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Índia Nuclear a um passo da legalidade

September 26th, 2008 · · 35 Comentários

O mundo está caindo em Washington por causa da economia, então muitos talvez não tenham percebido a chagada do premiê indiano Manmohan Singh. Ele está lá para assinar um acordo delicado que ainda precisa ser aceito pelo Congresso dos EUA. (Isto, enquanto debatem o pacote econômico, Câmara e Senado ainda têm um acordo de cooperação internacional com o qual lidar.) A questão é que não é qualquer acordo de cooperação internacional.

É um acordo nuclear.

A Índia testou sua Bomba em maio de 1974. Hoje, ninguém sabe quantas ogivas tem – números rápidos pescados da Wikipédia variam de 50 a 250. É muito. Não à toa, o país não é signatário do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (NPT). Segundo o texto, apenas EUA, Reino Unido, França, China e Rússia podem tê-las. Os outros signatários têm o direito de participar do comércio internacional de equipamento nuclear mas prometem não produzir armas.

É isto que está para mudar.

Segundo o acordo que Bush e Singh provavelmente assinarão, já aceito por outras 40 nações, a Índia voltará ao mercado internacional. O objetivo é comprar e vender equipamento nuclear para uso civil. Mas ninguém garante que não será desviado para armamento. O fato de ter armas nucleares ilegalmente era um dos grandes obstáculos da entrada da Índia no Conselho de Segurança da ONU. Isto cai. (Ela é uma das adversárias do pleito brasileiro.)

Há um bocado de oposição à idéia, mas o acordo é considerado praticamente fechado. O clube dos países que têm o direito de ter armas nucleares, surpreendentemente, está para ganhar um sexto membro – o primeiro fora do Conselho de Segurança.

Tags: Ásia Central

35 Comentários até agora ↓




  • 1 abobado // 26/September/2008 às 5:03

    falando em nuclear, nao podes te furtar de comentar sobre a oferta russa a Venezuela de acesso a tecnologia nuclear…

    isso sim tem tudo pra dar uma bela de uma merda…

  • 2 abestado // 26/September/2008 às 5:31

    Tomara que a Venezuela consiga.
    Se o Collorido não tivesse afinado e fechado o buraco lá na serra do cachimbo, nós teriamos tambem um pinto grande pra bater na mesa e impor respeito.
    Só assim pro Tio Sam olhar com mais respeito aqui pra baixo.
    Alguém tem que ser macho nessa p…ra, nem que seja o Chavito.

  • 3 Zictor // 26/September/2008 às 6:26

    Eu não entendo gente que ainda acha que ter arma nuclear leva alguém a algum lugar.

    Os alemães e japoneses não as têm e estão muito bem, obrigado.

  • 4 João Daltro // 26/September/2008 às 6:42

    Chamar a bomba indiana de ilegal não faz sentido, uma vez que a Índia não é signatária do tratado de não proliferação. É tão ilegal quanto a de Israel. Somente os tratados têm força de lei internacional e apenas entre seus signatários. Da mesma forma, as regras para a transferência de tecnologia são regidas pelo tratado específico e apenas entre os países que dele participam. O que parece estar acontecendo é uma tentativa de acordo bilateral entre EUA e Índia, para o qual, provavelmente, os EUA vão ter de convencer muito bem os demais membros do clube nuclear de que vai ter dinheiro para todos; ou então, simplesmente desrespeitar por conta própria os tratados de que é signatário, coisa em que os EUA têm ampla experiência.
    Caso ele façam um tratado com a Índia, a primeira bomba que os EUA deveriam vender para a eles é a Sarah Palin, bomba que está prestes a explodir dentro da campanha republicana. A mulher é tão burra que é preciso um exército de assessores para impedir que qualquer jornalista chegue perto dela e faça uma pergunta. Que ela responderá com o inevitável: ah, ahh, ahhh, vou pensar no assunto e depois respondo. Até os jornais que já declararam apoio ao vovô McCain, como o NY Post, até a Fox News e a CNN estão chiando. É, McCain, só mesmo dando um tempo… por razões patrióticas, claro.

  • 5 ROFL // 26/September/2008 às 6:44

    Joao Daltro, perfeito teu comentario.

  • 6 H.Romeu Pinto // 26/September/2008 às 8:21

    Paranoicos de plantão em ação!: Se não vejamos….
    Putin cederá a Chaves tecnologia nuclear, e em dez ou doze anos , sendo repetidas vezes reeleito, ele terá condições de fazer a “bomba” venezuelana!
    E depois com mais uns dez anos desenvolver o missil, que irá em 25 anos ser apontado para MIAMI!
    AHAHAHAHAHAH!!!!!!!!!!!!
    BUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUU!!!!!

  • 7 João Daltro // 26/September/2008 às 9:15

    Os que não gostam de bombas, como eu, nem mesmo as de Hollywood ou Bollywood, ficaram pasmos lendo o que o The Guardian publicou hoje: Israel queria bombardear o Irã e o Bush deu prá trás. O quê? George W. Bush sendo sensato e impedindo que o primeiro ministro israelense iniciasse uma loucura de tamanho e consequências inimagináveis, provavelmente só para desviar a atenção de seu governo corrupto? O que houve? Bushinho aprendeu alguma coisa com a Geórgia? Percebeu que a intolerância de Israel é mais um motivo de desgaste para os EUA no mundo todo? Acabou o dinheiro pra guerra? Eu não acredito! Santa Sarah Palin! (como diria a bichinha do Robin), chegou o dia em que eu farei um elogio ao Bushinho. Justiça seja feita, se o The Guardian não fantasiou (e ele não costuma fazer isso) o texano merece parabéns.

  • 8 Sadam // 26/September/2008 às 9:21

    Ué? não tinham armas nucleares no Iraque?

    Me parece crítico que alguém possa realmente crer que armamento nuclear seja motivo de barganha no cenário político internacional. Perguntem a Bush se ele teme mais que lhe apontem um míssil nuclear ou se fechem as torneirinhas do fornecimento de petróleo aos EUA.

    Me preocupo mais com a Geórgia entrando para a Otan do que Manmohan Singh desfilando tecnologia nuclear.

  • 9 pingafogo // 26/September/2008 às 9:26

    Sensacional esse clubinho… é tipo “o dono da bola”.

    E depois ainda querem falam em téurourism..

    Hipocrisia é pouco nesse mundo de “gente grande”..

  • 10 Diogo // 26/September/2008 às 9:27

    Humm…

    E China o que pensa disso tudo?

  • 11 Diogo // 26/September/2008 às 9:28

    Armas nucleares no Iraque?

    Morri!

  • 12 João Paulo Rodrigues // 26/September/2008 às 10:05

    Bush sabe que se o Irã for atacado agora a reação será no Líbano (que a ele pouco importa) e no Iraque (o que o desgastaria sobremaneira). Ironicamente, se Obama cumprir sua promessa de se retirar do Iraque, os Estados Unidos perderão uma amarra que os força a segurar Israel.
    Poderemos ver melhoras na relação Eua-Rússia, até mesmo Eua-Cuba. Mas não aposto num degelo face ao Irã.

  • 13 Arpex // 26/September/2008 às 10:11

    O Bush só não atacou o Irã por causa das eleições, João Daltro. Era um péssimo momento para começar uma guerra para os republicanos. Agora com essa crise economica o Bin Laden pode até fazer churrasquinho na laje que os Estados Unidos não vão mexer um dedinho.
    ——————————————
    A India tem muito interesse em desenvolver a matriz energética. Quebraram um tabu no início do ano, reativaram e estão investindo milhões em estudos sobre fusão a frio, ou LENR “Low Energy Nuclear Reactions” como chamam agora!

  • 14 Joseph Peter // 26/September/2008 às 10:13

    Dória, 2 coisas:

    1. você pretende escrever o texto em inglês ou em português? Porque, se for em português, a sigla a ser usada é TNP, não NPT.

    2. A Índia fica na Ásia. O Brasil, na América do Sul. A reforma do Conselho de Segurança da ONU, se algum dia ocorrer, será muito provavelmente por regiões. Por isso existe o G-4, que inclui Alemanha, Japão, Índia e Brasil, coalização que pretende a reforma.

    Na declaração de fundação do grupo, os membros expressaram apoio mútuos as suas candidaturas.

    Logo, a Índia não é adversária do Brasil no CSONU. Provavelmente está mais para aliada.

    Sei que a experiência do G-20 deve ter te deixado traumatizado, já que a Índia é protecionista e o Brasil quer liberar mercado, mas não é normal ter dois países com posições tão díspares dentro de uma coalização.

    No mais, o Brasil colabora um pouco com a Índia no setor de segurança. O IBAS/G3 (Brasil, Índia e África do Sul) tem ênfase em desenvolvimento, segurança e energia. A EMBRAER vendeu aviões para a Índia e eles se mostraram interessados também no nosso sistema de controle aéreo, que é, por incrível que pareça, melhor que o deles.

    Logo, no quesito segurança, Brasil e Índia estão mais para aliados.

    Nesse link abaixo tem algumas informações a respeito:
    http://dialogodiplomatico.blogspot.com/2007/11/o-g-4-e-reforma-do-conselho-de-segurana_21.html

  • 15 Joseph Peter // 26/September/2008 às 10:15

    Poxa, Dória. Não acredito que você está censurando comentários…

  • 16 Credun Fas // 26/September/2008 às 10:24

    porra pedro, assim fica duro continuar a voltar. aqui! :-)

    Essa notícia sobre a “oposição” já está pra lá de datada… afinal a oposição parte do mesmo grupo de “40 nações” que aprovou o acordo. As 45 nações para ser mais exato, fazem parte de um grupo conhecido como Nuclear Suppliers Groups que inclui inclusive o Brasil. :-)

    Sua notícia sobre a oposição é de agosto e em Setembro o grupo deu o OK…

  • 17 Joseph Peter // 26/September/2008 às 10:30

    Bom, se não está censurando os comentários, vou tentar de novo (o escrito anteriormente não entrou).

    A Índia fica na Ásia. O Brasil, na América do Sul. A reforma do CSONU, se algum dia ocorrer, provavelmente deve levar em conta as regiões. Logo, a Índia não é adversária do Brasil na reforma.

    Prova disso é que Índia, Brasil, Alemanha e Japão formaram o G-4, coalização que pretende a reforma. Na declaração de fundação do grupo, em 2004, eles declararam apoio mútuo as suas candidaturas. Se a Índia declarou apoio a candidatura brasileira, e vice-versa, como podem ser adversários?

    Sei que a experiência de ver o G-20 na R. Doha deve ter te deixado traumatizado. Afinal, o Brasil é PRÓ liberalização e a Índia, protecionista, em termos de mercados agrícolas. Mas esse tipo de oposição radical dentro de um grupo não é normal. E o risco dela acontecer em um grupo que reúne apenas 4 países, com uma pauta limitada, é diminuto.

    Todas as propostas importantes apresentadas até agora na reforma do CSONU levavam em conta aspectos regionais. Se o Brasil tem adversários na sua luta por uma cadeira permanente, um deles é a Argentina, o outro o México.

  • 18 Joseph Peter // 26/September/2008 às 10:32

    O triste é que eu tinha escrito bem mais do que isso, mas, enfim, paciência… Os comentários extensos não são permitidos.

  • 19 João Daltro // 26/September/2008 às 10:45

    Caros Arpex e João Paulo.
    Provavelmente vocês estão certos quanto aos motivos de Bush ter cortado o barato do afoito ministro israelense, mas, seja como for, é melhor não fazer a guerra por motivos tortos do que fazê-la por qualquer motivo. Acho que israelenses, palestinos, iraquianos, iranianos e libaneses (os povos, não os governos) também preferem assim. Então deixarei aqui meu elogio ao Bushinho, provavelmente o único que já fiz e farei.

  • 20 Papagaio Alex // 26/September/2008 às 12:42

    Nâo demora ganhará o sétimo membro - Israel. O qual Papagaio Alex afirma ter mais bombas A que a Índia.

  • 21 nada será como antes // 26/September/2008 às 12:48

    Correto o comentário de João Daltro (4).

    Afirmar que, mediante um acordo bilateral com o decadente império significa entrar na legalidade equivale a nomear o governo dos USA como xerife, juiz e legislador internacional.

    O acordo opera o reconhecimento da tecnologia nuclear indiana e, claro, será acompanhado da chancela dos membros do NPT.

    Mas há outro país (Paquistão) em situação semelhante que, claro, exigirá tratamento equivalente.

    Programas nucleares são, por natureza, sigilosos. Armas atômicas constituem apenas uma parte desses programas, a de ordem militar.

    Esse acordo, pelas informações que tenho, na prática abre o comércio internacional à India e, apenas “por tabela”, reconhece o direito daquele país a portar tais armas.

    Mas, insisto em realçar a posição levantada por João Daltro. Afirmar que a India está próxima da legalidade significa afirmar que está há mais de três décadas na ilegalidade. Isso não existe.

  • 22 nada será como antes // 26/September/2008 às 12:51

    Mas, insisto= Mas insisto

  • 23 abobado // 26/September/2008 às 13:22

    ahaha…ja tem gente decretando o fim dos EUA…

    tolinhos, sabem que nao eh assim…

    estao passando por uma crise, eh verdade, mas eh apenas uma crise…

    coontrolem os seus delirios comunistas, os EUA nao irao acabar, muito menos perder importancia mundial…

  • 24 H.Romeu Pinto // 26/September/2008 às 13:32

    Israel bombardear o Irã, a India estar na ilegalidade…..
    Realmente essa porcaria de israelenses e americanos são uns dopados mesmo.
    Sempre a mesma lenga lenga, e tome-lhe ~destruição e mortandade…..
    Que Hitler que nada…..temos essa escória aí que faz papel mais bonito na matança e na busca da infelicidade alheia…..Hitler é fichinha….

  • 25 Maurício Santoro // 26/September/2008 às 13:35

    Pedro,

    Como o Joseph comentou acima, a Índia faz parte do G-4, uma articulação de países que querem a ampliação do CS-ONU. Ela é aliada do Brasil nessa questão, assim como Japão, Alemanha e outras nações que não fazem parte do grupo, como a França, e também apóiam o pleito brasileiro.

    Aliás, Índia e Brasil tem diversas parcerias internacionais, com destaque para o Fórum IBAS(Índia Brasil e África do Sul).

    Do ponto de vista do direito internacional, a posse de armas nucleares pela Índia não é ilegal, pois o TNP é um acordo de adesão voluntária. Além dela, Paquistão e Israel também têm suas bombas e não aderiram ao tratado, até onde sei. A África do Sul do apartheid igualmente chegou a ter suas ogivas, mas depois desarmou.

    O interessante é que a posição dos EUA rompe com a desconfiança que tradicionalmente teve com a Índia. A nova tendência começou no fim do governo Clinton, para contrabalancear o poderio crescente da China e a deterioração da situação política no Paquistão. Tudo isso se aprofundou após o 11 de setembro.

    Ironicamente, a oposição principal ao acordo nuclear Índia e EUA vêm dos partidos comunistas indianos, que são razoavelmente fortes no parlamento e muito presentes em alguns estados, como Bengala Ocidental. Eles querem distância dos Estados Unidos numa questão tão sensível.

    abraços

  • 26 Joseph Peter // 26/September/2008 às 13:55

    Caramba, inacreditável o Doria não modificar essa parte sobre a Índia ser adversária do Brasil. Isso nem é mais mau jornalismo. Isso é não voltar atrás em algo que ele mesmo agora sabe que está errado, ou seja, um pouco pior.

  • 27 Joseph Peter // 26/September/2008 às 13:57

    Aliás, sejamos sinceros, o post quase completo é um engano. Como alguns já alertaram, a Índia não está na ilegalidade.

  • 28 João Paulo Rodrigues // 26/September/2008 às 14:04

    Caro Daltro,
    Você está certo. Ainda bem que o ataque não ocorreu. Mas não se trataria de uma invasão, e sim de ataques aéreos a plantas nucleares e outras instalações militares.
    Por outro lado, eu lembraria que aos aiatolás não interessa um EUA totalmente enfraquecido, já que problemas no Iraque, a depender do aprofundamento da crise financeira e de quem ganhe o pleito, pode significar menor atenção ao Afeganistão, onde EUA e Irã tem interesses similares, isto é, anti-talebãs. Assim, pode ser que ao autorizar um ataque de Israel, os EUA dêm um cheque (sem trocadilho) nos iranianos, que não tenderiam a querer subir muito a temperatura no Iraque.

  • 29 João Paulo Rodrigues // 26/September/2008 às 14:11

    Pode ser que o Peter e outros estejam certos. Mas esta ma parece uma abordagem excessivamente formalista. Quem não assina a Declaração Universal dos Direitos Humanos tem o direito de infringí-los?
    Um esclarecimento: a Índia admite que possui estas bombas?

  • 30 nada será como antes // 26/September/2008 às 14:54

    João Paulo Rodrigues (29),

    Como você pode notar, existe muita diferença entre um Tratado e uma Declaração.

    Um tratado pressupõe a existência de partes que concordam em estabelecer regras de conduta em determinada atividade ou área. No caso em discussão, o tratado permite adesões a qualquer tempo, mediante a concordância com seus termos.

    A DUDH, que você menciona, é um ajuste de princípios, sem força de acordo e/ou imposição. Foi assinada por vários Estados porque lançada em momento especial. Declarações do gênero podem, inclusive, ser lançadas por um único país ou até mesmo por um indivíduo.

    Para esclarecer a diferença, convém lembrar que os USA são signatários da DUDH e não seguem seus princípios, como é sabido.

  • 31 nada será como antes // 26/September/2008 às 14:57

    A primeira experiência com bomba nuclear indiana foi, à época, objeto de declaração pública do governo do país e abertamente discutida.

  • 32 João Paulo Rodrigues // 26/September/2008 às 15:13

    Nada,
    Obrigado pela lembrança. Mas o que é pior: não seguir alguns princípios da DUDH e manter-se na linha quanto ao TNP, ou não seguir nenhum princípio da DUH e não pretender seguir nenhum item do TNP?

  • 33 nada será como antes // 26/September/2008 às 15:36

    João Paulo (32),

    A primeira parte de sua pergunta pode (deve) ser respondida assim:

    Os USA não observam os princípios da DUDH e querem arregimentar mais adesões ao TNP, para manter sua hegemonia nuclear e obstar os demais países.

    A segunda parte da pergunta é mais complexa, mas a realidade mostra o seguinte:

    Poucos países têm postura oficial/formal de desrespeito aos princípios da DUDH. Isso significa que eventuais violações de direitos humanos são consideradas crimes ou desvios.
    Mas uma coisa é certa : os USA têm legislação abertamente violadora da DUDH.

  • 34 Chesterton // 26/September/2008 às 16:14

    ainda teremos saudades dos tempos de hoje…….

  • 35 João Paulo Rodrigues // 26/September/2008 às 16:49

    Nada (33):
    Eu tenho a impressão (e posso estar equivocado) que o que os EUA possuem são normas executivas sobre o tratamento em Guantánamo e em outros locais, assim como diretrizes sem peso de leis sobre o tal “tramento duro” em interrogatórios.
    No mais, o fato de que Irã e China, por exemplo, não terem leis abertamente desrespeitosas (quanto ao Irã, mesmo isso eu duvido) só significa que são ambos Estados hipócritas. Assim, e aqui há uma ponte com o debate em seu blog, a diferença é que enquanto nos EUA uma vitória de Obama, por exemplo, pode reverter as perversidades da “guerra ao terror”, os regimes iraniano e chinês são, inerentemente, atentatórios aos direitos humanos.

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