Pedro Doria | Weblog

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Open Thread de sábado e de
Guimarães Rosa aos 100

June 28th, 2008 · · 59 Comentários

Viver é muito perigoso… Porque aprender a viver é que é o viver mesmo… Travessia perigosa, mas é a da vida. Sertão que se alteia e abaixa… O mais difí­cil não é um ser bom e proceder honesto, dificultoso mesmo, é um saber definido o que quer, e ter o poder de ir até o rabo da palavra.

Viver é muito perigoso… Querer o bem com demais força, de incerto jeito, pode já estar sendo se querendo o mal, pôr principiar. Esses homens! Todos puxavam o mundo para si, para o concertar consertado. Mas cada um só vê e entende as coisas dum seu modo. Montante, o mais supro, mais sério… Só se pode viver perto do outro, e conhecer outra pessoa, sem perigo de ódio, se a gente tem amor. Qualquer amor já é um pouquinho de saúde, um descanso na loucura. Deus é que me sabe.

(Riobaldo, cá entre nós, é que era jagunço sábio. Nonada.)

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59 Comentários até agora ↓




  • 1 Edu // 28/June/2008 às 0:44

    Sensacional,

    Não sei pq, em qualquer momento desses da história, nós abolimos os conselhos familiares e políticos dos mais velhos…

    Bom sábado a todos!

  • 2 surfando na jaca // 28/June/2008 às 0:56

    Assistindo o programa do Jô, que foi um santo remédio para insônia ao entrevistar o gomalinado e chatéssimo Roberto InJustus, lembrei do agente Jaime B@nda e sua discoteca. Não esqueça de acrescentar o maravilhoso cd do empresário plastificado e cantor de caraco o quê?. Som na caixa registradora, Dj 007!

  • 3 surfando na jaca // 28/June/2008 às 0:57

    Buenas e me despacho!

  • 4 josef mario // 28/June/2008 às 6:15

    Companheiro surfando
    Eu, josef mario, devo dizer que este companheiro jô soares vem tentando me entrevistar desde a época em que o seu programa passava na tv do companheiro silvio santos. Ou seja, desde a época em que o companheiro jô ainda pilotava uma moto e, as vezes, cruzávamos em itaipava. Aliás, eu, josef mario, devo dizer que conheço este companheiro jô desde os tempos em que, ainda garoto (êle), se hospedava com os pais no copacabana palace que, como todos sabem, me serviu de residência por longo tempo, em uma determinada fase de minha vida. Desde aquela época remota sempre foi chato e exibicionista e, ao contrário do companheiro paulo coelho que experimentou por 3 vezes levar uma trolha no rabo até concluir que não gostava, este companheiro jô soares ainda não chegou a uma conclusão definitiva. Por isso, continua em sua pesquisa com o cuidado de variar a cor, o comprimento e o diâmetro da jeba.
    Muito obrigado

  • 5 Chesterix-Dracul- El Cid, o irado // 28/June/2008 às 8:27

    josef mario é parente de Jacinto Leite Aquino Rego?

  • 6 Chesterix-Dracul- El Cid, o irado // 28/June/2008 às 8:28

    Aquele locuor esportivo, o Jururu ou coisa assim, tb confessou que na dúvida, experimentou c…para dentro. Diz que não gostou, mas não senti firmeza.

  • 7 Chesterix-Dracul- El Cid, o irado // 28/June/2008 às 8:50

    e aí, Josef, notou o trocadalho do carilho? É, não notou, vou me esforçar mais.

  • 8 Proftel // 28/June/2008 às 9:03

    Sabadão e eu aqui no trampo da manhã.

    :-/

  • 9 Proftel // 28/June/2008 às 9:31

    Não sei se o “Open” desse fim-de-semana vingará por aqui ou o pessoal vai para o “Educação” aí em cima.
    Tag administrativa se não me engano é Open também.

  • 10 HRP FAST Reloaded // 28/June/2008 às 9:41

    Bom dia!
    Muito sol…..mas um leve friozinho!
    E a moçada jogando bola logo cedo no meu quintal!

  • 11 Chesterix-Dracul- El Cid, o irado // 28/June/2008 às 9:45

    pergunta(s) de um milhão de reais
    Maio 26, 2008 in política

    Farei nesta tribuna uma pergunta de um milhão de reais. Ela provavelmente custa só uma cervejinha, mas acho incrível que nenhum instituto tenha feito este estudo antes:

    1- Os 10% mais ricos detêm 75% da riqueza nacional.

    2- O governo arrecada entre 35% e 40% do PIB

    3- Obrigatoriamente, se os números estão corretos, há uma interseção entre os mais ricos e o governo.

    Agora, o que deve ser respondido:

    4- Quantos estão nessa área comum?

    5- Qual o perfil de quem está nessa interseção (políticos, assessores, burocratas, concursados em geral)?

    6- Dos que não pertencem aos quadros do Estado, quantos estão fora da interseção e têm negócios com o governo (empreiteiros, artistas com lei Rouanet, terceirizados, donos de revistas que recebem propaganda…)?

    7- Dar ao menos três categorias de dependência governo-empresa (as totalmente dependentes, as muito dependentes, as pouco dependentes). Depois ver número de funcionários que estão entre os 10% mais ricos. Detalhe: a média salarial dos 10% mais ricos é de R$ 2.178, 69.

    Na verdade, é mais um recorte do que uma análise de dados. Ainda assim, verificar isso tudo nos permitiria ver quantos estão evoluindo economicamente à margem do governo, ou seja, quantos estão auferindo riquezas que não foram tiradas de outros por meio de impostos. Se vamos falar em concentração de renda, falemos também do “concentrador artificial de renda“. Os dados não são muito difíceis de conseguir, e basta alguma metodologia para fazer o corte. Alguém se habilita?

    Antes, mandei a questão para amigos economistas e sociólogos, todos bastante gentis nas suas respostas. Entre os dados que recebi, é possível que a interseção de ricos com governo (atendo-se a estatais), no Rio de Janeiro, seja mais de 60/70%. Em São Paulo, contando ricos parcialmente dependentes do Estado, nem se fala. Mas é preciso aprofundar mais os estudos a respeito disso.

    Acho que essas perguntas têm um bom potencial. É claro que seria interessante observar o comportamento disso em outros países para termos uma noção de como a geração de riquezas pode evoluir realmente. Poderia-se formar um índice como o de liberdade econômica, realizado pelo Wall Street Journal e a Heritage Foundation.

  • 12 Nhé! // 28/June/2008 às 10:07

    Mais pérolas Chester logo cedo…

  • 13 Chesterix-Dracul- El Cid, o irado // 28/June/2008 às 10:16

    ué, v. tem duvidas que fortunas se fizeram mamando nas tetas do estado?

  • 14 surfando na jaca // 28/June/2008 às 11:33

    Chester, tudo isso para afirmar uma tese antiga do Estado patrimonialista do Faoro, que era ptista?

    Vc. nem parece assustado com essa media de 2 mil caraminguás. Como média é sempre algo que engana mais do esclarece, não deixa de revelar a violenta concentração de renda entre esses 10% ao dar um ar de pobreza aos nossos ricos,usando a renda da ínfima classe média. Imposto sobre as grandes fortunas já! Porrada nessa gente, que parte está no congresso nacional, vide seus vencimentos e que jamais votam medidas contra seus privilégios. A composição majoritária de nossos representantes políticos, mais de 70%, é de empresários.

  • 15 Chesterix-Dracul- El Cid, o irado // 28/June/2008 às 11:48

    demonizar empresarios é facil, quero ver é você abrir uma empresa, dar empregos, e pagar impostos.
    O imposto sobre grandes fortunas geraria 2 coisas inicialmente
    1. fuga das “fortunas”
    2. desanimo daqueles que querem fazer “fortuna”.

    a primeira é um tiro no pé esquerdo, a segunda no pé direito.

  • 16 El Torero // 28/June/2008 às 12:00

    Oh diazinho emburrado hoje, cinzento, vixi…e eu meio ressaqueado.

  • 17 surfando na jaca // 28/June/2008 às 12:55

    Chesterton, deixa de ser primitivo, do Planeta dos Macacos. Imposto sobre grandes fortunas a gente já discutiu e sei que não resolve a disparidade de renda, mas pode ser mais uma forma de auxiliar uma melhor distribuição da carga tributária, que é isso que tem que ser visto e não enrolações direitobas de penalizar ainda mais a classe média e os pobres, que sempre é o que acontece quando se fala em reforma tributária. No caso do Brasil, pela enorme concentração de renda, o imposto sobre grandes fortunas seria uma baita fonte de recursos para políticas distributivas. Vamos acabar com essa distribuição de renda de Biafra na décima economia do Mundo.

  • 18 Microempresário // 28/June/2008 às 13:47

    Chest, não tenho números exatos, mas a resposta da sua pergunta de um milão é óbvia para qualquer um que queira ver. É claro que uma grande parte dos ricos brasileiros vive à sombra dos estado. É só pegar esta média de dois mil e poucos reais e comparar com a média salarial de qualquer assembléia legistativa ou tribunal de justiça estadual, ou com prefeituras, sem falar nas grandes estatais. A concentração de renda no Brasil é feita por concurso público (que muitas vezes não é tão público assim).

    E mais uma coisa, todos estes ricos privilegiados custeados pelo governo não serão atingidos por um imposto sobre fortunas. Porque eles não precisam acumular dinheiro no banco para serem ricos; a riqueza necessária vem mensalmente, e continuará vindo durante toda sua vida.

  • 19 Microempresário // 28/June/2008 às 14:22

    Vá ao estacionamento da Daslu e conte quantas daquelas peruas são:
    a) esposas de empresários
    b) esposas de “empresários” (aqueles cujas empresas tem o governo como cliente)
    c) esposas de deputados, prefeitos, assessores, etc.

  • 20 surfando na jaca // 28/June/2008 às 14:22

    Foi só dar corda para aparecer essa lomba calejada do micoempresário. Como imbecilidade não paga imposto, derrama-se a chorumela de quem não conseguiu ser aprovado em concurso público. Bom, o governo Lula, nos tempos do Zé porteira, na sua carrasca reforma da previdência, descobriu que a média dos salários de seus servidores era baixa e que não daria para adotar uma faixa mais elevada para pungar as aposentadorias, como o Marinho da ex-Cut tinha sugerido (algo próximo a 5 mil reias) então ficou no corte de 2 mil e alguns caraminguás, pois eram poucos que estavam acima disso. Para o desembestado do micoempresário, que dizia ter uma micoempresa na Gávea e que chorava de raiva por não poder dar um notebook da Apple de sete mil reais para cada funcionária (viu como notebook ficou acessível, tem até nas casas Bahia), dois mil reais é um luxo, é coisa de nababo. Mas então por que não estuda e faz concurso público? Direitoba é assim, não tem qualquer compromisso com a realidade.

  • 21 surfando na jaca // 28/June/2008 às 14:24

    No fim, para os defensores do Estado mínimo como o descabelado micãoempresário, quem deve continuar a pagar pelos marajás do Estado são os barnabés. Tudo como sempre, desde Collor até o fim dos tempos.

  • 22 Microempresário // 28/June/2008 às 14:49

    Surfando, juro que tentei achar um argumento no meio de seus xingamentos, mas não consegui. Mas vou explicar mais detalhadinho prá você entender:

    - Quem falou que a renda média dos 10% mais ricos é dois mil e poucos reais não fui eu. Eu só disse que a média de muitas estatais e repartições públicas fica acima disso.

    - Eu não sou a favor dos marajás do Estado. Sou contra. Tudo que escrevi fala exatamente disso, que boa parte dos “milionários”, membros da “zelite”, não chegou lá por esforço próprio, mas por amizade, compadrismo ou parentesco.

    - Não sei que história de Gávea e notebook da Apple é esta. Não moro no Rio de Janeiro, meus funcionários não precisam de notebook para trabalhar e eu não acho que dois mil reais seja muito.

    - Se eu quisesse ser funcionário público, faria concurso e passaria. Porém, como já contei aqui, trabalhei muitos anos em uma empresa de informática que tinha praticamente todas as estatais e órgãos públicos como clientes. Sempre achei o ambiente em todas elas péssimo: puxa-saquismo, incompetência, apadrinhamento, corporativismo. A receita para se dar bem é tirar o seu da reta, empurrar tudo que der para os outros e escolher o o chefe certo para bajular. Não serve para mim. Para quem gosta, que sejam felizes. Mas não muda o fato de que toda a sociedade é quem paga a conta da ineficiência e da incompetência.

  • 23 Proftel // 28/June/2008 às 15:04

    Estou por fora do Imposto de Renda.
    Alguém aí sabe das alíquotas e acima de quanto ($) o IR começa a lamber os salários (se que depois d’um tanto é uma “modida” mesmo).

    :-?

  • 24 surfando na jaca // 28/June/2008 às 15:22

    Surfando, juro que tentei achar um argumento no meio de seus xingamentos, mas não consegui.

    Pois é, mas acho que vc. entendeu bem bonitinho o que escrevi, com xingamentos e tudo. Bom, juro que me lembrava dessa história lá no falecido Fiuza. Será que fiz confusão com outro micoempresário, ou vc. se apropriou do nick do verdadeiro? Bom, foi um direitoba qualquer desses e tinham tantos por lá. Bom seja quem for, deve ter falido.
    No resto, leia comentário que fiz acima do seu sobre essa média dos 10% e quem reconheceu os baixos salários na média dos servidores públicos foi o próprio governo. Estatais possuem salários diferenciados, pois são funcionários de empresa. Ganhavam acima da média do mercado, como na Eletrobrás.

  • 25 surfando na jaca // 28/June/2008 às 15:23

    Proftel, entre no site da receita para saber o teto de renda dos isentos. A regra é nunca fazer o formulário simples se possuir o que abater.

  • 26 surfando na jaca barnabé // 28/June/2008 às 15:33

    O problema da ignorância é justamente essa, a do senso comum que muitas vezes a mídia reforça como nesse caso. Todos são marajás no serviço público? Vc., se trabalhou no serviço público sabe que não é verdade esse lema do collorismo.

  • 27 Microempresário // 28/June/2008 às 15:42

    Surfando, eu não disse que não entendi. Eu sei interpretar texto. O que eu não achei foi argumento, vc só repetiu a mesma velha meia dúzia de frases feitas contra os direitobas que vem desde o tempo do Fiuza. Aliás, este era o motivo pelo qual eu não costumava escrever por lá.

    Eu não estou debatendo salários do funcionalismo público, que podem até ser baixos (mas com as vantagens da estabilidade, aposentadoria privilegiada e corporativismo). O que fiz foi responder ao argumento do Chesterton (#11) sobre a relação entre maiores riquezas e benesses do estado. Repito: boa parte dos milionários brasileiros tem o que tem graças a combinação do gigantismo do estado com a tradição de impunidade no mau uso do dinheiro público. Em outras palavras, boa parte da “zelite” brasileira não trabalhou para enriquecer; simplesmente teve os amigos certos. Não é o meu caso.

  • 28 Proftel // 28/June/2008 às 15:59

    Bom, eu não chego nem perto do desconto, 2.000 reais é quatro vezes o que ganho por mês no trampo da manhã (das sete à uma).
    Foi só curiosidade, nem sempre um salário no hollerith de 2.000 é o líquido, há muitos descontos e, conversando com o pessoal que trabalha comigo, muita gente ganha menos que um salário mínimo, principalmente os administrativos/vigias/merendeiras.
    A desculpa do governo é a de que com as gratificações o líquido fica acima ou igual ao mínimo.
    Com esses últimos aumentos do salário mínimo foi o que ocorreu por aqui.

    :-/

  • 29 Microempresário // 28/June/2008 às 16:12

    Proftel, mas garanto que nas secretarias de educação, tanto municipal quanto estadual, tem gente ganhando muito bem, e produzindo muito pouco. Não todos, evidentemente. Mas que mostram como nosso sistema estatizante pode ser bom na teoria, mas na prática tem vícios difíceis até de enfrentar, que dirá resolver.

  • 30 HRP FAST Reloaded // 28/June/2008 às 16:13

    Bom da Daslu sei bem que o Alckimin e cia não saem de lá!
    Por isso e mais um zilhão de coisas que esse cara faz eu não voto nele nem a pau …….

  • 31 Proftel // 28/June/2008 às 16:22

    Microempresário, e como tem!
    Na Estadual nem tanto mas, na municipal, putz, é de lascar.

    :-/

  • 32 Proftel // 28/June/2008 às 16:24

    HRP, logo logo estarei por aí, quero conversar com o pessoal pra saber como andam as coisas em Sampa.

    :-)

  • 33 surfando na jaca barnabé // 28/June/2008 às 16:32

    Pois é, para certas pessoas é preciso repetir coisas infinitamente e não entra na cachola.
    A tese do estado patrimonialista é de que o Estado serve historicamente ao grande capital e não aos barnabés. O exemplo é o enriquecimento do Ermírio de Moraes Votorantim da Silva, que participou da maior hidroelétrica do Mundo, hoje chinesa, a Itaipu. Fez dinheiro outras construtoras brasileiras, como a Mendes. Isso aí não tem nada haver com serviço público ou estatais, se é que vc. consegue entender a diferença. Pois bem, essa prática de ser beneficiado pelo estado é colonial, já mostraram diversos historiadores, é fez a fortuna dos que os beócios defensores do capitalismo deste blog, chamam de empresários empreendedores! Só pode ser ignorância a perpetuação desse tipo de senso-comum. Ler Schumpeter, faizvavoire. Esses empreendedores nunca serão os marajás do Estado. O FHC e suas fazendinhas é outro exemplo de saque do Estado, mas não vivem dos salários do Estado. Deu para entender? Acho que vcs., direitobas deviam estudar melhor a origem das fortunas do país e entender o que é grande riqueza, caso contrário, viverão caçando marajás entre barnabés e defendendo a sucateação do serviço público em prol dos verdadeiros magnatas e banqueiros do país. Haja saco!

  • 34 HRP FAST Reloaded // 28/June/2008 às 16:32

    Alex……as coisas nem estão boas nem ruins…..
    Estão na mesma……..

  • 35 Proftel // 28/June/2008 às 16:57

    Surf, uma coisa que estou cansado de ver é a descontinuidade de certos projetos.
    A cada legislatura entra um monte de “cargos de confiança” que se acham os tais, mandam e desmandam, têm um salário muito superior ao do funcionalismo “mortal”.
    Chegam primeiro esmiuçando erros da admistração anterior, babam ao rolarem cabeças ou quando penduradas nas manchetes.
    O meu setor mesmo, quem deu o pontapé inicial fui eu, não existiria “Oficina” nem padronização nos equipamentos se não fosse minha iniciativa.
    Já passei por dois governos, tentaram acabar com a coisa de várias formas, tive apoio de outros “mortais concursados” e não vingou a dissolução do jeito que queriam mas, sempre estive na alça de mira (no fundo queriam “terceirizar” o serviço, provei por “a” mais “b” que sairia “os olhos da cara”).
    Chegaram a fazer tomada de preços, ainda bem que “caiu” na minha mão, coisa de quatro a cinco vezes a folha de pagamento do setor inteiro!
    Putz.
    Você deve saber o que é isso.
    Sem um funcionalismo público estruturado e bem remunerado e estável a coisa não anda.
    Veja o exemplo da Polícia Federal, até uns 15 anos atrás o salário era uma merreca, pra entrar era com concurso e, segundo grau.
    Veja como está hoje o concurso, pra entrar precisa nível superior e o salário está uma baba.
    Oficial de Justiça em São Paulo mesma coisa.
    Melhorou o nível?
    Intão…. é por aí…

  • 36 Proftel // 28/June/2008 às 18:25

    Daqui a pouco haverá um policial pra cada bebum:

    “Ação contra bebida nas estradas mobiliza 700 policiais em todo o País”

    kkkkkk rsrsrsrsrsrsrsrs

    :-))))

  • 37 Proftel // 28/June/2008 às 18:45

    “Samsung refuta rumores de problemas em chips de memória.”

    Aqui:

    http://www.estadao.com.br/tecnologia/not_tec192453,0.htm

    Têm apresentado problemas sim.
    Não é de hoje que ando siscado com esses pentes de memória, volta e meia dão páu e, é difícil identificar o problema, não é constante.
    O computador da patroa está instável desde que troquei um pente de 512Mega (Kingston que rodava a 333) por dois pentes de 256Mega (da Samsung, rodando à 400).
    Dá “tela azul” e reinicia a máquina.

    :-/

  • 38 Proftel // 28/June/2008 às 19:01

    siscado = ciscado

  • 39 Microempresário // 28/June/2008 às 19:12

    Surfando, estou achando que vc lê o que eu escrevo e o seu cérebro registra ao contrário. Olha só:

    A tese do estado patrimonialista é de que o Estado serve historicamente ao grande capital e não aos barnabés.

    Sim, o estado brasileiro sempre teve relações incestuosas com o grande capital, e continua tendo. Concordo com sua idéia (mas discordo quanto à solução)

    … Ermírio de Moraes Votorantim da Silva, que participou da maior hidroelétrica do Mundo, hoje chinesa, a Itaipu. Fez dinheiro outras construtoras brasileiras, como a Mendes. Isso aí não tem nada haver com serviço público ou estatais…

    Tem a ver com o serviço público na medida em que existem órgãos da administração direta ou estatais responsáveis pelo setor que tem relações próximas demais com as empreiteiras a quem deveriam fiscalizar. Aliás, na área de infra-estrutura, o governo é só um administrador de licitações mesmo.

    Pois bem, essa prática de ser beneficiado pelo estado é colonial, já mostraram diversos historiadores, é fez a fortuna dos que os beócios defensores do capitalismo deste blog, chamam de empresários empreendedores!

    Mas estou dizendo desde o começo que isso não é capitalismo, criatura! Capitalismo sou eu e minha microempresa, que (até por atender somente o público de varejo), não tem relação com governos, não participa de licitações e não é frequentada por políticos e assessores. Deixa eu repetir: NÃO SOU A FAVOR DE EMPRESÁRIOS SEREM BENEFICIADOS PELO ESTADO.

    O FHC e suas fazendinhas é outro exemplo de saque do Estado, mas não vivem dos salários do Estado. Deu para entender?

    Entendi, sim. Aliás, é só isso que eu disse desde o começo. Só que eu acho que políticos de outros partidos, além do FHC, tem fazendas cujo salário não consegue explicar. Essa fixação com o passado e com um cara que já é ex-presidente enche o saco…

    Acho que vcs., direitobas deviam estudar melhor a origem das fortunas do país e entender o que é grande riqueza, caso contrário, viverão caçando marajás entre barnabés e defendendo a sucateação do serviço público em prol dos verdadeiros magnatas e banqueiros do país. Haja saco!

    Mas onde foi que eu falei em barnabés ??? Estou falando de gente que é indicada para grandes mamatas por critérios partidários (e o PT que vc ama fez isso muito mais que todos os partidos que o antecederam no poder). Estou falando de “empresários” que são contratados sem licitação ou com licitações fajutas ( e o PT faz isso com a mesma desenvoltura que todos os outros partidos). Estou falando de gente que assumiu cargos sem ter a mínima qualificação para o cargo. Estou falando, mas vc não está ouvindo…

    Bom fim de semana.

  • 40 Jåµë§ ßønd // 28/June/2008 às 19:41

    -= Eu estou muito preocupado com O Destino de Miguel:
    http://omedi.net/?p=1364

  • 41 Chesterix-Dracul- El Cid, o irado // 28/June/2008 às 21:23

    aumenta a carga tributaria e aumenta os milionariso…
    quer dizer, o estado é concentrador de renda…o governo petista!

  • 42 Luiz // 29/June/2008 às 8:54

    Bom dia a todos.

  • 43 Chesterix-Dracul- El Cid, o irado // 29/June/2008 às 11:24

    ELE TEM A FORÇA 1 - Assentamento criado por Paulinho naufraga e tem dívida de R$ 6 milhões
    Por José Maria Tomazela, no Estadão:

    O assentamento idealizado pelo deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força Sindical, em Piraju, a 330 quilômetros de São Paulo, virou modelo de desperdício do dinheiro público. Os 302 alqueires da Fazenda Ceres adquiridos por R$ 2,3 milhões deveriam garantir a subsistência de 72 famílias de pequenos agricultores sem-terra. O projeto, envolvido num emaranhado de denúncias, fracassou. Na área se encontra de tudo - pedras, capoeiras, mato alto, capim braquiária, instalações em ruínas - menos lavouras. A maior parte das famílias assentadas voltou a trabalhar como bóia-fria em fazendas da região.
    Não fosse pelas casas de alvenaria, dotadas de água encanada e de um sofisticado, e desnecessário, sistema de aquecimento solar, a vila construída ao custo de quase R$ 1 milhão para abrigar os assentados seria uma favela rural. As ruas não têm iluminação nem calçamento e ficam intransitáveis quando chove. Não há coleta de esgoto e as fossas-negras contaminam o subsolo. Faltam escola, posto de saúde, estabelecimentos comerciais e transporte: na ida e volta à cidade, os moradores têm de caminhar 10 quilômetros. Apenas os alunos têm condução fornecida pela prefeitura.
    O projeto já começou errado. O Ministério Público Federal acusa Paulinho e outras 11 pessoas de terem superfaturado a compra da fazenda em pelo menos R$ 1 milhão, dinheiro que teria sido desviado em proveito dos acusados. Cerca de 50% da área, segundo o Ministério Público, não se presta à agricultura e foi adquirida mesmo com o conhecimento desse fato.

  • 44 Chesterix-Dracul- El Cid, o irado // 29/June/2008 às 11:47

    O fim do IPEA.

    De Élio Gaspari, hoje, da Folha de São Paulo:

    O comissariado petista do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, o Ipea, está destruindo uma instituição sacrossanta surgida em 1964 e respeitada até mesmo pelas bruxas da ditadura. Fazem isso com a grosseria dos bolcheviques e os instintos manipuladores dos economistas de Néstor Kirchner. O último golpe da moçada foi a alteração da periodicidade da divulgação de projeções pela Carta de Conjuntura, uma publicação trimestral do instituto, criada em 1986.Mais: embargaram a divulgação de projeções macroeconômicas que já haviam sido mandadas para a próxima publicação. Pior: mantiveram um cenário de previsão do aumento do consumo entre 3,3% e 5%, quando cálculos já fechados indicam que a expansão poderá ficar entre 6% e 8%. Esse texto foi reescrito por pessoas que se julgam detentoras da visão genial do problema. Isso tudo acontece sob o guarda-chuva do ministro Mangabeira Unger, que até bem pouco tempo trabalhava em Harvard, e do professor Márcio Pochmann, vindo da Unicamp.Segundo o companheiro Miguel Bruno, que dirige a Carta, “o Ipea não quer alimentar especulações do mercado”. Falso, o negócio é não provocar expectativas ruins na sociedade. Felizmente Bruno nunca operou no mercado, pois teria quebrado se esperasse dados do Ipea para fechar seus negócios. A turma do papelório dos bancos lida com projeções diárias muito mais refinadas. Além disso, o Banco Central produz e divulga análises de boa qualidade. O que o comissariado quer é brincar de felicidade.Desse jeito, acabarão querendo orientar as pesquisas do IBGE. O mercado, ao contrário da roubalheira e do aparelhamento do Estado, é uma coisa essencialmente boa. Os países que seguiram sua dinâmica prosperaram. Os que tiveram idéia melhor, arruinaram-se.Bruno foi além e disse que, “antes, o Ipea atuava em dobradinha com o mercado financeiro”. O comissário precisa definir “antes”, “Ipea” , “atuava” e “dobradinha”. Até lá, fica no ar a desprimorosa suspeita de que o instituto esteve dominado por uma cáfila de especuladores.Havendo “antes”, há de haver “quem”. Está acontecendo no Ipea algo mais grave e primitivo do que o velho e bom disfarce das notícias ruins. Estão encostados ex-diretores recentes e pesquisadores de renome internacional, como Ricardo Paes de Barros. Foi ele quem fez as contas que puseram de pé o Bolsa Família.PB, como é conhecido, continua no Ipea por amor à camisa da Seleção, pois teve vários convites para saltar. Um deles, da Universidade de Yale. Num astucioso episódio, o economista Fábio Giambiagi foi defenestrado e devolvido ao BNDES. O Grupo de Conjuntura, onde se discutem tendências da economia, foi expurgado. Isso no campo do patrulhamento intelectual.Há também patrulhas funcionais. Já ocorreu caso de transferência, pelo telefone, de um economista que tinha mais de 20 anos de experiência num setor. O diretor de estudos macroeconômicos, doutor João Sicsu, jamais pôs os pés num seminário (exceção para uma homenagem a Maria da Conceição Tavares). Ele pode estar certo ao não usar o sistema de mensagens eletrônicas do instituto, mas isso não ajuda o bom andamento dos trabalhos.Com 300 economistas, o Ipea tornou-se uma instituição desorganizada, convertida em orquestra e platéia do egocentrismo de seu presidente que, do pódio, oferece refogados de pesquisas velhas com farofas novas, ao gosto do Planalto. Falta aos comissários a generosidade profissional de chefes recentes, como Roberto Martins, que contribuiu para o reconhecimento de Paes de Barros. Caso o doutor Pochmann queira seguir um exemplo, pode prestar atenção na conduta do presidente do IBGE, Eduardo Nunes.Se as práticas do comissariado petista estivessem em vigor ao tempo da ditadura, teriam sido afogadas as carreiras de economistas como Pedro Malan, Edmar Bacha, Regis Bonelli e Claudio Moura Castro. Foi graças a eles que os futuros petistas aprenderam (se é que aprenderam) de onde viria a crise da economia do Milagre Brasileiro.

  • 45 Chesterix-Dracul- El Cid, o irado // 29/June/2008 às 12:06

    Mulher de 62 anos reage e mata dois supostos ladrões em AnápolisSebastião Montalvão
    Em Goiânia

    Uma mulher de 62 anos matou a tiros dois supostos ladrões que invadiram o estabelecimento dela na noite de sexta (dia 27), na cidade de Anápolis (54 km de Goiânia). Após efetuar os três disparos fatais, a comerciante Vanda Lemos acionou e aguardou a chegada da Polícia Militar para relatar o incidente. “Ela contou o que havia acontecido e relatou que atirou para se defender”, disse o capitão da PM, Carlos Augusto Machado.

    Wesley Fernando da Costa, 18, e Luciano Alves Carvalho, 28, morreram no local. Segundo informações da Polícia Militar, testemunhas disseram que os dois eram clientes do estabelecimento e conheciam a rotina de Vanda, que é viúva, morava sozinha e fechava as portas sempre no mesmo horário.

    Por ter se apresentado espontaneamente, Vanda não foi presa. Depois de falar com a polícia, segundo os vizinhos, ela deixou a casa e tomou rumo ignorado. O bar onde aconteceram os homicídios, localizado no setor JK, ficou o dia todo fechado. Os vizinhos estão chocados com o acontecido.

    “Ouvimos três tiros. Só depois ficamos sabendo do que se tratava e de que os ladrões estavam mortos. É uma situação difícil, mas acho que ela fez o certo. Se ela não os matasse, poderia ter sido morta. A insegurança deixa todo mundo assustado”, afirmou um vizinho que pediu para não ter seu nome revelado.

    A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar o caso. Inicialmente, o duplo homicídio está tratado como uma situação de legítima defesa, mas a acusada também pode responder processo por porte ilegal de arma, já que ela não possuía registro do revólver calibre 38 que usou na reação. A arma foi apreendida pela polícia.

    A delegada responsável pelo caso, Aline Soares Ribeiro, informou que é convincente a versão de legítima defesa, mas que deve indiciar a comerciante por porte de arma. A acusação de duplo homicídio deverá ficar a cargo do Ministério Público que se posicionará após o encerramento das investigações.

    Os dois rapazes mortos estavam armados e tinham luvas cirúrgicas nas mãos. Também portavam cordas e algemas. “O que queremos saber agora é qual era a intenção deles. Porque levavam esses materiais? Inicialmente poderia ser só roubar, mas não descartamos possibilidade de intenção de abuso sexual ou a prática de outro tipo de crime”, afirmou a delegada.

  • 46 Chesterix-Dracul- El Cid, o irado // 29/June/2008 às 12:08

    o simples fato de invadirem o estabelecimento com uma arma na mão já é suficiente para justificar os disparos…que que a delegada quer saber mais.
    Próximos, por favor.

  • 47 Proftel // 29/June/2008 às 12:19

    Chest, por isso que não entro numas com a patroa.

    hehe

  • 48 Chesterix-Dracul- El Cid, o irado // 29/June/2008 às 12:39

    sua patroa é delegada? rsrsrsr

  • 49 Proftel // 29/June/2008 às 12:53

    Não, nasceu em Sampa mas foi criada aqui, melhor não cutucar onça com vara curta.

    kkkkkkkk rsrsrsrsrsrsrsrsrsrs

    :-))))))

  • 50 Jåµë§ ßønd // 29/June/2008 às 13:07

    -= Proftel … jamais lhe tomaria por um marido com medo da mulher… tsk.

  • 51 Proftel // 29/June/2008 às 13:40

    James, você um dia ainda casa.

    kkkkkkk rsrsrsrsrsrs

    :-)))))

  • 52 Jåµë§ ßønd // 29/June/2008 às 13:54

    -= haha… não sei o que uma coisa tem a ver com a outra, mas vou aceitar a sua palavra como conselho… :-D

  • 53 Pax // 29/June/2008 às 13:59

    Triste fim de um doce IPEA. Ruim isso. Anac, Anatel e todas asa Anas, hoje são sacanas. E pra nós, bananas. Aparelho no rego do povo. Dói viu.

    Meu Lula, tá aí? Ouça-me.

  • 54 surfando na jaca // 29/June/2008 às 16:10

    Esse comentário do Gaspari está cheio de omissões. Primeiro, cargos políticos mudam conforme a direção dada ao órgão em questão, o IPEA. Excluiu-se que o ex-presidente Roberto Martins e sua turma eram tucanos e permanecem tucanos e o tal do Giambiagi, um trabalhador em esconder as razões do buraco da previdência e simpático ao lobby dos bancos para a o arraso das aposentadorias.
    Dos nomes citados, não tem nenhum santinho em prol da ciência pura e despolitizada. Trata-se de uma campanha sórdida contra os trabalhos do Pochman, centrados na questão da desigualdade de renda, coisa relegada a segundo plano na gestão de Martins. É uma irresponsabilidade essa campanha contra a nova direção do IPEA, que continua sendo uma instituição respeitável. Tucano chora até quando é afastado de cargo de indicação política. Não gostam de largar o osso nunca. Haja buraco de metrô!

  • 55 Chesterix-Dracul- El Cid, o irado // 29/June/2008 às 18:40

    Pax, teu Lula nunca existiu.

  • 56 Chesterix-Dracul- El Cid, o irado // 29/June/2008 às 18:53

    sugestão de férias para esquerdistas em geral

    http://pudimdebeterraba.blogspot.com/2008/06/quem-mora-em-puta-que-pariu.html

  • 57 Chesterix-Dracul- El Cid, o irado // 29/June/2008 às 18:55

    nex try, uma sugestão de férias paraesquerdistas em geral

    http://blog.sagazcarvalho.net/2008/06/03/um-lugar-interessante/

  • 58 Chesterix-Dracul- El Cid, o irado // 29/June/2008 às 18:55

    Cara-pintada suspeito de roubo

    Na edição da semana da revista IstoÉ, a ironia do destino: atual prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias (PT), que liderou o movimentou dos “caras-pintadas” para destituir o então presidente Fernando Collor, é agora denunciado por roubalheira de recursos públicos. A denúncia foi formalizada pelo Ministério Público e pode custar o mandato do prefeito, que é acusado de fraudar uma licitação, em 2005, para beneficiar a empresa Supernova Mídia e Comunicação, contratada para prestação de serviço por seis meses ao custo de R$ 598.460. A empresa havia havia prestado serviço a Lindberg na campanha de 2004 e à qual o prefeito eleito devia R$ 250 mil. O procurador- geral de Justiça do Rio, Marfan Martins Vieira, o denunciou sexta-feira (23) à Justiça e outras sete pessoas pelo crime.

  • 59 marco // 30/June/2008 às 21:38

    Uma entrevista interessante….

    30/06/2008
    Guerra Fria - 60 anos: ‘Ambos os lados estavam tomados pela insanidade. E as coisas não mudaram’
    Este ano marca o 60º aniversário do início da Guerra Fria. Em entrevista, o ex-chanceler alemão Helmut Schmidt discute a política de dissuasão nuclear durante a Guerra Fria, a Crise dos Mísseis de Cuba, a instalação de armas nucleares na Alemanha e as razões por trás do colapso da União Soviética

    Klaus Wiegrefe e Hans-Ulrich Stoldt

    Spiegel - Sr. Schmidt, o senhor foi libertado de um campo britânico de prisioneiros de guerra em agosto de 1945. A Conferência de Potsdam das Potências Aliadas vitoriosas tinha acabado de ser concluída. Na época, o senhor achava que divisões profundas logo dividiriam o Leste e o Oeste?
    Schmidt - Sabe como é, após oito anos nas forças armadas, em tempos de paz e guerra, meu sentimento predominante era: “Graças a Deus acabou”. Eu tinha 26 anos quando a guerra acabou e não sabia nada sobre o mundo. Eu cresci durante o período nazista e, até ser feito prisioneiro de guerra, eu nunca tinha ouvido falar da palavra democracia. Eu lembro que durante os últimos meses da guerra eu disse ao meu comandante: “O que estamos fazendo aqui é uma completa tolice. Nós deveríamos estar tentando conter os soviéticos e permitir os americanos avançarem o máximo possível”. Então ele respondeu: “Schmidt, vou fingir que não ouvi isso”.

    Spiegel - O senhor já preferia os americanos naquela época.
    Schmidt - Sim, é claro. Mas eu não suspeitava que logo se tornaria um conflito entre Leste e Oeste.

    Spiegel - Em sua opinião, o que levou ao confronto? Era inevitável?
    Schmidt - Rapidamente ficou claro que as tropas dos aliados ocidentais eram facilmente superadas em número pelo enorme acúmulo de tropas da União Soviética. De forma geral, seria possível dizer que em 1947-1948 as potências ocidentais viram a superioridade militar dos russos como uma ameaça. Foi aí que as armas nucleares entraram na equação. Elas visavam impedir os soviéticos de posicionarem seus muitos tanques e soldados. Esse foi o princípio conhecido como dissuasão nuclear.

    GUERRA FRIA - 60 ANOS

    Construção do Muro de Berlim
    ENTREVISTA: EX-CHANCELER
    UMA BREVE HISTÓRIA
    Spiegel - Por que o Ocidente nunca tentou compensar de forma convencional?
    Schmidt - Ele não podia. Dado o grande número de tropas soviéticas, era impossível, apesar da introdução posterior do serviço militar obrigatório na Alemanha Ocidental.

    Spiegel - Mas do ponto de vista econômico, o Ocidente estava significativamente mais forte do que a União Soviética.
    Schmidt - Quando se trata de guerra, assim como da prevenção da guerra, não é apenas uma questão de capacidade econômica e tamanho do orçamento de defesa, mas também do simples tamanho das forças armadas. É possível ver um exemplo disto no Iraque. Os americanos não contam com pessoal suficiente em solo lá, de forma que não conseguem vencer a guerra.

    Spiegel - Recrutar soldados em um sistema ditatorial é certamente muito mais fácil do que em uma democracia.
    Schmidt - Os americanos pretendiam abolir o serviço militar obrigatório, o que fizeram posteriormente. Os soviéticos viam o serviço militar obrigatório como algo natural. Também era assim sob os czares.

    Spiegel - Um dos eventos mais dramáticos dos primeiros anos do pós-guerra foi a (ponte aérea) Berlin Airlift, de 1948-1949. Para muitos alemães ocidentais, esta operação de ajuda a Berlim Ocidental durante o bloqueio soviético transformou ex-inimigos em amigos. Como foi para o senhor?
    Schmidt - Eu não via os americanos e britânicos como inimigos. Nem mesmo como soldado, apesar de ser natural de Hamburgo, onde em 1943 cerca de 30 mil a 40 mil pessoas foram mortas pelos britânicos em uma única semana. Mas a população de Hamburgo é anglófila desde as Guerras Napoleônicas e nutria menos ressentimento contra os britânicos do que contra Hermann Göring, que fracassou em protegê-la.

    Spiegel - Em 1949, foi fundada a República Federal da Alemanha (Alemanha Ocidental), seguida pela República Democrática Alemã (Alemanha Oriental). A divisão da Alemanha era inevitável?
    Schmidt - Ela aconteceu. Isto está claro. Se era ou não evitável ou alguém poderia ter impedido -são todas perguntas hipotéticas.

    Spiegel - Mas é um fato que, em 1952, Josef Stalin se ofereceu para negociar com as potências ocidentais a reunificação da Alemanha. O chanceler alemão ocidental, Konrad Adenauer, rejeitou a oferta. Ele achou que a coisa toda era uma manobra para impedir que a Alemanha Ocidental fosse integrada ao Ocidente. Aquela foi uma oportunidade perdida?
    Schmidt - Eu sinto que Adenauer cometeu um erro, e hoje ainda tenho a tendência de dizer que ele agiu impulsivamente ao rejeitar categoricamente a proposta. Mas Adenauer não era o homem chave; este era na verdade o presidente americano na época, Harry Truman. Cabia, é claro, a Washington decidir.

    Spiegel - O que Stalin esperava obter com sua proposta?
    Schmidt - Na época, os Estados Unidos e Adenauer pretendiam rearmar a Alemanha. É claro que os soviéticos sabiam disso. Eu acho que é provável que a oferta de Stalin fosse uma tentativa de evitar este desdobramento. Ninguém pode realmente dizer quão sincera era a proposta porque ninguém sabia qual era a verdadeira intenção de Stalin.

    Spiegel - A Alemanha foi um dos grandes campos de batalha da Guerra Fria. O senhor temia na época que de fato poderia ocorrer uma guerra nuclear na Europa Ocidental?
    Schmidt - Desde minha eleição à câmara baixa do Parlamento alemão, o Bundestag, no outono de 1953, eu me aprofundei em assuntos estratégicos. Eu rapidamente percebi que a ameaça de retaliação nuclear do Ocidente provocaria uma resposta nuclear da União Soviética. Os russos tinham suas armas nucleares há muito tempo, e então também adquiriram a bomba de hidrogênio.

    Spiegel - E o senhor não se preocupava com possibilidade de escalada da situação?
    Schmidt - Não. Eu apenas sentia que o Ocidente tinha que ser capaz de se defender para evitar ser arrastado para um conflito nuclear.

    Spiegel - Em 1962, os soviéticos instalaram ogivas nucleares em Cuba. Isto levou a uma situação bastante perigosa. A Crise dos Mísseis de Cuba claramente chamou a atenção do mundo para os riscos de uma guerra nuclear. Muitos sentem que o fato desta catástrofe ter sido evitada foi o início da política de détente (distensão) que o governo do ex-chanceler alemão, Willy Brandt, buscou em 1969 com sua nova Ostpolitik (política para o leste em alemão), que buscava normalizar as relações com os países do bloco Oriental, incluindo a Alemanha Oriental.
    Schmidt - O crédito pela solução da Crise dos Mísseis de Cuba não cabe apenas ao governo Kennedy, mas também a Nikita Kruschev e seu pessoal.

    Spiegel - Que foi o responsável pela crise.
    Schmidt - Sim. Kruschev sem dúvida foi um ditador muito impulsivo. Mas no final, não foram apenas os russos que cederam, mas também os americanos, que tinham instalado armas nucleares na Turquia. E elas foram desmontadas. Até então, a Turquia servia como uma base de lançamento de mísseis para os americanos. Então ambos os lados cederam. Casualmente, isto não levou a um período de détente -depois, em 1968, os russos marcharam na Tchecoslováquia. Foi apenas a solução para uma breve crise, provocada de forma injustificada e que foi extremamente perigosa.

    Spiegel - Durante a Crise dos Mísseis de Cuba o senhor servia como ministro do Interior no Estado de Hamburgo. Muitas pessoas disseram que o senhor encenou o conflito com pessoas interpretando vários papéis.
    Schmidt - Isto é pura tolice. Eu nunca sonhei em fazer algo assim. Quem supostamente teria interpretado o outro lado? Só poderia ser alguém como (o político da Baviera) Franz Josef Strauss.

    Spiegel - Mas o ministro da Defesa alemão conservador, da União Social Cristã (o partido bávaro irmão do Partido Democrata Cristão nacional), infelizmente não estava em Hamburgo com muita freqüência.
    Schmidt - De qualquer forma, é uma história totalmente falsa.

    Spiegel - A partir de 1969, a política alemã de reaproximação sob o chanceler Willy Brandt aliviou ligeiramente as tensões entre Leste e Oeste.
    Schmidt - Correto. Mas isto foi visto inicialmente pelos americanos com suspeita. O conselheiro de segurança nacional da época, Henry Kissinger, e o presidente Richard Nixon, estavam muito céticos. Eu gostaria de pensar que nós ajudamos a convencê-los a relaxar. Mas seria um exagero dizer que nós os convencemos em prol da détente.

    Spiegel - Todavia, os Estados Unidos lançaram uma série de iniciativas, incluindo o Acordo dos Quatro Poderes em Berlim, em 1971, que abriu o caminho para o período de détente e as negociações SALT para limitação de armas estratégicas.
    Schmidt - É correto. Mas o SALT, o Tratado de Não-Proliferação Nuclear, o Tratado Abrangente de Proibição de Testes, o Tratado de Mísseis Antibalísticos e assim por diante não faziam parte da estratégia de reaproximação, mas sim uma estratégia para manutenção do equilíbrio.

    Spiegel - E qual era o principal objetivo da Ostpolitik alemã? Era garantir a paz ou a unidade da Alemanha teve um papel chave? Qual era o foco principal? Os historiadores ainda estão debatendo este ponto.
    Schmidt - Deixe que discutam nossos motivos.

    Spiegel - O senhor não tem nenhuma opinião sobre o assunto?
    Schmidt - A idéia era manter a essência da nação, nossa consciência como nação. Mas Brandt, (o então ministro dos assuntos especiais da Alemanha) Egon Bahr e Walter Scheel, que serviu como ministro das Relações Exteriores e vice-chanceler, perceberam que esta política só era possível com o apoio militar dos americanos como líderes da Otan. Vários sonhadores e ideólogos na Alemanha inflaram nossa Ostpolitik, que era guiada pela razão, em uma política motivada por um anseio pela paz. Estava claro que não poderia ter continuado se, por exemplo, os americanos tivessem dito não.

    Spiegel - Olhando para trás, o senhor diria que a política alemã de détente foi um sucesso?
    Schmidt - Ela foi um sucesso. De qualquer forma, ela ajudou a minimizar os riscos de confronto entre os dois Estados alemães. Apesar de não ter convencido ninguém na liderança soviética, ela definitivamente assegurou a Leonid Brejnev as nossas intenções pacíficas.

    Spiegel - Em meados dos anos 70, as tensões aumentaram de novo. A União Soviética começou a instalar mísseis SS-20. O que levou a isto?
    Schmidt - Anos atrás, eu perguntei a Mikhail Gorbatchov: “Você não era um membro do Politburo quando estes mísseis SS-20 foram instalados? Cada um equipado com três ogivas com alvos independentes. Com apenas um míssil era possível eliminar (as cidades alemãs de) Hamburgo, Bremen e Hanover, todas de uma só vez. O que levou vocês a fazerem esta ameaça?” Gorbatchov respondeu, e não tenho motivo para duvidar do que disse: “Isso nunca foi decidido no Politburo. O velho fez aquilo por iniciativa própria juntamente com o exército”. O velho era Brejnev. Talvez ele achasse na época que o assunto não era importante o suficiente ou era importante demais para ser apresentado ao Politburo. Na verdade, estes novos mísseis de alcance médio soviéticos eram perfeitamente adequados para perturbar o equilíbrio militar; a maioria deles estava apontado para a Alemanha Ocidental.

    Spiegel - O senhor foi importante na orquestração da resposta da Otan em 1979, com a decisão “Double-Track”. Isto incluiu uma oferta para negociações somada à ameaça de posicionar mais mísseis caso nenhum acordo fosse acertado. O senhor realmente acreditava que a União Soviética queria usar seus mísseis?
    Schmidt - Provavelmente nada teria acontecido sob Brejnev. Ele na verdade temia uma guerra, eu sei disso. Mas eu percebi que as coisas poderiam ser diferentes posteriormente, sob outra liderança soviética; e com a população extremamente nervosa na Alemanha, as pessoas poderiam sucumbir e desenrolar faixas dizendo “melhor vermelho que morto”. Tudo isso tinha o potencial de gerar pressão. E também considerei como um governo americano reagiria caso apenas os alemães corressem risco.

    Spiegel - Como as negociações fracassaram em produzir um acordo, em 1983 o Ocidente começou a instalar os mísseis de cruzeiro e Pershing II. Em Moscou -como agora sabemos- esta ação levou a um surto de histeria de guerra. Muitos membros da liderança soviética acreditavam que o Ocidente estava planejando um primeiro ataque nuclear. Neste sentido, a decisão “Double-Track” não deixou o mundo mais seguro, não foi?
    Schmidt - Eu estou totalmente aberto a toda autocrítica, mas é tolice dizer que tornou o mundo menos seguro. Pelo contrário, desde que o Ocidente e o ex-chanceler Helmut Kohl se mantiveram firmes na decisão Double Track, em 1987 isto levou à eliminação dos temíveis mísseis de médio alcance de ambos os lados -graças ao primeiro tratado de desarmamento desde 1945!

    Spiegel - Em caso de uma guerra entre a União Soviética e os Estados Unidos, a Alemanha teria sido um dos campos de batalha principais. A Alemanha Ocidental tinha direito de veto ao possível uso de armas nucleares?
    Schmidt - No papel, sim, mas na prática provavelmente não. O veto só envolvia armas nucleares que poderiam ser lançadas de solo alemão. Todavia, nos anos 70, nós conseguimos proibir as ridículas minas nucleares entre as zonas de ocupação, que teriam mais ou menos provocado automaticamente uma guerra nuclear.

    Spiegel - Milhares de armas nucleares já foram estocadas na Alemanha Ocidental. Por que o governo alemão nunca fez esforços mais concentrados para reduzir drasticamente esta ameaça?
    Schmidt - Ambos os lados estavam tomados pela insanidade. E as coisas não mudaram. Os americanos ainda possuem cerca de 10 mil ogivas nucleares. E os russos têm um pouco mais.

    Spiegel - Como chanceler alemão, o senhor poderia se manifestar e pedir uma redução.
    Schmidt - Eu estava interessado em criar um equilíbrio estratégico porque o equilíbrio de poder reduz a probabilidade de alguém apertar o botão errado. Não havia sentido em convencer os americanos a reduzirem unilateralmente seus números.

    Spiegel - O senhor foi membro do governo alemão por 13 anos, os últimos oito como chanceler. Durante esse período, alguma vez houve conversa sobre o desenvolvimento ou produção de armas nucleares alemãs?
    Schmidt - Não. Pelo que sei, a última vez que o assunto foi discutido foi durante o segundo ou terceiro Gabinete sob Adenauer. Strauss era o ministro da Defesa e estava pressionando para que as forças armadas alemãs tivessem armas nucleares. É concebível que algumas pessoas tenham sugerido para mim que poderíamos produzi-las nós mesmos. Não há dúvida de que poderíamos ter reunido a perícia científica e tecnológica para criá-las. Mas até onde sei, isto nunca foi considerado seriamente por um governo alemão ocidental, apesar dos conservadores democratas-cristãos terem rejeitado o Tratado de Não-Proliferação Nuclear.

    Spiegel - O colapso da União Soviética marcou o fim da era do confronto entre Leste e Oeste. No final, a Guerra Fria afetou a queda do império soviético ou a acelerou?
    Schmidt - O fato é que até os anos 80, a União Soviética usou seu potencial físico para alimentar a escalada militar a um grau maior do que qualquer outro país. Sem a glasnost e perestroika, isto poderia continuar por vários anos. Era, é claro, uma ditadura rígida. Mas é outra questão se a Guerra Fria, ou uma série de megalomaníacos no Kremlin, ou a glasnost e perestroika, foram responsáveis pelo colapso da União Soviética.

    Spiegel - A União Soviética perdeu a Guerra Fria. O Ocidente a venceu?
    Schmidt - A União Soviética implodiu, mas não em conseqüência da Guerra Fria. Alguns americanos gostariam de acreditar que derrubaram os russos com a corrida armamentista. Isto é um exagero compreensível, mas também é absurdo.

    Spiegel - O presidente americano, George W. Bush, e outros acreditam que a ameaça do terrorismo internacional torna a atual situação mundial tão perigosa ou ainda mais volátil do que durante a época da Guerra Fria. O senhor compartilha este ponto de vista?
    Schmidt - Não. A Crise dos Mísseis de Cuba foi o momento mais perigoso na segunda metade do século 20. O maior desafio estratégico do século 21 não é o terrorismo, mas sim a explosão populacional e o crescente conflito cultural entre o Ocidente e a parte islâmica do mundo. Estes problemas podem produzir migrações em massa e possivelmente até guerras.

    Spiegel - Sr. Schmidt, obrigado por esta entrevista.

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