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Azeredo: críticos são pessoas de má fé

July 8th, 2008 · · 74 Comentários

Segundo o senador Eduardo Azeredo, críticos de seu projeto de lei – como cá este blogueiro – são ‘pessoas de má fé‘.

É um democrata, o senador. Preparado para discutir quaisquer críticas num debate político honesto. Como cabe a um parlamentar.

Ele poderia começar por explicar o seguinte: em todo o mundo, a legislação para tratar de copyright na Internet é civil. Na do Brasil, ele quer que seja criminal. Por quê?

(A petição online contra o projeto de Azeredo continua recolhendo assinaturas.)

Tags: Blogosfera · Brasil · Internet

74 Comentários até agora ↓




  • 1 ballantyne // 8/July/2008 às 1:35

    Vou fazer de tudo em meu poder para poder me enquadrar em tudo que há de criminalizável em tudo que eu disser, pensar, hesitar e subtraír do que digo.

  • 2 Travis Bickle // 8/July/2008 às 1:39

    Pedro & confrades, admitamos:
    O Mal venceu no Brasil.

  • 3 Zictor // 8/July/2008 às 1:48

    É porque no Brasil o governo é BURRO!

    Uma lei dessas tornaria a internet brasileira impraticável e ineficiente.

  • 4 Zictor // 8/July/2008 às 1:54

    Perdoem-me pela explosão.

    Mas é que cada vez mais eu me decepciono com a classe política do Brasil.

  • 5 Gerson B // 8/July/2008 às 2:25

    Será que o govêrno é burro mesmo?

    Uma Internet vigiada e controlada, bem quietinha, é muito conveniente.

  • 6 Clara // 8/July/2008 às 2:30

    Um sujeito senador envolvido com um ilicito de caixa 2 é que procede de má fé. E esse parece ser também um projeto de má fé. Quem confia numa pessoa assim? Quem confia nos interesses que o senador alega representar e quem não desconfia que existam interesses de terceiros em detrimento dos verdadeiros interesses dos cidadãos brasileiros?

  • 7 Credun Fas // 8/July/2008 às 2:37

    a melhor parte é o complexo de cucaracha…

    - A proposta foi elaborada de acordo com a Convenção Internacional contra o Cibercrime - Convenção de Budapeste - assinada pelas nações mais modernas do mundo, entre elas, os países da Comunidade Européia, os Estados Unidos, a Coréia do Sul e o Canadá.

    Coréia do Sul… Super moderna, com direito a um surto xenófobo diante do acordo de importação de carne dos EUA

    Estado Unidos… Super moderno, uma das poucas nações do mundo a exercer a pena de morte.

    Comunidade Européia… Recentemente acusada pelo próprio Estado de “criar uma percepção negativa da migração”

    Sem dúvida alguma o Senador em o Senado da República Federativa do Brasil

  • 8 Credun Fas // 8/July/2008 às 2:57

    a melhor parte é o complexo de cucaracha…

    - A proposta foi elaborada de acordo com a Convenção Internacional contra o Cibercrime - Convenção de Budapeste - assinada pelas nações mais modernas do mundo, entre elas, os países da Comunidade Européia, os Estados Unidos, a Coréia do Sul e o Canadá.

    Coréia do Sul… Super moderna, com direito a um surto xenófobo diante do acordo de importação de carne dos EUA

    Estado Unidos… Super moderno, uma das poucas nações do mundo a exercer a pena de morte.

    Comunidade Européia… Recentemente acusada pelo próprio Estado de “criar uma percepção negativa da migração”

    Sem dúvida alguma o Senador em questão é um grande exemplo Senado da República Federativa do Brasil

  • 9 Gabriel // 8/July/2008 às 3:15

    Nao tenho muito contra o senador. Ele eh so mediocre e, se nao ele, seria outro qualquer. Tem politico demais enquadrando-se no perfil dele.

    O que eu queria mesmo, era a lista de todos os energumenos que votaram nele.

    E nao ia me deixar triste saber quantos deles usam internet.

  • 10 josef mario // 8/July/2008 às 7:15

    Companheiros de esquerda, maoístas e bolivarianos
    Eu, josef mario, devo dizer que este senador, companheiro azeredo, independentemente de suas posições direitonas, reacionárias, psdbistas e fascistas e, também, o fato de ter criado o verdadeiro e único velerioduto, desta vez acertou na mosca. Este projeto de lei, realmente, será a sua redenção. A verdade, companheiros, é que este companheiro pedê mostrando, mais uma vez, a sua decantada desonestidade intelectual e não perdendo a mania de querer aparecer a qualquer custo para conseguir os seus 15 minutos de fama, insiste em posar de forma oportunista como um pseudo defensor da liberdade de expressão. Por fim, devo dizer que estas minhas palavras são sinceras e, absolutamente, não tem nenhuma relação com o fato de que eu, josef mario, tenha sido contratado pela assessoria do companheiro azeredo para escrever esta carta-resposta memorável de repúdio aos companheiros maus-caráter ou mau-caráteres ou, ainda, maus-caráteres que, neste momento, nos contestam (basta ver o meu inconfundível “Muito obrigado” do final da carta em referência).
    Muito obrigado

  • 11 pingafogo // 8/July/2008 às 7:35

    “O PROVEDOR NÃO É UM DEDO DURO, MAS UM COLABORADOR DAS INVESTIGAÇÕES.”

    Se perguntarem se Joãozinho fez aquele download no torrent, o provedor só tem de dizer que sim, mas não vai ser dedo duro.

    O que mata no Brasil são esses joguinhos de palavras, daqueles que fazem as leis. Adoram este tipo de coisas. Acho que encarnam o “complexo de poeta” ao chegar no plenário. É mais ou menos como o jogador de futebol se sente quando uma câmera e um microfone se aproximam.

  • 12 Luiz // 8/July/2008 às 8:06

    PD,

    Que tal colocar em destaque o link da petição on-line contra o projeto?

    http://www.petitiononline.com/veto2008/petition.html

  • 13 Luiz // 8/July/2008 às 8:10

    Sim, PD, eu sei que você já colocou o link da petição no post anterior, mas faltou um destaque maior…

  • 14 Virginia Langley // 8/July/2008 às 8:35

    E pra variar, nada como a clareza de raciocinio, a transparencia do sentido, o brilho de significados dos escritos do balantyne..acompanhem sua “obra” e digam se nao tenho razão?? um lume…sempre me diverte adoidado…

  • 15 Bruno Stern // 8/July/2008 às 8:46

    Vai faltar vaga para tanto “cibercriminoso”.

  • 16 Pax // 8/July/2008 às 9:08

    Pedro Doria, você é uma pessoa de má fé.

    Não acredita na lisura do PSDB, não acredita que o Marcus Valério é um santo homem honrado, não acredita que o Senador Eduardo Azeredo é um homem de bem, que só faz coisas boas.

    Pedro Doria, acredito que você até possa ter criado ou se envolvido num PedroDuto por aí, contrabandeando bits e bytes. Ouvi falar que há um crime empacotado de um cartel chamado TCP/IP que você deve estar metido no meio e usando descaradamente todo dia.

    O Senador Eduardo Azeredo, homem do bem, é quem me dá a luz da sabedoria nesse mundo da escuridão. Amém porque até santo acho que ele é.

  • 17 Zé Bush // 8/July/2008 às 9:23

    well…esse projeto infeliz se resume a isso. A criminalização da navegação na net. Não me venham com esse papo furado de “quem não deve não teme”. E não interessa se o projeto é de um deputado corrupto do PSDB ou de algum reacionário facista do PT.

    Assim como quem tem cartão de crédito pode ser monitorado nos seus hábitos e horários, quem navega pela net poderá ser “convidado” a prestar esclarecimentos sobre sites que tenha visitado, dependendo do governo de ocasião e do narcisismo do juiz de plantão.

    Algum tempo atrás, surgiu uma idéia de instalar chip em automóveis, para monitoramento anti-furto. Em caminhões de carga e ônibus até que se admite.Mas pra que instalar essa merda em carro particular, a não ser com o consentimento do dono?

    E é isso: o que você acessa hoje poderá ser usado contra você amanhã.

  • 18 Nhé! // 8/July/2008 às 9:23

    rsrsrsrsrsrsrs…

  • 19 Nhé! // 8/July/2008 às 9:25

    Para quem mora em SP: vcs já viram que aquela nota fiscal paulista também controla item por item cada produto que foi comprado?

  • 20 nada será como antes // 8/July/2008 às 9:44

    Após a ditadura militar, eis os “democratas”.

    Faz tempo que certos grupos políticos, com especial menção aos partidos-chave da atual oposição, imprimem processo de criminalização das atividades.

    A concepção de que a sociedade pode ser regrada pela via policial é, em essência, positivista. Ou seja, os tais partidos que se apresentam como modernos são, na realidade, norteados pela anacrônica postura antes majoritária nas forças armadas.

    Ao que parece, salvo alguns reacionários saudosos da mentalidade repressora, aquelas forças superaram a antiga e medíocre visão. O positivismo, agora, emana do conluio psdb/dem.

    Deve ser isso que chamam de choque de gestão. Primeiro vem o choque ; a gestão fica para um futuro longínquo.

  • 21 Chesterton Dracul // 8/July/2008 às 10:09

    esses politicos são tão a esquerda n Brasil, as vezes sem perceber, fazem uma corrida para ver quem tem ideias maiores e mais mirabolantes para o “povo”, que até o PD fica à direita deles.
    E aí,PD, cadê um politico para defender o individuo contra o poder do estado, como você pretende?

  • 22 Pedro Doria // 8/July/2008 às 10:14

    Chesterton Dracul, ser de esquerda não quer dizer ser a favor de um Estado que se meta nas liberdades individuais. Assim como ser de direita não quer dizer isso, embora George W. Bush o faça a torto e a direito.

  • 23 Chesterton Dracul // 8/July/2008 às 10:14

    Nasca, inclua o PT aí nesa equação. O Tarso Genro, por exemplo, é um que se encaixa perfeitamente.
    Positivismo- deriva do cienticismo, que por sua vez deriva do subjetivismo.

  • 24 Chesterton Dracul // 8/July/2008 às 10:16

    estou lendo um livro sobre a Alemanha do0 século 19, e o autor diz que a única maneira para se saber do esquerdismo e direitismo de um individuo, é saber qual a sua prederencia entre igualdade e liberdade.

    Baseado nisso, e conhecendo você como conheço, você está longe da esquerda, PD.

    Mesmo que não se dê conta disso.

  • 25 Chesterton Dracul // 8/July/2008 às 10:17

    ser de esquerda sim é ser a favor de um estado que tire suas liberdades em favor de um maior igualtarismo.

  • 26 Pedro Doria // 8/July/2008 às 10:18

    Chesterton Dracul, pela sua definição o Movimento Anarquista é de direita.

  • 27 Chesterton Dracul // 8/July/2008 às 10:22

    definitivamente não é de esquerda.

  • 28 Chesterton Dracul // 8/July/2008 às 10:23

    Imagine uma regua que comece com igualdade no zero e liberdade no 30 (cm).
    Procure se posicionar nela.

  • 29 Chesterton Dracul // 8/July/2008 às 10:24

    e tenho que te dizer que por esta definição o nazismo é bem à direita do comunismo.

  • 30 Mr X // 8/July/2008 às 10:40

    Agora o PSDB virou “de direita” e “norteados pela anacrônica postura antes majoritária nas forças armadas.”

    Ora, vão se catar!

    PSDB é um PT light. PSDB e PT fingem ser opostos, mas mais concordam que discordam. Ocupam todos os espaços e por isso impedem uma oposição real, ou mesmo qualquer diálogo sério.

    A política no Brasil é uma piada.

    Aí o Nada, comunista, vem me falar em “oposição que quer estado policial” quando o próprio governo já criminaliza a liberdade de expressão, o porte de arma (por civis, não por traficantes que podem até matar impunes) e multa e cadeia para quem beber um dedal de álcool.

    E Venezuela? E Cuba? São esses os exemplos de “forças progressistas”?

    Aliás, Nada, estou estranhando seu silêncio sobre as FARC… Ué…

  • 31 errado // 8/July/2008 às 10:49

    Corrigindo. O senador nao é Democrata, ele é tucano, o que faz uma ENORME diferença, né não?
    Além de ter sido um governador de triste memoria pra nós, ainda quer criar a legislaçao mais truculenta para “coibir os abusos” da internet. Francamente!
    Como diria uma amiga limeirense: Me economiza!!!

  • 32 Chesterton Dracul // 8/July/2008 às 10:58

    o estado policial com desarmamento dos cidadãos já existe. Só bandido e os representantes do estado podem ter armas. Aí matam crianças e adolescentes no Rio de Janeiro, como vocês devem ter lido nos jornais.

  • 33 nada será como antes // 8/July/2008 às 11:03

    Chesterto,

    Igualdade não se contrapõe à liberdade. Os termos não são mutuamente excludentes.

    Igualdade de opções pressupõe igualdade de manifestação. Logo, para haver liberdade é preciso prévia igualdade.

  • 34 Reinaldo Azeredo e os Projetos de Lei da Câmara 89/2003 e Projetos de Lei do Senado n. 137/2000 e n. 76/2000 | Nerd! | A Grande Abobora // 8/July/2008 às 11:07

    […] Para o Pedro Dória, Eduardo Azeredo simplesmente acha que críticos são pessoas de má-fé. […]

  • 35 Arpex // 8/July/2008 às 11:17

    Chesteron e Mr X, isso é caso de amor bruto e violento pelas tais esquerdas….
    Onde já se viu? Dois marmanjos… esquerdistas enrustidos?! Chega de confrontar! Vamos! Aceitem suas naturezas!

    Quanto ao senador Azeredo, a retórica do bom cristão que ele apresenta pra sustentar essa enrascada é a cara do mensalão.

  • 36 Mr X // 8/July/2008 às 11:17

    Nada,

    Liberdade e igualdade SÃO contraditórios:

    Uma das mais curiosas obsessões da esquerda é sua obsessão com a igualdade. Estranhamente, tal busca de igualdade limita-se em geral à igualdade monetária: irrita e ofende a esquerda que alguns ganhem mais do que outros. Mas não há tanta preocupação com outras formas de desigualdade. Afinal, há pessoas mais bonitas, pessoas mais inteligentes, pessoas mais talentosas, pessoas que estudaram mais, etc. E isso se reflete (embora não sempre de modo tão direto, ou mesmo “justo”) nos diferentes ganhos que cada pessoa tem.

    Mas talvez as “cotas raciais”, a lei “anti-homofobia” e outros programas de “discriminação positiva” sejam exatamente isso, uma tentativa de tornar as pessoas mais iguais, prejudicando os melhores, ou valorizando as “minorias” em detrimento das “maiorias”.

    O escritor Kurt Vonnegut uma vez escreveu um conto de ficção científica no qual falava de uma sociedade totalmente igualitária, em todos os sentidos. As pessoas bonitas precisavam usar máscaras ou recebiam cicatrizes para ocultar ou deformar sua beleza. As pessoas fortes eram obrigadas a usar pesos nos pés para limitar sua locomoção. As pessoas inteligentes eram obrigadas a ter um chip instalado no cérebro que lhes enviava de vez em quando interferências sonoras que prejudicavam seu pensamento. E assim por diante. A história completa pode ser lida aqui.

    É a utopia esquerdista. Quer dizer, não exatamente: no fundo, a esquerda deseja um mundo de ovelhas, mas comandadas por sábios. Os esquerdistas, naturalmente, seriam esses sábios que controlariam o mundo em troca de privilégios, e estariam acima da “igualdade geral”. George Orwell, em “A Revolução dos Bichos”, sintetizou melhor do que ninguém o profundo ideal da esquerda: “todos os animais são iguais, mas alguns são mais iguais do que outros.”

    http://blogdomrx.blogspot.com/2008/07/o-delrio-da-igualdade.html

  • 37 Adauto // 8/July/2008 às 11:23

    Ou seja, TODA a comunidade internetística é de “má-fé”…

    Se bem que fica uma pulga atrás da orelha, sobre o quão “burra” seria essa legislação do ponto de vista de controle por parte do Governo, como bem já colocou a Clara, lá no início.

  • 38 nada será como antes // 8/July/2008 às 11:32

    Mr X (30),

    Já lhe disse e repito : não sou comunista e essa nomenclatura não se adequa à minha posição política.

    Sobre as FARC. Estive sem internet nos dois dias em que houve a discussão a respeito das mentiras propagandísticas do porta-voz e narco-presidente uribe. Aliás, meu silêncio também se deve ao fato de que não sou membro nem porta-voz daquele exército.

    ¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨

    (36),

    Seus argumentos pseudo-políticos e literários não respaldam sua afirmação de que liberdade e igualdade são contraditórios.

    George Orwell era anarquista e, como tal, jamais abordaria o suposto tema da impossibilidade igualitária. O livro “A revolução dos bichos” é uma crítica ao modelo stalinista soviético, como já mencionei em outra ocasião, neste blog.

    Para terminar, não considero igualdade algo a ser atingido através de paridade monetária, que é outra coisa.

  • 39 Chesterton Dracul // 8/July/2008 às 11:44

    anarquista que não abordaria o tema da suposta impossibilidade igiualitária? Que maionese é essa?

    Igualdade quer dizer absolutamente nada. Igualdade de quê?

    Ser a favor da igualdade é ser a favor do éter espacial. Não quer dizer nada.

    Já o igualitarista é mais específico. É o protótipo do esquerdista, pois aí se encaixa o lema ” a cada um suas necessidades, de cada um o que pode dar”.

    Aqui a AyndRand entra, mostrando a deformidade moral que isso causa nos individuos.

  • 40 Mr X // 8/July/2008 às 11:57

    Nada,

    Olha só, vou te contar um segredo, o fato de que um artista ou escritor acredite em certa ideologia política não impede que possa escrever sobre outras coisas, ou mesmo que tenha uma intuição a respeito de coisas que vão bem além dessa visão limitada.

    George Orwell não era “anarquista”, acreditava numa coisa inexistente, o “socialismo democrático”. Mas foi um dos autores que melhor descreveu a utopia totalitária do socialismo. É, socialismo. Esse negócio de chamar de “stalinismo” o que já existia desde Lenin é só cortina de fumaça.

    Da mesma forma, Aldous Huxley, que tomou muito LSD, descreveu uma das melhores distopias sobre a sociedade drogada e hedonista do futuro, “Brave New World”.

  • 41 nada será como antes // 8/July/2008 às 12:03

    Chesterton,

    Lá no # 33 mencionei “igualdade de opções”.

    Essa expressão é fundamental para a compreensão do significado da igualdade.

    Não significa uma obrigatoriedade o camisa-de-força. O indivíduo pode optar pela não-manifestação, por morrer de inanição ou por qualquer outra coisa. Mas, seja qual for a opção, terá equilíbrio com os demais.

    Há uma expressão célebre : “A cada um, de acordo com suas necessidades. A cada um, de acordo com sua capacidade”.

    Igualdade não é o mesmo que nivelamento uniforme e ausência de individualidade (não confundir com individualismo). Igualdade equivale a equilíbrio de condições, consideradas as diferenças.

    Pode parecer jogo de palavras. Mas é um convite ao raciocínio.

  • 42 Chesterton Dracul // 8/July/2008 às 12:10

    nasca, essa confusão não é um convite ao raciocinio, pelo contrario.

    igualdade de opções? De novo, isso não quer dizer coisa alguma.

    Essa expressão “célebre” é o apanágio do igualitarista, onde o mérito não existe, onde o resultado do improdutivo é o mesmo do produtivo.

  • 43 Mr X // 8/July/2008 às 12:16

    Vou ter que corrigir o Nada até na citação marxista…

    É “A cada um de acordo com suas necessidades, DE cada um de acordo com suas capacidades.”

    Ideologia idiota, de resto. Transforma todos em medíocres. Afinal, porque alguém iria querer usar ao máximo suas capacidades para sustentar as necessidades de outros?

    E como se equilbram as condições?

    Impede-se o inteligente de usar sua inteligência, ou se dá uma bolsa pro burro?

    Limita-se a beleza da mulher bonita, ou cria-se as “cotas da feiúra”?

    E a carga genética desigual, como se resolve?

    O que é “igualdade de opções”?

    Que o garoto negro que nasceu na favela tenha a mesma chance de se dar bem que o filho de um milionário? E, pray tell us, como se faz para impor essa igualdade geral e irrestrita, se não com o autoritarismo?

    O mundo é desigual. Sempre vai ser. Acostume-se, ou morra. Na cova, de fato, são todos iguais.

  • 44 nada será como antes // 8/July/2008 às 12:18

    Mr X (40),

    Segredos, por favor, guarde-os.

    O que o senhor diz no primeiro parágrafo não é segredo, mas essência da literatura. Tenho formação na área e condições de enfrentar discussões de teoria, estrutura, semiologia e criação literárias.

    Sobre Orwell. Era anarquista , sim senhor. Não estou co o livro aqui, mas há uma coletânea de textos anarquistas, coordenada por George Woodward, chamada “Os anarquistas” (edição de 1980, se não me engano). Nesse livro estão dois pequenos textos de Orwell, que se declara e defende o anarquismo. Talvez a wikipedia diga outra coisa, não vou procurar.

    “A revolução dos bichos”, da qual tenho uma resenha publicada há mais de 20 anos, é uma metáfora da chamada “nomenklatura” soviética, que foi criada a partir dos estratos burocráticos do stalinismo. Isso não é novidade e é notório nos meios literários.

    Huxley, no “Admirável mundo novo”, não trata de hedonismo e sociedade drogada. A droga “soma”, no livro, é metáfora de instrumentos de controle social e não apologia de drogas. Na obra não se vislumbra hedonismo mas, ao contrário, opressão de castas e ambiente de depressão psíquica.

    O senhor pode ter entendido equivocadamente essas obras literárias, o que é compreensível. Mas não duvide de meus conhecimentos .

  • 45 nada será como antes // 8/July/2008 às 12:20

    Mr X,

    Realmente me confundi na citação, mas não na essência.

  • 46 Proftel // 8/July/2008 às 12:23

    O Mr.X no #30 disse uma coisa que vejo no pouco que conheço de política.
    PT e PSDB são mesmo parceiros, um se opõe ao outro “de fachada”, os quadros são amigos de longa data…
    Querem ver uma coisa? Só um exemplozinho?
    Pesquisem na net sobre a votação da CPMF, o que os caras do PT falaram na época (e era o FHC presidente).
    Vejam agora o que o PSDB diz sobre o novo imposto do cheque, agora com Lula presidente.
    A oposição “de fachada” aparece.

    hehe

  • 47 nada será como antes // 8/July/2008 às 12:27

    Proftel (46),

    Se esses partidos fossem, de fato, parceiros, não estaria em campos opostos.

    O objetivo da atual proposta de “cpmf” é bem diferente da antiga, inclusive na alíquota.

  • 48 Mr X // 8/July/2008 às 12:30

    Hahahaha!

    Olha Nada, enquanto vocês não instituírem seus “campos de reeducação” para nós, malvados direitistas, tenho o direito de interpretar as obras a meu bel-prazer…

    “Stalinismo” não existe, é uma invenção de esquerdistas para desviar a atenção de coisas que são o resultado direto das políticas e ideário socialista.

    Quando à sua “formação”, francamente é inútil já que devido a uma “deformação” mental não lhe permite entender as coisas mais simples. Bem, parafraseando de novo o Orwell, “certas coisas são tão estúpidas que só poderiam ser ditas por um intelectual”.

  • 49 Chesterton Dracul // 8/July/2008 às 12:32

    nasca, pode alegar conhecimento, formação, mestrado, doutorado e o escambau. Mas seja claro. Você está em círculos.

  • 50 Proftel // 8/July/2008 às 12:33

    NASCA, isso é istória prá boi dormir.
    No primeiro extrato bancário que você pegar depois de implantada a Lei o efeito será o mesmo, é grana que sai da sua, da minha e de todas as contas bancárias, pode ter alíquota diferente e destinação idem, não deixa de ser uma forma de meter a mão no nosso bolso.
    Se é assim, que seja facultativo o imposto, dê seu nome como “contribuinte” e seja feliz ajudando seu partido.
    Não vem com esse discurso de que é diferente, não é, não subestime a inteligência dos confrades que pega mal.

  • 51 nada será como antes // 8/July/2008 às 12:45

    Proftel,

    Não susubestimo ninguém e, muito menos, você.

    Não sou do PT, apenas analiso as diferenças políticas.

    ___________________________________

    Mr X (48),

    Fique, então , com suas peculiares análises.

    Quanto ao seu costume de enxergar “deformações mentais” em outros debatedores, sugiro a leitura (talvez releitura) de “O alienienista”, de Machado de Assis. É bastante instrutivo.

    _________________________________

    Chesterton (49),

    Sua recalcitrância dispensa resposta.

  • 52 nada será como antes // 8/July/2008 às 12:46

    susubestimo = subestimo

  • 53 eduardo lombroso // 8/July/2008 às 12:48

    Melhor ser pessoa de má-fé que de mau caráter!

  • 54 Chesterton Dracul // 8/July/2008 às 12:49

    em geral essas 2 caracteristicas vem juntas, a pessoa age de má fé por apresentar mau caráter.

    Nasca, você tem que aprender a pensar.

  • 55 nada será como antes // 8/July/2008 às 13:00

    Chesterton (54),

    Seus escritos são um primor de mecanicismo.

  • 56 Chesterton Dracul // 8/July/2008 às 13:02

    de novo fala sem nada dizer..

    Fiuza usa oi lapis para escrever e dizer

    O Congresso morreu

    O senador e bispo que lidera com folga a arrancada eleitoral no Rio de Janeiro é o candidato de Lula. Lula emprestou o Exército brasileiro para proteger uma obra promovida pelo senador num morro da cidade.

    Como o Brasil acha isso normal, hoje os outros senadores, os outros morros, as outras obras são, todos, uns sem-Exército.

    Tanto o Brasil acha isso normal, que o ministro da Defesa, Nelson Jobim, o jurisconsulto mais paroquial da história, continuou dizendo por aí que a situação do Exército como capanga eleitoral de Crivella era legítima – e ninguém achou ruim.

    (Vai ver o povo já aprendeu a trocar o sinal das coisas que Jobim diz serem legítimas).

    Se o presidente da República pode acionar as Forças Armadas para proteger o projeto eleitoral de um membro do Congresso Nacional sem que isso inspire uma CPI, uma diligência, ou ao menos um gesto de repúdio por parte do parlamento, esse parlamento já morreu e não sabe.

    Só falta chamar o bispo para dar a extrema-unção e o Exército para remover o corpo.

  • 57 Chesterton Dracul // 8/July/2008 às 13:03

    Nasca, sua linguagem é determinística, isto é, as palavras tem significado fixo, ou você usa as palavras e muda o significado ao bel prazer?

  • 58 Diego // 8/July/2008 às 13:43

    E pessoas que particparam do mensalão mineiro junto com Marcos Valério e Daniel Dantas, são o que? Pessoas de boa fé, boa índole?

    Que droga de senador esse Azeredo.

  • 59 César // 8/July/2008 às 15:15

    Igualdade de opções. Eu preferiria chamar de oportunidades.

    Sou a favor. É um ideal pelo qual eu luto dia-a-dia.

    O filho do negro favelado deve ter as mesmas opções que o do milionário que o emprega em casa. Como fazer isso? Investimento em educação pública. De verdade. Professores comprometidos. De verdade.

    Há que se lutar por isso. É normal que assim seja no Brasil, pois a desigualdade (de oportunidades) está na gênese da nação. Agora, achar normal que isso *continue* assim, porquanto seja a ordem natural das coisas, é de um egoísmo ímpar.

    A liberdade é essencial p/ que possamos fruir a nossa vida em todos os aspectos da nossa personalidade. Entretanto, ela é um valor que corre em paralelo à igualdade de opções. Nem sequer deveríamos levantar a hipótese de contradição entre elas, pois não há o menor fundamento lógico subjacente a essa afirmação. É simplesmente um truísmo.

    (é off-topic PD, se quiser pode passar para o OT, mas não resisti)

  • 60 nada será como antes // 8/July/2008 às 15:35

    Chesterton (57),

    Muitas palavras têm significados distintos, que variam conforme o sentido e o contexto em que são utilizadas.

    É meu costume empregá-las de modo objetivo e direto, para evitar mal-entendidos ou nuances, inclusive em razão de uma de minhas atividades, que não admite interpretações amplas.

    Infelizmente, o idioma oficial deste país é relativamente pobre e não permite muita criatividade sintática. O português é uma língua “apertada”, como concordam muitos lingüistas. Por isso, em certos momentos, somos obrigados a ser quase prolixos para que o entendimento de uma idéia qualquer seja possível.

    Se o senhor tem alguma objeção relativa a alguma palavra que escrevi, aponte, por favor. Ou, então, rebata com outros argumentos, se os tiver. Mas não solte afirmações ao vento, para não agir como o senador deste post.

  • 61 Leonardo // 8/July/2008 às 15:40

    Prezados, todos criticam o substitutivo. Sim parece ser uma grande lambança, mas pergunto de novo, pq tb perguntei isso no post anterior: Alguém leu o substitutivo? Pedro, vc leu o texto do substitutivo?

    Pq eu fui no site do Senado (http://www.senado.gov.br/sf/atividade/materia/detalhes.asp?p_cod_mate=63967) e não encontrei. Alguém se habilita? PLC 89/2003.

    Ou será que o arquivo do substitutivo já começou ele mesmo a ser protegido e não está disponível na rede?

    obs.: percebam no link que coloquei aí em cima o afinco com que o Senador Eduardo Azeredo persegue esse projeto. É um projeto originado na Câmara, como informa a letra “C” da sigla PLC. E olha o Sr. Eduardo Azeredo pulando de comissão em comissão para dar seu parecer. O Senador Aluizio Mercadante também deu seu parecer, alguém leu? Pode ser interessante a opinião do senhor Mercadante sobre o assunto.

  • 62 Pedro Doria // 8/July/2008 às 15:47

    Leonardo, li o substitutivo, sim. Está neste arquivo RTF.

  • 63 Pedro Doria // 8/July/2008 às 16:01

    Chesterton Dracul, conheço a abertura da declaração de independência dos EUA de cor. É uma beleza de texto, Thomas Jefferson é meu pai fundador predileto.

    We hold these truths to be self-evident, that all men are created equal, that they are endowed by their Creator with certain unalienable Rights, that among these are Life, Liberty and the pursuit of Happiness. — That to secure these rights, Governments are instituted among Men, deriving their just powers from the consent of the governed.

    Temos estas afirmações como verdades que se provam por si: que todos os homens foram criados iguais, que eles receberam de seu Criador direitos inalienáveis, entre eles Vida, Liberdade e o direito de ser Feliz. Para garantir estes direitos, os homens instituem o Governo e o poder do Governo é dado pelo pelo consentimento dos governados.

    Esta é minha filosofia de governo e de suas obrigações. Os homens nascem iguais. O governo tem a obrigação de garantir a igualdade de oportunidades para que todos possam conquistar a própria felicidade.

  • 64 Hugo Albuquerque // 8/July/2008 às 18:14

    Se a Igualdade é tão ruim, alguém pode me explicar onde a Desigualdade deu certo? Onde e como ela colaborou para a Liberdade? Será que foi na África do Sul? No Brasil? Na Bolívia?

  • 65 Protesto de brasileiros contra o projecto de lei do senador Azeredo para o cibercrime aumenta de tom | Remixtures // 8/July/2008 às 21:06

    […] feita com ânimo de lucro. A lei do senador Azeredo acaba com essa distinção. Mas aí vai-me o Pedro Dória desculpar porque não é de todo um dado adquirido que “em todo o mundo, a legislação para […]

  • 66 Chesterix-Dracul- El Cid, o irado // 8/July/2008 às 22:20

    Vida, Liberdade e o direito de ser Feliz..

    Chest- PD, você traduziu errado (não sei se de propósito ou algum vicio indizível)

    Life, Liberty and the pursuit of Happiness= vida. liberdade e ” o direito de procutrar, perseguir, tentar encontrar sua felicidade”.

    A parte mais importante, a verdadeira novidade dos Founding Fathers de quem você se diz fã, e VOCÊ NÃO CONHECE! Traduziu errado.

    Taí o teu erro fundamental. Felicidade não é direito, nem positivo nem negativo. O direito é procurar a felicidade, e isto quer dizer, se você é feliz numa caverna, ótimo, se quer morar num castelo veneziano no Texas, ótimo, ninguem tem o direito de achar ruim.

    Do jeito que você traduziu, parece que o governo tem o direito de impor algum tipo de “felicidade” ao povo. É o contrario do que está escrito.

    JÁ PARA BERKELEY!

  • 67 MaGioZal // 8/July/2008 às 23:48

    Minha tradução ficou assim, ó:

    Nós temos estas verdades como auto-evidentes, que todos os homens são criados iguais, que eles são agraciados pelo seu Criador com certos Direitos inalienáveis, que entre eles estão a Vida, a Liberdade e a busca da Felicidade. — Para assegurar estes direitos, Governos são instituídos entre os Homens, obtendo seus poderes justos a partir do consentimento dos governados.

  • 68 Takada_NBD // 9/July/2008 às 0:47

    Se debate política partidaria aqui, mas me parece mais que é uma questão de lobby - grana no bolso de politicos (para ser mais ameno) - força da indústria monopolista do copyright, que por sinal estão fazendo este mesmo movimento sincronizadamente em todos os continentes. Porque esse enorme interesse deste senador? Porque essa radicalização contra a liberdade e a privacidade na internet, colocando no mesmo balaio crimes gravíssimos como a pedofilia e a exploração comercial do direito do autor, confundida propositadamente com a não comercial de uma simples troca de obras de terceiros entre amigos, prática comum e saudável da humanidade, desde sempre, mas amplificada pela aproximação dos povos atráves da internet. Que pensem diferente e antes combatam a corrupção dentro de casa e a fome no lado de fora de suas portas, em vez de defender o copyright, já apropriadamente violado pela evolução da sociedade. Precisamos é por fim aos monopólios e tolhimentos de liberdade e expressão, e liberar o acesso a todos os autores e não só das minorias beneficiadas pela também minoria de empresas que dominam esse mercado que quer acabar com a internet por esta não se adequar ao seu modelo de negócios secular… Viva a liberdade! Viva a Revolução digital!

  • 69 Thomaz Jr. // 9/July/2008 às 9:33

    Mr. X

    “Mas talvez as “cotas raciais”, a lei “anti-homofobia” e outros programas de “discriminação positiva” sejam exatamente isso, uma tentativa de tornar as pessoas mais iguais, prejudicando os melhores, ou valorizando as “minorias” em detrimento das “maiorias”.”

    Que eu saiba lei contra homofobia busca o respeito ao indivíduo homossexual. Ninguem está pedindo cotas ou coisas do gênero, afinal universidades públicas têm gays pra dedéu. hehehehe
    Então, por que a lei “anti-homofobia” ia prejudicar os “melhores”?

  • 70 Alba // 9/July/2008 às 20:33

    Bravo, Thomaz Jr.!

  • 71 MaGioZal // 10/July/2008 às 2:40

    E na calada da noite o senado nacional aprovou o projeto do Azeredo e mais um outro que blinda escritórios de advocacia de investigações.

  • 72 camarada moderado // 10/July/2008 às 4:50

    Bem, esse tema vem enchendo minha cabeça. Vamos lá: não é de hoje que se tenta centralizar a internet. Os militares tentaram, as grandes empresas tentaram, agora cabe ao governo, um dos poucos órgãos de representação residual de uma nação, que tentam coibir e monitorar o uso. Sabemos que a internet só cresceu justamente pelo contrário, não sei se o termo democracia cabe aqui, um termo que considero delicado quando se fala de cibercultura. Enfim, a internet e os meios digitais só se expandiram porque a disponibilidade era fácil e livre, sem delimitadores geográfios, onde o indivíduo era livre, por isso deveria ser ciente dos seus impactos e responsabilidades.

    A lei aprovada hoje pelo Senado tenta verticalizar a internet territorializando-a, indo naquele caminho contrário, regredindo e tratando a internet como um meio massivo onde existe um grupo de pessoas, uma mão invisível, que quer disseminar pornografia, pirataria e ganhar muito dinheiro com o que eles disponibilizem, a lei diz combater tais ações, não vejo desculpa mais esfarrapada, parece mais traçar um possível acordo senado-empresas: lobby dantesco do governo com as empresas que se preocupam com a possível perda com a explosão de virtualização de conteúdo. O senador usa do medo, das pobres crianças que possam vislumbrar, em relance, um site desses por acidente, aí nos impõe o medo e cabe ao estado, e não a nós, decidir sobre as coisas, pois não somos capazes de monitorar nossos filhos, bloquear conteúdos e impedir acessos. O Senado toma aqui um carater de invadir o lar familiar e dizer o que vcs devem ler, como devem proceder, pois o que se vê na intenet é so sexo, pirataria e empresas coligadas ao mundo das armas e tráficos se beneficiando desse livre acesso. A internet não é a televisão, não será feita somente por grupos poderosos, não será entregue somente, deixando o usuário prostado no seu sofá entediado zapeando os canais, ela somente horizontaliza, trazendo o canal todos-todos de maneira eficaz e real.

    Agora a tv, controlada pelo governo, realmente anda as mil maravilhas, sem dúvida: cheia de programas de conteúdo colaborativo, sem propagandas apelativas em horário impróprio, como lotada de canais comunitários e que não mostrem o interesse apenas daqueles que investem nela. Realmente, logo vi: quando se optou por alta definição ao invés de multiplicidade de canais com mais conteúdo e mais opções não tinha percebido que o governo pensou nos pobres com suas míseras tvs e sem dinheiro pra comprar um kilo de carne quanto mais um decodificador, oras erro meu!

    Um estado neo-liberal até um estado autoritário não são capazes de controlar o que se faz e o que deixa de fazer na internet. Sua estrutura é complexa e incalculável, onde muitas vezes não se sabe qual o seu limite: mesmo até onde cabe até um certo país e termina o outro. além disso não acredito que um bando mirrado de pessoas conheça tão bem o virtual assim pra ditar o que se deve ter feito, passando por cima não só da minha liberdade individual como as de todos internautas, pelo menos aqueles que, por ventura, fizerem alguma coisa ilegal em nossos servidores: a liberdade da dela e sua trasnacionalidade possibilitou uma universalidade sem totalidade onde essa lei é um peneira que tenta conter uma queda d’água, ela existe mas não servirá de muita coisa.

  • 73 jardel // 11/July/2008 às 0:04

    olá,

    sem querer ser oportunista, mas eu fiz um post desmistificando todo o bafafá em cima da lei:

    http://jardelscorner.com.br/artigos/pare-de-assinar-peticoes-sem-saber-do-que-se-trata

  • 74 Marcelo Branco // 7/August/2008 às 20:23

    Brasil, não ratificou e não defende a Convenção de Budapeste

    Os parlamentares que defendem publicamente o Projeto Azeredo, evocam a Convenção de Budapeste, mais conhecida como a convenção de cibercrimes. Esta polêmica convenção foi aprovada no contexto e logo após os atentados de 11 de setembro nos EUA, por pressão das forças de repressão internacional dos países desenvolvidos. Ela fere os princípios dos direitos civis e direitos humanos na Internet, em nome da luta anti-terrorista liderada por Bush e Tony Blair .
    ?Ocorre que o Brasil não é signatário da referida convenção e o Ministério das Relações Exteriores desenvolve sua política externa em direção oposta. Segundo o diretor do Centro de Tecnologia e Sociedade da Escola de Direito da FGV- RJ, Ronaldo Lemos, “O Brasil não tem obrigação de adotá-la. Mais importante ainda é o fato de o texto da convenção ser um dos mais controversos no cenário internacional. Apenas 43 países a assinaram, e destes, somente 21 se comprometeram com a ratificação. Trata-se de número expressivamente baixo para um tratado internacional lançado há mais de sete anos. Dentre os países que adotaram a Convenção de Budapeste, a maioria consiste em países desenvolvidos, cujas regras sobre a internet já se encontram amadurecidas. Os Estados Unidos (o mais interessado em aprovar a convenção [1]), por exemplo, somente ratificaram o tratado após fazer 13 ressalvas ao texto.”
    O Brasil não é signatário da Convenção de Budapeste, dentre outras coisas, porque ela contraria os rumos de nossa política externa defendida pelo Ministério das Relações Exteriores. Em vários aspectos, ela fragiliza nossas posições nos embates internacionais que estamos vivendo neste período.

    [1] entre parêntese a frase minha e não do Ronaldo Lemos.

    Marcelo Branco

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