Marta e o eleitor que não conhece Kassab
Um anônimo, nos comentários do post sobre o racismo nas eleições norte-americanas, traz a questão da propaganda de Marta Suplicy nas eleições paulistanas. Sem jamais ligar a com b, parece sugerir que há um paralelo entre Marta perguntando ‘Você sabe quem é Gilberto Kassab?’ e McCain perguntando ‘Você sabe quem é Barack Obama?’
Se é este o paralelo que o anônimo quer demonstrar, bem, ele tem toda razão não fosse uma diferença fundamental. Na campanha republicana, jamais é sugerido o que os eleitores deveriam saber a respeito de Obama para realmente conhecê-lo. Sem qualquer respeito pelas sutilezas, a campanha do PT deixa claro: você, eleitor, sabe se Kassab é casado ou se tem filhos?
Não voto em São Paulo – mas esta foi a última cidade na qual morei no Brasil, uma cidade que aprendi a respeitar e mesmo gostar. No primeiro turno, ficaria dividido. No segundo, meu primeiro impulso seria o de votar em Marta Suplicy. Não gosto de seu estilo, acho que Marta tem nojinho de classe média e só lhe interessam pobres ou os grã-finos seus pares, mas Marta tem fundamentalmente as prioridades administrativas no lugar certo. A maior integração entre a periferia de São Paulo e o centro é fundamental para a cidade. Kassab parece estar alheio a este problema.
Mas Marta Suplicy teria perdido meu voto com essa propaganda.
Marta não tem o direito de fazer uma insinuação assim tão grosseira. Não ela, que tem histórico de lutar pela igualdade de direitos entre homossexuais e heterossexuais. Assim como McCain sabe que, insinuando a questão racial, vai atingir um tipo de eleitor do qual Obama precisa, Marta sabe que sugerindo a homossexualidade do prefeito pode criar problemas em sua base conservadora. É cálculo político, cálculo de quem mostra não ter pudores em campanha eleitoral.
O argumento (cínico) para justificar um ataque desses é que o eleitor tem o direito de saber tudo sobre seu candidato. Mas isso não é verdade. Não é da conta do eleitor quantas vezes Marta pulou a cerca quando era casada com Eduardo, ou vice-versa. Não importa ao eleitor que jogos eróticos lhes agradavam ou desagradavam. Houve o tempo em que considerava-se que perder a virgindade dizia algo a respeito do caráter de uma mulher solteira. Pois opção sexual não diz rigorosamente nada a respeito do caráter, bom ou mau, de Gilberto Kassab. E outing, a prática de tirar do armário quem está confortável lá dentro, pode ser um método considerado aceitável entre militantes mais extremistas da causa gay mas é também, e fundamentalmente, meter-se na vida alheia sem ser chamado.
É evidente que o eleitor deve saber alguma coisa a respeito de seus eleitos. Se já foi preso, por exemplo. De onde vem sua renda. Detalhes sobre sua vida sexual e afetiva não estão na lista a não ser que exista uma acusação de hipocrisia envolvida. Mas, ao que se sabe, Kassab não persegue a parada gay tampouco finge ser algo que não é. Apenas considera que sua vida íntima não é da conta de ninguém. Não é, mesmo.
Marta Suplicy é sexóloga. Ela conhece o assunto. Sabe como uma opção sexual fora dos padrões vem cheia de dores, principalmente para aqueles criados em famílias conservadoras. A dificuldade de se abrir com pai em mãe, a incompreensão, os receios de considerar-se sujo. Para algumas pessoas, é uma situação congelante, que impede a vida de seguir seu fluxo. É o tipo da dor que qualquer pessoa deve respeitar. Não é à toa que a imprensa sempre respeitou a privacidade de Kassab. Marta sempre esteve no time dos que procuravam mudar a sociedade para aliviar este tipo de dor. Repentinamente, mudou de lado.
Parece dizer: às favas os princípios, o que vale é vencer.
Ainda sobre o assunto:
- Kassab + Marta não é mau resultado
Mas os partidos seguem frágeis (Os leitores doutras cidades do país que perdoem os excessos cariocas deste Weblog.) No Brasil, São Paulo é minha segunda... - Marta na blogosfera Nunca antes na história deste país os mais destacados blogueiros haviam falado a mesma língua, defendido o mesmo ponto...
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Não sou, pessoalmente, favorável a que sejam levantadas questões de ordem pessoal , inclusive sexuais, na esfera política.
A opção sexual não invalida nem atrapalha a prática política. Se fosse o contrário, Caio Otávio teria limitações por conta de Marco Antonio, na antiga Roma.
Por outro lado, deve ser realçado o sugestivo fato de que a mídia que hoje rechaça a propaganda da candidata no passado recente ampliou, contra a própria, sua comentada separação do senador, em evidente tentativa de desgaste político.
Alguns, nesta mesma caixa de comentários, apresentam o fato de o atual marido ser argentino como agravante, com evidente e indesculpável preconceito. Outros ainda, comentam as atitudes infantís do filho da candidata, com as quais pessoalmente concordo mas, convenhamos , não constituem fato capaz de interferir politicamente.
Quando o prefeito colocou seu preferido em cargo d secretário, ele mesmo deu amplitude política à sua relação e, portanto, a questão não é meramente pessoal.
A filha fora do casamento do atual presidente é questão pessoal e familiar, mas a mídia comprometida, com estardalhaço, buscou e gerou, à época, comoção política negativa.
Ao que parece, mais uma vez estão dispostos pesos e medidas diferentes. Cada vez mais a mídia mostra sua cara.
Prezado Pedro,
Essa conduta da Marta só ressalta a hipocrisia que reina na política brasileira e é a base fundamental do PT.
Um exemplo: a Marta foi uma das que gritou contra a divulgação dos candidatos condenados pela Justiça.
Logo, ela segue a máxima do PT: só se pode divulgar o que me beneficiar.
148, mas eu aprovo….
By Myself, o Sidney Mirandão tem razão. Uma vez ou outra, quando o assunto tem a ver, não vejo problema em colar um trecho vindo do blog de outros. Mas continuadamente, assim, interrompe a conversa.
Opine. Digue o que você acha =)
Outra: alguns de vcs tem sugerido que acreditam que Marta não sabia. Nem todo mundo já acompanhou campanha política de perto, então talvez isso não seja claro. Mas nada, rigorosamente nada que seja minimamente polêmico, nenhum ataque ao adversário, vai ao ar sem que o candidato dê o okay. O candidato é o chefe da campanha. Ele é o responsável.
E sugerir que perguntar se ele ‘é solteiro e tem filhos’ é uma pergunta inocente, dado o contexto, é de um cinismo atroz.
By Myself:
Olha, você é novo por aqui, esse assunto de copiar/colar já foi discutido à exaustão.
O Chest faz isso, o PD não reclama muito porque o cara já tá a mais de 5 anos no pedaço, confrades e confreiras já conhecem a figura que é assim mesmo e tem jeito não.
Se todos fizermos isso o Weblog deixa de ser um blog e vira coletânea de textos.
De boa, foi o Pedro Doria que escreveu o texto aí embaixo, ao final colocarei o link pra você conferir, espero que entenda.
“Tópico 2.” (segundo parágrafo)
“Os últimos tempos me forçam a mudar as regras do Weblog. Ponham o link para textos que queiram recomendar aos outros. Toda citação de outros sites que passe do tamanho que eu considerar razoável – tenho em mente um parágrafo, mais ou menos quatro ou cinco frases – será eliminada independentemente de seu conteúdo.”
:-)
E o pior: ela está conseguindo o que queria …
Proftel, só um esclarecimento: sou novo não, sou mais uma “viúva” do NoMínimo…
PD, a Marta disse que não sabia que a inserção trazia a pergunta sobre mulher e filhos. Eu acredito.
Isso não tira a responsabilidade dela nessa derrapada. A campanha é dela, e se ela deixou o marketeiro soltar essa, é a mesma coisa que se ela tivesse aprovado.
E o mais grave foi que ela insistiu na pertinência da “biografia” do candidato, quando foi questionada na sabatina da Folha. Péssimo.
Até a cor da cueca do Favre-Wermus é a Marta quem decide, que dirá o que vai ao ar no seu programa eleitoral…
Foi uma trapalhada danada da Marta. Pagará um preço por isso. Alto. Mais que trapalhada, foi uma cretinice mesmo.
Imediatamente: não surtiu o efeito que ela queria e Kassab continua firme e forte. Pode até ser que a idéia não tenha partido dela, mas que ela aprovou é óbvio.
A longo prazo: Não poderia afirmar se essa campanha imbecil cola na sua imagem definitivamente, como colou o Relaxa e Goza. Acho que sim.
O pior: Kassab ganha. E a cidade de São Paulo continuará seu caminho pra uma impossibilidade lógica. Empreiteiras e empreenderoras continuarão a comprar a Câmara Municipal, pra aprovar projetos para as áreas onde não comporta mais gente.
A Martinha com o Abílio Diniz? Mas, foi em cativeiro?
Tirando a frase
Nunca é demais lembrar que a Sra. Suplicy deixou um buraco de quase 2 bilhões de reais na Prefeitura, com um monte de fornecedores pendurados pelo pincel (prestaram os serviços e não receberam por eles).
que é uma tremenda inverdade, os comentários estão veri gud a lót :-)
Fiquei até sem ter o que dizer …
Pax,
Pode até ser que a idéia não tenha partido dela, mas que ela aprovou é óbvio.
Me desculpa, mas já dá pra ver que vc nunca participou de uma campanha política: o ritmo é alucinante e a/o candiata/o passa os dias e as noites fazendo campanha e só vai ao estúdio pra gravar as falas.
Por isso a escolha de um marketeiro é tão importante: a/o candidata/o não é como o dir. de marketing, que aprova as peças, é tudo decidido pelo comando de campanha.
Eu já participei duas campanhas políticas como diretor de arte e posso afirmar, sem tomar partido de ninguém, que *nenhum* canditado aprova peças individuais …
PD,
Conforme eu disse aí em cima, candidato não aprova peças individuais. Se for pra eu apostar em algo eu diria que, na presença da candidata, foi fechado que partiriam para o ataque, mas *duvido* que no meio da discussão tenham dito “vamos insinuar que ele é viado !!!”
Marta sabe muito bem que isso não ia dar em nada …
athalyba, é tudo chute, ok? Não sei o que houve ou como foi o processo de definição. Mas pelo que conheço de campanha eleitoral, *duvido* que a insinuação de que o adversário é gay vá ao ar sem que o candidato esteja informado. Candidato não aprova cada peça. Mas nada delicado sai sem que ele esteja a par. No caso da Marta, que é centralizadora pacas, acho a possibilidade ainda mais inimaginável.
Durante a campanha eleitoral dele, o Lula algumas vezes interveio para que certos ataques ao FH não fossem feitos. E o PT tinha fotos, não apenas insinuações. Assim como o FH interveio, momentos à frente, para que outros tipos de ataques não fossem feitos contra o Lula pelo Serra. Esse é o tipo de coisa que se define no nível muito alto, durante a campanha.
E, agora está claro, a idéia da propaganda foi desestabilizar o Kassab emocionalmente durante o debate na Bandeirantes. É claro que a Marta sabia. Foi uma reprise da tática do Collor contra o Lula em 1989, que também buscou desestabilizá-lo emocionalmente para o debate.
E mais,
Político e artista que gosta de privacidade, o melhor é procurar outra coisa pra fazer na vida.
A gente sabe que quem está na chuva é pra se molhar. Mas aqui no Brasil, quem está na chuva é pra ficar atolado na lama.
É gay? Não é gay? Pelo menos no Rio não temos esse dilema.
É o mesmo que dizer que meu Lula não sabia de nada que Zé Dirceu fazia na sua sala ao lado com o Waldomiro Diniz dando plantão de arrecadação. Claro que sabia. E claro que precisa dizer que não sabia. Assim como Marta.
A besteira foi enorme.
a) Não surtiu o efeito desejado.
b) Revoltou um monte de gente. E muita gente interna do PT. A população GLBT que é PTista é muito grande. Reclamaram com toda razão. Homofobia é uma barbaridade mesmo.
c) Kassab vai eleito.
O pior é que Kassab é pior que Marta pra São Paulo, apesar de Marta ser o que é, completamente vinculada à executiva do PT que todos sabemos como é e como funciona.
Mas é o PT que está no poder e que tem seus planos de poder.
E, mais louco ainda, que está dando certo. O País está melhor com esse modelo. Ou seja, temos que aceitar isso. Ou vocês querem o DEM governando o país?
No longo prazo: Marta já tem a pecha do “Relaxa e Goza”, agora incorpora a nova pecha de “Gay é perigoso”. Bem feito. Paga-se pelos erros que se comete. A vida não é complacente. E não deve ser.
Acho um absurdo a campanha da Marta fazer isso. Mas acho que isso não apaga duas coisas: 1. a trajetória dela sempre foi anti-preconceito e 2.desde quando São Paulo é essa cidade politicamente correta que virou de ontem para hoje? Tomara que isso seja definitivo e que as pessoas que estão criticando justamente a campanha da Marta se incomodem com a montanha de absurdos que se diz, há anos, sobre a vida pessoal dela.
Mas que aceito reclamando, isso é outra verdade. Jamais vou aceitar a corrupção.
Essa história das Internacionais que os fins justificam os meios não passa pela minha garganta. Enquanto o PT usar os expedientes que não considero legais, reclamo mesmo, faço blog e o escambau. Corrupção não é o melhor mecanismo de governo.
PD,
A expressão idiomática/gráfica *duvido* está protegida por direitos autorais, meu advogado vai ligar pra vc daqui a pouco.
kkkkkkkkkkkkk
Concordando contigo, é tudo chute aqui, mas nossa pontaria é bem melhor que a média.
Pelo pouco que sei da Marta, mesmo ela tendo sua vida privada devassada e usada pela mídia tucano-pefelê de Sampa, ela não teria concordado em usar insinuações diretas sobre a sexualidade do prefeito (que é o talk of the town já faz um tempinho aqui em SP). E se a gente analisar com calma, a pergunta só permite fazer essa ilação pq muita gente em SP desconfia que sujeito morde a fronha. Se ele fosse, tipo, o Aécio (solteiro e sem filhos) não haveria essa gritaria toda, não é verdade ???
Mas quando vc escreve
E, agora está claro, a idéia da propaganda foi desestabilizar o Kassab emocionalmente durante o debate na Bandeirantes
não é um equívoco ??? Essa propaganda foi ar depois do debate, não ??? Ou estou enganado ???
De qqer maneira, sustento o que escreví: *duvido*® que ela tenha concordado em abordar de modo direto a sexualidade do prefeito. E, convenhamos, ninguém abordou mesmo.
Somos nós todos que, vendo a fumaça, sentimos o calor do fogo …
Você aí, eleitor, sabe se o concubino dessa perua tem emprego ou se é sustentado por ela?
O Kassab ou qualquer outro político, gay ou nao, vai governar de dentro de um gabinete e não de cima de uma cama.
isso, Pax, isso, os fins nunca justificam os meios, não se esqueça.
Para fugir do “mais do mesmo”, André Kenji é sempre bom: http://www.andrekenji.com.br/weblog/?p=2212
Da Marta, como política, nunca gostei, e, se votasse em São Paulo, não votava nela nem se ela não tivesse feito essa cagada. Será que o marqueteiro realmente achou que dava para disfarçar se a merda transbordasse? Cada uma…
Entretanto… sempre achei que o pessoal distorce demais as palavras dela. Passei um ano chocado com o tal “Relaxa e goza” e, agora que vi o vídeo da frase, pareceu um conselho bem razoável e simples que eu mesmo daria aos turistas e a mim mesmo, quando visto no contexto. *Talvez* seja o mesmo caso, mas só vou conferir em casa, no YouTube :)
A Martha é uma idiota, subiu na vida nas costas do Suplicy, e passou várias rasteiras no cara (que é um cara-de-paisagem, admito).
Depois é do PT, nada a ver.
E vencer não é o objetivo primário e máximo de qualquer político, como Maquiavel já bem dizia em O Príncipe???
João Vicente: você leu mal O Príncipe. Maquiavel deixa bastante claro o quanto a imagem do político é importante para a vitória. Ao jogar fora sua imagem de defensora de uma causa, Marta ameaça sua base. Não consegue ganhar votos vindos do outro lado. O que ela fez é justamente o contrário do que Maquiavel sugere.
Essa história do “não sabia”só dá certo pro Lula mesmo…
ELEIÇÕES 2008
Marta sabia, sim
Marta Suplicy tentou o corpo fora ontem. Disse que o comercial-baixaria contra Gilberto Kassab era “decisão do marqueteiro” e que não sabia de nada.
Marta sabia, sim. A idéia, claro, foi do marqueteiro João Santana. Mas Marta acompanhou, foi informada da estratégia, aprovou tudo.
Nem Santana nem os integrantes de sua equipe vão polemizar com a candidata - seria ainda mais desastroso desmentir a candidata em público. Internamente, a tentativa de negar que tivesse conhecimento da campanha é tratado com um resignado “isso faz parte, cada um em o seu papel neste jogo”.
Por Lauro Jardim
O pior de tudo ee q desvirtua toda a eleicao. Acho q daqui para a frente soo vai se discutir isso… tomara q nao.
Pedro
Então, se você votasse em São Paulo, votaria no malufista Kassab? O grande líder do movimento “Reage Pitta”?
Outra coisa, ele finge, sim, sua preferência sexual. A revista da Folha (sempre a serviço de José Serra) de 28/09/2008 tratou logo de arrumar namoradas:
Namoradas
Há quem se recorde do passado sedutor do solteirão convicto Kassab. “Ele teve algumas namoradas, a maioria fora da Poli”, diz Halley. A disputa nos corredores da faculdade exigia empenho. “A relação homem-mulher era, naquela época, mais ou menos de cem garotos para uma garota. As poucas meninas eram disputadas a tapa.”
Se quiser veja a matéria toda aqui:
http://www1.folha.uol.com.br/revista/rf2809200809.htm
Ele tem vergonha de ser gay? Não seria isso uma grande afronta à todos que militam na causa?
frank, eu talvez votasse nulo. Mas não sei. Não tenho que tomar essa decisão, o que me agrada.
Destaque para o comentário # 15, do SK, segundo o qual o Kassab arranjou sua vaga “amarrando seu (dele, Kassab) rabo ao foguete do Serra”.
E eu, que achava que Serra não era lá dessas coisas…
Se bem que, pelo que ouvi dizer, “foguete” é exagero. Segundo terceiras, é mais uma bombinhazinhazinha preguiçosa.
Pelo jeito, São Paulo tá uma suruba só.
Ôba!
Alba, se você entrar nessa eu transfiro meu título!
Por isso que eu gosto daquela mensagem final dos adds de campanha dos US & A. Já pensou?
“Eu sou Marta Suplicy, er, Favre, e aprovei esta mensagem”.
Em resposta ao comentário 162, do athalyba.
Folha de São Paulo
São Paulo, domingo, 16 de janeiro de 2005
CONTAS PÚBLICAS
Balanço sugere que ex-prefeita cometeu crime ao não incluir despesas no Orçamento; petista nega irregularidades
Serra vê déficit de R$ 1,9 bi na gestão Marta
CONRADO CORSALETTE
DA REPORTAGEM LOCAL
Balanço da Prefeitura de São Paulo obtido pela Folha aponta um déficit nos cofres municipais de R$ 1,9 bilhão deixado pela administração Marta Suplicy (PT). A arrecadação total da prefeitura em 2004 foi de R$ 13,2 bilhões.
O levantamento, concluído na sexta pela equipe do prefeito José Serra (PSDB), aponta que a gestão passada chegou a deixar de reservar no Orçamento (empenhar) despesas que acabaram sendo executadas por fornecedores. Ou seja, não contabilizou gastos que agora devem ser cobertos.
Os valores, referentes à posição de 31 de dezembro e que incluem secretarias, empresas estatais e Câmara Municipal, superam as previsões iniciais feitas pelos tucanos. Os dados devem ser publicadas no “Diário Oficial” do município nos próximos dias. A prefeitura também vai publicar critérios de renegociação com fornecedores para pagar os débitos em parcelas -e com desconto.
A Lei de Responsabilidade Fiscal proíbe os governantes de deixar dívidas aos seus sucessores sem que reservem dinheiro em caixa para saldá-las.
Se as informações levantadas pela atual gestão forem confirmadas pelo Tribunal de Contas do Município, Marta poderá ser enquadrada na lei de crimes fiscais, que prevê, entre outras penas, a perda dos direitos políticos.
Assessores da ex-prefeita sustentam que ela deixou dívidas reconhecidas com fornecedores de R$ 375 milhões e R$ 376 milhões em caixa para saldá-las. Todos os empenhos cancelados (despesas previstas e não pagas) no fim do ano, dizem os assessores, se referiam a serviços ou obras não realizados (leia texto nesta página).
Além de R$ 652 milhões formalmente reconhecidos (empenhos liquidados), a atual gestão sustenta que há R$ 351 milhões em despesas não reconhecidas (empenhos não liquidados), R$ 594 milhões de despesas canceladas e R$ 278 milhões que nem sequer chegaram a ser empenhados.
Levantamento da Secretaria de Finanças diz que, apesar de não reconhecidas por Marta, praticamente todas essas despesas foram realizadas por fornecedores. E agora precisam ser pagas pela nova gestão.
Para chegar ao déficit de R$ 1,9 bilhão, a equipe de Serra utilizou como saldo financeiro deixado por Marta R$ 16 mil que estavam no caixa para serem utilizados livremente, R$ 272 mil reservados para pagamento de serviço da dívida, inativos e pensionistas e R$ 332 milhões em verbas vinculadas -dinheiro que só pode ser usado em áreas ou projetos específicos, como saúde e educação, definidos em leis, contratos ou convênios da administração.
Irregularidades
O balanço da equipe tucana sugere haver infração fiscal no gasto superior à receita, no cancelamento de empenhos e na não-inclusão de despesas no Orçamento. No caso do cancelamento dos empenhos, diversos fornecedores da prefeitura vêm confirmando a situação. É o caso das empresas de construção civil, que reclamam uma dívida de R$ 500 milhões.
A Folha apurou que os problemas com a não-inclusão de despesas no Orçamento teriam ocorrido em áreas de serviço continuado, como o lixo e a prestação de serviços para a saúde.
Outros passivos
A dívida com os fornecedores que a equipe de Serra afirma ter recebido da administração passada é uma pendência de custeio e investimento da máquina em 2004 -apenas uma parte do passivo financeiro da prefeitura.
Em precatórios e previdência, por exemplo, a administração paulistana amarga um débito que está em torno de R$ 6 bilhões.
A cidade tem ainda de comprometer, todo mês, 13% de suas receitas -cerca de R$ 100 milhões- com o pagamento de parcelas da dívida renegociada com a União, que já atinge quase R$ 30 bilhões. Para se enquadrar ao cronograma que limita o endividamento dos municípios no prazo legal, em maio, a prefeitura teria de desembolsar R$ 7 bilhões de um Orçamento de R$ 13,2 bilhões previsto por Serra para este ano.
Pessoal,
Fiz parte da primeira geração que votou aos 16 anos. Já cheguei a me iludir com o PT e torcer para que eles chegassem a governar um dia. Deu no que deu. Marta, pra mim, foi liquidada no dia em que, em meio ao caos aéreo, com pessoas perdendo seus parentes em choques de aeronaves, questionada sobre a solução para o problema deste caos, vem com a declaração: “RELAXA e GOZA”.
Olá Pedro (Será que somos primos de n grau? rsrsrs)
Bem, vamos ao ponto em questão: Foi de uma baixeza essa pergunta (que leva a uma resposta que leva a outras várias perguntas) que foi levantada pelos estrategistas de Marta. Com certeza, não votaria nela.
Sou do Rio e parece que vale tudo na política nacional: Levantar o passado dos outros ou a ficha do adversário para tentar ganhar ponto em algum “podre” do mesmo. Isso pode até ter funcionado no século passado.
Só que hoje, apesar dos conservadores de plantão, o que interessa para o eleitor bem esclarecido e consciente é quais são as propostas do candidato A ou B.
Por aqui, vemos o embate Gabeira x Paes. E temos visto o “vale-tudo” proporcionado pelo segundo em busca do “primeiro lugar”. Enquanto isso, Gabeira tem feito uma boa campanha sem precisar sujar a cidade (ponto pra ele!).
E se Kassab é ou não é, pouco importa! O que importa é o que ele fez de bom (ou não) para Sampa!
Abraço e tudo de bom!
“Pois opção sexual não diz rigorosamente nada a respeito do caráter, bom ou mau, de Gilberto Kassab.”
Até concordo com o comentário, mas o certo não é “opção sexual”, mas “orientação sexual”.
Eleonora Castro, sei como é o jargão preferencial dos movimentos LGBT, mas não o adoto.
Asmodeu,
A maioria das projeções citadas pela FSP, no artigo que você transcreveu, não se concretizou.
A receita positivada pelo município de São Paulo, em 2005, foi R$.15,1 bilhões. A despesa, R$.13,9 bilhões. Superávit: R$.1,9 bilhão.
Na verdade, o artigo é um amontoado de dados — alguns verdadeiros, outros chutados — que procuram, no subtexto, espelhar uma situação caótica, cuja responsabilidade — também no subtexto — é atribuída à Marta.
Pura flatulência.
Realmente, era imenso o endividamento do Município de São Paulo, ao final da gestão Marta.
Isso é uma coisa. Agora, dizer que esse endividamento foi criado por Marta é outra, completamente diferente.
Esse endividamento vem de longe. E continuou crescendo depois de Marta.
Exemplos:
Ao final da gestão Marta, a dívida fundada interna do Município de São Paulo era de R$.28,1 bilhões. Ao final de 2007, havia saltado para R$.34,4 bilhões.
Ao final da gestão Marta, o Passivo Permamente do Município de São Paulo (que contém a dívida fundada interna), era de R$.37,2 bilhões. Ao final de 2007, havia passado para R$.44,6 bilhões.
Estou dizendo isso sem demérito para a atual gestão, que tem apresentado resultados econômico-financeiros substancialmente melhores que os de Marta, em especial os resultados que esta última apresentou, no seu último ano de mandato.
Mesmo dispondo de uma situação eco0nômico-financeira mais confortável, a atual gestão não fez com que o endividamento recuasse.
É que a maior parte dos gestores públicos — e não apenas do Brasil — não considera o endividamento público uma coisa ruim.
E não é, mesmo.
Considere um investimento de grande porte e longa duração. Uma ponte, por exemplo.
É um equipamento cuja duração se prolonga por décadas. Séculos, talvez.
É burrice do ponto de vista econômico, e injusto do ponto de vista social, que uma única geração de contribuintes pague pelos benefícios que serão usufruídos por várias gerações.
Pois o endividamento público é o modo pelo qual se torna possível diluir o custo desse investimento ao longo do tempo, por uma quantidade tanto maior quanto possível de gerações de contribuintes.
Com isso, torna-se possível dispor de mais recursos no presente e no futuro imediato e, assim, realizar mais investimentos.
Enfim, há um monte de coisas a considerar, que um artigo como o que você citou nem tangencia.
Hallo, Pessoal!
Vale a pena dar uma lida na opinião do Azenha sobre o caso:
http://www.viomundo.com.br/opiniao/a-midia-como-linha-auxiliar-na-campanha-eleitoral/
[]’s
Marcelo
Martaxa lixo relaxa e goxa
Gaxta muito fax pouco
Dixcrimina e não se elexe
Elias, eu não entendi muito bem o que você escreveu.
Em primeiro lugar, a reportagem se refere a dados relativos ao ano de 2004, então eu não entendo o porquê da referência a receita e despesa de 2005.
Em segundo lugar, não se afirma em nenhum lugar que o total do endividamento público da cidade de São Paulo foi criado por Marta. O que se afirma é que ela é responsável por um endividamento IRREGULAR de R$ 1,9 bilhão, decorrente do calote dado a fornecedores que prestaram serviços. O objetivo do calote foi atender, de modo espúrio, as determinações da Lei de Responsabilidade Fiscal que impedem o gestor público de contratar gastos sem ter recursos para cobrí-los nos últimos 8 meses de mandato. Como os gastos já tinham sido conttratados (e os serviços realizados), o “jeitinho” para se enquadrar na lei foi fingir que não foram, cancelando-os e deixando os fornecedores no ora veja.
Em terceiro lugar, acho que a dívida fundada, como proporção da receita, caiu sim.
Em quarto lugar, suas opiniões sobre a virtuosidade do endividamento público não consideram o fato de que, se eu contrato dívida hoje, eu devo pagar a dívida no futuro com aumento de impostos (reduz a renda disponível
para os cidadãos no futuro) ou com emissão de moeda (aumenta a inflação no futuro). Ou seja, o endividamento público não é só flores.
Senti-me envergonhado com essas insinuações que a candidata Marta fez ao Kassab. Sempre gostei muito do seu estilo, mas sinceramente, ela acabou de perder meu voto. E concordo com uma coisa que o Lula disse ontem, que ela sofreu muitos preconceitos com sua vida pessoal, mas em momento algum, qualquer candidato jogou isso contra a Marta. Vexatório!
Asmodeu,
1 - Mencionei a receita de 2005 porque, segundo o artigo da FSP, essa receita seria de R$.13,2 bilhões. Como se viu, a FSP errou em quase R$.2,0 bilhões, o que não é pouco.
2 - Os balanços de 2004 foram elaborados pela equipe da gestão atual. Esses balanços apontam:
a - um déficit orçamentário de R$.116,0 milhões (balanço orçamentário);
b - uma diferença negativa entre Restos a Pagar e Ativo Disponível de R$.507,7 milhões: RP = R$.866,4 milhões e AD = R$.358,7 milhões (balanço patrimonial).
Se houve “RP de gaveta”, como afirma a gestão atual, no valor de R$.1,9 bilhão, esse valor deve aparecer na execução de 2005 em DEA.
Apareceu? Eu não vi.
Mas confesso que não tive tempo de analisar com mais profundidade os balanços do município de São Paulo. Dei só uma olhada ontem, no site do município, pra me referir ao seu comentário. Isto porque sempre ponho um pé atrás quando artigos de jornais brasileiros se manifestam sobre finanças públicas, economia, etc. É só chute…
3 - Você está certo ao dizer que melhorou a relação entre a dívida fundada líquida e a receita do Município de São Paulo.
Mas lembre que, em meu comentário, eu já havia dito que a atual gestão produziu resultados econômico-financeiros substancialmente melhores que os de Marta.
De qualquer modo, os resultados são substancialmente melhores somente no que respeita à movimentação de curto prazo. Na movimentação de médio e longo prazo a melhoria tem sido mais discreta, embora consistente.
A relação entre dívida fundada interna e receita total, por exemplo, foi: 2,4 em 2004, 1,9 em 2005, 1,8 em 2006 e 1,7 em 2007.
Não saberia dizer se essa evolução reflete uma política especificamente direcionada nesse sentido ou se expressa apenas a incapacidade do atual governo em obter financiamento para projetos de interesse do município. Para isso, teria que ir mais fundo na análise.
4 - Quanto ao endividamento como política de Estado, talvez valha a pena lembrar que o que realmente interessa é a capacidade de pagamento.
Daí porque é sempre interessante analisar separadamente e a fundo a dívida fundada interna. Ela se refere ao endividamento que será pago com a receita a ser arrecadada no futuro (diferentemente de Restos a Pagar, que é um endividamento a ser pago com a receita já arrecadada).
Ao se dimensionar em termos globais a dívida fundada interna, é preciso ter em conta a real capacidade de geração de receita no futuro.
Quando essa previsão é superestimada, o ente público vai à falência (daí a existência de alguns limites impostos pela LRF).
Por outro lado, se a previsão de receita é subestimada, o ente público tende a realizar menos do que poderia (e deveria).
Quando um município dimensiona a receita futura a menor em R$.2,0 bilhões, por exemplo, ele reduz em aproximadamente R$.2,4 bilhões o potencial de investimentos passíveis de financiamento por operações de crédito.
Ou não?
[...] Pedro Dória Ricardo Kotscho [...]
Bom dia!
Elias, vou comentar suas respostas por partes (estou meio ocupado)
1 - A receita de 13,2 bilhões a que o jornal se refere é de 2004 e não de 2005, então o raciocínio do final do seu comentário (quando um município dimensiona a receita futura a menor… ) não se aplica no caso.
2 - Que eu saiba, desde que o Município assinou o contrato de refinanciamento da dívida, ele está impedido de obter financiamentos enquanto não adequar a dívida a certos limites, então “a incapacidade do atual governo em obter financiamento” pode ser explicada por aí.
3 - Sobre a contabilização dos números apresentados pela equipe do Serra, creio que você tem um ponto. Vou procurar os balanços (você disse que estão no site da Prefeitura, sabe onde?) e ver se, “preto no branco”, os números são aqueles mesmos.
Asmodeu,
Também eu estou soterrado num monte de trabalho.
I
Veja lá:
“Para se enquadrar ao cronograma que limita o endividamento dos municípios no prazo legal, em maio, a prefeitura teria de desembolsar R$ 7 bilhões de um Orçamento de R$ 13,2 bilhões previsto por Serra para este ano.”
O trecho acima foi copiado da matéria da FSP que você inseriu no seu comentário # 185. É matéria de janeiro de 2005. Logo, R$.13,2 bilhões era, sim, a previsão de Serra para 2005.
Se fosse 2004 não seria previsão, não é?
(Se bem que, às vezes, Serra gosta de “prever” o passado. Como aquela vidente do Collor, o Doido…).
II
Site da Prefeitura de São Paulo.
À esquerda, clique em “Finanças”.
Em seguida, ainda à esquerda, clique em “Balanços”.
Aí é só escolher o ano e, depois, o balanço que você deseja consultar. Estão lá os balanços patrimonial, orçamentário e financeiro de 2004 a 2007.
III
Lendo rapidamente os balanços de 2004 e de 2005, não vejo, pelo menos em evidência, razão para refinanciar a dívida, salvo se o perfil dela estivesse muito “achatado”.
Não seria, assim, uma questão de volume da dívida. Seria mais um problema de perfil, ou seja, de repercussão sobre o fluxo financeiro de curto prazo.
Nesse caso, cairia bem uma repactuação pra alongar o perfil da dívida, e isto é que estaria por trás da melhoria do resultado econômico financeiro alcançado a partir de 2005.
Mas estou apenas supondo. Não tenho elementos pra afirmar com segurança, até porque não tive tempo pra estudar o detalhamento da despesa e a evolução desta, por natureza de gasto.
Elias, você tem razão. Li esse texto há algum tempo (na época em que foi publicado) e, ao reproduzí-lo aqui, não o li de novo. Achava que você se referia aos 13,2 bi do início do texto.
Obrigado pela dica sobre a localização dos balanços.
O refinanciamento da dívida, na verdade, foi feito na gestão Pitta. A União assumiu as dívidas de diversos entes federativos, em troca de um contrato que previa, entre outras coisas, a impossibilidade de operações de crédito enquanto a dívida não se enquadrasse em certos limites (pra falar a verdade, eu não lembro se essa determinação está no contrato ou na LRF).
“é casado? tem filhos?”
é pergunta que só pode soar com o sentido que lhe atribuíram caso o prefeito seja de fato homossexual ou haja um mundo preexistente de boatos sobre essa possibilidade.
Quando ouvi a frase achei que se tratava apenas de um modo de figurar a “irrealidade” da presença de Kassab que, de fato, esconde seu passado político, mostrando-se como novidade mesmo sendo figurinha carimbada na administração paulistana.
Nunca tinha ouvido os boatos sobre sua suposta homossexualidade, nem sobre a possível prática de nepotismo de que lhe acusam, servindo-se do direito à privacidade para não assumir que “ajuda” seus afetos na vida pública.
Em síntese: sem saber que havia essa aura em torno dele, me pareceu exagerado ver um preconceito contra a opção sexual na pergunta. Caso ele fosse heterossexual, casado e com filhos, a pergunta poderia ser colocada da mesma forma, só que com o sentido afirmado pelos responsáveis pela campanha: “ninguém sabe quem é essa pessoa!”
Mas agora que vi que certo escalão da imprensa o trata como merecedor de uma privacidade por ter opção sexual diversa da moral vigente e que determinada vertente da oposição o acusa de dar uma secretaria a seu companheiro, não sei o que pensar da campanha da Marta.
Por uma lado, foi desesperadamente infeliz. Mas por outro, foi honestamente espontânea, como a candidata, que fala o que pensa, sem medo da rejeição.
Se Kassab tem direito à privacidade, Marta também tem. Como ela tem sido invadida, desrespeitada e caluniada, quis arrancar à força a privacidade de seu opositor. Ela não contava com a astúcia dos meios de comunicação, que protegeram o mocinho e a transformaram - pela enésima vez - em bandida.
quem vota no Lula e na Marta..ou seja o povo do PT..tem mais é que morrer de fome..e na miséria..é gente que se conforma com esmola..estão morrendo de fome..são esse povo do norte que veem para são paulo buscar uma vida melhor,,e no fim ..escrevem para o Gugu pedindo a passagem de volta..emfim é em cima da miséria que essa Marta e o PT vivem…se liga cabeção…
A Marta estudou nos EUA..mora no Jardim Europa..anda de elicoptero e carrão.e diz ter esperança de ser prefeita para continuar com a vidinha boa,,,é seu voto que proporciona isso….. vc mora na periferia…obs: sem esgoto sem.infra.. , estuda em escola publica..ai credu…anda de busão,ou lotação..trabalha no sub..emprego..resu ..tá fu…só tem uma arma o titulo eleitoral..se liga cabeção..vota certo….cassab….