Os bancos e a jogatina de Wall Street
Via Der Spiegel da Alemanha, escreve Dirk Kurbjuweit:
O mundo parece à beira do desastre porque algumas poucas pessoas andaram fazendo apostas num nível altíssimo. Perderam na mesa de jogo suas apostas em maus empréstimos e agora bancos estão entrando em colapso, empresas enfrentam uma crise de liquidez, investidores perdem suas poupanças e uma recessão ameaça chegar.
Desta vez, há mais na balança do que apenas um dos ciclos de alta e baixa da economia. Desta vez, questões fundamentais estão em jogo. Será que uma economia de mercado livre não é nada mais do que um convite para a jogatina? E quanto aos princípios democráticos tão intimamente ligados à economia de mercado, um conceito que o Ocidente usou para conquistar seu domínio sobre o mundo? Esta visão de democracia também está a perigo. [...]
A música tema, tocada por políticos, empresários e jornalistas, era uma orgia na forma de um pensamento sem nuances que glorificava o indivíduo e demonizava o Estado. [...] Foi feito um acordo entre políticos e a indústria de um lado e desempregados e trabalhadores no outro. Seguia desta forma: talvez fosse doloroso, mas ao perder direitos trabalhistas, os trabalhadores teriam algo em troca. Sem aqueles direitos, a economia cresceria e novos e melhores empregos surgiriam. Confie em nós, sugeria o acordo. [...]
Um grupo de banqueiros alemães reclama que o governo não lançou imediatamente um pacote para salvá-los. [...] Agora, os maiores céticos na intervenção governamental terão ajuda do Estado, e isto provavelmente é o certo a fazer pois ninguém imagina que conseqüências teriam o colapso de um grande banco. Mas por que os banqueiros não estão humildes? Por que não se desculpam por suas monstruosidades?
E o que deve pensar alguém que tem vivido com um salário modesto nos últimos cinco anos e que permanece convivendo com o medo do desemprego? Esta pessoa manteve seu lado do acordo. Não teve escolha.
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Excelente, PD. Na veia.
ACT
“E o que deve pensar alguém que tem vivido com um salário modesto nos últimos cinco anos e que permanece convivendo com o medo do desemprego? Esta pessoa manteve seu lado do acordo. Não teve escolha.”
Antonio, ainda teremos que ouvir do Chest que o sujeito do exemplo acima provavelmente não passa de um acomodado esquerdista querendo viver das bênçãos do Estado (mas ele vai escrever “estado”, como manda a cartilha da Veja).
Faltam pontos importantes nessa discussão:
Parte importante da crise americana se originou de intervenção do congresso, estimulando e forçando casas de hipoteca e bancos aceitarem hipotecas de quem não tinha condições de pagar.
Também se deve dizer que a enconomia “real” com freqüencia se beneficia de Wall St. Para começo de conversa, empresas colocam suas ações no mercado e assim se capitalizam para crescer e investir, inclusive em inovação. Quando isso acontece, não se vê gente agradecendo a Wall Street.
Se você vende commodities, milho, por exemplo, você pode se proteger das flutuações do mercado via derivativos. Quando isso funciona, e funciona muito, e empresas deixam de quebrar, não se vê nenhum agradecimento a Wall Street.
Quando o mercado está estável e o dinheiro que os bancos recebem dos investidores possibilita a eles emprestarem a empresas e indivíduos estimulando a economia, ninguém agradece ao mercado financeiro.
Não estou dizendo que não deva haver melhor regulamentação, limitando, como já acontece no Brasil, o nível de alavancagem e exposição. Mas demonizar os “tubarões” e esquecer a economia “real” na maior parte do tempo se beneficia da liquidez que traz o mercado financeiro não é muito inteligente.
Mas concordo com um ponto do artigo. Muitos desses banqueiros e CEOs foram maus profissionais, incompetentes e a falha do mercado em puni-los é vergonhosa. É preciso melhorar as regras do jogo. Mas garanto que a resposta não é uma economia de planejamento central, como parte da esquerda sempre quer nos vender a qualquer oportunidade. Muitos desses críticos não têm a mínima idéia como o mercado financeiro funciona, mas apenas uma aversão ao “lucro”.
Gostei muito da sua resposta, Lúcio. E talvez tenha selecionado mal os pontos do artigo da Spiegel. Desconfio que ele está mais antenado com seu ponto de vista do que minha (má) edição leva a perceber.
Que bom seria se todos os comentaristas à direita se expressassem com a sobriedade e elegância do Lúcio. O debate certamente seria muito mais interessante.
Não existe nada mais divertido do que ver os defensores — nativos e estrangeiros — do laissez faire defendendo uma intervenção gigantesca do Estado (com maiúscula mesmo, ao contrário da grafia da Veja — aliás, será que a Indispensável, após essa ajuda que também é maiúscula vai voltar atrás nessa sua idissioncrasia?).
Ou melhor: existe, sim. É ler sobre outras crises e ver que os argumentos desse pessoal é igual há uns 300 anos. John Law é, definitivamente, mais atual do que nunca.
(Um pouco sobre o verdadeiro herói dessa turma aqui: http://en.wikipedia.org/wiki/John_Law_(economist) e aqui: http://www.mapforum.com/05/law.htm)
Mas que belo texto, PD.
E o comentário do Lúcio também, convenhamos. Estou com o Darwinista.
Vamos na “marola”: palmas ao Lúcio.
E já que estamos na marola dos elogios, como escreveu o JPR: Danilo, muito bacana o seu blog.
Pedro Doria, coloca o Palido Ponto Branco na listinha aí, faiz favoire.
Aonde é o ralo?
Essa crise não está acontecendo em cima de um dinheiro que na prática não existe, em especulação em títulos que nunca foram pagos?
Mais uma dúvida: A nossa bolsa, apesar de caindo, está fechando na média em 40 mil pontos e a Down Jones, em 9 mil. Isso não é um atrativo ao investidor? Pq caímos tanto apesar de uma situação virtualmente boa com reservas e etc?
Socorro pessoas que foram na escola.
Denão, pode ser uma besteira enorme o que eu vou escrever, mas creio que os critérios de pontuação das duas bolsas são diferentes. Então, não faz sentido comparar os nossos 40 mil pontos com os 9 mil deles…
Eu não disse?
Agora chegou a hora dos - eu não disse.
E dos profetas sem barba querendo botar na fogueira a Sodoma financeira como uma feiticeira de Salen.
O simbolo dessa gente é NancyPelosi.
Durante décadas o Senado e os políticos ficaram em silêncio mortal enquanto os lobbies dos bancos e afins se soltavam das amarras criadas a partir da crise de ‘29.
E, foram além, os bancos, pressionaram e conseguiram tudo o que queriam e mais um pouco.
Dinheiro alto inundou o caráter dessa gente que vota sempre de acordo com seus interesses.
A crise veio, avassaladora.
E com ela o populismo mais rasteiro.
Primeiro salvar o mundo da depressão e da miséria.
Depois, consertar, aperfeiçoar.
Ao encarar o abismo, Madame Pelosi deu uma de dona de bordel subitamente acometida do maior moralismo.
Em meio a seu discurso ambíguo e politiqueiro, que causou um atraso de dias preciosos na votação da única chance de salvação, - eu disse chance, - causando mais dor e sofrimento a milhões de pessoas, inclusive e principalmente
” alguém que tem vivido com um salário modesto nos últimos cinco anos e que permanece convivendo com o medo do desemprego ” , Pelosi, que passou o dia e a noite imaginando como estender um pouco mais seus 15 minutos de fama, e por fim recorreu aos Beatles com seu patético -A festa acabou.
Quem acabou foi ela, atropelada pelo rugir do pânico.
Retirou-se de cena como um Nero sem harpa em meio a um incêndio sem água.
Engoliu suas tão bem estudadas palavras e no dia seguinte votou o paciote do fim do mundo, do qual, ela, e seus amigos políticos do Senado irão se benefeciar tanto quanto os banqueiros.
Dirk Kurbjuweit, em vez de filosofar sobre sistemas e modos de vida com a água gelada do naufrágio já chagando aos joelhos poderia se lembrar de um ditado famoso: em casa aonde falta pão todo mundo grita e ninguém tem razão - e ficar mudo, de prefência em posição fetal.
Quando as coisas ficarem mais controladas alguém vai lá e avisa o homem.
Lucio,
Por parágrafos:
1# Você quer nos convencer que foram os políticos populistas que forçaram os indefesos bancos a emprestarem dinheiro aos pobres.
Sem comentários…
2# “A economia “real” (porque você a coloca entre aspas? É ato falho ou você está inconscientemente afirmando que exista uma economia irreal?) se beneficia de Wall St.”
“Quando isso acontece, não se vê gente agradecendo a Wall Street”.
É uma relação comercial, aonde os dois lados tem a ganhar. Agradecer? De onde você acha que nasce o dinheiro, mané? Das fezes do presidente do banco?
3# “Se você vende commodities, milho, por exemplo, você pode se proteger das flutuações do mercado via derivativos.”
Claro, se protege com um derivativo do milho, no caso bytes em um banco de dados.
Vá comer derivativos então…
4# “Quando o mercado está estável e o dinheiro que os bancos recebem dos investidores possibilita a eles emprestarem a empresas e indivíduos estimulando a economia, ninguém agradece ao mercado financeiro.”
Puta que pariu, para que servem os bancos mesmo? E depois temos que agradecer?
5# “Mas demonizar os “tubarões” e esquecer a economia “real” na maior parte do tempo se beneficia da liquidez que traz o mercado financeiro não é muito inteligente.”
Já vi que não foi ato falho não, você realmente acredita que exista uma economia irreal. Vem cá, ela é contabilizada com números imaginários, pois não?
6# Pare de ser hipócrita, cara.
No final do coment você “concorda” com um ponto do artigo para querer se redimir?
“Muitos desses críticos não têm a mínima idéia como o mercado financeiro funciona, mas apenas uma aversão ao “lucro””
Você é que não tem idéia de como se chega ao lucro, rapaz.
E eu, na minha ingenuidade, achando que o nível dos comentários ia se manter elevado…
A banca privada já era… em todo o planeta.
O governo no Brasil precisa afastar estes paspalhões ligados a banca privada do BC e colocar o Estado como controlador do sistema financeiro.
1) Estatizar o BC e:
- prover crédito abundante e barato para promover vigoroso crescimento interno e suportar a queda dos preços das commodities e redução de atividade em função da recessão dos países ricos.
- aumentar sensivelmente a participação dos salários no PIB
2) Tem de bloquear temporariamente toda e qualquer saída de capitais.
3) Tem de nacionalizar todos os bancos até a proporção mínima que permita o controle do Estado.
Tão com medo de que?
Medo era antes da crise… agora é hora de agir.
Pedro Dória, relendo o texto do artigo, acho que você tem razão,: há mais pontos de concordância. Ele está totalmente certo ao apontar que o mercado não puniu os incompetentes.
Para esclarer, eu não acho que precisamos “agradecer Wall Street”, foi só um modo retórico para dizer que é bobagem apenas demonizar o mercado financeiro como se o resto da economia produtiva não tivesse envolvida e diversas vezes não se beneficiasse dele. Olhem para os EUA e vejam como mercado de capitais estimula as empresas inovadoras emergentes.
Obviamente, eu discordo do Fábio Passos. Prefiro crises cíclicas à crise permanente de uma economia estatizada. Lembre que a URSS não caiu por motivos ideológicos, mas por insatisfação econômica.
Não é mais uma questão de opção Lúcio.
A realidade se impõe.
Não há qualquer “mão invisível” ou outra entidade sobrenatural… há irresponsáveis com um mal terrível: Ganância ilimitada.
Nacionaliza todo o sistema financeiro até a proporção mínima que permita o controle do Estado.
Quanto ao valor que ainda permanecer em mãos privadas…
…bem, vamos ver se o rombo não é superior a este valor.
Quem quebrou assume as perdas… perde o negócio… e o patrimônio.
Ué?
Eu fico muito mais interessado em saber o tamanho do buraco negro social que os EUA mantêm escondido, que tamanho tem essa população de pobres, subempregados, aposentados e etc, sem capacidade financeira de pagar por um imóvel financiado, que tamanho tem esse segmento que chega a ser capaz de abalar as finanças mundiais? Quem são esses seres humanos que fingiam e fingem que não existem, viraram títulos subprime? Onde vivem? Se perderam o imóvel por inadimplência, para onde foram? Aluguel? Mas nos EUA aluguel de imóvel e tão caro quanto… Porque ninguém fala dessa gente?
Dino,
Antes da ruína do mercado financeiro já eram quase 40 milhões de estadunidenses pobres.
Pobres mesmo. Fila de sopa da caridade, sem qualquer assistência saúde…
Essa gente está se abrigando onde pode, Dino. Inclusive em tendas.
http://news.bbc.co.uk/2/hi/americas/7297093.stm
Marco,
Vc pode até discordar da Nancy Pelosi, achar que o discurso dela não passou de hipocrisia e jogo de cena com fins políticos (e deve ter havido muito disso, creio).
Só não pode é se esquecer que quem atrasou de fato a aprovação do pacote que vc reputa quase milagroso foi a maioria republicana. Se a sua preocupação é com os tais “dias preciosos”, porque vc deixou de mencionar o veto republicano? Democrata atrasando o jogo não pode — só pode ser canalhice –, mas republicano fazendo o mesmo, pode? É isso?
Mas o ponto que merece atenção no seu comentário é outro.
Marco: “Dirk Kurbjuweit, em vez de filosofar sobre sistemas e modos de vida com a água gelada do naufrágio já chagando aos joelhos poderia se lembrar de um ditado famoso: em casa aonde falta pão todo mundo grita e ninguém tem razão - e ficar mudo, de prefência em posição fetal.”
Kurbjuweit não está “filosofando” sobre sistemas e modos de vida. Não está tratando de meras abstrações — o uso do termo “filosofando”, no contexto em que vc escreveu, evoca uma sensaçao de descolamento da realidade, de imersão em teoria pura.
Kurbjuweit está chamando a atenção para o fato muito concreto de que a ideologia liberal não entregou o que prometeu. Ponto.
Se isto para vc é mero “filosofar”, bem, então só me resta suspeitar que quem está descolado da realidade mundana, do dia-a-dia, é vc…
Abs,
ACT
E a grande mídia, irrigada pela publicidade dos grandes capitalistas e por outras formas de cooptação ampliou essa ideologia que somente justificava os ganhos dos super-ricos. A mídia é co-responsável pelo que está ocorrendo.
Antonio, leia o abaixo, por favor:
Serra.
“Acho que o Banco Central foi muito lento e foi muito imprudente neste ano quando elevou os juros para as nuvens e megavalorizou o câmbio”, completou o governador tucano, observando, no entanto, que atualmente, diante da crise, “não adianta olhar para o que passou”.
“A gente tem que olhar para frente e procurar uma saída para essa situação, que eu acho perfeitamente exeqüível. Não acho que é a crise final do capitalismo e muito menos do Brasil. Acho que a gente consegue sair dessa situação crítica atuando com prudência e antecipando os
Após o encontro, Serra declarou que o governo brasileiro não pode, de imediato, adotar a mesma estratégia dos Estados Unidos e da União Européia de reduzir os juros para conter os efeitos da crise, uma vez que, em sua avaliação, são diferentes as realidades da economia de cada país.
“O Tolstoi, na abertura do livro Anna Karenina, diz o seguinte: ‘todas as famílias felizes se parecem, e todas as famílias infelizes são diferentes’. Quando a economia vai bem em todos os países, todos eles se parecem. Quando tem crise, ela é diferente em cada lugar. Então não há uma receita geral para ser adotada. O Brasil tem que olhar o seu lado”, afirmou, ressaltando que mantém um “otimismo a médio e longo prazo sempre que se atue direito”.
eu de novo - Veja bem, Nancy Pelosi apelou para os Beatles e Serra para Tolstoi ( ! )
Interesses próprios e politicaria em primeiro lugar. Depois, quem sabe, os do resto da Humanidade.
Republicanos e democratas brincaram de fazer politica enquanto o mundo aguardava um sinal de alívio. ( não , não acho o pacote milagroso, apenas uma porta aberta em um avião em chamas, se você me permite uma certa liberdade poética macabra. E, quem abriu essa porta, com rapidez, foi o 666, Bush. Hoje é seguido por todos líderes mundiais, com certo atraso)
A brincadeira foi assim: Pelosi deu uma bronca no atual governo, Bush, e a continuação deste, MacCain, segundo os critérios democratas, fez cariha de surpresa, de quem não sabia que os bancos tinham todas essas liberalidades, disse com todas as letras que ” a proposta de Bush foi rejeitada, não aceita, repudiada, e que o NOVO plano era do Congresso.
Em seguida, três cabeças grisalhas do partido democrata discursaram as platitudes de sempre. Com um detalhe assombroso: um deles, fez, ali, no momento dramático, propaganda de Obama!
Disse que a crise ” não era um Katrina, uma força da natureza, um ato de Deus, e sim obra do governo atual”
Não por acaso, um tantinho antes, Obama discursou em Detroit, Michigan, desancando Bush por ter comparado a crise a um Katrina….
Republicanos, tão canalhas como qualquer político, disseram a madame Pelosi uma coisa simples: ou todos seriam heróis salvando o mundo, ou ela não seria a única heroína coisa nenhuma.
Herois acertados nos bastidores, uns 150 bilhões a mais para atender os amigos e pimba! o plano de Bush que agora era do Congresso, e de todos os republicanos e democratas de bem, foi aprovado. Com um atraso quase fatal. Ou fatal mesmo, a coisa tá prá lá de feia.
Vale tudo na hora da crise. Até decretar o fim do capitalismo. Ou do mundo material : o Papa, que Deus o tenha e guarde, declarou que o dinheiro é nada e que a única coisa sólida neste mundo é a palavra de Deus.
abraços,
ma
Caros,
O debate é rico. Na Der Spiegel há uma crítica à política neoliberal mais consistente, que pode ser resumida assim: há alguns anos, houve um debate muito forte no mundo que girava sobre redução de direitos trabalhistas versus alavancagem da economia. Ou seja: diminuir direitos para que as empresas pudessem investir e ampliar mercados, o que significaria mais emprego, mais estabilidade e mais prosperidade. “Confiem em nós”, dizia o discurso. A globalização disseminou isto como tendência mundial e hoje, 5 ou 10 anos depois, os trabalhadores que aceitaram o achatamento de suas condições vêem esta crise e sentem que abriram mão de algo por nada. É de doer.
Avatar1,
concordo integralmente com sua análise.
O Lúcio tentou enrolar com economês, mas isso não convence mais ninguém, apesar do Pedro Doria ter gostado.
Economês vai cair no ridícula, tal qual a filosofia bizantina.
Como disse o Denão: “Essa crise não está acontecendo em cima de um dinheiro que na prática não existe, em especulação em títulos que nunca foram pagos?”
A crise é só isso aí, especulação em cima de riqueza inexistente.
E como bem lembrou o Dino: “em que buraco negro andava essa multidão de “pobres” norte-americanos que agora não conseguem pagar suas dívidas?
Eu sempre duvidei do PIB norte americano.
Fui contador por muito tempo e tive conhecimento dessa tal técnica de “maquilar” balanços.
Livre mercado é só mesmo um convite à jogatina.
A sociedade se sustenta por leis e regulamentações - sem isso é lei da selva.
Especialmente ao Lúcio: tua intervenção foi agradável, a resposta do Avatar1 a ti nem tanto, mas tenho que dar certa razão a ele. O congresso americano não estimulou ninguém de Wall Street a fazer nada. Foi a política neocon e dos seus think tanks que se coadunava com o pensamento liberal do mercado, que é o de soltar as amarras e deixar o barco do mercado seguir seu rumo. Fora isso (e a promessa de lucros imorais, numa sistemática especulação de proporções libidinosas, pra dizer o mínimo) é que causaram isto. E não tem outro jeito: tem de fazer o que a Suécia fez em 1998. Estatizar bancos e emitir papéis, sanando o sistema e depois revendendo-os à iniciativa privada. Porque privatizar os lucros e socializar as perdas não é ideologia, é pouca vergonha.
O texto acima é uma besteira.
Com todo respeito ao alemão.
Imagino quem foi o avô dele,se é que me entendem.
Se uma criança é incentivada a fazer arte.
Ela fará.
Se uma criança for repreendida pelo seus pais,ela não fará arte.
O mercado é uma criança.
E a criança foi incentivada pelos pais, por anos e anos a fazer arte.
E fez oque qualquer criança faz quando não são impostos limites.
FEZ MERDA.
Para intelectualoides esquerdistas fica fácil analisar agora.
São os engenheiros de obra pronta.
Os videntes do passado.
Essas crises são normais.
Umas maiores ,outras menores.
Depois de décadas deixando os mercados sem nenhum tipo de controle ,o(s) ESTADO(S) não deve intervir no sistema por DOGMA?
Besteira.
Tem que intervir sim.
Foi esse mercado arteiro que fez BILHÕES sairem da miséria nas últimas décadas.
Americanos,europeus de oeste a leste,asiaticos,e atá africanos.
A grande arte do mercado foi salvar grande parte da HUMANIDADE da fome.
Impossivel tão rápido.
Esse foi o erro dos mercados.
Tentar INCLUIR a humanidade RÁPIDO demais.
Easy please.
aspas no texto do SS Alemão
“talvez fosse doloroso, mas ao perder direitos trabalhistas, os trabalhadores teriam algo em troca. Sem aqueles direitos, a economia cresceria e novos e melhores empregos surgiriam. Confie em nós, sugeria o acordo”
O animal do alemão não merecia um post só pra ele no melhor blog do Brasil.
É o lado sombrio do Pedro Dória que faz isso.
As aspas acima são um escandalo.
Os trabalhadores(ai que cafona) abriram mão de direitos e desfrutaram do crescimento da economia por decadas.
Foi uma troca injusta.
Injusta para o lado-aspas-”oposto” aos trabalhadores.
Esses trabalhadores foram os maiores beneficiados pela criatividade dos mercados,PELA AVALANCHE DE CRÉDITO FÁCIL.
Esses trabalhadores compraram casas ,carros,tvs,computadores por causa do mercado.
Chega de hipocrisia esquerdista anti americanoide .
O mundo não vai acabar.
Os governos TEM sim que intervir,estatizar.
Sanear.
Colocar em cana os picaretas.
E privatizar de novo.
PARA QUE?
para que bilhoes saiam da miséria de novo nas proximas décadas.
Até a proxima crise.
Se eu não quebrar nessa vejo voces lá
vou melhorar o improviso acima e posto amanha..os mercados merecem
Meus caros.
Já que o Lucio ainda não tinha entendido o problema, apesar dos leves solavancos do sistema financeiro e das amáveis e candidas análises publicadas na imprensa do mundo todo, pensei que, em sendo mais incisivo dando-lhe um preste-atenção-rapaz, ele poderia finalmente entender.
Desculpem-me se alguem se ofendeu com o palavreado que usei, mas “ó meu deus” (eu ia dizer puta que pariu, mas alguem poderia se ofender), vocês quando indignados falam o que?
Caro Ray,
Menos. Não sou alemão. Nem sou de esquerda. Tua afirmação de que deve haver intervenção e estatização em mercados é que é de esquerda. Lá, nos EUA, seria caso para execração pública, um “red” de primeira. Aqui, nem tanto: um liberal com idéias heterodoxas, só isso.
Não sei em qual segmento de mercado você atua: eu sou jornalista. Comecei em 1989 como foca na Rádio Globo, e tinha carteira assinada. Estive no Estadão e na Folha (nesta, foi duas alegrias: quando entrei e quando saí) até 1996, e desde esta época não encontro mais um trabalho decente com carteira assinada. Tenho de ser um profissional autônomo (emitindo nota e pagando ISS), sem férias nem 13º salário, muito menos aposentadoria garantida. Vejo esta tendência no comércio e nos serviços, já detectado também em alguns nichos da indústria, gradualmente terceirizados. Sendo assim, sou um protagonista e uma testemunha desta tendência, que você insiste em recusar. Não reclamo: quem está reclamado - e muito - é a classe média norte-americana, que só agora (dez anos depois de nós) vê um achatamento igual. E reage, com razão.
A vc, Avatar1: tudo bem, são circunstâncias do debate acalorado… Ninguém (nem eu) deve ter visto mal. Perdoável.
“O mercado é uma criança.”
E você um debilóide.
Agora, quem diria, Os “frios banqueiros” que condenavam milhões de crianças à miséria como “um lei inevitável natureza”, estão querendo piedade.
Ora, faça-me o favor.
Vá se ralar nas ostras.
Maior abandonado, a ingenuidade do Ray é perdoável. Não é sempre que se vêem os postulados históricos de um sistema global serem despedaçados assim, como fumaça. Mas eu gostaria de deixar algo muikto claro a todos: ESTA CRISE NÃO É NEM SERÁ COMO AS OUTRAS! Veio para mudar profundamente a forma como as relações econômicas se darão, daqui pra frente. Ela é reflexo de um processo que culminou com a forma irresponsável como Wall Street e o governo norte-americano administraram o mercado nos últimos anos, mas teve suas raízes plantadas lá atrás, a começar com a crise do petróleo de 1973 (quando a política do FED na emissão de dólares se desvinculou de vez do conceito de metal adquirido, especificamente ouro). E naõ se iludam com este ou aquele comentário ou artigo: ninguém sabe ainda até que ponto chegará, ou como vai ficar depois.
Apesar da tua virulência, Ray, há que se concorda contigo em uma afirmação: as sociedades, as nações e os povos cresceram em função deste modelo de mercado mundial, umas vezes liberal demais, outras menos. E a grande questão neste momento - e que se discute enormemente em todo lugar - é que NÃO HÁ condições de oferecer qualidade de vida de padrão ocidental (primeiro mundo) a SEIS BILHÕES de pessoas no planeta. Mas o padrão que a cultura, a arte e a mídia vendem a todos é este, impossível de proporcionar. Esta é a grande mentira. Do mercado e da sociedade ocidental.
Quantos riem da Biblia e de Cristo mas 2000 anos se passáram e as suas palavras não são desmentidas : “pobres sempre os havereis de ter entre vós.” não adiantou a revolução industrial, os robôs, os trangénicos, a espetacular produtividade agricula etc etc.
Waldyr Kopezky ,
O “deus mercado” fica vendendo ilusões e um mundo de gente cainda na esparrela.
O sonho de ganhar na loteria ou de “entrar na panelinha” é a grande meta dos direitobas ingênuos.
Os espertalhões armam arapucas.
Bom papo aí pra cima.
Da pra tirar muita coisa, bom mesmo, o Kupfer que devia dar um pulo aqui.
:-)
Dura verdade…
Agora, fica difícil dizer que não há espaço para três bilhões de chineses, um bilhão (e lá vai fumaça) de indianos, milhões de russos e sulamericanos num modelo de sociedade amplamente disseminada pela mídia (cinema, TV, internet, etc.). Pior: atrelado a isto, vendeu-se a globalização como modelo de relações econômicas mundiais, em que todos os países ficariam seguros, se entrelaçados…
Aí vem a Rodada Doha e eles mantém o mercado deles restrito; vêm esta crise e eles privilegiam a sua elite. Quer dizer, era uma mentira, todo mundo atrelado a eles, mas eles não se atrelam a ninguém…
Porém, um caso raro de “justiça divina”: a economia doméstica dos EUA se encontrava por demais dependente de mercados estrangeiros (commodities, energia e produtos de baixo valor agregado, especialmente). Eles acreditaram na sua própria mentira, investiram nela e quebraram a cara.
Miguel, valeu a citação bíblica. Proftel, junte-se a nós.
Cassino????
Três bilhões de chineses? Qual a tua fonte Waldyr Kopezky?
A historia não acabou…
AOS animais esquerdistas acima
façam o seguinte
deixa quebrar.
deixa mesmo.
digam que intervir é que é coisa de esquerdista.
isso.
vocês,junto comigo vão perder aquela poupança de 645 reais na caixa economica que o avô de voces deixou de herança.
Ingenuo é esquerdista bobão.
que acredita que existe algum outro sistema possivel.
Animais que dizem que o SISTEMA põe criancinhas africanas na miseria.
Esse sistema.O ÚNICO POSSÍVEL ,salvou bilhões de criancinhas(ai que cafonérrimo)
Os outros exterminaram -nas
Deixa esse sistema quebrar pra ver oque é bom
ANIMAL.
com todo respeito.
Na CNN, depois de uma longa reportagem sobre a falta de oportunidades para aqueles que perderam emprego no mercado financeiro dos Estados Unidos. A emissora trouxe um analista, que disse que é a chance para muitos americanos trabalharem fora do país, com isso ganhando experiência internacional e aprendendo outro idioma. Que país ele sugeriu? Brasil.
KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
Meninho capitalismo vai para debaixo da saia da mamae Estado. E a mamae ESTADO não deixará quebrar. A SOLUÇÃO: ESTATIZAÇÃO DOS SISTEMA FINANCEIRO MUNDIAL!
VERITAS..animal…ou animoua
isso..tem que estatizar mesmo.
sanear.
botar em cana os eventuais criminosos e privatizar.
depois criar meios mais eficazes de fiscalização.
É normal.
PONTO.
Pax, acho q exagerei, parece que na Wiki a população é de 1,3 bilhão…Valeu a correção!
Veritas: oportunidade - por incrível q possa parecer - só aqui no nosso País. Os mercados de primeiro mundo estão saturados de gente qualificada, e aqui o grosso é de mão-de-obra sem qualificação.
Ray: de novo? Raiva é um componente indispensável à discussão somente qdo se propõe à expressão de uma idéia minimamente estruturada. Não te chamei de ingênuo, chamei de ingênua tua posição declarada. Não te conheço, a não ser pelo post. Essa forma de “vomitar” idéias como se fosse metralhadora, não leva a nada…
bichinha boba e desesperada, essa ray!
essa é boa: estatizar para privatizar kkkkkkkkkk E a sabedoria do mercado???Vai para baixo da saia da mamae ESTADO.
VERITAS…
alem de esquerdista bobão ,tem preconceito contra gays.
Bichinha é uma ofensa?
é errado ser gay?
é errado ser negro?
Um judeu, gay,negro,bobo,precisa ser desesperado?
me responda.
BBC - Grã-Bretanha anuncia pacote de US$ 880 bi para salvar bancos
O ministro das Finanças, Alistair Darling, passou a manhã dando entrevistas para explicar o pacote
O governo britânico anunciou detalhes de um pacote no valor de até 500 bilhões de libras esterlinas (o equivalente a cerca de US$ 880 bilhões) para resgatar o sistema bancário do país.
Eu sempre desconfiei do PIB inglês.
De onde eles tirararam tanto dinheiro assim de uma hora para outra?
Vai ver que também utilizam o mesmo contador dos EUA, um tal de Bill ” Bugsie ” Sacarfioti, dito Il Padrino, ou Baby Face, ou também I.N.R.I. Ou ainda, The Cleaner.
Coisa séria.
Talvez, Veritas, o Ray (em seu dezarrazoado) não esteja tão errado: teve uma entrevista com um ex-ministro sueco (a Suécia esteve numa situação de crise de capitais, há alguns anos) e eles fizeram isso: estatizaram (temporariamente!) os bancos, emitiram ações das instituições em nome do governo sueco (na proporção do montante assumido), bancaram o rombo com dinheiro público e sanearam o sistema. Depois da crise resolvida, eles revenderam os papéis emitidos (as ações) no mercado, que foram compradas pela iniciativa privada; Ganharam todos.
VERITAS
é tipo conhecido.
tipico animal que ganhou com os mercados
e agora perde muito.
quando ganhava a culpa peço ganho não era dos mercados.
a culpa pelo lucro era dele.
quando perde a culpa não é dele
é dos mercados.
animal
Marco, como eu falei num post acima, a crise é de capital e não liquidez. Imagina: vc acha que há 14 trilhões de dólares no mercado mundial, emitidos em moeda? Não, não há, mas esta é a dívida externa total dos EUA, antes da crise. Essa tal de “financeirização” da economia deu nisto: créditos que não têm relação com ativos do mundo real.
a crise é de LIQUIDEZ SIM
não fale merda por favor
Ray, se misturar economia com ideologia já é um negócio de merda pra postar (a tal da “privatização dos lucros e socialização das perdas”), pior fica quando vc ou qualquer outro mistura confrontação de argumentos com agressão verbal. Pára, pô! Fala o q pensa, sem agredir ninguém!
E, a propósito: quem falou que a crise é de capital foi o economista Paul Krugman, um férreo defensor do livre mercado. Por quê vc diz que não é?
Senhores,
1 - Briguinha boba não? O assunto é sério pacas. E podemos trocar boas informações aqui. Pensem.
2 - Há um ponto de concordância. Houve muita irresponsabilidade no mercado. Demais. E tudo indica que o grande culpado é lá pras bandas do Tio Sam.
3 - Já haviam feito uma dessas, com a bolha da Web. Deu no que deu, viraram pó vários IPOs feitos àquela época. E eram pra virar mesmo, eram só idéias que todos ficavam apostando no vazio. Plantar vazio em vento dá em nada mesmo.
4 - O mercado imobiliário é a bola da vez, o comércio ganancioso de carteiras de crédito que venderam mundo afora.
5 - Interessa saber, e até agora não se sabe direito, qual o tamanho desses podres que colocaram por aí.
6 - Todo poço tem um fundo. Mas no fundo há dois fundos. Um é o real: quanto se jogou dinheiro no mercado em empréstimos que não serão pagos. Isso tem um limite sim senhor. O outro fundo é o psicológico. Esse ninguém entende como funciona.
7 - A tropa toda entendeu o tamanho do pepino tarde demais. As reações dos governos/bancos centrais foi com delay maior que o que deveria ser. Mas acordaram.
Uma hora para. Que hora é essa? Não sei. Mas nessa hora é a boa hora de comprar ações de boas empresas.
Esse papo de capitalismo que acabou, da volta do marxismo e tudo mais é mais anacrônico que usar pinico e escarradeira no quarto. Foi-se.
Concordo com o Ray em vários pontos. Há que se estatizar várias coisas agora, colocar regras, sanear as casas e depois vender de volta.
Capitalismo selvagem é muito ruim. Por isso sou social democrata. Mas não me venham com papos marxistas leninistas que enche meu saco.
Não tenho nada contra pagar impostos altos, desde que eles se voltem para a sociedade. Já tá bom demais. Esse papo de ditadura do proletariado é pra bobo seguir ditador disfarçado. Aliás, apontem-me um que não foi assim que tiro meu chapéu.
waldyr com IPSILONGUI
se quiser trocar uma ideia clique no link abaixo
é mais rapido.
ia sair…não vou mais.
de uma lida antes para saber do que se trata.
se quiser váno chat.estarei te esperando.
será uma honra
http://entouragetrading.blogspot.com/
Waldyr Kopezky, eu estava apenas tentando fazer uma fina ironia com o Maior Abandonado, que durante sua estadia na Feben produziu a pérola abaixo:
” Eu sempre duvidei do PIB norte americano.
Fui contador por muito tempo e tive conhecimento dessa tal técnica de “maquilar” balanços.”
E a crise TAMBÉM é de liquidez.
Mas vamos ficar com minha fina ironia, quando hábeis contadores ( sic) são capazes de - milagre! - ” produzir ” uma riqueza fictícia.
Matrix, e seu mundo virtual-irreal, ao que parece continua a fazer sucesso nas mentes iluminadas dos que tomam surrealismo puro na veia, para melhor suportar seus desejos insatisfeitos ( ficou parecendo letra de tango..)
abs,
ma
Pax, aí valeu. Já dá pra trocar idéias.
No meu entender: nunca houve uma crise como esta. Porque 1. outras crises sistêmicas (como a de 29, a mais famosa) eram restritas a mercados específicos, em situações de convergência puntual (dá pra entender?acho q não, mas não sei colocar de outra forma) - 2. nunca houve um entrelaçamento tão grande das economias mundiais como há hoje, e a interdependência cria um “efeito dominó” que não existia no mercado anterior à globalização.
Por isso, acho que o fim do túnel está longe, e ninguém sabe como vai ser depois. Sem catastrofismos, vale dizer que vai ser muito diferente do que se vê hoje, que é uma economia de mercado fundada na criação de mecanismos de aquisição de capital, seja ele real ou “fictício”. Agora, mercado sempre vai ter, não estou discutindo ou condenando o capitalismo. Até porque já não há mais comunismo.
Ray, será uma honra. Irei depois.
Marco: eu vi tua ironia. No Blog do Mino Carta tem uma descrição “deliciosa” da Cosa Nostra, já que tua familiaridade com os “capo” ficou nítida. Veja lá.
Mas eu concordo com o Krugman, qdo ele diz que a crise não é de liquidez: empresas que produzem continuam atuando, isto é: fazendo produtos, vendendo e gerando lucros. O problema (que surgiu no mercado imobiliário dos EUA) foi criar créditos a partir de sobrevalorização de ativos (imóveis) superestimados, fazer papéis com isso e vender no mercado. Aí, o mercado pensou que houvesse um aporte de capital para esta emissão, e comprou. Aí contaminou todo o resto da cadeia econômica, inclusive a cadeia produtiva. Porque o empresário - para fugir da sazonalidade do segmento em que atua - especula com os tais papéis “derivativos”. Então, o bom produtor esperava investir em algo sólido, mas colocou seu lucro em algo que não vale mais nada, era fumaça. E está feita a desgraça.
Gente, o papo tá bem, mas agora eu me vou. Abraços a todos, e até!!!!
The £50 Billion British Bank Bailout (Published in Your Money on 8 October 2008)
What has the government done? How much extra cash will banks get? At £2,000 per household, will it steady the banking ship?
Last night, the government agreed a rescue package for British banks, revealing the details in a London Stock Exchange announcement at 7:30 today.
What do we get for our money?
The £50 billion bailout consists of:
1. An immediate loan of £25 billion for eight lenders, in order to boost their regulatory capital.
2. An extra £25 billion, in return for preference shares in these lenders (these shares pay a high, fixed rate of interest and rank ahead of ordinary shares).
3. The Bank of England’s Special Liquidity scheme will be increased from £100 billion to £200 billion. This allows lenders to borrow short term from the Bank by pledging high-quality assets (usually packages of mortgages or other loans).
4. In order to persuade banks to ‘unfreeze’ the inter-bank lending market, up to £250 billion in loan guarantees will be available at commercial rates of interest and for a fee.
This is really important as banks haven’t been lending to each other. Now Bank A might now be willing to lend to Bank B as the government will pay back the loan to Bank A if Bank B went bust.
However, bank bosses have to pay a price for these concessions: to join the bailout, they need to agree to a new charter on executive pay and ordinary share dividends. Also, future returns to bank shareholders will be lower, thanks to dividend cuts and the dilution of their stakes. The following lenders have signed up to the scheme:
* Abbey (owned by Spanish bank Santander)
* Barclays
* HBOS (set to be taken over by Lloyds TSB)
* HSBC
* Lloyds TSB
* Nationwide BS
* Royal Bank of Scotland
* Standard Chartered
HM Treasury confirmed that other banks and building societies can request to join this safety-net. Then again, global giant HSBC has no need to tap the government for extra capital. HSBC is bigger than all of its UK rivals combined, and is awash with cash, thanks to its strong presence in regions with strong savings traditions, such as the Middle East, Far East and Asia.
Darling does a Buffett
Of course, the government’s new investment in the banks far from guaranteed — it could make or lose money for taxpayers. If the impending recession is longer and harsher than expected, then banks will be hit hard by bad debts. Thus, we taxpayers could end up bearing substantial losses from our new semi-nationalised banks.
Then again, the government has done something smart: it receives preference shares in the banks. As these rank higher than ordinary shares, they are a safer bet. Indeed, ordinary dividends would have to cease and other shareholders be completely wiped out before taxpayers lose a penny, which is only fair. Thanks to their high, fixed rate of interest, I expect us to do well with these ‘prefs’.
Indeed, the world’s greatest investor, Warren Buffett, recently bailed out two iconic American firms in similar fashion. His cash-rich firm Berkshire Hathaway handed over $5 billion to investment bank Goldman Sachs, plus a further $3 billion to industrial giant GE. However, these cash infusions came at a price: Buffett gets preference shares which, if these firms’ shares recover, could make him 17%+ a year!
But will it be enough?
Who can say? By offering extra capital and vast liquidity to the banks, this may unblock the money markets, reduce inter-bank interest rates, and encourage banks to lend to each other again. In this scenario, credit for businesses and individuals should become cheaper and more widely available. For now, this should stop the immediate panic about the security of British banks, but how will things be in a year’s time?
Nevertheless, the government can play a very long game, holding these assets for years, or even decades, until they recover in value. Sweden bailed out its banks in this way in 1992, and made a profit for Swedish taxpayers. So, while this plan may be a short-term lemon, it could prove to be a long-term cherry.
Finally, with around 25 million UK households, this £50 billion rescue works out at £2,000 per dwelling added to our national debt. Thus, in effect, this partial nationalisation gives us all a stake in these lenders. Hence, we mustn’t allow them to take our money and then lend it back to us at steep rates of interest. That really would take the biscuit!
PS: One piece of good news: the government has guaranteed all £4.5 billion of savings in failed Icelandic bank Icesave (and plans to sue the Icelandic government for withdrawing its savings safety-net). That will be a huge relief to 350,000 Icesavers!
PPS: The Bank of England has cut its base rate from 5% to 4.5%.
Duvidar do PIB norte-americano?
Que heresia, heim Ray.
Se ainda houvessem fogueiras, ou apedrejamentos, você ficaria na primeira fila, não é mesmo?
Pois saiba que o próprio Pedro Doria tem um ótimo artigo a respeito do assunto - os trilhões de dólares, sem lastro, espalhados pelo mundo.
Boa parte do famoso PIB norte-americano é formado apenas pela “credulidade” de milhões de pessoas.
Se essa credulidade for para o brejo, a coisa vai desinflar, e muito.
Qualquer um sabe que os países da Ásia cresceram nas últimas décadas mas sem liberalismo algum - o mais liberal, o Japão, foi mediocre. Era só que me faltava, dizer que a especulação financeira é responsável pelo crescimento do mundo. É o contrário, ele sugou a riquesa do mundo para uma classe de super ricos.
Pra mim, caiu o muro de Berlim do neoliberalismo. Gente, sou Cassandra, não Poliana, mas veja a coisa pelo lado bom: sem comunismo sem neoliberalismo. Promete.
que isso????
nao acredito…o PD dizendo que os bancos “cometeram monstruosidades”????.. e é o mesmo PD que a uns dias defendeu banqueiros de unhas e dentes quando eu o provoquei num debate que envolvia judeus, shylock, usurarios, shakespeare e assuntos afins???
nada como a coerencia e consistencia de nossos escribas..comovente
Lendo alguns comentários dos coleguinhas de palpite, neste tópico provocado por um texto europeu, vejo que nada mudou: os sábios (que apóiam o capitalismo, obviamente) se julgam ainda mais sábios, todo o mal do mundo deriva dos socialistas, que, afirmavam os mesmos sábios, estavam extintos há mais de duas décadas.
É a velha arrogância de sempre. Os EUA, profundamente religiosos, têm duas deusas que são cultuadas com fervor: a Hipocrisia e a Ganância. E uma única forma de servi-las: a Arrogância. E os brasileiros tolinhos que se julgam estadunidenses enchem a boca e repetem a baboseira de sempre do economês, o latim da religião estadunidense, que os plebeus ignoram. Gente, será que vocês não se dão conta de quão ridículos soam querendo ser mais realistas do que o rei? Para eles, vocês são e sempre serão “latinos”, cucarachos, baratas. Sub-raça, enfim, visto que nos EUA o racismo sempre fala mais alto. E nós aqui tendo que aturar esses latinos que defendem os wasps, como cachorrinhos pulando insistentemente para tentar chamar a atenção do dono…
Enquanto isso, descreve o Lucas Mendes em sua coluna na BBC, ouvem-se gritos de desespero em milhões de lares estadunidenses, de costa a costa, porque, seja de quem for a culpa, eles perderam tudo e mais alguma coisa…
Alguém pode me explicar?
A Grã Bretanha vai lançar um pacote salvacionista de 500 bi de libras?
Maior que o dos States?
Aonde os ingleses enfiaram tanto dinheiro assim?
Calma senhores. Muita calma nessa hora. Catastrofistas de plantão é o que mais se acha fácil por aí.
O que interessa pra mim é:
- Quais foram as causas? aqui estamos chegando perto
- Qual o tamanho do problema? aqui há dúvidas enormes mas parece que é coisa de alguns trilhões de USD, não sei quanto, alguém tem alguma info confiável? Diga a fonte, por favor.
- Quais as possíveis soluções? claro que uma delas é injetar dinheiro no mercado de crédito e salvar as principais instituições financeiras indispensáveis para o mundo rodar e investir, outra é regulamentar um bocado essa mercado e jogatina, mas há mais discussão aqui, boa discussão.
- Quanto tempo essa solução demora pra ser implementada e a roda voltar a rodar? outra dúvida, alguns dizem que dura 6 meses, outros 1 ano, outros 3 anos… aqui o chute é livre sim, é futurologia braba
- Qual o impacto global até essa solução ser implementada? (EUA, Europa, Ásia, Emergentes, Pobres e especialmente no Brasil) sabemos de uma evidente retração geral na economia, os EUA compram menos, China vende menos, cresce menos, Europa estagnada faz um tempo, Brasil que vende pra China e pra Índia vende menos porque EUA compra menos da China, onde está a dinheirama do Japão? etc
- O que se pode fazer pra não incorrer no mesmo problema de novo? Outra boa discussão, que tipos de regulamentação, estatização de algumas empresas do mercado financeiro, por quanto tempo, de que forma etc
- O mais importante: O que aprendemos com isso? Que transição passaremos após essa crise? Pra onde vamos? O mundo parece não funcionar tão bem assim com o capitalismo selvagem de um lado e o comunismo anacrônico do outro e uma boa metade do mundo passando fome ou quase, o planeta indo pro espaço, os recursos naturais mais básicos sendo exauridos (terras, água limpa, ar respiráve, o tal do aquecimentol), a energia como equação quase insolúvel, a ganância que estimula o consumo desenfreado ao mesmo tempo em que soluções tecnológicas aparecem aos quilos todo santo dia.
Só pra deixar uma provocação: todas as grandes transformações do planeta juntaram algumas peças: recursos na mão de poucos, enormes conflitos sociais e inovações tecnológicas (prensa, máquina a vapor, internet?).
Momento bom de pensar. Muito bom mesmo. Melhor que ficar agredindo um ao outro sem o menor sentido a não ser despejar angústias pessoais. Todos temos as nossas, mas cada um deveria aprender a lidar com as suas.
Genital Lacerda, este tipo de comentário eu não deveria nem responder, mas dado que o maniqueísmo impera…
1. Eu não disse que banqueiros cometeram monstruosidades. Vê as aspas? São os sinais gráficos que usamos para indicar que a fala é de outrem.
2. Eu acho que muitos banqueiros cometeram monstruosidades. Isto não quer dizer que todo texto publicado neste Weblog entre aspas contenha algo com o que eu concorde.
3. Nem todos os banqueiros cometeram monstruosidades.
4. Naquela discussão, o que estava em jogo era um estereótipo de judeus do século 16. Um estereótipo, diga-se, que Shakespeare estava tentando desconstruir na peça.
5. Isto posto encerro minha participação quanto este assunto. Grazie.
A crise continua até encontrarem um outro lastro tão lucrativo quanto as ações do mercado imobiliário pq os papéis sujos vão deixar um rombo no mercado financeiro impossível de cobrir através somente da auto-regulamentação. Portanto a intervenção dos governos, mesmo que alguns acusem de atrasada, é mais do que necessária e deveria ser ainda mais pesada.
Ou não.
O que seria mais interessante seria encontrar um lastro não tão lucrativo a curto prazo, mas que gere condições de fornecer crédito para as empresas ou governo, mas que seja sólido e eficiente para gerar lucros médios a longo prazo e acabar com essa palhaçada de fortunas bilhonárias concentradas na mão de poucas pessoas ou instituições, e assim ter mais gente tendo condições de produzir e consumir.
Já que é inevitável que os prejuízos sejam socializados, que a recuperação do bom funcionamento do mercado seja socializado também.
minha opinião.
Olá Pedro, boa noite!
Leio tanto e tanto e tanto vindo dos economistas, jornalistas, analistas… mas nada vindo dos cientistas sociais, dos psicologos sociais, dos economistas comportamentais. É antes de mais nada uma crise causada por “ganância” e pelo extremo isolamento no qual o ser humano hoje vive dentro dos grandes centros urbanos, o que fez com que haja uma grande indiferença entre as pessoas.
Onde estao os cientistas sociais?
Sou eu!
Lucio, você diz que prefere crises cíclicas à “crise permanente” de uma economia estatizada.
Mas, lembremos, apenas por uma questão de contextualização, que na Rússia pré-revolucionária, a maior parte da população vivia em condições deploráveis.
Digo isso porque, para muitos, parece que foi o comunismo que empobreceu e enfraqueceu a antes vigorosa economia russa… nada mais enganoso!
Durante algumas décadas, a taxa de crescimento econômico da União Soviética foi excepcional, bem acima da americana e da média global. Esse crescimento permitiu que rivalizasse, em termos militares e tecnológicos, com a maior potência capitalista…
Tá certo que a parada acabou dando errado, mas falar em “crise permanente” parece pra lá de hiperbólico…
Abs!
Tá em Inglês, mas é muito engraçado.
NEW STOCK MARKET TERMS
CEO –Chief Embezzlement Officer.
CFO– Corporate Fraud Officer.
BULL MARKET — A random market movement
causing an investor to mistake himself for a
financial genius.
BEAR MARKET — A 6 to 18 month period when
the kids get no allowance, the wife gets no jewelry,
and the husband gets no sex.
VALUE INVESTING — The art of buying low and selling lower.
P/E RATIO — The percentage of investors wetting their
pants as the market keeps crashing.
BROKER — What my broker has made me.
STANDARD & POOR — Your life in a nutshell.
STOCK ANALYST — Idiot who just downgraded your stock.
STOCK SPLIT — When your ex-wife and her lawyer split
your assets equally between themselves.
FINANCIAL PLANNER — A guy whose phone has been
disconnected.
MARKET CORRECTION — The day after you buy stocks.
CASH FLOW– The movement your money makes as it
disappears down the toilet.
YAHOO — What you yell after selling it to some poor sucker
for $240 per share.
WINDOWS — What you jump out of when you’re the sucker
who bought Yahoo @ $240 per share.
INSTITUTIONAL INVESTOR — A one time investor who’s
now locked up in a nuthouse.
PROFIT — An archaic word no longer in use.
eu quero but para ganhar de todos