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John McCain pode ser piada?

July 23rd, 2008 · · 27 Comentários

A capa da New Yorker com Barack Obama: sua mulher Michelle se veste como extremista negra dos anos 60, ele como muçulmano radical. Estão no Salão Oval da Casa Branca. Na parede, ao invés do tradicional quadro de Washington, um de Osama bin Laden. Na lareira queima uma bandeira norte-americana.

Deu confusão.

A Vanity Fair ironiza a confusão com John McCain: sua mulher Cindy traz remédios para o candidato, ele, velho que só, se ampara num andador. Estão no mesmo Salão Oval da Casa Branca. Na parede, ao invés de Washington, George W. Bush. Na lareira queima a Constituição norte-americana.

Brincar com os estereótipos de um, não pode. E com os estereótipos do outro?

dica da Flávia Tavares, via G1

Tags: EUA · Mídia

27 Comentários até agora ↓




  • 1 Fabio Negro // 23/July/2008 às 4:20

    Entendo que tenham brincado com a confusão da primera ilustração e da inépcia do cartunista ao fazê-la.

  • 2 Raquel (NY) // 23/July/2008 às 4:32

    PD, acho que os remedios na mao da Cindy sao na verdade uma referencia ao passado dela como viciada em pain killers.
    Abraco
    raquel

  • 3 Zictor // 23/July/2008 às 6:21

    Fala sério!!!
    Essa daí foi claramente uma resposta à capa com Obama.

    Mas a galera do Daily Show fez uma ótima palhaçada com a frescura da mídia em cima da capa com Obama.

  • 4 Darwinista // 23/July/2008 às 7:48

    A Vanitiy Fair está apenas sendo solidariamente sacana com a New Yorker, eu acho. Ponto pra eles.

    Mas convenhamos, considerando todas as circunstâncias envolvidas, Obama teria muito mais a perder do que McCain se as duas capas tivessem sido lançadas simultaneamente.

  • 5 Cássio // 23/July/2008 às 7:58

    Pedro Dória, sem querer julgar o quanto a capa da New Yorker pode ter sido benéfica ou prejudicial a Obama, ou o quanto de preconceito ela tem. Ficando só na questão do humor, percebo que a capa da New Yorker deu certo e a da Vanity Fair não passa nem perto disso.

  • 6 Nhé! // 23/July/2008 às 8:14

    Fala sério, que baixaria essa eleição norte-americana, hein?

  • 7 Pax // 23/July/2008 às 8:44

    Como seria uma charge no Brasil?

    Daniel Dantas molhando a mão do Candidato A

    e

    Daniel Dantas molhando a mão do Candidato B

    Acho que sim.

    Não seria melhor a gente já votar no Dantas? Em última instância e carregando nas tintas pra provocar mesmo, não é ele quem manda no Brasil? Me parece que sim. Os fatos me ajudam a pensar assim.

  • 8 Zictor // 23/July/2008 às 8:48

    @Pax

    Apoiado! Vamos acabar com os intermediários!
    DD para presidente!
    Desse jeito a gente economiza a propina.

  • 9 Pax // 23/July/2008 às 8:58

    Zictor, brinca não que ele chega a presidir até aí, molhando em mandarim.

    Abraços !

  • 10 Chico Motta // 23/July/2008 às 11:36

    Pra que presidente se nós não vivemos numa democracia?

  • 11 O Espezinhador // 23/July/2008 às 11:57

    É que os estereótipos da esquerda são sempre politicamente incorretos. Os estereótipos da direita, esses podem ficar…

  • 12 O Espezinhador // 23/July/2008 às 11:57

    É que os estereótipos da esquerda são sempre politicamente incorretos. Os estereótipos da direita, esses podem ficar…

  • 13 Thiago // 23/July/2008 às 12:04

    Ruimzinha essa, não? A do Obama era engraçada -porém só pra meia dúzia; essa do Mcain só dá pena…

  • 14 jac // 23/July/2008 às 12:19

    É mais ou menos como brincar com religião.

    Evangélico e Candomblé pode.

    Judeu nem pansar.

  • 15 Mr X // 23/July/2008 às 12:22

    Realmente fraquinha a capa.

    Piada mesmo é a fascinação dos jornalistas do mundo inteiro por Obama quando ele fala em “hope” e “change”, como se todos os políticos não falassem essa mesma merda toda hora antes das eleições (e depois já se viu).

  • 16 bia // 23/July/2008 às 12:41

    Por mais tenebroso que seja o episódio DD, acho que ele tem pelo menos um lado didático - escancarou, pra quem quiser ver, que o que manda de fato nessa democracia é o capital.

    O poder é o capital. Ponto.
    Lula ganhou as eleições, mas não levou.
    Se quisesse levar (se tivesse coragem, se tivesse vontade, se …..), não teria chegado a presidente.

    Duvido que o DD fosse querer perder tempo em Brasília - pra que ser presidente se dá pra ser o dono?

    Todo poder emana do capital e em seu nome será exercido - às vezes com um pouquinho mais de comedimento; outras com um pouquinho menos.

  • 17 Diego // 23/July/2008 às 13:46

    Esses americanos enlouqueceram.

  • 18 Caramujo // 23/July/2008 às 13:52

    16: “…escancarou, pra quem quiser ver, que o que manda de fato nessa democracia é o capital.”

    —————————————————

    Ah! Mas isto é evidente, e em toda e qualquer democracia. No regime feudal brasileiro, entao, é a norma desde a descoberta e colonizaçao do país.

    Para bem entender o Brasil e em que túnel escuro e sem saída estamos, é so ler os dois tomos de “Os donos do poder” do eminente jurista Raymundo Faoro e “Carnaval, malandros e heróis” do Roberto da Matta. Pra quem já leu, é bom reler e perguntar se isto aí tem consêrto. Relí e perdí as esperanças.

  • 19 Mr X // 23/July/2008 às 14:11

    Antes fosse o capital quem mandasse.

  • 20 bia // 23/July/2008 às 14:45

    Caramujo,

    Usei “escancarar” no sentido 3 do vocábulo segundo o Aurélio:

    “Expor à vista; mostrar; exibir: os jornais escancaram a negociata”
    (ótimo o exemplo, não?)

    Ninguém mais precisa recorrer aos filósofos modernos, ou ler teses de cientistas políticos sociólogos e antropológos, pra perceber que “em toda e qualquer democracia” é o capital que manda… Do porteiro à minha avó, passando por manicures e camelôs, o óbvio-obscuro veio à luz.

    E eles nem precisam mais do DaMatta pra entender…

  • 21 Luciano // 23/July/2008 às 15:44

    Eu prefiro o Obama, mas a reação da campanha dele e da imprensa ao cartoon me deixou preocupado, para mim é a ditadura do politicamente correto e do “comigo, não”. Usando o argumento do DailyShow, Obama não deveria ter ficado ofendido com o o cartoon que o mostra como radical islâmico, pois quem fica ofendido com cartoons geralmente são radicais islâmicos.

  • 22 Luiz // 23/July/2008 às 17:33

    Outras possíveis capas com o McCain:

    http://politicalirony.com/2008/07/15/cover-wars-the-response/

  • 23 marco // 23/July/2008 às 20:42

    Parece coisa de eleição para o grêmio da faculdade…

    Banal.

    ma

  • 24 Caramujo // 23/July/2008 às 22:00

    Bia no # 20:

    Nao entendí sua irritaçao e acidez com o Caramujo. Tenho nada contra seu “escancarar” e agradeço pela definiçao, que aliás já conheço, obrigado. Refería-me à 2a parte da frase em questao.

    Quanto à referência que fiz aos brasucas Raymundo Faoro e Roberto da Matta (e nao DaMatta) é para ajudar, a quem quiser ler, a “bem entender o Brasil” (como bem índiquei) e o comportamento do brasileiro em geral, o que, extrapolando, poderia ajudar na compreensao da estrutura do poder no Brasil e o proverbial jeitinho de pintar e bordar - e também roubar - do brasileiro em geral.

    Em outras palavras, nao critiquei você; estou de acôrdo com você. OK?

  • 25 Bodhi // 24/July/2008 às 0:13

    22: Tem uma capa com o McCain que faz referência à cena mais violenta do cinema, naquele que é o melhor filme com o genial Edward Norton. As capas da New Yorker são melhores, coisa de gente grande.

    Caramujo, obrigado pelas dicas de leitura, são sempre muito bem vindas. Já li um texto pra faculdade do da Matta sobre o jeitinho brasileiro e não achei lá grande coisa… Mas me foi dito ser o pensador brasileiro mais citado no exterior. Esse do Faoro me chamou atenção.

    Agora livro bom mesmo, clássico induscutível para entender o Brasil, que deveria ser obrigatório no currículo escolar, é a quase enciclopédia (são centenas de referências bibliográficas) do Freyre, “Casa Grande e Senzala”. Estou pra ler “Sobrados e Mucambos”. Alguém já leu?

  • 26 bia // 24/July/2008 às 23:05

    Caramujo,

    Não tive a menor intenção de ser ácida, cáustica ou sulfúrica com o Caramujo. Pense bem: se num tête-à-tête ocorrem erros de comunicação, imagine num tecla-tecla. Acho ótima a sugestão de leituras (aliás, por vícios do ofício, acabei escrevendo “Da Matta” conforme o cito nas bibliografias…).
    Releia sem prevenção o que escrevi (# 16)Percebe? Foi apenas um desabafo - e o seu “é evidente” (#18) cortou meu barato.

  • 27 Nassau // 25/July/2008 às 3:57

    Obama e sua campanha têm todo o direito de não gostar das charges e de se beneficiarem do politicamente correto, disputa é disputa e não há deslealdade nisso, afinal de contas segundo li de um comentarista norte-americano que não me lembro agora, ainda existe muita gente por lá, muitos caipiras amargurados que não lêem jornal, ou talvez só os locais e que pensam que ele é muçulmano.

    Sentir-se ofendido não é proibido pela democracia, o sentimento é algo individual, privado e expressar a contrariedade também é um direito assegurado, há que se pesar apenas o ganho ou o prejuízo político/eleitoral, o cálculo tem que ser cuidadoso e a resposta pragmática, no caso Obama saiu ganhando.

    Querer proibir, incentivar ações agressivas e violentas contra os desenhistas e jornais são outros quinhentos.

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