Eleições EUA: O que os candidatos
dizem e pensam sobre a ciência

Ciências · EUA · Energia e Aquecimento global · 22/09/2008 - 12h00 - 60 Comentários

Esta semana, Sarah Palin conhecerá o presidente afegão Hamid Karzai, o colombiano Álvaro Uribe e o ex-secretário de Estado norte-americano Henry Kissinger. É seu processo de educação. Enquanto isso, John McCain e Barack Obama fazem campanha até o fim da terça-feira e aí – pausa. Na sexta-feira ocorrerá o primeiro debate e ambos se dedicarão aos ensaios, repassando respostas. (Em geral, escolhe-se um senador veterano de seu partido, que conhece bem o candidato adversário, para desempenhar o papel num debate simulado.)

O CERN, na Suíça, inaugurou o maior acelerador de partículas do mundo no dia 10 passado. Aqui nos EUA, isso foi interpretado pelos cientistas como o início de uma nova era na qual o país não mais estará à frente dos grandes avanços. Havia planos para construir algo similar, investimentos iniciais na casa de bilhões de dólares haviam sido feitos, mas aí Washington abortou o projeto. Justiça seja feita: Bill Clinton, um democrata, matou o projeto. Mas foi Bush, um republicano, que fechou os olhos enquanto criacionistas avançavam sobre as salas de aula e se recusou a investir contra o Aquecimento Global baseado num ceticismo quase-religioso. Aqui no Vale do Silício, um grupo tentou promover um debate presidencial a respeito unicamente de ciência. Não conseguiu. Mas, no caminho, obtiveram algumas respostas dos candidatos.

Tanto John McCain quanto Barack Obama reconhecem que o aquecimento global é causado, principalmente, pelo carbono emitido pelo homem. Ambos concordam que o ensino básico de matemática e ciências está falho e que as grandes mentes nessa área, atualmente, vêm cada vez menos dos EUA. Ambos são favoráveis à manipulação genética de alimentos (embora Obama ressalte que é preciso instituir testes para analisar o impacto ambiental e sobre a saúde humana).

Embora ambos defendam investimentos na exploração espacial, Obama propõe a ampliação do projeto civil, enquanto McCain vê como importante, no espaço, também o desenvolvimento de tecnologia militar. Diferentemente do governo Bush, McCain e Obama são favoráveis ao investimento de dinheiro federal no estudo de células tronco embrionárias. A diferença está no entusiasmo: Obama vê extrema importância na iniciativa, McCain preocupa-se em restringi-la. Obama defende o investimento federal em novas fontes de energia. McCain acha que a iniciativa privada deve assumir o projeto.

Ambos se põem, fundamentalmente, no eixo pró-ciência, o que não pode-se dizer do atual governo.

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