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México quer descriminalizar drogas

October 4th, 2008 · · 72 Comentários

O presidente mexicano Felipe Calderón quer descriminalizar o porte de drogas. Sua proposta de lei funciona assim: quem for pego com uma quantidade pequena e se comprometer a fazer um tratamento para combater o vício não terá pena a cumprir. Por quantidade, entenda-se 50 miligramas de heroína, 2 gramas de maconha, 500 miligramas de cocaína e 40 miligramas de metanfetamina.

Seu problema é de ordem prática. O tráfico de drogas, no México, é sério e não à toa. Serve de porta de entrada para os EUA. Os recursos policiais não são muitos. Ir atrás de consumidor é um dreno no esforço. Enche as cadeias, produz criminosos e não muda em nada a situação do país.

Há alguns anos, o Congresso mexicano aprovou uma lei muito parecida. A diferença é que não exigia um tratamento médico. O lobby norte-americano para que fosse revertida foi intenso e o então presidente Vicente Fox derrubou a lei.

Uma nota: aqui na Califórnia, o uso de maconha medicinal é legal. A polícia não se dá ao trabalho de checar quem tem receita médica. Ninguém fuma nas ruas mas há regiões consideradas livres. No Golden Gate Park, em San Francisco, as pessoas se reúnem para fumar baseados sem que exista qualquer repressão. Embora existam traços da cultura hippie que nasceu aqui, não é um clima Amsterdã. A poucos metros de distância há crianças brincando e os pais não parecem estar preocupados.

Tags: EUA · México

72 Comentários até agora ↓




  • 1 Sem Filtro // 4/October/2008 às 14:20

    Ja fumei ali no Hippie Hill, aquele morrinho vip do Golden Park …

  • 2 Chesterix-Darlymple (velho colega) // 4/October/2008 às 14:21

    de novo o problema, vai poder comprar…mas não vai poder vender.

    Dizem que a Philip Morris já está adiantada em suas “plantations” de linho-cânhamo….

  • 3 Maricota // 4/October/2008 às 14:26

    Quando vim morar em Barcelona achei estranho que todo mundo fumasse maconha sem problemas no parque da Ciudadella em pleno domingo à tarde. Mas depois de cinco anos acho normal, nem as crianças nem as pessoas que nao fumam se sentem inconfortáveis. Isso nao diminui o fato de que a Espanha é o país onde mais se consome cocaína na Europa e isso é preocupante. Estou de acordo com a medida mexicana e acho que funcionaria bem no Brasil também, mas é a sociedade é que é repressora e nao ia achar tao boa idéia.

  • 4 Maricota // 4/October/2008 às 14:28

    Chester, aqui na Espanha cada um pode ter até duas plantas em casa. Tem gente que faz plantaçao, a polícia descobre e prende. É o estado de direito.

  • 5 Thiago // 4/October/2008 às 14:45

    Equador legalizando o casamento gay, México descriminalizando as drogas… E aqui no Bananão a mesma e boa velha elite reaça - que fez com que fossemos o último país do mundo a abolir a escravidão - diz que a solução para as bichas e os drogados (que no fundo são a mesma coisa, né não?) é porrada e cadeia…

    Triste trópico.

  • 6 Rodrigo Castro // 4/October/2008 às 15:11

    A iniciativa é louvável, mas com essas quantidades, 2g de maconha e 1/2g de cocaina não vai ajudar muito, cansei de ver usuário de fim de semana com mais de 20g de maconha, pra levar pra acampamento, praia, etc. Educação séria e mais liberdade acho que são muito melhores pra sociedade.

  • 7 Alexandre Gentil // 4/October/2008 às 15:26

    “quem for pego com uma quantidade pequena e se comprometer a fazer um tratamento para combater o vício não terá pena a cumprir. ”

    Poderia ter aqui no Brasil. Poderia.

  • 8 Fabiano // 4/October/2008 às 15:41

    É, poderia. Mas haja clínica…

  • 9 Matheus // 4/October/2008 às 15:42

    Pois é, Thiago, mais uma vez seremos os últimos a abolir a escravidão.

  • 10 Chico Motta // 4/October/2008 às 16:19

    como é um clima Amsterdã? do que sei não há problemas para crianças circularem por causa de um ambiente de drogas por lá…

  • 11 Brancaleone // 4/October/2008 às 17:08

    Estes posts rendem.

    Cá prá mim, o sujeito que acha que sua vidinha é tão merdinha, tão mediocrezinha, tão insignificantezinha que precisa ser tocada à drogas, deve mais é ter direito a eutanásia…

    Aliás o governo deveria distribuir drogas gratuitamente, misturando a elas generosas porções de estricnina…

    Matando-se os viciados, acabam-se os traficantes. Simples solução capitalista: Sem consumo não existe produção…

  • 12 Abestado // 4/October/2008 às 19:02

    Brancaleone - Matando-se os viciados, acabam-se os traficantes. Simples solução capitalista: Sem consumo não existe produção…

    Abestado - Libera geral, acaba com o monopólio e assim se destrói as grandes corporações da produção e do tráfico. Simples solução capitalista: Lei da oferta e da procura, se há muita oferta, o preço cai, deixa de ser uma atividade extremamente lucrativa e causa desinteresse em se produzir. :o))

  • 13 bitt // 4/October/2008 às 19:28

    Branca, saludos! :c)

    A questão não é essa, meu bom! As questões neurofisiológicas, psicológicas ou existenciais que podem levar um sujeito a querer consumir qq droga, lícita ou não, são problemas q devem ser tratados no âmbito da medicina, psicologia, sociologia ou sei lá eu o quê. Tenho certeza q vc não sua droga alguma e nem por isso é mais ou mns feliz. O q não cabe é usar a palavra “viciado” para classificar de cambulhada todos os usuários. Tenho certeza q vc se liga em cerveja, vinho, uísque ou tudo isso. Vc topa ser chamdo de “alcóolatra”, “bebum”, “pé-de-cana” ou quetais? E não. E olha q gosto mto de vinho tinto, a ponto de conseguir beber uma garrafa sem maiores traumas (bem… digamos, sem maiores dores-de-cabeça, dependendo da zurrapa q me oferecerem).

    O problema é q a criminalização do consumo é um problema visto q joga o usuário numa linha fronteiriça à marginalidade, ainda q seja mero usuário eventual (como mta gente q vc conhece provavelmente é, às escondidas). Ninguém trata um alcoólatra ou tagista como criminoso. Já o maconheiro ou cocainômano é, pois o consumo assim é tratado pela sociedade. Tamb existe uma linha entre consumidores e consumidores. Meu vizinho aqui em BHz, um arquiteto de uns 35 anos aperta regularmente seu baseado, na janela. O pessoal do prédio torce o nariz, mas não diz nada, pq o sujeito é boa gente - sabe como é, um cidadão útil. Já a turma do morro aqui perto, inclusive alguns prestadores de serviços, qdo são apanhados fumando… Bem, se tiverem sorte, levam apenas uns tapas da PM. São cidadãos sempre meio periculosos, inconfiáveis, essas coisas.

    Deixarão de ser, caso o consumo seja descriminalizado? Suponho q não, mas pelo mns não serão tratados como marginais, não por esse motivo.

    Acho q a mera descriminalização não resolverá o problema, mas pelo mns permitirá identificar mais rapidamente os doentes reais, e q pelo mns alguns recebam tratamento adequado, como acontece com alcoólatras e tabagistas. Não é uma questão simples. O acoolismo está aí, a droga pode ser comprada em qq esquina, por qq criança. É uma praga. O tabagismo, a mm coisa. Mas campanhas bem feitas , apoiadas em abordagens sérias, conseguiram fazer o consumo de cigarros cair em qase 30 por cento, no últimos dez anos. Com o álcool, a situação é mais complicada, pq é bem visto socialmente. Mas a proibição de anúncios já teve algum efeito.

    Pessoalmente, acho q a descrimnalização redime o usuário, mas não resolve o problema da criminalidade urbana, q tem as drogas ilícitas na raiz. Acho q seria bom se a Phillip Morris, a American Tobacco ou a Tradicional (de Uberaba) passasse a poder vender cigarros de maconha. Mas esse é outro papo…

  • 14 bitt // 4/October/2008 às 19:31

    “Vc topa ser chamdo de “alcóolatra”, “bebum”, “pé-de-cana” ou quetais? Eu não. E olha q gosto mto de vinho tinto, a ponto de conseguir beber uma garrafa sem maiores traumas”

    A falta de uma letrinha truncou o sentido e o conteúdo. Normalmente não me toco, mas nesse tema… :c)

  • 15 Alba // 4/October/2008 às 19:49

    bitt, querido,

    Nesse tema, lembro o bom filme “Traffic”, em que Steven Soderbergh tenta analisar a questão, via fornecedores (México) e consumidores (EUA). O caso é, se me lembro direito, apesar do roteiro bem amarrado e coisa e tal, a ponta do “consumo” fica faltando. De alguma forma, dá a entender, apesar da filha do procurador ser viciada e coisa e tal, que a questão toda passa simplesmente pela demonização “light” dos produtores e exportadores - todos latinos. E ignorando solenemente a tal lei do mercado a que se refere o Josué. Como se os EUA não fossem o maior consumidor. :((

    A propósito, sou mesmo uma patética tabagista.:))

  • 16 bitt // 4/October/2008 às 19:56

    Abinha, bons ventos nos reunam a todos! :c)

    Bem lembrado, o filme de Sordenberg. Existem alguns livros q abordam seriamente a questão, inclusive um, com um ponte de vista interessante, q fez sucesso uns três ou quatro anos atrás - “Freaknomics”.

    Não fique triste por ser tagista… Parei de fumar qse 30 anos atrás. Aproveitei uma faringite para jogar o maço de Roliúdi (o vermelhinho, lembra?) fora.

    Nunca me arrependi. Suponho q vc terá sua chance, mais cedo ou mais tarde.

  • 17 Alba // 4/October/2008 às 20:13

    bitt,

    Quer saber? Sou do contra. Quanto mais as pessoas me discriminam (e a discriminação é pesada) mais fico irritada.

    Afinal, o tabagismo não só foi socialmente aceito, mas até incentivado como peça de composição de charme (vide Róliúde).

    Aí, vira o vilão da festa. E o chato é que cada tabagista passa a ser tratado como facínora. Impressionante a capacidade das pessoas de se desviar dos temas MAIS importantes, desde que a campanha em questão seja devidamente trombeteada.

    Bão, mas eu sei que fumar faz mal e tudo mais. Chato é que tenho uma saúde de ferro. :))

  • 18 caceta // 4/October/2008 às 20:30

    Tem que liberar tudo e botar o preço alto, com muitos impostos…
    De cara acaba com a razão de existir dos traficante e enriquece os governos.

    No começo, o pessoal vai adorar, mas depois vai ficando caro e as pessoas vão vendo como é ridiculo…é como o cigarro, daqui a pouco só doentes e teimosos (como a alba) vão continuar fumando. A coisa (cigarro ou drogas, pode escolher) foi glamourizada mas é ridícula como coquetel de camarão…quem tem mais de 40 sabe como era “chic” coquetel de camarão, cigarro e on the rocks!
    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

  • 19 faraó // 4/October/2008 às 20:34

    O pior problema que a droga à sociedade não é o consumo da droga pelos usuários, é o convívio com os traficantes.
    Os traficantes matam e lesam MUITÍSSIMO MAIS do que as drogas.

    O convívio íntimo que a população brasileira tem com os traficantes, faz dela refém dos marginais.

    Com isso a sociedade sofre muito mais na mão dos traficantes do que sofreria se a droga fosse liberada e vendida pelo Ministério da Saúde.

    PELA DESCRIMINILIZAÇÃO DAS DROGAS E O FIM DOS TRAFICANTES ! ! ! !
    PELA DESCRIMINILIZAÇÃO DAS DROGAS E O FIM DOS TRAFICANTES ! ! ! !
    PELA DESCRIMINILIZAÇÃO DAS DROGAS E O FIM DOS TRAFICANTES ! ! ! !

    É muito mais fácil lidar apenas com o problema do drogado (esse um problema inevitável), do que ter que lidar também com o problema do tráfico, o traficantes e tudo o mais que isso representa (esse um problema evitável).

    PELA DESCRIMINILIZAÇÃO DAS DROGAS E O FIM DOS TRAFICANTES ! ! ! !
    PELA DESCRIMINILIZAÇÃO DAS DROGAS E O FIM DOS TRAFICANTES ! ! ! !

    E PELO FIM DO VOTO OBRIGATÓRIO !!!! (outra praga que assola o Brasil).

  • 20 Alba // 4/October/2008 às 20:46

    faraó,

    Concordo com você! Viuge, pensei que jamais fosse escrever tal coisa :))

  • 21 marco // 4/October/2008 às 22:00

    No Golden Gate Park, em San Francisco, as pessoas se reúnem para fumar baseados sem que exista qualquer repressão. A poucos metros de distância há crianças brincando e os pais não parecem estar preocupados.

    Isso não é nada.

    Os Incas levavam suas crianças até a pirãmide para assistir aos sacríficios

    Todas se transformaram em adultos rensponsáveis, e algumas, com mais potencial e talento, chegaram mesmo ao alto posto de sacerdote.

    Os Incas como se sabe inventaram o papel, a imprensa e a pólvora. Povo perfeito.

  • 22 Abestado // 4/October/2008 às 22:08

    Por falar em drogas, qual a relação das siglas THC com FHC?
    É só a coincidência do “HC”?

  • 23 HRP SUPER! // 4/October/2008 às 22:24

    Vão fumar essa merda na casa de voces…….Ô cheiro desgraçado de ruim!
    AHAHAHAHAH….Faraó….cala-te!

  • 24 Fabio Passos // 4/October/2008 às 22:37

    Grande Carlos Santana!

    Amigo da Cannabis…

    Santana - Soul Sacrifice
    http://www.youtube.com/watch?v=XnamP4-M9ko

  • 25 Fabio Passos // 4/October/2008 às 22:44

    Esta é classica…

    Santana - Oye como va
    http://www.youtube.com/watch?v=q3XSXvas7wY

  • 26 Fabio Passos // 4/October/2008 às 22:46

    Brujeria curtindo uma… saca só o tipo dos figura.

    Brujeria - ”Don Quijote Marijuana”
    http://www.youtube.com/watch?v=cNN_r1UFLik

  • 27 faraó // 4/October/2008 às 23:05

    Pela descriminalização do HRP também ! ! !

  • 28 Fabio Negro // 4/October/2008 às 23:29

    É: qual é o “clima Amsterdã“, Pedro?

  • 29 SergioSikeira // 5/October/2008 às 0:19

    PELA DESCRIMINILIZAÇÃO DAS DROGAS E O FIM DOS TRAFICANTES ! ! ! !
    É a receita perfeita para acabar com a violência nas grandes cidades brasileiras.
    Lógico que não podendo mais vender drogas todos os criminosos envolvidos com o tráfico vão desistir de suas vidas de crime.
    No dia seguinte estarão todos de currículo na mão batalhando um emprego para viver como um cidadão respeitável, cumpridor de suas obrigações e pagador de impostos.

    Falando sério, pode-se até ser a favor de liberar as drogas para se focar no combate às causas do problema (como no alcool) ou pela convicção que todo cidadão adulto deve ser livre para fumar ou cheirar o que quiser.
    Mas achar que vai diminuir a violência nas nossas cidades (que tem profundas raízes culturais e sociais) é muita ingenuidade.

  • 30 faraó // 5/October/2008 às 0:32

    Raiz cultural para a violencia? Raiz social para a violencia?
    Taquiparil…. existe isso?
    Só se for a farra do boi.

  • 31 SergioSikeira // 5/October/2008 às 1:12

    A parte da lei mexicana que exige tratamento médico para quem for pego com drogas é ridícula.
    A maioria sos usuários de drogas não é viciado e um tratamento contra o vicio só dará resultado se o paciente estiver querendo de se curar.
    Não faz sentido gastar recursos médicos com quem não precisa ou não quer se tratar.

    Faraó, quanto às raízes:
    sociais - má distribuição de renda, exclusão social, herança escravagista;
    culturais - pouco apreço pelas leis, exaltação da malandragem, falta de reconhecimento do trabalho como um valor fundamental.

  • 32 Theo // 5/October/2008 às 2:47

    Eu sou a favor de liberar todas as drogas, fuma quem quer, cheira quem quer, quem sou pra dizer o que o outro tem que fazer da vida dele ou não???

    O DEA to ano vem multiplicando o orçamento e o consumo só aumenta, o que há de se fazer então??

    Libera essa porra!!

  • 33 Credun Fas // 5/October/2008 às 2:57

    “Isso não é nada.

    Os Incas levavam suas crianças até a pirãmide para assistir aos sacríficios

    Todas se transformaram em adultos rensponsáveis, e algumas, com mais potencial e talento, chegaram mesmo ao alto posto de sacerdote.

    Os Incas como se sabe inventaram o papel, a imprensa e a pólvora. Povo perfeito.”

    Marco acaba de de levar o Prêmio Joselito para casa…

    corta o fumo Marco porque dá dando na pinta…

  • 34 Linda // 5/October/2008 às 3:01

    Na prática, a maioria dos juízes libera quem é pego com pequena quantidade de drogas no Brasil (para consumo próprio). Impõe ir ao psicólogo judiciário para tratamento. E este dedura quando o usuário falta à sessão. rs

  • 35 Linda // 5/October/2008 às 3:07

    # 19 - Pelo voto obrigatório e pela responsabilidade social. Favor ir ao “Open thread de sábado” # 100 e 101.

  • 36 Linda // 5/October/2008 às 3:08

    Desculpem-me, # 99 e 100.

  • 37 Pedro Ferreira // 5/October/2008 às 3:39

    Vejo muito preconceito nesses comentários.

  • 38 Maricota // 5/October/2008 às 6:50

    O grande ponto da lei que descriminaliza é o fato de liberar a polícia e seus escassos recursos para ir atrás dos traficantes. A obrigaçao de fazer tratamento médico é uma forma de obrigar a polícia levar o consumidor ao distrito, levar uma bronca do xerife e se acabou. Na prática vai acontecer o que o Pedro disse que acontece na Califa, se a polícia ve um grupo fumando nem liga, nao vai ver que quantidade tem. Só se alguma criança dedo-duro vai lá e chama o guarda que tá de ronda - vi isso acontecer na praia aqui em Barcelona. Mas é raro, a polícia fica liberada pra cuidar de coisas mais importantes e nao vai ficar contando por aí quanta gente prendeu por consumo. Isso por si só nao melhora nem piora a violência na cidade, mas pelo menos poe o foco do problema onde tem que estar.
    Quanto ao clima Amsterdam, pelo que sei só se pode fumar maconha dentro dos “coffee shops” e por todos os lados há informaçao sobre o consumo e os riscos para a saúde das drogas. Na Holanda é muito mais cada um por si e provavelmente se você tiver um treco no meio da rua porque tomou um ácido mais forte ou porque a p* da maconha era muito química as pessoas vao comentar baixinho que cada um cada um e cada um com seus problemas.

  • 39 Rolando // 5/October/2008 às 8:56

    Thiago escreveu no # 5:
    “E aqui no Bananão a mesma e boa velha elite reaça - que fez com que fossemos o último país do mundo a abolir a escravidão - diz que a solução para as bichas e os drogados (que no fundo são a mesma coisa, né não?) é porrada e cadeia… ”

    Se disserem que no Brasil as coisas não acabam, mas definham, eu concordo. Agora também acho que esse argumento da “velha elite” para todos os males do Brasil é rasteiro demais.
    É como se o país só dependesse delas, que o povão não pensa ou não é racional, que precisa de uma cúpula de gente esclarecida (uma elite “progressista”) para ditar os rumos que devem ser seguidos. Isso é muito esquerda para mim.
    Não creio que a proibição de drogas, cassinos, casamento gay seja culpa de um ou outro setor. É uma questão nacional. E se você consultar qualquer pesquisa de opinião, essa suposta resistência ao “liberou geral” vem dos segmentos menos privilegiados em termos econômicos e educacionais.

  • 40 João Daltro // 5/October/2008 às 9:26

    Nenhum problema é mais fácil de resolver do que o das drogas, basta que as pessoas não as comprem. Para que possam fazer isto, basta que não comecem a usá-las. Obviedade tão ululante que parece idiotice, mas não é. Afinal, se o número de não viciados prevalece sobre o de viciados é porque existem milhões de pessoas, comuns, simples, falíveis, cheias de problemas e dúvidas como qualquer um, que simplesmente optaram por não usar drogas. Logo não é tão difícil.
    E o outro lado, o dos viciados? Interdite alguma coisa aparentemente sem importância e ela vai logo adquirir o apelo de fruto proibido, isto é tão velho quanto Adão e Eva. Por que falo em coisa sem importância? Porque normalmente o viciado só faz mal a ele mesmo. Quem faz mal, muito mal, a todos é o outro lado, o dos produtores/traficantes/autoridades, os únicos que enriquecem e que impedem e impedirão sempre que a droga seja descriminalizada. O problema “droga”, portanto, é pura e simples ganância. Mas greed is good, é o lema cínico das wall streets da vida.
    A droga enriquece autoridades de alto nível, principalmente as que combatem as drogas, em todo o mundo, principalmente nos EUA, o maior mercado consumidor. Não é à toa que os escritores e jornalistas mais realistas e destemidos de lá afirma que a DEA é o maior traficante do planeta. É sabido que o FBI inundou de drogas os guetos negros das grandes cidades estadunidenses quando o movimento negro ameaçou tornar-se um problema para a supremacia branca. Hoje, a revolta nos guetos limita-se a… defender as drogas, em raps e outros recitativos insuportáveis. Ou seja, de um só golpe o FBI de Edgar Hoover matou a consciência de revolta social e a música popular, além de garantir um mercado que não precisa de bolsa e seus periódicos cracks, bastam as trouxinhas e o outro tipo de crack.
    É sabido que o exército dos EUA, por debaixo dos panos, fornece drogas a seus combatentes, para que eles possam aguentar o morticínio tenebroso que promovem pelo mundo, com suas armas super poderosas. E mesmo assim a maioria desaba. No Iraque, já mais de quinhentos se suicidaram.
    Por todo mundo haverá exemplos semelhantes, do Brasil a Burkina Fasso. Logo, não será com leis que o problema das drogas se resolverá. O governo mexicano, como todos os demais governos, está apenas jogando para as arquibancadas, dizendo: vejam, eu fiz minha parte. Bem, eu também já fiz a minha parte, não me viciei, o que não me custou nenhum esforço sobre-humano. Que cada um escolha o que prefere fazer…

  • 41 Came Back For a While // 5/October/2008 às 11:38

    Liberar drogas que deformam psicológicamente o indivíduo e grupos ou mudam o comportamento para hostil ou perigoso, é como deixar o dólar flutuante, depois ninguém segura mais.

    Assim como está ja é complicado, imagine no Brasil onde tudo tende ao relaxamento e exagêro.

    Em Amsterdam, a experiência de cadastrar usuários e vender em farmácias ou casas autorizadas não deu certo, e o governo voltou atrás. Houve um aumento absurdo de usuários.

    O México, creio, está iniciando muito bem a reformulação da questão. Não sei se seria assim, mas deveriam acrescentar que o usuário será penalizado se após o tratamento reicindir no vício. Penalizar somente o traficante não é correto.

    Em tempo, a penalidade deveria ser em dinheiro, bem pesada, e serviços em prol da sociedade. Caso o usuário não quisesse mesmo se libertar, penalidades cada vez mais pesadas.

  • 42 Chesterix-Darlymple (velho colega) // 5/October/2008 às 11:44

    tem uma vertente que pensa que os traficantes vão largar o crime assim que a droga for liberada.
    Sim, diriam eles: ” agora que a cocaina é legal e vendidade em farmácias, vou arrumar um emprego decente…”.

  • 43 Chesterix-Darlymple (velho colega) // 5/October/2008 às 11:44

    vendida

  • 44 C. Barbosa - Subversivo // 5/October/2008 às 12:28

    Bom dia, tarde ou noite pra vocês.

    Obrigado Pedro, sempre me sinto em casa quando o vento vai pra esse lado. São Francisco, se não fosse nos EUA seria um bom destino na minha opinião.

    Quando esse é o tema, me lembro sempre de “EU”.

    Queria ser breve, vou ver se consigo. Tentarei comparações e confronto de argumentos, além de tentar apontar ícones que atrapalham o campo de visão. Principalmente da visão do contraponto (o grupo engessado…eles sabem quem são).

    CRIME e TRÁFICO: a Polícia Federal, ou parte dela, tem condições de dar nome aos bois. Se passou por lá ou é funcionário, sabe exatamente quem comanda isso tudo, e são homens de bem. Podem acreditar como quem acredita no Amém. Os reis do CRIME vez ou outra expõem suas caras pelos jornais, recentemente tivemos Daniel Dantas. Pessoas que realmente articulam quantias enormes em tudo o que é direção. As ramificações do crime são inúmeras, suas conseqüências mais ainda. Inclua nessa receita a questão da má distribuição de renda, pois tem gente que fica com muito… Lembra do Dantas e se bonde?
    O TRÁFICO de drogas é um “bracinho”. Ilude-se quem pensa ou torce pra que o fim do tráfico acabe com o crime. Putz… isso aí sim é viver na fantasia. Corrupção tem infinitas aplicações. Vocês é que são os letrados aqui, façam-me o favor de não desprender-se de seus intelectos. Raciocinem.

    DROGA E PLANTA
    Não posso ser repetitivo, por isso cada vez que falar sobre esse assunto vou procurar, ou ser mais profundo ou nem me referir ao assunto. No caso da aceitação do uso de drogas, já falei sobre isso em outro debate. Quero aqui relembrar que desafiei qualquer um aí pra provar que a Cannabis não é uma DROGA, e sim uma PLANTA. Droga é um produto manipulado em processo laboratorial. Algumas ótimas, cada uma pra um fim, astral e nível de consciência diferente. Algumas pra fazer o que alguns aí querem, com a tal da estricnina. Matam mesmo, tipo crack. Então, tente atravessar essa barreira? Não dá? Compreendo. Voltemos à prova. Provem que Cannabis é uma droga. Que altera estado dos sentidos, aceito. Que altera o estado da consciência, não aceito. O efeito da flor nunca será direcionado para uma índole má, será preciso uma mistura maior com outras substâncias. Não uso somente eu como exemplo. Vamos usar o texto do tópico: No Golden Gate Park, em San Francisco, as pessoas se reúnem para fumar baseados sem que exista qualquer repressão… E outras pessoas já falaram aí por cima… Praça, amenidades, crianças. Onde está a presença de algo ruim desse ambiente? Onde? Sinto que os argumentos do contraponto não se sustentam, é melhor escolher outra abordagem. Minha defesa nesse caso é especificamente da Cannabis.

  • 45 Gerson B // 5/October/2008 às 12:29

    Acho que a maconha deveria ser legalizada. Heroina e crack não. Cocaina e ecstasy não sei.

    Mas claro que não é uma solução para a violência. Um passo para enfraquecer um pouco o crime organizado, talvez.

  • 46 Memento // 5/October/2008 às 12:30

    Ou libera ou prende todo mundo. Se vai ser a Phillip Morris ou a SouzaCruz que vai vender os baseados, nem me interessa. E o fim da picada ficar especulando que tipo de aproveitamento o capitalismo pode fazer das drogas.
    Se liberar o consumo e o comércio, uma parte dos consumidores preferirá comprar o bagulho Souza Cruz, porque é de marca, virá com filtro, papel de boa qualidade e maravilha suprema, poderá inclusive processar a dita indústria canibística quando estiver morrendo de câncer nos pulmões. E também não ficará dependendo de bandidos mais ou menos mal-encarados. Outros preferirão continuar com seus fornecedores habituais. Representará um certo impacto nas atividades ilegais deles, claro, como o fim da Lei Seca representou para os Al Capones da vida. Mas os bandidos seguirão com suas atividades criminosas, não sei ainda quais, mas eles encontrarão algo ruim para fazer, podemos ter certeza.
    Se continua crime, então tem que prender todo mundo, consumidor e traficante.
    Drogados nós já estamos. Levante a mão quem não conhece ninguém que tome rivotril, prozac ou alguma porcaria de tarja preta? Pois é. Isso é droga também, aliás, o outro nome de farmácia é drogaria. rsrsrsrs…
    Esse artigo aqui foi o primeiro que li publicado no Rebelión que gostei.
    http://www.rebelion.org/noticia.php?id=73252
    Fala desse problema.
    Quem gostar de leituras antropológicas, verá que o consumo de drogas é comum nas sociedades humanas e até alguns animais ficam doidões de vez em quando. Os yanomâmis, depois de consumir ayauhasca coletivamente as vezes massacram um cacique exagerado, que anda exorbitando de suas funções. Lembro de ter visto uns lêmures viajando depois de dar umas dentadinhas em centopéias lá de Madagascar. Como eles não dirigem automóveis, não têm revólver etc… o máximo que fazem é ficar com cara de idiotas babando. Mas os seres humanos são um pouco mais complicados. Então, na melhor das hipóteses, quando atingidos pelos impulsos logorréicos da canabis, vão encher o saco de um candidato a santo e ficam berrando (com aquele bafo de matar gorila): Um policial em cada esquina! É isso que essa sociedade repressora quer! ”
    Guilherme Figueiredo, se vivo fosse, poderia atualizar o Tratado, com uma pequena correção. “Todo ser chato imerso em líquido ou sob efeito de drogas em geral, recebe um empuxo de baixo para ciam que o faz flutuar ao mesmo nível dos circunstantes”. Chatos são chatos de qualquer jeito…

  • 47 C. Barbosa - Subversivo // 5/October/2008 às 12:31

    HIPOCRISIA E O TIRO NA CABEÇA
    Então, isso é parte do sistema estabelecido, ser hipócrita é mais fácil. Ignorar uma outra verdade. Eleger uma verdade absoluta e pegar-se nela. Respeitar a individualidade é preciso. Educar de forma diferente, aumentar o nível cultural. Tirar de todos os discursos educativos as mentiras, de todos os discursos na verdade. O indivíduo que é a favor do extermínio de usuários tem que precisar melhor o seu argumento. Afinal no seu convívio social deves cruzar com muitos desses apreciadores de substâncias diversas, e aí o que você faz, é mais uma vez um hipócrita… Sabe o que devias fazer? Dizer que a vida dele é uma merda e que ele deveria fazer eutanásia. Mas aí você é um hipócrita, e fica mais fácil usar pseudônimo e falar o que bem entende por aqui. No teu caminho diário, teus amigos, família, conhecidos, colegas de trabalho, autoridades pra quem abaixa as orelhas, todos com uma substância diferente, e você, é um hipócrita. Exercite sua consciência. Exercite seu discurso de merda (no sentido duplo).

    PROBLEMAS E SOLUÇÕES
    Se tenho algum problemas eu resolvo. Recomendo pra todos essa atitude, não guarde-os ou eles aumentam e pioram a situação. Não use substância nenhuma pra resolver seus problemas, isso seria um ancoradouro. Discordo de quem pensa diferente e utiliza como fuga pra qualquer situação, sei que muitos o fazem. Acho que as substâncias devem ser aproveitadas de acordo com as ocasiões. E acho que algumas drogas são fabricadas pra exterminar, então dessas mantenha distância. E encare seus problemas, erga a cabeça. Quem sabe essa fraqueza não foi falta de afeto e relacionamento dos pais que estavam atarefados demais ganhando muito dinheiro pra garantir um bom futuro familiar. É a Rat Race, essa tem uma lista enorme de conseqüências.

    Bom… chegou minha carona… Depois continuo se tiver tempo. Vou votar. Se tivesse no Rio votava no Gabeira, sei do atual posicionamento dele mais acredito que ele me entende.

    Te mais… ficou incompleto meu pensamento, mas acho que ajuda no debate aí.

    Siiiiim… manda ver Calderón. Pra quem não tem nada, qualquer passo de tartaruga ajuda pra um futuro de consciência mais apurada.

  • 48 Chesterix-Darlymple (velho colega) // 5/October/2008 às 13:25

    usava-se maconha planta para fazer encordamento de navios a vela. O linho-cânhamo já foi uma indústria fortíssima.

  • 49 Arpex // 5/October/2008 às 13:34

    Interessante a dos animais doidões, Memento.
    Ouvi dizer que o café (estimulante, droga) foi descoberto por um camponês que percebeu que suas ovelhas ficavam todas serelepes quando mastigavam os grãozinhos do tal arbusto. Os elefantes mastigam a fruta marula, lá por África do Sul, que fermentada no estômago os embebeda…já imaginou um elefante bebum?

    As quantidades que os mexicanos vão passar a tolerar são mesmo insignificantes. Resta saber pra que lado a lei vai puxar, pela vista grossa sobre detecção de quantidades superiores ou pela tolerância simbólica, burocrática, para dar um novo fôlego no combate ao consumo.

    Uma coisa é certa. Duas. A nova “tolerância” mexicana não altera em nada as rotas do tráfico internacional e muito menos a violência domestica promovida pelos cartéis.
    O problema no México não é o consumo. Os cartéis do Golfo, Sinaloa, Juárez e Tijuana são verdadeiros poderes paralelos super-poderosos que só não levantam suas bandeiras no palácio do governo porque não estão interessados. O México é o maior pit-stop do tráfico internacional e contam com exércitos armados até os dentes, formados até por gangsters salvadorenhos e ex-combatentes das forças especiais guatemaltecas, os kaibiles.

    Calderón sabe que não pode fazer nada sozinho, e para mostrar serviço sobre as questões das drogas aplica essa ridícula tolerância, uma medida-fachada de boa vizinhança.

  • 50 Memento // 5/October/2008 às 13:55

    Arpex,
    O problema não é a droga em si. Ou o consumo dela. Nas chamadas sociedades primitivas, até onde eu saiba, e confesso não saber muito sobre isso, é comum o uso de substâncias alucinógenas variadas. Nem por causa disso elas têm altas taxas de criminalidade. é lógico que tem índio doido, índio bandido, desrespeitador das regras de sua tribo etc…
    Quem inventou o crime não foram as drogas. Foram as pessoas vivendo em uma sociedade em que crime faz parte do pacote. E que refinaram, usando seu conhecimento científico, as substâncias naturais e inventando outras.
    Li uma vez uma entrevista na Veja (nas amarelas), comum psiquiatra do RS, e ele falava da diferença entre as gerações no que respeitava o consumo de drogas. Na era dos hippies, era maconha. Ficar paradão vendo gota de chuva descendo a janela, ou sei lá o quê, nunca consumi nenhuma droga, não tenho idéia do efeito. Eram tempos de ideal contemplativo. Hoje o negócio é ser capaz de virar noite acompanhando o sobe-desce da bolsa, ou pulando como uma perereca (a bolinha de borracha preta, não o bichinho) a noite toda com uns bastõezinhos fluorescentes pendurados pelo corpo. ele falava da cocaína, droga dos banqueiros e advogados.
    Acho que se houvesse qualquer vontade real de se tentar resolver esse problema, a primeira providência seria recuperar a história da utilização de drogas pela humanidade. Daí poder-se-ia partir para a compreensão das razões que levam à utilização de drogas cada vez mais fortes e destruidoras.

  • 51 marco // 5/October/2008 às 15:53

    Credun Fas, é verdade.

    Sacrifícios humanos, para os Incas, era uma festa. As crianças adoravam.Feriado, sabe?

    Quando o coração da vítima era arrancado do peito, ainda batendo, os pais colocavam os pimpolhos nos ombros para que não perdessem nenhuma gotinha de sangue do festival.

    Seguindo esse exemplo milenar de sabedoria deveriamos levar as crianças para brincar, não em um prosaico play, mas em zonas aonde a maconha corre livre e solta.

    Lá mesmo, no meio da fumaça que deixa todo mundo com cara de bobâo ´-

    (quer coisa mais divertida para uma criança que ver um adulto com olhar vidrado e boca torta olhando para uma gangorra, dizendo- Hí , aí ó…ela vai subir….) -

    enfim lá mesmo, explicarímos para as crianças que aquilo, assim com ópio, cocaína, ácido, crack, são chamadas de ” drogas recreativas “por adultos responsáveis.

    Uma espécie de video game, pensarão as crianças já meio louquinhas da estranha nuvem que se espalha pelo parque…

    É isso o que se quer, não?

    abs,
    ma

  • 52 Memento // 5/October/2008 às 17:35

    Pax, você está proibido de vender seu chimarrão premium para o Marco.

  • 53 Antonio // 5/October/2008 às 18:38

    Marco, a comparação que vc faz tem muito alarmismo e pouco sentido.

    O pouco sentido:

    Entre os Incas, sacrifício era parte importantíssima da religião. Estava no domínio do sagrado. Portanto, não havia porque “proteger” as crianças dos rituais. Da mesma forma que não vemos mal algum em levar nossos filhos pequenos em uma missa, onde o padre invariavelmente diz “tome este cálice, pois aqui está o sangue de Jesus” — e dá umas talagadas nele depois.

    Dentro da estrutura de valores inca, o sacrifício era natural. Nós hoje é que lhes atribuímos o sinal da barbárie.

    O alarmismo em demasia:

    Nenhum defensor sério da descriminalização das drogas se diz a favor de um ambiente onde crianças sejam levadas a experimentar um baseado ou algo do gênero.

    O argumento conservador é sempre este: “oh céus, o que será de nossas pobres crianças indefesas crescendo em meio a um ambiente de tolerância em relação às drogas?”

    Bem, hoje elas crescem em um ambiente permissivo em relação ao álccol — e, veja que coisa fascinante, apenas uma minoria se torna alcólatra.

    Porque então achar que com a maconha seria diferente?

    ACT

  • 54 Alba // 5/October/2008 às 19:10

    Antonio,

    Disse bem. Há um mundo de diferenças em relação à questão das drogas. Pessoalmente, e me pesa dizer isso, tive um aluno, por volta dos 11 anos, que é sabidamente usado pela mãe, traficante, como aviãozinho.

    E é um menino lindo. Ficou todo prosa quando disse a ele que seu nome - Ismael - significava o pai dos islâmicos. Daí, uma menina, com limitações, queixou-se de ter sido assediada por ele.

    Eu, muito preocupada, levei o caso à coordenação.

    Acabou que o tal assédio era apenas brincadeirinha inofensiva. Mas o garoto pediu transferência de escola e aí, sim, me senti frustrada.

  • 55 faraó // 5/October/2008 às 19:18

    Linda,
    li o #100 do open e senti aquela embrulho no estomago, de ler um argumento viciado, batido e fora da realidade em que vivemos.
    Há anos o Brasil é governado por politicos compradores de votos, graças a eleitores que vendem votos por um caderno de colégio, dentadura, boné ou promessa de emprego.
    E o pior de tudo é ver que estamos condenados a manter essas coisas, porque muita gente acredita nisso que vc escreveu.

    PELA DESCRIMINALIZAÇÃO DAS DROGAS (e fim dos traficantes) ! ! ! ! !
    PELO FIM DO VOTO OBRIGATÓRIO (e fim dos currais eleitorais) ! ! !
    PELA DESCRIMINALIZAÇÃO DAS DROGAS (e fim dos traficantes) ! ! ! ! !
    PELO FIM DO VOTO OBRIGATÓRIO (e fim dos currais eleitorais) ! ! ! PELA DESCRIMINALIZAÇÃO DAS DROGAS (e fim dos traficantes) ! ! ! ! !
    PELO FIM DO VOTO OBRIGATÓRIO (e fim dos currais eleitorais) ! ! !
    PELA DESCRIMINALIZAÇÃO DAS DROGAS (e fim dos traficantes) ! ! ! ! !
    PELO FIM DO VOTO OBRIGATÓRIO (e fim dos currais eleitorais) ! ! !

  • 56 Memento // 5/October/2008 às 21:06

    Antonio, # 53, infelizmente não é bem assim. A maioria das crianças que você conhece não cresce num ambiente de permissividade em relação ao álcool. Vive em um ambiente em que existe uma relação controlada com bebidas alcoólicas. Crianças criadas em casas, ou até mesmo cidades com alta incidência de alcoolismo, infelizmente, acabam repetindo certos padrões de comportamento.
    O certo é que consumir drogas, qualquer droga, do cigarro de tabaco que cria dependência sim, vejam o pobre Monsores penando para largar o vício, até crack e outros, não é bom e deve ser desencorajado. Legalizar seria uma maneira de diminuir a força do narcotráfico, mas não acabaria com ele. Para o usuário não creio que faça alguma diferença, não conheço ninguém que tenha sido seriamente penalizado por consumir drogas, a não ser quando esse consumo levou a atos criminosos.

  • 57 marco // 5/October/2008 às 21:26

    Antonio, caro, aí vai uma das melhores músicas brasileiras de todos os tempos.

    Leia a letra com atenção e me diga: a moça não teve muitas oportunidades na vida, certo?
    Nasceu em meio a uma baforada de fumaça e muita cachaça além de muita pancadaria.
    A regra é repetir o meio aonde se vive, a exceção é conseguida com muito esforço.

    Assim como filhos de lares violentos crescem com problemas mil, quem nasce em casa de pais drogados tem que ter muita sorte para não ser mais um viciado.

    O negócio dos Incas é apenas uma forma de bem minha de comentar.

    Mas, sem querer, você pegou na veia: era normal, nós é que olhamos como coisa de bárbaros.

    Pois bem, a impressão que tenho com a insana sacralização das drogas é sempre a mesma- fazer a coisa parecer normal.

    abração,

    ps- no improvável caso de você não conhecer a música vale muito a pena dar uma olhada no youtube.

    Na Batucada Da Vida
    Elis Regina
    Composição: Ary Barroso / Luiz Peixoto

    No dia em que eu apareci no mundo

    Juntou uma porção de vagabundo da orgia

    De noite teve samba e batucada

    Que acabou de madrugada em grossa pancadaria

    Depois do meu batismo de fumaça

    Mamei um litro e meio de cachaça - bem puxados

    E fui adormecer como um despacho

    Deitadinha no capacho na porta dos enjeitados

    Cresci olhando a vida sem malícia

    Quando um cabo de polícia despertou meu coração

    E como eu fui pra ele muito boa

    Me soltou na rua à toa, desprezada como um cão

    E hoje que eu sou mesmo da virada

    E que eu não tenho nada, nada

    Que por Deus fui esquecida

    Irei cada vez mais me esmolambado

    Seguirei sempre cantando

    Na Batucada da vida

  • 58 C. Barbosa - Subversivo // 5/October/2008 às 21:37

    Ia ficar quieto aqui, mas faltou uma coisinha aí no meu comentário. Sobre esse lance de babar. Sinceramente, de onde é que vocês tiraram isso? Vocês tão olhando pra referências erradas ou não incluem todas elas ao dizer isso. Essa imagem do olhar marejado não significa que não posso participar de qualquer tipo de diálogo ou produzir com minhas habilidades. Se estou contemplativo ou qualquer outra impressão, tenha certeza, é apenas aparência. O relaxamento é enorme, muscular. Daí ficar parado, sentar, dormir. Se tomar qualquer tipo de atitude, se mover-se, seu cérebro acompanhará. Não é como estar bêbado, que não se lembra mais das coisas, anda com dificuldade, roda a cabeça, vomita. Desculpa PD, não é apologia, to tentando responder umas idéias. É só feedback. Volto ao “contemplativo”, imagem não é nada no quesito “o que realmente vale um ser humano pela sua índole”. Como já disseram… Um chato será sempre um chato. Um produtivo sempre um produtivo. Vou lembrar Matrix III, onde Neo pergunta ao agente Smith quase no fim: __Do que você tem medo?

    Conviva comigo. Não machuca. Eu te aceito com suas manias. É uma via de mão dupla. O equilíbrio.

    Sobre as crianças. Devem ser conduzidas e não induzidas. Devem ser observadas, e sim, falar a verdade, são substâncias, remédios (drogas), hábitos de adultos. Algumas até fazem muito mau a saúde, causam a morte. Pois é, daí você vai ter que falar em morte com uma criança. Vá em frente, elas entende, principalmente as mais atuais. Não minta. Sabe por quê? Porque elas perceberão a mentira e perguntarão aos amigos, na rua. E a hipocrisia continua estabelecida.
    Religião, partido político, time de futebol, opção sexual, hábitos como tabagismo, alcoolismo, cannabilismo… É tudo coisa de adulto, ou ao menos é nessa fase da vida que suas escolhas estarão mais maduras e acertadas…

    É mais ou menos isso que eu falaria pra uma criança ou um adolescente.

    Abraços

    P.S: Às vezes eu babo sim. Quando durmo mau posicionado.

  • 59 Cortez // 5/October/2008 às 22:15

    Clima Amsterdã é parecido com cigarro em aeroporto, nos Estados Unidos: você fica preso numa salinha, com um bando de viciados, se achando um rebelde sem causa.

    Fumar no parque desencanado é parecido com sunga e biquini na praia, no Brasil: você fica à vontade, mesmo se estiver passando ridículo.

  • 60 Cortez // 5/October/2008 às 22:25

    E quanto a comprar e vender, é utópico, eu sei, mas o certo seria: pode comprar, mas não pode oferecer.

  • 61 Cortez // 5/October/2008 às 22:28

    Se pedir eu dou, e posso cobrar ou aceitar pagamento. Não posso dizer “eu tenho, quer”?

  • 62 Antonio // 5/October/2008 às 22:35

    Memento e Marco,

    Acho que vcs entenderam errado o que eu disse.

    Sei bem que a criança tende a reproduzir o comportamento em casa. Se apanha, é provável que se torne um adulto violento. Isto é um tanto óbvio.

    Mas não era disso que eu estava falando. Eu me referia ao ambiente social como um todo.

    E, Marco, não se trata de “sacralizar” as drogas. Há uma grande distância entre a apologia feita neste nível e a demanda por descriminalização. (”Sacralizar” seria permitir a propaganda, incentivar o consumo, exibir imagens dizendo “olha como é cool usar drogas”.)

    De minha parte, defendo a legalização da maconha. Até hoje espero que alguém me explique qual o critério usado para proibir a maconha e liberar o álccol.

    E a verdade é que não há tal critério.

    A decisão de proibir o consumo de maconha não teve justificativa coerente em termos legais. Considerem as variáveis que medem a periculosidade de uma substância: 1) poder viciante; 2) índice de letalidade a longo prazo; 3) risco de morte por consumo excessivo; 4) grau de alteração que causa no usuário.

    Em *todas* estas variáveis, a maconha se sai melhor que o álcool.

    Mas, infelizmente, vivemos em meio a esta praga do relativismo… :-)

    ACT

  • 63 Linda // 6/October/2008 às 1:26

    Faraó # 55 - Acho que o Brasil está combatendo a venda/compra de votos no varejo relativamente bem. E não vejo o que o voto facultativo faria para afastar este mal. Pelo contrário…

  • 64 Memento // 6/October/2008 às 9:50

    Antonio, em termos de alteração do usuário ‘tá pau a pau. Com consumo moderado, seja lá o que isso for. Um dado de que não disponho é quanta maconha um sujeito tem que consumir para esticar as canelas, em média, e quanto álcool é necessário para se chegar a esse mesmo resultado?

  • 65 Bernardo // 6/October/2008 às 10:45

    é um princípio, bom princípio. Mas a visão continua de distanciamento do usuário. A questão não é extingüi-los como propõe essa medida através do tratamento, mas sim incorporá-los, aceitando que usam sim drogas.

    OBS: 2 gramas de maconha é quase nada, os usuários compram pedras de 25g por exemplo .

  • 66 C.Barbosa - Subversivo // 6/October/2008 às 11:56

    #64

    Memento, tenho alguns dados relacionados a Cannabis, e no livro “A maconha” do Gabeira tem um apanhado de testes realizados em macacos, nenhum deles morreu após doses cavalares. Os dados que tenho são de experência própria. Acredite se quiser. 100g de Cannabis em um intervalo de 12 horas dá apenas muito sono. Um baseado tem 2 gramas ou um pouco mais (os meus devem ter quase 4g). Um baseado corresponde a cerca de 4 ou 5 garrafas tradicionais de cerveja. Então, fumo 5 baseados bem nutridos enquanto um outro cidadão toma uma grade de cerveja. Daí vamos pra aos testes comparativos.

    #65
    Bernardo,
    Só me esclareça uma coisa. A pedra que está se referindo é de Cannabis prensada? Só pra ter cuidado, porque tem gente que tá lendo e não entende, e vai confundir pedra com crack, e possívelmente cannabis com crack.

  • 67 C.Barbosa - Subversivo // 6/October/2008 às 11:58

    #64

    Outra coisa: Esticar as canelas… Taí uma cruzada sem fim, infelizmente você não achará esse dado. O indivíduo tem que misturar muita coisa. E o mais punk, é que os IML dirão que a culpa foi da Cannabis. Como sempre, é uma questão de hábito.

  • 68 Antonio // 6/October/2008 às 12:38

    Memento

    O álcool tem um efeito muito mais devastador no organismo. “Apaga” o sujeito, ou até mesmo mata, se consumido em doses exageradas.

    Maconha, não. No máximo, em alguns indivíduos suscetíveis, dá queda de pressão, dor de cabeça e muito, mas muito sono.

    ACT

  • 69 Gunnar // 6/October/2008 às 15:21

    “Até hoje espero que alguém me explique qual o critério usado para proibir a maconha e liberar o álccol.

    E a verdade é que não há tal critério.”

    É a pergunta que não quer calar…

  • 70 Trabalho Sujo » Arquivo » Leitura Aleatória 158 - OESQUEMA // 6/October/2008 às 23:36

    […] 5) Johnny Depp pode receber US$ 64 milhões para estrelar ‘Piratas do Caribe 4′ 6) México quer descriminalizar drogas 7) Queen volta a se apresentar no Brasil em novembro 8) Kátia Lessa deschava o melhor e o pior do […]

  • 71 Ricardo // 7/October/2008 às 11:21

    Se o tráfico acabar, o número de assaltos vai subir.

  • 72 Marcelo Paes // 7/October/2008 às 11:58

    a questão eh sempre liberdade, pelo menos é o caminho que deveria ser construído. Construído pq não é só caminhar é mais difícil.
    Chega de medida paliativa, proibição e etc
    Chega de preguiça mental, cada um é responsavel por si mesmo e faz a sua escolha (ou deveria) parece até uma propaganda do free…..mas tudo bem eu sou fumante mesmo. Pra quem não gosta ou acha ridiculo, pois é fique feliz vou morrer antes de vocês…e eu odeio fechar beck eu quero compra já pronto e o preço do cigarro tem que baixar. 100% de imposto? se ainda fosse patriota….

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