Informa a Der Spiegel alemã que os últimos relatórios da OTAN e Organização pela Segurança e Cooperação Européia dão indícios de que a Geórgia não apenas provocou como iniciou os ataques que levaram à invasão russa na Ossétia do Sul. Os primeiros tiros dados na capital da província foram georgianos. Tanto em Washington quanto nas principais capitais européias, a visão é de que o presidente Mikhail Saakashvili provocou uma situação para obter apoio militar e até mesmo angariar vantagens diplomáticas.
O que leva a uma questão que vem sendo muito debatida aqui nos EUA: filiação de Geórgia e Ucrânia à OTAN. De uma forma ou de outra, ambos os candidatos se colocam favoráveis à idéia. Mas pergunte aos especialistas em negociações do tipo – e há uma penca deles aqui no campus de Stanford – e há quase unanimidade. Acham que os candidatos estão errados. (E, na presidência, ambos provavelmente reveriam a idéia.)
Criada para fazer frente à União Soviética, a Organização do Tratado do Atlântico Norte existe para basicamente um único fim. É um compromisso entre os signatários de que todos partirão em defesa militar de qualquer membro que seja atacado sem provocação prévia. Se há uma coisa que o atual comando russo deixou claro é que não tem medo. Se considerar que deve entrar numa disputa militar, entrará. Moscou não hesitará em invadir Geórgia ou Ucrânia se considerar adeqüado.
Se um dos países fosse membro da OTAN, o resultado é que Reino Unido, França e EUA teriam de enviar forças militares para combater a Rússia. Ou, então, teriam que romper o tratado, quebrando sua palavra e pondo fim a uma instituição importante. Países como Reino Unido, França e EUA não podem se expor a uma guerra com a Rússia à toa. Se não dá para confiar em Vladimir Putin, melhor não desafiá-lo – ao menos, não por um capricho.
Uma guerra contra a Rússia é uma guerra mundial.






114 Comentários até agora ↓
1 Chesterton Dracul // 18/September/2008 às 9:00
tem medo sim, e muito.
2 bitt // 18/September/2008 às 9:23
Ué… PD, amigo, conta, aí de Stanford, alguma coisa q a gente, aqui no BR, não saiba…
Embora eu fique curioso com o resultado, prefiro apenas especular. A Rússia continua sendo a segunda potência militar, em todos os sentidos. Segundo estimativas recentes, ainda tem 955.000 efetivos de pronto-emprego, altamente treinados, e a velocidade de reação diante da situação na Georgia deve ter feito qq aventureiro na Europa pensar duas ou três vzs: segundo avaliações, a Georgia tinha (3a pessoa do verbo “já era”) forças terrestres semelhante às da Bélgica. Três divisões motorizadas russas de primeira acabaram com a farra em 3 dias. Prá que consegue entender esse tipo de coisa, vale à pena dar uma olhada nos links q postei abaixo: as opiniões distoam uma das outras, mas dá pra notar q a campanha russa foi clássica. O ectoplasma de Guderian deve ter batido palmas e assoviado com toda força.
A parte em português é uma propaganda explícita do excelente jornal defesa.
http://www.guardian.co.uk/world/2008/aug/16/georgia.russia1
http://www.reuters.com/article/latestCrisis/idUSLK238040
http://www.infowar-monitor.net/modules.php?op=modload&name=News&file=article&sid=1981
http://www.jornaldefesa.com.pt/noticias_v.asp?id=634
http://www.jornaldefesa.com.pt/noticias_v.asp?id=632
http://www.jornaldefesa.com.pt/opiniao_v.asp?id=630
http://www.jornaldefesa.com.pt/opiniao_v.asp?id=627
3 Cláudio Melo // 18/September/2008 às 9:34
Vladmir,
O ocidente tem mais a perder.
O que os candidatos declaram é uma coisa, afinal, estão jogando para a platéia tentando ser eleitos.
Com o pessoal que pensa, analisa e oferece o supedâneo necessário às decisões de Estado é outra coisa. Esses têm a responsabilidade de prever as conseqüências de decisões equivocadas.
Na minha opinião, abrigar países historicamente vinculados à influência da Rússia sob o pálio da OTAN é uma decisão equivocada. Na melhor das hipóteses representa uma provocação desnecessária. Na pior, ficarão eles a um passo da guerra. E guerrear com o maior país do mundo, no qual a vastidão do território decidiu várias guerras é algo a se pensar. Napoleão desaconselharia, Hitler também.
Se forem usadas armas nucleares nessa hipotética guerra, haveria um êxodo maciço das grandes cidades em direção ao campo. Com um território maior e adeqüadas redes de comunicações e transportes o caos seria menor. Os EUA já mostraram que não são eficientes nisso. A Europa nem pode pensar na possibilidade. Simplesmente não há para onde ir.
Cláudio Melo.
4 bitt // 18/September/2008 às 9:36
PÔ! Sujeira!!! :c[
Depois de meses enrolado, consigo tempo pra sentar aqui, botar um comentário legalzinho e cheio de links q ninguém vai olhar…
E o negócio não aparece??? Maldade! :c((
5 Marcelo Augusto // 18/September/2008 às 9:39
Hallo, Pessoal!
Russos! Jamais menosprezem os russos!
Sobretudo quando eles têm um arsenal nuclear que já está velho.
[]’s
Marcelo
6 Luiz // 18/September/2008 às 9:41
Grande Bitt,
Estressa não.
Esse fato é tristemente corriqueiro aqui por essas bandas…
Tenta de novo com apenas um link e coloca os demais em outros comments.
7 Darwinista // 18/September/2008 às 9:47
bitt e demais amigos que sofrem com as agruras dos comentários não publicados,
Porque vocês não copiam o texto antes de apertar o submit?
:-)
8 bitt // 18/September/2008 às 9:48
Luiz,
obrigado pelo consolo (no bom sentido, clarooo!). Só q não tenho saco pra escrever tudo de novo, e sequer tenho cópia do material. Os links, até dá. O texto…
Dançou…
Bem, pra quem gosta, esse aí é legal.
http://www.infowar-monitor.net/modules.php?op=modload&name=News&file=article&sid=1981
9 João Paulo Rodrigues // 18/September/2008 às 9:51
Mas a pergunta que não se faz é: a Rússia atacaria uma Polônia? A Rússia atacaria um país da Otan? A Otan não defenderia um país da Otan?
O pressuposto para afirmar que não se deve aceitar a Ucrânia e a Geórgia é que a Rússia as atacaria de qualquer forma - mas deixa-se de lado o fato de que elas não estão na Otan.
10 João Daltro // 18/September/2008 às 9:52
Mas e o “grampo” que “prova” que a Rússia começou a lambança? Bushinho et caterva devem achar que o mundo é composto por imbecis como eles. Talvez até seja, só que a credibilidade da rapaziada do Texas está mais por baixo do que o cunhado da Sarah Palin e lá mesmo na terra deles. Essa história do “grampo” que prova a “invasão russa” é uma piada quase tão boa quanto a Rice afirmando que um país não pode invadir o outro impunemente. Ainda bem que os europeus têm um pouco mais de visão do que as antas estadunidenses que ocuparam a Casa Branca nas últimas décadas e estão reduzindo o incidente às suas verdadeiras dimensões.
Só é de lamentar que a imprensa do “mundo livre” continue se referindo à Ossétia como província separatista da Geórgia, omitindo a verdade: a União Soviética se desfez mediante um tratado, assinado por todos os estados envolvidos, que assegurava a províncias como a Ossétia decidir seu próprio destino. A Geórgia passou por cima do tratado e considerou a Ossétia como sua. A Ossétia, portanto, não pertence à Geórgia, tem todo o direito de decidir seu destino.
Enquanto isso, a economia estadunidense vai para o brejo devido às desregulamentações iniciadas com Reagan e sacramentas por Bushão Pai e Bushinho Filho, sempre com o auxílio pressuroso de Vovô McCain. O velhinho agora está afirmando que a economia precisa de regulamentações, as mesmas regulamentações que ele ajudou a destruir na Comissão de Comércio do Senado, desde os tempos em que era conhecido como um dos Keating Five, os cinco senadores que garantiam o corrupto Charles Keating, chefão do Lincoln Savings & Loan Association, que entrou em colapso em 1989-91. Lá se foi a poupança dos que trabalham e o velhinho continua muito satisfeito.
Espero que McCain e Palin sejam eleitos, os EUA merecem. Desculpem se fugi um pouco ao tema do tópico.
11 João Daltro // 18/September/2008 às 10:11
Ainda bem que os europeus têm um pouco mais de visão do que as antas estadunidenses que ocuparam a Casa Branca nas últimas 4 décadas e estão reduzindo o incidente às suas verdadeiras dimensões. Só é de lamentar que a imprensa do “mundo livre” continue se referindo à Ossétia como província separatista da Geórgia, omitindo a verdade: a União Soviética se desfez mediante um tratado, assinado por todos os estados envolvidos, que assegurava a províncias como a Ossétia decidir seu próprio destino. A Geórgia passou por cima do tratado e considerou a Ossétia como sua. A Ossétia, portanto, não pertence à Geórgia, tem todo o direito de aderir à Federação Russa.
Enquanto McCain e Obama dizem asneiras sobre a Otan, a economia estadunidense vai pro brejo devido às desregulamentações iniciadas com Reagan e sacramentas por Bushão Pai e Bushinho Filho, sempre com o auxílio pressuroso de Vovô McCain, um dos Keating Five. Espero que McCain e Palin sejam eleitos, os EUA merecem.
12 Radical Livre // 18/September/2008 às 10:11
para o pessoal que insistia que a Rússia é que tinha iniciado as hostilidades:
- uma banana pra vocês!
13 ROFL // 18/September/2008 às 10:15
“…que levaram à invasão russa na Ossétia do Norte.”
Mas nao era do Sul? ;)
14 Chesterton Dracul // 18/September/2008 às 10:17
a cúpula russa é mafiosa. As viuvas do muro de Berlim (os fracassados esse imenso país) acham que pode ser revivida a URSS. Uma guerra contra a Russia traria muita destruição do ocidente, mas a aniquilação da Russia. Se o ocidente tem mais a perder é porque é mais rico e não passou 70 anos perdendo tempo com ideologias marxistas.
15 Chesterton Dracul // 18/September/2008 às 10:18
ainda está para ser provada a tese de que a Russia foi provocada.
16 ROFL // 18/September/2008 às 10:18
#8
Atacaria a Polonia sem pestanejar. Inclusive ja avisou que se um pais se submete a por escudos anti-misseis em seu solo eh porque esta 100% certo que serao alvos.
Somente para ilustracao, o enclave russo Kaliningrado tem a maior concentracao militar de toda a Europa, simplesmente o lugar mais fortemente armado de todo o continente europeu eh russo. E fica logo ali, do ladinho da Polonia…
17 Chesterton Dracul // 18/September/2008 às 10:20
aí, PD como receber uma estampa do Sagrado Coração?
18 Chesterton Dracul // 18/September/2008 às 10:23
14- muita concentração pede menos mísseis….
19 Chesterton Dracul // 18/September/2008 às 10:24
o Putinho tá com uma grana no bolso mas sabe que o preço do petroleo tende a cair, depauperando a economia extrativista russa. Está blefando, pois em tão pouco tempo não poderia ter “desucateado” o exército vermelho. A Europa, que é gay, cede até o limite.
20 Daniel Soares // 18/September/2008 às 11:00
É, #11, não é Ossétia do Sul? Ao que me consta, a Ossétia do Norte já é uma república russa. Inclusive, é vizinha da Chechênia, e é onde fica Beslan, onde trucidaram criancinhas.
21 Renato // 18/September/2008 às 11:07
Bem, a OTAN não teria o menor interesse em fazer um relatório contra a Geórgia e a favor da Rússia, portanto creio que se pode tomar como verdade a provocação georgiana. Para a tristeza de vários roteiristas de hollywood, ávidos por recuperar seus antigos vilões.
Por outro lado, pelo que eu entendi do link enviado pelo Bitt, os russos demonstraram estar bem preparados para de um contra-ataque à Georgia. O que era uma eventualidade mesmo.
Bitt, até achei a perda dos Su-25 normal dentro do contexto, seria preciso comparar o número de saídas com o número de perdas. Mas a derrubada de um bombardeio estratégico Tu-22 em missão de reconhecimento já foi uma perda mais constrangedora, que deve ter rendido um pedala na cabeça dos comandantes russos.
Talvez até tenham escondido um pouco o jogo esses russos, mas me pareceu uma ofensiva soviética clássica, em qualidades e limitações.
22 Pedro Doria // 18/September/2008 às 11:19
bitt, seu comentário já está publicado.
O anti-spam implicou com o número de links e ficou retido no filtro.
23 Homero // 18/September/2008 às 11:29
Esses fantásticos especialistas de Stanford parecem nunca ter estudado Teoria dos Jogos. Que coisa, heim?
24 Mr X // 18/September/2008 às 11:30
Por que será que os esquerdófilos torcem pela Rússia, querem a volta da Guerra Fria? Talvez seja nostalgia de seus gloriosos tempos de juventude… Ah, 68… Mas peraí, alguns nem eram nascidos naquela época?!?! Ué…
25 Daniel Soares // 18/September/2008 às 11:36
As pessoas tendem a torcer pra Rússia não só pelas simpatias comunistas, mas porque a Georgia é a maior amiga dos EUA na região. É mais ou menos no sentido “se os EUA são a favor, soy contra”. A Rússia é uma ditadura eleita, controlada por uma burocriacia do petróleo. Entretanto, se foi mesmo provocada, tem o direito de reagir. O Ocidente é que, neste caso, sentiu saudades do vilão da guerra fria e preferiu enxergar o Império do Mal esmagando a pequena democracia.
26 Chesterton Dracul // 18/September/2008 às 11:36
a velocidad e d reação mostra que foi uma ação.
27 Daniel Soares // 18/September/2008 às 11:43
Como ninguém é bobo, não custa imaginar que a inteligência russa tenha descoberto a mobilização georgiana e já estivesse com a mandíbula aberta apenas esperando a Geórgia botar a cabeça pra fora. Se a Geórgia deu mesmo o primeiro tiro, deu o motivo que a Rússia há anos esperava pra anexar a Ossétia do Sul e a Abcázia e ainda sair de ofendida.
28 Chesterton Dracul // 18/September/2008 às 11:47
que coisa mais amor……duro é acreditar.
29 Chesterton Dracul // 18/September/2008 às 11:50
cinismo pouco é bobagem, é a mesma situação de Isral na guerra dos 6 dias, os exercitos cercando , avisando que iam atacar, e esperam que não se reaja…..ainda bem que Israel reagiu a tempo e teve forças, senão, já seria um país livre a menos no mundo.
30 Daniel Soares // 18/September/2008 às 11:51
Porque é duro?
31 Chesterton Dracul // 18/September/2008 às 11:52
Deficientes prometem resistir em invasão à empresa petroleira atrás de bônus do governoRodrigo Bertolotto
Enviado especial do UOL Notícias
Em Santa Cruz de la Sierra (Bolívia)
Um grupo de deficientes físicos levou muito gás lacrimogêneo na cara, mesmo assim não pensou duas vezes em invadir novamente a empresa responsável pela extração do gás da Bolívia para o Brasil: a YPFB. Eles afirmam agora que só abandonam os escritórios da estatal em Santa Cruz de La Sierra quando tiverem o compromisso que receberão benefício similar ao que o governo de Evo Morales deu aos idosos de mais de 60 anos.
chest- mseria trágico se não fosse cômico.
32 Darwinista // 18/September/2008 às 11:54
Por que será que os direitobas torcem pelos EUA, querem que apenas a hiper-potência tenha sempre razão? Talvez seja a revolta por não terem nascido lá, e sim numa republiqueta de bananas na América Latrina… Mas peraí, os EUA tem grande responsabilidade pela América do Sul ser uma latrina?!?! Ué…
33 Chesterton Dracul // 18/September/2008 às 11:54
Um dia antes de invadir a YPFB, eles começaram um tumulto no centro da cidade que durou quatro horas e contou com cenas que pareciam fictícias: policiais lançando gás lacrimogêneo, e pessoas em cadeira de roda respondendo com rojões contra as forças da ordem, enquanto outros de muleta entravam em empurra-empurra com guardas para entrar em outro prédio público.
“Os policiais quebraram várias muletas na confusão, mas tiveram que se esconder quando mandamos petardos neles”, lembra Rodríguez. “Agüentamos com valentia. Eles nos gaseificaram tanto que acho que agora não faz mais efeito na gente. E só conseguimos que eles se retirassem quando o povo se solidarizou com a gente”, completa.
34 Chesterton Dracul // 18/September/2008 às 11:56
pronto, chegou o Darwinista…vai fazer um filho, darwinista.
35 Chesterton Dracul // 18/September/2008 às 11:57
Os EUA tem responsabilidade em ser uma America latrina a latina? Mas como?
36 Marcelo Augusto // 18/September/2008 às 11:58
Hallo, Pessoal!
Historicamente, é complicado tirar a Rússia da geopolítica e assuntos afins. A própria história recente já mostrou isso duas vezes:
Com Napoleão Bonaparte e sua fracassada invasão à Rússia.
E com Adolf Hitler, que deu com os burros n’águas ao tentar invadir a parte ocidental desse país.
Não é uma questão de torcer a favor dos russos ou de simpatizar com a Rússia. É, de fato, reconhecer que, naquelas bandas do mundo, a Rússia tem a sua importância.
Nada tem a ver com ser de esquerda (ou de direita). É uma questão de não ser burro. Só isso.
[]’s
Marcelo
37 Chesterton Dracul // 18/September/2008 às 12:01
sem dúvida, negar a importância malévolada Russia é impossível.
38 Daniel Soares // 18/September/2008 às 12:02
Bem lembrado que sempre tem alguém querendo aniquilar a Rússia. Guerras Napoleônicas, I Guerra, II Guerra, Guerra Fria… E o discurso é sempre o mesmo: “Para nós, um sacrifício. Para eles, a aniquilação”.
39 Marcelo Augusto // 18/September/2008 às 12:03
Hallo, Pessoal!
Por gentileza, não mudem o foco do post. Isso que postaram sobre a Bolívia e sobre os deficientes físicos nada versa sobre o post em questão - que lida com o conflito Rússia-Geórgia.
Suspeito que as open threads servem para assuntos avulsos e, portanto, seriam um local mais apropriado para postar esses assuntos desconexos.
[]’s
Marcelo
40 Mr X // 18/September/2008 às 12:17
Estou em desacordo. Invasão por invasão, a dos tetraplégicos invadindo prédio público se equivale à dos georgianos invadindo a rússia. E digo mais: cadê a OTAN?!?
41 bitt // 18/September/2008 às 12:44
Valeu PD. :c)
42 Pedro Doria // 18/September/2008 às 13:51
Na verdade, Homero, não só estudaram como conhecem bem Teoria dos Jogos.
Você certamente sabe que há uma variante do Dilema do Prisioneiro que é o Chicken Game. Nele, embora nenhum dos dois jogadores queira ceder, se ninguém ceder pode acarretar a destruição de ambos. O exemplo clássico é o do filme Juventude Transviada e o jogo de um carro rápido correndo em direção ao outro. Quem desviar primeiro é o covarde, o ‘chicken’, frangão. É verdade que quem desviar não terá a vitória, não será o corajoso. Mas, se ninguém desviar, ambos morrem.
Então não ceder é o pior resultado possível. Veja o caso de uma disputa nuclear: é melhor um ser covarde do que ambos, corajosos, destruírem o mundo.
Perceba – tenho certeza de que você conhece Teoria dos Jogos. É apenas que muita gente acha que negociação sempre se resolve pelo Dilema do Prisioneiro e esquece de que há uma exceção à regra.
43 ROFL // 18/September/2008 às 14:23
Chiken.. Frangao.. ahh ta explicado agora.
44 ROFL // 18/September/2008 às 14:24
damn chiCken…
45 ROFL // 18/September/2008 às 14:25
#39,
concordo.. mania desse povo de ficar viajando na maionese postando sobre algo diferente.
vai pro open porra!
46 Marcelo Augusto // 18/September/2008 às 14:44
Hallo, Pessoal!
Stanford deve possuir excelentes estrategistas dos jogos.
Vale lembrar a situação da dita destruição mútua assegurada (ou MAD).
O problema na MAD é que se um dos lados resolve atacar, ele acabará destruindo ambos. Daí que é melhor possuir o aparato necessário (armas nucleares) para poder intimidar o outro lado, mas evitando ao máximo o ataque (por razões óbvias).
Pelo menos a Guerra Fria tinha um charme a mais do que a dita Guerra Contra O Terror.
Dr. Strangelove que o diga!
Tit For Tat.
[]’s
Marcelo
47 Antonio // 18/September/2008 às 14:46
A quem interessa uma guerra mundial?
A ninguém. Milhões de mortos, sofrimento, caos econômico — conhecemos o cenário.
Então, senta-se e conversa-se.
Negociação. E como em toda negociação, perde-se de um lado, e ganha-se do outro.
Este é o princípio da negociação. Quando apenas um dos lados ganha tudo sempre, ou não houve negociação de fato — e sim algum tipo de imposição, dada a discrepância de força de uma das partes –, ou alguém é trouxa e se deixou engabelar.
Não é o caso da Rússia, evidentemente.
Mas o que eu acho particularmente interessante é o fato de que os nossos reacionários de plantão acharem que têm o direito — na verdade o dever — de ganhar tudo, sempre, de forma incontestável e irrecorrível. Daí a frequente defesa do militarismo, que tantas vezes ecoam em seus argumentos.
Quando questionados, usam o argumento da cruzada: é o bem contra o mal, e tudo se justifica a partir daí. Mas esta maneira de colocar as coisas — “apenas a defesa dos interesses justos” — não esconde a inclinação que está por trás.
Que inclinação é esta?
É a vontade de obter o triunfo completo e absoluto, a vitória final, a imposição definitiva de um modo de ser, a anulação radical da diferença e, portanto, a supressão da necessidade futura de negociação.
É isto: no fundo de seus corações, nossos reacionários de plantão desejariam nunca mais ter que negociar com a diferença.
Mas a hipocrisia não os permitirá assumir tal desejo em alto e bom som, é claro.
Afinal, é preciso ter muito peito para assumir publicamente que se tem a mesma inclinação, o mesmo desejo, de certos movimentos autoritários do início do século passado, que tanto sofrimento e vergonha trouxeram à espécie humana.
ACT
ps - a propósito, aqueles que hoje ainda defendem um comunismo a la Stalin também se encaixam nesta definição.
48 Papagaio Alex // 18/September/2008 às 15:01
A Guerra Fria está de volta, caros periquitinhos. E tanto melhor assim! Melhor um mundo bipolar ou tripolar (com China apitando no meio) que um mundo unipolar, dominado pelos periquitos yankees. Dominaçâo, aliás, que já se reduz em pó. A Rússia acordou, caros periquuitos. Saiu da letargia imposta pelo pinguço e corrupto Yeltsin e tem Bomba A, de neutron, super-monster bombs, os melhores bombardeiros, melhores torpedos e acabaram de testar com sucesso um míssil estratégico de várias ogivas que fura qualquer escudo anti-míssil fajuto. Além de ter todos os recursos minerais estratégicos à sua disposiçâo em seu vasto território, sobre os quais o Titio Sam e mais ninguém pode botar as patas encima. Ah, e tem mais: a Europa inteirinha morre de frio sem o proverbial gás russo. Será que os boçais que anunciaram a Rússia em decadência e fora do páreo sabiam que idotice estava arrotando?
Aos dinossauros direitobas deste blog, Papagaio Alex aconselha anti-depressivos e anti-piréticos pra cortar a baba raivosa e a deprê. Olha a bolsa, gente! Seu dinheirinho vai pro brejo - se já nâo foi de vez. Haja trilhôes de dólares - seus dólares, caros periquitinhos - para conter o pandemônio das bolsas! Esses republicanos sâo mesmo uns incompetentes boçais. É o tal “laisser-faire” do mercado selvagem, desregulamentado, predatório, tanto prezado pelos periquitinhos ultra-conservadores. Viu a beleza que deu?
Papagaio Alex está torcendo pela vitória do velhinho Cain e sua dinossaura de estimaçao, desencavada do gêlo do Alaska. O Bushinho nâo ficará pra trás; a cretinice continuará, em dose dupla!
Carinhosos abraços do genial Papagaio Alex.
49 Renato // 18/September/2008 às 15:02
Chesterton, malévola? Convenhamos, quem seria benéfico nessa história?
50 T.T. Cricket // 18/September/2008 às 16:05
Semana passada recebi um telefonema de um amigo russo que ainda não teve condições de cair fora do país. Contou que a avó dele, de 93 anos, caiu e quebrou a bacia. Como Mr. Putin resolveu fazer uma reforma previdenciária à moda russa, e os médicos russos são fiéis e obedientes, na região onde mora esse meu amigo os velhinhos que dão entrada em algum hospital saem de lá direto para o cemitério. Estão sendo sacrificados, assim como já fazem há muito tempo com os bebês que nascem com deficiências físicas.
Não estou falando da Alemanha dos anos 30/40. Isto está acontecendo AGORA, na Rússia.
O regime russo deve ser enfrentado com firmeza, seja por que meio for. Para que não fuja ao controle e para que se possa ajudar o povo russo a se ver livre de uma opressão que parece carma.
Mas quem terá cojones para forçar a democratização da Rússia?
51 Antonio // 18/September/2008 às 17:51
TT Cricket, em que planeta vc mora?
E o que te dá tanta certeza de que o povo russo preferiria viver não no seu país tal qual ele é — a Rússia que governa a si própria –, mas sim numa espécie de colônia administrada por marionetes do governo americano?
ACT
52 Papagaio Alex // 18/September/2008 às 18:03
É isso. Papagaio Alex já escutou que os russos voltaram a comer criancinhas, sem sal nem tempêro. E os velhinhos de mais de 93 anos estâo virando Soylent Green. Inadmissível!
Vai lá, periquitinho Cricket, forçar sua democracia nos russos. E chame seu ídolo - o Bushinho Guerra Infinita - pra ajudar.
53 César // 18/September/2008 às 18:36
Não precisa ser estrategista militar p/ perceber que não há a menor possibilidade de um confronto OTAN x Rússia, sob pena de boa parte do mundo ir p/ o inferno.
E não adianta cogitar quem é que vai impor democracia em Rússia ou China. A resposta é: ninguém. Estes regimes crescerão livres das amarras impostas por um sistema democrático e logo logo serão nações ainda mais fortes militarmente.
Não estou dizendo que é bom ou ruim p/ nós. Só sei que é assim (como diria Chicó).
54 Renato // 18/September/2008 às 19:00
Concordo totalmente contigo César, isso não tem nada haver com mocinhos ou bandidos e ninguém impõe democracia ou ditadura para países bem armados.
55 T.T. Cricket // 18/September/2008 às 19:18
Antonio, leia de novo meu comentário. Leu? Pois é. A pessoa que me contou isto não estava nada feliz e não fez nenhum elogio ao Putin. E como já estive na Rússia muitas vezes, garanto que também não ouvi nenhum russo dizendo que adora o modo como eles vivem.
56 T.T. Cricket // 18/September/2008 às 19:20
Tem que ser muito bitolado para achar que alguém possa gostar de viver numa prisão. O altíssimo índice de alcoolismo e de suicídios na Rússia não te dizem nada?
57 T.T. Cricket // 18/September/2008 às 19:23
Antes viver numa colonia americana que numa colonia penal a céu aberto, onde as pessoas sim são marionetes e qualquer dissensão termina em assassinato.
58 Antonio // 18/September/2008 às 19:34
TT Cricket
O maior índice de suicídios do mundo é registrado nos países nórdicos. Que têm, pasme, excelente qualidade de vida.
Mas veja: uma coisa é reclamar do seu próprio país, criticar seus defeitos etc. Outra, totalmente diferente, é mandar a soberania às favas e preferir viver como marionete de uma outra nação.
Certamente muitos russos não gostam do modo como vivem. Mas daí a você inferir que eles abririam mão de seu orgulho nacional — e a Rússia, como vc certamente sabe, esteve desde sempre atrelada a idéia de um império — apenas para viver sob o jugo de canalhas diferentes, vai uma distância enorme.
Abraço,
ACT
59 T.T. Cricket // 18/September/2008 às 19:44
Reveja a questao do índice de suicídios. A Rússia lidera atualmente.
60 T.T. Cricket // 18/September/2008 às 19:53
O trecho a seguir é do noticiário da Agência RIANovosti, publicado em janeiro deste ano. De lá para cá as estatísticas se alteraram e a Rússia assumiu a liderança.
“A escala mundial, Rusia mantiene el segundo lugar en cuanto al número de los suicidios, entre Lituania y Letonia”
61 T.T. Cricket // 18/September/2008 às 19:57
Como são felizes e soberanos os russos, não? Como deve ser delicioso sobreviver comendo pão com cebola frita todos os dias, sem calefação no inverno (embora o país tenha reservas de gás a mais não poder). E como deve ser fantástico ser livrado dos entes queridos que dão despesa a um Estado onde as pessoas dão um espirro e se vêem de imediato cercadas por policiais de uniforme negro perguntando quem deu permissão para espirrar. Enfim, a Rússia é o paraíso na terra. Mude-se para lá.
62 Antonio // 18/September/2008 às 20:13
Cricket,
Se vc pesquisar (sugiro o http://www.suicide.org), verá que os países com as mais altas taxas de suicídio são industrializados.
Outros países, aonde as pessoas desfrutam ainda menos de liberdade do que na Rússia — como é o caso de muitos países islâmicos — apresentam taxas de suicídio incomparavelmente menor.
Por outras palavras: é equívoco pensar que os maus tratos por parte do Governo são determinantes para o nível de suicídio de um determinado país.
Certamente, é um fator que influencia, e que deve ser levado em conta. Mas não é o único fator, nem o mais importante. Do contrário, como explicar as altíssimas taxas de suicídio no Japão, na Coréia do Sul e na Bélgica?
Veja, meu caro: não troco o meu Brasil por nada. Estava apenas apontando as falhas do seu raciocínio, só isso.
Abs,
ACT
63 T.T. Cricket // 18/September/2008 às 20:19
Claro, claro… os russos devem se matar para sentir mais prazer ainda, além dos prazeres que já lhes proporciona o governo. Quanto a Japão, Coréia do Sul e Bélgica, é facílimo de explicar. São sociedades altamente autoritárias, cada uma a seu modo. Pensa que é moleza viver na Bélgica, onde até para alugar um apartamento é necessário ter a permissão de todos os vizinhos que moram no prédio? E se vc fizer a besteira de dar descarga no vaso sanitário depois das dez da noite em cinco minutos tem um policial batendo na sua porta?
64 Antonio // 18/September/2008 às 20:28
Cricket, vc só pode estar de sacanagem.
Ok, a piada é boa. :-)
Abraço,
ACT
65 T.T. Cricket // 18/September/2008 às 20:32
Pois saiba que nao estou. Em Bruxelas eu mesmo fui visitado pela policia uma noite,só porque liguei o ar condicionado e o vizinho de baixo achou que fazia muito barulho. O falso estado de bem estar social da Europa, Japão e Coréia do Sul tem um custo humano altíssimo. Todo mundo fica neurótico.
66 Dino // 18/September/2008 às 20:43
O nome pomposo, Georgia, que não sei que gringo ensandecido resolveu dar, pois o nome daquela bosta é Gruzia, e da religião cristã, o povo é característico do Cáucaso com seus modos e maneiras da região, os russos sempre conviveram com aquela corja toda do sul e sabe muito bem lidar com eles, se na época em que eu vivi lá, eles eram feirantes na Rússia, agora mais que nunca são mafiosos, traficantes e outras coisitas mais. Imbecis que caíram na esparrela dos EUA e foram testar para ver até onde os russos se deixariam cercar. Agora já sabem…
Sem falar que o tiro saiu pela culatra, terminou criando uma crise na Ucrânia.
E Israel mandou um avião buscar mais que rápido seus 200 agentes na Gruzia e ainda há quem ache que os EUA não tem envolvimento algum na crise provocada contra o governo Evo Morales.
67 Antonio // 18/September/2008 às 20:49
Criket, meu bom, uma última tentativa:
http://www.suicide.org/international-suicide-statistics.html
Repare bem. Os países em vermelho têm taxa de suicídio superior a 13 — a maior parte da Europa (o que inclui a Rússia), Japão, China e Austrália. Os países em amarelo ficam entre 6,5 e 13 — alguns países europeus, Canadá, EUA (e uns pingados na América do Sul). Os países em azul apresentam uma taxa inferior a 6,5, que é o caso do Brasil e da maior parte dos vizinhos sul-americanos.
Você argumenta que as altas taxas de suicídio na Rússia são um efeito do governo malvado, e que as também altas taxas em países como Bélgica e Japão se explica pelo autoritarismo e falta de liberdade na sociedade.
Bem, se você estiver correto, os países da América do Sul são os que têm os governos mais zelosos pela sua população, e também o maior grau de liberdade individual.
O que, obviamente, não faz sentido algum.
ACT
68 Dino // 18/September/2008 às 20:58
T.T. Cricket, não seja ridículo, os altos índices de suicídios estão diretamente ligados ao alto consumo de álcool na Rússia, Japão, países Nórdicos e etc e se quiser colocar algum ingrediente mais subjetivo no tema, coloque como um fator agravante, sociedades em que o individuo sinta-se sem perspectiva de ascensão social. Falta de democracia e pobreza, a princípio não leva a um grande numero de suicídio, se assim fosse adivinhe como estaria a África neste quesito…
69 Trabalho Sujo » Arquivo » Leitura Aleatória 142 - OESQUEMA // 18/September/2008 às 21:01
[…] do que dirigir bêbado” 7) Hackers invadem e-mail pessoal de candidata a vice dos EUA 8) A Geórgia iniciou o conflito com a Rússia (ou por que é melhor deixar a OTAN como está) 9) Bernie Ecclestone anuncia GP Brasil para as 15h 10) O barato da sálvia Postado por Alexandre […]
70 T.T. Cricket // 18/September/2008 às 21:16
Para começo de conversa: esta sua fonte não tem credibilidade, o site é obra de uma ongzinha vagabunda. Segundo: o alto índice de alcoolismo nao tem a ver com suicidios ou vice-versa. Mas ambos tem a ver com as péssimas condições em que vive a população, associada à falta de liberdade e sim, de perspectiva. Sabem que nada mudará. E pasme! Os governos da América do Sul de fato nao zelam pela população. Mas as pessoas sao mais livres aqui do que nos paises industrializados. Fiquenos apenas no caso do Japao: vc acha que algum japones existe como indivíduo? Existe forma mais cruel de autoritarismo do que negar a individualidade das pessoas? O governo japones é formalmente democratico. Mas a sociedade nao é.
71 T.T. Cricket // 18/September/2008 às 21:20
A propósito, vc nem reparou que as estatísticas do seu sitezinho vagabundo sao de março de 2002!!!
72 T.T. Crickett // 18/September/2008 às 21:22
A propósito, vc nem reparou que as estatísticas do seu sitezinho vagabundo sao de março de 2002!!!
73 Dino // 18/September/2008 às 21:28
Alem do mais Cricket, a calefação lá (na Rússia) não é feita por queima de gás natural diretamente e sim por água aquecida nas usinas termo elétricas que após cumprirem sua função de tocarem turbinas é condensada e bombeada para canalizações de aquecimento, então fica um aquecedor em baixo de cada janela, que, diga-se de passagem, são duplas, esses aquecedores são tubulações em ferro fundido em formato de radiador. Esse sistema é simples, eficiente e não representa gasto quase nenhum para as usinas termo elétricas. Ninguém consegue viver sem calefação, 30° negativos não se enfrenta com conversa fiada. Quanto às cebolas fritas também acho forçação de barra sua e de seu amigo russo.
74 Antonio // 18/September/2008 às 21:28
E o “sociologia de botequim awards”, edição 2008, já tem um vencedor!
Desculpe, não me contive.
ACT
75 T.T. Crickett // 18/September/2008 às 21:34
Ah ta. E as usinas são abastecidas com o que? peidos? E calefaçao garantida, meu caro, só em Moscou. Esqueceu o tamanho da Rússia? O resto do país sofre sim, cortes ou atrasos na calefaçao e se vira como pode (queimam desde lenha até bosta humana ressecada para nao morrerem congelados). Acorda, Alice!
76 Antonio // 18/September/2008 às 21:34
Ué, então apresente as estatísticas de 2007… Simples assim.
Tenho a impressão de que não devem variar significativamente. Mas posso estar enganado, é claro.
ACT
77 T.T. Crickett // 18/September/2008 às 21:35
Concordo, Antonio. Vc é hors-concours. Citar dados de 2002, francamente.
78 T.T. Crickett // 18/September/2008 às 21:36
Já citei as de 2008. Vc que parece nao saber ler (ou nao entende espanhol?)
79 Dino // 18/September/2008 às 21:54
Se os russos se alimentassem de cebolas fritas, padeceriam de um mal, nosso velho conhecido chamado subnutrição, que em climas de frio rigoroso significa morte imediata, sem calorias absorvidas o corpo se consome rapidamente.
80 Dino // 18/September/2008 às 21:55
Não seja analfabeto caro, eu escrevi “não aquecem diretamente”.
Apesar de seus peidos conterem grandes quantidades de metano, não são utilizáveis em usinas termo elétricas, as usinas termo elétricas russas são em sua maioria a carvão (hulha), mas existe a gás natural, turfa que é uma matriz energética local abundante e outros combustíveis, as usinas nucleares também fornecem água aquecida.
81 Antonio // 18/September/2008 às 21:57
Cricket, permita-me refrescar sua memória.
Você não citou as estatísticas mundiais sobre o suicídio em 2008. Você apenas citou a agência de notícias Russa RIANovosti, dizendo que “A escala mundial, Rusia mantiene el segundo lugar en cuanto al número de los suicidios, entre Lituania y Letonia”.
As estatísticas globais, não vi.
E elas são importantes, se é que vc quer corroborar a sua tese de que governos malvados + falta de liberdade individual = suicídio na certa.
Meu caro, eu aposto contigo que não haverá variação significativa. Os 10 países que apresentam maior número de suicídios em 2002 continuarão sendo os mesmos em 2008 (ok, talvez um eventual sexto lugar pule para quinto, e vice-versa, mas isso não é uma alteração realmente gritante); ao mesmo tempo, os top 10 países com menos índice também permanecerão mais ou menos os mesmos.
A não ser que haja um evento catastrófico — guerra, epidemia, caos econômico profundo — as taxas de suicídio tendem a se manter mais ou menos estáveis.
Foi mal, peço desculpa pela ironia anterior. Mas é que, ao invés de procurar um argumento para rebater minha crítica, vc se limitou a dizer “arrá! estatísticas de 2002″ — como se 6 anos fizessem diferença no assunto em que debatemos.
ACT
82 Dino // 18/September/2008 às 21:59
Agora se você mora em uma datcha, realmente não tem calefação centralizada, queimasse lenha mesmo, alias não é diferente de nenhum fim de mundo da gelada Suécia ou Finlândia, por exemplo.
83 T.T. Crickett // 18/September/2008 às 22:02
Bem nutrido na Rússia, meu caro, só a nomenklatura mafiosa que sustenta o regime. E ninguém me contou sobre as cebolas fritas: eu vi. Estive na Rússia muitas vezes. Conheço-a de Leste a Oeste e de Norte a Sul. A diminuição da população russa nos últimos anos não te diz nada? O país perde quase 1 milhão de habitantes todos os anos (entre os que pulam fora e os que morrem). Transcrevo texto publicado recentemente: A população da Rússia está diminuindo num ritmo cada vez mais rápido, de acordo com a agência de estatísticas oficial do país. Segundo os cálculos, o declínio equivale à morte de cem pessoas a cada hora.”
Deve ser por causa das excelentes condições de vida, nao é mesmo?
84 T.T. Crickett // 18/September/2008 às 22:05
Dai-me paciencia… aí vai: Países do Leste Europeu são os recordistas em média de suicídio por 100.000 habitantes. A Lituânia (41,9), Estônia (40,1), Rússia (37,6), Letônia (33,9) e Hungria (32,9). Guatemala, Filipinas e Albânia estão no lado oposto, com a menor taxa, variando entre 0,5 e 2. Os demais estão na faixa de 10 a 16.
Isto aí é de janeiro deste ano. De lá para cá a Rússia passou para segundo e agora para primeiro lugar.
85 Dino // 18/September/2008 às 22:07
Como será queimar “bosta humana ressecada” de quem se alimenta com cebola frita? Tem bosta suficiente para calefação por 7 longos meses? As milhares de toneladas de carne que eles importam do Brasil com alto rigor sanitário, é totalmente consumida pelo Putin, por supuesto…
86 T.T. Crickett // 18/September/2008 às 22:09
Os números aí estão. Contra fatos não há argumentos.
87 Antonio // 18/September/2008 às 22:10
Certo. E o quê isto tem a ver com sua teoria para explicar os suicídios?
88 T.T. Crickett // 18/September/2008 às 22:13
Quanto à carne… de vez em quando eles resolvem vetar a importação, já reparou? Em uma destas vezes, a liberação custou 350 mil dólares. Foram pagos em cash, durante jantar de um empresário brasileiro com um burocrata russo em um dos restaurantes mais caros de Moscou.
89 T.T. Crickett // 18/September/2008 às 22:16
Até que foi barato, pelos padroes locais. Quanto aos suicídios… deixo a cargo de seus dois neuronios tentar entender a relaçao.
90 Antonio // 18/September/2008 às 22:24
Cara, na boa, o que eu estou tentando te mostrar é que vc está desconsiderando uma pá de variáveis. Religião, por exemplo.
Países muçulmanos tem baixes índices de suicídio. Lá o governo não costuma ser “bonzinho”. Tampouco costuma haver muita liberdade individual.
Ou ainda questão cultural. Os alemães têm boa qualidade de vida, bastante liberdade individual — eu sei disso, estive lá — e mesmo assim se suicidam pacas.
Enfim, a coisa é um pouco mais complexa do que vc coloca.
Agora vou dormir…
ACT
91 Antonio // 18/September/2008 às 22:26
(Aliás, vc é irmão do Chesterton, Cricket? Pq vc age igualzinho a ele quando criticado…)
92 T.T. Crickett // 18/September/2008 às 22:30
Ué… vc estava acordado???
93 Dino // 18/September/2008 às 22:31
Você “esteve”, eu lá morei por 6 anos.
Só há diminuição populacional em países desenvolvidos, o Haiti e outros que o digam , crescimento populacional, se não te informaram é sinal de subdesenvolvimento. Esses dados são estapafúrdios, se perdem 1 milhão de habitantes por ano, não se sabe, através dos seus poucos confiáveis dados, se morrem de frio e fome ou se emigram. Se morrem o mundo está sem saber de uma das maiores tragédias humanas de todos os tempos, superando em numero inclusive o holocausto, já se emigram, gostaria de saber que país generoso anda recebendo hospitaleiramente essa horda de comedores de cebolas. Que agencia de estatística oficial é essa? Pode dar o link que eu leio russo fluentemente.
Já que você entende russo: Pachol ti na rui! Duratchok!
94 Dino // 18/September/2008 às 22:54
No final das contas, pelas informações deste palerma chego a interessante conclusão que o negocio mesmo é ir morar na Albânia, com direito a roubar o relógio do próximo presidente estadunidense a visitar aquele paraíso na terra…
95 T.T. Crickett // 18/September/2008 às 23:27
Já ouviu falar em google, yobaniy pidar?
Te vira, joga o texto lá e acha a fonte, se for capaz.
96 T.T. Crickett // 18/September/2008 às 23:46
Como eu sei que vc NÃO É CAPAZ de realizar essa tarefa sozinho, aqui vao alguns links, sortidos: sobre suicidios e também sobre a reduçao da população por mortalidade natural e emigraçao:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/bbc/ult272u43823.shtml
http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u306935.shtml
http://sp.rian.ru/onlinenews/20080131/98091346.html
http://www.vermelho.org.br/diario/2005/0426/0426_mortalidade_russ.asp
http://nuvemsobreoatlantico.blogspot.com/2008/09/procriao-na-rssia.html
97 T.T. Crickett // 18/September/2008 às 23:49
Um aperitivo, procê:
População da Rússia pode cair um terço até 2050
STEVEN EKE
da BBC Brasil
A população da Rússia está diminuindo num ritmo cada vez mais rápido, de acordo com a agência de estatísticas oficial do país. Segundo os cálculos, o declínio equivale à morte de cem pessoas a cada hora.
O tema recebeu atenção internacional, com um alerta da Organização das Nações Unidas (ONU) de que a população russa pode diminuir em um terço até a metade do século.
Especialistas sugerem que o crescimento econômico e melhores padrões de vida poderiam reverter o quadro.
Mas a agência de estatísticas diz que a melhora na economia não está tendo impacto na histórica baixa taxa de natalidade do país e na diminuição da população.
Expectativa
O número de russos que vivem na miséria caiu pela metade nos últimos anos, mas muitas regiões do país ainda registram muito mais mortes do que nascimentos.
Estatisticamente, um menino recém-nascido na Rússia não deve chegar ao seu 16º aniversário. A principal causa de sua morte normalmente é uma doença relacionada ao estilo de vida e que poderia ser prevenida, como é feito em países ocidentais.
Muitos políticos russos colocam a culpa em reviravoltas políticas e sociais do país. É verdade que milhares de russos passaram a viver na pobreza após o colapso da União Soviética.
Mas muitos demógrafos ocidentais dizem que esse não é um fenômeno especificamente russo, é somente uma continuação de tendências que já haviam começado na Rússia na década de 60.
Uma distância crescente entre as expectativas de vida no Ocidente e na então União Soviética foi notada há 40 anos.
Soluções
Muitas soluções já foram propostas para o problema, desde a retirada de alguns impostos até a legalização da poligamia.
Instituições como a Organização Mundial de Saúde e a ONU pediram que o governo russo leve o assunto mais a sério.
Eles acreditam que medidas mais simples, como o aumento do preço de bebidas alcoólicas e a obrigação do uso de cinto de segurança, podem fazer uma grande diferença.
98 T.T. Crickett // 18/September/2008 às 23:55
Mais boas notícias:
Desde o colapso da União Soviética, em 1991, a Rússia vê sua população diminuir drasticamente, com um declínio médio de 700 mil habitantes por ano. Uma projeção feita pela ONU em 2006 colocou o país na quinta posição entre os países industrializados que mais devem perder população no intervalo de 2007 a 2050, devendo chegar a pouco mais de 100 milhões de habitantes dentro dos próximos 40 anos.
99 Homero // 18/September/2008 às 23:59
Caro PD,
o “Chicken Game” é chamado nos livros de Teoria dos Jogos em português com o sugestivo nome de “Roleta Russa”. ;-)
Apesar do nome, o não é o melhor modelo para analisar o caso da Geórgia, porque o que ocorre alí é uma “Proxy War”. Não seria uma guerra direta entre Rússia e EUA, mas um conflito entre a Abcásia e a Ossétia, apoiadas pela Rússia, de uma lado e a Geórgia, apoiada pelos EUA e Europa, do outro.
O Modelo de Negociação de Nash, no qual a “Roleta Russa” se baseia pode não ser o ideal para o problema da Geórgia, e sim o Modelo de Negociação do Rubinstein. Nesse modelo um dos lados, no caso os EUA e a Europa, sinalizariam à Rússia que apoiariam incondicionalmente a Geórgia, assim a se essa sinalização for crível (pelo lado da Europa fica difícil, né?), a Rússia acaba se contentando com uma saída menos vexatória e desiste primeiro de “apertar o gatilho” da “Roleta Russa”.
Essa foi a tática usada pelos EUA na década de 1980, ao aumentar de forma extrema os gastos militares. A URSS achou a ameaça crível, tentou acompanhar e faliu.
Outro exemplo de sinalização no Modelo de Negociação de Rubinstein, agora com “Proxy War”, foi o apoio dos EUA aos rebeldes talibãs no Afeganistão na década de 1980, que levou a URSS a um desgaste tão grande que os russos abandonaram o Afeganistão 10 anos depois de tê-lo invadido.
100 marco // 19/September/2008 às 0:00
Pedro Dória : ” Se há uma coisa que o atual comando russo deixou claro é que não tem medo. Se considerar que deve entrar numa disputa militar, entrará. Moscou não hesitará em invadir Geórgia ou Ucrânia se considerar adeqüado.”
eu -
Disputa militar, tudo bem.
Guerra, não.
Péssimo negócio para tudo mundo, das Montanhas Rochosas aos Urais.
ma
101 T.T. Crickett // 19/September/2008 às 0:01
Segundo o Banco Mundial, 20% da população russa vive hoje abaixo do nível de pobreza, recebendo o equivalente à R$ 90,00 por mês.
A elevada mortalidade na Rússia não está ligada aos efeitos decorrentes do expressivo número de idosos como no Japão. A singularidade reside na elevada taxa de mortalidade precoce entre indivíduos do sexo masculino, situação atribuída ao elevado consumo de álcool e tabaco e também pelas tensões geradas pelos problemas econômicos que o país vem atravessando. A guisa de comparação, a expectativa de vida de um russo é de 59 anos, enquanto a de um nipônico é de 79.
Desde a desintegração da União Soviética em 1991, muitas pessoas de origem russa que viviam em outras repúblicas que compunham a URSS, retornaram para a pátria-mãe. Ao mesmo tempo, milhões de russos deixaram o país em busca de melhores condições de vida principalmente em países da Europa Ocidental, Estados Unidos e Israel. Embora esse movimento de saída aparentemente esteja diminuindo, estimativas indicam que nos últimos dez anos, cerca de 5,5 milhões de cidadãos russos abandonaram o país.
102 T.T. Crickett // 19/September/2008 às 0:02
E mais nao posto. Fui.
103 marco // 19/September/2008 às 0:13
Pedro, acho que em Juventude Transviada James Dean e outro rebelde sem causa dirigem seus carros em direção a um abismo pavoroso.
Quem freasse primeiro era maricas.
Mas havia sim uma regra do jogo.
O mais perto possível da morte os pilotos se jogavam dos carros em movimento.
James Dean, que era o mocinho do filme, saltou.
O outro, ficou com o blusão de couro preso na porta e não consegiu saltar. Seu carro voou e se espatifou uns 200 metros abaixo.
James, ileso do tombo, levantou, sacudiu a poeira, e, junto com Sal Mineo e Natalie Wood deu prosseguimento ao filme.
Inútil. Do destino ninguém foge.
Pouco tempo depois, em uma estrarda da Califórnia, a caminho de uma corrida de automóveis, de repente, depois do desastre, ninguém poderia dizer o que era Porsche e o que era James Dean.
Ele teve a sorte de morrer jovem e virar mito.
Bem melhor que virar um roqueiro velho sacudindo as pelancas cheias de drogas no Rock in Rio in Madrid.
104 T.T. Crickett // 19/September/2008 às 0:36
Não resisto:~
“A hipermortalidade e a evaporação demográfica da Rússia”
A Rússia parece enredada numa teia cada vez mais densa de problemas demográficos de dimensões apocalípticas. Depois das notícias (ver AQUI) que dão conta da perda de 700 mil habitantes por ano, um problema especialmente grave nas regiões da Ásia Central e do Extremo Oriente, com a multiplicação de cidades fantasma pelo interior da Federação Russa. O problema é tão grave que as Nações Unidas estimam que em 2050 a população russa vai descer dos atuais 146 milhões para entre 80 a 100 milhões.
Mas para além desta demografia em declínio, a Rússia conhece - segundo a ONU -um novo fenómeno conhecido como “hipermortalidade”. O fenómeno ocorre sobretudo durante a idade ativa e consiste na existência de uma mortalidade 3 a 5 vezes maior para os homens e duas vezes mais alta do que a de qualquer país que tenha um nível de desenvolvimento semelhante ao russo. Este fenómeno, conjugado com o declínio demográfico indicado no parágrafo anterior, faz com que a população russa capaz de trabalhar se reduza ao ritmo de um milhão de trabalhadores a menos a cada ano que passa, numa caminhada descendente, que será de 670 a 750 mil por ano em 2020 e de 900 mil a um milhão em 2025. Um tal declínio vai inevitavelmente afetar a Economia russa, especialmente se lhe somarmos o começo do declínio da produção de gás e de petróleo que se estima que comece a ocorrer a partir de 2010-2015.
Embora existam vários factores que contribuem para o grave problema demográfico russo, sendo que um dos mais importantes é o do SIDA que desde 1997 se multiplicou no número de infectados mais de 370 vezes… Atualmente, 1,3 milhões de russos convivem com o vírus e o número de crianças que nascem já com o vírus sofreu um aumento de 44% em 2007. O problema demográfico russo é contudo anterior ao próprio estabelecimento da democracia na Rússia, em 1991, radicando-se em meados da década de 80 ou mesmo em 60, para alguns demografos em resultado de um sistema de saúde deficiente e a uma quase sistemática ausência de uma estratégia de prevenção de doenças, ainda durante essa fase terminal do regime comunista, mas que foi muito agravado depois de 1991. Para culminar, a Rússia tem um problema grave e disseminado de alcoolismo, com mais de um terço de todas as mortes masculinas ligadas a um consumo excessivo de alcóol.
Estes problemas demográficos parecem desmentir a colocação da Rússia entre os BrIC (em r menor…), as potencias económica do futuro… Assim, em vez de BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), teríamos os… BIC, pois como pode um país sustentar a sua economia e o crescimento da mesma sem população
105 Dino // 19/September/2008 às 2:06
Pois é… Eu estou me oferecendo para fecundar a Maria Sharapova para que os russos não se extingam…
106 Dino // 19/September/2008 às 2:07
Blog português é demais…
107 ROFL // 19/September/2008 às 3:54
T.T. Cricket?
Ta de palhacada ou eh soh pra provocar?
O pessoal aqui mais ou menos ja sabe que moro na Estonia, que por sinal, soh na capital metade da populacao eh de origem russa.
O que diabos tu ta falando de cebola frita com falta de calefacao? A Russia hoje em dia tem uma qualidade de vida MUITO maior que nos tempos da URSS.
Vivem bem, estao SUPER-MEGA-FELIZES pelo Putin, que alias se pudesse seria re-eleito pela populacao centenas de vezes.
Nao sei de onde voce tirou essa ideia de que os russos sao infelizes no pais onde vivem. Sao extremamente nacionalistas e para eles a Russia eh sim o paraiso na Terra.
Quanto ao alcoolismo, isso se da principalmente pelo estilo de vida que eles levam. Eh o que eles entendem que te salva do frio. Ja pegou -25 graus na nuca logo de manha cedo? Eu jah.
Quando morei no Brasil, vivi muitos anos em Santana do Livramento/RS fronteira com Uruguai e ate la, quando bate o inverno, a gauchada acorda e toma aquele cafezinho com uma dose de cachaca pra “esquentar”. Tradicao.
Associar exclusivamente a taxa de suicidios russa com “qualidade de vida/alcoolismo” eh muito simplista e nao vale retrucar. Existem muito mais fatores envolvidos.
Voce sabia por exemplo que a Policia russa nao interfere em assuntos familiares como violencia domestica? Sao assuntos internos que eles entendem que nao devem meter a mao. Eh o estilo de vida e cultura DELES somente e nao somos nos que temos que falar alguma coisa. Teu “amigo” deveria ter falado pra voce que la, se o marido mete a mao na esposa eh “porque ama ela” e essa eh a ideia que eles tem. La eh considerado correto e uma mostra de afeto, mesmo que para nos seja algo aterrorizante.
Enfim, o mundo eh bonito do jeito que eh justamente pelas diferencas que cada povo tem, sua diversidade cultural e tudo mais. Torcer para um mundo dominado e controlado pelos US of A do Baby Bush, com seus deturpados valores sobre a democracia eh ridiculo e absurdo.
Voce nao tem ideia de como a Russia eh importante para manter, a seu modo, um mundo balanceado. Forcar uma “democracia americana” seria suicidio mundial.
Eu, de coracao, torco para que voce nunca tenha filhos e espalhe essa ignorancia genetica. O mundo ja esta cheio de marionetes e nao precisamos de mais.
108 Chesterix-Darlymple (velho colega) // 19/September/2008 às 8:12
anti-americano prefere morrar na Siberia ou no Saara a admitir que os gringos são mais benéficos que os russos.
109 Chesterix-Darlymple (velho colega) // 19/September/2008 às 8:13
morrer na Siberia…
110 Chesterix-Darlymple (velho colega) // 19/September/2008 às 8:15
Maciel: Brasil é o vice-campeão em impostos
Senador Marco MacielO senador Marco Maciel (DEM-PE) afirmou hoje (18) que a carga tributária subirá novamente neste ano, devendo passar dos 37% do Produto Interno Bruto (PIB), contra 36,08% de 2007. O parlamentar observou que o percentual coloca o Brasil como vice-campeão mundial de impostos, ficando abaixo apenas da Dinamarca. Marco Maciel acrescentou que a legislação brasileira sobre tributação é tão complexa que uma empresa que opera em todo o país deve cumprir determinações contidas em mais de 55 mil artigos de leis, regulamentos e portarias, o que afeta seriamente a produtividade das empresas. O democrata pediu ao Senado que retome com urgência o debate sobre a Reforma Tributária para que se evite futuras “guerras fiscais tão prejudiciais ao federalismo”.
chest- e isto é só o índice oficial, na verdade esta acima de 40% há 2 anos. neguinho no brasil é pato…..
111 Marcelo Augusto // 19/September/2008 às 8:23
Hallo, Pessoal!
Suicídio é uma das maiores viadices deste mundo.
Abra uma cerveja, coloque um bom heavy metal old school no último volume e se agarre na cintura de uma mulher…
[]’s
Marcelo
112 T.T. Cricket // 19/September/2008 às 9:48
ROFL, também morei 4 anos em uma ex-república soviética. Fui à Rússia dezenas de vezes e tenho dezenas de amigos que ainda vivem lá. Vc endoidou, só pode.
113 T.T. Cricket // 19/September/2008 às 9:50
Dino, vc jamais fecundaria a Sharapova. Russos nao gostam de se misturar com chorniy zhopiy, esqueceu? E para eles, essa classificação vale para qualquer um que não seja russo.
114 O chato do Pasquale // 19/September/2008 às 12:24
(sim, é o Esprit de porc aqui)
Ô senhor PD, adequado não tem trema!
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