Pedro Doria | Weblog

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É hora de rever a Lei da Anistia

August 10th, 2008 · · 203 Comentários

Levantado há quase duas semanas pelo ministro da Justiça Tarso Genro, esse não é um debate novo no Brasil. Também não é um debate no qual dê muita vontade de entrar. Na semana passada, passei duas horas conversando com a professora Flávia Piovesan da PUC-SP, uma das maiores autoridades no país em Direito internacional, com ênfase em direitos humanos. A conversa foi publicada, hoje, no caderno Aliás do Estadão. Quando estiver online, publico o link. Tive uma aula.

A questão fundamental, aqui, é tortura. O Chile também anistiou seus ditadores. Como fez a Argentina e tantos outros de nossos vizinhos. E todos reviram a anistia. O Brasil é único na recusa de sequer discutir o assunto. Por que nosso vizinhos reviram a anistia?

Porque tortura não é um crime anistiável.

Quando o Estado, detentor do monopólio do uso da força, tortura sistematicamente pessoas que estão sob sua guarda, comete um crime contra a humanidade classificado junto ao genocídio, à limpeza étnica, à esterilização forçada de mulheres. Não é matéria de opinião. A classificação é jurídica. E crimes contra a humanidade têm uma característica muito específica: nenhum país tem o poder legal de perdoá-los.

O Brasil é signatário da Convenção Interamericana de Direitos Humanos e da Convenção Contra a Tortura da ONU. O resultado prático é que quando qualquer um é torturado no porão de uma delegacia brasileira, seja hoje, seja no tempo da Ditadura, qualquer juiz de qualquer país signatário das convenções pode processar este cidadão brasileiro. Na verdade, se tiver as provas (mesmo que testemunhais) nas mãos, tem a obrigação de processar. Quando um crime contra a humanidade é praticado, todos somos vítimas. É por isto que 13 militares brasileiros são réus em um processo movido em Roma.

Processos assim começarão a aparecer, lá fora e aqui dentro. Há três processos na Justiça brasileira neste momento.

Um é movido pela família Teles, e pede que o Estado reconheça a culpa por torturas às mais bárbaras cometidas contra Amelinha Telles, sua irmã (que estava grávida), e os maridos respectivos. Algumas das sessões de tortura aconteceram na frente dos filhos crianças. Não pede a condenação do coronel Brilhante Ustra, que chefiava o DOI-CODI de São Paulo, mas pede que ele seja apontado como responsável em tribunal.

Outro caso, o mais recente, é do Ministério Público Federal de São Paulo, que lista os casos de vítimas de tortura indenizados pelo governo brasileiro no mesmo DOI-CODI de São Paulo e pede ao coronel Ustra e seu sucessor no comando da instituição que façam o ressarcimento dos cofres públicos pelo prejuízo causado.

Ambos os processos tentam driblar a leitura corrente da Lei de Anistia, jamais testada no Supremo Tribunal Federal, de que a anistia serviu também para a tortura. Não pedem a condenação pelos crimes. A lei diz que estão perdoados os crimes políticos e aqueles ‘conexos’, ou seja, relacionados. Do ponto de vista legal, tortura não é crime político; é crime contra a humanidade.

O terceiro processo quer responsabilizar o Estado brasileiro por não ter investigado o que houve com os guerrilheiros no Araguaia. Este não circula apenas na Justiça do Brasil, ele também foi aceito e está sendo analisado na Comissão Interamericana de Direitos Humanos, ligada à OEA.

E aí está o pulo do gato: a decisão de se a anistia vale para a tortura não depende apenas do que dizem Executivo, Legislativo e Judiciário brasileiros. Após o STF, existe a Comissão e, acima dela, como última instância, a Corte Interamericana de Direitos Humanos. A Lei de Anistia do Peru foi anulada por esta corte.

Do ponto de vista legal, o governo do Brasil pode receber a ordem da Corte Interamericana de anular sua anistia e ignorá-la. Chile, Argentina, Peru, todos nossos vizinhos, têm histórico de acatar as decisões da Corte. Se não o fizer, neste tempo em que até a atrasada África começa a entregar seus ditadores para a Justiça internacional, o Brasil fica mal.

O torturador, cumpre lembrar, não é apenas aquele sargento sádico e desumano nos porões. O torturador segue uma cadeia de comando, que ativa ou passivamente, permitiu a tortura. A Justiça deve chegar aos generais que comprovadamente estavam informados e nada fizeram para evitar.

À direita, cobra-se apenas que seja coerente. Nos EUA, um de seus direitos mais caros é a Segunda Emenda à Constituição. Ela determina que todo homem tem o direito de ter uma arma em casa e resistir à tirania do Estado. Se o Golpe de 1964 veio com o objetivo de organizar o Brasil caótico de João Goulart, não importa. Se havia risco ou não de um Golpe comunista, também é irrelevante. A tirania que existiu foi aquela imposta pelas Forças Armadas Brasileiras que renegaram a Constituição, quebraram a hierarquia pondo-se contra seu comandante em chefe, o presidente eleito da República, suspenderam direitos de todos os cidadãos e seqüestraram o poder por 21 anos.

Qualquer cidadão tinha o direito de pegar em armas se o quisesse para resistir à tirania. Este, sim, é um crime anistiável. Em países como os EUA, sequer é crime. É direito constitucional.

Os torturadores do Brasil enfrentarão a Justiça cedo ou tarde. A única dúvida é se haverá tempo para que a Justiça seja feita com alguns deles vivos.

Tags: Brasil

203 Comentários até agora ↓




  • 1 Mr X // 10/August/2008 às 14:36

    Tudo bem… Chega de tortura, cadeia pros torturadores.
    Mas:

    O Lamarca torturou um tenente, dando-lhe coronhadas, capando-o e obrigando-o a engolir os próprios testículos antes de morrer.

    Xi, e agora?

  • 2 Luiz // 10/August/2008 às 14:42

    Mr. X, tortura é crime, independente de quem o pratica. O fato de ser praticada pelo Estado é simplesmente um agravante. Poderoso, diga-se de passagem.

    E por que será que exatamente quando essa discussão parece brotar com mais força reaparece uma figura como o Cabo Anselmo?

    http://jbonline.terra.com.br/extra/2008/08/06/e060825499.html

  • 3 Mr X // 10/August/2008 às 14:43

    Aposto que tem mais gente torturada hoje, em plena democracia, nas delegacias por aí, ou nas favelas pelo tráfico. Sem que ninguém fale ou faça nada. Pois essa tortura não conta…

    Que tal prenderem os torturadores do Tim Lopes?

  • 4 Proftel // 10/August/2008 às 14:48

    Será que isso chega aos agentes da CIA infiltrados por aqui?
    Será que chega aos bacanas e indústrias que sabidamente financiaram a repressão?

    :-/

  • 5 Proftel // 10/August/2008 às 15:00

    Mr. X, tenho observado por aí em conversas, quando chega nesse assunto da anistia o papo morre.
    Creio que há uma minoria interessada no assunto, o povão mesmo não tá nem aí pra coisa, passaram a borracha no assunto, a mídia já falou muito sobre as indenizações (algumas a meu ver absurdas) e tá tudo certo.
    Esse post mesmo, ou essa caixa de comentários pega fogo ou “mia”.
    Eu mesmo não tô muito a fim de baixar aqui de novo, tô mais com o povão, assunto encerrado.

  • 6 FineTail // 10/August/2008 às 15:22

    O aparente desinteresse talvez resida, em parte, no tempo que já se passou, que faz com a grande massa nem saiba o que aconteceu, e os envolvidos - torturados e familiares - aos poucos desistam de buscar justiça justamente pela existência da Lei de Anistia…

  • 7 Ricardo Cabral // 10/August/2008 às 15:30

    Excelente post!
    Pegando carona no primeiro parágrafo do que disse o Proftel (# 5), a palavra “anistia” seguida de “ampla, geral e irrestrita” sempre foi utilizada por quem defende o “deixa quieto, o que passou, passou”, especialmente aqueles que torturaram em nome do Estado. Nesse sentido, frente aos torturadores da época da ditadura, saber que “… nenhum país tem o poder legal de perdoá-los” me faz diminuir a inveja que sempre tive em relação a como argentinos e chilenos vêm tratando desse assunto.
    E Mr. X, releia o post novamente, incluindo a parte relativa à 2a. Emenda da constituição norte-americana, antes de vir como os seus relativismos morais

    P.S. O corretor ortográfico que uso no Firefox não conhecia a palavra “torturadores”. Tive o prazer de fazer com que a conhecesse.

  • 8 H.Romeu Pinto Morning // 10/August/2008 às 15:37

    A principio escreverei uma coisa aos com menos de 40….cuidado……..quem como eu já viu o diabo sorrir e desdenhar sabe do que está falando…….

  • 9 Luciano // 10/August/2008 às 17:10

    Isso é sério? Você quer argumentar que a tortura pelos idiotas de direita deve ser punida, mas pelos idiotas de esquerda, não? Sério mesmo? A tortura sofrida por um vale menos que a outra…. nossa.. É Pedro Dória, você quer dar uma de blogueiro sofisticado e antenado, mas está mesmo compremetido com a esquerdinha de botequim mal-cheiroso. Vou ser se leio algo melhor por aí para esse texto não afetar meu domingo.

  • 10 MaGioZal // 10/August/2008 às 17:14

    Questões que eu queria levantar aqui:

    01. E da Era Vargas 1930-1945, ninguém vai fazer nada? Tudo bem que a grande maioria (todos?) dos maiores personagens já descansam nos caixões, mas talvez fosse preciso criar algum tipo de comissão para apurar as irregularidades que aconteceram na época. Será que, por exemplo, realmente houve fraude eleitoral que justificasse o golpe? Quanto São Paulo foi prejudicado pós-Revolução de 32? Será que Vicente Rao, que deportou Olga Benário para a Alemanha Nazista, merece continuar a ser nome de avenida aqui em São Paulo? Seria interessante fazer um levantamento histórico disso. Se até a Europa até hoje tem processos relacionados à epoca do fascismo e da II Guerra Mundial…

    02. Se os períodos ditatoriais do Brasil são ilegítimos, as leis que foram aprovadas entre 1930 e 1945 e entre 1964 e 1985 não teriam que ser anuladas ou ao menos revistas e re-votadas também?

    Pois é, tem bastante marimbondo nessa colméia…

  • 11 MaGioZal // 10/August/2008 às 17:21

    E para ser mais exato, os períodos em que o Brasil foi 100% fechado e linha-dura em termos políticos dentro dos períodos de Vargas e da ditadura militar foram:

    01. 1930-1934 (período em que a constituição de 1891 foi suspensa) e 1937-1945 (período em que a constituição de 1934 foi suspensa e em que se implantou o Estado Novo);

    02. 1968-1978 (período de vigência do AI-5).

    Pelo menos as leis que foram feitas nestes três períodos do século passado teriam que ser anuladas em favor das leis que existiam antes dela ou ao menos revistas pelo congresso ou por plebiscitos, na minha humilde opinião…

  • 12 MaGioZal // 10/August/2008 às 17:24

    Cisa curiosa: tanto o Código Penal brasileiro de 1940 que está em vigor até hoje quanto a Consolidação das Leis do Trabalho de 1943 são da época do Estado Novo Varguista.

  • 13 MaGioZal // 10/August/2008 às 17:27

    E a nossa atual Lei de Entorpecentes é de 1946 — período em que o AI-5 estava em pleno vigor. Assim como a Lei de Imprensa…

  • 14 MaGioZal // 10/August/2008 às 17:28

    Pô, eu quis dizer 1976 em vez de 1946! Desculpem a falha…

  • 15 White // 10/August/2008 às 17:30

    Ah, quer dizer que pegar em armas para “resistir à tirania” e matar inocentes no processo tudo bem, pode? Sei…

  • 16 Chesterix-Darlymple (velho colega) // 10/August/2008 às 17:43

    A anistia foi realizada por pressão das esquerdas que temiam enfrentar os tribunais assim que voltassem ao país.
    Os crimes já prescreveram dos 2 lados
    A lei que considera a tortura um crime inafiançável é posterior ao regime militar. Na época, os supostos torturadores seriam acusadas de lesão corporal em diversos graus, apenas.
    se a lei da anistis for resvista, as esquerdas tem amis a eprder que os militares que participaram supostamente de atos de tortura.

  • 17 Chesterix-Darlymple (velho colega) // 10/August/2008 às 17:44

    de qualquer modo, gostaria de ver o gabeira se defendendo em público das acusações de seu
    questro e ameaça de morte.

  • 18 Chesterix-Darlymple (velho colega) // 10/August/2008 às 17:46

    de todo modo me espanta o PD apoiando teses do Tarso genro enquanto os demais esquerdoides querem colocar panos quentes….

  • 19 sleo // 10/August/2008 às 18:13

    Esse mr X lê jornal?Os torturadores do Tim Lopes foram perseguidos e presos pela polícia. Esse Luciano lê direito? O que o Dória diz é que torturas é crime lesa-humaniodde, seja praticado pela esquerda ou pela direita.

    Lamarca, se torturou, teria de ser preso, se já não estivesse morto, fuzilado pelo Exército quando já estava cercado, aparentemente resistindo à prisão.

  • 20 Uli Weinbrecht // 10/August/2008 às 18:14

    Muito bom texto Pedro Dória. O melhor que já li até agora na midia brasileira sobre esse tema.

  • 21 Theo // 10/August/2008 às 18:18

    agora vi a, o PD diz q tem algo acima do SFT!!!!!

    tá maluco???

    e a soberania ninguém lembra né?

    olha pra mim anistiou geral, deixa esse assunto pra lá, quem quer reviver isso é a esqueda que está agora no poder.

    assassinato, sequestro, tortura que a esquerda fez tmb são crimes contra a humanidade.

    e agora vamos processar todo mundo???

  • 22 Theo // 10/August/2008 às 18:19

    Uli Weinbrecht,

    se esse é o melhor texto q vc leu, tá mal eihn?

  • 23 J Carlos // 10/August/2008 às 18:29

    Interessante essa questão da tortura como “crime contra a humanidade”. Mas, quais seriam exatamente os “crimes contra a humanidade”? Alguém sabe classificar corretemente? Fui pesquisar e encontrei no link http://www.dhnet.org.br/direitos/sip/tpi/pergunt.htm o seguinte:

    “São crimes contra a humanidade o assassinato, o extermínio, a escravidão, a deportação (entre fronteiras nacionais) e o deslocamento forçado de população (dentro de um país), a detenção arbitrária, a tortura, o estupro, a prostituição forçada e outras formas de abuso sexual, a perseguição por motivos políticos, raciais ou religiosos, o desaparecimento forçado de pessoas e outros atos desumanos realizados EM MASSA.”

    Notem a ressalva (minha) “EM MASSA”. Então, segundo entendi, tortura, assassinato, estupro, etc, são considerados crimes contra a humanidade se realizados de forma premeditada contra uma grande quantidade de indivíduos.

    Pergunta: os atos de tortura realizados pela ditadura, bem como as ações terroristas da esquerda podem ser enquadradas como crimes contra a humanidade, segundo esse critério “em massa”?

  • 24 PAULO PEREIRA // 10/August/2008 às 18:29

    Parabéns, PedroDoria.
    Nesta eu estou com você.

  • 25 SergioSikeira // 10/August/2008 às 18:47

    PD, uma perguntinha: os brasileiros que pegaram em armas estavam resistindo a uma tirania ou estavam querendo implantar outra?

  • 26 Mr X // 10/August/2008 às 18:53

    É, o do Tim foi só um exemplo sobre a “tortura não-estatal”, que hoje existe bem mais do que ontem.

    No mais, acho que requentar este tema que a maioria das pessoas esqueceu ou quer esquecer, tem apenas motivações políticas, ou pra encobrir alguma outra coisa.

    Mas enfim, sei lá, na verdade também eu não tou a fim de discutir este assunto, tortura nunca mais,

    abraços.

  • 27 Fabio Passos // 10/August/2008 às 19:07

    Parabéns Pedro Dória.

    Colocou o dedo na ferida.

    Olha só o porta voz dos figuras…

    “O grande erro foi ter torturado e não matado.”
    Jair Bolsonaro

    http://z001.ig.com.br/superig/16/56/971832/blig/blogdosakamoto/


    A frase é do deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ), dita após seminário no Clube Militar, no Rio de Janeiro, nesta quinta, contra manifestantes do Grupo Tortura Nunca Mais e da União Nacional dos Estudantes…

  • 28 Rolando // 10/August/2008 às 19:11

    O Brasil é um país gigante cuja situação social, política e econômica poderia hoje ser bem melhor do que é. Porém, a situação poderia estar muito pior…..

    Penso que a Lei de Anistia trouxe conciliação entre vários lados que defendiam ideologias diferentes numa época de grande antagonismo político. Nisso ela mostrou-se absolutamente eficaz. Hoje vemos num mesmo governo aliados que duas ou três décadas atrás estavam em lados distintos do “front de guerra”. Embora o caminho ainda seja esburacado, o país já vive uma democracia há mais de 23 anos. Tivemos eleições, impeachment e morte de presidente, além de grande instabilidade econômica por diversos períodos, mas as estruturas não desmoronaram, mostrando que estão sólidas.

    Não se pode esquecer o passado. Mas hoje existe uma pretensa verdade global - a meu ver mais para falácia do que para virtude - que afirma ser necessário “passar a limpo” todo o passado. No entanto, esquecem-se de que rediscutir o passado - e isso já está se confirmando nesses poucos dias - pode reabrir cicatrizes e aflorar o revanchismo, abrindo caminho para novos ressentimentos. Tudo isso em nome do politicamente correto.

    O Estado brasileiro já reconheceu esse período obscuro, está indenizando, às vezes de forma muito vultuosa - coisa que outros países não fizeram - aos que conseguem provar que de alguma forma foram perseguidos ou prejudicados profissionalmente. Dentre essas pessoas, há também alguns grupos de gente oportunista, cruel e totalitarista. Só diferiam na cor da bandeira. Gente que não lutou pelo fim da tirania, mas que lutava para substituí-la por outra que considerava ser mais conveniente.

    As ditaduras no Chile e na Argentina foram diferentes à do Brasil. Lá houve muitos traumas, coisa que não se percebe na sociedade brasileira.

    Nelson Mandela, este sim um homem que merece o reconhecimento que hoje recebe, e não um guerrilheiro tornado em herói, afirmou diversas vezes que não se deve esquecer o passado, mas é preciso haver perdão e compreensão para tocar a vida adiante, para os jovens e os que vierem não carregarem os mesmos ressentimentos de gerações anteriores, para que se possa construir em comunhão e não desejar a destruição do diferente.

    Fernando Gabeira pensa parecido, acha que há problemas na atualidade muito mais urgentes. A CNBB também crê que a página já foi virada.
    E para quem conhecer, o senhor Micheas Gomes, mais conhecido como Zezinho do Araguaia, que de tão marcante na guerrilha a levou em seu nome, também pensa assim.

  • 29 Fabio Passos // 10/August/2008 às 19:15

    “Hora de passar a limpo a história”
    Francisco Viana

    http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI3067921-EI6783,00.html


    O espectro da tortura ronda os quartéis brasileiros. O ministro Tarso Genro quer exorcizá-lo, mas os militares parecem estar apegados a ele como se fosse uma relíquia histórica. Estão errados. Em lugar de protestos públicos e reações hostis, deveriam se render aos imperativos da realidade e fazer história, com um pedido, este sim público, de desculpas à nação…

    Os militares devem desculpas a toda a nação, pelos crimes bárbaros que cometeram, contra civis em custódia do Estado…

    E os criminosos, escondidos debaixo de um uniforme, precisam ser identificados e julgados.

    Não só os torturadores. Também os mandantes…

  • 30 Fabio Passos // 10/August/2008 às 19:28

    Simplesmente lúcido…


    Os militares deveriam, sim, tornar as coisas mais fáceis. Em lugar de protestos, vale repetir, precisam pedir desculpas e tomar iniciativa de reconhecer os erros, o compromisso de deixar à justiça o julgamento dos torturadores. Assim, é que o espectro que ronda os quartéis ira se dissipar e se recolher ao lugar onde já devia estar há muito tempo: no circulo do inferno da história que jamais deveria se repetir…

    “Hora de passar a limpo a história”
    Francisco Viana

    http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI3067921-EI6783,00.html

  • 31 Fabio Passos // 10/August/2008 às 19:38

    Sobre o início tardio, deste debate sobre a punição dos torturadores no Brasil, há um alerta importante:

    “Países que buscaram a punição e a verdade têm um grau de respeito aos direitos humanos muito maior do que aqueles que não o fizeram”

    Kathryn Sikkink, professora de Ciências Políticas da Universidade de Minnesota.

    http://www.cartacapital.com.br/app/materia.jsp?a=2&a2=6&i=1740

  • 32 SergioSikeira // 10/August/2008 às 19:41

    Realmente é um debate extemporâneo e inútil. Pois se nem aqueles militares que PÓS-ANISTIA andaram explodindo bombas em shows de musica popular e matando secretárias inocentes foram punidos…

  • 33 Clines // 10/August/2008 às 19:45

    Pedro, nenhum organismo internacional pode “anular” uma lei interna do Brasil. Não sei se foi a Prof. Flávia quem te disse isso, mas é uma rematada asneira. Uma lei, no Brasil, só pode ser revogada por outra lei, ou declarada inconstitucional pelo Judiciário, tendo sua aplicação suspensa.

  • 34 marco // 10/August/2008 às 19:50

    O que me irrita é discutir esse assunto tão doloroso por causa de Tarso Genro e sua politicagem rasteira, babando na gravata de vontade de tomar o poder.

    Não existe nada de nobre nesse infeliz ministro de Lula, apenas os mais baixos interesses eleitoreiros.

    Como se sabe o patriotismo é a última trincheira dos canalhas.

    No caso de Tarso Genro, nem isso.

    Ressusitar cadáveres vale votos na convenção do PT.

    E nós aqui, discutindo esse discurso interesseiro de quinta categoria com uma mão em cima da declaração dos Direitos Humanos e a outra na Constituição dos EUA.

    Repito, esse personagem cavernoso não merece nossa atenção.

    abs,
    ma

  • 35 Fabio Passos // 10/August/2008 às 19:59

    Prestem atenção no naipe deste figura…

    “O grande erro foi ter torturado e não matado.” - Jair Bolsonaro

    Isto é de matar de vergonha qualquer pessoa esclarecida…

    A impunidade dos torturadores a serviço do Estado, é fermento para que pervertidos como este Bolsonaro, continuem destilando sua estupidez e brutalidade gratuita.

    Julgar criminosos covardes não desmerece as Forças Armadas.

    Muito pelo contrário…

  • 36 Mauro // 10/August/2008 às 20:04

    Pedro, discordo muito de suas posições, mas nessa estou fechado com você e com todos aqueles que defendem a mesma idéia. Vamos em frente e não vamos temer os pequenos, poucos e covardes da direita. E vamos sacudir os covardes que insistem em colocar panos quentes.

  • 37 Booo // 10/August/2008 às 20:06

    Doria,

    se não me engano, o Brasil também tem HISTÓRICO de acatar as decisões da Corte. Não é apenas “Chile, Argentina, Peru, todos nossos vizinhos”…

    Se não me falha a memória, até o governo Fernando Henrique Cardoso o país tentava ajeitar as coisas antes do caso ir parar na Corte. Desde lá, foram algumas decisões contra o país, que foram todas homologadas internamente.

    Como o país entrou no Pacto de San Jose de Costa Rica (que criou a Corte) apenas no início dos anos 90, o histórico não é tão grande assim. Mas existe e já tem sido obedecido. Não obedecer gera, como você notou, prejuízos para a legitimidade internacional do país, aspecto fundamental do Direito Internacional Público atual.

    Vale a pena lembrar que a teoria objetivista do DIP tem ganho mais relevo da Segunda Guerra para cá. A corrente voluntarista (leia “O Estado faz tudo o que ele quer”) tem sido menos empregada.

    Por esse ponto de vista, seu texto é correto. A questão, entretanto, é a possibilidade disso ser feito sem ferir o orgulho do Exército, sem despertar a raiva desse pessoal, capaz de um movimento golpista. Parece-me, no momento, que a população não apoiaria um golpe. Nada garante, entretanto, que daqui a alguns anos ele não possa ser dado.

    E vale a pena a pergunta: “será que vale a pena alterar a Lei da Anistia frente a estas possibilidades?” Eu, pessoalmente, não acredito muito nisso. Ao meu ver, mexer nesse vespeiro vai gerar mais ressentimentos.

    Visões contrárias, entretanto, cabem muito bem.

  • 38 Chesterix-Darlymple (velho colega) // 10/August/2008 às 20:11

    J Carlos mostra que tarso genro, ao deportar os pugilistas cubanos, praticou crime contra a humanidade. Agora entendo porque ele é, de dentro do governo, um dos únicos a defender a revisão da Leid a Anistia, cortina de fumaça.
    Que venha, vai tambem sentar no pau.

  • 39 Clara // 10/August/2008 às 20:14

    Não posso conceber a palavra tortura, atualmente, sem levar em conta -sériamente- o que ocorre todos os dias, no sistema carcerário brasileiro!

    Coloca-se mulher em cela de homens. Coloca-se meninas em celas de homens. Homens são brutalizados por homens. Enquanto o Estado brasileiro não for responsabilizado por essas violações diárias e hediondas no sistema carcerário, podem falar, falar, mas, para mim, não passará de pura retórica política, infelizmente. E não teremos aprendido nada.

  • 40 Chesterix-Darlymple (velho colega) // 10/August/2008 às 20:15

    Fabio Passos // 10/August/2008 às 19:59

    Prestem atenção no naipe deste figura…

    “O grande erro foi ter torturado e não matado.” - Jair Bolsonaro

    chest- aprendeu com os irmãos Castro, que fuzilaram sumariamente seus adversarios.

  • 41 Chesterix-Darlymple (velho colega) // 10/August/2008 às 20:16

    Mauro // 10/August/2008 às 20:04

    Pedro, discordo muito de suas posições, mas nessa estou fechado com você e com todos aqueles que defendem a mesma idéia. Vamos em frente e não vamos temer os pequenos, poucos e covardes da direita. E vamos sacudir os covardes que insistem em colocar panos quentes.

    chest- só louco, sô. Você acha que os covardes da esquerda sairão impunes se por ventura for a lei revista?

  • 42 Fabio Passos // 10/August/2008 às 20:19

    Booo está errado.

    Nada mais saudável para as Forças Armadas do que julgar criminosos cuja péssima conduta, na verdade, as envergonham…

    “Os militares deveriam, sim, tornar as coisas mais fáceis. Em lugar de protestos, vale repetir, precisam pedir desculpas e tomar iniciativa de reconhecer os erros, o compromisso de deixar à justiça o julgamento dos torturadores. Assim, é que o espectro que ronda os quartéis ira se dissipar e se recolher ao lugar onde já devia estar há muito tempo: no circulo do inferno da história que jamais deveria se repetir…”

    “Hora de passar a limpo a história” - Francisco Viana
    http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI3067921-EI6783,00.html

  • 43 Fabio Passos // 10/August/2008 às 20:22

    Clara,

    A impunidade dos torturadores, é exatamente um dos ingredientes que permite o sistemático desrespeito aos direitos humanos no Brasil…

    “Países que buscaram a punição e a verdade têm um grau de respeito aos direitos humanos muito maior do que aqueles que não o fizeram”

    Kathryn Sikkink, professora de Ciências Políticas da Universidade de Minnesota.

    http://www.cartacapital.com.br/app/materia.jsp?a=2&a2=6&i=1740

  • 44 Luciano // 10/August/2008 às 20:24

    Sérgio Leo, é você que lê mal. O post defende a punição dos torturadores do estado, mas citando a constituição americana (?!) coloca que quem pegou usou as armas contra a ditadura pode receber anistia (passe livre), já quem o fez em nome do estado não pode. Leia de novo.

    O texto do PD é uma prova que abstraindo podemos justificar qualquer idéia. Quem sofreu na mão da esquerda que se dane, anistia para ela. Mas o erro foi meu de voltar aqui, depois que eu li sobre um tal consenso de historiadores sobre o lançamento da bomba atômica…

  • 45 Chesterix-Darlymple (velho colega) // 10/August/2008 às 20:39

    Toda esta polêmica em torno da tortura ser mais criminosa do que o terrorismo, que foi colocada em pauta por “ex-terroristas” que ocupam altos cargos no governo brasileiro, traz de volta a lembrança da morte do embaixador brasileiro na ONU, Sérgio Vieira de Mello, há cinco anos atrás, em Bagdá, Iraque. O ato terrorista gerou uma comoção internacional, protestos no mundo inteiro. Lula, na oportunidade, condenou “da forma mais veemente que um ser humano pode condenar o terrorismo, que acaba de praticar mais uma ação no Iraque”. Ao ser informado da morte, durante um compromisso em Brasília,Lula pediu às autoridades e aos jornalistas presentes um minuto de silêncio em homenagem a essa “vítima da insanidade do terrorismo”.É de se perguntar para Lula que diferença existe entre os terroristas islâmicos da Al-Qaeda que assassinaram um embaixador brasileiro da ONU no Iraque e os terroristas brasileiros da Ação Libertadora Nacional, ALN, que seqüestraram e ameaçaram matar o embaixador americano Charles Elbrick, em 1969, aqui no Brasil. Os dois grupos não estavam lutando por uma causa política, usando os mesmos meios para chegar aos seus objetivos? Os dois não estavam praticando terrorismo em nome de ideologias? Os dois não se intitulavam como “revolucionários”?Qual a diferença entre o Franklin Martins que escreve uma carta ao país ameaçando um embaixador de morte e Osama Bin Laden que manda um vídeo para o mundo, ameaçando com novos atentados terroristas? Já inventaram o terrorismo seletivo? Pode existir “ex-terrorista”, mas não pode existir “ex-torturador”? As vidas são diferentes? Existem categorias de vidas humanas? Algum dia os organismos internacionais consideraram o terrorismo, baseado no seqüestro e na execução de reféns, como um instrumento legítimo para chegar ao poder ou para lutar contra regimes de qualquer natureza? Que a canalha cite onde existe alguma cláusula no direito internacional que tenha lhes assegurado, em qualquer tempo, o direito de seqüestrar e ameaçar de morte um ser humano. Se não existe “ex-torturador”, também não existe “ex-terrorista”. Anistia ampla, geral e irrestrita é redundância. Se não for, não existe.
    coronel

  • 46 Alba // 10/August/2008 às 20:43

    Não sou capaz de imaginar tratamento mais degradante que um ser humano pode infligir a outro do que o uso da tortura, com a possível exceção do estupro, que ainda assim foi usado e muito, nas nossas prisões, como parte da tortura.

    O fato de que passamos em branco os crimes cometidos no Estado Novo, pra mim, só tornam mais urgente a necessidade de repensar a democracia que queremos construir. E continuo acreditando que uma democracia só se constrói com o enfrentamento das questões difíceis, que é o ensinamento que as democracias mais consolidadas já nos deram e continuam nos dando. Não há, a priori, assunto tabu.

    O Sérgio Leo escreveu um texto contundente sobre o tema no seu blog, relacionando as tais anistias, a meu ver, espúrias, ao APODRECIMENTO das instituições, o que de fato, ocorre, já que a tortura continua ocorrendo dia sim e outro também, nas nossas delegacias. Isso sem falar no número absolutamente alarmante de linchamentos, em geral, nas periferias das grandes cidades, por uma população embrutecida e que, de certa forma, está certa em não acreditar na Justiça no país, daí tomá-la nas próprias mãos, o que, claro, não justifica nem de longe esse tipo de barbárie.

    Por outro lado, é risível, desculpem, imaginar que o pessoal que pegou em armas durante a ditadura, tivesse a mais remota chance de chegar ao poder. Esse argumento só serve a quem quer continuar com a nossa tradição histórica do conciliação pelo alto, sempre banindo a maioria da população como atores legítimos do processo.

    Confesso que, mesmo vivendo e conhecendo o Brasil, sempre fico surpresa com o conservadorismo mais acomodado, se é que que existe isso. :((

    E, a propósito, belo texto, PD. Parabéns!

  • 47 Chesterix-Darlymple (velho colega) // 10/August/2008 às 20:48

    Por outro lado, é risível, desculpem, imaginar que o pessoal que pegou em armas durante a ditadura, tivesse a mais remota chance de chegar ao poder.

    chest- Bin Laden tem a mais remota chance de implantar o Islamismo mundial? E por causa disso deve ser tolerado? Ora , Alba, que falácia enorme.

  • 48 Pedro Doria // 10/August/2008 às 20:52

    Chesterix-Darlymple (velho colega), como vc não tem idéias próprias, só as de outros, nunca dá para saber com quem estamos discutindo… mas quem classifica a tortura sistemática praticada pelo Estado como um crime mais grave do que o seqüestro ou mesmo o assassinato, por exemplo, é a lei, não o ministro.

  • 49 Alba // 10/August/2008 às 20:56

    Chest,

    Por favor, trata-se de questões totalmente diferentes. Bin Laden, ao que tudo indica, é um fundamentalista islâmico, envolvido num projeto para impor a sua fé, no que é fartamente ajudado pelas políticas adotadas por George W.

    Já os “terroristas” brasileiros e posso até retirar as aspas, eram poucos e isolados, cada vez mais isolados, por falta de inserção social e também, por conta dos efeitos do bendito “Milagre Brasileiro”. Não tinham a menor chance.

  • 50 Chesterix-Darlymple (velho colega) // 10/August/2008 às 20:57

    Alba, por falar em comportamente degradante, os testículos do tenente que Lamarca matou foram encontrados em seu estômago, como ele não tinha um endoscópio, a única possibilidade é que os engoliu ainda vivo.

  • 51 Chesterix-Darlymple (velho colega) // 10/August/2008 às 20:59

    Por favor, trata-se de questões totalmente diferentes. Bin Laden, ao que tudo indica, é um fundamentalista islâmico, envolvido num projeto para impor a sua fé, no que é fartamente ajudado pelas políticas adotadas por George W.

    chest- como é, a culpa é do Bush? hahahahahaha
    Ainda bem que não tinham chance, mas não é por isso que deveriam ficar soltos perambulando por aí.

  • 52 Chesterix-Darlymple (velho colega) // 10/August/2008 às 20:59

    48, de quando é esta lei, PD?

  • 53 Chesterix-Darlymple (velho colega) // 10/August/2008 às 21:02

    como vc não tem idéias próprias, só as de outros, nunca dá para saber com quem estamos discutindo…

    chest- prefiro não inventar o que já existe.

  • 54 Theo // 10/August/2008 às 21:03

    o PD é contra a tortura(eu tmb sou), vem com esse texto todo cheio de lição de moral, mas apóia Israel que mantém totura sistemática contra palestinos, isso tudo aprovado a assistido por juízes!!

    é a clara contradição esquerdista.

  • 55 Theo // 10/August/2008 às 21:04

    e vem me falar de crimes contra a humanidade…..hahaha

  • 56 Alba // 10/August/2008 às 21:07

    Chest,

    Essa história dos testículos do tenente ressurge, assim como a história de que Guernica não foi obra de Picasso. Sinceramente, passo. Ou melhor, faço minhas as palavras do Sérgio Leo, quando diz que Lamarca ñem pode responder a processo porque foi devidamente assassinado.

    E quanto às políticas de George W. , Bin Laden deve agradecer todos os dias a ele pela desastrada invasão do Iraque, QUE NÃO ABRIGAVA TERRORISTAS E NEM ARMAS DE DESTRUIÇÃO EM MASSA, como ficou comprovado. A invasão teve o condão de levar o terrorismo ao Iraque, não é uma beleza?

  • 57 Fabio Passos // 10/August/2008 às 21:08

    Repetindo… olha o naipe do figura:

    “O grande erro foi ter torturado e não matado.” - Jair Bolsonaro

    …agora novamente um pouco de lucidez com o Luciano Martins Costa:


    A imprensa poderia estar questionando se as Forças Armadas deveriam ter em seus quadros elementos dessa natureza. Levá-los a julgamento seria uma forma de enobrecer a instituição.

    Luciano Martins Costa - http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=497JDB005

  • 58 Chesterix-Darlymple (velho colega) // 10/August/2008 às 21:10

    Acho que o EB , ao evitar que o Brasil descambasse para uma ditadura do proletariado, ou um republicasindicalista bolivariana, já está “enobrecida” por uns 200 anos.

  • 59 Fabio Passos // 10/August/2008 às 21:13

    Theo está confuso… Pedro Dória é um tremendo conservador.

    E aposto que sente asco por muitos dos atos do regime sionista…

  • 60 Fabio Passos // 10/August/2008 às 21:16

    Contundente e verdadeiro…


    Muitos outros brasileiros, inclusive estudantes e trabalhadores que eram jovens demais para serem considerados como uma ameaça ao Estado, foram submetidos a suplícios que a consciência humana não pode admitir…

    TORTURA, NUNCA MAIS
    O que a imprensa não esclarece

    Só não vê quem não quer…

  • 61 Chesterix-Darlymple (velho colega) // 10/August/2008 às 21:16

    e aí, PD, de quando é a lei?

  • 62 Fabio Passos // 10/August/2008 às 21:20

    “Hora de passar a limpo a história”


    … a tortura voltou a ser parte da política de Estado após o golpe de 1964. Grassou pelos quartéis e delegacias, tornou-se uma mancha irremovível na história das nossas instituições militares e policiais. Como nada aconteceu, o espectro da tortura pareceu ter sido anistiado. Não foi. Espectros são resistentes, teimosos, determinados a violar e expor as tentativas de apagar o passado…

    http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI3067921-EI6783,00.html

  • 63 Alba // 10/August/2008 às 21:20

    As leis são internacionais, Chest. Está tudo na entrevista que o PD fez com a professora Flávia Piovesan, no Aliás de hoje, que não sei se pode ser acessado pela internet.

    No mais, reproduzo aqui trecho do belo texto do Sérgio Leo:

    “Houve quem, no AI-5, comentasse que não tinha medo das autoridades, mas do guardinha da esquina. Essa mentalidade de que vale a pena romper a lei quando o fim é punir criminosos gerou uma filosofia de treinamento policial que agora está nas ruas matando inocentes, filhos e pais da classe média agora horrorizada, porque algunms agentes não percebem que a vida é um bem mais importante que qualquer outro roubado por algum criminoso.

    A conivência com o desrespeito do governo às próprias leis, abrigada por justificativas tortas de que fins legitimam os meios, dá carta branca a criminosos agasalhados no aparelho do Estado, fragiliza os cidadãos, apodrece a sociedade. E ainda enriquece uns e outros, o poder absoluto corrompe absolutamente.”

  • 64 Chesterix-Darlymple (velho colega) // 10/August/2008 às 21:23

    Alba, quero saber da lei brasileira que o PD falou. Só isso. Que lei é essa de que ele fala?

  • 65 Fabio Passos // 10/August/2008 às 21:26

    Os torturadores-covardes precisam responder por seus atos…

    …não adianta procurar desculpas para o arbítrio e a barbárie.

    Não cola.


    A tese de que se combatia grupos armados é oca como um anel, profunda como um pires. Em 1964, aqueles que juraram defender a Constituição, rasgaram a Constituição. A gênese da luta armada está nesse fato combinado com o AI-5, que baniu, de forma brutal, as liberdades da vida brasileira…

    http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI3067921-EI6783,00.html

    É hora de passar a limpo a história…

  • 66 Fabio Passos // 10/August/2008 às 21:29

    Negar justiça para os terríveis e covardes crimes de tortura, praticados pelo Estado durante a ditadura, é fomento para perpetuar a tortura hoje…

    Tem de acabar a impunidade.

    A tortura precisa deixar de ser tolerada no Brasil.

    É uma das nossas maiores vergonhas…

  • 67 Chesterix-Darlymple (velho colega) // 10/August/2008 às 21:32

    Tem de acabar a impunidade.

    A tortura precisa deixar de ser tolerada no Brasil.

    chest - só posso concordar.

  • 68 Hugo Albuquerque // 10/August/2008 às 21:34

    Esses debates sobre eventuais revisões da Lei de Anistia sempre dão no mesmo: Alguns direitistas surgem e dizem que a esquerda também torturou, que a esquerda era pior blábláblá mas sempre se colocam contra à revisão fazendo contorcionismos lógicos.

    Ora, se a esquerda aprontou mais que a direita durante o regime militar, então abrir os arquivos da ditadura e/ou revisar a Lei de Anistia seriam ótimas oportunidades para provar isso, não?

    Então, por que aqueles que afirmam isso reagem sempre contrários a essas medidas? Do que eles tem medo?

    Se a esquerda aprontou tanto por que são justo os esquerdistas que pedem por essas medidas? Medidas essas, aliás, cuja reinvindicação deveria ser feita por pessoas de todos os espectros políticos!

    Será que há algo errado nisso?

  • 69 Chesterix-Darlymple (velho colega) // 10/August/2008 às 21:37

    Ora, se a esquerda aprontou mais que a direita durante o regime militar, então abrir os arquivos da ditadura e/ou revisar a Lei de Anistia seriam ótimas oportunidades para provar isso, não?

    chest- e é exatamente isso que eu defendo, que se for rever, se reveja os 2 lados. mas aí a coisa para, sempre tem senões.

    Digo e afirmo, as esquerdas tem mais a temer que a direita.

  • 70 Fabio Passos // 10/August/2008 às 21:41

    Hugo,

    O medo de alguns tem motivo bem concreto…

    Os torturadores não agiam a revelia.
    A tortura era política de Estado.

    Há os que apoiaram os carrascos… precisam ser identificados e punidos.


    É preciso julgar e punir os torturadores, mesmo que em efígie (em ausência, para os que já morreram) e , também, aqueles que financiaram a tortura. Há os que torturaram e os que financiaram a tortura. Empresários, políticos, gente que rompeu com princípios elementares do humanismo.

    Tem medo é de ser identificados.

    São tão covardes quanto os torturadores.

  • 71 Chesterix-Darlymple (velho colega) // 10/August/2008 às 21:44

    quero saber quem são.

  • 72 Fabio Passos // 10/August/2008 às 21:54

    impunidade dos torturadores ontem = impunidade dos torturadores hoje.


    A importância primeira é que a gente não esqueça. Devemos lembrar todos os anos o ocorrido com Valdimir Herzog, que foi mais um caso, dentre outros. Do ponto de vista da ocasião em que o Vlado foi morto, havia crimes de natureza política. Desgraçadamente pensou-se que ali se encerrava o dever de protestar. Porém a classe dominante, através de uma polícia despreparada, continua a praticar o terror nas delegacias. Os crimes cometidos contra o povo continuam e é preciso que a sociedade se conscientize disso.

    Audálio Dantas
    Presidente do Sindicato dos Jornalistas (SP) em 1975

  • 73 Chesterix-Darlymple (velho colega) // 10/August/2008 às 21:56

    classe dominante hoje = PT

  • 74 Fabio Passos // 10/August/2008 às 21:59

    Classe média… você não sabe é de nada.

  • 75 Fabio Passos // 10/August/2008 às 22:01

    Mino Carta demonstra… ainda estão por aí.

    Impunes…


    A propósito, em junho, a Academia Nacional de Polícia, ligada à PF, contratou o delegado aposentado Roberto Felipe Araújo Porto para participar da seleção e recrutamento de novos alunos. Porto foi denunciado por cinco presos políticos como participante de sessões de tortura no Ceará entre 1970 e 1973. O delegado, na época inspetor, é citado nos relatórios do Grupo Tortura Nunca Mais. A direção da PF, por meio de sua assessoria de imprensa, afirmou que a academia tem autonomia para contratar consultores e que não havia, nos arquivos do órgão, nenhum inquérito sobre o delegado…

    FERIDA ABERTA
    NUNCA É TARDE PARA PRESTAR CONTAS

  • 76 Fabio Passos // 10/August/2008 às 22:15

    26/06/2008


    O delegado Dirceu Gravina sentiu tremores e falta de ar quando indagado, na terça-feira 17, em frente à delegacia de polícia onde trabalha, em Presidente Prudente (SP), sobre suas atividades nos porões do DOI-Codi (Departamento de Operações de Informações e Centro de Operações de Defesa Interna) de São Paulo, no início dos anos 70. Gravina, conhecido na época pelo codinome JC, quase perdeu a fala. Ele é citado por ex-presos políticos como um dos mais ferozes torturadores brasileiros no período da ditadura militar no País. Gravina nega. Mas tem motivos para se preocupar…

    Impunes, por enquanto.
    http://www.cartacapital.com.br/app/materia.jsp?a=2&a2=8&i=1207

  • 77 Genital Lacerda // 10/August/2008 às 22:18

    a turma de sempre..dizendo as sandices de sempre.
    como dizia o saudoso Fernando Sabino: de novo
    mesmo só o Continental com filtro..

  • 78 Cão andaluz // 10/August/2008 às 22:27

    Só um demente pode pensar que a tortura era uma política de Estado no Brasil . Se fosse, o número de mortos seria maior do que 324 em 20 anos (sendo que nem todos foram mortos sob tortura, segundo Nilmário Miranda, que é petista, autor de “Dos filhos deste solo”).

    No Brasil, a tortura era EXCEÇÃO. Acontecia, é claro, não estou aqui para tapar sol com a peneira, mas era exceção. Será que dá pra ter um pouco de honestidade nessa discussão? Tanto isso é verdade que o ex-presidente Geisel demitiu um comandante de Exército depois da morte de Waldimir Herzog. Se fosse método, ele esfregaria as mãos e pediria por “mais, mais”. Ou então reclamaria: “Só um, pombas!”

    Se alguém quiser saber de TORTURA COMO MÉTODO, por favor, estude os REGIMES DE ESQUERDA. Stálin, Mao, Pol Pot, (eram de esquerda, pessoal!!!). Isso sim era MÉTODO. A bibliografia é imensa. Não dá pra inventar desculpa.

    Queria ver como a Rússia pagaria 20 milhões de indenizações nos valores que pagamos. A China, este bastião da liberdade, quebraria se tivesse que pagar 80 milhões de indenizações - hahaha!!! Não paga nem aposentadoria!!! (É, o PC do B, que reclama das aposentadorias daqui, bem que poderia esclarecer o seu eleitorado por que apóia um regime que NÃO PAGA APOSENTADORIA NENHUMA!!!)

    Mas é isso. Tortura aqui era também coisa de ALOPRADOS, que não honravam a farda que vestiam. E repito: ERA EXCEÇÃO.

  • 79 Booo // 10/August/2008 às 22:36

    Tem algo muito engraçado por aqui. PD:

    1. não gosta de ser contrariado de modo algum
    e
    2. acredita piamente que possui idéias próprias.

    Ora, se uma pessoa possuir UMA idéia própria ao longo da vida inteira, já terá sido sensacional. Certamente PD acredita que gente como Clóvis Rossi possui várias idéias próprias.

    É por isso que é tão difícil lidar com jornalistas. Só se é jornalista quando o ego chega na frente do conhecimento :D

  • 80 Fabio Passos // 10/August/2008 às 22:52

    Tortura era política de Estado durante a ditadura.

    E a ONU recomenda que o Brasil responsabilize e puna os criminosos covardes…


    Ilegalidades ocorridas naquela instituição militar, como as prisões ilegais, torturas, homicídios e desaparecimentos forçados, são consideradas pelo Ministério Público como crimes de “lesa-humanidade”.

    A ação lembra que o Comitê de Direitos Humanos da ONU recomendou ao governo brasileiro que torne públicos os documentos sobre violações aos direitos humanos no País e responsabilize os autores de todos esses crimes.

    http://www.cartacapital.com.br/app/materia.jsp?a=2&a2=8&i=1207

  • 81 Fabio Passos // 10/August/2008 às 22:57

    Tortura por determinação direta do Ditador de plantão e do Ministro do Exército…


    A política de repressão e perseguição ampla “mediante violência” partiu, naquele momento da história do País, da Presidência da República e do Ministério do Exército, avalia o procurador regional Marlon Alberto Weichert, autor da ação juntamente com a colega Eugênia Gonzaga Fávero…

  • 82 Chesterix-Darlymple (velho colega) // 10/August/2008 às 23:03

    79 :)

  • 83 Fabio Passos // 10/August/2008 às 23:05

    Qual a dimensão da repressão e da tortura no Brasil durante a ditadura?


    … Seis mil presos políticos passaram pelo DOI-Codi de São Paulo, subordinado ao II Exército, então o maior e mais temido centro de tortura do País durante a ditadura…

    … a Procuradoria da República estima que, em todo o País, mais de 30 mil pessoas tenham sido vítimas da repressão política, incluindo torturas, prisões e diversos tipos de perseguição

    http://www.cartacapital.com.br/app/materia.jsp?a=2&a2=8&i=1207

    O Estado colocou em funcionamento uma máquina impiedosa de repressão…

    … a impunidade dos que torturavam ontem, alimenta a tortura hoje.

  • 84 Zé Bush // 10/August/2008 às 23:11

    well…torturadores devem ser punidos independente do campo ideológico. Se é para abrir o livro, vamos abrir página por página e fazer ditado colegial frase a frase. Muita gente inocente pagou o pato por ter ligações e até mesmo parentesco com terroristas.

    Não adianta dizer que tortura é “crime internacional”, pois terrorismo também é. Dizer que houve “resistencia” é um sofisma, pois sabemos muto bem que aquela turma queria implantar uma ditadura comunista por aqui, por cima de pau e pedra. Tivessem conseguido, será que teriam essa iniciativa toda para punir seus próprios sequestradores e terroristas?

    Passados quase 40 anos, muita gente “ixperta” ganhou indenização e pensão, desmerecendo quem realmente sentiu na pele a tortura de alguns sádicos. Gente que levou um simples tabefe de soldado da PM hoje paga de “herói”, “perseguido político” e outras classificações “revolucionárias”.

    E quem sequestrou, matou, executou, desertou, jogou bomba , assaltou banco e matou o segurança? Vai ficar de fora porque?

  • 85 Brancaleone // 10/August/2008 às 23:13

    Este artigo vai render.
    Já teve um antes e eu fui mais malhado que boneco de judas em sábado de aleluia…

    Acontece pura e simplesmente que alguns não sabem ou fazem de conta que não sabem que o que chamam de “Estado” é mera e apenasmente um ajuntamento de pessoas dispostas a manterem seu “status quo” com tanto fervor ( e violência) quanto aqueles que querem tomar o lugar deles e serem também o tal “Estado”. A palavra “Estado” enquanto uma entidade administradora e executora dum país não o torna menos humano, antes pelo contrário, o poder sublima as baixarias e o pior aparece.
    A arenga de que o “Estado” não pode isso ou aquilo por conta de constituições, leis e limites é apenas papo furado. O fato de pessoas estarem no poder não as tornam menos pessoas.
    Acreditar que as pessoas por estarem no poder são obrigadas a serem belas, honestas e decentes é muita ingenuidade e beira a burrice. Qualquer um que pensa assim não conhece a humanidade.
    Num paralelo estranho pode-se comparar o que Fidel fazia como guerrilheiro e o que fazia ( eafaz) como “Estado”. A seguir a forma como alguns pensam aqui, a violência que ele usou para tomar o lugar de Fulgêncio deveria cessar no exato instante em que ele assumiu o poder a passou a ser aquilo que ele até então combatia, mas sabemos que os “tribunais revolucionários” que seguiram-se à tomada do poder em Cuba ( quando Fidel já era “Estado”) não foi assim um primor de justiça e respeito às leis…
    Não quero defender o Estado ou os que torturaram em nome e por ele, mas não se pode querer que pessoas no poder entreguem este poder sem lutar, mesmo que de forma vil.
    Extremando o raciocíneo de alguns, chega-se à conclusão que Osama teria certo direito de atacar o WTC por ser uma espécie de guerrilheiro mas os EUA por serem “Estado”, não podem ter Guantânamo… Concordemos que é esperar demais da raça humana.
    A Anistia foi feita. Acabou a guerra jamais declarada. Pagaram-se algumas indenizações ( algumas bem gordinhas até…) Assaltantes de banco, sequestradores e outros quetais até chegaram a relevantes posições políticas no País alegando que eram “guerrilheiros”, no mais puro “fins que justificam os meios”.
    Escrafunchar nisso é besteira, coisa de gente desocupada. Temos coisas mais importantes para resolver.
    Parece que a turma do contra quer transformar a tortura numa espécie de “holocausto” e volta e meia cobrar do presente as contas velhas e prescritas que se acham credores.
    Vai ser ridículo prender general decrépito aos 80 anos por ter torturado alguém quando era cabo…
    Parem de besteira. Não cutuquem a ferida. Tem muita sujeira do lado dos “rebeldes” também.
    E sobretudo não usem a palavra “Estado” como se ele fosse algo divino, infalível e composto apenas por semideuses que não podem agir como humanos.

  • 86 Fabio Passos // 10/August/2008 às 23:14


    É notório que o uso da tortura e da violência como meio de investigação policial ainda hoje pelos aparatos policiais brasileiros decorre em grande medida dessa cultura da impunidade.

    A falta de responsabilização dos agentes públicos que realizaram esses atos no passado inspira e dá confiança aos atuais perpetradores

    Marlon Alberto Weichert
    Eugênia Gonzaga Fávero
    Procuradores do Ministério Público Federal.

  • 87 Ana Pulg // 10/August/2008 às 23:20

    Muito estranha esta classificação que o segmento da direita estaria plenamente a favor da Ditadura e os de esquerda seriam subversivos.

    A não aceitação da Ditadura não significa ser de esquerda.

    A sua implantação feriu o estado de liberdade. Derrubou a democracia.

    Quem viveu neste período sabe, que os que se recusavam a engolir goela abaixo o estado vigente, eram considerados subversivos. Nunca antes eles haviam existido, nem tinham se agrupado para o serem.

    Os lares dos que se consideravam da direita deram muito abrigo para jovens ( jovens assim como os cara pintada) que tentavam liderar algum movimento contrário ao poder das Forças Armadas, para que não fossem parar nos porões dos quartéis. Não pensem que os políticos de direita apoiavam integralmente o que vinha acontecendo.

    Até para ser subversivo tinha-se que ter culhões, O clima de MEDO foi instaurado.

    Para mim afrontar as Forças Armadas não feria o Estado. Seu governo é que afrontava a Constituição e a Soberania. Por isso, os seqüestrados pelo Estado, chamados de terroristas e subversivos, merecem o meu respeito.

    Olhem, sou do interior gaúcho, digamos aqui nos confins do Brasil e assisti a muita coisa.

  • 88 Brancaleone // 10/August/2008 às 23:21

    E peloamordedeusnéfabiopassos!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
    Pára com este papo!!! que saco!!!!
    Fidel e Che fizeram o diabo após tomarem o poder em Cuba!!!
    Só porque eram comunistas os assassinatos perpetrados deixam der assassinatos? Fala sério!!!
    Tem coisa que irrita!!!!
    Os nossos torturadores de direita são tão filhos da puta quanto os torturadores da esquerda. Ou assassino de esquerda tem atenuante só por ser de esquerda? Eu pelo menos admito que os que estão do meu lado podem e são criminosos sim, são safados, ladrões, ditadores, corruptos e torturadores tanto quanto qualquer comunista que chega ao poder!!!
    Vou te contar meu!!! que coisa!!!

  • 89 Pedro Doria // 10/August/2008 às 23:21

    Booo, desce do degrau que aí de cima vc não enxerga bem os cá embaixo.

    Dizer que eu acho que tenho idéias próprias num post em que falo da aula que tive dada por outra pessoa é um pouco demais.

    (Não acho, diga-se; jornalista, por definição, repete o que ouve.)

  • 90 Fabio Passos // 10/August/2008 às 23:22


    Manter hoje acusados de tortura em cargos públicos é um risco para a sociedade, assegura Weichert…

    “… Uma pessoa que pratica tortura, que se acostumou com isso e exerce a função de delegado, traz um risco para a sociedade”

    Marlon Alberto Weichert
    Procurador do Ministério Público Federal

  • 91 Brancaleone // 10/August/2008 às 23:25

    Resumo:
    Quando a violência é praticada por civil, chama-se “luta armada”, mas se for praticada por funcionário público chama-se “tortura”…
    Tanta confusão só por conta de semântica…

  • 92 Brancaleone // 10/August/2008 às 23:28

    ..

  • 93 Fabio Passos // 10/August/2008 às 23:36

    semântica uma ova… rapaz.

    barbárie praticada como política de Estado:


    No DOI-Codi, as equipes de tortura se alternavam pela manhã, tarde e noite…

    “Todos recebiam orientações do Ustra e tinham reuniões diárias com ele para relatar o que extraíam da tortura”

    “Eles usavam codinomes e morriam de medo que a gente soubesse quem eles eram.”

    Lenira Machado

  • 94 Brancaleone // 10/August/2008 às 23:40

    Olha Fábio…

    Tá, aceito seus argumentos desde que você admita que Fidel e Che fizeram mais ou menos as mesmas coisas logo após deixarem de serem “revolucionáros” e passaram a ser “Estado”. Aproveita aí e lembra do pessoal que era metralhado entre Miami e Cuba, naqueles barquinhos, sem chance de defesa.

    Agora não me venha com o argumento que Fidel e Che só mataram “porcos capitalistas”, “exploradores do povo” e outro chavões. Com algums diferenças, eram mais ou menos estes os argumentos que o pessoal do DOI CODI usava…

  • 95 Fabio Passos // 10/August/2008 às 23:40

    … incutiu-se no imaginário nacional a idéia de que a Lei de Anistia implica o esquecimento integral de toda a violência ocorrida no País.

    “Isso não se sustenta nem judicialmente nem sociologicamente. A Corte Interamericana de Direitos Humanos diz que não se faz reconciliação com esquecimento. Isso pressupõe verdade, transparência e justiça”

    Marlon Alberto Weichert
    Procurador do Ministério Público Federal

  • 96 Brancaleone // 10/August/2008 às 23:43

    Se existia a tortura como política de ‘Estado”, também existia o roubo e o seqüestro como política “revolucionária”. Muitos inocentes pagaram, mas do lado dos “revolucionários”, muitos não eram assim uns mimos de decência e respeito ao semelhante.

  • 97 Brancaleone // 10/August/2008 às 23:45

    Fábio:

    Para de copiar argumento dos outros.
    Apresente os seus.
    O Procurador Marlon pode querer copyrights…

  • 98 Chesterix-Darlymple (velho colega) // 10/August/2008 às 23:45

    e o que que a Lenira fazia para despertar tanto interesse dos torturadores.

    As vezes acho que esse pessoal acha que por ter sido supostamente torturado teve os crimes que cometeu perdoados.

  • 99 Brancaleone // 10/August/2008 às 23:46

    Êta papo chato.
    Vou dormir.
    Boa noite.

  • 100 Brancaleone // 10/August/2008 às 23:48

    E repetindo.
    Caprichei neste.

    E agora sim, boa noite.

    Este artigo vai render.
    Já teve um antes e eu fui mais malhado que boneco de judas em sábado de aleluia…

    Acontece pura e simplesmente que alguns não sabem ou fazem de conta que não sabem que o que chamam de “Estado” é mera e apenasmente um ajuntamento de pessoas dispostas a manterem seu “status quo” com tanto fervor ( e violência) quanto aqueles que querem tomar o lugar deles e serem também o tal “Estado”. A palavra “Estado” enquanto uma entidade administradora e executora dum país não o torna menos humano, antes pelo contrário, o poder sublima as baixarias e o pior aparece.
    A arenga de que o “Estado” não pode isso ou aquilo por conta de constituições, leis e limites é apenas papo furado. O fato de pessoas estarem no poder não as tornam menos pessoas.
    Acreditar que as pessoas por estarem no poder são obrigadas a serem belas, honestas e decentes é muita ingenuidade e beira a burrice. Qualquer um que pensa assim não conhece a humanidade.
    Num paralelo estranho pode-se comparar o que Fidel fazia como guerrilheiro e o que fazia ( eafaz) como “Estado”. A seguir a forma como alguns pensam aqui, a violência que ele usou para tomar o lugar de Fulgêncio deveria cessar no exato instante em que ele assumiu o poder a passou a ser aquilo que ele até então combatia, mas sabemos que os “tribunais revolucionários” que seguiram-se à tomada do poder em Cuba ( quando Fidel já era “Estado”) não foi assim um primor de justiça e respeito às leis…
    Não quero defender o Estado ou os que torturaram em nome e por ele, mas não se pode querer que pessoas no poder entreguem este poder sem lutar, mesmo que de forma vil.
    Extremando o raciocíneo de alguns, chega-se à conclusão que Osama teria certo direito de atacar o WTC por ser uma espécie de guerrilheiro mas os EUA por serem “Estado”, não podem ter Guantânamo… Concordemos que é esperar demais da raça humana.
    A Anistia foi feita. Acabou a guerra jamais declarada. Pagaram-se algumas indenizações ( algumas bem gordinhas até…) Assaltantes de banco, sequestradores e outros quetais até chegaram a relevantes posições políticas no País alegando que eram “guerrilheiros”, no mais puro “fins que justificam os meios”.
    Escrafunchar nisso é besteira, coisa de gente desocupada. Temos coisas mais importantes para resolver.
    Parece que a turma do contra quer transformar a tortura numa espécie de “holocausto” e volta e meia cobrar do presente as contas velhas e prescritas que se acham credores.
    Vai ser ridículo prender general decrépito aos 80 anos por ter torturado alguém quando era cabo…
    Parem de besteira. Não cutuquem a ferida. Tem muita sujeira do lado dos “rebeldes” também.
    E sobretudo não usem a palavra “Estado” como se ele fosse algo divino, infalível e composto apenas por semideuses que não podem agir como humanos.

  • 101 Chesterix-Darlymple (velho colega) // 10/August/2008 às 23:50

    cadê os brasileiros de esquerda que condenam as execuções sumárias ( e portanto ao arrepio da lei) em Cuba de Fidel? Será que as cortes internacionais vão se interessar pélo caso. Eu troco todos os supostos torturadores brasileiros pelos algozes de castro.

  • 102 Chesterix-Darlymple (velho colega) // 10/August/2008 às 23:51

    Topas PD?

  • 103 Chesterix-Darlymple (velho colega) // 11/August/2008 às 0:04

    enquanto isso

    http://www.diogoportugal.com.br/comentarios.php?id_p=70

  • 104 Fabio Passos // 11/August/2008 às 0:11

    eu tenho uma “oferta” muito melhor prá você rapaz:

    troque o fim da impunidade dos torturadores brasileiros da ditadura, pelo fim das torturas que existem ainda hoje…

    … assim você ganha três vezes:

    1) Não joga um passado terrível para debaixo do tapete.

    2) Reduz as violações dos direitos humanos no Brasil hoje.

    e…

    3) Deixa de parecer um tremendo mau-caráter defensor da tortura.

    é pegar ou largar.

    - Comitê de Direitos Humanos da ONU: Recomendou ao governo brasileiro que torne públicos os documentos sobre violações aos direitos humanos no País e responsabilize os autores de todos esses crimes.

    - Corte Interamericana de Direitos Humanos: Não se deve fazer reconciliação com esquecimento. Isso pressupõe verdade, transparência e justiça.

    - Ministério Público Federal: É notório que o uso da tortura e da violência como meio de investigação policial ainda hoje pelos aparatos policiais brasileiros decorre em grande medida dessa cultura da impunidade. A falta de responsabilização dos agentes públicos que realizaram esses atos no passado inspira e dá confiança aos atuais perpetradores.

  • 105 Fabio Passos // 11/August/2008 às 0:15

    “Os empresários que ajudaram a financiar a repressão também devem ser punidos. É o princípio da co-autoria. E tem muita gente viva gozando dessa impunidade. Os filhos e netos deles têm o direito de olhar nos olhos dos pais e avós e perguntar: vocês foram responsáveis por mortes e torturas?”

    Fábio Konder Comparato,
    professor emérito da Faculdade de Direito da USP

  • 106 Chesterix-Darlymple (velho colega) // 11/August/2008 às 0:23

    1) Não joga um passado terrível para debaixo do tapete.

    chest- deve estar falando dos terroristas

    2) Reduz as violações dos direitos humanos no Brasil hoje.

    chest- responsabilidade do PT

    e…

    3) Deixa de parecer um tremendo mau-caráter defensor da tortura.

    é pegar ou largar.

    chest- minha mãe sempre disse para não me preocupar com as opiniões dos outros e ser eu mesmo.

  • 107 Chesterix-Darlymple (velho colega) // 11/August/2008 às 0:25

    Os filhos e netos deles têm o direito de olhar nos olhos dos pais e avós e perguntar: vocês foram responsáveis por mortes e torturas?”

    chest- podem os filhos de Fidel e raul castro fazer isto?

  • 108 Fabio Passos // 11/August/2008 às 0:35

    não aceitou?

    curioso…

    não perdia nada… e só tinha a ganhar.

    ou não?

    Seu filho e seus netos têm o direito de olhar nos seus olhos e perguntar: você aprova e justifica torturas no Brasil?

    troque o fim da impunidade dos torturadores brasileiros da ditadura, pelo fim das torturas que existem ainda hoje…

    aceita?

  • 109 Chesterix-Darlymple (velho colega) // 11/August/2008 às 0:35

    Não adianta ignorar
    Ainda que realizada com cautela e dentro de verdadeira ordem unida, a reunião conjunta dos clubes Militar, da Aeronáutica e da Marinha, sexta-feira, no Rio, fez acender a luz amarela no semáforo localizado defronte ao Palácio do Planalto. Lá estavam ex-ministros, generais e coronéis da reserva, e até alguns do serviço ativo, todos demonstrando inconformismo diante da iniciativa do governo de rever a Lei de Anistia.

    Do governo? Claro, porque Tarso Genro, responsável pela proposta, é ministro da Justiça do Brasil, não de Bangladesh ou do Burundi. São bobagem e sinal de fraqueza imaginar que tenha agido por conta própria, “como cidadão, jamais como integrante do governo”. Se foi precipitado, reacendendo velhas brasas sem respaldo do presidente Lula, deve ser demitido. Lançou-se o polêmico desafio autorizado pelo chefe, pior ainda, porque sua atitude marca o início de um confronto que se presumia ultrapassado.

    Houve tortura, durante o regime militar? Houve, por mais lastimável que seja a constatação. Do outro lado registrou-se atos de terrorismo, vandalismo, seqüestros e assaltos reunidos no denominador comum da luta armada. Claro que tortura promovida por agentes do poder público significa a inversão completa dos valores da Humanidade. Mas não ficam atrás as tentativas de mudança do regime por métodos violentos, em especial em se tratando do propósito de trocar uma ditadura por outra.

    A fórmula encontrada pelos líderes da época, da transição negociada, equivaleu à democracia de Winston Churchill, ou seja, o pior dos regimes, “depois de todos os outros”. Se verificada através do confronto, a volta do País à democracia teria gerado seqüelas de horror até hoje, provavelmente sem democracia.

    Foi através da negociação que Tancredo Neves, Ulysses Guimarães, Leonel Brizola e outros puderam assentar as bases que nos transformaram numa democracia. Quer o que o ministro da Justiça? Revanchismo? Promover-se, credenciando-se para a próxima sucessão? Os militares deram o troco. Tomara que não haja réplica, porque a tréplica poderá ser bem diferente.

    Carlos Chagas

  • 110 Fabio Passos // 11/August/2008 às 0:36

    - Ministério Público Federal: É notório que o uso da tortura e da violência como meio de investigação policial ainda hoje pelos aparatos policiais brasileiros decorre em grande medida dessa cultura da impunidade. A falta de responsabilização dos agentes públicos que realizaram esses atos no passado inspira e dá confiança aos atuais perpetradores.

  • 111 Chesterix-Darlymple (velho colega) // 11/August/2008 às 0:37

    Mais tempo no Bolsa-Família
    Presidência da República quer prolongar permanência de famílias em programa
    BRASÍLIA - A Presidência da República quer prolongar a permanência das pessoas no Programa Bolsa-Família. Isso poderá ocorrer após a regulamentação do Decreto 6.392, assinado em março deste ano pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Atualmente, quando alguma família melhora de renda e ultrapassa o patamar da pobreza, ela pode ser excluída automaticamente do programa.

    chest- e assim por diante

  • 112 Fabio Passos // 11/August/2008 às 0:38

    palito os dentes com Carlos Chagas… rapaz.

    troque o fim da impunidade dos torturadores brasileiros da ditadura, pelo fim das torturas que existem ainda hoje…

    aceita?

    ou vai se esconder atrás de um monte de general de pijama?

  • 113 Chesterix-Darlymple (velho colega) // 11/August/2008 às 0:39

    110, sim desde 700 dc.

  • 114 Fabio Passos // 11/August/2008 às 0:40

    vai continuar fugindo prá debaixo do pijama dos general?

    troque o fim da impunidade dos torturadores brasileiros da ditadura, pelo fim das torturas que existem ainda hoje…

    aceita ou não aceita?

    - Ministério Público Federal: É notório que o uso da tortura e da violência como meio de investigação policial ainda hoje pelos aparatos policiais brasileiros decorre em grande medida dessa cultura da impunidade. A falta de responsabilização dos agentes públicos que realizaram esses atos no passado inspira e dá confiança aos atuais perpetradores.

  • 115 Chesterix-Darlymple (velho colega) // 11/August/2008 às 0:42

    112, como assim? Explique o rolo. Crê que colocando os generais em cana as prisões nacionais viram o Hilton?

  • 116 Booo // 11/August/2008 às 0:45

    Dória,
    ” Dizer que eu acho que tenho idéias próprias num post em que falo da aula que tive dada por outra pessoa é um pouco demais.”

    Mas foi você que acusou não sei quem de só repetir o que ouve, de não ter idéias próprias. Logo, se você está achando ruim de não ter idéias próprias, tu deve ter várias, não?

    “(Não acho, diga-se; jornalista, por definição, repete o que ouve.)”

    Mas adora um status de genialidade sem ter base para tanto… (que o diga Daniel Piza, aquele que escreveu que Jesus foi enforcado).

    (anyway, Dória, não me leve tão a sério - eu gosto do teu blog, caso contrário estaria em outro local)

  • 117 Chesterix-Darlymple (velho colega) // 11/August/2008 às 0:48

    Booo, o que ocorre é que o PD tem um bando de puxa-sacos que fizeram com que ele acreditasse que que fosse algum prodígio do jornalismo tupiniquim. Estou acostumado. A graça desse blog é o ridículo do pedestal.

  • 118 Fabio Passos // 11/August/2008 às 0:49

    Booo está errado.

    Nada mais saudável para as Forças Armadas do que julgar criminosos cuja péssima conduta, na verdade, as envergonham…

    “Os militares deveriam, sim, tornar as coisas mais fáceis. Em lugar de protestos, vale repetir, precisam pedir desculpas e tomar iniciativa de reconhecer os erros, o compromisso de deixar à justiça o julgamento dos torturadores. Assim, é que o espectro que ronda os quartéis ira se dissipar e se recolher ao lugar onde já devia estar há muito tempo: no circulo do inferno da história que jamais deveria se repetir…”

    “Hora de passar a limpo a história” - Francisco Viana
    http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI3067921-EI6783,00.html

  • 119 Chesterix-Darlymple (velho colega) // 11/August/2008 às 0:51

    Fabio Passos, você realmente participou da luta armada ou se faz de importante?

  • 120 Fabio Passos // 11/August/2008 às 0:58

    todo ser humano é importante.

    você teve uma boa oportunidade que desperdiçou… duas vezes.

    e não tinha nada a perder.

    você é um sujeito inofensivo mas… com problemas.

  • 121 Chesterix-Darlymple (velho colega) // 11/August/2008 às 1:00

    obrigado, mas responda a pergunta.

  • 122 Chesterix-Darlymple (velho colega) // 11/August/2008 às 1:05

    .. e esse negocio de palitar os dentes com o Carlos Chagas…..

  • 123 Fabio Passos // 11/August/2008 às 1:07


    Acorda amor
    Eu tive um pesadelo agora
    Sonhei que tinha gente lá fora
    Batendo no portão, que aflição
    Era a dura, numa muito escura viatura
    Minha nossa santa criatura
    Chame, chame, chame lá
    Chame, chame o ladrão, chame o ladrão

    Acorda amor
    Não é mais pesadelo nada
    Tem gente já no vão de escada
    Fazendo confusão, que aflição
    São os homens
    E eu aqui parado de pijama
    Eu não gosto de passar vexame
    Chame, chame, chame
    Chame o ladrão, chame o ladrão

    Se eu demorar uns meses
    Convém, às vezes, você sofrer
    Mas depois de um ano eu não vindo
    Ponha a roupa de domingo
    E pode me esquecer

    Acorda amor
    Que o bicho é brabo e não sossega
    Se você corre o bicho pega
    Se fica não sei não
    Atenção
    Não demora
    Dia desses chega a sua hora
    Não discuta à toa não reclame
    Clame, chame lá, chame, chame
    Chame o ladrão, chame o ladrão, chame o ladrão

    Acorda Amor - Chico Buarque
    http://www.youtube.com/watch?v=iMK_Dlah_cY

    Não esqueça a escova, o sabonete e o violão.

  • 124 Chesterix-Darlymple (velho colega) // 11/August/2008 às 1:11

    que romântico.

  • 125 Chesterix-Darlymple (velho colega) // 11/August/2008 às 1:12

    FERREIRA GULLAR E você, chamaria o ladrão?

    ——————————————————————————–
    Pôr no mesmo plano bandido e policial equivale a tomar o partido dos bandidos

  • 126 Fabio Passos // 11/August/2008 às 1:19

    pois é… e o Ferreira Gullar fez isto também.

    Cobertos de razão. Ele e Chico.

    noutra época… rapaz.

    e hoje, um tipo como você, permanece ao lado dos bandidos. um reles defensor da tortura.

    tem muito que aprender…

  • 127 Fabio Passos // 11/August/2008 às 1:22

    E o Chico já alertava a furada em que este pessoal mais nervoso se meteu…

    Apesar de você - Chico Buarque
    http://www.youtube.com/watch?v=ncBjLOVR4rg


    Apesar de você
    amanhã há de ser outro dia.
    Eu pergunto a você onde vai se esconder
    Da enorme euforia?
    Como vai proibir
    Quando o galo insistir em cantar?
    Água nova brotando
    E a gente se amando sem parar.

    Quando chegar o momento
    Esse meu sofrimento
    Vou cobrar com juros. Juro!
    Todo esse amor reprimido,
    Esse grito contido,
    Esse samba no escuro.

    Você que inventou a tristeza
    Ora tenha a fineza
    de “desinventar”.
    Você vai pagar, e é dobrado,
    Cada lágrima rolada
    Nesse meu penar.

    Apesar de você
    Amanhã há de ser outro dia.
    Ainda pago pra ver
    O jardim florescer
    Qual você não queria.

    Você vai se amargar
    Vendo o dia raiar
    Sem lhe pedir licença.

    E eu vou morrer de rir
    E esse dia há de vir
    antes do que você pensa.
    Apesar de você

    Apesar de você
    Amanhã há de ser outro dia.
    Você vai ter que ver