Eleições EUA: Sobrevivendo à crise

EUA · 19/09/2008 - 13h14 - 38 Comentários

Se as eleições fossem hoje, John McCain receberia a maioria dos votos no país mas Barack Obama seria eleito presidente dos EUA com maioria no Colégio Eleitoral. Ou, ao menos, este seria o cenário mais provável, segundo os cenários traçados pelo estatístico Nate Silver, do blog FiveThirtyEight.com.

Segundo as simulações traçadas por Nate, o cenário mais tenebroso – e que cresce em chances – é o de um empate de 269 contra 269 votos no Colégio. Acaso essa possibilidade ocorra, é o Congresso – que deverá ter maioria democrata – que decidirá quem é o próximo presidente do país. Hoje, há 3,2% de chances de este empate ocorrer.

Num desvio rápido dos estudos estatísticos: está tudo como dantes. Ou quase tudo. Dizem as pesquisas de opinião que Barack Obama voltou à sua ligeira vantagem sobre John McCain, assim como estavam antes das duas convenções. Há uma única diferença. Segundo um estudo do Instituto Pew, os eleitores têm uma opinião mais favorável do Partido Republicano do que tinham um mês atrás. Dentre os eleitores, 50% têm uma boa opinião sobre o partido de Bush e McCain. E 55% têm uma boa opinião dos democratas. Os eleitores que se dizem entusiasmados com o Partido Republicano – eram 17% – subiram para 25%. Ainda é cedo para dizer se estes números são permanentes, mas embora Obama tenha voltado à liderança das pesquisas, ainda está ali aparente um resultado positivo e relevante da escolha de Sarah Palin para vice.

José Luis Zapatero manda informar que McCain demonstra a cautela necessária antes de decidir se deve se encontrar ou não com qualquer chefe-de-Estado.

McCain, por sua vez, ou não lida bem com sotaques; ou não está ouvindo muito bem; ou não tem a mais vaga idéia de quem é Zapatero.

A campanha Obama está com o seguinte anúncio no ar a partir de hoje:

Pega em alguns pontos chave. O primeiro, para o norte-americano médio, é a raiva latente pelos altos salários de altos executivos no mercado atual, justamente uma época de crise econômica e muitas demissões. O segundo, que McCain – ao menos até há poucos dias – se mostrava contra qualquer tipo de intervenção no mercado.

Um problema, aliás, que ambos os candidatos passaram a ter a partir de hoje: com a quantidade de dinheiro que o governo federal está derramando para segurar a crise, ninguém pode com sinceridade prometer cortes de impostos. No fim, o total da arrecadação federal terá de subir.

‘Tenho dificuldade de me preparar para o debate porque não sei o que ela pensa.’ De Joe Biden, candidato a vice de Obama, sobre o debate com sua adversária republicana. Será no dia 2 de outubro.

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