Racismo na Europa?
O último post causou incômodo em alguns.
Então é bom elucidar: nada, nele, é minha opinião. Tudo é reprodução do artigo do professor Feldman. Um trecho entre aspas, outro resumido. A comparação com o arcaísmo católico, por exemplo, é dele. Este argumento, o de que os muçulmanos são os novos judeus da Europa, tampouco é novo.
Pessoalmente, não conheço o velho continente o bastante para afirmar que sim ou que não. Mas, também numa visão pessoal, e sem a ênfase do professor, me incomoda a semelhança entre muito do que se diz hoje sobre islâmicos e do que se disse no passado, sobre judeus. Não é apenas a respeito de muçulmanos. Há um par de anos, ouvi frases sobre ciganos, na França e na Espanha, que, no Brasil ou nos EUA, ninguém diria hoje. Poderia pensar. Mas teria vergonha de dizer. Uma das coisas que mais impressionou na Europa, sempre, foi esta falta de pudores no exercício do preconceito.
Uma das questões não postas em nossa contínua discussão a respeito de Israel e Palestina é que sua situação atual, de disputa de terras, nasceu porque ambos são vítimas da Europa. Os judeus foram expulsos de lá. Não exatamente, alguns dirão. Expulsos, sim. Após séculos de perseguição incrementada para pogroms, aumentada para o Holocausto, se você é um judeu na Europa, em 1948, tudo o que quer é ir embora. Na próxima, a história deixa claro, será você. Ou seus filhos. No mesmo passo, a divisão artificial do Oriente Médio em Estados nacionais, incluindo-se aí a partição entre Israel e Palestina, é fruto do imperialismo europeu. A ascensão do Wahabismo, esta seita fanática e obscurantista do Islã por trás do Talibã e da al-Qaeda, é fruto de uma decisão política européia de aumentar o poder do clã al-Saud, atuais donos de Meca e Medina.
De certa forma, Hitler conseguiu seu intento de limpar a Europa de judeus. Foram-se praticamente todos, para as Américas e para Israel. E o convívio com os muçulmanos é, sim, e num ritmo crescente, o primeiro desafio de grande porte europeu para lidar com uma comunidade diferente.
Poderia ser diferente? Os EUA estão vivendo algo parecido. Não é igual – parecido. No sudoeste norte-americano, de uns quinze, dez anos para cá, o espanhol é língua corrente. Não era assim. Há rádios em espanhol, jornais, revistas, tevês – um império crescente. Norte-americanos criados num mundo branco, anglo-saxão, protestante, já falam – nesta região sudoeste – espanhol como segunda língua. E a grita contra os ‘imigrantes ilegais’ é alta. Claro. Às vezes, escorrega nitidamente para o preconceito. Mas nenhum político fala que os ‘mexicanos têm dificuldades de assimilação’. Seria uma frase racista demais. Eles se assimilam? Nada. Substituem a comida, a língua, mudam a maneira de rezar a fé. (O parco contato que os EUA tinham com o catolicismo era irlandês, italiano e polonês, nada a ver com o mexicano, sincrético que só.) Mexicanos, hispânicos em geral, trazem sua própria cultura. E, quando um político fala que o inglês devia lhes ser imposto, é logo ridicularizado. Eles têm vergonha de parecerem racistas.
Culturas não são assimiladas. São misturadas. É ver a nossa: portuguesa, africana, tupi. Tão misturada que a gente não sabe quando termina uma e começa a outra. Quando um novo povo chega, a cultura local também muda. A julgar pelo tom dos discursos correntes na Europa, ‘eles são bem-vindos desde que virem franceses’. Ou alemães, ingleses, italianos, espanhóis. Não vão virar. Alguém poderia argumentar, ‘mas os mexicanos sempre estiveram do outro lado do Rio Grande.’ Já faziam parte daquele mundo. Bem, é verdade. O Egito também sempre esteve do outro lado do Mediterrâneo. O Marrocos, idem. Sempre cruzou-se o mar de um lado para o outro. E nenhum europeu jamais teve pudores de entrar, conquistar, dominar, levar o que considerava de valor. É fácil ser imperialista durante quatro séculos e, vinte ou trinta anos passados do fim do imperialismo, dizer que não tem compromissos com o passado.
Há uma geração européia que parece querer romper os vínculos com a própria história. Houve o nazismo, agora somos diferentes; houve a religião, agora somos diferentes; houve o imperialismo, agora somos diferentes. Só que história é uma linha contínua: o nazismo deixou conseqüências que vivemos até hoje. As religiões deixam conseqüências visíveis – e enquanto gays não puderem casar livremente, ainda estaremos vivendo uma imposição da Igreja. O imperialismo também deixou vítimas. Nações inteiras. A Europa enriqueceu. O custo de sua própria riqueza foi pago com o futuro de outras nações.
Os bárbaros estão às portas da cidade, reclamavam os romanos. Eles querem usufruir de uma riqueza que seus antepassados construíram.
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Post magistral.
Não tenho nem o que comentar, queria apenas lhe dar os parabéns.
Há um experimento famoso de colocar ratos em caixas e fornecer alimento à vontade. Chega num ponto que não há mais espaço e os ratos começam a se matar. Mesmo sobrando comida e água.
É um ponto que não vi no post.
Não estou chamando ninguém de rato, estou colocando mais um elemento no caldeirão. Mas sim, somos animais e mandamos os mais imbecis na frente para gritar pelo que não queremos nos expor. São os “arautos” da nossa hipocrisia, os radicais das nossas civilizações, esses que se explodem em mercados ou que se juntam em grupos neonazistas.
Na Europa, entre as guerras, depois da crise de 29, faltava alimento na caixa. Deu no que deu.
E agora?
Nossa, PD, arrasou nesse post. Vou guardar comigo.
Finalmente você escreveu alguma coisa sensata.
Os “muçulmanos são os novos judeus da Europa”. Hum.
Curiosamente, os crimes de ódio na Europa contra judeus ou vandalismo contra sinagogas e cemitérios judaicos são possivelmente em maior número do que os crimes de ódio contra muçulmanos e seus símbolos. Muitos desses ataques são cometidos por muçulmanos contra judeus. (Outros por neonazistas).
Na França, a comunidade judaica local recomenda não sair de kipá por aí. Quase pareceria que “os novos judeus” são os judeus mesmo… Não fossem eles agora tão pouco numerosos.
E há sim racismo contra muçulmanos, sem dúvida. Nada a aprovar aí.
Mas a realidade da Europa é bem mais complexa do que o professor Feldman sugere.
Acho que a questão da imigração é algo que tem que ser bem pensado. Não tem porque aceitá-la como algo inevitável ou necessariamente bom.
E não, não acho que as gerações européias atuais tenham que necessariamente pagar pelo que as anteriores fizeram.
E tampouco entendi o que o casamento gay tem a ver com a história.
Os mexicanos não estiveram sempre do outro lado do Rio Grande. Eles ficavam bem aquém, até a guerra com os Estados Unidos…
“Finalmente você escreveu alguma coisa sensata”
Paulo, eu diria que “voltou” a escrever coisas sensatas.
A verdade é que o Pedro Doria esteve meio “balançante.”
O texto está bom mesmo. Só um pequeno adendo, no entanto, PD: quando você fala que os políticos dos EUA não intentam forçar os latinos a aprenderem o inglês, para não parecerem racistas, há um outro motivo também: os EUA não têm língua oficial. Os políticos não podem sequer querer forçar o ensino do inglês porque não há arrimo legal para tanto.
Agora, sobre o racismo americano, tem que falar do apartheid lá nos EUA, que acabou pouco antes do fim do colonialismo (mais do que imperialismo) europeu.
PD,
não sei se leu o livro da
PD,
não sei se leu o livro da Viviane Forrester, ” O Crime Ocidental”. Ele fundamenta completamente seu post. É imperdível. Se não leu, recomendo.
Excelente PD!
Na verdade chega um momento para as nações mais desenvolvidas que é necessário tomar uma decisão entre:
Autorizar a entrada e proibir a mistura cultural legalmente. Ou seja, fazer valer a cultura do país. Por exemplo, aqui no Brasil não existe televisão ou rádio em outra língua, não sei se é proibido ou não, mas até onde eu entendo, seria proibido! Mensagem: “o nosso país é assim, se vc quiser participar, vai ter que se enquadrar”.
Proibir a entrada e coibir a mistura cultural legalmente. Ou seja usar de todas as forças para proibir a presença de outra cultura em um país… o que é politicamente incorreto demais para que esses países tomem esta decisão. Mensagem: “desculpem os imigrantes, mas nosso país é fechado pra vcs, se vcs entrarem vão ser perseguidos, vão enfrentar preconceito sim, quer um conselho? Não chegue perto.”
Deixar como está pra ver como fica. Ou seja, nem se proíbe totalmente, nem se abre totalmente. Aí vira essa confusão do jeito que está hoje, nem os europeus nem os americanos sabem o que fazer diante do que está acontecendo. O pior desse tipo de decisão é que abre margem para o preconceito velado, pior talvez até do que a exclusão legítima, onde a mensagem seria outra. Mensagem: “a princípio não pode, mas já que está aí… fazer o que, né?”
Legitimar a entrada e obrigar a população a misturar a cultura legalmente. Ou seja, fazer com que esses imigrantes tenham realmente o direito de mudar a cultura de um país, trazendo sua língua, seus costumes, etc. Nesse caso a mensagem é para a população do próprio país: “Povo do nosso país, parem de agir preconceituosamente ou vcs mesmos sofrerão as conseqüências.”
Minha opinião: deixar como está pra ver como fica é a pior das opções… e é a opção atual de todos os países.
Pergunta: hoje nas cidades grandes nós temos tribos: os punks, skinheads, emos, patricinhas e boyzinhos, os manos, etc… Como o cara que é punk faz pra participar do grupo das patricinhas e dos boyzinhos? Eles tem que se adaptar à cultura de sua nova tribo ou ele, mesmo participando da nova tribo pode fazer tudo igual?!
PD:
Moro na Espanha há alguns anos e também fiquei e fico impressionado com o conceito que as pessoas daqui têm dos extrangeiros, em especial dos ciganos. Existe, sim muito racismo na Europa. Como no Brasil, só que aí não é tão institucionalizado como na Europa. Ou alguém se esqueceu do preconceito contra os nordestinos? Tinha um candidato a deputado em SP (e que foi eleito) que defendia limitar os serviços públicos a imigrantes que não morassem na cidade há pelo menos 10 anos. Se isso não é racismo, é porque não tem uma raça no meio. Mas é o mesmo que existe hoje na europa.
“Uma das questões não postas em nossa contínua discussão a respeito de Israel e Palestina é que sua situação atual, de disputa de terras, nasceu porque ambos são vítimas da Europa.”
Uma frase perfeita, Dória… E desgraçada e infelizmente verdadeira para israelenses e palestinos…
Edu, sua comparação com punks, emos e outros títulos adolescentes tem mais a ver com gostos e afinidades do que o choque cultural provocado pela imigração.
E, além do mais, nas TV’s a cabo tá cheio de canais internacionais.
E algumas rádios piratas são direcionadas à população imigrante. Tem uma boliviana que é até famosa no centro de SP.
Pedro,
Eu sei que o que se segue pode ser preciosismo, mas creio que algumas considerações devem ser feitas para evitar o catastrofismo ou o senso de inerências históricas. Afinal, a história não é uma linha contínua.
Nos Estados Unidos não há pudores no exercício do preconceito. Talvez você esteja correto no que tange aos políticos, mas não estou certo que o mesmo se dá no cotidiano. E na Europa há uma via aberta ao combate a este preconceito. Parece-me idealização ver um Estados Unidos como exemplo de integração, visto a história e os muitos elementos perturbadores ainda presentes, e uma Europa homogênea que patina neste quesito. Não creio que elas se oponham neste quesito, mas se complementem.
Pois eu destacaria o exemplo francês. A mesma França nacionalista é a que teve apenas uma ínfima parte de seus judeus emigrando para a Palestina, apesar de Vichy e do colaboracionismo. É a mesma que recebeu os judeus da Argélia, que dispensaram o braço estendido de Israel. É a mesma que, hoje, possui 25% de sua população com antecedentes imigrantes (portugueses, italianos, judeus, russos-brancos, árabes). Lembremos de Yves Montand, Isabelle Adjani, Platini, Sarkozy (ih, rimou), Camus, Cohn-Bendit, Goscinny, Uderzo, Heredia, Marc Bloch, Django Reinhardt, Dumas pai… Acho que, apesar dos pesares, a França é um país que tem uma herança de abertura às chamadas minorias e aos imigrantes que falta aos Estados Unidos.
O ponto, a meu ver, é esta questão da “diferença”. Enquanto no mundo anglo-saxão ela é vista como a manutenção dos imigrantes em guetos culturais, em troca da aceitação da hegemonia da verdadeira nação, que os trata com cotas (entre outras atitudes paternalistas) a França tem em sua história, sem exclusão do seu forte racismo, a idéia de que os seres humanos são todos iguais e que, no final das contas, as diferenças culturais pouco importam se a política realmente integra a todos. Daí que enquanto nos Estados Unidos e na Inglaterra haja filhos de imigrantes muçulmanos que aderem a terroristas que atacam suas próprias pátrias de nascimento e preguem que não existe integração possível, na França inexista (ao menos com tanta força) as tais mesquitas radicais, o recrutamento de franceses de origem árabe para guerras santas, nem mesmo um terrorismo interno. Há algo aí de muito diferente, o que leva a que, enquanto no Reino Unido os jovens viagem ao Paquistão ou à Índia para descobrirem sua “verdadeira” identidade, enquanto aumentem as escolas islâmicas (as religiosas em geral) e a separação entre as “comunidades”, na França a questão esteja mais em aberto, inclusive pelo fato de que jovens de famílias árabes andem com os de famílias africanas, caribenhas etc. É pouco, mas é alguma coisa. Nos Estados Unidos hispânicos não se bicam com negros, que têm líderes anti-semitas, enquanto judeus radicais pregam a emigração para Israel, e por aí vai.
Também é bom lembrar que a divisão da África e da Ásia em Estados nacionais deve tanto ao imperialismo quanto a forças internas. Além do mais, não existem estados nacionais naturais em oposição aos artificiais. Toda nação comporta, em larga medida, um artificialismo.
É sob este artificialismo, afinal, que as “comunidades” viram sim, franceses, italianos, espanhóis, americanos, argentinos e brasileiros. Os imigrantes de até os anos 50 viraram argentinos, brasileiros e franceses, na ampla significação do termo, e a despeito dos preconceitos. Já os mexicanos, presentes em solo norte-americanos desde 1848, ainda são… chicanos, cucarachas, mexicano-americanos, hispano-americanos.
É por isso que, a meu ver, todos temos que perder algo de nossa identidade anterior, se quisermos construir uma mais inclusiva e harmônica. E a manutenção das essências comunitárias, o irredentismo identitário, para o qual se viram alguns imigrantes (notadamente islâmicos) tem também sua cota de responsabilidade no problema.
Um abraço,
João Paulo
O racismo é algo inerente ao ser humano, infelizmente. No Brasil, ele existe mas, é camuflado com um certo sentido de pudor, de vergonha de se expressar. A Europa parece que verbaliza aquilo que está no (in)consciente coletivo do ser humano, às vezes dá a impressão que as pessoas apenas precisam que um levante a voz para que o resto perca a vergonha de acompanhá-lo e, seguir seus instintos. Ontem estava assistindo à transmissão da Eurocopa, pela primeira vez parei pra ver um jogo deste campeonato e, não pude deixar de me impressionar com as placas nas laterais do campo apelando para o fim do racismo; tá certo que eu já sabia de sua existência (das placas) mas, foi meio chocante constatar que realmente esse tipo de mensagem se faz necessária para tentar frear um instinto tão pouco nobre. O racismo europeu é mais violento agressivo mesmo, o brasileiro envereda pelo lado do “humor”, da chacota, da humilhação… Não sei qual deles é pior mas, todos os tipos de racismo minam um pouco, creio eu, a autoestima daqueles que são vitimados por ele, tanto que cria uma necessidade de auto-afirmação cada vez maior e mais intensa, buscando ressaltar aquilo em que se é diferente do outro, através da preservação de seus costumes diferentes, ou sua religião,ou seu modo de vestir, etc. A humanidade nunca será uma massa homogênea mas, acho que também nunca vai aprender à conviver com todas as diferenças que existem dentro dela… A propósito belo post PD, desculpe se me estendi muito mas, esse assunto mexe comigo mesmo.
Bão né…
Este negócio de racismo é coisa bem animal, ou seja tem tudo com o ser humano. Emboramente alguns aqui considerem o ser humano um treco superior aos demais animais do planeta, no frigir dos ovos somos bichos como quaisquer outros. Vai daí que bicho dum bando não entra noutro bando e tá feito o racismo.
Quando um tipo de bicho usa burcas e outros biquinis, tem racismo. Quando um bicho tem pele escura e o outro bicho pele clara, mais racismo.
Tem ainda uns bichos muito dos estúpidos que acham que só porque outro bicho é judeu, é bicho ruim e pronto.
Tem ainda os skin heads, mas este bando de bichonas pervertidas nem chega a ser bicho.
O pior tipo de animal contudo é o tipo otário. É aquele que se explode só porque um safardana esperto manda ou diz que fala com algum deus da moda…
Já o ser mais imbecil que tem é aqueles viadinhos das torcidas organizadas. Estes amam tanto os homens dum time qualquer que chegam a brigar e matar por eles. Coisa de viado mesmo.
Eu cá com meus botões ( mais um ziper e dois velcros) sei que que inteligência, habilidade e beleza não tem cor, raça ou religião. Se bem que tenho descarada preferência por mulheres de cabelos negros ou castanhos, cinturinha fina, “derriére” pronunciado, seios não muito grandes e no máximo 1,60 de altura, mas isto é mais preferência sexual do que racismo para com as coitadas altas, louras e excessivamente magras…
Concordo plenamente com essa frase ” Uma das coisas que mais impressionou na Europa, sempre, foi esta falta de pudores no exercício do preconceito”.
Mas não é só na Europa, não. Muitos europeus trazem para outros países essa raiva. Tenho nacionalidade francesa, herança da minha mãe. Bom, sempre convivi bastante com a comunidade de expatriados aqui no Brasil. Sempre achei impressionante o ódio de muitos deles contra árabes e até mesmo judeus. Não é nem um problema de convívio, já que eles estão a milhares de quilômetros. É uma coisa mais profunda.
Pedro,
Primeiramente, parabéns pelo post. Não existe pureza - no sentido de não haver mistura - em qualquer contato cultural. Tentar mantê-la torna-se um exercício de agressividade e desrespeito, quando não violência - especialmente em momentos de recessão.
Nhé!,
Quanto ao primeiro ponto, talvez eu não tenha me feito claro: o que eu quis mostrar é que, se estamos dispostos a mudar do nosso país para outro país, devemos estar mais dispostos a nos adaptar à cultura local, no máximo apenas influenciar com coisas interessantes da nossa cultura. É uma questão de educação, se vc está acostumado a arrotar à mesa, vc não vai pra casa de outra pessoa arrotar na casa dela só pq é sua cultura! Podemos até perguntar: poxa, mas aqui na casa de vcs vcs não arrotam à mesa?! É legal! Na nossa cultura nós fazemos isso porque…. blablabla…
Quanto à questão de TVs à cabo, realmente errei no comentário e realmente não sei como funciona legislação para os meios de comunicação. Mas vc mesa observou que as rádios direcionadas à população imigrante são piratas… pelo jeito é ilegal mesmo…
Enfim, a idéia é a seguinte: todo mundo discute, mas pelo jeito as idéias não estão claras. Não se tem noção de limites, enquanto isso o quadro vai piorando.
E eu ia esquecendo:
Tem gente que pensa que a humanidade tem que ser um imenso rebanho, com todo mundo igualzinho, querendo as mesmas coisinhas, gostando das mesmas musiquinhas, pensando as mesmas coisinhas, rezando pro mesmo deusinho e ficando assim facilmente manipulável. As diferenças raciais, culturais e econômicas podem gerar muitos problemas, inclusive o racismo, mas estas diferenças nos mantem atentos, informados e buscando cada um ao seu modo, os melhores lugares na vida, mesmo que para isso alguns à nossa frente ou ao nosso lado percam sua vez na fila.
Tirem alguns aspectos animais da humanidade e ele deixa de ser huanidade.
Verdade, Edu, o quadro só piora.
Só temos os fatos e são eles: as pessoas mudam de lugares, as pessoas querem manter seus costumes antigos, as pessoas não se entendem.
João Paulo,
“É por isso que, a meu ver, todos temos que perder algo de nossa identidade anterior, se quisermos construir uma mais inclusiva e harmônica. ”
Excelente, a única coisa que não sabemos é a medida para esse tipo de coisa…
Tudo muito bem colocado, mas nenhuma razão de espanto: a tragedia que tem sido o terceiro mundo ao longos dos seculos é apenas o resultado de um experimento europeu..colonialismo, racismo, opresão…”nao existe pecado abaixo do equador”..
Nhé!,
Exatamente, sabe o que é mais engraçado?! Até aprovietando um pouco do que o Brancaleone disse: somos seres sociais, no entanto a coisa que menos sabemos é nos entendermos socialmente!
Hoje está na moda a idéia de “cidadão do mundo”.
Existe algum tipo de educação pra isso? Quer dizer, alguma escola ou lugar ensina realmente o que é pensar como um cidadão do mundo?
Isso deve ser questionado com base na noção de globalização, louvada como a consumação da modernidade e civilização. Mas que so vale para o capital - pode-se especular, explorar, corromper e saquear a vontade sem nenhum obstaculo para o capital predatorio - mas as pessoas mesmas tem cada vez menos liberdade de circulação e busca das melhores condições de existencia. Até hoje só vi mesmo o Manu Chao levantando a bola.
A Europa enriqueceu. O custo de sua própria riqueza foi pago com o futuro de outras nações.
chest -falta de capitalismo e liberdade economica
Concordo com você, Brancaleone (#s 18 e 22), quando diz que somos animais, e que as resistências contra o diferente nos são inerentes.
Posso estar exagerando no idealismo, mas acredito que os seres humanos, por adquirirem alguma consciência do que fazem (e isso não é necessariamente superior, posto que usado para o bem e o mal), deveriam incorporar e aceitar melhor as diferenças. Pois temos bandos diferentes como todos os animais, mas temos também formas de nos comunicar, e condições produtivas outras, o que permite em muitos casos a negociação, o entendimento. Com o novo elemento do bando respeitando a nova cultura e o bando respeitando a cultura trazida por ele.
É, talvez o mundo não possa ser assim mesmo…rs
Ted (#27), tinha até pensado em dizer algo parecido, como a globalização é seletiva. Não diria que as pessoas têm menos condições de mobilidade, porém, considerando a evolução dos transportes e o maior conhecimento de outras, a liberdade de circulação não evoluiu proporcionalmente.
O Alon Feuerwerker (blogdoalon.blogspot.com) já lançou essa idéia algumas vezes. Mas realmente é algo que não se vê muito… ao menos eu não vi…rs
Se apenas duas coisas forem assimiladas, e isto por todas as culturas, os demais problemas ficarão bastante reduzidos. Para mim, estas duas coisas são a tolerância com a diferença e o respeito às leis do lugar em que você se encontra.
Detalhe: ciganos não podem ser considerados “estrangeiros” na Europa, uma vez que eles vivem nela já há muitos e muitos séculos.
Outra coisa: acredito que haja assimilação no Brasil sim, só que ela é mútua entre as pessoas e culturas, e de caráter majoritariamente voluntário, e não impositivo. A demonstração mais clara disso é por exemplo a presença natural de brasileiros entre grupos folclóricos de cultura japonesa, como a gente pode bver durante a semana que passou. GRAÇASADEUS no Brasil, pelo menos depois de 1888, nunca houveram leis anti-miscegenação, guetos étnicos regulados por lei ou coisa do gênero. E desde 1889, não há religião oficial, o que ajudou bastante também.
Foi justamente a abertura à mistura que acabou salvando nossa identidade das divisões e rancores que pragueiam o chamado “Primeiro Mundo” onde os fantasmas do colonialismo, fascismo e nacionalismo étnico ainda rondam, sempre à espera de algum evento infeliz para poder se manifestar.
Acho que este foi o seu melhor post até agora. Resume muito bem a situação da atual política européia para com as levas de imigrantes que invade suas fronteiras. A Europa fez o que fez durante séculos e, agora, quer se eximir, tirar o dela da reta.
E, Mr. X,
A atual geração tem sim, e muito, a ver com o que as anteriores fiaeram. Sua riqueza é fruto de séculos de saques e dominações. É mais ou menos assim: quando a gente morre, nossas dívidas têm que continuar sendo pagas, pela viúva ou pelos filhos. (aliás, isso é bem capitalista, hehe)
E cá entre nós: no geral, a América Latina, mesmo apesar de todos os seus problemas, conseguiu equacionar essas questões de raça e identidade étnica de uma maneira muito melgor do que os países do Ocidente desenvolvido e das ex-colônias que se tirnaram independentes deles durante o século 20.
Que bom que já estão dando o nome certo ao que está acontecendo. É racismo mesmo.
Eu aqui com minha fé inabalável na humanidade, muito por fundamentos inenarráveis, devo dizer que a diferença entre os tempos dos bárbaros às portas de Roma ou da raiva direcionada, provocada pela falta de alimentos pós-crash, é grande.
Muitas coisas são positivas, como o discurso do Obama distanciando-lhe do pastor Wright. O pavor que as pessoas tem de serem chamadas de segregacionistas, tanto nos EUA quanto nas europas. O monitoramento incansável e denuncia de manifestações racistas, xenofóas e segregacionistas, quando, por exemplo, imagens de um cemitério islâmico pichado rodam o mundo e a vergonha se espalha. Até mesmo a vergonha de alguns que não ousariam pronunciar o próprio desprezo silencioso pelos imigrantes.
Quando aparece um candidato fascista como Le Pen, todos os dedos apontam, e isso deve ser levado em conta. E falando em Le Pen, é bastante razoável afirmar que não foi o racismo e xenofobia que o levaram ao segundo turno em 2002, foi o descaso da França com as eleições, corrigido depois por um sonoro “não”.
Pode parecer um otimismo, mas, vejam só que coisa: hoje, por exemplo, Sarkozy - quem diria- disse no Knesset o que Obama ainda não tem margem para dizer, que Jerusalém deve ser uma capital partilhada entre judeus e muçulmanos. Isso é o presente se manifestando.
Enquanto isso, e para que não digam que sou um completo otimista, o que acontece aqui ao lado com os cruceños linchando indígenas bolivianos é de dar nojo. O que acontece com os povos andinos é de dar nojo. O Sendero luminoso se aproveitou disso com seu maoismo mutilante, as Farc ainda se apóiam nisso para justificar sua existência.
Provérbio árabe extensivo ao mundo.
Eu lutarei c0ntra meu irmão.
Eu e meu irmão lutaremos contra nosso primo.
Eu, meu irmão e nosso primo lutaremos contra nosso vizinho.
Eu, meu irmão, nosso primo e nosso vizinho lutaremos contra o estrangeiro.
Quando europeus vieram à América, para colonizar e obter lucros, primeiro testaram os nativos, considerados bárbaros e, depois, os negros traficados, considerados não plenamente humanos, com autorização papal, etc.
Portugueses e senhores, para sexo e diversões, buscavam negrinhas e, não raro, negrinhos, conforme atestam inúmeros relatos e processos.
O problema maior não era a cor da pele ou o estado selvagem, mas o de afastar possíveis concorrentes do…..lucro.
Na antiga Roma, bárbaros eram os concorrentes do espaço territorial. Não havia distinção, para sexo e outros prazeres, entre moças e rapazes escravizados dentre os supostos bárbaros. As “auto-biografias” de Caio Augusto e de Marco Antonio foram escritas por escravos, mais fiéis do que Cícero ou de qualquer outro patrício. Escravos, cultos ou não, eram considerados futuros concorrentes na luta pelo poder e riquezas.
Com o tempo, foram assimilados e integrados ao império.
Quando, na Idade Média, usura era pecado, banqueiros judeus foram altamente considerados e socorriam, através de empréstimos, mercadores e governantes. Quando estes últimos se capitalizaram, foi a vez de banir aqueles banqueiros, acusados de exploração, talvez a única verdade em toda a história.
Mais uma vez, em jogo estavam os lucros.
Na península ibérica, muçulmanos construiram cidades, palácios e trouxeram civilização aos ignorantes e atrasados povos nativos. Quando Castela, León, Astúrias e vizinhança estavam fortalecidos e ávidos por poder e territórios, partiram para a chamada “Reconquista”, termo cínico e falso, porque o sul da península nunca foi deles. A partir daí, Rodrigo Díaz, el de Vivar, assumiu o nickname de Cid Campeador e passou, com benção dos reis, a considerar infiéis e indignos de viver naquela península os mouros e judeus que coexistiam pacífica e economicamente.
O objetivo, por mais uma coincidência, era o lucro fácil a ser obtido nas cidades já desenvolvidas.
A partir do final do século XVIII e, mais ainda, de meados do XIX, a situação se inverteu e , da Europa rica e colonialista, sobrou o contingente de miseráveis em torno da minoria de nobreza duvidosa e riqueza obscena. Então, o caminho das Índias, para os esfomeados, foi a redenção. A América era o ponto de chegada e o prato de comida.
O objetivo das levas de imigrantes e dos que ficaram na Europa era, para variar, o….lucro.
Agora, a Europa cambaleia na economia e quer descartar seus “excedentes” de trabalhadores. Não vai estimular migrações dentre os seus. Então, chuta os “outros” que, atualmente, são latino-americanos e muçulmanos árabes.
Se os “excedentes” atuais fossem mongóis, a ira seria contra eles. Se fossem marcianos, as imprecações seriam contra o planeta de origem. Mas, por coincidência, o objetivo atual é manter o…………lucro.
Estou eu lendo o post e pensando com meus botões, o modelo europeu vem lá dos romanos, dos próprios, não da versão idealizada… quando você fecha o post falando deles. Perfeito.
Acho que não, Guilherme.
Se é por isso, os muçulmanos também tem que pagar pelo escravismo a que submeteram os africanos e pelos milhares de mortos na sua expansão imperialista.
Nenhuma cultura ou nação é santa.
nunca foi deles = nunca fora deles
eu nunca paro de me surpreender…
“Quando, na Idade Média, usura era pecado, banqueiros judeus foram altamente considerados e socorriam, através de empréstimos, mercadores e governantes. Quando estes últimos se capitalizaram, foi a vez de banir aqueles banqueiros, acusados de exploração, talvez a única verdade em toda a história.”
olha o naipe da afirmação do sujeito…
dureza.
Não podemos esquecer que a civilização européia, foi fruto de várias ondas de invasão por povos da Ásia, e mesmo por uma parte da África quando os Mouros dominaram a parte sul da Europa. O diferencial agora é mais uma vez nosso lado (presente em todos os seres humanos), de ter medo do que é diferente dele. Os europeus se esquecem que a cultura mulçumana pode ser tão rica quanto a deles (e de fato foi “mais rica” durante muito tempo da idade média. Boa parte desse medo é que no futuro, os países europeus transforme-se em estados teocráticos mulçumanos. Vale lembra que nem todo mulçumano é tão fanático, quanto um Wahabita.
Andre……,
Escrevi a frase exatamente para “testar” o entendimento do texto.
Minuciosa a sua análise, mas equivocada.
O sentido real é…..
Banqueiros, sejam WASPs, muçulmanos, ibércos, helvéticos, eslavos. iranianos, judeus, quatrocentões de senzala, católicos são….exploradores.
Afirmação difícil de contestar, como você sabe.
ibércos = ibéricos
eslavos. = eslavos,
Os romanos crucificavam.
Os visigodos saqueavam e degolavam.
Os árabes empalavam e decapitavam.
Os chineses torturavam.
Os mongóis estupravam.
Os astecas arrancavam o coração das virgens e queimavam crianças:
http://terraeantiqvae.blogia.com/2005/012301-confirman-sacrificios-humanos-de-aztecas.php
Meu querido Nasca,
O lucro - ou o acumulo de capital, ou eu querer ter um carro, ou uma casa, ou fazer uma viagem… e’ o que move o mundo desde tempos imemoriais…
a novidade não é o preconceito, mas a vitimização “de sucesso”. Sim, nunca antes na história os vencidos foram tão bem tratados..
Remember delenda Cartago….
RW,
Nem sempre. Mas, com outros nomes e intenções, a geração de excedentes foi o motor de civilizações. Por isso, mencionei, em meu comentário # 38, o lucro, para simplificar o entendimento.
Houve épocas, na própria Europa, em que vislumbrar a mera sobrevivência e possível reprodução, era o maior “lucro”.
Lucro, a rigor, é instituição pós-mercantilismo. Mas, na linguagem atual, designa qualquer tipo de proveito em alguma atividade. )))))
Quem acha que europeus não são racistas devia dar uma voltinha pela Europa Oriental. Lá eles dizem e fazem às claras tudo que os europeus ocidentais dizem e fazem de maneira dissimulada. Em países do Leste, além da violência contra outras etnias, praticam eugenia via eliminação de crianças que nascem com problemas físicos. Os pais recebem apenas a notícia de que a criança “nasceu morta”. Nem chegam a vê-las.
Nada Será Como Antes, e a “versão marxista da história para crianças”…
Yawn…
Tente contrastar. Mas com argumentos, por favor.
Os europeus que invadiram a América eram malvados e gananciosos…
Já os muçulmanos que invadiram a Europa eram bonzinhos e civilizadores…
Sei…
Aposto que na interpretação do Nada, os bolcheviques que trucidaram centenas de milhares eram também bonzinhos e civilizadores…
“História” caricata!!!
Na Europa do Leste, odeiam os “ciganos” (rom).
Quanto à eugenia, não sabia não, mas a Europa do Leste é campeã em abortos, então faz sentido.
Mas é parte em culpa do comunismo… Acabou com tudo aquilo lá… Num sobrou nada…
Mr X,
Pedi argumentos mas, para variar, o senhor traz imprecações.
Já que o senhor quer discutir História, gostaria de lembrar que, bem antes dos bolcheviques existirem, a “nobre” família Romanoff apoiava pogroms em certas aldeias. Bonzinhos, como sempre.
E, antes da Revolução de 1917, a mesma família patrocinou vários massacres de trabalhadores , mulheres e crianças famintos.
Antes de 1789, em Versailles, uma certa família também patrocinava bondades aos trabalhadores. Essa parte também é conhecida.
TT Cricket tem razao - na Russia existe enorme preconceito contra georgios, chechenos, kazaks, etc. Ja na Polonia odeiam on ucranianos (alem do anti-semitismo latente). E por ai vai…
Adendo ao # 55
A família Romanoff é parente da “nobre” família de Hannover Saxe-Coburg Gotha.
Lindo, não ?
As pedras se encontram.
É, nada,
Já depois da Revolução de 1917, foi tudo festa, paz e harmonia… Ninguém massacrou, prendeu, ou mandou pro gulag ninguém…
Já depois da Revolução de 1789, foi tudo alegria e felicidade também. Fora um tal de Robespierre aí que bebeu além da conta, os revolucionários eram tudo gente do bem….
É…
E … chimpanzés de um bando atacam, matam os machos e os bebês de outro bando, arrebanham as fêmeas, estendem o território. Quando a população aumenta ocorrem separações. Os dois grupos, mais tarde, entram em choque, repetindo a novela de seus antepassados.
Não custa lembrar.
O post é sobre racismo na Europa.
Processos revolucionários : interessados dirijam-se ao open ou aguardem um post adequado.
Por que ninguém lembra do expansionismo árabe, chinês, turco…? A Europa não foi diferente por ser beligerante e invasiva, foi apenas mais bem sucedida.
Luciano (61),
Os países árabes e a China não estão na Europa, assunto central do post.
Os turcos, também não custa lembrar estão, em sua maioria , na Anatólia, que se localiza na Ásia.
PD, você não postou mais nada e, eu por mais que ame história tô meio cansada desse tema, vou embora pra casa que o trabalho por aqui já terminou. Tchau, tchau á todos. :)
Correção: à todos, senão vão me achar uma besta.
Digo: uma besta em matéria de ortografia… Bem vocês entenderam, eu espero. Vou pra casa. :)
Doida de Pedra,
A expressão “a todos” não tem acento grave nem crase.
vamos falar de racismo no Japão? Os do norte, mais escuros, são discriminados pelos do sul, mais claros….
Nada,
Concordo com vc que o lucro permeia a história… mas pergunto: e daí?
Edu
se vc é daqueles que de tanto ver jornal acredita realmente que a população é dividida em tribos que não se misturam, não inclua todos os outros nessa.
Quem tem tribo é índio, o brasil não é um filme de high school americano que é todo dividido em gurpos ou tribos como vc aprendeu.
ah Edu
sem esquecer, no Brasil não é proibido publicações em outra língua não, nunca ouviu falar em jornais, para a comunidade italiana, alemã, japonesa…..
Edu (68),
Lucro ou vantagem equivalente. Se você concorda, então qual é a dúvida ?
Theo,
kkkkkkkkkk
Vamos lá:
Vc sabe o significado da palavra tribo?
Vc acredita que existem pessoas que se vestem de forma parecida, curtem o mesmo tipo de música, que compartilham determinados espaços e/ou gostos?
Vc já ouviu falar em clubes de aeromodelismo? Vc já ouviu falar em clubes de futebol?
Vc já ouviu falar em clubes de tiro, golf, polo etc?
Estou dizendo que essas pessoas não se misturam?! NÃO!!!! Estou dizendo que os costumes dessas pessoas não são compartilhados, e que se um membro do clube de golf quiser entrar num clube de hipismo, ele vai precisar abrir mão de algumas regras de convivência a que estava acostumado e aprender outras.
Theo,
Quanto às publicações em outras línguas, já disse que não sabia mesmo… fico feliz que vcs tenham me mostrado que não era bem do jeito q eu pensava.
Nada,
Pois é! Concordo! Mas pra que estamos discutindo então?! Pra ver quem concorda mais?! kkkkk
Sinceramente, gastamos um tempo enorme descobrindo a origem do problema e ninguém se lembrou que se há um problema é necessária uma solução!
well….e ainda temos o componente demográfico da coisa. A Europa está “envelhecendo”, apresentando índices de natalidade muito baixos. Já li que certos países (Itália,Espanha e Alemanha principalmente) apresentarão maioria de população com mais de 40 anos dentro de poucas décadas.
Outro ponto é a forte migração. Famílias inteiras estão indo embora da Europa com destino aos EUA, Canadá, Austrália e América do Sul.
Zé Bush,
Europeus aqui no Brasil?! Eu que não quero esse tipo de imigrante por aqui na minha terra! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Edu (74),
Não “gastamos um tempo enorme descobrindo a origem do problema”.
Seus comentários anteriores (11, 21, 24 e 26) circundaram a questão em termos sociais e de comunicação.
O comentário “distoante”, aqui, foi o meu # 38. Nele, apontei a origem econômica da questão, que nenhum outro contrastou.
Se você , posteriormente, concordou, ótimo ! Significa que você é aberto ao debate e receptivo aos argumentos, como já notei em outros debates e diferentemente de alguns comentaristas.
O problema, Edu, consiste em superar o joguinho rasteiro e mesquinho dos interesses econômicos individuais.
Não apelo para religiosidade ou chamados humanistas. Minha posição é a de que essa questão (e as correlatas) será decidida politicamente, para desespero e angústia da direita.
Infelizmente não poderei continuar, devido aos compromissos que me aguardam.
João Paulo Rodrigues
seu texto tem algumas coisa erradas, por exemplo os filhos de imigrantes muçulmanos nos EUA se integram muito melhor do que na europa, aliás não existe nem comparação, o muçulmanos ameicanos são os menos radicais.
Já a sua querida frança, é so olhar a mídia francesa, todo mundo é franco-argelino franco sei lá o que, frances mesmo só o original, imigrante ou filho de imigrante não tem vez, poucos ganharam o status de françês, talvez mesmo somente esses que vc citou.
Nada,
Agora sim! E, como sou de direita, tbm me desepero com isso, só que eu penso mais em termos práticos!! Se é a política que vai resolver, a questão não é simplesmente aceitar, é saber cobrar. O que cobrar nesse caso?!
É uma pena que não possamos continuar,
abraço!
Mr X,
“Acho que não, Guilherme.
Se é por isso, os muçulmanos também tem que pagar pelo escravismo a que submeteram os africanos e pelos milhares de mortos na sua expansão imperialista.
Nenhuma cultura ou nação é santa.”
Milhares de mortos!!!!!! De onde vc tirou esse número???? se vc não sabe é melhor estudar do que inventar, pro seu mínimo conhecimento durante a expansão islamica, a grande maioris das conquistas se deu na base da intimação, quando uma cidade via o tamanho de exército islamico ela logo se rendia, sem batalha.
Agora pronto Mr X, vc é contra a revolução francesa tmb, nem tudo o que o Olavo de Carvalho fala é verdade viu.
Chest,
“vamos falar de racismo no Japão? Os do norte, mais escuros, são discriminados pelos do sul, mais claros….”
é exatamente o contrário não??
Dialogando com Pedro Dória ( ou, implicando com ele…)
PD - O último post causou incômodo em alguns.
MA- Normal, não se pode agradar a todos.
PD- Então é bom elucidar: nada, nele, é minha opinião. Tudo é reprodução do artigo do professor Feldman.
MA - Feldman, então. Tá explicado.
PD- Um trecho entre aspas, outro resumido. A comparação com o arcaísmo católico, por exemplo, é dele. Este argumento, o de que os muçulmanos são os novos judeus da Europa, tampouco é novo.
MA- Clichê. Mais um. Sem nenhuma originalidade.Vamos relembrar o mais espirituoso deles : ” os palestinos são os judeus dos árabes …”
PD - Pessoalmente, não conheço o velho continente o bastante para afirmar que sim ou que não.
MA - ” Pessoalmente ” não conhecemos nada da Bolívia, por exemplo. Mas temos opiniões á respeito, certo?
” Pessoalmente” não me parece um conceito válido para se opinar.
PD - Mas, também numa visão pessoal, e sem a ênfase do professor, me incomoda a semelhança entre muito do que se diz hoje sobre islâmicos e do que se disse no passado, sobre judeus.
MA - Também deve te incomodar, Pedro Dória, o que se falava sobre irlandeses nos EUA, logo após o exodo maciço dos mesmos depois da Grande Fome. E o que se fala hoje sobre as castas inferiores nos barzinhos de Calcutá frequentados pelas castas superiores na Índia.
Enfim, os exemplos podem ser levados ao infinito.
PD - Não é apenas a respeito de muçulmanos. Há um par de anos, ouvi frases sobre ciganos, na França e na Espanha, que, no Brasil ou nos EUA, ninguém diria hoje. Poderia pensar. Mas teria vergonha de dizer. Uma das coisas que mais impressionou na Europa, sempre, foi esta falta de pudores no exercício do preconceito.
MA - Curioso.
Nessa sua frase o” pessoalmente ” entra com tudo, como o sagueiro entrando na sapucaí.
Você de repente se considera apto para opinar sobre um assunto passado e por você vivido -na Europa.
PD - Uma das questões não postas em nossa contínua discussão a respeito de Israel e Palestina é que sua situação atual, de disputa de terras, nasceu porque ambos são vítimas da Europa. Os judeus foram expulsos de lá. Não exatamente, alguns dirão. Expulsos, sim. Após séculos de perseguição incrementada para pogroms, aumentada para o Holocausto, se você é um judeu na Europa, em 1948, tudo o que quer é ir embora. Na próxima, a história deixa claro, será você. Ou seus filhos. No mesmo passo, a divisão artificial do Oriente Médio em Estados nacionais, incluindo-se aí a partição entre Israel e Palestina, é fruto do imperialismo europeu. A ascensão do Wahabismo, esta seita fanática e obscurantista do Islã por trás do Talibã e da al-Qaeda, é fruto de uma decisão política européia de aumentar o poder do clã al-Saud, atuais donos de Meca e Medina.
De certa forma, Hitler conseguiu seu intento de limpar a Europa de judeus. Foram-se praticamente todos, para as Américas e para Israel. E o convívio com os muçulmanos é, sim, e num ritmo crescente, o primeiro desafio de grande porte europeu para lidar com uma comunidade diferente.
MA- A culpa é dos outros. Sempre.
Fica mais fácil dormir a noite….
Seguindo seu pensar : o possível ataque israelense as centrais nucleares do Irã, com o único objetivo de continuar vivendo, é culpa dos EUA, mais especificamente da carta que aquele anti semita fanático, Eisntein, enviou para o presidente Roosevelt alertando sobre o perigo fatal para a humanidade da arma atomica, aonda inexistente, cair em mãos nazistas.
PD- Poderia ser diferente? Os EUA estão vivendo algo parecido. Não é igual – parecido. No sudoeste norte-americano, de uns quinze, dez anos para cá, o espanhol é língua corrente. Não era assim. Há rádios em espanhol, jornais, revistas, tevês – um império crescente. Norte-americanos criados num mundo branco, anglo-saxão, protestante, já falam – nesta região sudoeste – espanhol como segunda língua. E a grita contra os ‘imigrantes ilegais’ é alta. Claro. Às vezes, escorrega nitidamente para o preconceito. Mas nenhum político fala que os ‘mexicanos têm dificuldades de assimilação’. Seria uma frase racista demais. Eles se assimilam? Nada. Substituem a comida, a língua, mudam a maneira de rezar a fé. (O parco contato que os EUA tinham com o catolicismo era irlandês, italiano e polonês, nada a ver com o mexicano, sincrético que só.) Mexicanos, hispânicos em geral, trazem sua própria cultura. E, quando um político fala que o inglês devia lhes ser imposto, é logo ridicularizado. Eles têm vergonha de parecerem racistas.
Culturas não são assimiladas. São misturadas. É ver a nossa: portuguesa, africana, tupi. Tão misturada que a gente não sabe quando termina uma e começa a outra. Quando um novo povo chega, a cultura local também muda. A julgar pelo tom dos discursos correntes na Europa, ‘eles são bem-vindos desde que virem franceses’. Ou alemães, ingleses, italianos, espanhóis. Não vão virar. Alguém poderia argumentar, ‘mas os mexicanos sempre estiveram do outro lado do Rio Grande.’ Já faziam parte daquele mundo. Bem, é verdade. O Egito também sempre esteve do outro lado do Mediterrâneo. O Marrocos, idem. Sempre cruzou-se o mar de um lado para o outro. E nenhum europeu jamais teve pudores de entrar, conquistar, dominar, levar o que considerava de valor.
MA - Não vão mudar. Pena. Toda a leva de milhões de imigrantes que entrou nos EUA durante séculos, mudou. Hoje são americanos da gema.
PD- É fácil ser imperialista durante quatro séculos e, vinte ou trinta anos passados do fim do imperialismo, dizer que não tem compromissos com o passado.
MA - E não tem. As novas gerações nada tem a ver com o que fizeram ou deixaram de fazer seus antepassados. Caso contrário o mundo seria um eterno campo de batalha.
Israel tem uma 200 bombas nucleares. Por que não destroem a Alemanha? Porque Israel é dirigido por homens sábios e existe um consenso geral no coração dos homens que um filho não é culpado pelos crimes de seu pai.
PD - Há uma geração européia que parece querer romper os vínculos com a própria história. Houve o nazismo, agora somos diferentes; houve a religião, agora somos diferentes; houve o imperialismo, agora somos diferentes. Só que história é uma linha contínua: o nazismo deixou conseqüências que vivemos até hoje. As religiões deixam conseqüências visíveis – e enquanto gays não puderem casar livremente, ainda estaremos vivendo uma imposição da Igreja. O imperialismo também deixou vítimas. Nações inteiras. A Europa enriqueceu. O custo de sua própria riqueza foi pago com o futuro de outras nações.
MA - Todos os povos foram imperialistas. A Europa não foi uma exceção.
PD - Os bárbaros estão às portas da cidade, reclamavam os romanos. Eles querem usufruir de uma riqueza que seus antepassados construíram.
MA- Que riqueza construiram os hunos, Pedro Dória?
Por outro lado não custa relembrar o saudoso Paulo Francis comentando sobre esse mesmo assunto sob a luz do que acontecia em NY: ” Na antiga Roma os bárbaros rondavam as cidades. Hoje, aqui, eles estão no meio de nós. ”
abs mil do brasil,
ma
Acho que o único povo que não foi imperialista é o boliviano.
Vejam Particulas Elementares, o filme alemão baseado no romance francês -o que mostra como a Europa anda afinada - que da bem uma ideia do “mal estar na civilização” de que falava o velho Sigmund, que impera por aquelas bandas. Nós nao produzimos nenhum modelo de cvilização e eles nao servem de matriz, definitivamente…
Nao e bem assim nao, que o americano do sudoeste ou sudeste ja fala espanhol fluente.
Nao tem esse negocio nao. So quem trabalha com vendas que se dispoe a aprender o idioma. Existem varias cidades ja decretando o ingles como lingua oficial o que vale dizer que nessas cidade nao vai ter colher de cha nenhuma, como tem , por exemplo aqui em Houston , onde vivo a 6 anos. E o mexicano ou hispano que TEM que aprender a lingua e as regras do jogo se quiser ganhar dinheiro e sair do subemprego. Aqui ainda tem DISCRIMINACAO pra caramba com latinos. O sr. ta muito equivocado quanto as suas colocacoes.
O cara que gostaria de rtespostas para a pergunta “porque Israel não destroi a Alemanha, tendo 200ogivas atomicas?”
Querido porque ?
Porque ao destruir a Alemanha Israel destruiria o mundo!
Para destruir a Alemanha seria necessario explodir um x numero de bombas que já bastariam para uma disperção de radiação via ar e ventos que no máximo de 05 anos liquidaria a humanidade…..e os judeus são humanos…..imperfeitos como eu e o Momsores…..e super FDPs como a maioria dos povos que estão por cima da carne seca……mas sempre com medo do exterminio…..e sempre em evolução……um dia nos encontraremos pelas esquinas da vida e voces me darão razão…..e muitos beijos……e que assim seja!
HRP,
Nisso concordamos. Mas meu nome é Monsores.
Obrigado.
Pois é ….seu nome é esse….e seu espirito é esse…..somos todos da mesma cepa….
Prezado Doria,
sim, os bárbaros estão batendo às portas do Império. Bom comentário. Agora, tem gente que parece destrambelhada das idéias, criando inclusive uma comparação idílica da França com demais países, esquecendo que falamos de imperialismo. Esquecem os carros queimados nos subúrbios, o isolamento desses trabalhadores das ex-colônias sem perspectivas de deixarem o gueto social que estão. Dão exemplos de alguns vitoriosos (exceções) como sinal de democracia racial. Esquecem os mortos do Sena, daqueles barbaramente assassinados em Paris pela polícia francesa e lá atirados.
Em momento de recessão, ressurge com tintas mais carregadas novas iniciativas de barrar imigrantes, entre eles, nós, cucarachas e brazucas. A globalização mostra sua verdadeira face nessas horas, a da exclusão do ex-Terceiro Mundo espoliado para a construção da “riqueza mundial”.
Os cadáveres do Sena são dos que se manifestaram pela independência da Argélia, apagados da memória da França.
[...] entendi desse post, os mexicanos são homossexuais anti-semitas que vivem de toalha na cabeça no Rio Grande do Sul. [...]
É muito fácil pensar que não há problemas em admitir muçulmanos e ciganos na Europa. Estando longe da Europa, claro. Porque, se você estiver morando na Europa, será confrontado o tempo todo com os crimes dos ciganos, com o terrorismo e o obscurantismo dos muçulmanos, e também com o fascismo sempre pronto para estourar dos europeus. Preconceito mesmo, no sentido literal (de formar uma concepção previamente aos fatos: pré-conceito), neste caso, é imaginar que seja possível a convivência pacífica, uma vez que todos, no fundo, seriam bons, e bastaria aparar as arestas. Não é possível, porque no fundo todos são uns merdas: ciganos, muçulmanos, europeus. Volta e meia eles vão voltar a se matar, e da maneira mais estúpida. Veja-se o Bálcãs, que se destruíram ontem ou anteontem.
Ataque a jovem judeu em Paris:
http://www.france24.com/en/20080623-french-jewish-teenager-regains-consciousness-france-anti-semitism
“Essas pessoas que partilhavam a vizinhança (19éme arrondissement) lado a lado até agora, estão começando a ter dificuldades para isso”
belos posts, pedroca. =)
faz uma dieta….
Antonio Passos Hund
quando escreve uma asneira dessa, eu descubro rapidamente quem é o merda.
Theo,
Mais ou menos; mais ou menos. Durante os anos 90 vários terroristas fizeram “tours” pelos EUA angariando fundos e apoio aos Talebans, ou mesmo recrutando gente. O mesmo simplesmente não se revelou na França. Os rebeldes argelinos tentaram se enraizar, mas foram facilemente desbaratados.
De mais a mais, porque você acha que, hoje, não há mais islamitas radicias nos Estados Unidos? Para quem você acha que as leis de busca, escuta e prisão clandestina aprovadas durante este governo Bush foram dirigidas? Você acha que algum recrutador ou conspirador ainda tá dando sopa em solo americano? São várias e constantes as reclamações das organizações civis islâmicas contra esta política e seu efeitos de suspeição sobre as comunidades de imigrantes asiáticos.
Não me lembro de ter lido nenhum jornalista ou escritor com o apodo “argelino-francês”. Se existir, é mais um exemplo da força do modelo americano (ninguém chamava Alexandre Dumas de haitiano-francês, ou Platini de ítalo-francês), essa horrorosa hifenização que, por aqui, já tá levando à identificação de “afro-brasileiros”, “nipo-brasileiros” e, logo logo, luso-brasileiros, teuto-brasileiros, euro-brasileiro, guarano-brasileiros, baiano-brasileiros, bota-brasileiros – cada um em seu gueto, apenas tolerando-se.
Um abraço.
Surfando na Maionese,
Não tenho visão idílica nenhuma. Tratei da história, e, se você reler o comentário, verá as palavras “racismo” e “Vichy”, entre outras. Também notará que a intenção é diminuir o contraste entre Europa e Estados Unidos e, na análise de elementos que normalmente são deixados de fora, propor a possibilidade que o futuro reserve algo distinto do que a voga de racismo que vem desde os anos 80. Como eu escrevi, creio haver mais um complemento entre as formas de inclusão e exclusão que se vê nos dois continentes. Mas, na realidade, o que contrastei mesmo foi a forma anglo-saxã e a francesa, no sentido de que elas possuem possibilidades distintas de integração. E, a meu ver, apesar do racismo atual, há um núcleo na mitologia francesa de igualdade, que se retrabalhada, dá mais resultados do que o multiculturalismo anglo-saxão. E, para isso, apenas apontei para o histórico menos conturbado na França, pelo menos até 1950, de integração de imigrantes. Repare: um em cada quatro franceses é descendentes de imigrantes dos últimos cem, cento e cinqüenta anos. Nenhum se identifica, hoje, por conta de sua ancestralidade, em oposição às demais comunidades, com exceção, compreensível, de alguns judeus. Mas, mesmo assim, Dreyfus ou Cohn-Bendit jamais se situaram política ou socialmente como judeus até que fossem chamados pelos anti-semitas a este campo. E, mesmo assim, não se abrigaram na identidade étnica preferindo lutar no campo do igualitarismo da tradição republicana. Mas há mais: enquanto desde 1830, com a chegada pela primeira vez de imigrantes não mais protestantes e/ou do par Inglaterra/Escócia, a separação das comunidades (e mesmo a violência anti-imigrantista) foi a tônica, a França só veio conhecer isso nos anos 80. O caso dos judeus, como se sabe, é um caso à parte e bem mais complexo do que os demais, creio. É disso, enfim, que estou falando, assim como da possibilidade que isto levanta para, justamente, a integração dos atuais imigrantes, notadamente os dos países da África do norte.
De mais a mais, o caso que você levantou, o dos carros dos subúrbios em 2005, é mais um exemplo desta possibilidade. Na Inglaterra, houve a mesma onda em 2000 e 2001… e os atentados de 2004. E isso se limitava à comunidade paquistanesa e alguns membros de outros países do oriente médio. Já na França os revoltosos incluíam filhos e netos de imigrantes sem nenhuma linha “étnica” ou religiosa. Percebe? A revolta, ao contrário do que acha o Reinaldo Azevedo, não tem cunho islâmico. Eles não querem destruir o país em atos terroristas, mas exigem serem tratados como os demais franceses. Não é uma ruptura sem volta, mas uma exigência de inclusão.
É isso o que me parece.
Um abraço.
Caracas…que belo comentário….tudo a ver!
E que beleza 01 em cada 04 franceses são decendentes de imigrante?
UAU!
Isso é mais ainda do que queiramos esperar de algo que se chama de integração…..
Já viram a seleção de futebol francesa titular?
04 brancos e 07 negros…….tudo numa muito boa!
João esparramado na maionese franco-idílica,
sei que sua intenção era traçar diferenças entre políticas raciais, entre França e sua tradição republicana e os anglo-saxões. Tampouco me remeto às discussões do Reynaldo lobotomizado. Nem perco tempo com a boca de esgoto.
Veja que sua comparação torna a França uma campeã da tolerância racial pelos belos ideais da República e da revolução francesa. Ora, sempre foi esse o discurso ideológico do imperialismo francês. Discurso que não impediu de excluir socialmente seus ex-colonos imigrantes. Essa gente deve saber o seu lugar na sociedade francesa, extremamente hierarquizada. Como diz a sabedoria popular: quem vive de conversa é santo.
O grande problema é essa idéia de tolerância.
Não é uma questão de tolerar as diferenças , mas de reconhecer o direito dos outros de cuidarem de suas próprias vidas.Não importa aos outros o que eu faço, ninguém tem que me tolerar , é só não cuidadrem da minha vida.Da mesma forma , pouco importa a mim o que eles fazem, oras!
O mundo sofre muito com essa mórbida necessidade que se tem de fuçar a vida alheia.
Salvas as questões humanitárias , é muita prepotencia julgar as outras culturas. Que importa a mim se meu vizinho come cachorros ao invés de porcos? E que muda se esse sujeito não é meu vizinho , mas mora do outro lado do Pacífico e lá o povo prefere caninos aos meus suínos?Por que um cardápio seria melhor que o outro?Comer lesmas seria mais civilizado?
Daqui a 100 anos, se os seres humanos sobreviverem e o planeta continuar sendo habit’avel, tudo isso deixarå de ser problema. Vamos acabar nos misturando…uma boa soluøao seria acabar de vez com todas as religiões…elas e o lucro, como bem lembrou nasca, são a semente de toda a disc’ordia.
sauda’cões aqui do frio.
aiaiai
Surfando no Pepino e Herpes Reloaded:
A insistência em ler o que não está escrito não os qualifica nem como paranormais ou videntes, o que dirá como gente adulta informada que pretende discutir um assunto a sério. Mobilizem algum argumento decente, em vez do surrado e mais do que conhecido de que na França há muito racismo.
Repetirei pela terceira vez: a França não é o paraíso da imigração. Os Estados Unidos tampouco. Dito isso, o que se pode fazer é entender as causas, analisar os problemas, comparar os casos e, quem sabe, visualizar saídas. Eu, visto o que vai acima, creio que há margem para um incremento na relação entre os franceses e os imigrantes que falta a outros países. Os guetos formados nos surbúbios franceses, a meu ver, serão absorvidos ou desmantelados (enquanto guetos) quando o discurso de igualdade pelo qual a França tanto lutou, e nem sempre implementou, também for estendido a esta realidade. E não vencer a o multiculturalismo anglo-saxo, assim como o apelo do radicalismo islâmico. Só isso. Não há nenhuma negação quanto à gravidade da situação.
Sugiro, como exemplo do que falo, que vocês dêem uma lida no Libé de hoje, na notícia sobre um jovem espancado em Paris. É judeu. Pois bem, na lista de comentário da notícia, o que se debate é justamente o anti-semitismo, o racismo e, pasmem, a recusa dos leitores (a grande maioria, pelo menos) em se deixar levar por esse ódio no momento de dividir os cidadão franceses em judeus, árabes, brancos, negros etc. Remetem todos à necessidade de superar os problemas não reforçando as identidades étnicas, mas destacando os direitos iguais dos cidadãos sob as leis republicanas.
Um pouco de reflexão, e menos datilografia espasmódica. Foi comprovado cientificamente que a falta de idéias é proporcional ao uso de pontos de exclamação. Uma certa calma ao menos permitirá frases iniciadas com maiúsculas e menos reticências, que são mais uma substituição ao raciocínio. Já diz a sabedoria popular: a pressa é inimiga da perfeição.
não tão simples ser absorvido na Europa, quando se tem 8 mulheres e os filhos delas para sustentar e eles se inscrevem no CAF para pedir pensão. Devem os franceses do povo sustentar os harens dos imigrantes só porque este é um costume milenar lá nas areias do deserto?
Um amigo da minha mae viajou pra Europa. Um bando de ciganos aproximou-se e jogou uma crianca em seus bracos. No que ele segurou houve o avanco pra roubar.
Sera que se ele recear chegar perto de um grupo de ciganos na Europa isso sera preconceio? Ou experiencia (meu teclado ta sem acentos).
[...] abaixo, uma discuss?o sobre o xenofobismo europeu liga judeus e mul?umanos de maneira inesperada, mas instigante. Vale a [...]
Gerson, isso é pós-conceito….
Eu também já quase fui roubado por ciganos em Roma, e roubaram a carteira de uma mulher na minha frente. Faz parte da cultura, temos que respeitar.
Enquanto isso tem um judeu que apanhou de uma gangue de muçulmanos na França…
Mulheres brancas estupradas por árabes e paquistaneses na Noruega…
Neonazistas atacando turcos na Alemanha.
Bem-vindos ao multiculturalismo, amigos! :-(
Imagine there’s no countries… It’s easy if you try… And no religion too…
O que a esquerda não percebe é que suas utopias delirantes só pioram a coisa!
eles partem do falso principio que o homem é inerentemente BOM…….
Com atraso, PD,
Uma beleza de texto! :)
João Bafo de Onça,
sua intervenção se tornou inócua com tantas desculpas em relação ao que havia escrito de sonho francês de igualdade. Ora bolas, quem começou com essa lenga-lenga de senso comum foi vc. e num comentário inutilmente pro-lixo. Pois bem, tudo acabado entre nós, pois nada se salva de seus argumentos, já que vc. ao fazer tal comparação esdrúxula, minorava a situação racial em França, Agora faz votos de que um dia vencerão (os franceses gentis e igualitários de nascença) quem sabe o racismo em França. Puxa, isso é que é tema de reflexão aprofundada e com muitas reticências, se me dá licença o bagual, ………………..
Pedro Dória,
Ainda que tardiamente gostaria de elogiar o seu Post. Muito bem argumentado.
Alguns aqui fizeram críticas ao texto como se ele fosse incoerente ou incongruente. Mas é näo. Segue um raciocínio impecável.
Eu tb näo conheco täo de perto a realidade norte-americana com seus imigrantes e näo posso falar tanto dela. Mas posso dizer que essa sua colocacäo que há um geracäo na Europa que quer romper vínculos com as geracöes passadas é bem pertinente.
Contudo näo se engane, essa nova geracäo européia é sim bem diferentes da geracäo pré-1945, no que pese um eventual racismo remanescente.
Corrigindo:
“…Mas ele näo é.”
“… de que há uma geracäo..”
“…é sim bem diferente…”
E o soldado israelense que se matou ,ontem, no aeroporto?
Não é o caso…….mas deles teriam dor na consciencia pelas tantas mortes brutais de palestinos?
Uli, querendo limpar o passado europeu….que tédio. Vão piorar.
João Paulo,
Excelentes comentários, apesar dos companheiros Romeu e Surf, entenderem de forma diferente. Mas é a dinâmica do blog.
Não deixe de escrever, plís! :)
Surfin’ USA,
Uma pessoa que lê o que quer ler não deixa de ser um ótimo instrumento pedagógico. Não há em meus comentários acima uma única indicação de que o racismo não exista e não seja forte na França. Afinal, se eles são sobre os elementos da história social e cultural francesa que, esquecidos, conseguiram combater a intolerância até a 2ª Guerra Mundial e talvez um pouco depois, como é que podem ser acusados de ser o que não são? Fica claro pelo que você escreve que você acredita que, se o racismo assim é, assim sempre o será. Veja, não sabemos do futuro, mas essa postura, para mim, além de conter certa prepotência dos que teriam o dom da antevisão, é típica de quem não quer pensar, apenas julgar, fazendo inferências baseadas no próprio preconceito, uma vez que apontar a tradição republicana e da política da igualdade na França não implica, jamais, em afirmar uma democracia racial. Um exemplo dessa miopia (se não for algo pior): você afirma que “[João Paulo] faz votos de que um dia vencerão [quem vencerá? Vencerá o que?] (os franceses gentis e igualitários de nascença) [ahhhhh] quem sabe o racismo [ahhhhh] em França (ué, iria ser onde?)”. Efetivamente, eu torço por isso. Você, ao contrário, se compraz com as tragédias alheias. O interessante é que se você nota isso em meu texto, não poderia afirmar que eu minoro o conflito racial. Ou bem eu o trato como sem importância, e não preciso procurar vias de superá-lo, ou bem eu tenho como premissa de que ele é grave, e procuro uma saída para diminuí-lo. E há mais: eu não falei que os franceses isso ou aquilo, mas que o ideal republicano na França, que junta a imensa maioria dos partidos políticos (excetuando-se trotskistas radicais e o Front National), e que estrutura as instituições e o discurso público, é igualitário. E disse que boa parte dos franceses em certa medida é fruto da imigração e da mistura de povos, numa história em que, excetuando-se o caso dos judeus (ainda assim bem mais integrados do que em outros países europeus), não se criou a cultura de guetos norte-americana, ao menos até os anos 70. Portanto, o que indico é que há uma base cultural e uma possibilidade de discurso que, ausente nos Estados Unidos (onde a saída deve passar por outra dinâmica), deve ser explorada na França se ela quer superar a atual situação. O que indico é que os atuais guetos das banlieus são uma transformação do que fora a norma até meados do século passado. Essa indicação normalmente não é feita, apenas a lembrança das raízes do racismo francês, que, por conhecidas de todos, não me parecem necessárias discutir, ou, ao menos, discutir isoladamente.
Termino repetindo o conselho. Acalme-se, use menos abreviações, rediscubra as maiúsculas, atente para a pontuação. Escrever direito ajuda a assentar as idéias. Você vai ver. É melhor que ouvir Beach Boys.
Só digo que seu post foi excelente!
Eu acho qe ontem na padaria me roubaram 10 centavaos e eu me senti muito agredida pois eu sou branca de cor negra. e dos cabelos loiros negradados. entao a padaria shamada cantina da porra nao é um lugar recomendavel nao deixe seus filhos ir a esse lugar pois nao vale porra ninhuma e a rosca é fria e com muita açucar melll delllssssss imagine se eu tivesse diabete ?? eu irei processalos por causa da porra da roskinha friaa… e pelaamordideus nunca vi uma coca cula tao quente… eu ashava qe estava tomando chá decoca… com cor de café ,… e o dono da cantina da porra com aqele nariz de tucano que parecia o aragão com o rosto de lorena e corpo do pedro…
Eu fiz um regime de açucar e o cisco de macarrão. entao nao tem nada a ver e voces num tem nada a ver com isso e abaixaram o preço do pao de queijo ……. era 0.99 quarenta paum di keijo agora sao 0.98 centavuu trinta e novii….paum di keijo
agora só tenhu uma coisa pra falar pra voces.. a gente tava comprando grafitt e nao podia comer maçã…
e o irmao do cisco nao sabe jogar guitar hero… nao sei porque mais isso nao te interessa. entao
bye siiu lateer.