Classe média, no entanto, é quem está pagando demais em proporção ao que recebe. Daí o plano de Obama em cortar mais de quem, proporcionalmente, paga mais. O homeless, obviamente, não paga impostos.
Os serviços do governo, que você tanto despreza, não são só para os que não fazem nada. Não é só o empresário que trabalha muito. Give me an effin break. Muita gente trabalha duro a vida inteira para conseguir colocar um filho na universidade, para garantir um sustento digno para a família, ou pagar a prestação da casa própria. Muita gente, até do empresariado, pode calhar de ter um filho deficiente físico e mental, e precisará dos serviços do governo para garantir a educação e o futuro desses filhos. É muito fácil fazer esse discursinho de que não precisa do Estado, até o momento em que uma coisa ruim acontece na sua vida e você se vê sem meios de se salvar sozinho. Pode acontecer com qualquer um, de qualquer classe social. A idéia não é guerra de classes; é a maioria dando sua contribuição, para o bem geral da sociedade. Todo mundo com uma renda razoável paga taxas; mas quem ganha melhor, e tem mais de sobra, deve com certeza pagar mais.
Não sei do contexto da sua intervenção e não estou acompanhando em detalhes o debate na Gringolândia; mas acho que a Leila faz um ótimo arrazoado. É uma história que não termina. O modo como determinada sociedade lida com educação e saúde é com certeza um dos indicadores de sua proximidade ou distância de interação civilizada. Do meu ponto de vista, outros indicadores ligam-se a temas como direito de família ou parâmetros vigentes no circuito de legitimação das biociências. Nos EUA, esses tópicos aparecem todos com força na arena política. Ponto para eles. No caso do Brasil (Danilo, #46), seria, sempre olhando daqui do meu ângulo, es
…esquisito deixar de reconhecer avanços importantes e saudáveis, em clima que, segundo o Ricupero, lembra o do período Vargas, para o bem e para o mal. Fico por aqui, senão resvalo no off-topic.
Danilo, os exemplos que dei da direita eleger ignorantes são só pra demonstrar que NÃO HÁ diferenças nos dois lados do espectro quando a questão é “eleger pelas aparências”.
Não, não concordo que Lula seja ignorante, mas é óbvio que ele lucra eleitoralmente com a imagem de ignorante que se faz dele. Por isso, podemos encaixar o fenômeno Lula no mesmo balaio de Berlusconi e Bush (só por esse motivo). Se você ler bem de novo o meu post, você vai notar que levantei essa questão da direita justamente pra mostrar que não há absolutamente critérios que possam definir que a esquerda vota de acordo com aparências e a direita não, ou vice-versa.
Não distorça. Eu nunca disse que a esquerda prefere os “ilustrados”, etc.
Tô começando a perceber que discutir com você é perda de tempo.
Sempre achei que esta eleição seria uma barbada para o Obama. Tornou-se pop no início da campanha, e ganharia com o sem crise.
Mas, em havendo a crise, os Chestes e os Xis da vida terão como argumentar, hehe.
Sempre achei que esta eleição seria uma barbada para o Obama. Tornou-se pop no início da campanha, e ganharia com o sem crise.
Mas, em havendo a crise, os Chestes e os Xis da vida terão como argumentar.
A Leila deu um belo tabefe no Mr. X - que tem esse nick por ter assistido muito Xou da Xuxa. :)
Quanto vocês acham que faltou pro McCain dizer “e se vocês tiverem um apartamento de três quartos, o Obama vai obrigá-los a dividi-lo com outra família”?
Eita bias danado… eh uma pena, nao da mais para levar sua opiniao a serio Pedro.
Quero só ver a cara dos obamistas se o McCain vencer a disputa em novembro. Ainda não é dado certo que o democrata tem vitória assegurada. O que é claro, isso sim, é o fato de Obama ter vencido junto às lides da mídia. Da CNN a Fox News, todos acham que o republicano é inelegível. Mas na hora da eleição, o eleitor nem sempre vota conforme dizem as pesquisas. E a essa altura isso deveria estar evidente.