Eleições EUA: Libertários de Ron Paul, mulheres
de McCain e piadas de Obama

EUA · 11/09/2008 - 03h49 - 36 Comentários

São os seguintes os estados em que há um número razoável de eleitores libertários: Colorado, Dakota do Norte, Nevada, New Hampshire e Michigan. Libertários? Consideram que o Estado não deve se meter na vida de ninguém, seja do ponto de vista social, seja do econômico. Num resumo simples: pró-aborto, pró-mercado livre.

No Colorado dá empate entre Obama e McCain. Em New Hampshire, a tendência ligeira é pró-Obama e Nevada é um tico pró-McCain. Dakota do Norte está aparentemente sólido com McCain e Michigan, com seus respeitáveis 18 votos no Colégio Eleitoral, tende um quê a Obama. Por que é importante? Porque Ron Paul deixou claro que não apoiará o candidato de seu Partido Republicano. Se com Sarah Palin e sem Ron Paul esse grupo pequeno embora coeso de eleitores decidir tomar o rumo de seu representante, McCain tem um problema.

Outros números que Barack Obama tem em mente: desde janeiro, 3,5 milhões de norte-americanos se registraram para votar. É pouco usual. Na Flórida, Michigan e Carolina do Norte – estados em que a campanha está apertada e com muitos votos no Colégio Eleitoral –, foram mais de 400.000 cada. Há republicanos e democratas nesse conjunto. Mas, na maioria dos estados, mais da metade destes novos eleitores têm menos de 35 anos. É um público que tende a votar Obama. Ter-se registrado não quer dizer que votará no dia da eleição. Mas quer dizer que se envolveu de alguma forma com a disputa eleitoral.

John McCain nunca viu tantas multidões em seus comícios como as que têm aparecido desde que Sarah Palin pôs-se a seu lado.

Obama no David Letterman, há algumas poucas horas: ‘Como alguém que já esteve nas capas da Time e da Newsweek, devo reconhecer que ela é um fenômeno’. Referia-se a Palin. ‘Foram bons dias para você’, comentou Letterman, irônico. ‘É. Bons dias. Tive uma oferta para a capa da Popular Mechanics.’ (É uma revista para entusiastas que montam apetrechos mecânicos em casa.) O público caiu na gargalhada.

Pesquisa do Wall Street Journal: Barack Obama tinha uma vantagem de 14% sobre John McCain entre as mulheres. Após Sarah Palin, caiu para 4%.

Sexta-feira, a ABC transmitirá um especial Sarah Palin. Inclui uma longa reportagem biográfica, a entrevista que Charlie Gibson está fazendo com ela e um debate moderado pelo próprio Gibson. Tudo sobre o programa, aqui no Weblog.

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