Barack Obama só chegou ao Iraque hoje, mas a edição mais recente da revista alemã Der Spiegel já lhe trazia uma boa notícia no fim de semana. São as palavras do premiê iraquiano Nouri al-Maliki: ‘Os EUA devem deixar o Iraque tão logo seja possível’, ele disse. ‘O candidato Barack Obama fala de deixar em 16 meses. Esta, imaginamos, seria uma boa perspectiva, com a possibilidade de pequenas mudanças.’
John McCain tem batido sistematicamente em Obama neste quesito. Ele argumenta que o candidato democrata entende pouco do que está acontecendo no Iraque e é imaturo para avaliar. Esta viagem de Obama à Ásia Central e Oriente Médio é um bocado defensiva, para poder dizer que esteve lá recentemente e que conversou com os comandantes.
Mas, quando o governo do Iraque diz que ele está certo, tudo muda de figura.
Al-Maliki, evidentemente, está de olho também na política interna de seu país. Ele, que assinou a ordem de execução de Saddam Hussein, é xiita. Os xiitas querem o controle do Iraque e, como são maioria, têm chances de conseguir. Xiita mas não excessivamente religioso. Anda de terno e gravata e não com vestes tradicionais. Ouve o clero, mas aproveita o que quer de seus conselhos e dispensa o resto. É de família tradicional. Seu avô foi ministro do rei Faisal I, irmão do avô do atual rei da Jordânia, quando o Iraque era uma monarquia. Prestar um favor ao futuro presidente dos EUA por certo renderá pontos. É uma aposta, claro, mas o tipo de aposta que ressoa bem em casa. O que ele está dizendo qualquer um que esteve no Iraque repete: querem os norte-americanos fora.
O fato é que McCain foi jogado para a defensiva. Até agora, vinha fazendo seu discurso na posição de veterano de guerra, filho e neto de almirantes, especialista em política externa perante o jovem e desqualificado oponente na eleição. É um papel difícil de sustentar quando o governo que os EUA deveriam estar ajudando concorda com a avaliação de Obama.
Neste momento, al-Maliki está sob pressão, já disse que foi mal interpretado. Qual que nada, o estrago foi feito. Um bocado de pressão também deve estar sobre o presidente Jalal Talabani. É o mínimo com o qual McCain pode esperar: ao menos a impressão de que o governo iraquiano está dividido. Mas Talabani está em silêncio e cada dia em que este silêncio se mantém, mais alto ele fala.
Do Oriente Médio, Obama seguirá para a Europa. Na Alemanha, fará um discurso para mais de um milhão de pessoas aos pés da Coluna da Vitória erguida pela Prússia nos tempos de Otto von Bismarck. Ele queria falar à frente do Portão de Brandenburgo, mesmo local em que John Kennedy disse ‘Ich bin ein Berliner’ e, anos depois, Ronald Reagan pediu a Mikhail Gorbachov que derrubasse ‘aquele muro’. É o local onde presidentes dos EUA foram grandes.
Foi com toda razão que o governo alemão gentilmente negou-lhe o espaço. Seria uma intromissão violenta na política interna norte-americana permitir a Obama que fosse filmado qual Kennedy ou Reagan perante um milhão de alemães. Mas é bem possível que as imagens tenham esta aparência de sucesso majestoso de qualquer jeito. Obama é popular na Europa.
(Não custa dizer: é exatamente o tipo de intromissão que al-Maliki cometeu. Mas ele deve ser perdoado. Seu país, afinal, está invadido. Ele tem interesse direto no resultado do pleito norte-americano.)
Tudo, é claro, pode ser posto a perder com uma gafe. É o maior fantasma ao redor de Obama. Se tudo der certo esta semana, ele volta com a imagem de um líder respeitado e admirado no exterior. É o tipo da coisa que os norte-americanos sentem falta. Depois de George W. Bush, tudo o que querem é um novo Kennedy, um novo Reagan. É esta a imagem que Obama quer vender.







39 Comentários até agora ↓
1 Mr X // 21/July/2008 às 12:07
Oh Jesus…
Pedro Dória se vendeu de vez ao circo Obamista…
Novo Kennedy, novo Reagan? Que tal novo Carter?
Quanto ao presidente do Iraque achar que “seu país está invadido”… Hã.. O tal do Al-Maluki só está no poder GRAÇAS às tropas americanas, pois se não ainda estaria o Saddam no poder… Dã!
2 Brancaleone // 21/July/2008 às 12:17
Bom, então vejamos:
Os EUA saem do Iraque sem ter resolvido o problema. Já saira do Vietnam assim. Não existe mais URSS. Os EUA demonstram que estão perdendo o poder. Alemanha, Inglaterra, França “et caterva” estão ensimesmados, meio (ou bem) acomodados onde estão.
Melhor mesmo é ir aprendendo chinês e comer com pauzinhos…
3 r // 21/July/2008 às 12:18
ah, é verdade, aquilo não é uma invasão, é tudo uma grande confraternização!
4 Mr X // 21/July/2008 às 12:24
R,
Se é ou não, não sei, o fato é que o Menino Malikinho chegou ao poder graças à tal “invasão”… Então deve estar é agradecendo à tal invasão.
Mas os EUA na verdade, ganharam a guerra do Iraque. As provas são duas:
1) Não há quase notícias da mídia sobre o assunto (contraste com o vendaval quando os EUA estavam “perdendo”)
2) abriu um Kentucky Fried Chicken em Fallujah, antigo reduto dos fundamentalistas.
Dito isso, o Iraque ainda é um país muçulmano, portanto vai provavelmente continuar sendo sempre um inferno terceiro-mundista cheio de homens-bomba. Não há nada que EUA nem ninguém possa fazer a respeito…
5 Pedro Doria // 21/July/2008 às 12:25
Mr X, estou falando da impressão que o candidato quer passar. Isso é matéria de marketing. Leia direito.
Só na presidência, se ele chegar, é que dará para dizer em que vai dar.
6 Brancaleone // 21/July/2008 às 12:39
Pois olha, não me sai da cabeça a idéia que o Obama é uma espécie de Collor americano. Todavia, porem, contudo, o Obama é bom marketeiro. Melhor que a côrna da Hillary mas eu ainda prefiro o McCain.
Sem falar é claro que “Obama” não é nome de presidente. Tá mais prá nome de pai de santo ou mestre de capoeira…
7 Brancaleone // 21/July/2008 às 12:43
P.D.:
Entre discurso de palanque e ato de governante, vai uma abissal, estupenda e monstruosa diferença.
Se Obama assumir, vai fazer como todos os outros presidentes de qualquer país do mundo: Comer na mão de quem financiou e apoiou.
Aliás PD, seria interessante divulgar aqui que tipo de gente e empresa apoia cada candidato. Pela listinha já daria para estabelecer mais ou menos o que cada um vai fazer quando assumir…
8 r // 21/July/2008 às 12:54
mr.x,
são cinco anos de invasão, isso não é mais notícia, muito menos na mídia chapa-mais-que-branca murdochiana
suas provas são irrefutáveis, me rendo ante seu peso, aleluia, acabou a guerra, os mocinhos ganharam!
brancaleone,
creio que na esfera do marketing o nome Barak Hussein Obama é genial, na esfera do ziriguidum é isso mesmo, babalorixá ou capoeira
9 Brancaleone // 21/July/2008 às 13:02
Sei não. Obama com Ozama é só uma letrinha de diferença.
Até concordo que o povão que adotou nomes árabes só para parecer “revoltado” tipo assim Cassius Clay e Kat Stevens, votaria num sujeito com esse nome.
Eu cá pensaria duas ou cem vêzes antes de votar num candidato à sucessão de Lula cujo nome fosse Juan Maradona ou Miguelito…
10 Chesterton // 21/July/2008 às 13:15
não custa lembrar que Reagan foi demonizado durante seu ciclo. quando falou para o Gobi derrubar o muro da vergonha a imprensa nacional desdenhou…depois…..
11 r // 21/July/2008 às 13:26
disso se trata, romper o preconceito
qual o problema com Miguelito?
- sou meio brasileiro meio venezuelano
uma vez mais: qual o problema com Miguelito?
talvez vc possa elaborar mais sua teoria da cucaracha…
12 Chesterton // 21/July/2008 às 13:35
é que nem a ingratidão dos índios a Cortes, que os liberou das tiranias sanguinolentas pré-colombianas….
13 Thomas James // 21/July/2008 às 14:31
“Sem falar é claro que “Obama” não é nome de presidente. Tá mais prá nome de pai de santo ou mestre de capoeira”
“Eu cá pensaria duas ou cem vêzes antes de votar num candidato à sucessão de Lula cujo nome fosse Juan Maradona ou Miguelito…”
Esse é o blog frequentado por pessoas politizadas. kakakakakaka
14 Renato // 21/July/2008 às 15:04
De fato, o Maliki deliberadamente, ou não, deu uma bela duma canelada no Mccain. Nem se tivessem pago teria sido tão bem dada.
Mr X, não existe essa história de “ficar agradecido”, ou “temos uma dívida de gratidão com o EUA” isso só existe em discurso . Os EUA sustentam Maliki enquanto é do interesse deles, findo o interesse descartam. Mais que isso é maniqueísmo a lá Protogenes.
O cara acha que Obama atende seus interesses melhor que Mccain e pt saudações. Melhor chutar que ser chutado.
Agora se calculou certo, ele e nós vamos descobrir no fim do ano. Política demanda sua dose de risco assumido.
15 Mr X // 21/July/2008 às 16:11
Renato,
A princípio, Obama seria presidente dos EUA, não do Iraque… A opinião do Maluki importa um tubo…
Hamas e Hizballah e as FARC também apóiam Obama… Se isso contasse…
16 Darwinista // 21/July/2008 às 16:33
Hamas e Hizballah e as FARC também apóiam Obama
Hahahahahahahahahahahahahah
Provas, eu quero provas! E não me venha com artigo do Olavão!
17 Burn the Witch! // 21/July/2008 às 16:34
PD, o discurso do Kennedy não foi em frente ao Portão de Brandemburgo, mas na Rathaus Schöneberg, uma subprefeitura de um bairro próximo. Tem até uma placa comemorativa na entrada do prédio.
18 Rodrigo // 21/July/2008 às 16:57
Os EUA venceram, tanto que querem sair de lá com rabo entre as pernas…
19 Rodrigo // 21/July/2008 às 17:15
Se os EUA venceram, para que continuar no Iraque? Vai entender cabeça de reaça…
20 Renato // 21/July/2008 às 17:28
Mr X, convenhamos, isso é óbvio. Agora sobre a opinião dele quem decide se importa são os eleitores americanos. E como a guerra do Iraque é assunto recorrente nessa campanha acho que Obama ganhou um trunfo de mão beijada.
Sobre apoios, ele pode ser apoiado até por venusianos, não significa que Obama os apóie em retorno. Por essa lógica era melhor o BUSH dizer que apóia Obama, ia ajudar o Maccain muito mais.
Mas MacCain é um cara hábil e tem um simbolismo muito forte ao seu lado. Ainda tem muita àgua para rolar.
De fato, o que Obama está tentando é reforçar seu próprio simbolismo, tentar ganhar os mais preocupados com esse papo de mudança se vinculando a presidentes de antes.
21 Mr X // 21/July/2008 às 17:44
Darwinist,
RE: Hamas por Obama, procure no Google que acha.
MA,
A Economist é uma boa revista, mas não é conservadora. É aliás em vários aspectos bastante liberal. Ou, socially liberal, pro free-market.
Quanto ao Obama, acho que ele está é se movendo para o centro para não assustar a classe média. O fato dele ser popular na Europa, well, acho que não vai cair tão bem pro pessoal do Texas e Ohio… Obama daria um bom presidente pra França, não tenho dúvidas. Pros EUA, não tenho tanta certeza.
22 Renato // 21/July/2008 às 17:52
Concordo, acho que ele está mirando no centro para não assustar, ou assustar menos, os conservadores.
23 marco // 21/July/2008 às 17:56
” Depois de George W. Bush, tudo o que querem é um novo Kennedy….É esta a imagem que Obama quer vender”
Depois desse discurso em Berlin a genial equipe de marketing de Obama vai comprar um Oldsmobile Delmont 88 e contratar uma jovem modelo chamada Mary Jo Kopechne para acompanhar esse novo e admirável Kennedy em uma festa em Chappaquiddick Island.
Uma ponte estreita, muita bebida na cabeça, uma derrapagem, uma covardia, e então a glória: Obama será um verdadeiro Kennedy.
E então Michelle Robinson poderá estrear com orgulho um Bouvier no sobrenome.
( valha-me deus! quanta idiotice. como é patético esse discurso de Berlim para …Berlim! )
ma
Mary Jo Kopechne
On July 18, 1969, Kopechne attended a party on Chappaquiddick Island,
1967 Oldsmobile Delmont 88 belonging to
24 marco // 21/July/2008 às 18:00
Para virar Reagan, basta levar um tiro e repetir a piada do ex-presidente para o batalhão de médicos na sala de operação: Bem, espero que todos vocês sejam republicanos..
O que não se faz pelo poder…..
Se Paris vale uma missa, Washington vale um show de quinta..
ma
25 marco // 21/July/2008 às 18:33
Deu no Estadão.
21.07.08
New Yorker na lista negra
por Patricia Campos Mello, Seção: BRICs s 12:39:18.
A campanha do Obama vetou um repórter da revista New Yorker que queria acompanhar o candidato no giro Europa-Oriente-Médio. Segundo o jornal inglês The Guardian, o repórter Ryan Lizza, da sucursal da New Yorker em Washington, não conseguiu uma vaga no avião de Obama, que está levando 50 jornalistas.
26 Paulo // 21/July/2008 às 19:20
Esse dai foi mais um favor da imprensa pro-Obama do que qualquer coisa:
http://corner.nationalreview.com/post/?q=ZTdlMjU2YWUxZjE4ZGIzODJmNDgxOWJjYzBiYmY4MDI=
27 Henrique // 21/July/2008 às 22:10
Discurso para mais de um milhão de pessoas?! Não estava acreditando que essa multidão estivesse disposta a ouvir um CANDIDATO a presidente de um país que mesmo sendo o mais poderoso do mundo, não atrai muito a simpatia dos alemães. O site fala entre 10 mil e 1 milhão (aliás que projeção mais exdrúxula!).
28 Bodhi // 21/July/2008 às 22:49
McCain é melhor para o Brasil no aspecto econômico, mas é republicano. Obama teoricamente é melhor para o mundo, só que pior para o alcool brasileiro. Na real, preferia a Hillary…
Obama é cheio dessas incongruências, tem nome de árabe terrorista no país do “fight against terror”, frequentava a igreja de um racista contra brancos, tem a pele escura mas sua mãe é branca, e agora escolheu um símbolo nazista para discursar no país da supremacia ariana. Parece até brasileiro esse cara!
29 Cão andaluz // 22/July/2008 às 0:25
Desafio o Rodrigo a escrever um comentário sem a palavra “reaça”… Sei que é difícil, mas como ele é de esquerda vai conseguir…
30 Brancaleone // 22/July/2008 às 0:39
r, seu comentário 11
Péra aí!!! nada contra os sul americanos em geral. É mais assim tipo contra argentinos…
Tá, tudo bem que a Venezuela tá nas mãos do desvairado do Chaves - raios!!! nunca sei se é com Cháves com “s” ou “z”, uma vez que o outro palhaço tambem é Chávez ( s ou z?). É o que dá dois palhaços com o mesmo nome…
31 Brancaleone // 22/July/2008 às 0:41
Rodrigo!! Toma tenência guri!!
Não fosse os EUA as coisas estariam piores, muito piores.
Se está ruim com eles, estaria pior sem eles e isso se aplica ao planeta todo, não só no Iraque.
32 Brancaleone // 22/July/2008 às 0:47
E Cão andaluz:
A esquerda é capaz de coisas inimagináveis, principalmente asneiras inimagináveis.
Mas não liga não. Agora é moda ser contra os EUA. Parece que na Daslú tão vendendo camisetas onde se lê “Yankes go home” e acho que a mulherada tá se impressionando com esta conversa anti americana. É só moda. Logo logo os anti eua se reduzem àquela infinitesimal parcela da população de sempre.
Esta moda esquerdista é que nem as gripes. Todo o ano aparece um tipo novo ( na verdade é sempre a mesma velha, rabugenta e raivosa esquerda). Vem a onda de esquerda, engolfa uns incautos desavisados mas logo eles se recuperam, pedem aumento de mesada prô pai e vão ao shoping gastar. Tem sido assim faz décadas.
33 Chico Motta // 22/July/2008 às 0:50
PD, o comentário #4 é completamente preconceituoso em relação aos muçulmanos… Acho que deve ser deletado…
34 MaGioZal // 22/July/2008 às 5:10
Talvez uma boa solução para o Iraque (e para os EUA) seria ir para uma solução semelhante à adotada para a Alemanha Ocidental e Coréia do Sul durante a Guerra Fria: manter a independência política do país, mas ao mesmo tempo manter uma presença militar razoável, mas devidamente regulamentada e aquartelada, para afastar as “más influências” vizinhas.
35 HRP Simple // 22/July/2008 às 7:00
Soldadinho israelense dispara a queima roupa em arabe!
Que beleza……nem a Waffen SS!
36 Dino // 22/July/2008 às 7:40
A pergunta é: X porque você coloca a palavra invasão entre parênteses? Acreditas que o Iraque na verdade não foi invadido? Beleza! Explica aí o que aconteceu e está acontecendo na realidade.
Aproveite e explica o que quer dizer: Os EUA venceram a guerra.
Que eu saiba militarmente, isso se deu nos primeiros dias após a deflagração do conflito, para dizer a verdade, até antes, o Iraque já era um país vencido. Mas se a guerra se dá por corações e mentes, vai ser necessário mais do que uma franquia de lanchonete em algum enclave ou por outro lado se contabilizam pelo numero de ações dos insurgentes, é bom levar em consideração que as forças insurgentes, estão em um estado de latência por alguns motivos, os principais é que um conflito direto contra forças estadunidenses e aliadas apesar de colher algum dividendo em matéria de propaganda e legitimidade como força de libertação, paga um preço militar alto, que não interessa atualmente, como eles sabem que seja quem for o próximo presidente dos EUA não consta que nenhum tenha em pauta agregar o Iraque como uma estrela na bandeira, assim tipo Porto Rico, então nessa briga de gato e rato, eles estão muito mais interessados em manterem suas forças para quando a disputa for pelo poder. Então você poderá apreciar na plenitude, o quanto, os EUA venceram e pacificaram o país.
Em tempo, não aconselho a abrir franquia de chest frito por lá, após a saída dos marines.
37 Zé Bush // 22/July/2008 às 10:39
well…não sabia que Berlim fazia parte do calendário eleitoral americano. Uma coisa foi Kennedy ir lá em plena guerra fria afrontando Kruschev e prestigiando Adenauer, num lance de ousadia calculada num contexto de confronto pesado. Naquela época a Europa tinha a maior concentração de mísseis nucleares por km2 do planeta.Era só apertar o botão e….buuummm!
Outra é Obama querer dar uma de “estadista”,numa demonstração rasteira e pueril de “maturidade”, apelando para uma simbologia boboca. No fim, apenas imagens editadas para serem usadas em vinhetas de propaganda.
Algo como Luís Inácio fazer um discurso em frente ao chafariz de Caruarú.
“A gente anda tanto e o chão não sai do lugar…” (Graciliano Ramos)
38 Mr X // 22/July/2008 às 10:57
Dino,
A guerra não se dá por “corações e mentes”, mas sim por vitórias militares mesmo. Os EUA venceram os terroristas sunitas, tanto que o problema agora são o Irã e os xiitas.
O Iraque não é perfeito mas não é mais uma ameaça aos interesses americanos na região, então, acredito que os EUA venceram a guerra sim. Acho que já podem sair, mantendo é claro algumas bases no território curdo. Paz, mesmo, nunca vai ter por lá. Assim que saírem os americanos é possível e até provável que xiitas e sunitas comecem o quebra-pau de novo, mas enfim, nada muito diferente do que ocorre sempre no Oriente Médio.
39 MaGioZal // 22/July/2008 às 15:02
“Soldadinho israelense dispara a queima roupa em arabe!
Que beleza……nem a Waffen SS!”
A Waffen-SS não atirava com balas de borracha.
“Acho que já podem sair, mantendo é claro algumas bases no território curdo. Paz, mesmo, nunca vai ter por lá. Assim que saírem os americanos é possível e até provável que xiitas e sunitas comecem o quebra-pau de novo, mas enfim, nada muito diferente do que ocorre sempre no Oriente Médio.”
Paz só chega mesmo com democracia de verdade — em outras palavras, liberdade religiosa, libeerade de expressão e eleições regulares e sem grandes fraudes. O resto vai se ajustando com o tempo, acredito.
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