Eleições EUA: Obama 10 pontos à frente
Edição 21 | quarta-feira, 15 – No debate de hoje à noite, último desta eleição norte-americana, John McCain promete partir para a ofensiva. Vai perguntar a Barack Obama sobre suas conexões passadas. Faz já mais de uma semana que a propaganda dos republicanos na tevê está no ataque. E isso é um problema: Barack Obama não pára de crescer.
♦ As pesquisas nacionais como elas estão: Los Angeles Times/Bloomberg, Obama 50%, McCain 41%. New York Times/CBS News, Obama 53%, McCain 39%. Democracy Corps, Obama 50%, McCain 40%. ARG, Obama 50%, McCain 45%.
GWU, Obama 53%, McCain 40%. Zogby, Obama 49%, McCain 43%. IBD/TIPP, Obama 45%, McCain 43%. Diageo/Hotline, Obama 48%, McCain 42%. Gallup, Obama 51%, McCain 42%. Rasmussen, Obama 50%, McCain 45%. Research 2000, Obama 52%, McCain 41%.
♦ Traduzindo os números: existem sete pesquisas no momento dando Obama mais de dez pontos de vantagem. Ele está numa posição, a três semanas das eleições, na qual nem Al Gore, nem John Kerry, jamais estiveram em suas disputas contra George W. Bush. No balanço do estatístico Nate Silver, Obama tem uma vantagem de 8 pontos com tendência de alta a cada dia.
♦ McCain de fato mudou o assunto de sua campanha. Não fala mais de economia, seu ponto fraco, fala de Obama. Mal. Insinua suas ligações com terroristas do passado. O problema é que não está dando certo. Segundo a pesquisa da CBS/NYT, 60% dos norte-americanos consideram que McCain gasta mais tempo atacando seu adversário do que explicando seu projeto para o país. E esta é a sinuca de bico na qual o candidato republicano se encontra. Se ataca, o resultado é contra ele. Se apresenta seu projeto, a população não parece estar interessada. A crise econômica se mostra fatal para o Partido Republicano.
♦ Este debate de hoje é a última chance que McCain terá de estar perante os eleitores sem quaisquer filtros.
♦ McCain tem, hoje à noite, um desafio e tanto: precisa que o debate seja ativo, e não chato como o último. Precisa expor Obama: mostrar alguma falha de caráter, de preparo, algo que faça o eleitor realmente parar e pensar. Não é uma tarefa fácil. Se o debate for monótono, Obama o venceu. Se for agitado, ainda assim não quer dizer que Obama tenha perdido. McCain precisa contar com mais do que seu próprio preparo. Precisa que Obama escorregue, não tenha uma resposta imediata – McCain precisa de algo forte e de um Obama fraco.
♦ O Washington Post divulga hoje que o governo George W. Bush autorizou por escrito o interrogatório e a tortura de prisioneiros pelo método de simulação de afogamento através de dois memorandos, um de 2003, o outro de 2004.
♦ Cristopher Buckley anunciou que votará em Barack Obama e, por conta, foi demitido da National Review. Explica-se: ele é filho de Bill Buckley, o mentor intelectual do movimento conservador norte-americano que, nos anos 1960, fundou a revista National Review. Buckley – o pai – era brilhante e alucinado por uma boa discussão. Costumava dizer que não teria qualquer dificuldade de mudar de opinião perante um bom argumento. (Raras vezes acontecia já que raros tinham competência de arguir com ele. Mas alguns embates de idéias, como o dele com Gore Vidal, são inesquecíveis.)
♦ À moda de seu pai, listando os argumentos um a um, Buckley explica porque um verdadeiro conservador deve votar em Obama: McCain muda de opinião conforme o eleitorado o parece exigir nas questões econômicas, McCain escolheu Sarah Palin como vice, McCain tem feito gestos dramáticos, como o de suspender a campanha, apenas pelo espetáculo e, por fim, os ataques de McCain contra Obama são mesquinhos e não vão realmente ao cerne de qualquer falha do candidato.
∞ Como de hábito, ontem o dia todo, Buckley estava na tela da MSNBC enquanto a FoxNews não parava de falar mal dele.
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Primeiro!
Eu acho que será um debate daqueles. McCain partirá com tudo.
Vamos estar ao vivo aqui no blog hoje à noite?
Eu me contento com as vitórias do Gabeira no Rio, do Kassab em São Paulo e do rebaixamento do Vasco.
Não dá pra ganhar todas, né?
Radical Livre, ao vivo, aqui, começando às 22h.
Doria,
não entendi isto:
<>
Não faz sentido. O adversário não sabia arguir e mesmo assim convencia Buckley?
PD,
Interessante vai ser se McCain atacar com força usando o Will Ayers , e o Obama retrucar questionando sobre o William Timmons, que o McCain nomeou como chefe da equipe de transição, e que “apenas” assessorou uma operação de lobby em favor de … Saddam Hussein.
Obama está 18 pontos na frente no 7-eleven.
http://www.7-election.com/
Marcos Diniz Ribeiro, mexi no trecho, acho que agora está melhor.
O Buckley nao vai votar no Obama apenas porque a chapa do McCain esta’ ruim, mas tambem porque ele acha Obama um bom candidato, em termos de temperamento e intelecto, e ele tambem gostou dos livros do candidato democrata.
E’ importante aquela frase em que ele diz que o pai dele queria desassociar a direita dos malucos, esses tipos fanaticos anti-aborto, racistas e preconceituosos. Essa e’ a base que aparece nos comicios de McCain e Sarah Palin, gritando “Kill him” ou “Terrorist” ‘a mencao de Obama.
Se o jogo da seleção estiver muito ruim, estarei ao vivo contigo. Senão só depois da peleja.
Pedro, e o tal efeito Bradley? Alguma chance?
As colunas do Buckleynho estão hilárias. Não tão boas quanto as do pai, è vero, mas bastante decentes.
McCain não precisava ter sujado sua biografia dessa maneira.
Aqui há uma notícia interessante, Colin Powell pode apoiar Obama. Ressalto uma parte final do texto:
Powell’s endorsement will be perfectly timed to dominate a news cycle or two. It will give Obama the one thing he still needs more of–credibility as Commander-In-Chief.
O link tá aqui:
http://www.huffingtonpost.com/lawrence-odonnell/colin-powell-is-ready-to_b_134777.html
well….neste segundo debate talvez o mote seja política internacional, coisa que nenhum dos dois sabe muita coisa. Obama com aquele papo furado de “dialogar” e McCain cismado com Europa..
Enquanto isto os americanos estão cag*@#$ e andando pra gente…
PD, não sei se você escreveu no blog, mas o David Brooks também está com problemas com a chapa McCain-Palin: http://www.huffingtonpost.com/greg-mitchell/david-brooks-held-hostage_b_134627.html
“Senador Obama: não é verdade que o senhor já matou aula na sexta série?“
Viu? Quando não polemizo a caixa de comentários fica às moscas…
Obama 10 pontos a frente.
Caráca meu!!! será que então é verdade? Os EUA tão indo prôs quiabo? Ocêis escuitem o que eu tô escrevêno e leiam o que eu tô dizêno: O tar de Obama é um Collor moreno. Os gringo vão sí ferrá cum ele…
Quem sobreviver verá…
A notícia sobre o Chris Buckley comprova o que eu disse aqui no tópico sobre Internet e democracia: não existe liberdade de imprensa em lugar nenhum deste mundo, ela sempre acaba na vontade do dono do jornal (revista, etc.). E a National Review tem fama de ser um órgão da direita civilizada, elegante. Imagina se o cara trabalhasse para o Murdoch…
Peraí João Daltro, se a revista/jornal/whatever segue uma linha editorial bem definida, não vejo problemas em demitir quem não concorda com tal linha. Não que concorde com a demissão do Buckley Jr., mas creio que a liberdade de imprensa continua a existir quando ele pode trabalhar em outra revista/jornal/whatever segue uma linha mais compatível.
Seria mais ou menos como convidar alguém pra jantar em sua casa e ela criticar seu vinho barato. Que vá as favas!
Ou você acha que “Carta Capital” deveria contratar um Reynaldo Azevedo em nome da liberdade de imprensa?
[]s
O sr é casado? Tem filhos? levanta a tampa da privada?
ops…blog errado!
Foi o melhor debate do Obama, nas considerações finais ele ganhou o debate e provavelmente a eleição: ” A América não pode continuar com os erros dos últimos 8 anos.”
Me passou uma certa sensação que Mccain começa a reconhecer a sua eminente derrota.
Caro Ricardo.
O Chris Buckley não publicou seu artigo na National Review, Mas num blogue, ou coisa parecida, chamado Daily Beast. Logo, não falou mal do vinho de ninguém…