O avanço chinês na economia britânica

China · Europa · 8/09/2008 - 11h35 - 13 Comentários

Se há um país que está se saindo bem economicamente no mundo é a China. Um truísmo, por certo – todos o sabem. Mas aproveitando-se da crise econômica nos EUA, por exemplo, os chineses estão comprando mais e maiores participações societárias em empresas norte-americanas diversas. Não apenas, informa o Daily Telegraph: no Reino Unido, também.

A bolsa de valores britânica cai e o dinheiro chinês vai entrando: Cadbury, HSBC, a Bolsa de Valores de Londres, Marks & Spencer, Tesco, Old Mutual, Prudential. A se contar o valor atual das ações, são uns 16 bilhões de dólares que entraram no Reino Unido vindos do Banco Central Chinês. Este é o naco conhecido. Como as transações vêm através de uma complexa engenharia financeira, não é elementar traçar a origem de todos os investidores que estão aparecendo para aproveitar o momento ruim da bolsa.

Nesta faixa – dos 16 bilhões – os chineses já estão entre os 25 maiores investidores da Bolsa de Valores de Londres. É uma movimentação nova, esta, de sair comprando ações de empresas privadas no Ocidente. Até 2007, 18 bilhões de dólares era tudo o que tinham nas bolsas do exterior. Hoje, é quase o que têm só em Londres. O governo chinês dispõe de 1,7 trilhões de dólares em moeda estrangeira. Deste total, algo entre 70 e 80 bilhões foram separados para a formação deste fundo que investe nas bolsas. É o maior fundo em operação no mundo.

Mesmo internamente, na China, a movimentação gera críticas. Uma delas é de que alguns dos que governam estes fundos, em geral, têm experiência no comando da economia e dos bancos chineses. Não é pouco. Mas as grandes bolsas de valores do ocidente envolvem jogos de complexidade diferente. O maior fundo em operação no mundo, portanto, é comandado por gente com pouca experiência no ramo.

O objetivo, a princípio, é investir. Não dominar. Após quebrar a cara com a resistência do governo norte-americano com uma compra, no ano passado, os chineses hoje tentam não comprar mais do que 3% das ações de cada empresa. Assim, não chamam a atenção de ninguém.

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