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A estratégia de John McCain para vencer

September 5th, 2008 · · 61 Comentários

John McCain fez seu discurso, nada que emocionasse ninguém como o de sua vice, mas os dados estão lançados e a estratégia de cada uma das candidaturas, traçada. Andei fuçando os blogs brasileiros que comentam a eleição norte-americana. Há quem torça para um, há quem torça para o outro. Torcer é bonito, faz de tudo mais emocionante e, cá no Weblog, não se disfarça a preferência por Barack Obama.

O problema da torcida é que ela, com freqüência, faz perder a objetividade. Um pouco de experiência com análise eleitoral não custa.

No momento, ambos os candidatos têm um mesmo mapa eleitoral na frente. Os EUA reúnem 50 estados que enviam delegados para o Colégio Eleitoral. Alguns desses estados jamais votarão para um candidato democrata e outros não votarão num republicano. Mas há estados que podem pender para um lado e para o outro.

Qual é a arte aqui? Cada estado indeciso é formado por vários grupos demográficos com interesses específicos. Jovens até 30, negros, mulheres de meia idade, pessoas preocupadas com o conceito de um Estado mínimo. São grupos que às vezes se intercalam, outras não. Quem não estiver envolvido emocionalmente com a eleição sequer sai de casa para votar. A arte, aqui, é fazer pesquisas exaustivamente até traçar que grupos nos estados indecisos podem ser conquistados e fazer com que, para eles, a eleição seja emocionante, decisiva, importante.

Os EUA são um país dividido. Metade republicana, metade democrata. Noutros tempos não foi assim, agora é. Quem conseguir um ou dois grupos a mais leva o prêmio no final.

Que ninguém tenha dúvida de que John McCain começou a semana em séria desvantagem. A evidência disso é que ele mudou completamente a imagem que pretendia passar.

Sarah Palin é uma jogada brilhante? É o tipo da afirmação que só será possível fazer com as pesquisas na mão. É uma jogada ousada. Basta ver a reação do público na Convenção. Foi amor à primeira vista. A direita cristã, profundamente conservadora em termos sociais, fez a diferença nas eleições de George W. Bush. Garantiu sua eleição. Palin fala a eles e sua mensagem cala fundo. É uma turma que olhava com desconfiança para McCain, agora ele os conquistou.

Sarah Palin tem outra qualidade: é um rosto novo. Diferente. Não é à toa que John McCain falou a palavra ‘mudança’ 10 vezes em seu discurso de ontem. Não dá para lutar contra os fatos: os norte-americanos querem um governo diferente. É uma tarefa difícil vender mudança de dentro do partido do governo. Mas ‘mudança’ é também uma qualidade abstata. Que tipo de elementos ressoarão como ‘mudança’ para os eleitores? O que vai convencê-los de que agora tudo enfim mudará? Palin é nova e empolgante para os conservadores sociais. Mas seu discurso não será muito parecido com o do atual governo? Foi uma aposta de McCain.

Ele bateu em três temas durante a Convenção. O primeiro é a mudança encarnada por Palin. Um rosto diferente em Washington. O segundo é sua experiência como prisioneiro de guerra. O norte-americano médio gosta disso. É o tipo do tema – patriotismo – que cala fundo no homem branco de classe média baixa, o operário de estados chave como Ohio e Michigan. O terceiro tema é um clássico do discurso republicano: impostos. Os outros vão aumentar seus impostos.

Aqui, isto é muito importante. Hoje, foi anunciado o novo índice de desemprego no país. Bateu em 6,1%, um recorde histórico. As pessoas estão perdendo suas casas. Literalmente. Este é o desafio de John McCain. A revolta com o governo de George W. Bush não é pequena: sente-se nas ruas. A vida está muito difícil e todo mundo faz contas. Fechar o mês é uma tarefa dura. Atendimento médico, nos EUA, é uma fortuna. Seguro de saúde, idem. Imagine o plano mais caro de uma Amil, é o preço de um plano de saúde mediano. A qualidade que se recebe, em retorno pelo mesmo preço, é bem menor. A aposentadoria da classe média está em risco.

Os republicanos falaram de valores cristãos, patriotismo e impostos baixos. Os democratas dizem que, impostos baixos para a classe média, na verdade é com eles. Fora esse desentendimento, prometem atendimento de saúde universal. E a economia dos tempos de Bill Clinton. É tentador.

Qual discurso vai mover os eleitores? Já no fim de semana teremos pesquisas para começar a entender. Uma pista: valores abstratos fazem a diferença em tempos de bonança. Quando a economia está mal, os eleitores votam pensando no bolso. A chave para os republicanos é convencer o público de que os democratas aumentarão seus impostos.

Tags: EUA

61 Comentários até agora ↓




  • 1 aniiimo // 5/September/2008 às 11:34

    desnecessario dizer que esse blog torce pelo tal Obama…eh so ler meia duzia de palavras de qualquer post sobre politica/eleicao americana que a conclusao eh certeira…

  • 2 Pedrita // 5/September/2008 às 11:47

    OBAMA PRA PRESIDENTE.
    Isso não é justo: Só usamericano podem votar pra presidente dos USA. Eu quero me mudar pra lá por motivos altruístas mesmo odiando usamericano. Mas o Bush não deixa. Sou ecologista e quero cuidar do verde Dolar.

  • 3 Diego // 5/September/2008 às 11:53

    “Não é à toa que John McCain falou a palavra ‘mudança’ 10 vezes em seu discurso de ontem. ”

    Ué, usou o mesmo discurso ou o mesmo papo furado do Obama?

    No fundo, bem no fundo mesmo, são todos iguais. Políticos são ótimos em discurso, e só.

  • 4 Odracir Silva // 5/September/2008 às 12:07

    Mais ou menos o post, meio superficial e meio errado. 1)O pais ee dividido, sim, porem haa mais democratas q republicanos. O q faz a diferenca ee q os republicanos vao votar. Se nao houver uma boa presenca de negros, o Obama estara em perigo. Os estados importantes (os “swing states”) sao Ohio, Pensivalnia e Florida - o jornalista fez uma pesquisa por estes estados p/ tal afirmacao? 2) Ficar em NYC, nao ee um bom barometro. Se vc ficar em NY ou na CA, em San Fran ou LA, dai vai ouvir muita reclamacao do gov. Bush, porem se for parar p/ ver no meio, ainda haa muita gente q apoia os republicanos. Como bem mostrou a eleicao de 2000, isto pode ser importante. 3) Eu concordo c/ a analise da Sarah Palin, ela foi nomeada p/ solidificar os votos dos conservadores (eu pensei q seria o Huckabee), nao para pegar os votos das mulheres das calcas viajantes como uns blogs escrevem por ai. 4) Tabem faltou escrever q o John McCain ee (ou foi) considerado um maverick no partido republicano, ie, um franco atirador (o Ciro Gomes ee o q mais se aproxima na politica nacional). Haa uma independencia em relacao ao gov. Bush filho (no discurso nao foi dito o nome do presidente).

  • 5 Odracir Silva // 5/September/2008 às 12:12

    5) Sobre os “swing votes”, haa tb os “blue collars” e hispanicos, principalmente em Ohio-Pensilvania, e na Florida, respectivamente. 6)Sobre as mulheres, o q muitos blogs esquecem ee o beneplacito da Hillary a Obama. Alias, os dois dircusos dos Clintons deram um bom comeco para cobrir as feridas do partido democrata.

  • 6 Pedro Doria // 5/September/2008 às 12:22

    Odracir Silva, ouvi reclamações da economia também em Dallas e em Miami.

    Ohio, Pensilvania e Flórida não são os únicos swing states. Nevada e Montana estão em jogo. Assim como a Carolina do Norte, Virgínia, Michigan. Uns têm mais votos, outros menos. Mas dependendo da distribuição, podem definir o jogo.

    E, olha, ninguém consegue ser um maverick e sair candidato à presidência ao mesmo tempo. Ou vc tem independência do partido ou vc é o líder do partido. McCain, candidato, é mais a cara do Partido Republicano, não menos.

    Por fim, negros não são o único grupo demográfico fiel a Obama. Jovens garantiram a vitória de Bill Clinton em 92 e têm votado pesadamente em Obama nesta eleição. É só um exemplo. Não simplifique as eleições dos EUA em negros vs mulheres mais velhas como a campanha de Hillary Clinton fez. Ou negros vs religiosos como alguns blogueiros acham que será.

    Quem acha que é por aí está subestimando o impacto da economia na classe média baixa.

  • 7 Marcos Diniz Ribeiro // 5/September/2008 às 12:25

    Pedro, além do RA, quem mais nos blogs torce para o McCain? Ou na imprensa??

    Outra: os debates têm importância ou não?

  • 8 Pedro Doria // 5/September/2008 às 12:36

    Marcos Diniz Ribeiro, dos blogs grandes, no Brasil, acho que só o Reinaldão. Mas há uma penca de blogs conservadores pequeninos que seguem os ensinamentos do Olavão.

    Os debates são importantes, sim. Se os dois estiverem bem, nada muda. Se um de destaca muito, em geral há grande impacto. Às vezes, basta uma frase. O Reagan destruiu o Carter, em 80, com uma única frase: ‘lá vem você outra vez’… consolidou a idéia de que o Carter era um cara meio alienado, perdidão, que complicava demais as coisas. Em 1992, o Bush pai ficava olhando para o relógio o tempo todo enquanto o Clinton parecia relaxado. Nessa, Clinton parecia seguro e, Bush, desesperado. Em 1960, Richard Nixon foi ao debate com a barba mal feita. Era o primeiro debate pela tevê e ele estava habituado com rádio. Parecia um bandido, reforçando uma imagem de vigarista que alguns tinham dele. Fez o pingo de diferença que o Kennedy precisava. Em 2000, o Gore apareceu excessivamente maquiado num debate, meio autômato em outro, enquanto o Bush falava simples. Há uma penca de histórias assim em debates. Fazem *muita* diferença.

  • 9 Diego // 5/September/2008 às 12:41

    Pedro, seguindo a pergunta do Marcos Diniz Ribeiro, dos principais jornais e redes de televisão dos EUA, quem é mais pró-Obama e quem é mais pró-McCain?

    “blogs conservadores pequeninos que seguem os ensinamentos do Olavão.” kkkkkkkkkkkkkk

    Isso é o que não falta na blogosfera brasileira.

  • 10 Odracir Silva // 5/September/2008 às 12:52

    Acho q vc devera checar nas cidades pequenas/medias tb. Mesmo em cidades grandes haa muitos nichos. O McCain ganhou as primarias, pq era o unico c/ condicoes de ganhar. Ou vc acho q o Mitt Rommey, ou o Mike Huckabeee tinham alguma chance? O partido republicano ee mais pragmatico do q vc pensa.

  • 11 Marcos Diniz Ribeiro // 5/September/2008 às 12:56

    :-) Ô, maldade.

  • 12 Odracir Silva // 5/September/2008 às 12:58

    O q disse ee q o McCain atrai os independentes pq ele ee (ou era) considerado um “outsider” no partido. Sobre a economia, ai esta uma boa discussao. Quem ganhara a parada, menos impostos, ou ter uma ampla seguridade social? Nao q as duas coisas sejam concomitantes (o discurso do Obama), mas o McCain dira q nao sera possivel fazer as 2 coisas ao mesmo tempo. Porem, concordo, c/ o caro Doria, se houver uma presenca de uns 60%, o Obama leva.

  • 13 Pedro Doria // 5/September/2008 às 13:01

    Odracir Silva, até os marqueteiros do Partido Republicano ainda estão tentando compreender o que definiu as primárias. São muitos detalhes.

    O Huckabee teria levado se o Fred Thompson não tivesse tirado votos dele nas primeiras primárias do sul. Ou se ele tivesse entrado na corrida antes. O Romeny teria levado se não fosse o Giuliani.

    Cara… eleição *nunca* é definida por pragmatismo. Eleição é definida por emoção. Medo de não ter dinheiro, paixão etc. Não por decisões frias, para horror dos liberais.

  • 14 Pedro Doria // 5/September/2008 às 13:04

    Diego, os jornais costumam anunciar quem apóiam nas vésperas das eleições.

    Mas é bastante claro que MSNBC e (talvez) CNN, dentre os canais de notícia, são pró-Obama, e que a FoxNews é McCain. Das redes abertas — CBS, NBC e ABC, não sei se há uma preferência clara. Não sinto. Mesmo.

    Dos jornais… New York Times será pró-Obama, imagino, e o Wall Street Journal, pró-McCain. O Washington Post, chuto, irá de Obama. Mas a cobertura dos repórteres tende a ser isenta.

  • 15 Odracir Silva // 5/September/2008 às 13:11

    “Cara… eleição *nunca* é definida por pragmatismo. Eleição é definida por emoção. Medo de não ter dinheiro, paixão etc. Não por decisões frias, para horror dos liberais”. Outra afirmacao incompleta do caro Doria, esqueceu q eleicao ee definida por dinheiro, e muito (atee o Obama concorda c/ isso). E o McCain teve muito das verdinhas, o q mostra o pragmatismo dos republicanos. O resto (tirando o Mitt Rommey q colocou dinheiro de sua fortuna) penou p/ ter o dinheiro (o Huckabee fez uma campanha notavel, com pouco dinheiro - O Giulianni, coitado…). Alias, se eu fosse um dos marqueteiros a quem vc se refere, eu ia checar a trilha das verdinhas.

  • 16 Odracir Silva // 5/September/2008 às 13:13

    O NYT, em editorial, jaa escreveu q apoiava a Hillary e o McCain. Nao sei se vai haver um outro editorial escrevendo q vai apoiar o Obama.

  • 17 RW in Miami // 5/September/2008 às 13:21

    O Karl Rove fez uma analise interessante sobre os swing states para a Newsweek. Nao concordo com quase nada de suas posicoe spoliticas, mas que o cara e’ um marketeiro politico de mao cheia, isso e’.. Deem uma olhada em http://www.newsweek.com/id/156495

  • 18 Gabriel Trigueiro // 5/September/2008 às 13:22

    Pedro, commendatore, uma pergunta técnica: o que você tem achado da leitura que o Reinaldo Azevedo tem feito das eleições norte-americanas?

    Abraços,

  • 19 Chesterton // 5/September/2008 às 14:17

    tem 1 hora, PD não responde, e todo mundo esperando. humm…..

  • 20 Swamoro Songhay // 5/September/2008 às 14:41

    Ao que parece, a Sarah Palin foi escolhida para apaziguar a direita repubicana, os mais radicais, enquanto o McCain fica mais livre para chamar a atenção dos democratas descontentes, dos republicanos menos radicais e dos independentes. Além de poder acenar para a juventude que se encantou com Obama, apresentando discurso menos belicistas. No encerramento da convenção ele se intitulou como vetor de mudança, mote da campanha de Obama.

  • 21 Chesterton // 5/September/2008 às 15:00

    .. e mandou a Russia se cuidar.

  • 22 Paulo de Freitas Dias Filho // 5/September/2008 às 15:30

    Pedro,

    Com certeza, entre aqueles que torcem para algum candidato, o comentarista com maior grau de objetividade é o Reinaldo Azevedo(muitos risos).

    Uma pergunta: qual a porcentagem do eleitorado americano que costumar sair de casa pra votar nas eleições de 4 de novembro?

  • 23 aniiimo // 5/September/2008 às 16:19

    “seguimos” o Olavao porque simplesmente tudo que ele publica, denuncia e comenta, eh confirmado um tempo depois…

    o homem acerta praticamente todas…

    e nao eh adivinhacao, eh estudo e conhecimento mesmo :)

  • 24 André Abreu // 5/September/2008 às 17:12

    Odracir,

    acho impossível o NYT “apoiar” o McCain. Nas primárias o que no máximo fizeram foi recomendar a Hillary e o McCain, para o gosto de cada um.
    Mas as reportagens sobre o McCain no NYT ultimamente vem batendo forte nos seus pontos negativos.

  • 25 Odracir Silva // 5/September/2008 às 17:55

    Caro Andre, como dito anteriormente, em EDITORIAL, o NYT apoiou o McCain e a Hillary. Isto ee fato. Porem, isto nao significa q o jornal possa mudar de posicao. Alias, como pode-se notar no editorial de hoje, acho q isto deixei claro no post q escrevi, pois no editorial q o jornal apoiava a Hillary, tb havia bons elogios ao Obama.

  • 26 Paulo // 5/September/2008 às 18:05

    “Bateu em 6,1%, um recorde histórico”

    Hein?

    Em Junho 2003 o indice era de 6.3%. Dezembro de 91 era 7.3 e Junho de 1992 era 7.8%.

    O site do Bureau of Labor Statistics ajuda muito:
    http://www.bls.gov/cps/home.htm

  • 27 Diogo // 5/September/2008 às 18:35

    “Paulo de Freitas Dias Filho // 5/September/2008 às 15:30

    Pedro,

    Com certeza, entre aqueles que torcem para algum candidato, o comentarista com maior grau de objetividade é o Reinaldo Azevedo(muitos risos).”

    Ksdahjlfhlksd, o que aquele bocó não faz para incorporar o personagem.

    McCain está interessado no que ele pensa?

  • 28 Leila // 5/September/2008 às 19:41

    Não concordo que CNN e MSNBC possam ser classificadas como pró-Obama ou pró-Democrata. Ambas redes de TV são muito irregulares em sua cobertura porque elas dependem muito da personalidade dos apresentadores, alguns sendo bastante reacionários, como Glen Beck, ou o Lou Dobbs como fanático anti-imigrante, e outros como Wolf Blitzer e Chris Matthews com uma aura de independente mas muito mais benevolentes com o partido de Bush (tanto que os blogueiros democratas os odeiam). O único programa realmente pró-agenda democrata é o do Keith Olbermann da MSNBC, mas ele de forma alguma reflete a maioria da programação naquela rede.

  • 29 Danilo // 5/September/2008 às 20:05

    Torço para o Obama porque acredito acredito na abertura das portas da percepção e na pomba da paz.

  • 30 namber uam // 5/September/2008 às 20:12

    Torço pro obama só pra ver o frangão espumando de raiva..kkkkk

  • 31 Leila // 5/September/2008 às 20:29

    MSNBC, CNN e Fox News dedicaram mais tempo de cobertura à convenção republicana do que à convenção democrata.

    http://mediamatters.org/items/200809050001

  • 32 Diego // 5/September/2008 às 20:39

    “Torço pro obama só pra ver o frangão espumando de raiva..kkkkk” (2)

    Será cômico se isso acontecer.

  • 33 Proftel // 5/September/2008 às 23:28

    Pedro Doria, é off-topic mas, se você passar por aqui antes, o Fausto Wolff morreu agora pouco, estou sugerindo um Open em homenagem a ele.

  • 34 Antonio // 5/September/2008 às 23:43

    Off topic (mal aê, PD).

    Deixei um comentário lá no blog do Reinaldo Azevedo. Para meu espanto, ele publicou.

    Claro, choveram críticas (poucas) e grosserias (muitas: “petralha!”, “esquerdopata” etc.).

    Aí eu escrevi minha tréplica, com educação, respondendo aos argumentos. Ao final, adicionei que estava surpreso — e feliz — com o fato de o Reinaldo haver liberado meu primeiro comentário. Afinal, ele sempre deletava todos os que fossem minimamente críticos a ele.

    Não deu outra: fui censurado. Reinaldo, o defensor da liberdade de expressão e da democracia, o crítico mais ferrenho do autoritarismo da esquerda, não publicou meu comentário.

    Aí é claro que não tive outra opção senão deixar um outro comentário o chamando pelos nomes que ele merece: canalha, hipócrita.

    ACT

  • 35 marco // 5/September/2008 às 23:43

    Emoção. essa é apalavra mágica.

    Sarah Palin, a vice que veio do frio trouxe de volta a emoção para o lado republicano.

    E isso é muito.

    Certa ou errada a caçadora de alces sacudiu a campanha até então morna de previsibilidades.

    ” É a emoção, estúpido! ”

    Essa improvável manchete do NYT resumiria como serão decididas essas eleições americanas.

    De um lado temos Obama, estátua de si mesmo, perfil de medalha, olhar romanticamente perdido para muito além do arco íris.

    Messiânico, a ponto de já ter escrito duas autobiografias sem ainda ter uma biografia, assim que sai de sua pose heróica, não raro tendo que espantar um imaginário pombo que insiste ciscar em cima de seus ombros de busto da Cinelândia, dispara uma série de platitudes tentando parecer Churchill no Parlamento Inglês.

    O público boceja, educadamente..

    De repente Obama parece sair do torpor e então… lá vem a Emoção:

    Hope! grita ele.

    Change!grita ainda mais alto.

    A platéia vem abaixo.

    Obama se retira então do comício debaixo de uma chuva de confete e flores - e uns cinco pontos a mais nas pesquisas.

    Escolheu para vice um velho e chato político das antigas.

    O típico vice de plantão, aquele que está sempre com o celular ligado à espera do chamado do partido para missões de menor importância.

    Aliás, muita gente boa acha que Obama, A Esperança, jogou fora a chance de ser presidente quando decidiu mandar passear Hillary e seus 18 milhões de votos.

    Pois bem, MacCain sentiu com rara sensibilidade o clima do momento mágico, e chamou a Novidade.

    Sarah Palin.

    Mulher, que mora bem longe da politiqueira Washington, é jovem, bonita, amante das armas de grosso calibre e dos esportes ao ar livre.

    E, ao contrário do evasivo Obama, é cheia de opiniões firmes e claras, que faz questão de proclamar mais alto que o uivo dos ventos fortes das planícies do estado do qual é governadora.

    Além disso - em uma eleição aonde o fator cor da pele terá um peso decisivo ( por exemplo, 95 % dos negros americanos votarão em Obama) - Sarah é casada com alguém pertencente ás minorias.

    Seu marido, que ás vezes gosta de dirigir embriagado, tem sangue esquimó.

    Sua mãe, secretária da Federação dos Nativos do Alaska, é um quarto de sangue,

    ( segundo o estranho costume americano de medir cada glóbulo de sangue das pessoas) Yup’ik. Sua avó maternal, Lena Andre, pertence a tribo Curyung.

    Sim, os antepassados do First Gentleman do Alaska disputavam apetitosos salmões com ursos selvagens e focas famintas, á baixíssimas temperaturas, sempre com sucesso, haja vista a saúde do moço, campeão de vários esportes tipicamente alaskianos.

    Ninguém vai poder atacar Sarah no quesito racismo. ( realmente, sua escolha foi um Golpe de Mestre, de MacCain )

    Sarah, além de um cabelo um tantinho mais baixo do que Amy Winehouse acredita no criacionismo, seja lá o que for isso, mas acredita também que deve colocar no mundo uma criança pré diagnosticada com Síndrome de Down.

    Também já fez uso da maconha, quando jovem, afinal ninguém é perfeito.

    Nem mesmo ela.

    Sofreu uma das maiores tratorizações políticas, daquele tipo que somente a delicada e gentil imprensa americana sabe fazer. Tão vítima como Bristol, sua filha adolescente,

    ( um amor de garota ) grávida e, mesmo não tendo cometido nenhum crime, foi assim mesmo alvo de jornalistas e blogs maldosos.

    Dentro dessa condição altamente incômoda, de caipira despreparada e mãe que não ensinou direitinho para a filha coisas básicas sobre o sexo, Palin foi para a Convenção.

    Era um, era dois, era mil, eram 40 mil pessoas na platéia, e lá estava ela no centro das atenções mundiais: a inimiga mortal caribús, amiga do peito das cias petrolíferas, só, completamente só para lutar contra A Grande Esperança e mais seus adoradores, aquela gente bronzeada, urbana, universitária, inteligente,cool e progressista, que vota nos democratas desde criançinha e acha Jimmy Carter o máximo.

    Camile Paglia, a ultra feminista, democrata histórica, já havia avisado: ela fala bem. Muito bem, repetiu Paglia, antevendo o que vinha pela frente.

    E como falou bem a ex Miss Wasilla - e segundo lugar no Miss Alaska !

    De vítima virou emoção pura, fazendo vibrar corações e mentes de 38 milhões de americanos grudados na TV para ver alguém chorar mais do que nossa querida ginasta Jade, depois de perder mais uma chance de medalha nas Olimpíadas.

    Sem chance.No way.

    A moça deu seu recado, tratando Obama a tapas e pontapés, enquanto a TV mostrava a filha Bristol e seu um tanto afoito namorado, de mãos dadas, escutando Mammy incendiar as arquibancadas.

    Todos sabem que presidentes americanos, quando morrem, acabam virando porta aviões nucleares.

    Assim, quando chegou a vez de MacCain discursar, a mensagem oculta de sua fala era simples: quem o povo americano achava patrulharia melhor as perigosas águas do Oriente Médio - um lugar sem pré sal, aonde o petróleo jorra livremente das torneiras - o USS Barack Obama - ou o USS John McCain, escoltado pela combativa fragata lança mísseis Sarah Palin ?

    A resposta virá em poucos e cruciais dias.

    Emotions, that’s the name of the game.

    E que Game!

  • 36 Leila // 6/September/2008 às 0:27

    Marco, sua narrativa parece mais uma comparação entre dois cantores do American Idol, ou dançarinos do Dancing with the Stars. É mais ou menos o que a eleição virou essa semana, com toda a novela da vida pessoal de Palin tomando primeiro plano nos noticiários. Acho que a resposta não virá em poucos dias, virá em poucos meses. Sarah ainda tem muitos esqueletos no armário, e talvez não tenha bom desempenho em debates. A estratégia dos republicanos, agora, é não deixá-la dar entrevistas à imprensa, porque sabem que ela não tem cultura e conhecimento de política internacional, então ela vai pro Alasca ficar estudando História, Economia, Política 101 (versão da direita). No máximo, vão querer que ela seja entrevistada pela Oprah - nada de jornalistas.

  • 37 André Abreu // 6/September/2008 às 1:10

    O New York Times achou as propostas da Hillary e do McCain, num primeiro momento, as melhores dentro de cada partido.
    Agora, passadas as primarias, evidentemente o jornal vai obedecer sua tradicao liberal e endossar Obama.
    A Fox é abertamente conservadora. A CNN é liberal.
    O NYT é abertamente contra a política desastrosa do Governo Bush. McCain é a continuação de Bush.

  • 38 marco // 6/September/2008 às 1:21

    Leila, li seu blog.

    Parabéns, é muito bem feito.

    Lá, você expressa um jornalismo engajado, sem medo de ser democrata até os ossos.

    Tudo bem.

    Não é pecado.

    Mas, a gente, sabe, tem opiniões diferentes.

    O que também não é pecado, certo?

    Na minha humilde opinião essa eleição não será decidida por questões como : meu candidato entende mais de política internacional que o seu.

    American Idol ? Um pouco, por que não?

    Afinal o programa nos deu uma Carrie Underwood, por exemplo.

    No último, confesso que torçi pelo David Archuleta, especialmente depois que ele cantou Imagine, da maneira mais original que já escutei, depois dos FAB 4, é claro.

    Agora, comparar eleições com AI, só por que elogiei a atuação de Madame Palin em trazer a emoção de volta para o GOP, é ser muiiiiito democrata.

    Pedro Dória acaba de dar o exemplo da barba mal feita de Nixon frente ao belo senador Kennedy no famoso debate transmitido pela TV.

    Sim, eleições são um pouco AI.

    Mas não é necessário desqualificar Sarah - ( “…não deixá-la dar entrevistas à imprensa, porque sabem que ela não tem cultura e conhecimento de política internacional….” - para qualificar Obama.

    Política é uma guerra, eu sei.

    Movida pela paixão.

    Pedro Dória dixit : ” Há quem torça para um, há quem torça para o outro. Torcer é bonito, faz de tudo mais emocionante e, cá no Weblog, não se disfarça a preferência por Barack Obama.

    O problema da torcida é que ela, com freqüência, faz perder a objetividade.”

    Bingo!

    Não perca a objetividade daí, Leila, que vou fazer o possível para não perde-la ( a objetividade..) aqui.

    Pedro e você são Obama.
    Eu votaria no MacCain.

    A soma de opiniões diferentes, sua livre expressão, e o respeito pela vitória eleitoral do - outro - o nome disso é democracia.

    Não é bonito, isso?

    abs,
    ma

    ps- Imagine, dos Beatles, também é bonito, apesar de não ser uma eleição.

    Tudo que é muito sério fica chato Leila.

    Igual áqueles filmes comunistas sobre tratores heróicos que fizeram toda uma geração de russos perder o direito ao lazer e ao divertimento em nome da Causa.

    A alegria, por supuesto, é livre.

    mais abraços,
    ma

  • 39 marco // 6/September/2008 às 1:29

    André Abreu,

    A imprensa brasileira, papel, blogs, TV, é majoritáriamente Obamista.

    A ponto de alguém que declare preferir MacCain deixar de ser convidado para o barzinho depois do plantão na redação.

    abs,

    ma

  • 40 Marcelo Augusto // 6/September/2008 às 2:00

    Hallo, Pessoal!

    Antônio, eu não perco mais o meu tempo lendo aquela pocilga que o Reinaldo Azevedo chama de blog.

    Xingamentos, análises de baixa qualidade, anacronismos e caipirice jornalística da braba é a ordem naquelas paragens. Fora aquela vez em que ele defendeu descaradamente o tal de Diogo Schelp no episódio sobre a fajuta matéria escrita acerca dos 40 anos da morte do Che Guevara. Antes que alguém venha torrar a minha paciência: Não sou guevarista ou coisa do tipo, e não nutro simpatia nenhuma pela figura do Che. Mas, isso, sim, nutro um imenso sentimento pelo bom jornalismo - coisas ao estilo The Economist.

    E ainda tem gente que acredita que há uma revolução socialista em curso. Seja gente da esquerda esclerosada ou da direita velhaca.

    []’s

    Marcelo

  • 41 Homero // 6/September/2008 às 2:24

    Sorry PD, mas eu estou deixando de lado os seus posts sobre as eleições americanas para ler os comentários do Marco.

    A análise do Marco sobre a Palin, não só é muito informativa, como muito bem escrita. Até uma eventual preferência política que ele possa ter é muito menos perceptível que a elegância e o estilo do texto.

    Obrigado pela análise, Marco.

  • 42 Antonio // 6/September/2008 às 9:35

    Marco, caro

    A tirada “presidentes americanos, quando morrem, acabam virando porta aviões nucleares” foi sensacional. clap clap clap.

    Concordo que toda eleição se equilibra por sobre uma linha tênue entre razão e emoção. “It’s the economy, stupid”, dizem uns, com razão. Outros lembram da importância de certos ingredientes subjetivos, como a manipulação de medos primitivos, por exemplo. Ambos têm razão.

    Claro que a Palin foi vítima de ataques da imprensa. Como Obama também vem sendo (ou você já esqueceu, por exemplo, o episódio em que, durante um telejornal, o apresentador falava de Obama enquanto a imagem de fundo mostrava Osama?) Isso é do jogo. Se Palin foi “tratorizada”, como vc disse, é porque abriu espaço para tal. Isso não desculpas os excessos — sempre há os carniceiros que exageram no peso da mão. Mas não vejo porque tratá-la como uma coitada, uma vítima.

    Afinal, uma pessoa que, ao mesmo tempo, se pretende vice presidente dos EUA e defende que as crianças devem ler a Bíblia e não A Origem das Espécies; uma pessoa que, aliás, pressiona a bibliotecária de sua cidadezinha a “proibir” a leitura de certos livros; uma pessoa que em pleno século XXI é contra aulas de educação sexual, contra a camisinha, contra a pílula e a favor da abstinência; uma pessoa que é contra os direitos dos homossexuais — esta pessoa, meu caríssimo Marco, essa pessoa só pode ser naturalmente alvo de uma chuva intensa de críticas, de pancadas.

    Abraço,

    ACT

  • 43 Antonio // 6/September/2008 às 9:37

    PD, escrevi um comentário agora que deve ter ficado no filtro do wordpress, por algum motivo misterioso. abs, ACT

  • 44 Danilo // 6/September/2008 às 10:57

    Obamistas não precisam se preocupar se essas eleições se transformarem em Ameriam Idol. Obama ganharia de lavada.

  • 45 Odracir Silva // 6/September/2008 às 11:01

    Caro Andre. Nao acredito (uma esperanca) q o McCain seraa uma continuacao do Bush. Eu tenho uma certa simpatia em relacao a ele. Porem, o partido republicano ee o q ee… Acho q ainda ee cedo p/ sabermos qual McCain ira se apresentar (o velho ou o novo). Agora, as duas candidaturas sao bem melhores q as ultimas 2 eleicoes (o gov. Bush realmente foi muito ruim). Porem, coloco uma questao q atravessa as linhas de partidos, e q ee muito pertinente aos “brazucas” e afins. A questao da imigracao ilegal. Ai eu quero ver como os candidatos se comportram. Os outros temas estao delineados (como o health care, energy, economy) pela historia dos 2 partidos.

  • 46 PICTURAPixel - Bloco de Notas » Conversando com Pedro Doria. // 6/September/2008 às 11:41

    […] A estratégia de John McCain para vencer […]

  • 47 Leila // 6/September/2008 às 12:13

    Marco, “torcer” não significa perder o realismo. Eu moro nos EUA desde a malfadada eleição de 2000, então eu sei muito bem que o melhor candidato e a melhor proposta nem sempre ganham eleição - no caso de Bush em 2000, ele nem ganhou mesmo, mas isso é outra história.

    Como eu já disse num post anterior, não tenho pretensão de fazer jornalismo no meu blog, embora eu esteja comentando notícias. Eu sou apenas uma cidadã expressando minhas opiniões.

  • 48 Leila // 6/September/2008 às 12:14

    Ah, assino embaixo do comentário Antonio #42.

  • 49 marco // 6/September/2008 às 12:44

    Homero, caro, agradeço de joelhos…

    abs,
    ma

  • 50 André Abreu // 6/September/2008 às 12:51

    Odracir,

    independente das posições de ambos candidatos, o Obama é a favor de uma reforma imigratória e o McCain foi o autor do projeto que não foi aprovado, eles não são os únicos responsáveis pela aprovação de uma lei que beneficiaria os indocumentados.
    Passa pelo Legislativo, e passa, sobretudo, por um clima favorável ou não do público estadunidense com o tema. Num primeiro momento nem Obama nem McCain assinariam qualquer lei para beneficiar os indocumentados.
    As prioridades são bem outras.
    Agora, lembre-se bem, que o McCain se queimou pelo seu projeto de imigração com a ala mais conservadora dos Republicanos.
    Tu achas que o Partido deixaria o McCain governar do jeito que ele quer?

  • 51 marco // 6/September/2008 às 12:56

    Antonio, caro,

    Brigadão pelos portas aviões.

    Continuando ” uma pessoa que defende que as crianças devem ler a Bíblia e não A Origem das Espécies; uma pessoa que, aliás, pressiona a bibliotecária de sua cidadezinha a “proibir” a leitura de certos livros; uma pessoa que em pleno século XXI é contra aulas de educação sexual, contra a camisinha, contra a pílula e a favor da abstinência; uma pessoa que é contra os direitos dos homossexuais…”

    Realmente, Antonio.
    Esses são os defeitos da Sarah.

    Seu mérito é dizer essas barbaridades em alto e bom som. Quem gostar, vota nela. quem não gostar não vota.
    Simples assim.

    É isso que me afasta de Obama, que tem um discurso de acordo com cada platéia.

    Eu não votaria nela para presidente.
    No MacCain, sim, nela não.

    Se o pior acontecer vou cruzar os dedos para ambos os vices se transformarem em Trumans e Lyndons, cheio de defeitos mas que deixaram coisas boas: a vitória final na guerra ( Truman ) e fazer dos sonhos dos direitos civis de Kennedy, Leis ( Lyndon )

    abs,
    ma

  • 52 marco // 6/September/2008 às 13:06

    Leila, querida,

    ” Eu sou apenas uma cidadã expressando minhas opiniões ”

    Não é não, Leila. ou melhor, é também, mas todo mundo que escreve um blog faz jornalismo. ( no sentido de dar, trocar, informações e opiniões)

    Inclusive quem comenta.

    Outro dia li em um blog a notícia que a Rice está pensando em voltar para a universidade.

    Um aluno de lá, comentou: ” bem, ela seria muito útil no caso de invasão de Berkeley ”

    Jornalismo puro.

    E bem humorado, coisa rara na grande imprensa.

    abs,
    ma

  • 53 Odracir Silva // 6/September/2008 às 13:13

    Nao sei se o pessoal sabem, mas outro fator fundamental ee dinheiro, e muito. Torcer, emocao… sim, haa isso… mas sao conceitos, q em ingles sao chamados de “untangibles”, ie, nao daa p/ medir. “Melhores propostas”? Para quem? Para os americanos, ou para o mundo? P/ os imediatistas ou p/ quem pensa no futuro?
    Na boa… isso tudo tem muito rescaldo das preferencias pessoais de cada um (taa certo, uma obviedade). Um assunto q ee mais perto de nos, ee sobre a imigracao ilegal? Tai um assunto q gostaria de ler nos blogosfera tupiniquim, principalmente aos blogueiros q estao nos EUA… Tudo q li, atee agora, nos blogs tupiniquins parece mais rescaldo de outras fontes (o Reinaldo de Azevedo parece ser um excecao). Porem, no assunto “imigracao ilegal”, haa certamente uma “big gray area”. Alias, em qual gov. ocorreu a ultima anistia aos imigrantes ilegais? SE eu fosse um jornalista/reporter, ou se soubesse escrever bem, eu certamente faria uma materia sobre o assunto. Alem do mais isto cai bem em um seccao dos eleitores americanos considerados “swing voters”, os latinos.

  • 54 Odracir Silva // 6/September/2008 às 13:30

    Caro Andre, deixa eu te escrever uma coisa, foi no gov. Reagan q se teve a ultima anistia aos imigrantes. O proj. do “guest work” dada pelo Bush foi a melhor tentativa de regularizar os imigrantes ilegais. Nao passou no senado, q ee dominado pelos democratas. Alias, o gov. do Bill Clinton foi um considerado um desastre p/ muitos imigrantes ilegais, pois ele nao quis ir contra os sindicatos.

  • 55 Odracir Silva // 6/September/2008 às 13:49

    Quero dizer, o “guest work” nao foi apresentada pelo Bush, mas sim por um grupo bipartidario. O Bush iria aprovar, nao ia vetar.

  • 56 Odracir Silva // 6/September/2008 às 13:57

    Os republicanos/democratas q patrocinaram a reforma de imigracao nao fazem por caridade ou ideologia, fazem por pragmatismo. Se vc ver bem, haa muitos empregos q precisam de mao de obra barata, como na agricultura, ou na hotelaria (sazonais), ou mao de obra especializada (os H1b’s da vida). Alem do mais, regularizando os imigrantes ilegais, haa um melhor controle de quem vive no pais.

  • 57 André Abreu // 6/September/2008 às 15:07

    Eu concordo quase em tudo contigo, Odracir.
    Mas, o maior obstáculo hoje contra a imigração são realmente os republicanos conservadores.
    E, o Senado aprovou a reforma imigratória, que dançou na House of Representatives, com maioria republicano naquele ano.
    Sou a favor da reforma imigratória, mas num eventual governo McCain ou Obama, ela só sairia no final de mandato.
    Por simplesmente não “ter clima”, agora.
    Os blogueiros tupiniquins conhecidos (com exceção do Doria) já estão atrapalhados o bastante. Acho que eu agradeceria se não tocassem no tema imigração, pois (com exceção do Doria) a maioria não sabe cobrir o assunto.

  • 58 Odracir Silva // 6/September/2008 às 15:29

    Nao, haa os sindicatos, caro Andre, e o partido democrata tem varias ligacoes c/ os sindicatos. E por de tras dos sindicatos haa lobistas atuando em Washignton. Outra coisa, acho q vc estaa equivocado em uma coisa, a proposta da reforma nao passou no senado, nunca foi p/ a camara. Pelo q entendo, ficou congelada no senado, e soo pode ser discutida no futuro. Se fosse para a camara, ainda estaria em discussao.

  • 59 Odracir Silva // 6/September/2008 às 15:47

    Sobre nao discutir o tema de imigracao, por q nao? Pq ee complicado? Pq nao rola nos sites em ingreis mais famosos? Pq nao haa uma solucao facil? Pq nao existe uma delineacao clara dos partidos? Na boa, ficar a merce das analises dos gringos, como tenho lido, ee assumir a mediocridade sobre o assunto.

  • 60 Esprit de porc // 8/September/2008 às 10:57

    Se o americano médio entendesse que atendimento universal de saúde é algo extremamente positivo, e não uma característica de estados comunistas eles pagariam mais impostos para ter esse direito. Alguém aqui viu Sicko, do Michael Moore? Descontando as usuais apelações do gordinho é um ótimo filme, muito revelador…

  • 61 Eleições EUA: Obama vai de Flórida e governo republicano de Estado grande // 9/September/2008 às 6:04

    […] em alguns estados chaves, resultado do formato norte-americano de eleição indireta. (Este post fala um pouco sobre isso.) Mas os índices nacionais informam algo: caiu bem, perante o eleitorado, […]

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