Uma das grandes notícias da semana é que diminuiu a diferença entre ricos e pobres. Diminuiu a desigualdade: pobres enriqueceram mais do que ricos. Para que o Brasil vire uma democracia plena, é preciso que boa parte da população esteja na classe média, com acesso a boa educação. É serviço para gerações.
Dona Ruth Cardoso tem um naco de responsabilidade nisso.
O primeiro programa de distribuição de renda através de complemento em dinheiro aconteceu num governo do PSDB – o do governador Franco Montoro, em São Paulo. A segunda implementação veio pelas mãos de um prefeito do PT, Antonio da Costa Santos, o Toninho. Daí foi implementado pelo então governador do Distrito Federal, Cristovam Buarque e chegou à esfera federal durante a administração Fernando Henrique.
Há um quê de injustiça na crítica de que o Comunidade Solidária, tocado por dona Ruth, não era demagógico e que o Bolsa Família, do atual governo, é. São pernas distintas de uma mesma filosofia política costurada, ao longo dos anos, pelo PSDB e pelo PT – que, não custa lembrar, são partidos irmãos.
São também programas que funcionam. O Investment Grade, as multinacionais nascidas no Brasil, a independência energética, a moeda forte, todos são sinais de um país melhor do que jamais foi. Crescimento não se sustenta com desigualdade social. Os governos FH e Lula são igualmente responsáveis por todos estes feitos.
Vale ler, hoje, os testemunhos de Carla Rodrigues e Cora Rónai sobre quem era dona Ruth




