Paul Krugman e seu Nobel
E Paul Krugman, a pedra no sapato de tudo quanto é economista republicano, levou o Nobel. Há muito que se esperava por este prêmio para ele. Mas, neste momento, não vem sem significado político.
Em sua coluna do New York Times, Krugman vem criticando pesadamente as políticas do governo Bush desde o início. Afirma, e demonstra com números, que o corte de impostos para os mais ricos não cria emprego lá embaixo, cria é desigualdade social. O economista considera que a maior ameaça ao país são as políticas econômicas postas em prática desde o governo Reagan. Para ele, o New Deal de Franklin Roosevelt fez a transformação de um país em grande parte pobre, nos anos 1920, em um país de classe média, a partir do fim dos anos 1950. Desde que Ronald Reagan assumiu o governo, o Estado tem promovido o movimento contrário.
Ele vem promovendo, também, um tipo de diferente de pacote de resgate às instituições financeiras com problemas. Ao invés de o governo entrar para comprar delas os papéis que ninguém quer, o governo deveria entrar para comprar ações destes bancos. O dinheiro entra da mesma forma. Mas, ao invés de sair com papéis que terão ou não valor no futuro, o governo sai com um pedaço dos bancos, incluindo autoridade para demitir quem considerar incompetente.
Mas não foi por isto que Krugman venceu o Nobel. Ele o venceu por suas teorias a respeito do Livre Mercado. Algum leitor economista teria a paciência de nos explicar o que sugere o trabalho de Krugman?
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Não tenho a menor idéia do que sejam as teorias de Krugman, mas tenho certeza que a premiação foi política. Até a nomeação de Le Clezio tem lá seus aspectos políticos. E me obriga a lê-lo, eu que sempre fugi dos livros dele. Suspiro. Tenho péssimos pressentimentos a respeito dele. Geralmente quem gosta dele gosta de umas coisas…
Nobel com significado politico? Qual a novidade?
É o início da dominação Comunista!!!
A teoria de Paul Krugman sobre comércio internacional explica porque alguns países dominam o mercado mundial. De acordo com Krugman, a especialização de um país em determinados produtos (como o Vietnã em sapatos, ou o Brasil em cereais) dá a este economia de escala, o que o torna competitivo internacionalmente.
Paulo,
Em outras palavras, o Krugman tem uma visão positiva sobre abertura de mercados e livre comércio?
Que algum leitor economista nos explique?!?! Com todo respeito a este possível leitor, aí mesmo é que não vamos entender nada. Não é preciso ser economista para ver o óbvio, ou seja, que a economia tem de ser real (do latim res-rei, coisa, algo palpável) e não fictícia. Eu e outros incompetentes não economistas aqui do pedaço já cantavam a pedra antes do Paul Krugman ver o óbvio e passar a criticar a política econômica do Bush em seus artigos para o NY Times. E, pelo menos pela parte que me toca, posso garantir que a genialidade passou bem longe de mim. Não vou ganhar nenhum Nobel por ter dito desde o início que a invasão do Iraque ajudaria a arruinar os EUA. Os cerca de 3 trilhões de dólares que o Krugman calcula que já foram gastos (direta e indiretamente) com ela estão fazendo falta, não estão?
Já foi dito que guerra é uma coisa séria demais para ser deixada a cargo dos generais. Idem para a economia: é coisa séria demais para ser deixada a cargo dos economistas.
Pd, brigou com o José paulo Kupfer?
Mais um judeu levando um prêmio Nobel.
É a dominação sionista do mundo!
E os republicanos se afastam mais e mais do mainstream…
Este periquitinho Espezinhador deve ter um QI de bactéria. O Paul Krugman é, antes de tudo, um americano. O fato de professar a religiao judia nao faz dele menos americano e mais judeu. Papagaio Alex, que já ganhou vários premios Nobel, pensa que é o contrário.
“Ele vem promovendo, também, um tipo de diferente de pacote de resgate às instituições financeiras com problemas. Ao invés de o governo entrar para comprar delas os papéis que ninguém quer, o governo deveria entrar para comprar ações destes bancos.”
É trocar seis por meia dúzia. Ninguém garante que, no futuro, as ações dos bancos que hoje estão em estado pré-falimentar vão valer mais ou, pelo menos, o mesmo que valem hoje.
Pra ter o poder de demitir a diretoria o governo teria que ter o controle acionário.
Nunca é demais lembrar: estatizar banco é estatizar dívida. Quem fez isso foi a ditadura militar brasileira: Sul Brasileiro (que virou “Meridional”), Halles (que virou “BEG”, depois “BANERJ”), etc. Mas aí, todo mundo sabia que jogo estava sendo jogado…
Se é pra meter dinheiro a fundo perdido, melhor seria comprar os títulos imobiliários, dando quitação a quem se ferrou acreditando no conto da casa própria.
Pelo menos esses ferrados sairiam do buraco, junto com os bancos.
O Sr. Krugman e comentaristas que me desculpem, mas sua “teoria” não faz mais que juntar pedaços absolutamente conhecidos e chover no molhado.
Industriais, geralmente leigos em Economia mas sensatos na administração empresarial, há séculos sabem que a escala produtiva,quando aumentada, diminui custos e, com isto, claro, amplia a competitividade.
Que me corrijam, se alguém souber, mas as declarações do Sr. Krugman sobre a crise financeira atual não fez mais do que repetir a imprensa comum.
Modéstia à parte, o mais recente e humilde post de meu blog trata com maior profundidade as origens da crise bancária.
Qualquer economista ou pesquisador dotado de mínima honestidade intelectual sabe, com sobras, que o mercado financeiro depende, para sua sustentação, da atividade produtiva, que foi parcialmente desativada nos USA.
Mas considero melhor que o prêmio seja entregue a ele do que a outros mais comprometidos.
Brigar com o Zé Paulo, Anônimo? De forma alguma. Jamais.
Trabalho de Krugman explica mudanças nos padrões de comércio mundial
http://en.wikipedia.org/wiki/New_Trade_Theory
http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u455607.shtml
da Folha Online
Como somos afetados pela globalização? Quais são os efeitos do livre-comércio? Por que cada vez mais pessoas deixam zonas rurais e migram para as grandes cidades? Essas são perguntas que, segundo a Real Academia de Ciências da Suécia, Paul Krugman tentou responder com seu trabalho, tendo com ele reorientado as pesquisas sobre comércio exterior e geografia econômica.
Krugman propôs, em 1979, um novo modelo para explicar as mudanças ocorridas nos padrões do comércio internacional após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945): o objetivo dele é, segundo a academia, explicar o que cada país produz e onde produz –ajudando, assim a esclarecer questões de geografia econômica.
A teoria tradicional para a composição do comércio exterior, com raízes no trabalho do economista britânico David Ricardo, do início do século 19, segundo o conceito, desenvolvido em sua obra “Princípios de Economia Política e Tributação”, de vantagem comparativa. Segundo essa idéia, mesmo que um país pudesse produzir tudo de que precisa de forma mais eficiente que outros países, o ganho seria maior se cada país se especializasse em um determinado produto, e efetuando trocas comerciais com outros.
Assim, alguns países, com grau mais avançado de desenvolvimento tecnológico e maior oferta de capital, se especializariam em exportações de produtos industriais, enquanto outros, com excesso de oferta de mão-de-obra e escassez de capital e recursos tecnológicos, se especializariam em exportar produtos agrícolas. Esse modelo dava conta de explicar praticamente todas as trocas comerciais ocorridas na época em que se estabeleceu.
Nos últimos 50 anos, no entanto, esse padrão mudou. As trocas entre países industrializados se intensificaram, e esses países passaram a trocar mais produtos similares entre si –segundo o comunicado da academia, um exemplo desse fenômeno é a Suécia, que exporta carros (da marca Volvo) e também importa esse produto, o mesmo valendo para outros produtos de alta tecnologia, como celulares e computadores.
Artigo
A idéia de Krugman, então, foi explicar a ocorrência desse novo padrão de comércio: a base de seu trabalho –um artigo de 10 páginas no “Journal of International Economics”, em 1979– está na noção de economia de escala (produção de bens em grande volume, resultando em diminuição de gastos) e na de que os consumidores apreciam diversidade de produtos. “À época, esse foi um conceito bastante inovador em economia, mas parecia refletir a realidade”, segundo a academia.
O artigo dava conta da tendência dos consumidores a mudar de marcas, dada a oferta cada vez maior de produtos, “embora possamos ter a idéia de que um modelo padrão de carro, ou de vestuário ou de outros produtos pudesse bastar”, diz o comunicado da academia. Segundo esse conceito, depois de satisfeitas as necessidades básicas de alimentação e habitação, o consumo se volta pára a busca de diversidade de produtos.
Esse conceito, então, se desvia da noção básica da vantagem comparativa: o comércio ocorre não só entre países com diferentes graus de acesso a tecnologia, capital e mão-de-obra (e, assim, mais propensos à especialização em um ou outro produto), mas também entre países em níveis idênticos nesses mesmos aspectos. Assim, é vantagem para dois países se especializarem cada um na produção de um modelo específico de carro, por exemplo. Com isso, os consumidores se beneficiam dos custos menores (devido à economia de escala) e da diversidade maior de produtos no mercado.
Geografia econômica
No final do artigo de 1979, Krugman questiona o que aconteceria se o comércio internacional ficasse obstruído por barreiras como custos excessivos de transporte. O raciocínio de Krugman, segundo a academia, é: dois países exatamente semelhantes terão populações com condições de bem-estar social iguais. Mas se um deles diferir apenas por ter uma população ligeiramente maior, a remuneração real nesse será maior, porque esse país fará um uso melhor da economia de escala. Isso tanto pode tornar mais baratos seus produtos para o consumidor como aumentar a diversidade na oferta de bens –o que também elevará seu bem-estar social. Esse país então atrairá habitantes do outro, com população ligeiramente menor.
Com isso, a remuneração real e a oferta de bens continuará a aumentar, elevando a imigração, em um processo que se auto-alimenta.
Em 1991, Krugman reconsiderou essa idéia em um novo artigo, considerando então o movimento de empresas e trabalhadores entre fronteiras. Aqui, ele afirma que os custos do transporte são um obstáculo e que os trabalhadores, por sua vez, podem se mover em busca da região onde os salários sejam maiores e a oferta de produtos mais diversificada.
Essas idéias deram origem ao modelo conhecido como “centro-periferia”, que mostra que a relação entre economias de escala e custos de transporte podem resultar em concentração ou descentralização de comunidades. Surgem, assim, desequilíbrios regionais, levando a uma concentração maior em um centro, de alta tecnologia, enquanto uma minoria vive na periferia e da produção agrícola. Esse poderia ser o mecanismo por trás da alta concentração dos centros urbanos no mundo todo, com o inchaço das megalópoles e o abandono das regiões rurais.
Pedro,
Não sou economista, mas estudei um pouco do Krugman. Ele se destacou academicamente por suas teorias sobre comércio internacional, em particular o impacto da geografia. Também escreveu bastante sobre finanças globais (além, claro, de sua coluna no NY Times) mas a comissão responsável pelo prêmio citou apenas sua contribução ao aspecto comercial.
Seus insights teóricos estão relacionados com a questão da localização geográfica e dos ganhos de escala das empresas (e do comércio entre matriz e filiais da mesma firma) e ajudam a explicar o funcionamento de regiões especializadas na produção de uma determinada indústria, os chamados “clusters de desenvolvimento”. Pense no Vale do Silício, aí mesmo onde você está, ou no entorno de São José dos Campos para a aviação brasileira.
As teorias de Krugman contribuem em remediar as falhas dos modelos clássicos do comércio internacional, como o de Ricardo e o Heckscher-Ohlin, que basicamente previam que a maior parte desse intercâmbio se daria entre países com vantagens comparativas muito diferentes. Digamos, trocando vinhos portugueses por manufaturados ingleses. A questão é que o grosso do comércio internacional acontece entre países industrializados com perfis semelhantes, como os da Europa Ocidental e os Estados Unidos.
As implicações das teorias de Krugman contradizem muitos dos pressupostos clássicos do liberalismo econômico e em alguns casos suas idéias tem sido usadas para defender políticas de incentivo governamental ao comércio e a determinados tipos de indústria, baseados em competição imperfeita, oligopólios e economias de escala. Mas atenção: Krugman não é um protecionista incondicional, pelo contrário, ele é bastante cauteloso ao defender a aplicação de tais medidas e as propõe apenas em doses pequenas e limitadas.
Espero que tenha ajudado.
Abraços
Maurício
@nada, 12
Ele falava isso mesmo qdo é liberalismo era propagado por ai pelo FMI e a escola de Chicago impunha sobre nós a politica que está causando essa bagunça toda.
Sobre suas ideias sobre a crise, definitivamente, não tem nada de original, mas se vc apontar aonde ele diz que as ideias são dele…
…isso parece mais interpretação de quem o lê, do que de quem escreve.
Alias, um dos ultimos posts ele pergunta se o “Gordon Brown salvou o mundo?”, é por ai. O povo da Inglaterra que avançou nas soluções pra crise (o Wolf fez um apanhado de tudo isso nas suas colunas e nos podcasts).
Tudo que o Gordon Brown está fazendo hj, está lá.
quando um banco quebra, o dono do banco perde o patrimonio e os correntistas o dinheiro que lá estava depositado. Nada mais simples.
the talk of the town (16),
Suas palavras confirmam as minhas no cometário # 12.
Realmente nunca vi/li uma reivindicação dele sobre a paternidade de sus escritos. Ou seja, minha afirmação, de que ele apenas juntou dados bastante conhecidos (eu diria triviais) e tentou trazer alguma contribuição, alguma síntese. Mas não conseguiu acrescentar nada.
As palavras acima não visam colocar o Sr. Krugman como incompetente ou algo parecido. Ele é acadêmico respeitável e merece menções.
Sua “teoria”, no entanto, não merece o termo, porque não há nenhum enfoque diferenciado em seus escritos, capaz de torná-los referência teórica.
O Nobel costuma ser atribuido com objetivos políticos e, mais uma vez, foi o que ocorreu.
Curiosidades econômicas (ou seriam financeiras? – eu nunca sei): leio na coluna do Mauro Santayana de hoje, no JB, que, nos últimos 5 anos, Merril Lynch, JP Morgan, Lehman Brothers, Bear Stearns e Citigroup pagaram mais de 3 bilhões (é bilhões mesmo) de dólares a seus executivos. Caramba, é caso do Renato Gaúcho pedir algo igual (pode ser em reais) caso consiga a façanha de rebaixar dois times num só campeonato. Mais 3 bilhões retirados do bolso do povo estadunidense. Outro dia foi a AIG, que cinco dias após receber a esmola de 85 bilhões de dólares, também tirada do bolso do povo, gastou 400 mil numa festa para seus executivos…
Lembrou muito bem o Elias que estatizar banco é estatizar dívidas. E, acrescente-se, manter os lucros nos bolsos dos de sempre. Ao falar do Banerj, poderia ter lembrado também o final da história, a cereja sobe o sundae colocada por ninguém menos do que o ociólogo FH do vosso C (como dizia o saudoso Fausto Wolff): FHC “vendeu” o Banerj para o Itaú por uma quantia menor do que o Banerj tinha em dinheiro vivo no caixa no dia da transação (uma daquelas “tenebrosas transações”, na imagem feliz do Chico Buarque). Pela primeira vez na história do mundo o comprador recebeu dinheiro do vendedor. De quebra, o Estado do Rio assumiu todas as dívidas do Banerj (só alguns bilhões, que comprometem a arrecadação do Estado até hoje) e ganhou os depósitos de todas as contas do Estado.
O que o pessoal do Nobel está esperando para conceder o prêmio ao FHC?
Então ficamos assim: os especialistas consideram o trabalho do homem relevante a ponto de conceder-lhe um Nobel, enquanto que gente que, confessadamente, não leu uma linha do trabalho acadêmico do cara e, portanto, não tem a mínima condição de avaliá-lo, afirma que “ele não acrescentou nada”. Menos, pessoal, que assim fica feio…
Antes do Krugman ganhar o Prêmio Nobel, ele ganhou a Medalha John Bates Clark, em 1991.
Muitas pessoas consideram essa medalha mais difícil de receber que o Nobel, porque ela só é dada uma vez a cada dois anos e apenas é entregue para economistas americanos com menos de 40 anos de idade.
A teoria do Krugman que fez a academia entregá-lo o prêmio Nobel procura explicar o comércio entre países com tecnologias semelhantes. Antes disso, as teorias tradicionais costumavam insinuar que o comércio só ocorreria entre países que produziam bens diferentes. A teoria de Krugman mostra a possibilidade de países que produzem o mesmo bem comercializarem entre si. Com os EUA e o Japão, por exemplo, comprando e vendendo automóveis um do outro.
A outra parte do trabalho do Krugman que foi premiado procura explicar porque determinadas regiões se desenvolvem, enquanto que outras ficam para trás. A idéia é que os custos de aglomeração e a escala de produção só ocorrem em determinados lugares de acordo com as características dessas regiões. Dessa forma, a transferência de fábricas do Centro-Sul para o Nordeste do Brasil, por exemplo, não necessariamente irá aumentar a renda da região Nordeste, igualando-a à renda do Centro-Sul. É possível a existência de uma equilíbrio entre o centro e a periferia econômica. As teorias tradicionais previam que essa diferença iria deixar de existir com o tempo eliminando as noções de centro e periferia, com todas as regiões se assemelhando.
O Krugman é certamente um dos economistas vivos mais influentes não somente por suas posições políticas, mas principalmente por suas contribuições teóricas. De fato, por algum tempo os economistas acreditavam que a posição política “à esquerda” do Krugman lhe custaria o seu Nobel algo que, felizmente, não aconteceu.
Vou tentar explicar em poucas linhas as contribuições do Krugman. Uma das principais limitações da teoria econômica neoclássica (=ortodoxa) até o final da década de 1970 era que os modelos econômicos existentes à época supunham que os mercados eram perfeitamente competitivos (ou seja, compostos por firmas pequenas e sem poder de mercado) e que não existiam retornos de escala (ou seja, a produtividade dos fatores de produção é constante ou cai a medida que a quantidade desses fatores aumenta).
Tais suposições eram grandes limitações para a teoria econômica, porque, dentre outras coisas, não permitiam explicar a existência das aglomerações produtivas (e, por isso, parcela imensa do comércio internacional), nem a persistência de padrões muito desiguais de desenvolvimento entre países ou regiões similares em muitos aspectos.
Dentro desse contexto, o que o Krugman fez foi juntar alguns avanços da economia matemática com um modelo de concorrência monopolística desenvolvido pelos economistas Joe Stiglitz e Avinash Dixit para incorporar concorrência imperfeita e retornos crescentes de escala aos modelos econômicos (formais, i.e., matemáticos) de economia internacional e regional.
Com isso, Krugman conseguiu explicar porque países muito parecidos se especializam na produção de bens distintos e os trocam (ao invés de produzir todos os bens e não realizar trocas), porque a atividade econômica se dispersa de forma desigual pelo território e porque grandes disparidades de desenvolvimento podem surgir mesmo entre países muito parecidos em quase todos aspectos.
É importante notar que o trabalho do Krugman nada mais nada menos que abriu novas áreas de pesquisa (chamadas de Nova Economia Internacional e Nova Geografia Econômica), bem como estimulou economistas diversos a usarem as mesmas ferramentas que ele (e, ao fazerem isso, romperem com alguns pressupostos clássicos da teoria econômica que limitavam seu desenvolvimento) para explicar diversos outros fenômenos econômicos, estimulando avanços enormes nas teorias do crescimento e do desenvolvimento econômico.
Por fim, lembro que o trabalho do Krugman abre espaço para prescrições de políticas de comércio e de políticas regionais distintas das prescrições de liberalização, liberalização e liberalização de parcela importante dos economistas. Nesse ponto, há de se destacar, entretanto, que, na área do comércio internacional, o Krugman em si nunca foi um advogado de barreiras ao livre comércio (a despeito dessa possibilidade existir nos modelos dele) e que seu livro mais importante de geografia econômica (Spatial Economy, escrito com Masahita Fujita e Tony Venables) também não apresenta muitas implicações de política.
Na minha opinião este pequeno trecho diz tudo.
Concordo em gênero, númemro e grau.
“O economista considera que a maior ameaça ao país são as políticas econômicas postas em prática desde o governo Reagan. Para ele, o New Deal de Franklin Roosevelt fez a transformação de um país em grande parte pobre, nos anos 1920, em um país de classe média, a partir do fim dos anos 1950. Desde que Ronald Reagan assumiu o governo, o Estado tem promovido o movimento contrário.”
Recomendo a leitura do post do Nassif sobre a premiação do Paul Krugman. Ele lembra ter escrito um artigo que chegava a conclusões semelhantes às de Krugman, só que o fez ouvindo empresários. Geralmente, os grandes economistas fazem isto: dão ouvidos aos verdadeiros agentes da economia. Foi o que fez Adam Smith no final do século XVIII, John Maynard Keynes na década de 1930, e Milton Friedman no pós guerra.
Paulo Roberto da Siva (24),
Suas palavras corroboram o que afirmei no # 12 mas, parece, outros preferem incensar o premiado.
A Maritaca Alex não sabe o que é ironia…
Dá o pé, Maritaca! Dá o pé porque outra coisa você não pode dar aqui. Pode ter criança olhando…
[...] no Pedro Doria e em todo [...]