Não raro, recentemente, mais especialistas vêm defendendo o uso de energia nuclear. É mais limpa que os combustíveis fósseis e as usinas são mais seguras. No El País, o ex-ministro do meio ambiente alemão Jürgen Trittin vai contra.
Desde finais dos anos 70, ele diz, só foi construída uma usina nuclear na Europa, ao passo que cinco foram fechadas. Elas são responsáveis por 3% da energia do continente. Não é só por uma questão de segurança: o quilowatt nuclear é caro, mesmo com o preço do petróleo nos píncaros. Seria, portanto, preciso subsidiá-la.
O caminho, ele argumenta, não é este. Os que os europeus precisam fazer é enfrentar o fato de que importam 75% de sua energia. Precisam, portanto, economizá-la. Sai mais barato, coisa aconselhável em tempos de crise, e é melhor para o ambiente. É sua receita, aliás, para o mundo todo. Na Alemanha, a regulamentação para as construção de casas é rigorosa. Devem ter, por exemplo, isolamento térmico, que economiza na refrigeração ou no aquecimento do ambiente. É uma obra que se paga na conta de luz. O carro, evidentemente, deve ficar em casa de vez em quando.
Trittin defende que, se é para gastar dinheiro, os governos devem esquecer o nuclear e investir em projetos de economia energética, incluindo-se subsídios e incentivos fiscais para obras. É boa política econômica e ecológica.







61 Comentários até agora ↓
1 Quasimodo. // 8/July/2008 às 7:19
Enquanto isso no Brasil…
Angra I, II, III, IV, V, …
2 Darwinista // 8/July/2008 às 7:39
Elementar, meu caro Trittin.
3 Chesterix-Dracul- El Cid, o irado // 8/July/2008 às 7:57
isso é suicídio.
4 pingafogo // 8/July/2008 às 8:10
Por que num lugar onde faz sol por pelo menos 250 dias do ano ainda não se utiliza a energia solar? Nem aquelas plaquinhas em cima do teto, que aqueceria pelo menos a água do banho? Bom senso, falta do mesmo ou dinheiro (na forma de interesse)?
5 ROFL // 8/July/2008 às 8:22
Eh incrivel a incapacidade de um pais como o Brasil. Incompetencia mesmo.
Tem todas as formas possiveis para se gerar energia, um clima maravilhoso na maior parte do pais, solo fertil para agricultura, uma costa maritima gigantesca, reservas de minerio incalculaveis e por ai vai…
Incompetencia.
6 Eduardo // 8/July/2008 às 8:37
As nucleares produzem 3% da energia da Europa.
Na França ela representa 75% do total da energia consumida do país.
Economizar energia significa abdicar parte do conforto. Sinceramente, não acredito que os europeus estão dispostos a abrir mão de parte do seu conforto. Nem os europeus, nem os americanos, nem brasileiros, nem ninguém.
A economia virá na marra, ou seja, quando faltar energia.
7 Brancaleone // 8/July/2008 às 8:38
Bom, taí um assunto em que posso me considerar razoável.
Temos aqui nas casas dos trabalhadores da empresa, nas instalações da própria empresa e nos postos de vigilância espalhados pela floresta, diversas opções de consumo conciente de energia.
Os postos de vigilância isolados a 15, 20, 30 Km da sede possuem painéis solares que alimentam lâmpadas e as baterias dos rádios, uma pequena geladeira 12V. e a tevêzinha do peão…
Nas casas dos trabalhadores fizemos aquecedores de água com garrafas Pet, caixas Tetrapck e tubos. Assim os chuveiros podem ser usados sempre na posição verão. As lâmpadas são todas do tipo fluorescentes. Já para o verão, as casas possuem pequenas aberturas na altura do rodapé e outras próximas ao teto, fazendo o ar circular.
Mas a medida mais importante e mais eficiente que adotamos é simples: O funcionário “compra” antecipadamente a quantidade de energia e água que vai consumir no mês. O cálculo é feito com base no número de pessoas da casa. Nosso preço é 60% menor que a rede pública ( geramos nossa própria energia elétrica e a água é artesiana). Contudo, se o consumidor ultrapassa as quantidades “compradas”, paga o valor integral.
Engraçado é que funcionários novos costumam “estourar” os limites no primeiro e segundo mês, mas já no terceiro se adaptam aos limites e isso sem prejuízo da qualidade de vida…
8 Joao // 8/July/2008 às 8:49
Eduardo,
Já tem muita gente contestando o uso indiscriminado de ar-condicionado nos escritórios em toda a Europa. Antes se pensava em uma temperatura ambiente de 22º pra trabalhar, mas agora já se fala que 24 ou 26º é razoável num ambiente de trabalho burocrático.
Óbvio que pouca gente quer abrir mão do conforto, mas os costumes de hoje não existiam há 20 ou 30 anos, e isso pode ser revertido.
Tem que se levar em conta que a energia gasta pra fabricar painéis fotovoltáicos é maior do que ela economiza. A implantação desses painéis ainda não vale a pena, a não ser talvez no caso dos painéis da Nanosolar, que podem chegar a custa 0,99 US$ /W.
9 Pax // 8/July/2008 às 8:53
Sei não, tenho minhas dúvidas. Gostaria de saber mais sobre as pesquisas com energina nuclear de 4a geração que só ouvi falar muito por alto.
10 Pedro Doria // 8/July/2008 às 8:59
Brancaleone, interessante sua experiência… e interessante como todos se adeqüam. É o que a turma que prega economia costuma dizer. Não precisa abrir mão de conforto para usar menos energia. Gastamos muita à toa.
A geração própria de vocês é de que fonte? Hidrelétrica? Mesmo na serralheria usam energia própria?
11 Eduardo // 8/July/2008 às 9:04
João,
As pessoas podem até aceitar uma temperatura maior para trabalhar, deixar o carro em casa um dia da semana e outros paliativos. Veja bem, acho essas atitudes louváveis, só que chegará um momento que nem toda a racionalidade de uso das fontes de energia surtirão mais efeito. Neste consumo desenfreado por qual passamos e que tende a aumentar, a demanda por energia mundial será enorme. Se mantermos o padrão de consumo de uma classe média global, não haverá energia para todos.
12 Nhé! // 8/July/2008 às 9:12
Também achei super interessante o relato do Brancaleone.
Se adequar não é difícil, muita gente chiou quando tivemos que economizar eletricidade uns anos atrás, mas ninguém morreu por isso.
13 Darwinista // 8/July/2008 às 9:13
Essas discussões em geral abordam as questões de economia, racionamento, reorganização do consumo. Pouco se fala do motivo primeiro dessas preocupações: gente.
Oras, se é possível criar movimentos que procuram conscientizar as pessoas a readequar seus estilos de vida, porque não movimentos mundiais, intensos e impactantes que digam: diminuam a procriação?
14 Darwinista // 8/July/2008 às 9:17
Nhé!,
A chiadeira à época do racionamento foi mais do que justificada, já que ele não foi provocado apenas pelas condições ambientais, mas fundamentalmente pela incompetência do governo FHC.
Ninguém morreu, mas se viu forçado a uma economia espartana por conta da incapacidade de administrar os recursos energéticos demonstrada pelo governo tucano.
15 Nhé! // 8/July/2008 às 9:32
Darw,
Antes de chiarem pela incompetência do governo as pessoas chiaram pq se viram obrigadas a tomar banho rápido.
A imprensa demorou a revelar o fato, que não foi muito bem esclarecido por sinal.
16 Luis Marcelo // 8/July/2008 às 9:34
Penso que a mudança de postura é bem diferente de mudança de comportamento. Mudar de postura é temporário, como quando falta energia ou quando o combustível está caro e aí as pessoas resolvem economizar. Mas é como disse o Eduardo #6, é na marra.
Já a mudança de comportamento leva tempo e exige a conscientização sobre o porquê é necessário mudar. Acho que as pessoas só vão mudar de verdade seus hábitos quando entenderem a extensão das consequências do que fazem, mas o problema é que ninguém está nem aí. Dias atrás folheei uma bela coleção de revistas da época da crise do petróleo de 1973. Muita coisa interessante aconteceu naquela época e que agora está se repetindo. No período da crise os anúncios de carros deixaram de mostrar aqueles carrões enormes com motor v8 e passaram a oferecer carros compactos. Passada a crise, voltaram os carrões e assim foi até hoje, com os SUVs. Ou seja, mudaram na marra mas depois voltaram aos padrões antigos de consumo e de “qualidade de vida”.
Se a saída é através da economia de recursos, o caminho é pela educação e conscientização das pessoas. Mas se nem todo mundo está prestando atenção nisso, que pelo menos os mais esclarecidos façam sua parte e dêem exemplo, porque daí o resto da massa impensante vai atrás.
17 pingafogo // 8/July/2008 às 9:35
#10 e #12
Quando reclamam, não pensam no que significa consciente. Imaginam ter de voltar a era da pedra lascada e aí é pedrada pra todo lado.
#13
Darwinista, a educação básica faz isso que você sugere. Veja as taxas de natalidade dos países considerados desenvolvidos.
18 Darwinista // 8/July/2008 às 9:39
pingafogo,
Por outro lado, nesses mesmos países o consumo desenfreado e inconsequente impera. Ou seja, a educação básica, nesse caso tem falhado então.
19 Cláudio Melo // 8/July/2008 às 9:41
Li ontem, não lembro a fonte, que houve um aumento no consumo de derivados de pretróleo da ordem de 5,5 % no últimos doze meses, no Brasil, quando a expectativa da Petrobrás era metade disso. O resultado é aumento nas importações de óleo leve, cujo refino aproveita melhor os subprodutos que utilizamos como combustíveis.
No curto prazo a autosuficiência está comprometida em razão do aumento abrupto do consumo, atraso na entrega das encomendas de novas plataformas e, ainda, considerando o prazo de maturação, normalmente longo, dos novos campos descobertos.
20 Nhé! // 8/July/2008 às 9:42
# 18 ou o que falha é o que não deveria falhar na hora H, já que não conseguem ter filhos… rsrsrsrs.
21 pingafogo // 8/July/2008 às 9:45
#18
Isso é consciência cara, o problema ecológico é questão de consciência. Até catando lixo na rua a gente ajuda, e muito. Mas aí, cada um tem o seu problema pra não catar papel no chão.
22 Uli Weinbrecht // 8/July/2008 às 9:49
O debate do momento no governo de Coalicäo( CDU-SPD) da Alemanha é o do abandono ou näo do uso da energia nuclear. Pelo acordo fechado em 2005 as usinas atômicas devem ser fechadas e totalmente substituídas por outras fontes de energia até 2020. Agora o CDU quer prorrogar esse prazo. O SPD é contra. Alguns políticos do SPD no entanto já consideram ser possível a prorrogacäo do tempo útil de algumas usinas nucleares mais modernas, desde que com uma Lei básica que regulamente isso. Já os Verdes( que näo estäo no governo) säo totalmente contrários a qualquer prorrogacäo desse prazo.
Interessante é notar a posicäo um pouco dúbia da Chanceler Angela Merkel que internamente defende com veemencia o uso por mais tempo dessa energia e na Cúpula do G8 já declarou que näo acredita no uso da energia nuclear como fator decisivo na luta contra a mudanca climática. Faz isso porque sabe que a energia nuclear näo é nenhuma solucäo global.
Concordo com o deputado Jürgen Trittin, melhor do que energia atômica é o uso mais eficiente da energia disponível e o aumento dos investimento nas energias renováveis.
Embora 22,1% da energia consumida na Alemanha ainda venha de usinas atômicas, o uso de energias renováveis já está em 14,1% e esse número vem crescendo.
Creio ser perfeitamente possível o abandono do uso da energia nuclear pela Alemanha nos próximos 10 anos, e será uma mudanca para melhor.
23 Virginia Langley // 8/July/2008 às 9:49
Fora do tema — PD
24 Darwinista // 8/July/2008 às 9:53
Desculpe discordar, pingafogo, mas ambas as questões, controle populacional e consciência ecológica, podem e devem ser trabalhadas nas escolas, mas são também questão de consciência.
Antes de parir 5, 6 rebentos, uma pessoa deveria pensar que tipo de futuro esses filhos terão. É claro que pedir isso, pra grande parte das pessoas, é pedir demais…
25 aiaiai // 8/July/2008 às 9:55
Sensacional de tão simples. Isso não é só para energia, vale para todo tipo de consumo. A gente (classe média e endinheirados) se acostumou a gastar demais, comprar demais, jogar fora demais. Os pobres, por sua vez, querem atingir o nosso estágio para também poder gastar. Daí, deu nisso. O planeta não aguenta esse nível de consumo. Ou a gente começa a matar uns tantos ou faz campanha contra filhos ou aprende a economizar. A tecnologia pode ser um grande aliado para a gente economizar e manter o padrão de vida.
Energia nuclear é coisa de imbecil! perigoso, caro e ineficiente.
26 Chesterton Dracul // 8/July/2008 às 10:07
o problema é que os chineses querem comer cane, um direito sagrado do gaucho, e de mais ninguem….
Sobre a frase ” as gentes se adequam”…..
Um portugues tinha um burro para puxar a carroça e chegou a cnclusão que o burro consumia muita “energia”. Cortou a ração pela metade. O burrinho at~e melhorou! Ficou mais rápido..Cortou de ovo pela metade…nenhuma diferença.
Aí, resolveu cortar de novo pela metade a ração. O burro adoeceu e morreu.
-oh pá, justo agora que o burrinho tinha se acostumado (adequado) a dieta de baixa caloria, ele vem a morreire…….
27 Pax // 8/July/2008 às 10:21
Reatores de Quarta geração (Gen IV) são um conjunto de projetos de reatores nucleares teóricos que estão atualmente sendo pesquisados. Em geral não se espera que estes projetos tenham aplicação comercial antes de 2030. Os reatores em operação atualmente no mundo são geralmente considerados sistemas de segunda ou terceira geração. As pesquisas deste tipo de reator começaram oficialmente no Fórum Internacional da Quarta Geração (Generation IV International Forum (GIF)) que propos oito objetivos tecnológicos. Os objetivos primários são: melhorar a segurança nuclear, melhorar a resistência à proliferação, minimizar a produção de lixo nuclear e a utilização de recursos naturais e diminuir o custo da construção e operação das centrais nucleares.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Reatores_Nucleares_de_Quarta_Geração
28 Pax // 8/July/2008 às 10:27
Teria um pouco de calma ao chamar os outros de imbecis… pode ser atitude, digamos, imbecil.
Claro que devemos economizar. Mas a população cresce e é formada por imbecis que adoram ler e falar um monte de coisas bonitas ao mesmo tempo em que ligam o ar condicionado num quarto e vão assistir tv no outro.
Quem me falou sobre Gen IV é só o responsável pelo acelerador nuclear da USP. Coisa pouca, pós doutoramento é coisa de imbecil.
29 HRP Fast Simple // 8/July/2008 às 10:29
Darwin…..o Brasil está longe do grupo dos países que sofrem de explosão populacional……, mas quanto a energia estamos numa encruzilhada porque não temos mais muitas opções no campo das hidreletricas……a busca por outras opções está meio confusa…..e para “domar” gastão de energia existe o imposto sobtre serviços…….a essa ferramenta ninguém resiste……..
30 pingafogo // 8/July/2008 às 10:30
Darwinista,
quando digo que a educação resolve, não é nem pela qualidade dela (se fosse por isso talvez já tivesse até resolvido), mas pela abrangência. Se mais pessoas tem acesso, o efeito é visto mais claramente. O problema da natalidade é relativamente antigo se posto de lado com a questão ecológica. Talvez por isso ainda não sentimos tanto o efeito de outro lado (o ecológico), mas acredito que logo, dentro de duas, três gerações talvez, isso mude.
Já a ecologia, considero um problema de consciência porque deve ser um modo de vida e não simplesmente uma regra. Vivemos dentro de um organismo, que se não for cuidado, pode nos matar ou até morrer.
31 nada será como antes // 8/July/2008 às 10:31
A geração de energia pela via nuclear ainda é relativamente cara. Mas é a única que possibilita geração em grande escala com isenção poluidora, desde que tecnicamente bem administrada.
O ex-ministro alemão toca parcialmente na questão. É claro que se deve economizar o consumo energético, seja para conter custos, seja para evitar demandas desnecessárias.
Mas, com economia ou não, resta o principal : a energia é necessária e precisa ser gerada de alguma forma. Carvão e petróleo são altamente poluentes; hidrelétricas dependem de muita água represada e relêvos convenientes; as vias eólica e solar não são uniformes e disponíveis em qualquer lugar.
Interessante que, quando se fala em economia energética, as recomendações são dirigidas aos consumidores domésticos. O consumo residencial, em quase todos os países, representa a menor parcela da demanda total. O grosso do consumo é dos setores industrial e público.
Para diminuir o consumo energético industrial é preciso investir em novas tecnologias e reestruturar processos produtivos. O problema é que grupos industriais não gostam de gastos que alterem margens de lucro. Industriais preferem desperdiçar a relativamente barata e poluidora energia das termelétricas no lugar de investir em tecnologia produtiva e geração energética não-poluente.
A norma alemã sobre construção de casas pode ser inócua, redundante se, para produzir o material termo-isolante, o dispêndio energético e o resultado poluente são mantidos intocáveis.
O exemplo de Brancaleone, no comentário # 7, demonstra a possibilidade de garantir, simultaneamente, economia e auto-suficiência.
32 HRP Fast Simple // 8/July/2008 às 10:35
O mundo maravilhoso do comentário 07 pode ser sim um caminho…….mas é um sistema frágil e alternativo………um pequeno problema e vai tudo agua a baixo…….o estado precisa ter uma politica energetica eficiente e com objetivos definidos ………o “alternativo” é bom mas frágil……
33 Darwinista // 8/July/2008 às 10:36
Romeu,
Quando me referi à questão populacional, a intenção era me referir ao problema mundial.
pingafogo,
Vou dar uma de nada será como antes (to brincando, parceiro), não leve a mal, mas a ecologia não pode ser um modo de vida porque ela é uma ciência. Se assim fosse, poderíamos dizer que a física quântica e a química orgânica também podem ser modos de vida.
Desculpe a chatice, mas eu sempre acho importante esclarecer essa confusão que muita gente faz.
34 Carlos Magno // 8/July/2008 às 10:39
ENERGIA GRATUÍTA PARA TODOS
http://www.exatas.com/fisica/tesla.html
35 HRP Fast Simple // 8/July/2008 às 10:40
Bom Darwin….aí sim….India ,Paquistão Bangla Desh são um grave problema….estão na dianteira e não parecem estar preocupados com seus dramas……
A Africa vive entre guerras,a SIDA(aids) e falencia economica……por isso a população tem crecido menos……mas a fome bateu esse ano na porta de todos esses lugares……
36 pingafogo // 8/July/2008 às 10:42
Darwinista,
pelo menos já é alguma coisa.
37 Chesterton Dracul // 8/July/2008 às 10:47
a melhor atitude nesse sentido foi a dos especuladores de comodities elevarem o preço do petroleo, e parece que vai continuar subindo. O resto é papo furado. Viva o especulador, dia 8 de julho, o Dia do Especulador.
38 Lucia Malla // 8/July/2008 às 11:15
Pedro, a própria Alemanha anunciou essa semana um plano para a construção de mais 30 usinas eólicas. Eles estão definitivamente empenhados em tentar resolver a crise energética pro lado deles, de forma sustentável, enquanto a mudança do mindset p/ economia energética não chega.
http://www.spiegel.de/international/germany/0,1518,564274,00.html
39 Chesterton Dracul // 8/July/2008 às 11:34
esse negócio de catavento de luxo não deixa um passaro vivo e faz um barulho infernal….
40 Beni Borja // 8/July/2008 às 11:35
Aa lei da oferta e da procura , foi por acaso revogada??
O custo mais alto da energia é a maneira mais simples de garantir maior economia. Com uma energia mais cara ninguém vai construir prédios onde não se abram janelas.
Os americanos, impenitentes devoradores de gasolina estão súbitamente descobrindo, graças a gasolina a 4 dólares por litro que as suas caminhonetes monstro , podem perfeitamente ser substituídas por carrinhos iguais aos nossos.
Mexendo no bolso deles, os consumidores se tornaram conscientes dos seus gastos de energia rápidamente.
41 HRP Fast Simple // 8/July/2008 às 13:00
Chster…..estou contigo….a barulheira stressa os pássaros e bichos…….a turma anda desatenta a isso.
42 Gerson B // 8/July/2008 às 13:23
Nada, (31), “geração em grande escala com isenção poluidora”? E o lixo nuclear? E o cadáveres das usinas?
Darwinista, (33), a ecologia é uma ciência, mas tambem pode ser um modo de vida. Depende do que fazemos com as ideias básicas da ciência, como usamos o conhecimento gerado por ela em nossa vida. Se o pensamento sobre as consequências ambientais de nossos atos e escolhas for algo constante e importante na vida de alguem a ecologia para ele passa a ser mais que uma ciência.
Esse Trittin falou o óbvio que muita gente não quer ver. Mas o crescimento populacional tambem deve ser freado.
43 Vanks Estevão // 8/July/2008 às 14:08
Concordo com o Luis Macelo no # 16: “Já a mudança de comportamento leva tempo e exige a conscintização sobre o porquê é necessário mudar”.
Acredito que esta conscientização faz parte de algo maior que é a educação ecológica e social do ser humano. Concordo tamém com o Pingafogo: “o problema ecológico é questão de consciência”.
Hoje, não estamos prontos para manuzear energia nuclear com consciência ecolégica e social. E isso não será possível enquanto não esquecermos os interesses individuais e começarmos a viver em uma sociedade responsável ecologicamente, politicamente e socialmente.
Trabalhar em um projeto de energia nuclear, e saber que minhas pesquisas podem ser utilizadas para o extermínio de milhares de pessoas me repudia como Físico.
Falta consciência, ou melhor, faltam consciências: política, ecológica, social…
A educação básica é o principal caminho para estas alcançarmos estas consciências.
Darwinista, sigo o caminho que você propôs: estas consciências devem ser trabalhadas nas escolas.
E estamos aos poucos tendo resultados. Na Carta Capital da semana: “Pesquisa mostra que família brasileira está menor e mais saudável”. link: http://www.cartacapital.com.br./app/indez.jsp
O que devemos fazer é buscarmos estas consciências e contribuir para a conscientização.
44 Brancaleone // 8/July/2008 às 14:58
P.D.:
Geramos nossa energia elétrica tanto para a fábrica como para as casas. São duas caldeiras que queimam biomassa, ou seja resíduos da serraria como serragem e casca de pinus.
Aliás, se me permite a ousadia da correção , serralheria são industrias que trabalham com ferro - (grades, portões e janelas).
E já estamos no tema, as caldeiras tem sistema de requeima de gases com filtragem de sólidos. No fim do dia, após queimarmos 90m3. de serragem e cavacos ( imagine três contêineres de biomassa) sobram dois tambores de 200 litros de carvão. Este carvão aliás é vendido para empresas que fabricam filtros específicos.
E ainda no tema: Saem diariamente das demais madeireiras da região, uns 20 caminhões de serragem e cavacos ( cada caminhão com +/- 40m3.) que são levados para Curitiba. Lá são queimados tambem para geração energia elétrica. Paga-se hoje uns R$ 30,00 o m3. de biomassa. É um bom negócio.
45 Brancaleone // 8/July/2008 às 15:07
Pássaros e cataventos:
Os noruegueses já descobriram que se as pás dos cataventos forem pintadas com listras transversais escuras, reduzem-se drásticamente os acidentes com pássaros.
46 Darwinista // 8/July/2008 às 15:09
Já os portugueses descobriram que se os cataventos forem acondicionados em gigantescas cúpulas de metal a mortalidade das aves praticamente cessa.
47 nada será como antes // 8/July/2008 às 15:16
Gerson B (42),
O chamado “lixo nuclear” não é, na realidade, lixo. É resíduo que, acondicionado de modo adequado, não polui nem traz problemas ambientais.
Fiz o contraponto da energia nuclear com poluição porque as usinas nucleares são resfriadas com água que é devolvida à natureza após passagem por trocadores de calor.
Uma termelétrica, por exemplo, a óleo ou carvão, expele fumaça da queima de combustível, que pode ser filtrada, mas não totalmente eliminada. Uma termelétrica é, em maior ou menor escala, sempre poluidora.
A “fumaça” de alguns tipos de usinas nucleares é mero vapor d’água.
Repito. Usinas nucleares, operadas com critérios adequados, não são poluentes e seus resíduos comportam manejo seguro e eficiente.
48 Joao // 8/July/2008 às 15:29
Brancaleone #44,
Um caminhão de transporte de terra, pra obra (tipo caçamba) carrega aprox. 6m³. Não seria uns 4m³ em lugar dos 40?
49 Gerson B // 8/July/2008 às 15:37
Nada (47), as informações que eu tenho com minha mulher que já trabalhou na área de proteção de radiação não são bem essas.
Mas é só usar o bom senso. Algo que produz um veneno que pode durar milênios mutando e matando é algo perigoso, não? Imagine que nossa civilização poderia voltar à pré-história, se reerguer e o veneno continuaria ativo. E que a continuarem as usinas o lixo continuará se acumulando, em quantidades crescentes. Alem de que elas tem vida limitada, e se tornam lociais proibidos. Não é um bom caminho pro planêta inteiro seguir.
E essa indústria tambem produz enormes quantidades de material que terroristas poderiam usar, tem que ser subsidiada, concentra poder em pequenos grupos, há vários problemas ai.
50 marco // 8/July/2008 às 15:54
O ex-ministro do meio ambiente alemão Jürgen Trittin tem uma solução genial para a crise mundial da energia: desligar a luz.
Não adianta nada colocar um EX antes do nome, uma vez verde, sempre verde.
A energia nuclear é a tal fonte de energia limpa por quem tantos suspiram.
abs,
ma
51 nada será como antes // 8/July/2008 às 16:12
Gerson B (49),
Sabemos dos argumentos que você apresenta. Mas, nos meus comentários, usei sempre os termos “manejo”, “critérios”, etc.
Produzir energia é atividade perigosa em quase todos os meios utilizados. As caldeiras de termelétricas podem explodir; os cata-ventos das eólicas matam pássaros e produzem vibrações nocivas aos organismos; hidrelétricas causam transtornos ambientais. As nucleares produzem resíduos conhecidos e existem técnicas para mantê-los isolados e seguros.
Você fala em atividades terroristas. Isso é pouco divulgado, mas a camada protetora das usinas nucleares é resistente até a bombas atômicas. Mais ainda : as torres são meros resfriadores da água utilizada, não os núcleos com material radiativo.
Não sei onde você está, mas em São Paulo, até há alguns anos, o Gasômetro da cidade e seus principais reservatórios ficava a meros 500 metros da Praça da Sé. Na época, estimava-se que uma eventual explosão varreria um raio equivalente. O pior é que reservatórios de gás e petróleo, por exemplo, não resistem a ataques terroristas de médio porte. A palavra-chave, mais uma vez, é “manejo”.
Para terminar. Energia nuclear é direcionada para inúmeras e essenciais atividades industriais, científicas e, inclusive, medicinais. Suprimir as centrais nucleares é atitude impensável e traria graves prejuizos à humanidade.
Não há dúvida de que seus temores são pertinentes e racionais. Mas critérios operacionais estritos são a solução.
52 Uli Weinbrecht // 8/July/2008 às 17:05
Sobre a questäo do lixo ou resíduo nuclear produzido pelas Usinas nucleares: Tudo muito bom, tudo muito bonito, é só questäo de manejo, etc.
Mas aqui na Alemanha por exemplo cada vez que se resolve depositar os dejetos em uma determinada cidade, há uma grita por parte dessa que prefere que os dejetos sejam realocados bem longe dela. Ou seja, falar é fácil, mas na prática ninguem quer ter dejetos nucleares armazenados na porta de casa. Voce quereria?
53 Gerson B // 8/July/2008 às 17:20
Nada(51), eu não pensei em atentados a usinas, pensei em uso do material radioativo como arma. Quanto mais, mais difícil o contrôle.
E não pensei no fim da energia nuclear para fins médicos, só para a produção de energia.
54 pingafogo // 8/July/2008 às 17:42
#52
Não é só ai não Uli Weinbrecht, nos EUA, no estado de Utah, existem verdadeiros cemitérios a céu aberto, onde é depositado todo lixo atômico produzido por aquelas bandas. Lá eles também não querem mais isso não.
55 nada será como antes // 8/July/2008 às 18:01
Uli (52) - Gerson (53) - pingafogo (54),
A questão dos depósitos de resíduos atômicos é antiga, bem antes dos movimentos verde/ambientalistas.
Até hoje não há notícia de vazamento desses resíduos, seja como contaminação, seja para fins terroristas.
Existem tambores, devidamente recobertos por concreto, depositados em fossas abissais no Pacífico e em depósitos seguros na Rússia, nos países europeus e nos USA. No Brasil, em Sorocaba.
______________
Especial para Gerson,
Então, se pode para fins médicos , pergunto ; e os resíduos ?
Tem mais. Não se monta usinas em hospitais. Elas precisam funcionar em algum lugar.
_____________________________
Especial para pingafogo
Desconheço a existência de depósitos de material nuclear “a céu aberto”, como você diz.
_________________________________
Infelizmente, devido a compromissos, terei de sair logo mais e não poderei continuar.
Abraços
56 pingafogo // 8/July/2008 às 18:09
#55
Nada,
Não são os depósitos que ficam a céu aberto, o lixo vai todo embalado e enterrado assim como você diz. A céu aberto fica o rastro de morte e degradação.
Isso eu nunca vi também, mas li sobre: Cidades Mortas de DAVIS, Mike - Rio de Janeiro, ed. Record, 2007
57 Chesterix-Dracul- El Cid, o irado // 8/July/2008 às 19:43
a verdade é que viver polui, culpa do metabolismo.
58 Gerson B // 8/July/2008 às 22:21
Nada (55), há reatores menores, de pesquisa, que produzem isótopos pra medicina e pesquisa. Os resíduos são em muito menor quantidade e mais fáceis de guardar. Muitos são menos danosos. Só os de radioterapia são mais perigosos (lembre o estrago que um pouquinho de césio fez em Goiânia). Ainda é um risco, mas pra isso não há substituição. Pra geração de energia há. Devemos reduzir as fontes ao máximo.
E Chest(57), viver polui, mas a natureza tem seus mecanismos de compensação quando a poluição nào é demasiada. Mas temos que reduzir oS metabolismoS sim, pelo controle da população. Não dá pra fazer isso com o metabolismo individual, mas não é o único meio.
59 Alba // 8/July/2008 às 23:00
Josué,
Com atraso. Belo relato de produção e consumo de energia, viu? Parabéns!
60 Certamente! economia: Energia nuclear é passado, futuro passa por economizar // 9/July/2008 às 12:05
[…] nuclear es un debate del pasado, no del futuro”, através do Pedro Dória, que tem um post curto e grosso sobre o assunto. De onde destaco (negrito meus): “O caminho, ele argumenta, não é este. Os […]
61 MaGioZal // 9/July/2008 às 13:42
“I was the only victim of Three Mile Island”
Edward Teller, 1979.
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