Janaína Leite e o quebra-cabeças
do delegado Protógenes

Brasil · 16/07/2008 - 13h26 - 247 Comentários

Janaína Leite, ex-Folha de S. Paulo, é uma das repórteres grampeadas pela Polícia Federal em conversas com Daniel Dantas. Em seu blog, ela conta o que foi a conversa, citada num dos posts abaixo, cujo resumo do delegado Protógenes Queiroz é incompreensível.

No relatório do delegado, mantendo sua grafia:

DANIEL orienta pular fora do negócio, diz que tem coisa estranha que não sabe o quê que é. Acha que tem fundo de comércio, atingir de qualquer jeito. Briga que não vale a pena. Diogo (Mainardi) chamou atenção apoio institucional ‘eles’ atacarão de qualquer forma se sentirem acoados. DANIEL quer recuar. ‘Ele’ não tem limite, ninguém sabe contra o quê ele está brigando. Diogo mandou esse negócio para os Procuradores. DANIEL diz que ‘ela’ já recuou. DANIEL está preocupado. DANIEL aconselha a não fazer. Referente ao assunto TELECOM ITÁLIA. Assunto TELEMAR pode continuar. Ele é muito nervoso. DANIEL diz que ‘ele’ está comprometido demais.

Segundo Janaína:

No dia seguinte, DD me ligou. Estava preocupado comigo, pois sabia serem injustas as acusações de que eu tinha usado meu cargo de repórter na Folha de S.Paulo para favorecê-lo. Seu conselho, como alguém mais experiente e que entendia dessa história, era que eu ignorasse os ataques de Nassif, pois havia algo estranho na motivação daquele dossiê, algo que ele não sabia dizer o que era, mas que não parecia bom, uma vez que estavam mirando em alguém como eu. E ponderou que ele próprio, DD, considerava a hipótese de que o dossiê estivesse ligado a interesses comerciais e, portanto, era uma briga que não valia a pena. Outro argumento usado por ele era o de que Diogo Mainardi, da Veja, tinha apoio institucional para entrar numa batalha desse porte, poderia pagar advogados. Eu, que tinha pedido demissão da Folha, não. Dantas me alertou ainda que seus inimigos fariam qualquer coisa caso se sentissem acuados e que ele já tinha sofrido muito pois seus adversários tinham a simpatia do Estado, ao contrário dele. Disse ainda que a guerra tinha ficado tão terrível que mesmo alguns de seus inimigos, os quais não tinham limites, não sabiam exatamente contra o que brigavam. O assunto já estaria nas mãos dos procuradores (Mainardi havia informado na coluna que mandara os papéis).

Em seu blog, Luis Nassif cita a mesma passagem.

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