Oi Pedro
Gostaria MUITO que voce assista a este Namahaiku, fruto de um ano inteiro de trabalho duro e pesquisas estéticas.
Dia 26 de Junho, quinta-feira agora,
as 21h no SESI Vila Leopoldina.
Rua Carlos Weber, 835 (mapa no link abaixo)
Haikai ao Vivo, com 3 projetores de video, performers, cheiro e som.
Pedro, retiro a punição das 10 cestas básicas e penso que você está merecendo uma caixa de chocolates belga por ter “saco de ouro” para discutir com os sub ds sub do secretário do comissário. Você gosta de Godiva? Charutos cubanos são opção alternativa. Ou caixa de Bohemia, também pode ser…
Se cada dia cai, dentro de cada noite,
há um poço
onde a claridade está presa.
há que sentar-se na beira
do poço da sombra
e pescar luz caída
com paciência.
Para terminar, qual um Fernão Capelo Gaivota ou um super-homem de Nietszche, que o pessoal pernóstico adora, por se sentir acima da massa de seus iguais, digo que para responder o Doria, seria preciso reproduzir e avançar as teses do István Mészáros, e o espaço dessa baiúca não permite. Peço perdão ao amigo gaúcho, que é sensível a minha escrita direta e reluzente, para reproduzir a frase final do dito cujo supracitado:
A terceira fase, potencialmente a mais mortal, do imperialismo hegemônico global, que corresponde à profunda crise estrutural do sistema do capital no plano militar e político, não nos deixa espaço para tranqüilidade ou certeza. Pelo contrário, lança uma nuvem escura sobre o futuro, caso os desafios históricos postos diante do movimento socialista não sejam enfrentados com sucesso enquanto ainda há tempo. Por isso, o século à nossa frente deverá ser o século do “socialismo ou barbárie”.
Os elementos que apontam essa crise, conforme o autor elencado e desfiado, são a crise do Império ianque-europeu frente ao endividamento e impossibilidade de fiscalização militar do mundo, as ameaças do esgotamento econômico do modelo, com desiquilíbrios ecológicos e energéticos. Será o capitalismo capaz de fazer uso equilibrado das fontes energéticas de que depende? E o esgotamento do ciclo econômico de expansão na sua versão mais dura do neoliberalismo, solapando as conquistas do estado keynesiano, do estado gestor e do bem-estar social.
Sendo assim, indico a leitura.
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324 surfando na jaca // 21/June/2008 às 11:35
Nietzsche
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325 surfando na jaca // 21/June/2008 às 11:36
desequilíbrios
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326 surfando na jaca // 21/June/2008 às 11:53
sim, last but no least, a brutal concentração de renda como fenômeno mundial, cavando o fosso já profundo entre mais ricos e pobres, como nos relata a própria Onu-Banco Mundial.
Termino assim minha resposta.
Pouco me importa quem vcs. acham que ganhou o debate, que para mim é apenas um diálogo e não procuro vencedores, mas o com
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327 surfando na jaca // 21/June/2008 às 11:54
desculpem se meu teclado é gago. Combate à barbárie.
Para terminar, qual um Fernão Capelo Gaivota ou um super-homem de Nietzsche, que o pessoal pernóstico adora, por se sentir acima da massa de seus iguais, digo que para responder o Doria, seria preciso reproduzir e avançar as teses do István Mészáros, e o espaço dessa baiúca não permite. Peço perdão ao amigo gaúcho, que é sensível a minha escrita direta e reluzente, para reproduzir a frase final do dito cujo supracitado:
A terceira fase, potencialmente a mais mortal, do imperialismo hegemônico global, que corresponde à profunda crise estrutural do sistema do capital no plano militar e político, não nos deixa espaço para tranqüilidade ou certeza. Pelo contrário, lança uma nuvem escura sobre o futuro, caso os desafios históricos postos diante do movimento socialista não sejam enfrentados com sucesso enquanto ainda há tempo. Por isso, o século à nossa frente deverá ser o século do “socialismo ou barbárie”.
Os elementos que apontam essa crise, conforme o autor elencado e desfiado, são a crise do Império ianque-europeu frente ao endividamento e impossibilidade de fiscalização militar do mundo, as ameaças do esgotamento econômico do modelo, com desequilíbrios ecológicos e energéticos. Será o capitalismo capaz de fazer uso equilibrado das fontes energéticas de que depende? E o esgotamento do ciclo econômico de expansão na sua versão mais dura do neoliberalismo, solapando as conquistas do estado keynesiano, do estado gestor e do bem-estar social.
Sendo assim, indico a leitura.
sim, last but no least, a brutal concentração de renda como fenômeno mundial, cavando o fosso já profundo entre mais ricos e pobres, como nos relata a própria Onu-Banco Mundial. Termino assim minha resposta. Pouco me importa quem vcs. acham que ganhou o debate, que para mim é apenas um diálogo e não procuro vencedores, mas o combate à barbárie.
Eu simplesmente a-do-ro o que você escreve. E, sim, salvo algumas pequenas dissensões, que não comprometem o todo, acho que você está coberto de razão.
Cabe a todos nós, que nos preocupamos com o avanço da barbárie, porque ela já está aí, procurar alternativas que realmente resgatem o conteúdo humano e social no que ele tem de mais essencial - com o perdão da rima pobre e talvez, do que pode ser lido como posição “piegas” e coisa e tal, quando apenas é lidar com fatos concretos, não negando aos humanos, a nossa humanidade.
Comentário 16 : Beleza!
A população mundial vai continuar crescendo até quando? Li previsões de que ela se equilibra em 14 bilhões de pessoas. É demais. Ou a tecnologia de clonagem (alimentos) avança a passos largos, e também a de produção de hidrogênio (combustível), e os governos do mundo inteiro priorizem o transporte de massas eficiente, econômico, confortável, ou os desesperos para atender às demandas nos acabarão levando à barbárie.
O interessante é observar que o mesmo capitalismo que estimula o individualismo (um carro para cada pessoa!), também abre as janelas que apontam as soluções. Só que faz o que pode para manter essas soluções lá longe, no horizonte.
Você toca em pontos importantes, mas a paixão escurece a visão, muitas das vezes.
A humanidade é desumana (sic). Sempre haverá desequilíbrios pelas próprias posturas individuais. Não negue a atávica realidade. Há quem lidere e há quem goste e precise ser liderado.
O ponto onde acertas, com frequência, é que líderes mais racionais são necessários, líderes menos egoístas nesse rumo catastrófico mesmo. Na redução dos enormes desequilíbrios há um caminho de solução, ou mesmo de sobrevivência. Mas sempre haverá desigualdades. Que elas, então, sejam ao menos sustentáveis em todas dimensões ( sustentabilidade = função das variáveis (social, ambiental, econômico) ).
Sim, também não acredito no modelo capitalista do império hegemônico que procura na força bruta sustentar sua não leveza de ser. Como também não acredito no modelo da ditadura do proletariado. Acredito e boto fé no meio do caminho. Tá filosófico, mas você é muito mais inteligente que o necessário pra entender o que quero dizer.
um abraço.
ps.: aqui você deixa de ser chato e passa a ser líder. Não conheço as teses do István Mészáros, indique-me um lugar onde possa olhar isso de forma acessível à um mero curioso ignorante, ou seja, mastigado para os não iniciados na terminologia chata da empáfia dos economistas bobos. Ou, melhor, mastigue aí e regurgite aqui.
Pax….o seu determinismo e fatalismo são um lugar comum em boa parte das cabeças pensantes que conheço…….amigão….a humanidade evolui….se compararmos a humanidade “cabeça pensante e equilibrada” de 500 anos atras perceberemos que o numero de seres bons e capazes e evoluidos daquela época cresceu exponencialmente………e assim será até que toda a humanidade …ou quase toda esteja em ponto de partimos para outra situação…..aí eu entro no espiritismo……..mas acreditar e pelejar para que isso se torne a verdade diária é o nosso fardo e missão…..
Mas, caro amigo HRP, a josta é que sou ateu ! Respeito tua fé, mas não compartilho.
Dentro dessa minha não fé, me é impossível ver a humanidade, daqui 500 anos, sendo formada somente de bons espíritos evoluídos, fraternais e igualitários.
Vejo sociedades que se fiscalizam e obrigam seus cidadãos a compartilhar de forma mais humana, porém respeitando diferenças. Esse é meu sonho de “consumo”. Simplificando: que as oportunidades sejam iguais. O resto, cada um por si e todos por todos.
Uma visão simplista: o que mais ganha, jamais ganhará mais que quatro vezes o que menos ganha, supondo que todos que possam, trabalhem.
O mar serenou quando ela pisou na areia
Quem samba na beira do mar é sereia
A lua brilhava vaidosa
De si orgulhosa e prosa com que Deus lhe deu
Ao ver a morena sambando
Foi se acabrunhando
então adormeceu
o sol apareceu
Eu trabalho desde os 13 anos. Me ferro de trabahar porque quero, de 12 a 14 horas por dia. Se ganho mais ou menos que algum, é graças ao meu esforço pessoal, e talvez por algum talento.
Isso pra mim é justiça.
Agora, acho que todos deveriam nascer com as mínimas condições de sobrevivência, sim.
E evolução espiritual pra mim é balela. Se a humanidade evoluísse espiritualmente, pelo tempo que estamos sobre a Terra, isso aqui já seria parecido com a terra dos Teletubbies.
A vida de agora não é só trabalho e resultados( já reparou como as vidas são curtas?…70 80 anos ,agora em média? esse periodo não dá mesmo pra ser o de uma existencia justa, então))….ela é bem mais complexa que isso….porque se entrelaçam os destinos e escolhas e …..as falencias na busca dos objetivos….
Meu único medo de pensar que sou eterno é acreditar. Se isso acontecer, vou procurar ajuda de um profissional.
Pra mim é simples assim, HRP: nascemos, vivemos e morremos. O que há depois disso é o nada. Na verdade há sim, os pelos continuam crescendo, as unhas também. A carne apodrece.
Amiga Albinha gentil,obrigado pelas suas palavras.
Ainda que soubesse a língua dos anjos e dos animais, sem amor, nada seria (São Paulo em Coríntios)
Amigos Pax, Romeu, Guilherme, Monsores, Proftel,
existe uma confusão nisso tudo. O homem é um ser social que produz hierarquias, como reconhecem todos os antropólogos e Braudel. Não existirá sociedade totalmente igualitária, pois somos diferentes, com capacidades biológicas diferentes . Nenhum socialista acredita em coisa diferente disso. Essas alegações são tonterías. A questão é assegurar condições igualitárias para o ser humano desenvolver suas aptidões em prol da humanidade.
Quando tiver tempo, farei um esforço para rascunhar alguma coisa sobre as questões do húngaro.
Abraços
Pax, num tô misturando nada. Só usei a bíblia para dizer que é preciso paixão para viver, para discutir, sem que isso atrapalhe a razão.
Mas socialismo é isso. A pergunta é se existiriam os paraísos capitalistas sem a exploração mundial da divisão de trabalho?
Na Escandinavai, tudo o que um cidadão ganha e quanto paga de IR é aberto ao público e está na internet. E é assim há muito tempo. Publico, mesmo antes de ter internet. Transparëncia. Assim se combate corrupção e sobra muto mais dinheiro para o bem de todos, educação, saúde, aposentadoria.
só o amor a causa poderia fazer que Marx abandonasse uma vida pequeno burguesa para viver na penúria em prol da difusão de suas idéias, sendo conhecido mundialmente. Era um racionalista. Spinoza, idem. O biru
Não é você quem está misturando Surf, sou eu mesmo, não falei da citação bíblica, que aliás gostei e fiquei admirado pela sua sensibilidade (hum..?).
Falo de expressões cunhadas que incomodam, trazem interpretações, vinculam antigos sentimentos e o diabo a quatro, ou de quatro, caso o josef nos leia.
Comunismo, capitalismo, socialismo são verbetes de várias acepções, de muitas interpretações, a maioria das vezes, cheias de emoções antolhadas.
Clara creio que decifrou melhor o que quis dizer. Santa Clara, clareou.
o biruta do Nietzsche idem. Einstein, que poderia ter sido um ricaço, pouco interesse mostrou em acumular riqueza. O santo do Dr. Sabin idem. E por aí vamos. É um sinal de imbecilidade usar sua vida apenas para acumular riqueza e viver para as futilidades do mundo. Mas quem conseguirá convencer essa gente idiota de que o poder , representado na riqueza, deveria ter uma utilidade humanitária?
Mudando o rumo da prosa, ou será que não? Para o Surf pensar e se municiar em argumentos contra os homens sublimes.
…………………………………………….
“Conservar os músculos descontraídos e a vontade desembaraçada, é o que há de mais difícil para vós, homens sublimes!
Quando o poder se torna clemente e condescendente com o visível a essa condencendência chamo eu beleza.
De ninguém exijo tanto a beleza como de ti, ó poderoso; e a tua bondade deveria ser o teu derradeiro triunfo.
Sei-te capaz de todo o mal possível; é por isso que exijo de ti o bem.
Na verdade tenho-me rido amiúde dos débeis que se julgam bons por terem as mãos entorpecidas!
Deverias rivalizar em virtude com a coluna. quando mais ela se eleva, mais se embeleza e se afina, ao mesmo tempo que se torna interiormente mais resistente e mais dura.”
Estou desde nove da matina arrumando uma máquina.
Back-up d’uns 14Giga (feito num HD de slave), particionar (dividir e 2 um HD de 80Giga), formatar e instalar tudo do zero.
Terminei agora, por enquanto está blz.
A patroa que reclamou o dia todo, usei a mesa (monitor, teclado, mouse, caixas de som e cabo de rede) do computador dela pra fazer o serviço (estava com preguiça de desmontar o meu, o cabo do LCD é diferente e essa máquina aqui não pega).
Ainda vou checar outras coisas, volto mais tarde.
Acabei de voltar do filme Indiana Jones. Não sei se alguém gostou, mas de todos da série foi o que menos gostei. Filme bem feito, mas de fracas emoções e até um pouco chato.
Pode ser por eu estar com 20 anos a mais.
Farao, nunca pensei que ia falar isso, mas , concordo com vc…eu to muito velha para apreciar esse indiana jones…so gostei porque fui com meu filho e ele pirou!!!!
confetti querida…o tal do perfume ta fazendo o maior sucesso…o que tem de escandinavo ficando doido kkkkkkkk
Acabei de chegar, fui levar o computador.
Liguei no celular da Ivanilda e nada d’ela atender, pensei comigo, gente como nós num sábado a noite ou está em casa ou na igreja, imaginei que ela estivesse em casa, acertei (e quando falei isso pra ela quase morreu de rir).
Cheguei na casa, mó breu, nenhuma luz acesa, nadinha, chamei duas, três vezes e a porta abriu, até pensei que estivessem dormindo, que nada.
Cumprimentos de praxe, conectei tudo e liguei o computador, fui explicando o que havia de novo, sistema atualizado e programas de última versão, os olhos das duas brilhando, deu gosto de ver.
A Carol tá aqui, veio buscar a Duda, não sei se ela irá.
Tô cansado, nem parece sábado mas, valeu, Dona Ivanilda merece.
Caro Surf,
concordo com a Alba. De passagem pelo blog, um prazer a leitura de seus textos, sem medo de propor civilização. A famosa alternativa “socialismo ou barbárie” não faz parte do meu acervo ideológico e nunca freqüentei o Mészarós; mas qualquer sujeito não inteiramente coisificado concordará tranqüilamente com sua mensagem 42. A 36 também é útil pra introduzir na baiúca um mínimo de serenidade. Entre muitos católicos italianos da DC, à época da resistência e do imediato pós-fascismo, havia quem usasse a expressão “fazer caminho” com os comunistas e socialistas. Antes de chegar ao ponto de bifurcação necessário (e às vezes ele chega depressa), há várias possibilidades de trilhar terreno comum. Ainda hoje, contexto muito distinto, Igreja praticamente fora do que é cultura mainstream, lembro das questões interessantes (inclusive e muito especificamente sobre o lugar da religião na esfera pública) levantadas de pontos de vista distintos por Ratzinger e Habermas naquele diálogo antigo (2004?) e manjado.
Alex……voce é um barato……aqui em Mogi…..friozinho…..estou sozinho….stand by para a fabrica….os meninos na balada e a mÔlher com as tias em Campos de Jordão……feira de bordados……fazer o que?
Sem direito a coñac, cerva ou “uisque”!
Limpinho para as emergencias!
E dá-lhe tv!
Surf, hoje de manhã antes de começar o computador passei na região onde ficam os relojoeiros (troquei as pilhas do meu relógio que marca temperatura/pressão/altitude e tem bússola).
Um dos vehinhos aparentemente conhece esse seu relógio, disse que a máquina é boa (falei sobre a maresia aí do Rio), vê se confere, ele disse que a máquina usa “duas cordas” (tem dois lugares pra dar corda) e que a máquina desse relógio é “Ansonia”, (deve estar escrito nele, provavelmente na parte de trás).
Podia ser com você
De repente, lá dos fundos do quartel escuro e imundo, uma voz desesperada começou a gritar, urrar:
- Ai, meu São Gonçalo! Me salve, meu padroeiro! Eles vão me matar!
Tombos surdos, sons pesados como patadas de elefante em filmes, gargalhadas histéricas e palavrões ecoavam no silêncio úmido do quartel e não se ouvia mais a voz do devoto de São Gonçalo. Mas voltava, pastosa:
- Me salve, meu São Gonçalo! Eles estão me matando!
Novo tombo surdo, novas patadas, novas gargalhadas e palavrões, e caía outra vez sobre a madrugada o silêncio molhado do quartel. Para daí a pouco começar de novo. Até parar no amanhecer.
Da cela-porão, onde eu estava enfiado, em maio de 64, no infecto e multissecular quartel do Forte do Barbalho, em Salvador, dos tempos da invasão holandesa na Bahia, não dava para saber o que estava acontecendo.
Éramos mais de duzentos presos políticos no quartel: prefeitos, vereadores, professores, jornalistas, líderes sindicais e estudantis, amontoados em celas coletivas. E o deputado Mario Lima e eu confinados em dois fedorentos depósitos de tambores de gasolina, transformados em celas-solitárias. Todos dormindo no chão crispado do cimento secular.
Capitão Ávila
De onde viriam aqueles apelos a São Gonçalo? Não havia tortura aos presos políticos no quartel, em 64. Ninguém era tirado da cela para apanhar. Alguns, porque resistimos ao ser presos, levamos pancadas na rua, que logo pararam. Havia a bárbara nudez sobre o chão molhado de gasolina e óleo, havia o dormir sobre o cimento frio, esburacado de séculos.
Mas tortura não havia. De manhã, perguntei ao discreto e humano capitão-médico Cáliga o que tinha acontecido. Ficou constrangido:
- Não faça perguntas, sobretudo ao comandante. Pode lhe ser pior.
Mas fiz. Tirado da cela-porão para depor no gabinete do comandante do quartel, capitão José Hermes Figueiredo Ávila, perguntei, ele ficou irado:
- Deputado, não se meta no que não é de sua conta. Podia ser com você.
Apurei depois. Um soldado saiu escondido para ir ao aniversário da mãe, em São Gonçalo, no interior. Buscaram-no e surraram a noite inteira.
Há uma indignação generalizada no país, tanto da imprensa como de entidades e personalidades jurídicas, pelo fato de um oficial do Exército ter entregue três jovens de uma favela a um bando rival armado, que os trucidou.
A indignação é legítima. Pelo menos se procede a versão dos militares. Mas é curioso observar que quando o ministro da Justiça, Tarso Genro, devolveu dois boxeadores cubanos - que queriam asilo no Brasil - a uma ditadura armada, apenas tímidos protestos foram esboçados no país.
Foi decretada a prisão dos militares que enviaram os três favelados à morte. Tarso continua livre.
Petralhas querem controlar programação da TV a cabo (e, de quebra, descolar mais uma bocada para cupanhêros da mídia)
Quem é um pouquinho mais velho lembra: na década de oitenta, lá pelo fim da ditadura e no início do governo Sarney, quem ia aos cinemas era obrigado a assistir a um insuportável curta-metragem nacional antes do início dos filmes. Um dos mais “famosos” mostrava o dia-a-dia das fiandeiras de Goiás (ou outro estado qualquer, não lembro direito), e era uma verdadeira tortura coletiva. Acho que foi a coisa mais chata que eu já vi projetada numa tela de cinema. O público odiava, mas uma penca de pseudocineastas bananeiros incompetentes tinha o seu jabá garantido graças a uma lei da ditadura que obrigava os cinemas a exibir produções nacionais antes das sessões.
Pois a petralhada, amante da ditadura (desde que seja a deles) e sempre em busca de uma grana fácil, que retornar aos “bons tempos”. Jorge Bittar (deputado-PT), um pau-mandado do Zé Dirceu aqui do Rio, está capitaneando um projeto que institui cotas - sempre elas! - para produções esquerdopatas, digo, “nacionais”, na TV a cabo. Ou seja: você paga uma nota para assinar os canais de TV a cabo e mesmo assim tem de assistir ao que os petistas querem, e não ao que você quer.
Analfabetismo e a inviabilidade do Brasil
Por Gustavo Ioschpe
Você, que consegue ler esse texto, pode se deixar tomar por uma alegria melancólica. A
razão pela alegria é que o digno leitor faz parte de um seleto clube: no Brasil, apenas
26% da população consegue ler e entender algo maior do que uma notinha ou texto
curto e simples. A melancolia deve vir pelo mesmo motivo: saber que mora em um país
onde, às portas do século 21, em plena Era do Conhecimento, quase três quartos da
população é funcionalmente analfabeta.1
Atualmente, países como Estados Unidos, Finlândia e Coréia do Sul ostentam taxas de
matrícula no ensino universitário beirando os 90%.2 Enquanto eles universalizam o
ensino superior, nós universalizamos o analfabetismo funcional. Nessa toada, só
conseguiremos competir com esses países na produção de commodities agrícolas a
baixo custo. Ou viramos uma autarquia. De um jeito ou de outro, o País do Futuro ruma
de volta ao passado e despede-se do sonho de fazer parte do mundo desenvolvido.
Nossa debilidade no quesito alfabetização não é causada pelas excentricidades da língua
portuguesa nem por deficiências inatas de nossos alunos, mesmo os mais pobres. É
unicamente resultado de um sistema educacional inepto.
De 48 países seguidos de perto pela UNESCO e OCDE, temos de longe a taxa mais alta
de repetentes na 1ª série do ensino fundamental: 32% - contra praticamente zero dos
países da OCDE, 1% de Rússia e China e 4% na Índia.3 Ou seja, enquanto nos outros
países a primeira série é quase que um rito de passagem, no Brasil ela é um matadouro:
de cara, já condena um terço da população ao atraso e seus efeitos deletérios sobre a
auto-estima das crianças.
Por que ostentamos esse fracasso redundante? Antes de mais nada, é preciso
desconstruir alguns mitos costumeiramente usados para explicar nossa falência.
Em primeiro lugar, a culpa pelo fracasso escolar não é dos alunos. Parece óbvio, mas
não é: entrevistados, 77% dos professores declararam ser o desinteresse do aluno a
razão de sua repetência. Apenas 5% identificam a má qualidade do ensino como causa
do fracasso.4 Não se sabe se por estafa ou cinismo, mas a maioria de nossos mestres
parece não notar que o desinteresse do aluno é conseqüência, e não causa, de nosso
atraso educacional.
A pobreza dos alunos e suas famílias tampouco pode ser usada para desculpar nossa
carência educacional. A Coréia, por exemplo, era mais pobre do que o Brasil na década
de 60, e assim mesmo iniciou um salto qualitativo em seu ensino que muito contribuiu
para alçar o país à posição de liderança no cenário internacional.
A falta de vagas nas escolas também não pode mais ser apontada como fator importante.
Já temos taxas de atendimento próximas de 100% na 1ª série do ensino fundamental. O
problema não é mais atrair alunos, mas fazer com que permaneçam na escola. Para isso,
a chave é uma educação de qualidade.
Nossa baixa qualidade não é igualmente causada pela suposta baixa remuneração de
nossos professores nem pelo nível de investimento do Brasil em sua educação.
O professor do ensino primário brasileiro ganha 1,6 vezes o PIB per capita do país. Nos
países da OCDE, esse valor é de 1,3 vezes. Na Argentina, Chile e Uruguai, países com
sistemas educacionais muito melhores que o nosso, esse valor é de 0,85, 1,25 e 0,75
vezes, respectivamente – todos inferiores ao salário do professor brasileiro.5 O professor
brasileiro não é mal pago por ser professor, mas por ser brasileiro. Vivemos em um país
pobre. Querer comparar nossos salários, em valores absolutos, com aqueles de países
ricos é capcioso. O governo brasileiro tampouco gasta insuficientemente em educação.
Gastamos 4% do PIB, contra 4,9% dos países da OCDE. Apesar de gastarmos um
pouco menos, deixamos uma fatia bem maior de alunos fora das escolas, e os que estão
dentro recebem uma educação pior. Gastamos o mesmo que Argentina e Chile, e mais
do que o Japão.6
Se essas tão surradas causas não passam de miragem, a que podemos atribuir nossa
performance tão pífia? A resposta é simples: o professor não sabe ensinar. Sob essa
superfície aparentemente translúcida, correntes turvas se agitam.
A constatação de que o professor não sabe ensinar é praticamente inescapável dados os
resultados de nossos alunos, qualquer que seja a medida: taxas de repetência e evasão,
performance em testes nacionais ou internacionais. Felizmente, temos ainda evidência
mais direta. Quando professores e alunos de 4ª série foram testados, notou-se que o
nível de conhecimento dos mestres era semelhante ao de seus aprendizes e que poucos
dominavam o conteúdo que ensinavam. A formação dos professores alfabetizadores é
débil e improvisada: mais de 80% afirmaram ter aprendido “na prática” ou “com a
experiência”. Apesar de 85% dos professores se declararem prontos para alfabetizar, sua
performance em provas desmente essa impressão: em teste de 9 conceitos de
alfabetização, só 3 tiveram índice de acerto superior a 60% dentre os membros da rede
pública. Um grande número de professores acredita que o aluno pode ser alfabetizado
até a 4ª série ou que a idade em que se dá a alfabetização não importa (!).7
Levemos então a pergunta um passo adiante: por que tamanho despreparo entre nossos
alfabetizadores?
Uma razão é que os melhores professores não querem ensinar na primeira série,
preferindo as idades mais avançadas, idéia que é relatada em conversas com docentes ou
publicações sobre o fracasso escolar.8 Dá-se uma inversão de prioridade: colocamos os
melhores professores em campo quando o jogo já está praticamente perdido.
Desperdiçamos o talento desses professores com alunos cuja capacidade de aprendizado
foi severamente comprometida por uma fundação claudicante. Com uma alfabetização
incompetente, o aluno dificilmente conseguirá aprender o necessário – e exprimir seu
conhecimento em provas – para progredir aos níveis mais avançados do ensino.
Outra razão perversa é que o viés ideológico que faz a cabeça de nossos professores – e
de seus professores e autores prediletos – prega que “preparar” o aluno com
“competências” para que tenha sucesso em sua vida é como que compactuar com o
demo. O discurso do professorado vê o ensino como ferramenta de conscientização do
aluno para sua mobilização social e conseqüente engajamento na luta para mudar o
mundo, derrotando a besta-fera do capitalismo e sua mutação ainda mais abominável, o
neoliberalismo. Os professores se vêem não como instrutores ou condutores de um
processo acadêmico ou da busca pelo saber. Não, companheiro! Os professores são
baluartes da revolução vindoura, os últimos elementos de resistência tratando de
preservar a bondade intrínseca do homem ante a bestialidade da sociedade industrial.
Não se trata aqui de especulação ou impressões casuais, mas de resultado inclusive de
censos. Em pesquisa da UNESCO, por exemplo, 75% dos professores declararam ver a
igualdade como valor superior à liberdade. 55% discordam da idéia de que a atividade
docente deve ser politicamente neutra. Para 72% dos professores, “formar cidadãos
conscientes” é uma das finalidades mais importantes da educação. Nessa lista,
“proporcionar conhecimentos básicos [ao aluno]” recebeu o apoio de apenas 8,9% dos
entrevistados, enquanto “formar para o trabalho” só foi apontada por 8,3%.9
Essa coloração ideológica tem três vantagens importantes para seus fiéis. Em primeiro
lugar, é totalmente subjetiva. Quem há de dizer se alguém está efetivamente criando um
cidadão crítico e consciente? É impossível, não há teste para isso. Segundo, ela permite
descartar peremptoriamente qualquer acusação de incompetência ou proposta de
mudança: quem quer resultados tangíveis e mensuráveis está certamente a serviço de
Washington, e boa gente não é. Raramente há argumentação factual nessa área: aos
números se contrapõem tertúlias. Quando estas se esgotam, parte-se para o ataque ad
hominem. Terceiro, impede qualquer mudança pontual. A educação é um processo
“holístico”, e analisar seus diversos componentes é um “reducionismo” imperdoável.
Não é possível mudar uma parte quando o sistema todo está podre, é o que eles parecem
dizer. Não é possível comparar a educação brasileira com aquela dos países
desenvolvidos, pois eles estão no centro do capitalismo e nós somos periféricos.
Comparar com outros países periféricos também é uma má idéia, já que qualquer aluno
de 5ª série propriamente doutrinado sabe que nossa herança escravocrata e
patrimonialista nos torna singulares no concerto das nações. Para mudar a educação,
seria necessário mudar o país. E como é impossível mudar o país sem mudar nossa
educação, temos aí a receita para o imobilismo eterno.
Miseravelmente, essa situação encontra-se em estado de equilíbrio. Apesar de nossa
falência educacional, a cisão de classes do país faz com que os pais das crianças ricas
coloquem seus filhos nas escolas privadas e se despreocupem da educação do país, e
que os pais pobres estejam satisfeitos que seus filhos tenham a oportunidade que eles
não tiveram: a de freqüentar a escola. Esses pais estão geralmente satisfeitos com a
qualidade da educação dos filhos – por não terem ferramentas para realmente avaliar
essa qualidade – e costumam culpar os filhos, e não seus professores, por sua
incapacidade de aprender. Intocada, a situação pode perdurar indefinidamente. Como
mudá-la?
Em primeiro lugar, conscientizando a população brasileira da importância da educação
para a viabilidade do país neste novo século e, especialmente, expondo o tamanho de
nossa fragilidade e insucesso nessa área.
Essas não são tarefas para governantes – em última análise, responsáveis pelo atual
estado de coisas – mas para a sociedade civil. Estou convencido de que o poder público
só atuará para a resolução de nossa crise educacional quando for instado a tanto por seus
eleitores. Esgotou-se o período em que as batalhas da educação eram consensuais e
benéficas a todos. Quem poderia se opor à construção de mais escolas, mais vagas,
oferecimento de merendas e livros didáticos? Ninguém. Hoje, a batalha da educação
envolve entrar em batalhas políticas indigestas, bater de frente com o poderoso
establishment educacional. Por isso, me arrisco a dizer que qualquer tentativa de
reforma fracassará se não for respaldada por um clamor popular pela educação.
A mudança segue o seguinte roteiro. Primeiro, conscientização social gerando pressão
popular. Segundo, criação de mecanismos de avaliação da performance da alfabetização
no país. Terceiro, divulgação pública de seus resultados e estabelecimento de
“benchmarks” de sistemas alfabetizadores. Quarto, instituição de um sistema de
incentivos que premie os agentes educacionais competentes e puna os ineptos. Quinto,
um amplo pacote de mudanças que aproxime os ineptos da performance das escolasbenchmark.
Sexto e último, atenção especial para as escolas com os piores índices de
desempenho. Especificamente, isso significa o seguinte:
?????Criação e replicação de várias campanhas como esta que se inicia, mobilizando
formadores de opinião pela reforma na educação, fazendo com que elas se
estendam até a ponta: a população carente, cujos filhos estão nas escolas
públicas das áreas periféricas. Sem o apoio deles, nada será feito.
?????Alteração dos sistemas de testes nacionais de educação para a inclusão da
primeira série. Hoje, temos o SAEB, feito por amostragem, na 4ª, 8ª e 11ª séries.
Temos o ENEM, de participação espontânea, que mede os conhecimentos dos
concluintes do ensino médio. E foi criado o ProvaBrasil, de abrangência
universal, para 4ª e 8ª séries. Ou seja, temos dois testes para 4ª e 8ª e dois para o
fim do ensino médio, mas nenhum para o momento mais crítico e basilar da
educação brasileira, que é a 1ª série. O SAEB ou, de preferência, o ProvaBrasil
poderia abandonar uma de suas séries e passar a cobrir a 1ª série, medindo
unicamente, assim, a alfabetização.
?????Os resultados desse teste deveriam ser publicados nacionalmente, em cada
escola de cada município. Essa divulgação não apenas serviria como um
poderoso instrumento de pressão para toda a população – finalmente, o pai
poderia saber se a escola do filho é melhor ou pior que a escola da vizinhança ou
da cidade ao lado e, assim, cobrar providências de seus professores, diretores e
prefeitos – como também facilmente identificar as escolas de sucesso. Há muitos
professores e escolas excelentes, mesmo em locais de pobreza aguda, e sua
identificação (e replicação) seria um bálsamo para localidades que não
conseguem desenvolver um método de sucesso.
?????Criação do que eu chamo de Lei da Responsabilidade Educacional. Atualmente,
os municípios recebem recursos para a educação quando não atingem um
patamar mínimo de investimento por aluno. Não só criamos um mecanismo de
incentivo perverso, que premia os que menos investem, como abre-se assim a
porta a todo tipo de irregularidades e desvios. Precisamos de um sistema que
premie resultados, não meios. Assim, a LRE determinaria que as prefeituras
receberiam recursos para a educação de acordo com sua melhoria, ano a ano, em
dois quesitos: taxa de repetência e performance nos testes nacionais (SAEB ou
ProvaBrasil). Quem mais melhora de um ano para o outro, mais dinheiro recebe.
Os índices de melhoria e recebimento deveriam também ser tornados públicos,
nacionalmente. Junto com a pressão popular, o incentivo financeiro é a peça que
falta para que os governantes se comprometam com uma educação de resultados.
Criada essa mudança institucional e de mentalidade, que medidas objetivas deveriam ser
tomadas para que melhorasse o rendimento em sala de aula? Haverá grande
variabilidade, dada a heterogeneidade do sistema brasileiro, mas algumas diretivas são
generalizáveis. São elas:
?????Profunda alteração no currículo e estrutura dos cursos destinados a formação de
professores. Hoje, nossas universidades de pedagogia são povoadas por filósofos
do ensino. Craques nas últimas teorias pedagógicas em voga na Espanha ou
Inglaterra, capazes de analisar as diferenças da semiótica de Piaget e Vigotsky.
Deixemos essa agenda para os programas de PhD. Na graduação, precisamos
ensinar a ensinar. Precisamos que o futuro professor saiba menos teoria e mais
prática, menos discussão e mais ação. As pesquisas empíricas internacionais
apontam que o conhecimento do professor da matéria que ensina é fundamental
para o sucesso do aluno, assim como o são algumas práticas de aula: passar e
corrigir dever de casa, avaliar os alunos constantemente, usar o tempo de aula
para exposição e explicação, não cópia do quadro negro ou exercícios. O
professor precisa saber mais sobre o que funciona e aprender a implementar as
receitas de sucesso.
?????Como decorrência dessa orientação curricular, vamos rever o método de
alfabetização usado no país. 70% dos professores que dizem seguir algum
método alfabetizador optam pelo modelo construtivista10, quando o método
fônico vem se mostrando empiricamente superior em todos os países estudados.
Precisamos de treinamento no método fônico para os professores já em campo.
Treinar professores em alfabetização não é uma tarefa de outro mundo. Os
programas de aceleração do ensino, por exemplo, demonstraram ser possível ter
melhoras significativas em um curto espaço de tempo e com custos suportáveis.
?????Reestruturação do plano de carreira do magistério e sua estrutura de incentivos,
passando a estimular de forma pecuniária e não-pecuniária a ida dos melhores
professores para as séries iniciais das escolas com maiores dificuldades.
Quando a escola estiver fazendo a sua parte, ela poderá passar a envolver mais a
comunidade. Não se podem culpar os pais pelos fracassos educacionais dos filhos, mas
sabe-se que há muito que os pais podem fazer para ajudar o aprendizado de suas
crianças. Reverter o quadro atual em que nossas crianças passam mais tempo assistindo
televisão do que fazendo deveres de casa, por exemplo.11 Aqueles que lêem, que
incentivem os filhos a ler. Pesquisas mostram que as mães, mais do que as professoras,
são as principais responsáveis pela criação do hábito da leitura nas crianças.12
Finalmente, precisamos calibrar este sistema mais meritocrático e orientado a resultados
com uma atenção especial às escolas ou localidades que não dão certo. O Chile tem um
programa que pode nos servir de exemplo. Nele, as 900 escolas com o pior desempenho
no teste de avaliação nacional recebem atenção redobrada do Ministério da Educação do
país, sendo supervisionadas quinzenalmente. Os colégios atendidos têm melhorado mais
do que a média nacional.13 Este é – e deve ser – um programa divulgado ao público.
Ajudará os administradores sérios que sofrem com grandes dificuldades e carências, e
constrangerá os que fazem mau uso dos recursos públicos.
Desnecessário dizer que a implementação de uma mudança radical no sistema
educacional brasileiro, especialmente em suas primeiras séries, é emergencial. Já
estamos em apuros pelos próximos 20 ou 30 anos por causa da geração que está em
nossas escolas agora ou que acaba de sair delas. Se esses apuros perdurarem por 50 ou
100 anos, é difícil prever que Brasil restará para ser resgatado, mas os contornos gerais
são claros: será um país pobre, atrasado, desesperançado e com seu tecido social em
frangalhos por décadas de exclusão. Quando a escola ensina, é o trampolim para as
estrelas. Quando se torna apenas um alojamento para tirar crianças das ruas ou de suas
casas, transforma-se na mais poderosa ferramenta de transmissão intergeracional de
desigualdades, uma máquina de moer sonhos.
Resgatar nosso sistema educacional é tarefa importante demais para ser deixada apenas
nas mãos de políticos e educadores. É dever de Estado, é elemento fundamental da
Nação, é parte inimputável da cidadania. É a tarefa mais urgente e importante que nos
espera neste século que se inicia. Não é condição suficiente para que cumpramos nosso
destino histórico, mas é indispensável. É a nossa obrigação para com nossos
compatriotas, os que já se vão e os que ainda não vieram. Não podemos falhar.
HRP, só agora li os comentários, estava jantando.
Aqui tá frio bacarai.
A patroa achou pra vender um frango desossado temperado, há de tudo.
Principalmente toicinho.
O bicho parece um cilindro, bota direto no forno, uma delícia.
Acabei de traçar uns pedaços, só acompanhado de farinha temperada (já falei dela aqui) e pimenta.
Muito bom esse troço.
Chest, esse texto é mentiroso.
O que acontece é o seguinte, colocam na conta da “educação” desde merenda escolar, conta de energia, água, combustível, manutenção e tudo o mais, aí dividem pelo número de professores.
Acaba dando impressão que professor ganha bem, porra nenhuma.
Vai ver a merda que tá.
Confere as contas, vê onde essa grana é gasta, esses filhos-da-puta não dizem qual a porcentagem do total com “educação” é salário de professor, se falarem a casa cai.
De boa, você sabe que trabalho na área.
Nada contra você, é contra esse nó cégo que escreveu o artigo.
Aliás, nesses quase dez anos já vi muita coisa.
Quando entrei haviam muitos professores que tinham na cabeça o seguinte:
“Pagam pouco, trabalho pouco”.
Essa fase já passou uns 2 ou 3 anos atrás.
Agora não há mais isso, a economia está andando, o pessoal tá e pulando fora direto e reto, falta professor em tudo quanto é canto (fora do eixo Sul/Sudeste que ainda se mantêm não sei por quanto tempo).
Estou na “fila” pra cair fora também, se tudo der certo não falta muito.
Amigos Pax, Cabral, Proftel, Romeu, Albita, Monsores,
uma sinusite me abate, ai, São Gonçalo!
Cabral, pela primeira vez vc. diz que gostou de algo que escrevo. Bom, sou um maldito e avacalhado desse blog não perdoado pela Confetti.
Proftel,
exatamente. Tem um chave para dar corda em dois mecanismo. Agora a tal da inscrição só tirando da parede. Tenho vontade de levar o bicho para um bom relojoeiro.
Uma boa noite a todos.
E o Chuchu e seus apaniguados? Lula e seus aloprados poderiam encontrar melhores aliados entre supostos adversários? Creio que não.
Peña Esclusa disse que procurou o Chuchu antes da eleição presidencial de 2006, instando-o a que denunciasse, durante a disputa, a ligação visceral de Lula com o Foro facinoroso. Estranhou, depois, que ele não o tivesse feito.
Dá pena do Esclusa. Ele, por certo, nunca tinha visto um Chuchu antes.
doc farao, aia,
indiana jones envelheceu, nos envelhecemos, perdemos algumas ilusoes nesse meio tempo….
o cranio de cristal nao é pior que os precedentes ….nos é que precisamos de mais, muito mais pra sentir alguma emoçao….blasés…
dracula, vc nos matou com esse babado kilometrico ! nao sabe linkar, embrulhar pra viagem ? aff
rc, tem gente que nao reconhece seu teclado…))
sarkozy ta em israel hj…..
ontem na fete de la musique, ouvi brahms, rock, chanson, nino rota, rap, mozart, mpb….tudo isso na rua, a noite foi linda !
sobre livre circulaçao de mercadorias : atualmente todas as maçans “royal gala” ( aquelas pequenas bem vermelhinhas) sao importadas do brasil ! nao ha mercado, feira ou hipermercado que nao venda ! ta marcado assim :
rasip agro pastoril, vacaria rs, brazilian apple
o problema, pra mim ao menos que so como coisas depois de verificar como foram produzidas, é que nao da pra saber se foi usado agro toxico ou se a tal “rasip” é “do bem” …
entao so provei uma, deliciosa por sinal, mas so uma….
anyway, aos que falam no protecionismo chiita da comunidade européia, saibam que a europa produz muita maçan e que atualmente so se acha maçan brasileira por aqui ! :)))
Confa,
uma lástima… prova viva do tempo que escoa e nos remete à certeza de que no passado era mais legal.
E o filme ainda nos ameaça deixando o filho sem graça do Indiana Jones, o Jr.
Música: Tenho ouvido os discos desse cara Ivan Vilela. Já coloquei alguma coisa aqui e depois vi que há algumas músicas no site disponíveis. Agora mesmo estou ouvindo Eleanor Rigby. É uma sonoridade brasileira explorando outras coisas além da caipira, com a viola de 10 cordas. Bom pacas. Falei com ele pessoalmente, me disse que abriu o espaço entrea as cordas para explorar mais o instrumento. Enfim…
Ferreira Gullar é muito bom, esse aqui me lembrou da blogueira cubana.
Como dois e dois são quatro
Sei que a vida vale a pena
Embora o pão seja caro
E a liberdade pequena
Como teus olhos são claros
E a tua pele, morena
como é azul o oceano
[E a lagoa, serena
Como um tempo de alegria
Por trás do terror me acena
E a noite carrega o dia
No seu colo de açucena
- sei que dois e dois são quatro
sei que a vida vale a pena
mesmo que o pão seja caro
e a liberdade pequena.
A beleza da palavra escrita é sempre um balsamo.
Mas por que o sacrificio é sempre a via mais comum para se atingir a liberdade?
Porque para tudo há um tempo.
Cuba para mim é o exemplo desse teatro experimental na busca pela liberdade…..com o tempo , e sem auto critica, o regime cubano se poluiu…..se acostumou as praticas totalitárias…..embora poucos cubanos no exterior maldigam Fidel……sabem o que foi a época anterior…….
O gozado dessa quase nostlagia com as épocas passdas é isso acabamos lembrando do lado bom e esquecendo o sofrimento e as injustiças…..
E mais gozado ainda é há saudosistas aqui dos tempos militares…..por isso por puro exercicio de lógica percebo que a era militar deve ter tido algo de bom…….eeeeeeee……
Mas é verdade….Cuba está madura para a liberdade democratica…….
Agora….será que do outro lado do mar das antilhas….do mar co Caribe os WASPs vão deixar vicejar a plena democracia em Cuba?
Ou o desejo de vingança vai prevalecer?
Será?
HRP, falei contigo ontem a noite viu?
A patroa foi ao supermercado aqui perto, muito sol pra andar até a feira, acordamos tarde hoje.
Tô treinando pras férias.
Surf, arrume, vale a pena.
Está tocando agora 8 badaladas, 30 minutos de alguma hora, dá uma alegria à casa.
Só precisa dar corda uma vez por semana e, relógio de parede tocando na casa é uma delícia, fico meio perdido sem ele, o meu já está com uns 6 ou 7 anos, quem chega aqui repara.
Dica pra achar relojoeiro bom: velhinho, muitos relógios de parede na parede da relojoaria, muitos relógios na bancada esperando cliente buscar, suburbio.
Evite relojoeiros do “centro”: centro=aluguel caro=serviço caro=relojoeiro novo e metido a bêsta que só sabe trocar pilha e vender relógio novo.
Galvão Bueno e algo entalado na garganta!
15 anos depois um brasileiro é lider do mundial de F1…..e 22 anos depois vencemos na França…..essas ultimas vezes foram do menino Airton……e aí eu digo: catso!
Bom dia Alex……tõ dando risada vendo o Galvão B. se enrolando na locução…….mesmo o dinheiroe a boa vida não abafam certos sentimentos bonitos da pessoa……o Airton era provavelmente amigão do peito do Galvão…….e esse mulequinho Massa é bom mesmo……
Cabralzinho (como chamava meu amigo homônimo de univesidade),
Num tendi a parte final do seu comentário sobre o papa. La Belle de Jour não gostou. Pode falar mal de mim que nem ligo, uma mulher vale mais do que isso.
No Centro não Surf.
Subúrbio, leia o #86:
“Evite relojoeiros do “centro”: centro=aluguel caro=serviço caro=relojoeiro novo e metido a bêsta que só sabe trocar pilha e vender relógio novo.”
Num avião, o piloto informa: - Senhoras e Senhores, o avião está a perder altitude e toda a bagagem deve ser atirada fora!
- Apesar de mais coisas serem lançadas fora, o avião continua a perder altitude. - Estamos ainda a baixar! Teremos que atirar fora algumas pessoas… avisa o piloto. -
Há um grande rebuliço entre os passageiros.
- E continua o piloto…
- Para fazer isso, de forma imparcial, os passageiros serão atirados para fora, por ordem alfabética!
Assim, começamos pela letra “A”:
- Há algum “Afro” a bordo?
- Ninguém se move.
-”B”…. Algum”Black” a bordo?”
- Nada
-”C”… Algum “Crioulo” a bordo?”
- Continua nada.
-”D”…algum “De cor” ?
- De novo ninguém se mexe.
-”E”….algum mais “Escurinho”?
- Nada…
Nisto, um pequeno menino negro pergunta ao pai:
- Pai? Afinal, o que é que nós somos?
- ZULUS, meu filho, ZULUS !!!!…
história é velha, mas pertinente. Israel Pinheiro perdia os cabelos para implantar Brasília, tirada do nada. Tudo eram problemas. Na hora em que levaram a ele a questão do abastecimento da nova capital, em especial no tocante a frutas, verduras e legumes, o velho mineiro respondeu que naquele particular já tinha solução. Havia convidado um grupo de japoneses para instalarem-se na periferia da cidade.
Aliás, no dia seguinte eles viriam apresentar o primeiro diagnóstico a respeito do que poderia ser feito. O chefe da delegação, mesmo cerimonioso, foi taxativo. A terra ao redor de Brasília era a pior possível, não havia jeito de torná-la produtiva e seus colegas já pensavam em retornar a São Paulo.
Israel, manhoso, procurou falar das vantagens deles permanecerem, mas, diante da irredutibilidade, acabou explodindo: “Ora, se a terra fosse boa, para que eu ia chamar japoneses? Vocês têm que ficar e provar serem diferentes.”
Não preste atenção aos esquerdistas – pessoas de direita são mais legais, mostram as últimas pesquisas
George Orwell escreveu certa vez que a política estava intimamente relacionada com a identidade social. “Às vezes tem-se a impressão”, escreveu ele em The Road to Wigan Pier, “de que as meras palavras socialismo e comunismo atraem com força magnética cada bebedor de suco de frutas, nudista, usuário de sandália de couro, maníaco sexual, Quaker, charlatão adepto de terapias naturais, pacifista e feminista da Inglaterra”.
Orwell estava fazendo uma observação. Hoje, porém, um grande número de pesquisas acadêmicas mostram que ele estava certo: sua posição política influencia a maneira que você vive sua vida. E as notícias não são nada boas para aqueles politicamente de esquerda.
Viram só? Na quarta-feira, Roberto Teixeira afirmou, em Brasília, ter recebido apenas US$ 350 mil da VarigLog. Aí a repórter Mariana Barbosa, do Estadão, conseguiu documentos que demonstram que ele recebeu, no mínimo, US$ 3,2 milhões. Na sexta, procurou a assessoria do valente e passou as informações. Quatro horas depois, pimba! Teixeira admitia que, bem…, de fato, tinha recebido aquele valor que anunciara, mas multiplicado por 9,14 vezes. Como isso é possível?
É. Roberto Teixeira é petista. No PT, não existem nem verdade nem mentira, mas apenas versões convenientes. O que um petista diz tem tempo de duração. Vejam no post abaixo: quando ele falou em US$ 350 mil, justifica-se, referia-se apenas a um período… É mesmo, é? Na entrevista, ele citou esse valor quando indagado sobre os US$ 5 milhões. Em outras palavras, ainda nem tão precisas, Teixeira faltou com a verdade.
Nos anos sessenta, nós assistimos ao nascimento do narcisismo e do egocentrismo que capturaram a esquerda e nunca mais a deixaram escapar.
A aceitação irrestrita da importância da auto-consciência, auto-descoberta e de ser “verdadeiro” em relação a si próprio, junto à idéia de que o Estado deve cuidar dos menos afortunados, criou uma batelada de gente de esquerda que quer terceirizar suas obrigações para outros.
Como John Maynard Keynes nos lembra: “As idéias de economistas e filósofos políticos, tanto quando eles estão certos quanto quando estão errados, são mais poderosas do que se costuma acreditar. De fato, o mundo é regido basicamente por elas”. Ou, como declarou certa vez o teórico americano Richard Weaver: “Idéias têm conseqüências”.
E parece que as modernas idéias progressistas de hoje podem freqüentemente fazer aflorar o que há de pior nas pessoas.
1 - manda o link pra mim do # 65. Comecei a ler e o artigo é excelente, mas da forma que tá é um saco. Ainda lambi, chupei e cuspi no Word mas perdeu a formatação. É um artigo que vale uma bela discussão, até como sugestão de post para o Pedro Doria.
2 - tua piada em #100, além de sem graça, é racista sim. Desculpe-me o alerta, mas é.
Amigo Surf,
Tenho a impressão que você leu o Ricardo Leal e achou que era o Ricardo Cabral. Sinosite é? Melhoras… eu ainda tô brigando com a gripe, incrível, duas semanas !
confetti,
Há coisas sobre o verão que só quem gosta de sacanagem encontra.
HRP, amigo sitiante e gastronômico, além de espiritualista rábico, (uma boa contradição do querido colega), acredito que se o Galvão sair da Globo, talvez eu assista futebol de novo por lá. Êta cara chato.
Proftel e Surf, gostava muito de relógios, sei lá o que houve, nos tempos alucinados de trabalho, das 9 as 23, tirei do pulso e deixei a vida louca me levar. Esse papo de vocês tá me fazendo lembrar de novo. Quem sabe um dia essa conversa de vocês me estimule a ter um de novo. Aliás, me lembrei, o último que tive, daqueles Swiss Arm bem legal, o sequestrador levou de brinde. Tinha comprado numa das minhas viagens a trabalho para Washington, quando um dia eu fui alguma coisa de bom pros outros e de ruim pra mim.
CHESTERTON tô gritando, mas é pra vc não esquecer de me mandar o link pô !
claro que é racista, mas o negão saiu ganhando, …não queriam cotas? Então aí está minha contribuição para piadas racistas onde os melanodermicos saem ganhando.
“Uma condição fundamental para a cooperação com a Alemanha estava livre para erradicar cada judeu da Palestina e do mundo árabe. Solicitei a Hitler uma ação explícita que nos ajudasse a resolver o problema judaico da maneira adequada às nossas aspirações nacionais e raciais e de acordo com os métodos cieintíficos inovados na Alemanha para lidar com seus judeus. A resposta que recebi foi: ‘Os judeus são seus’.
Finalmente consegui, salvei ao invés de tentar abrir… aí abri com o Acrobat. Beleza, vou ler com calma e depois te falo melhor. Falou pro moleque que o tio Pax vai pegar a professora dele e dar um “caldo” nela? Obrigado pelo bom tema.
confetti *, ma puce… nunca estudei psicologia a não ser lendo meia dúzia de livros e me apaixonando pela minha psicanalista judia, gostosa e cheirosa da José Linhares do Leblon, além da minha primeira mulher ser psicanalista, enfim, fui metido e continuo sendo. Essa introdução é pra dizer o seguinte sobre nossos colegas:
- Chesterton: deve ser um bonachão, o filho deve fazer gato e sapato dele, trabalhador, bondoso, esforçado, mas coloca um alterego aqui pra fazer número e nos provocar. É de direita sim, como o Mr X, mas ficam malucos da vida com o Brasil melhor com meu Lula no poder e roubando tanto quanto os governos passados, só que dessa vez sem classe. Os com classe roubavam mais e eles não admitem aqui porque morderiam a língua.
- Surf: é um estudioso, lê bastante, escreve bem, mas é rábico tanto quanto o Chesterton e o Mr X, porém com cafuné na cabeça fica um excelente colega para discussões profundas.
- Mr X: esse é desengonçado, literado, gosta de poesia, reclama da sombra que o persegue, acha que ou ela está comunista ou islâmica, que pode atacá-lo. Fica mais calmo ao meio dia, quando a sombra se esconde, mas é gente finíssima.
Mais ou menos por aí… e assim caminha a humanidade.
Nada de muito relevante. só o jogaço de ontem entre Rússia e Holanda. Aumentou a minha vergonha da selecinha do anão.
Sim, postei lá uma música dentre as que mais gosto.
confetti,
Não verifiquei o termômetro, mas a pele não deixa dúvidas. Antes de deitar, assistindo um filme, já estava parcialmente coberto. Para nós é gelado, coisa de umas duas ou três noites ao ano. E nem todo ano…
pessoal aqui anda falando em “vergonha” tbm com a eliminaçao da frança da eurocopa….fiquei bem mais surpresa com a saida de portugal ! tenho certeza que a noticia da ida de scolari pro chelsea, em pleno meio da copa, contribuiu pros caras desmotivarem….
246 Comentários até agora ↓
1 Jåµë§ ßønd // 21/June/2008 às 0:07
-= ØØ7, o agente secreto mais charmoso, perigoso, sofisticado (e mentiroso) do mundo está de volta.
2 Arpex // 21/June/2008 às 0:17
Double ow com sua lancinante walter ppk… será que o Daniel Craig sobrevive a mais um?
3 Daniel // 21/June/2008 às 0:25
Oi Pedro
Gostaria MUITO que voce assista a este Namahaiku, fruto de um ano inteiro de trabalho duro e pesquisas estéticas.
Dia 26 de Junho, quinta-feira agora,
as 21h no SESI Vila Leopoldina.
Rua Carlos Weber, 835 (mapa no link abaixo)
Haikai ao Vivo, com 3 projetores de video, performers, cheiro e som.
um abraço
Daniel
http://namahaiku.blogspot.com
4 Jåµë§ ßønd // 21/June/2008 às 0:35
-= … rapaz… eu devo dizer que só assisto por uma questão de fidelidade à obra, abstraindo o macaco albino atravessador de paredes na tela.
De qualquer forma, em novembro estou lá na porta do cinema.
5 Clara // 21/June/2008 às 0:42
Pedro, retiro a punição das 10 cestas básicas e penso que você está merecendo uma caixa de chocolates belga por ter “saco de ouro” para discutir com os sub ds sub do secretário do comissário. Você gosta de Godiva? Charutos cubanos são opção alternativa. Ou caixa de Bohemia, também pode ser…
6 confetti* // 21/June/2008 às 5:54
primeiro dia de verao no hemisfério norte ! na frança, fête de la musique, pra celebrar o solsticio, yes
11 am
22°
7 Barba Negra // 21/June/2008 às 5:59
Em Monterrey: 04:00 a.m. 32 graus
8 Barba Negra // 21/June/2008 às 6:01
Vou para a piscina com umas cervezas a 04 graus.
9 confetti* // 21/June/2008 às 6:02
barba, ow ! putz, liga o ar, o ventilador, desliga algo ai ! madrugada é hora de frescor, esses 30° estao fora da ordem ! ))
10 confetti* // 21/June/2008 às 6:03
piscina as 4 da manha é hype !
vou pra balada e nao sei quando volto !
bom dia adicionados
11 confetti* // 21/June/2008 às 6:05
oh la la, eu quis dizer outra coisa, mas adicionados ficou massa…)
12 Chico Motta // 21/June/2008 às 7:00
Que horas é ai confetti?
13 Chico Motta // 21/June/2008 às 7:05
http://www.youtube.com/watch?v=mH5ZE3N8cxU
pra vc …
14 Pax // 21/June/2008 às 9:47
Se cada dia cai, dentro de cada noite,
há um poço
onde a claridade está presa.
há que sentar-se na beira
do poço da sombra
e pescar luz caída
com paciência.
Se um dia cai - Pablo Neruda
15 HRP FAST RELOADED // 21/June/2008 às 9:53
Barba Bebum mandando bala ver na cerveja madrugada adentro!
Pra esquecer o Lula e o PT!
EEEEEEEEE
16 surfando na jaca // 21/June/2008 às 12:36
*
Para terminar, qual um Fernão Capelo Gaivota ou um super-homem de Nietszche, que o pessoal pernóstico adora, por se sentir acima da massa de seus iguais, digo que para responder o Doria, seria preciso reproduzir e avançar as teses do István Mészáros, e o espaço dessa baiúca não permite. Peço perdão ao amigo gaúcho, que é sensível a minha escrita direta e reluzente, para reproduzir a frase final do dito cujo supracitado:
A terceira fase, potencialmente a mais mortal, do imperialismo hegemônico global, que corresponde à profunda crise estrutural do sistema do capital no plano militar e político, não nos deixa espaço para tranqüilidade ou certeza. Pelo contrário, lança uma nuvem escura sobre o futuro, caso os desafios históricos postos diante do movimento socialista não sejam enfrentados com sucesso enquanto ainda há tempo. Por isso, o século à nossa frente deverá ser o século do “socialismo ou barbárie”.
Os elementos que apontam essa crise, conforme o autor elencado e desfiado, são a crise do Império ianque-europeu frente ao endividamento e impossibilidade de fiscalização militar do mundo, as ameaças do esgotamento econômico do modelo, com desiquilíbrios ecológicos e energéticos. Será o capitalismo capaz de fazer uso equilibrado das fontes energéticas de que depende? E o esgotamento do ciclo econômico de expansão na sua versão mais dura do neoliberalismo, solapando as conquistas do estado keynesiano, do estado gestor e do bem-estar social.
Sendo assim, indico a leitura.
*
324 surfando na jaca // 21/June/2008 às 11:35
Nietzsche
*
325 surfando na jaca // 21/June/2008 às 11:36
desequilíbrios
*
326 surfando na jaca // 21/June/2008 às 11:53
sim, last but no least, a brutal concentração de renda como fenômeno mundial, cavando o fosso já profundo entre mais ricos e pobres, como nos relata a própria Onu-Banco Mundial.
Termino assim minha resposta.
Pouco me importa quem vcs. acham que ganhou o debate, que para mim é apenas um diálogo e não procuro vencedores, mas o com
*
327 surfando na jaca // 21/June/2008 às 11:54
desculpem se meu teclado é gago. Combate à barbárie.
17 surfando na jaca // 21/June/2008 às 12:39
Para terminar, qual um Fernão Capelo Gaivota ou um super-homem de Nietzsche, que o pessoal pernóstico adora, por se sentir acima da massa de seus iguais, digo que para responder o Doria, seria preciso reproduzir e avançar as teses do István Mészáros, e o espaço dessa baiúca não permite. Peço perdão ao amigo gaúcho, que é sensível a minha escrita direta e reluzente, para reproduzir a frase final do dito cujo supracitado:
A terceira fase, potencialmente a mais mortal, do imperialismo hegemônico global, que corresponde à profunda crise estrutural do sistema do capital no plano militar e político, não nos deixa espaço para tranqüilidade ou certeza. Pelo contrário, lança uma nuvem escura sobre o futuro, caso os desafios históricos postos diante do movimento socialista não sejam enfrentados com sucesso enquanto ainda há tempo. Por isso, o século à nossa frente deverá ser o século do “socialismo ou barbárie”.
Os elementos que apontam essa crise, conforme o autor elencado e desfiado, são a crise do Império ianque-europeu frente ao endividamento e impossibilidade de fiscalização militar do mundo, as ameaças do esgotamento econômico do modelo, com desequilíbrios ecológicos e energéticos. Será o capitalismo capaz de fazer uso equilibrado das fontes energéticas de que depende? E o esgotamento do ciclo econômico de expansão na sua versão mais dura do neoliberalismo, solapando as conquistas do estado keynesiano, do estado gestor e do bem-estar social.
Sendo assim, indico a leitura.
sim, last but no least, a brutal concentração de renda como fenômeno mundial, cavando o fosso já profundo entre mais ricos e pobres, como nos relata a própria Onu-Banco Mundial. Termino assim minha resposta. Pouco me importa quem vcs. acham que ganhou o debate, que para mim é apenas um diálogo e não procuro vencedores, mas o combate à barbárie.
18 surfando na jaca // 21/June/2008 às 12:40
Pronto e mui obrigado, PD.
19 Alba // 21/June/2008 às 13:09
Surf,
Eu simplesmente a-do-ro o que você escreve. E, sim, salvo algumas pequenas dissensões, que não comprometem o todo, acho que você está coberto de razão.
Cabe a todos nós, que nos preocupamos com o avanço da barbárie, porque ela já está aí, procurar alternativas que realmente resgatem o conteúdo humano e social no que ele tem de mais essencial - com o perdão da rima pobre e talvez, do que pode ser lido como posição “piegas” e coisa e tal, quando apenas é lidar com fatos concretos, não negando aos humanos, a nossa humanidade.
Salut, companheiro!
20 Guilherme // 21/June/2008 às 13:26
Surf,
Comentário 16 : Beleza!
A população mundial vai continuar crescendo até quando? Li previsões de que ela se equilibra em 14 bilhões de pessoas. É demais. Ou a tecnologia de clonagem (alimentos) avança a passos largos, e também a de produção de hidrogênio (combustível), e os governos do mundo inteiro priorizem o transporte de massas eficiente, econômico, confortável, ou os desesperos para atender às demandas nos acabarão levando à barbárie.
O interessante é observar que o mesmo capitalismo que estimula o individualismo (um carro para cada pessoa!), também abre as janelas que apontam as soluções. Só que faz o que pode para manter essas soluções lá longe, no horizonte.
21 Pax // 21/June/2008 às 13:41
Amigo Surf,
Você toca em pontos importantes, mas a paixão escurece a visão, muitas das vezes.
A humanidade é desumana (sic). Sempre haverá desequilíbrios pelas próprias posturas individuais. Não negue a atávica realidade. Há quem lidere e há quem goste e precise ser liderado.
O ponto onde acertas, com frequência, é que líderes mais racionais são necessários, líderes menos egoístas nesse rumo catastrófico mesmo. Na redução dos enormes desequilíbrios há um caminho de solução, ou mesmo de sobrevivência. Mas sempre haverá desigualdades. Que elas, então, sejam ao menos sustentáveis em todas dimensões ( sustentabilidade = função das variáveis (social, ambiental, econômico) ).
Sim, também não acredito no modelo capitalista do império hegemônico que procura na força bruta sustentar sua não leveza de ser. Como também não acredito no modelo da ditadura do proletariado. Acredito e boto fé no meio do caminho. Tá filosófico, mas você é muito mais inteligente que o necessário pra entender o que quero dizer.
um abraço.
ps.: aqui você deixa de ser chato e passa a ser líder. Não conheço as teses do István Mészáros, indique-me um lugar onde possa olhar isso de forma acessível à um mero curioso ignorante, ou seja, mastigado para os não iniciados na terminologia chata da empáfia dos economistas bobos. Ou, melhor, mastigue aí e regurgite aqui.
22 HRP FAST RELOADED // 21/June/2008 às 14:02
Pax….o seu determinismo e fatalismo são um lugar comum em boa parte das cabeças pensantes que conheço…….amigão….a humanidade evolui….se compararmos a humanidade “cabeça pensante e equilibrada” de 500 anos atras perceberemos que o numero de seres bons e capazes e evoluidos daquela época cresceu exponencialmente………e assim será até que toda a humanidade …ou quase toda esteja em ponto de partimos para outra situação…..aí eu entro no espiritismo……..mas acreditar e pelejar para que isso se torne a verdade diária é o nosso fardo e missão…..
23 Pax // 21/June/2008 às 14:21
Mas, caro amigo HRP, a josta é que sou ateu ! Respeito tua fé, mas não compartilho.
Dentro dessa minha não fé, me é impossível ver a humanidade, daqui 500 anos, sendo formada somente de bons espíritos evoluídos, fraternais e igualitários.
Vejo sociedades que se fiscalizam e obrigam seus cidadãos a compartilhar de forma mais humana, porém respeitando diferenças. Esse é meu sonho de “consumo”. Simplificando: que as oportunidades sejam iguais. O resto, cada um por si e todos por todos.
Uma visão simplista: o que mais ganha, jamais ganhará mais que quatro vezes o que menos ganha, supondo que todos que possam, trabalhem.
Já viveríamos muito bem.
24 Nat // 21/June/2008 às 14:33
O mar serenou quando ela pisou na areia
Quem samba na beira do mar é sereia
A lua brilhava vaidosa
De si orgulhosa e prosa com que Deus lhe deu
Ao ver a morena sambando
Foi se acabrunhando
então adormeceu
o sol apareceu
25 Barba Negra // 21/June/2008 às 14:39
Como disse o romance “Não verás país nenhum” de Loyola, “as colinas de lixo eram setenta e sete, todas habitadas”.
26 Monsores // 21/June/2008 às 15:51
Eu concordo com o Pax.
Eu trabalho desde os 13 anos. Me ferro de trabahar porque quero, de 12 a 14 horas por dia. Se ganho mais ou menos que algum, é graças ao meu esforço pessoal, e talvez por algum talento.
Isso pra mim é justiça.
Agora, acho que todos deveriam nascer com as mínimas condições de sobrevivência, sim.
27 Monsores // 21/June/2008 às 15:53
E evolução espiritual pra mim é balela. Se a humanidade evoluísse espiritualmente, pelo tempo que estamos sobre a Terra, isso aqui já seria parecido com a terra dos Teletubbies.
Bem, é melhor eu ficar quieto.
28 HRP FAST RELOADED // 21/June/2008 às 16:08
Pois é Pax….mas a coisa não será tão simples assim…….quanto a fé……ela tem tempo e lugar….como a ciencia……mas in ou felizmente haverá a sintese…..
29 HRP FAST RELOADED // 21/June/2008 às 16:10
Monsores….5000 anos de civilização não são mais que um cisco de areia…..e é melhor se conformar….demora mesmo.
30 HRP FAST RELOADED // 21/June/2008 às 16:13
A vida de agora não é só trabalho e resultados( já reparou como as vidas são curtas?…70 80 anos ,agora em média? esse periodo não dá mesmo pra ser o de uma existencia justa, então))….ela é bem mais complexa que isso….porque se entrelaçam os destinos e escolhas e …..as falencias na busca dos objetivos….
31 HRP FAST RELOADED // 21/June/2008 às 16:14
Dá medo pensar que somos eternos?
dá né?
32 Monsores // 21/June/2008 às 16:47
HRP, cinco mil anos onde, cara pálida?
Sua matemática é diferente da minha.
Meu único medo de pensar que sou eterno é acreditar. Se isso acontecer, vou procurar ajuda de um profissional.
Pra mim é simples assim, HRP: nascemos, vivemos e morremos. O que há depois disso é o nada. Na verdade há sim, os pelos continuam crescendo, as unhas também. A carne apodrece.
33 HRP FAST RELOADED // 21/June/2008 às 16:49
FalÕ monsores…….
34 Chesterix-Dracul- El Cid, o irado // 21/June/2008 às 16:54
PD, Pax e Mr X (que se propuseram e me ajudar) leiam isto, por favor
http://www.reescrevendoaeducacao.com.br/2006/download.php?recid=1
35 Pax // 21/June/2008 às 17:26
Não consigo abrir Chest. Já tentei 3 vezes… respondi pra vc abaixo.
36 surfando na jaca // 21/June/2008 às 17:35
Amiga Albinha gentil,obrigado pelas suas palavras.
Ainda que soubesse a língua dos anjos e dos animais, sem amor, nada seria (São Paulo em Coríntios)
Amigos Pax, Romeu, Guilherme, Monsores, Proftel,
existe uma confusão nisso tudo. O homem é um ser social que produz hierarquias, como reconhecem todos os antropólogos e Braudel. Não existirá sociedade totalmente igualitária, pois somos diferentes, com capacidades biológicas diferentes . Nenhum socialista acredita em coisa diferente disso. Essas alegações são tonterías. A questão é assegurar condições igualitárias para o ser humano desenvolver suas aptidões em prol da humanidade.
Quando tiver tempo, farei um esforço para rascunhar alguma coisa sobre as questões do húngaro.
Abraços
37 Pax // 21/June/2008 às 17:40
A gente começa a misturar ideologias… que são confusas mesmo.
Meu modelo é mais pro lado dos países nórdicos.
Social Democracia? Sei lá o nome que se queira dar, mas é por aí meu alvo. Perfeito? Claro que não. Melhor? Claro que sim.
38 surfando na jaca // 21/June/2008 às 17:54
Pax, num tô misturando nada. Só usei a bíblia para dizer que é preciso paixão para viver, para discutir, sem que isso atrapalhe a razão.
Mas socialismo é isso. A pergunta é se existiriam os paraísos capitalistas sem a exploração mundial da divisão de trabalho?
39 Clara // 21/June/2008 às 17:55
Na Escandinavai, tudo o que um cidadão ganha e quanto paga de IR é aberto ao público e está na internet. E é assim há muito tempo. Publico, mesmo antes de ter internet. Transparëncia. Assim se combate corrupção e sobra muto mais dinheiro para o bem de todos, educação, saúde, aposentadoria.
40 surfando na jaca // 21/June/2008 às 17:57
só o amor a causa poderia fazer que Marx abandonasse uma vida pequeno burguesa para viver na penúria em prol da difusão de suas idéias, sendo conhecido mundialmente. Era um racionalista. Spinoza, idem. O biru
41 Pax // 21/June/2008 às 18:01
Não é você quem está misturando Surf, sou eu mesmo, não falei da citação bíblica, que aliás gostei e fiquei admirado pela sua sensibilidade (hum..?).
Falo de expressões cunhadas que incomodam, trazem interpretações, vinculam antigos sentimentos e o diabo a quatro, ou de quatro, caso o josef nos leia.
Comunismo, capitalismo, socialismo são verbetes de várias acepções, de muitas interpretações, a maioria das vezes, cheias de emoções antolhadas.
Clara creio que decifrou melhor o que quis dizer. Santa Clara, clareou.
42 surfando na jaca // 21/June/2008 às 18:03
o biruta do Nietzsche idem. Einstein, que poderia ter sido um ricaço, pouco interesse mostrou em acumular riqueza. O santo do Dr. Sabin idem. E por aí vamos. É um sinal de imbecilidade usar sua vida apenas para acumular riqueza e viver para as futilidades do mundo. Mas quem conseguirá convencer essa gente idiota de que o poder , representado na riqueza, deveria ter uma utilidade humanitária?
43 surfando na jaca // 21/June/2008 às 18:05
Melhoras, Pax.
44 Jåµë§ ßønd // 21/June/2008 às 18:22
-= Eu não tenha nada contra acumular riquezas e viver as futilidades do mundo. Acho que já tive minha cota do outro lado da moeda.
Mas vocês vocês sabem, com ØØ7, you only live twice.
45 Jåµë§ ßønd // 21/June/2008 às 18:28
-= E assim como o Monsores, tenho certa dificuldade de planejar para mais do que uma vida já que mal consigo me organizar para as próximas 24 horas.
46 Pax // 21/June/2008 às 18:30
Mudando o rumo da prosa, ou será que não? Para o Surf pensar e se municiar em argumentos contra os homens sublimes.
…………………………………………….
“Conservar os músculos descontraídos e a vontade desembaraçada, é o que há de mais difícil para vós, homens sublimes!
Quando o poder se torna clemente e condescendente com o visível a essa condencendência chamo eu beleza.
De ninguém exijo tanto a beleza como de ti, ó poderoso; e a tua bondade deveria ser o teu derradeiro triunfo.
Sei-te capaz de todo o mal possível; é por isso que exijo de ti o bem.
Na verdade tenho-me rido amiúde dos débeis que se julgam bons por terem as mãos entorpecidas!
Deverias rivalizar em virtude com a coluna. quando mais ela se eleva, mais se embeleza e se afina, ao mesmo tempo que se torna interiormente mais resistente e mais dura.”
Assim falava Zaratustra - Nietzsche
47 Pax // 21/June/2008 às 18:33
Hei, J !
48 Jåµë§ ßønd // 21/June/2008 às 18:41
-= Hey, Pax … estou com a mão na massa neste instante.
49 Proftel // 21/June/2008 às 19:02
Boa noite pessoal.
:-)
Estou desde nove da matina arrumando uma máquina.
Back-up d’uns 14Giga (feito num HD de slave), particionar (dividir e 2 um HD de 80Giga), formatar e instalar tudo do zero.
Terminei agora, por enquanto está blz.
A patroa que reclamou o dia todo, usei a mesa (monitor, teclado, mouse, caixas de som e cabo de rede) do computador dela pra fazer o serviço (estava com preguiça de desmontar o meu, o cabo do LCD é diferente e essa máquina aqui não pega).
Ainda vou checar outras coisas, volto mais tarde.
:-)
50 Jåµë§ ßønd // 21/June/2008 às 19:07
-= Pax… se puder, estarei no instant messenger costumeiro…
51 Pax // 21/June/2008 às 19:21
The G point… I´m going there, J
52 faraó // 21/June/2008 às 20:57
Acabei de voltar do filme Indiana Jones. Não sei se alguém gostou, mas de todos da série foi o que menos gostei. Filme bem feito, mas de fracas emoções e até um pouco chato.
Pode ser por eu estar com 20 anos a mais.
53 aiaiai na noruega // 21/June/2008 às 21:01
Boa noite a todos,
Farao, nunca pensei que ia falar isso, mas , concordo com vc…eu to muito velha para apreciar esse indiana jones…so gostei porque fui com meu filho e ele pirou!!!!
confetti querida…o tal do perfume ta fazendo o maior sucesso…o que tem de escandinavo ficando doido kkkkkkkk
beijos
aiaiai
54 Proftel // 21/June/2008 às 21:38
Acabei de chegar, fui levar o computador.
Liguei no celular da Ivanilda e nada d’ela atender, pensei comigo, gente como nós num sábado a noite ou está em casa ou na igreja, imaginei que ela estivesse em casa, acertei (e quando falei isso pra ela quase morreu de rir).
Cheguei na casa, mó breu, nenhuma luz acesa, nadinha, chamei duas, três vezes e a porta abriu, até pensei que estivessem dormindo, que nada.
Cumprimentos de praxe, conectei tudo e liguei o computador, fui explicando o que havia de novo, sistema atualizado e programas de última versão, os olhos das duas brilhando, deu gosto de ver.
A Carol tá aqui, veio buscar a Duda, não sei se ela irá.
Tô cansado, nem parece sábado mas, valeu, Dona Ivanilda merece.
:-)
55 Proftel // 21/June/2008 às 21:54
Pô, pensando bem esse “fui levar” pegou mal.
Levei o computador.
Tô agoianando.
kkkkkkkk rsrsrsrsrs
:-))))
56 Proftel // 21/June/2008 às 21:56
Olha, se continuar tremendo assim lá na Grécia não ficará pedra sobre pedra nem no Pathernon.
Lascou.
57 Ricardo Leal // 21/June/2008 às 22:04
Caro Surf,
concordo com a Alba. De passagem pelo blog, um prazer a leitura de seus textos, sem medo de propor civilização. A famosa alternativa “socialismo ou barbárie” não faz parte do meu acervo ideológico e nunca freqüentei o Mészarós; mas qualquer sujeito não inteiramente coisificado concordará tranqüilamente com sua mensagem 42. A 36 também é útil pra introduzir na baiúca um mínimo de serenidade. Entre muitos católicos italianos da DC, à época da resistência e do imediato pós-fascismo, havia quem usasse a expressão “fazer caminho” com os comunistas e socialistas. Antes de chegar ao ponto de bifurcação necessário (e às vezes ele chega depressa), há várias possibilidades de trilhar terreno comum. Ainda hoje, contexto muito distinto, Igreja praticamente fora do que é cultura mainstream, lembro das questões interessantes (inclusive e muito especificamente sobre o lugar da religião na esfera pública) levantadas de pontos de vista distintos por Ratzinger e Habermas naquele diálogo antigo (2004?) e manjado.
58 HRP FAST RELOADED // 21/June/2008 às 22:20
Alex……voce é um barato……aqui em Mogi…..friozinho…..estou sozinho….stand by para a fabrica….os meninos na balada e a mÔlher com as tias em Campos de Jordão……feira de bordados……fazer o que?
Sem direito a coñac, cerva ou “uisque”!
Limpinho para as emergencias!
E dá-lhe tv!
59 HRP FAST RELOADED // 21/June/2008 às 22:22
TÔ agoianando?
Agoianado?
Paulista da gema ….não se agoiana!
AHAHAHAH……
60 Proftel // 21/June/2008 às 22:40
Surf, hoje de manhã antes de começar o computador passei na região onde ficam os relojoeiros (troquei as pilhas do meu relógio que marca temperatura/pressão/altitude e tem bússola).
Um dos vehinhos aparentemente conhece esse seu relógio, disse que a máquina é boa (falei sobre a maresia aí do Rio), vê se confere, ele disse que a máquina usa “duas cordas” (tem dois lugares pra dar corda) e que a máquina desse relógio é “Ansonia”, (deve estar escrito nele, provavelmente na parte de trás).
Bom, é isso.
:-)
61 Chesterix-Dracul- El Cid, o irado // 21/June/2008 às 22:49
Podia ser com você
De repente, lá dos fundos do quartel escuro e imundo, uma voz desesperada começou a gritar, urrar:
- Ai, meu São Gonçalo! Me salve, meu padroeiro! Eles vão me matar!
Tombos surdos, sons pesados como patadas de elefante em filmes, gargalhadas histéricas e palavrões ecoavam no silêncio úmido do quartel e não se ouvia mais a voz do devoto de São Gonçalo. Mas voltava, pastosa:
- Me salve, meu São Gonçalo! Eles estão me matando!
Novo tombo surdo, novas patadas, novas gargalhadas e palavrões, e caía outra vez sobre a madrugada o silêncio molhado do quartel. Para daí a pouco começar de novo. Até parar no amanhecer.
Da cela-porão, onde eu estava enfiado, em maio de 64, no infecto e multissecular quartel do Forte do Barbalho, em Salvador, dos tempos da invasão holandesa na Bahia, não dava para saber o que estava acontecendo.
Éramos mais de duzentos presos políticos no quartel: prefeitos, vereadores, professores, jornalistas, líderes sindicais e estudantis, amontoados em celas coletivas. E o deputado Mario Lima e eu confinados em dois fedorentos depósitos de tambores de gasolina, transformados em celas-solitárias. Todos dormindo no chão crispado do cimento secular.
Capitão Ávila
De onde viriam aqueles apelos a São Gonçalo? Não havia tortura aos presos políticos no quartel, em 64. Ninguém era tirado da cela para apanhar. Alguns, porque resistimos ao ser presos, levamos pancadas na rua, que logo pararam. Havia a bárbara nudez sobre o chão molhado de gasolina e óleo, havia o dormir sobre o cimento frio, esburacado de séculos.
Mas tortura não havia. De manhã, perguntei ao discreto e humano capitão-médico Cáliga o que tinha acontecido. Ficou constrangido:
- Não faça perguntas, sobretudo ao comandante. Pode lhe ser pior.
Mas fiz. Tirado da cela-porão para depor no gabinete do comandante do quartel, capitão José Hermes Figueiredo Ávila, perguntei, ele ficou irado:
- Deputado, não se meta no que não é de sua conta. Podia ser com você.
Apurei depois. Um soldado saiu escondido para ir ao aniversário da mãe, em São Gonçalo, no interior. Buscaram-no e surraram a noite inteira.
Sebastião Nery
62 Chesterix-Dracul- El Cid, o irado // 21/June/2008 às 22:54
TARSO PODE
Há uma indignação generalizada no país, tanto da imprensa como de entidades e personalidades jurídicas, pelo fato de um oficial do Exército ter entregue três jovens de uma favela a um bando rival armado, que os trucidou.
A indignação é legítima. Pelo menos se procede a versão dos militares. Mas é curioso observar que quando o ministro da Justiça, Tarso Genro, devolveu dois boxeadores cubanos - que queriam asilo no Brasil - a uma ditadura armada, apenas tímidos protestos foram esboçados no país.
Foi decretada a prisão dos militares que enviaram os três favelados à morte. Tarso continua livre.
63 Chesterix-Dracul- El Cid, o irado // 21/June/2008 às 22:54
Petralhas querem controlar programação da TV a cabo (e, de quebra, descolar mais uma bocada para cupanhêros da mídia)
Quem é um pouquinho mais velho lembra: na década de oitenta, lá pelo fim da ditadura e no início do governo Sarney, quem ia aos cinemas era obrigado a assistir a um insuportável curta-metragem nacional antes do início dos filmes. Um dos mais “famosos” mostrava o dia-a-dia das fiandeiras de Goiás (ou outro estado qualquer, não lembro direito), e era uma verdadeira tortura coletiva. Acho que foi a coisa mais chata que eu já vi projetada numa tela de cinema. O público odiava, mas uma penca de pseudocineastas bananeiros incompetentes tinha o seu jabá garantido graças a uma lei da ditadura que obrigava os cinemas a exibir produções nacionais antes das sessões.
Pois a petralhada, amante da ditadura (desde que seja a deles) e sempre em busca de uma grana fácil, que retornar aos “bons tempos”. Jorge Bittar (deputado-PT), um pau-mandado do Zé Dirceu aqui do Rio, está capitaneando um projeto que institui cotas - sempre elas! - para produções esquerdopatas, digo, “nacionais”, na TV a cabo. Ou seja: você paga uma nota para assinar os canais de TV a cabo e mesmo assim tem de assistir ao que os petistas querem, e não ao que você quer.
64 Proftel // 21/June/2008 às 22:57
Ô HRP, de boa aí?
:-)
65 Chesterix-Dracul- El Cid, o irado // 21/June/2008 às 22:59
Analfabetismo e a inviabilidade do Brasil
Por Gustavo Ioschpe
Você, que consegue ler esse texto, pode se deixar tomar por uma alegria melancólica. A
razão pela alegria é que o digno leitor faz parte de um seleto clube: no Brasil, apenas
26% da população consegue ler e entender algo maior do que uma notinha ou texto
curto e simples. A melancolia deve vir pelo mesmo motivo: saber que mora em um país
onde, às portas do século 21, em plena Era do Conhecimento, quase três quartos da
população é funcionalmente analfabeta.1
Atualmente, países como Estados Unidos, Finlândia e Coréia do Sul ostentam taxas de
matrícula no ensino universitário beirando os 90%.2 Enquanto eles universalizam o
ensino superior, nós universalizamos o analfabetismo funcional. Nessa toada, só
conseguiremos competir com esses países na produção de commodities agrícolas a
baixo custo. Ou viramos uma autarquia. De um jeito ou de outro, o País do Futuro ruma
de volta ao passado e despede-se do sonho de fazer parte do mundo desenvolvido.
Nossa debilidade no quesito alfabetização não é causada pelas excentricidades da língua
portuguesa nem por deficiências inatas de nossos alunos, mesmo os mais pobres. É
unicamente resultado de um sistema educacional inepto.
De 48 países seguidos de perto pela UNESCO e OCDE, temos de longe a taxa mais alta
de repetentes na 1ª série do ensino fundamental: 32% - contra praticamente zero dos
países da OCDE, 1% de Rússia e China e 4% na Índia.3 Ou seja, enquanto nos outros
países a primeira série é quase que um rito de passagem, no Brasil ela é um matadouro:
de cara, já condena um terço da população ao atraso e seus efeitos deletérios sobre a
auto-estima das crianças.
Por que ostentamos esse fracasso redundante? Antes de mais nada, é preciso
desconstruir alguns mitos costumeiramente usados para explicar nossa falência.
Em primeiro lugar, a culpa pelo fracasso escolar não é dos alunos. Parece óbvio, mas
não é: entrevistados, 77% dos professores declararam ser o desinteresse do aluno a
razão de sua repetência. Apenas 5% identificam a má qualidade do ensino como causa
do fracasso.4 Não se sabe se por estafa ou cinismo, mas a maioria de nossos mestres
parece não notar que o desinteresse do aluno é conseqüência, e não causa, de nosso
atraso educacional.
A pobreza dos alunos e suas famílias tampouco pode ser usada para desculpar nossa
carência educacional. A Coréia, por exemplo, era mais pobre do que o Brasil na década
de 60, e assim mesmo iniciou um salto qualitativo em seu ensino que muito contribuiu
para alçar o país à posição de liderança no cenário internacional.
A falta de vagas nas escolas também não pode mais ser apontada como fator importante.
Já temos taxas de atendimento próximas de 100% na 1ª série do ensino fundamental. O
problema não é mais atrair alunos, mas fazer com que permaneçam na escola. Para isso,
a chave é uma educação de qualidade.
Nossa baixa qualidade não é igualmente causada pela suposta baixa remuneração de
nossos professores nem pelo nível de investimento do Brasil em sua educação.
O professor do ensino primário brasileiro ganha 1,6 vezes o PIB per capita do país. Nos
países da OCDE, esse valor é de 1,3 vezes. Na Argentina, Chile e Uruguai, países com
sistemas educacionais muito melhores que o nosso, esse valor é de 0,85, 1,25 e 0,75
vezes, respectivamente – todos inferiores ao salário do professor brasileiro.5 O professor
brasileiro não é mal pago por ser professor, mas por ser brasileiro. Vivemos em um país
pobre. Querer comparar nossos salários, em valores absolutos, com aqueles de países
ricos é capcioso. O governo brasileiro tampouco gasta insuficientemente em educação.
Gastamos 4% do PIB, contra 4,9% dos países da OCDE. Apesar de gastarmos um
pouco menos, deixamos uma fatia bem maior de alunos fora das escolas, e os que estão
dentro recebem uma educação pior. Gastamos o mesmo que Argentina e Chile, e mais
do que o Japão.6
Se essas tão surradas causas não passam de miragem, a que podemos atribuir nossa
performance tão pífia? A resposta é simples: o professor não sabe ensinar. Sob essa
superfície aparentemente translúcida, correntes turvas se agitam.
A constatação de que o professor não sabe ensinar é praticamente inescapável dados os
resultados de nossos alunos, qualquer que seja a medida: taxas de repetência e evasão,
performance em testes nacionais ou internacionais. Felizmente, temos ainda evidência
mais direta. Quando professores e alunos de 4ª série foram testados, notou-se que o
nível de conhecimento dos mestres era semelhante ao de seus aprendizes e que poucos
dominavam o conteúdo que ensinavam. A formação dos professores alfabetizadores é
débil e improvisada: mais de 80% afirmaram ter aprendido “na prática” ou “com a
experiência”. Apesar de 85% dos professores se declararem prontos para alfabetizar, sua
performance em provas desmente essa impressão: em teste de 9 conceitos de
alfabetização, só 3 tiveram índice de acerto superior a 60% dentre os membros da rede
pública. Um grande número de professores acredita que o aluno pode ser alfabetizado
até a 4ª série ou que a idade em que se dá a alfabetização não importa (!).7
Levemos então a pergunta um passo adiante: por que tamanho despreparo entre nossos
alfabetizadores?
Uma razão é que os melhores professores não querem ensinar na primeira série,
preferindo as idades mais avançadas, idéia que é relatada em conversas com docentes ou
publicações sobre o fracasso escolar.8 Dá-se uma inversão de prioridade: colocamos os
melhores professores em campo quando o jogo já está praticamente perdido.
Desperdiçamos o talento desses professores com alunos cuja capacidade de aprendizado
foi severamente comprometida por uma fundação claudicante. Com uma alfabetização
incompetente, o aluno dificilmente conseguirá aprender o necessário – e exprimir seu
conhecimento em provas – para progredir aos níveis mais avançados do ensino.
Outra razão perversa é que o viés ideológico que faz a cabeça de nossos professores – e
de seus professores e autores prediletos – prega que “preparar” o aluno com
“competências” para que tenha sucesso em sua vida é como que compactuar com o
demo. O discurso do professorado vê o ensino como ferramenta de conscientização do
aluno para sua mobilização social e conseqüente engajamento na luta para mudar o
mundo, derrotando a besta-fera do capitalismo e sua mutação ainda mais abominável, o
neoliberalismo. Os professores se vêem não como instrutores ou condutores de um
processo acadêmico ou da busca pelo saber. Não, companheiro! Os professores são
baluartes da revolução vindoura, os últimos elementos de resistência tratando de
preservar a bondade intrínseca do homem ante a bestialidade da sociedade industrial.
Não se trata aqui de especulação ou impressões casuais, mas de resultado inclusive de
censos. Em pesquisa da UNESCO, por exemplo, 75% dos professores declararam ver a
igualdade como valor superior à liberdade. 55% discordam da idéia de que a atividade
docente deve ser politicamente neutra. Para 72% dos professores, “formar cidadãos
conscientes” é uma das finalidades mais importantes da educação. Nessa lista,
“proporcionar conhecimentos básicos [ao aluno]” recebeu o apoio de apenas 8,9% dos
entrevistados, enquanto “formar para o trabalho” só foi apontada por 8,3%.9
Essa coloração ideológica tem três vantagens importantes para seus fiéis. Em primeiro
lugar, é totalmente subjetiva. Quem há de dizer se alguém está efetivamente criando um
cidadão crítico e consciente? É impossível, não há teste para isso. Segundo, ela permite
descartar peremptoriamente qualquer acusação de incompetência ou proposta de
mudança: quem quer resultados tangíveis e mensuráveis está certamente a serviço de
Washington, e boa gente não é. Raramente há argumentação factual nessa área: aos
números se contrapõem tertúlias. Quando estas se esgotam, parte-se para o ataque ad
hominem. Terceiro, impede qualquer mudança pontual. A educação é um processo
“holístico”, e analisar seus diversos componentes é um “reducionismo” imperdoável.
Não é possível mudar uma parte quando o sistema todo está podre, é o que eles parecem
dizer. Não é possível comparar a educação brasileira com aquela dos países
desenvolvidos, pois eles estão no centro do capitalismo e nós somos periféricos.
Comparar com outros países periféricos também é uma má idéia, já que qualquer aluno
de 5ª série propriamente doutrinado sabe que nossa herança escravocrata e
patrimonialista nos torna singulares no concerto das nações. Para mudar a educação,
seria necessário mudar o país. E como é impossível mudar o país sem mudar nossa
educação, temos aí a receita para o imobilismo eterno.
Miseravelmente, essa situação encontra-se em estado de equilíbrio. Apesar de nossa
falência educacional, a cisão de classes do país faz com que os pais das crianças ricas
coloquem seus filhos nas escolas privadas e se despreocupem da educação do país, e
que os pais pobres estejam satisfeitos que seus filhos tenham a oportunidade que eles
não tiveram: a de freqüentar a escola. Esses pais estão geralmente satisfeitos com a
qualidade da educação dos filhos – por não terem ferramentas para realmente avaliar
essa qualidade – e costumam culpar os filhos, e não seus professores, por sua
incapacidade de aprender. Intocada, a situação pode perdurar indefinidamente. Como
mudá-la?
Em primeiro lugar, conscientizando a população brasileira da importância da educação
para a viabilidade do país neste novo século e, especialmente, expondo o tamanho de
nossa fragilidade e insucesso nessa área.
Essas não são tarefas para governantes – em última análise, responsáveis pelo atual
estado de coisas – mas para a sociedade civil. Estou convencido de que o poder público
só atuará para a resolução de nossa crise educacional quando for instado a tanto por seus
eleitores. Esgotou-se o período em que as batalhas da educação eram consensuais e
benéficas a todos. Quem poderia se opor à construção de mais escolas, mais vagas,
oferecimento de merendas e livros didáticos? Ninguém. Hoje, a batalha da educação
envolve entrar em batalhas políticas indigestas, bater de frente com o poderoso
establishment educacional. Por isso, me arrisco a dizer que qualquer tentativa de
reforma fracassará se não for respaldada por um clamor popular pela educação.
A mudança segue o seguinte roteiro. Primeiro, conscientização social gerando pressão
popular. Segundo, criação de mecanismos de avaliação da performance da alfabetização
no país. Terceiro, divulgação pública de seus resultados e estabelecimento de
“benchmarks” de sistemas alfabetizadores. Quarto, instituição de um sistema de
incentivos que premie os agentes educacionais competentes e puna os ineptos. Quinto,
um amplo pacote de mudanças que aproxime os ineptos da performance das escolasbenchmark.
Sexto e último, atenção especial para as escolas com os piores índices de
desempenho. Especificamente, isso significa o seguinte:
?????Criação e replicação de várias campanhas como esta que se inicia, mobilizando
formadores de opinião pela reforma na educação, fazendo com que elas se
estendam até a ponta: a população carente, cujos filhos estão nas escolas
públicas das áreas periféricas. Sem o apoio deles, nada será feito.
?????Alteração dos sistemas de testes nacionais de educação para a inclusão da
primeira série. Hoje, temos o SAEB, feito por amostragem, na 4ª, 8ª e 11ª séries.
Temos o ENEM, de participação espontânea, que mede os conhecimentos dos
concluintes do ensino médio. E foi criado o ProvaBrasil, de abrangência
universal, para 4ª e 8ª séries. Ou seja, temos dois testes para 4ª e 8ª e dois para o
fim do ensino médio, mas nenhum para o momento mais crítico e basilar da
educação brasileira, que é a 1ª série. O SAEB ou, de preferência, o ProvaBrasil
poderia abandonar uma de suas séries e passar a cobrir a 1ª série, medindo
unicamente, assim, a alfabetização.
?????Os resultados desse teste deveriam ser publicados nacionalmente, em cada
escola de cada município. Essa divulgação não apenas serviria como um
poderoso instrumento de pressão para toda a população – finalmente, o pai
poderia saber se a escola do filho é melhor ou pior que a escola da vizinhança ou
da cidade ao lado e, assim, cobrar providências de seus professores, diretores e
prefeitos – como também facilmente identificar as escolas de sucesso. Há muitos
professores e escolas excelentes, mesmo em locais de pobreza aguda, e sua
identificação (e replicação) seria um bálsamo para localidades que não
conseguem desenvolver um método de sucesso.
?????Criação do que eu chamo de Lei da Responsabilidade Educacional. Atualmente,
os municípios recebem recursos para a educação quando não atingem um
patamar mínimo de investimento por aluno. Não só criamos um mecanismo de
incentivo perverso, que premia os que menos investem, como abre-se assim a
porta a todo tipo de irregularidades e desvios. Precisamos de um sistema que
premie resultados, não meios. Assim, a LRE determinaria que as prefeituras
receberiam recursos para a educação de acordo com sua melhoria, ano a ano, em
dois quesitos: taxa de repetência e performance nos testes nacionais (SAEB ou
ProvaBrasil). Quem mais melhora de um ano para o outro, mais dinheiro recebe.
Os índices de melhoria e recebimento deveriam também ser tornados públicos,
nacionalmente. Junto com a pressão popular, o incentivo financeiro é a peça que
falta para que os governantes se comprometam com uma educação de resultados.
Criada essa mudança institucional e de mentalidade, que medidas objetivas deveriam ser
tomadas para que melhorasse o rendimento em sala de aula? Haverá grande
variabilidade, dada a heterogeneidade do sistema brasileiro, mas algumas diretivas são
generalizáveis. São elas:
?????Profunda alteração no currículo e estrutura dos cursos destinados a formação de
professores. Hoje, nossas universidades de pedagogia são povoadas por filósofos
do ensino. Craques nas últimas teorias pedagógicas em voga na Espanha ou
Inglaterra, capazes de analisar as diferenças da semiótica de Piaget e Vigotsky.
Deixemos essa agenda para os programas de PhD. Na graduação, precisamos
ensinar a ensinar. Precisamos que o futuro professor saiba menos teoria e mais
prática, menos discussão e mais ação. As pesquisas empíricas internacionais
apontam que o conhecimento do professor da matéria que ensina é fundamental
para o sucesso do aluno, assim como o são algumas práticas de aula: passar e
corrigir dever de casa, avaliar os alunos constantemente, usar o tempo de aula
para exposição e explicação, não cópia do quadro negro ou exercícios. O
professor precisa saber mais sobre o que funciona e aprender a implementar as
receitas de sucesso.
?????Como decorrência dessa orientação curricular, vamos rever o método de
alfabetização usado no país. 70% dos professores que dizem seguir algum
método alfabetizador optam pelo modelo construtivista10, quando o método
fônico vem se mostrando empiricamente superior em todos os países estudados.
Precisamos de treinamento no método fônico para os professores já em campo.
Treinar professores em alfabetização não é uma tarefa de outro mundo. Os
programas de aceleração do ensino, por exemplo, demonstraram ser possível ter
melhoras significativas em um curto espaço de tempo e com custos suportáveis.
?????Reestruturação do plano de carreira do magistério e sua estrutura de incentivos,
passando a estimular de forma pecuniária e não-pecuniária a ida dos melhores
professores para as séries iniciais das escolas com maiores dificuldades.
Quando a escola estiver fazendo a sua parte, ela poderá passar a envolver mais a
comunidade. Não se podem culpar os pais pelos fracassos educacionais dos filhos, mas
sabe-se que há muito que os pais podem fazer para ajudar o aprendizado de suas
crianças. Reverter o quadro atual em que nossas crianças passam mais tempo assistindo
televisão do que fazendo deveres de casa, por exemplo.11 Aqueles que lêem, que
incentivem os filhos a ler. Pesquisas mostram que as mães, mais do que as professoras,
são as principais responsáveis pela criação do hábito da leitura nas crianças.12
Finalmente, precisamos calibrar este sistema mais meritocrático e orientado a resultados
com uma atenção especial às escolas ou localidades que não dão certo. O Chile tem um
programa que pode nos servir de exemplo. Nele, as 900 escolas com o pior desempenho
no teste de avaliação nacional recebem atenção redobrada do Ministério da Educação do
país, sendo supervisionadas quinzenalmente. Os colégios atendidos têm melhorado mais
do que a média nacional.13 Este é – e deve ser – um programa divulgado ao público.
Ajudará os administradores sérios que sofrem com grandes dificuldades e carências, e
constrangerá os que fazem mau uso dos recursos públicos.
Desnecessário dizer que a implementação de uma mudança radical no sistema
educacional brasileiro, especialmente em suas primeiras séries, é emergencial. Já
estamos em apuros pelos próximos 20 ou 30 anos por causa da geração que está em
nossas escolas agora ou que acaba de sair delas. Se esses apuros perdurarem por 50 ou
100 anos, é difícil prever que Brasil restará para ser resgatado, mas os contornos gerais
são claros: será um país pobre, atrasado, desesperançado e com seu tecido social em
frangalhos por décadas de exclusão. Quando a escola ensina, é o trampolim para as
estrelas. Quando se torna apenas um alojamento para tirar crianças das ruas ou de suas
casas, transforma-se na mais poderosa ferramenta de transmissão intergeracional de
desigualdades, uma máquina de moer sonhos.
Resgatar nosso sistema educacional é tarefa importante demais para ser deixada apenas
nas mãos de políticos e educadores. É dever de Estado, é elemento fundamental da
Nação, é parte inimputável da cidadania. É a tarefa mais urgente e importante que nos
espera neste século que se inicia. Não é condição suficiente para que cumpramos nosso
destino histórico, mas é indispensável. É a nossa obrigação para com nossos
compatriotas, os que já se vão e os que ainda não vieram. Não podemos falhar.
66 Proftel // 21/June/2008 às 23:01
HRP, só agora li os comentários, estava jantando.
Aqui tá frio bacarai.
A patroa achou pra vender um frango desossado temperado, há de tudo.
Principalmente toicinho.
O bicho parece um cilindro, bota direto no forno, uma delícia.
Acabei de traçar uns pedaços, só acompanhado de farinha temperada (já falei dela aqui) e pimenta.
Muito bom esse troço.
:-)
67 Proftel // 21/June/2008 às 23:02
Kraio!
Chest, você se superou, pensei que era um post dentro do Open.
Putz, que texto enorme!
Quem não tem mouse com “roller” tá frito.
kkkkkkkkkk rsrsrsrsrsrsrsrs
:-)))))))))
68 Proftel // 21/June/2008 às 23:03
Mesmo assim é “meia hora” rodando a dita cuja pra passar tudo.
kkkkkkkkkk rsrsrsrsrsrsrsrsrs
:-))))))))))
69 Proftel // 21/June/2008 às 23:11
Chest, esse texto é mentiroso.
O que acontece é o seguinte, colocam na conta da “educação” desde merenda escolar, conta de energia, água, combustível, manutenção e tudo o mais, aí dividem pelo número de professores.
Acaba dando impressão que professor ganha bem, porra nenhuma.
Vai ver a merda que tá.
Confere as contas, vê onde essa grana é gasta, esses filhos-da-puta não dizem qual a porcentagem do total com “educação” é salário de professor, se falarem a casa cai.
De boa, você sabe que trabalho na área.
Nada contra você, é contra esse nó cégo que escreveu o artigo.
:-/
70 Proftel // 21/June/2008 às 23:32
Aliás, nesses quase dez anos já vi muita coisa.
Quando entrei haviam muitos professores que tinham na cabeça o seguinte:
“Pagam pouco, trabalho pouco”.
Essa fase já passou uns 2 ou 3 anos atrás.
Agora não há mais isso, a economia está andando, o pessoal tá e pulando fora direto e reto, falta professor em tudo quanto é canto (fora do eixo Sul/Sudeste que ainda se mantêm não sei por quanto tempo).
Estou na “fila” pra cair fora também, se tudo der certo não falta muito.
:-/
71 Proftel // 21/June/2008 às 23:37
Acabei de escutar o desligamento do computador da patroa na sala.
Vou nessa.
Uma boa noite a todos (as).
:-)
(tô meio aziado com esse texto do Chest)
72 surfando na jaca // 21/June/2008 às 23:46
Amigos Pax, Cabral, Proftel, Romeu, Albita, Monsores,
uma sinusite me abate, ai, São Gonçalo!
Cabral, pela primeira vez vc. diz que gostou de algo que escrevo. Bom, sou um maldito e avacalhado desse blog não perdoado pela Confetti.
Proftel,
exatamente. Tem um chave para dar corda em dois mecanismo. Agora a tal da inscrição só tirando da parede. Tenho vontade de levar o bicho para um bom relojoeiro.
Uma boa noite a todos.
73 Barba Negra // 22/June/2008 às 1:03
E o Chuchu e seus apaniguados? Lula e seus aloprados poderiam encontrar melhores aliados entre supostos adversários? Creio que não.
Peña Esclusa disse que procurou o Chuchu antes da eleição presidencial de 2006, instando-o a que denunciasse, durante a disputa, a ligação visceral de Lula com o Foro facinoroso. Estranhou, depois, que ele não o tivesse feito.
Dá pena do Esclusa. Ele, por certo, nunca tinha visto um Chuchu antes.
74 confetti* // 22/June/2008 às 3:27
doc farao, aia,
indiana jones envelheceu, nos envelhecemos, perdemos algumas ilusoes nesse meio tempo….
o cranio de cristal nao é pior que os precedentes ….nos é que precisamos de mais, muito mais pra sentir alguma emoçao….blasés…
dracula, vc nos matou com esse babado kilometrico ! nao sabe linkar, embrulhar pra viagem ? aff
rc, tem gente que nao reconhece seu teclado…))
sarkozy ta em israel hj…..
ontem na fete de la musique, ouvi brahms, rock, chanson, nino rota, rap, mozart, mpb….tudo isso na rua, a noite foi linda !
75 confetti* // 22/June/2008 às 3:52
sobre livre circulaçao de mercadorias : atualmente todas as maçans “royal gala” ( aquelas pequenas bem vermelhinhas) sao importadas do brasil ! nao ha mercado, feira ou hipermercado que nao venda ! ta marcado assim :
rasip agro pastoril, vacaria rs, brazilian apple
o problema, pra mim ao menos que so como coisas depois de verificar como foram produzidas, é que nao da pra saber se foi usado agro toxico ou se a tal “rasip” é “do bem” …
entao so provei uma, deliciosa por sinal, mas so uma….
anyway, aos que falam no protecionismo chiita da comunidade européia, saibam que a europa produz muita maçan e que atualmente so se acha maçan brasileira por aqui ! :)))
76 confetti* // 22/June/2008 às 4:01
a torcha olimpica passou no tibet….ninguém viu, mas ela passou…
77 confetti* // 22/June/2008 às 5:22
listening, beck! odelay…..
78 confetti* // 22/June/2008 às 6:00
continuando o monologo da madrugada :
aquele travesti do “ronaldo gate” sem medo de ser feliz ! acaba posando “nua” na playboy …hahahha
http://colunas.g1.com.br/redacao/2008/06/20/travesti-do-caso-ronaldo-e-ovacionado-em-desfile-da-daspu/
79 confetti* // 22/June/2008 às 6:01
vou cair na banana real aqui….
bom dia, caro leitor !
80 faraó // 22/June/2008 às 7:58
Confa,
uma lástima… prova viva do tempo que escoa e nos remete à certeza de que no passado era mais legal.
E o filme ainda nos ameaça deixando o filho sem graça do Indiana Jones, o Jr.
81 HRP FAST RELOADED // 22/June/2008 às 8:04
A tocha passou por lassa sob escolta do exercito….só pra intimidar e humilhar os tibetanos….coisa de chines……
82 Pax // 22/June/2008 às 10:07
Bom dia Vietnã.
Música: Tenho ouvido os discos desse cara Ivan Vilela. Já coloquei alguma coisa aqui e depois vi que há algumas músicas no site disponíveis. Agora mesmo estou ouvindo Eleanor Rigby. É uma sonoridade brasileira explorando outras coisas além da caipira, com a viola de 10 cordas. Bom pacas. Falei com ele pessoalmente, me disse que abriu o espaço entrea as cordas para explorar mais o instrumento. Enfim…
http://www.ivanvilela.com.br/disco/musicas.html
Poesia:
Ferreira Gullar é muito bom, esse aqui me lembrou da blogueira cubana.
Como dois e dois são quatro
Sei que a vida vale a pena
Embora o pão seja caro
E a liberdade pequena
Como teus olhos são claros
E a tua pele, morena
como é azul o oceano
[E a lagoa, serena
Como um tempo de alegria
Por trás do terror me acena
E a noite carrega o dia
No seu colo de açucena
- sei que dois e dois são quatro
sei que a vida vale a pena
mesmo que o pão seja caro
e a liberdade pequena.
83 HRP FAST RELOADED // 22/June/2008 às 10:23
A beleza da palavra escrita é sempre um balsamo.
Mas por que o sacrificio é sempre a via mais comum para se atingir a liberdade?
Porque para tudo há um tempo.
Cuba para mim é o exemplo desse teatro experimental na busca pela liberdade…..com o tempo , e sem auto critica, o regime cubano se poluiu…..se acostumou as praticas totalitárias…..embora poucos cubanos no exterior maldigam Fidel……sabem o que foi a época anterior…….
O gozado dessa quase nostlagia com as épocas passdas é isso acabamos lembrando do lado bom e esquecendo o sofrimento e as injustiças…..
E mais gozado ainda é há saudosistas aqui dos tempos militares…..por isso por puro exercicio de lógica percebo que a era militar deve ter tido algo de bom…….eeeeeeee……
Mas é verdade….Cuba está madura para a liberdade democratica…….
Agora….será que do outro lado do mar das antilhas….do mar co Caribe os WASPs vão deixar vicejar a plena democracia em Cuba?
Ou o desejo de vingança vai prevalecer?
Será?
84 Proftel // 22/June/2008 às 10:25
Tô na área.
:-)
85 Proftel // 22/June/2008 às 10:27
HRP, falei contigo ontem a noite viu?
A patroa foi ao supermercado aqui perto, muito sol pra andar até a feira, acordamos tarde hoje.
Tô treinando pras férias.
hehe.
:-)
86 Proftel // 22/June/2008 às 10:34
Surf, arrume, vale a pena.
Está tocando agora 8 badaladas, 30 minutos de alguma hora, dá uma alegria à casa.
Só precisa dar corda uma vez por semana e, relógio de parede tocando na casa é uma delícia, fico meio perdido sem ele, o meu já está com uns 6 ou 7 anos, quem chega aqui repara.
Dica pra achar relojoeiro bom: velhinho, muitos relógios de parede na parede da relojoaria, muitos relógios na bancada esperando cliente buscar, suburbio.
Evite relojoeiros do “centro”: centro=aluguel caro=serviço caro=relojoeiro novo e metido a bêsta que só sabe trocar pilha e vender relógio novo.
hehe
:-)
:-)
87 HRP FAST RELOADED // 22/June/2008 às 10:38
Galvão Bueno e algo entalado na garganta!
15 anos depois um brasileiro é lider do mundial de F1…..e 22 anos depois vencemos na França…..essas ultimas vezes foram do menino Airton……e aí eu digo: catso!
88 confetti* // 22/June/2008 às 10:41
felipe massa !! :-)))
da prazer aquela bandeira verde e amrela molhada de champagne la no podium de magny cours !!
bravo massa !!
89 confetti* // 22/June/2008 às 10:42
salut ale e agà
90 confetti* // 22/June/2008 às 10:43
painho no vietnam….com esse calor ! :))
91 HRP FAST RELOADED // 22/June/2008 às 10:44
Bom dia Alex……tõ dando risada vendo o Galvão B. se enrolando na locução…….mesmo o dinheiroe a boa vida não abafam certos sentimentos bonitos da pessoa……o Airton era provavelmente amigão do peito do Galvão…….e esse mulequinho Massa é bom mesmo……
92 confetti* // 22/June/2008 às 10:45
felipê massà , très heureux !
93 HRP FAST RELOADED // 22/June/2008 às 10:49
Bom dia Confetti……bom e vitorioso dia….tô começando a gostar da formula 1, de novo…..
94 surfando na jaca // 22/June/2008 às 10:49
Cabralzinho (como chamava meu amigo homônimo de univesidade),
Num tendi a parte final do seu comentário sobre o papa. La Belle de Jour não gostou. Pode falar mal de mim que nem ligo, uma mulher vale mais do que isso.
95 surfando na jaca // 22/June/2008 às 10:51
Proftel, levei numa relojoaria chique de especialistas, me deram um orçamento de arromba. Vou procurar no centro.
96 Chesterix-Dracul- El Cid, o irado // 22/June/2008 às 10:52
Pax e Mr X, taí no 65.
97 confetti* // 22/June/2008 às 10:57
néo, é normal vc nao me dizer salut ? vai entortar sua boca ? ))
98 Proftel // 22/June/2008 às 10:58
No Centro não Surf.
Subúrbio, leia o #86:
“Evite relojoeiros do “centro”: centro=aluguel caro=serviço caro=relojoeiro novo e metido a bêsta que só sabe trocar pilha e vender relógio novo.”
:-)
99 Proftel // 22/June/2008 às 11:02
HRP, alguém lá em cima errou quando mandou o ráio que detonou acidente com comentarista, era pro Galvão ter capotado aquela BMW.
Putz, que sacanagem.
kkkkkkkk rsrsrsrsrsrsrsrs
:-))))
100 Chesterix-Dracul- El Cid, o irado // 22/June/2008 às 11:07
Num avião, o piloto informa: - Senhoras e Senhores, o avião está a perder altitude e toda a bagagem deve ser atirada fora!
- Apesar de mais coisas serem lançadas fora, o avião continua a perder altitude. - Estamos ainda a baixar! Teremos que atirar fora algumas pessoas… avisa o piloto. -
Há um grande rebuliço entre os passageiros.
- E continua o piloto…
- Para fazer isso, de forma imparcial, os passageiros serão atirados para fora, por ordem alfabética!
Assim, começamos pela letra “A”:
- Há algum “Afro” a bordo?
- Ninguém se move.
-”B”…. Algum”Black” a bordo?”
- Nada
-”C”… Algum “Crioulo” a bordo?”
- Continua nada.
-”D”…algum “De cor” ?
- De novo ninguém se mexe.
-”E”….algum mais “Escurinho”?
- Nada…
Nisto, um pequeno menino negro pergunta ao pai:
- Pai? Afinal, o que é que nós somos?
- ZULUS, meu filho, ZULUS !!!!…
101 Chesterix-Dracul- El Cid, o irado // 22/June/2008 às 11:21
história é velha, mas pertinente. Israel Pinheiro perdia os cabelos para implantar Brasília, tirada do nada. Tudo eram problemas. Na hora em que levaram a ele a questão do abastecimento da nova capital, em especial no tocante a frutas, verduras e legumes, o velho mineiro respondeu que naquele particular já tinha solução. Havia convidado um grupo de japoneses para instalarem-se na periferia da cidade.
Aliás, no dia seguinte eles viriam apresentar o primeiro diagnóstico a respeito do que poderia ser feito. O chefe da delegação, mesmo cerimonioso, foi taxativo. A terra ao redor de Brasília era a pior possível, não havia jeito de torná-la produtiva e seus colegas já pensavam em retornar a São Paulo.
Israel, manhoso, procurou falar das vantagens deles permanecerem, mas, diante da irredutibilidade, acabou explodindo: “Ora, se a terra fosse boa, para que eu ia chamar japoneses? Vocês têm que ficar e provar serem diferentes.”
Ficaram e provaram.
102 Chesterix-Dracul- El Cid, o irado // 22/June/2008 às 11:24
Não preste atenção aos esquerdistas – pessoas de direita são mais legais, mostram as últimas pesquisas
George Orwell escreveu certa vez que a política estava intimamente relacionada com a identidade social. “Às vezes tem-se a impressão”, escreveu ele em The Road to Wigan Pier, “de que as meras palavras socialismo e comunismo atraem com força magnética cada bebedor de suco de frutas, nudista, usuário de sandália de couro, maníaco sexual, Quaker, charlatão adepto de terapias naturais, pacifista e feminista da Inglaterra”.
Orwell estava fazendo uma observação. Hoje, porém, um grande número de pesquisas acadêmicas mostram que ele estava certo: sua posição política influencia a maneira que você vive sua vida. E as notícias não são nada boas para aqueles politicamente de esquerda.
http://nemersonlavoura.blogspot.com/
103 Chesterix-Dracul- El Cid, o irado // 22/June/2008 às 11:26
Viram só? Na quarta-feira, Roberto Teixeira afirmou, em Brasília, ter recebido apenas US$ 350 mil da VarigLog. Aí a repórter Mariana Barbosa, do Estadão, conseguiu documentos que demonstram que ele recebeu, no mínimo, US$ 3,2 milhões. Na sexta, procurou a assessoria do valente e passou as informações. Quatro horas depois, pimba! Teixeira admitia que, bem…, de fato, tinha recebido aquele valor que anunciara, mas multiplicado por 9,14 vezes. Como isso é possível?
É. Roberto Teixeira é petista. No PT, não existem nem verdade nem mentira, mas apenas versões convenientes. O que um petista diz tem tempo de duração. Vejam no post abaixo: quando ele falou em US$ 350 mil, justifica-se, referia-se apenas a um período… É mesmo, é? Na entrevista, ele citou esse valor quando indagado sobre os US$ 5 milhões. Em outras palavras, ainda nem tão precisas, Teixeira faltou com a verdade.
104 Chesterix-Dracul- El Cid, o irado // 22/June/2008 às 11:30
Nos anos sessenta, nós assistimos ao nascimento do narcisismo e do egocentrismo que capturaram a esquerda e nunca mais a deixaram escapar.
A aceitação irrestrita da importância da auto-consciência, auto-descoberta e de ser “verdadeiro” em relação a si próprio, junto à idéia de que o Estado deve cuidar dos menos afortunados, criou uma batelada de gente de esquerda que quer terceirizar suas obrigações para outros.
105 Chesterix-Dracul- El Cid, o irado // 22/June/2008 às 11:36
Como John Maynard Keynes nos lembra: “As idéias de economistas e filósofos políticos, tanto quando eles estão certos quanto quando estão errados, são mais poderosas do que se costuma acreditar. De fato, o mundo é regido basicamente por elas”. Ou, como declarou certa vez o teórico americano Richard Weaver: “Idéias têm conseqüências”.
E parece que as modernas idéias progressistas de hoje podem freqüentemente fazer aflorar o que há de pior nas pessoas.
106 Pax // 22/June/2008 às 11:42
Chesterton, velho e bom Chesterton:
1 - manda o link pra mim do # 65. Comecei a ler e o artigo é excelente, mas da forma que tá é um saco. Ainda lambi, chupei e cuspi no Word mas perdeu a formatação. É um artigo que vale uma bela discussão, até como sugestão de post para o Pedro Doria.
2 - tua piada em #100, além de sem graça, é racista sim. Desculpe-me o alerta, mas é.
Amigo Surf,
Tenho a impressão que você leu o Ricardo Leal e achou que era o Ricardo Cabral. Sinosite é? Melhoras… eu ainda tô brigando com a gripe, incrível, duas semanas !
confetti,
Há coisas sobre o verão que só quem gosta de sacanagem encontra.
HRP, amigo sitiante e gastronômico, além de espiritualista rábico, (uma boa contradição do querido colega), acredito que se o Galvão sair da Globo, talvez eu assista futebol de novo por lá. Êta cara chato.
Proftel e Surf, gostava muito de relógios, sei lá o que houve, nos tempos alucinados de trabalho, das 9 as 23, tirei do pulso e deixei a vida louca me levar. Esse papo de vocês tá me fazendo lembrar de novo. Quem sabe um dia essa conversa de vocês me estimule a ter um de novo. Aliás, me lembrei, o último que tive, daqueles Swiss Arm bem legal, o sequestrador levou de brinde. Tinha comprado numa das minhas viagens a trabalho para Washington, quando um dia eu fui alguma coisa de bom pros outros e de ruim pra mim.
CHESTERTON tô gritando, mas é pra vc não esquecer de me mandar o link pô !
107 Chesterix-Dracul- El Cid, o irado // 22/June/2008 às 11:45
o link você não consegue abrir….PAx.
108 Chesterix-Dracul- El Cid, o irado // 22/June/2008 às 11:46
claro que é racista, mas o negão saiu ganhando, …não queriam cotas? Então aí está minha contribuição para piadas racistas onde os melanodermicos saem ganhando.
109 Chesterix-Dracul- El Cid, o irado // 22/June/2008 às 11:48
“Uma condição fundamental para a cooperação com a Alemanha estava livre para erradicar cada judeu da Palestina e do mundo árabe. Solicitei a Hitler uma ação explícita que nos ajudasse a resolver o problema judaico da maneira adequada às nossas aspirações nacionais e raciais e de acordo com os métodos cieintíficos inovados na Alemanha para lidar com seus judeus. A resposta que recebi foi: ‘Os judeus são seus’.
Husseini
110 Pax // 22/June/2008 às 11:49
Porque não Chest? Manda aí pô. Ou manda pro meu e-mail. putzpax@gmail.com
111 Chesterix-Dracul- El Cid, o irado // 22/June/2008 às 11:50
de novo
http://www.reescrevendoaeducacao.com.br/2006/download.php?recid=1
112 confetti* // 22/June/2008 às 11:52
pax, beijos e carinhos pra vc, meu querido desbravador sensual !!
chest anda febril…no delirio….
113 confetti* // 22/June/2008 às 11:54
pax, esse link de dracula, tenta registra-lo primeiro e depois abre pra ler….se abrir primeiro ele se enrola…))
114 Chesterix-Dracul- El Cid, o irado // 22/June/2008 às 11:55
que delirio, confa?
115 Chesterix-Dracul- El Cid, o irado // 22/June/2008 às 11:56
salvar destino como.;…..
116 confetti* // 22/June/2008 às 11:57
vc fala de educaçao, de israel pinheiro, de narcissismo e auto consciencia, passando por uma piadinha sem graça….é delirio sim….
117 confetti* // 22/June/2008 às 11:58
chest, ja esteve no provoc, o blog de ajaxpax ? muito gostoso, cada dia mais viciante….
118 Chesterix-Dracul- El Cid, o irado // 22/June/2008 às 12:00
ecletico
119 confetti* // 22/June/2008 às 12:01
seu francisco falou la no blog que ontem a familia doria se reuniu pro almoço no rj ! pd ta editando de la…..))
120 confetti* // 22/June/2008 às 12:02
ah oui….certainement…..toi, je t’aime, mais pas tous les jours….
121 confetti* // 22/June/2008 às 12:04
quem ta em tratamento desintoxicante é ale….passou de 18 hrs no ar à….umas 3 hrs/dia….faz bem ale….))
122 Chesterix-Dracul- El Cid, o irado // 22/June/2008 às 12:05
a unanimindade é burra…
123 confetti* // 22/June/2008 às 12:05
comigo ?
124 Pax // 22/June/2008 às 12:06
Chesterton,
Finalmente consegui, salvei ao invés de tentar abrir… aí abri com o Acrobat. Beleza, vou ler com calma e depois te falo melhor. Falou pro moleque que o tio Pax vai pegar a professora dele e dar um “caldo” nela? Obrigado pelo bom tema.
125 confetti* // 22/June/2008 às 12:07
isso mesmo : registrar antes de abrir….))
126 Luiz // 22/June/2008 às 12:09
Boa tarde para todos !!!
Ou pelo menos para os não-sectários…
Acordei tarde e espirando direto.
Foi a noite mais fria do ano em Fortaleza, me pegou de jeito.
127 Pax // 22/June/2008 às 12:14
confetti *, ma puce… nunca estudei psicologia a não ser lendo meia dúzia de livros e me apaixonando pela minha psicanalista judia, gostosa e cheirosa da José Linhares do Leblon, além da minha primeira mulher ser psicanalista, enfim, fui metido e continuo sendo. Essa introdução é pra dizer o seguinte sobre nossos colegas:
- Chesterton: deve ser um bonachão, o filho deve fazer gato e sapato dele, trabalhador, bondoso, esforçado, mas coloca um alterego aqui pra fazer número e nos provocar. É de direita sim, como o Mr X, mas ficam malucos da vida com o Brasil melhor com meu Lula no poder e roubando tanto quanto os governos passados, só que dessa vez sem classe. Os com classe roubavam mais e eles não admitem aqui porque morderiam a língua.
- Surf: é um estudioso, lê bastante, escreve bem, mas é rábico tanto quanto o Chesterton e o Mr X, porém com cafuné na cabeça fica um excelente colega para discussões profundas.
- Mr X: esse é desengonçado, literado, gosta de poesia, reclama da sombra que o persegue, acha que ou ela está comunista ou islâmica, que pode atacá-lo. Fica mais calmo ao meio dia, quando a sombra se esconde, mas é gente finíssima.
Mais ou menos por aí… e assim caminha a humanidade.
128 Pax // 22/June/2008 às 12:16
Grande Luiz, outro que leio. Há novidades?
129 confetti* // 22/June/2008 às 12:17
ich luiz, noite fria em fortaleza foi tipo quantos ° ?
130 Pax // 22/June/2008 às 12:17
A quem interessar possa:
Há uma excelente discussão sobre religião no bom blog do Ricardo Cabral.
131 confetti* // 22/June/2008 às 12:18
e meu shape painho, nao vai fazer ? ))
132 confetti* // 22/June/2008 às 12:19
e la no amazing tem yeats….a quem interessar e gostar possa ! ))
133 confetti* // 22/June/2008 às 12:23
pra quem le em frances, aqui um excelente artigo sobre “midia, publicidade, internet, a grande revoluçao”
http://www.lemonde.fr/actualite-medias/article/2008/06/21/pub-medias-internet-le-grand-chambardement_1061228_3236.html#ens_id=1055028
134 Luiz // 22/June/2008 às 12:24
Pax,
Nada de muito relevante. só o jogaço de ontem entre Rússia e Holanda. Aumentou a minha vergonha da selecinha do anão.
Sim, postei lá uma música dentre as que mais gosto.
confetti,
Não verifiquei o termômetro, mas a pele não deixa dúvidas. Antes de deitar, assistindo um filme, já estava parcialmente coberto. Para nós é gelado, coisa de umas duas ou três noites ao ano. E nem todo ano…
135 confetti* // 22/June/2008 às 12:28
mas a holanda nao resistiu né luiz ! assisti o jogo na rua, com muito barulho de bandas, mas foi o futebol em todo seu esplendor, lindo !
136 Proftel // 22/June/2008 às 12:30
Pax, o texto já deve estar no seu e-mail, editei.
Só o ítem “10″ é que ficou “perdido” no meio d’uma frase (confere).
:-)
137 confetti* // 22/June/2008 às 12:30
pessoal aqui anda falando em “vergonha” tbm com a eliminaçao da frança da eurocopa….fiquei bem mais surpresa com a saida de portugal ! tenho certeza que a noticia da ida de scolari pro chelsea, em pleno meio da copa, contribuiu pros caras desmotivarem….
138 Proftel // 22/June/2008 às 12:31
Ih, enquanto editava já abriu no Acrobat?
Bom, de qualquer forma, taí.
:-)
139 Proftel // 22/June/2008 às 12:39