Norte-americanos, britânicos e soviéticos entraram nos campos de concentração no princípio de 1945. Os soldados e oficiais não estavam preparados para lidar com o que encontraram. Aquelas pessoas ali haviam chegado a um ponto tal de degradação que não conseguiam sequer comer. Umas porque não tinham força. Outras porque o choque de proteína era tamanho que, incrivelmente, matava. Não sentiam cheiro. Mal falavam. Beijavam mãos agradecidos.
Muito rapidamente, em Londres e em Washington, gente em várias posições de poder perceberam que teriam um problema perante a história: alguém, no futuro, tentaria negar que aquilo acontecera. A extensão da crueldade era tamanha – no número de vítimas e no ponto ao qual os nazistas levaram os sobreviventes – que nada parecia, de fato, muito crível.
Decidiram produzir um filme.
Não pensavam no século 21. Pensavam nos anos imediatamente à frente. Pensavam, principalmente, na população alemã. Como convencê-los de que seu país havia chegado àquele ponto? Em Londres, coletaram as cenas filmadas pelas tropas ocidentais nos campos e as puseram nas mãos de Sidney Bernstein, diretor do departamento de propaganda do exército britânico. Sua missão seria produzir um documentário para apresentar ao público alemão os feitos de seu país durante a Guerra.
Quando Bernstein começou a produzir o filme, em maio de 1945, os Aliados ainda não tinham total noção do plano de Solução Final para o problema judaico de Adolf Hitler. Conheciam a crueldade, sabiam do genocídio, mas não tinham ainda levantado todos os documentos que provavam a intenção de eliminar uma etnia. O governo britânico também tinha medo de que, insistindo no fato de que as vítimas eram judeus, afastariam o público alemão.
O filme não citaria judeus, portanto. Falaria de pessoas. De gente.
Revisando as imagens que chegavam do continente, o cineasta da propaganda britânica percebeu que o trabalho talvez exigisse mãos mais hábeis que as suas. Lembrou de um amigo dali mesmo de Londres, que durante a Guerra achou por bem se radicar nos EUA.
Alfred Hitchcock.
Os dois jamais terminaram o filme batizado Memória dos Campos, também lembrado como o ‘documentário de Hitchcock sobre o Holocausto’. Hitchcock serviu como consultor no processo e orientou a edição. Se preocupou em inserir a maior quantidade possível de planos gerais. Temia que, só mostrando as pessoas de perto, alguém achasse que havia sido montagem. Os planos gerais davam mostras das inacreditáveis montanhas de corpos esqueléticos, nus. Pois é que não há nudez escondida neste filme – nudez de gente viva e de gente morta, seios, sexos à mostra, em corpos cujos rostos por vezes lembram caveiras cobertas por um fino tecido. é um documentário cru, violento, muitas vezes difícil de ver.
Os EUA logo abandonaram aquela que deveria ser uma co-produção entre eles e Inglaterra. Alguém, ao ver as primeiras imagens montadas por Hitchcock e Bernstein também decidiu arquivar o projeto. Era duro demais. O mundo não estava preparado para ser exposto a estas imagens de terror. O ‘documentário de Hitchcock sobre o Holocausto’ terminou esquecido.
Em 1985, a rede pública de tevê norte-americana PBS comprou do governo britânico a única cópia conhecida dos originais. As imagens, já editadas, não tinham som. Mas havia um roteiro que a equipe de Bernstein escrevera e texto para narração que acompanhava as imagens. Convidaram o ator Trevor Howard para colocar voz no filme. E o exibiram. Agora está na Internet.
dica do André Fucs







50 Comentários até agora ↓
1 Maria // 15/June/2008 às 11:06
Capítulo 37 do Livro de Ezequiel:
“Veio sobre mim a mão do Senhor; e ele me levou no Espírito do Senhor, e me pôs no meio do vale que estava cheio de ossos;
e me fez andar ao redor deles. E eis que eram muito numerosos sobre a face do vale; e eis que estavam sequíssimos.
Então me disse: Filho do homem, estes ossos são toda a casa de Israel. Eis que eles dizem: Os nossos ossos secaram-se, e pereceu a nossa esperança; estamos de todo exterminados.
Portanto profetiza, e dize-lhes: Assim diz o Senhor Deus: Eis que eu vos abrirei as vossas sepulturas, sim, das vossas sepulturas vos farei sair, ó povo meu, e vos trarei à terra de Israel.
E quando eu vos abrir as sepulturas, e delas vos fizer sair, ó povo meu, sabereis que eu sou o Senhor.
E porei em vós o meu Espírito, e vivereis, e vos porei na vossa terra; e sabereis que eu, o Senhor, o falei e o cumpri, diz o Senhor. “
2 Mr X // 15/June/2008 às 11:40
Bom, isso ao menos deve acabar de vez com as espúrias comparações de Israel e seu tratamento dos “palescom o “nazismo”… Ou será que não? :-/
3 Zé Bush // 15/June/2008 às 12:08
well…..tive a oportunidade de ver esse documentário faz uns 8 anos atrás. Quanto ao fato de não ter som, falou-se que foi uma decisão do próprio Hitchcock. Ele acreditava que não haveria música capaz de traduzir tamanho horror.E nem precisava.
4 sem rumo na vida // 15/June/2008 às 13:17
nem quero ver!
quando era mais jovem, só por causa de umas fotos no livro de história, eu quase pirei o côco…
e olha que não tenho nada a ver com judeus…
5 Kct // 15/June/2008 às 13:34
Cá para nós… Hitchcock era um sádico.
6 Marcelo Marzochi // 15/June/2008 às 13:39
A TV Cultura passou uma vez, alguns anos atrás, numa série sobre o o século XX ancorada pelo Heródoto Barbeiro, um documentário chamado “Um testemunho para o mundo”, o qual mostrava a chegada das tropas aliadas nos campos de concentração e entrevistava sobreviventes e os soldados que primeiro chegaram naqueles lugares.
7 Gerson B // 15/June/2008 às 13:50
Só consegui ver alguns segundos.
8 Hugo Albuquerque // 15/June/2008 às 14:12
Ok, creio q
9 Hugo Albuquerque // 15/June/2008 às 14:17
(desculpem, enviei sem querer0
O que eu queria dizer é que é difícil acreditar que os governos ocidentais não sabiam o que os nazistas estavam fazendo. O povão não, mas os líderes do Reino Unido e da França ali do lado? É óbvio que houve um copadrio por parte das potências ocidentais. Muitos dos neocons que hoje financiam o governo Bush são netos ou filhos de caras que mandavam dinheiro pra Hitler acabar com os judeus e a estes se somam muitos liberalecos ingleses.
10 Gerson B // 15/June/2008 às 15:05
Hugo Albuquerque(9), em que se baseia essa ideia?
Até porque pelo que sei o Stalin é que tinha feito pact com Hitler.
11 Hugo Albuquerque // 15/June/2008 às 15:33
Gérson B,
Stálin assinou o pacto de Ribentropp-Molotov com Hitler porque não tinha como confrontá-lo diretamente naquele momento e a recíproca era verdadeira; Enquanto Hitler preparava suas tropas para invadir a União Soviética, Stálin, sorrateiramente, transferia o parque industrial soviético para o Cáucaso, preparando-se para o confronto iminente.
Por que os soviéticos não atacaram primeiro? Porque uniriam os capitalistas todos contra eles.
Só restava a possibilidade do contra-ataque.
Se você acha que o pacto teve motivações ideológicas está tremendamente equivocado. Basta conferir o fim que tiveram os comunistas alemães durante o nazismo.
Quem de fato, por relativa afinidade ideológica, apoiou Hitler foram os colaboracionistas franceses (vide Pétain), ingleses ( vide o encontro de Chamberlain com o Fürer e as “boas notícias” que ele trouxe) e até mesmo americanos. Essa apoio estava condicionado por dois pontos essenciais: A defesa incondicional do capitalismo e o anti-semitismo.
12 Zé Bush // 15/June/2008 às 15:49
well….o que mais impressiona nisso nem é o filme em si. É um documentário cru e direto, como tem que ser um documentário.
É a verdadeira máquina que foi montada para exterminar gente. Toda uma estrutura foi idealizada, planejada e executada com eficiência. A exploração de mão de obra escrava fazia parte da economia nazista. Pessoas eram usadas e descartadas como peças defeituosas. A morte foi industrializada .
13 Camarada Moderado // 15/June/2008 às 16:41
Legal, vou dar uma olhada.
Um tema sempre bem discutido, afinal o holocausto é sempre caro àqueles que viveram na época dessa guerra total, talvez pela idéia de não poder fazer nada a respeito a não ser documentar e discutir as barbáries acontecidas, a fim de uma reflexão por parte de nós: as novas gerações.
Contudo não sinto isso em relação as vítimas japonesas da bomba atômica. Justamente por nós, brasileiros, com uma grande imigração oriunda país e mais ainda por estarmos em comemoração dos cem anos dessa imigração. Sei pelo pouco que li: Gen e Hiroshima, somente. Gostaria de algum documentário realmente contudente que abrangesse esse tema.
Sabemos aproximadamente quantos foram as vítimas do Holocausto, mas quantos foram vítimas daquela radiação qeu perdura até hoje?
14 marguerita // 15/June/2008 às 16:53
Bem,eu vivo com esta verdade em minhas veias. Minha mae foi uma sobrevivente de Auschwitz,
seu numero gravado no braco esquerdo A-26.427.
O resto da famila dod dois lados,forma todos massacrados tambem em Treblinka e em outras partes da Polonia ,Russia e Alemanha.
Este quadro esta em minha mente todos os dias e noites,apesar de meus pais me ensinar a ter fe na humanidade e joie de vivre.
Mesmo assim,apesar de tudo estou sendo despejada de meu loft ,por falta de pagamento na terca feira,dia 17 de junho.E os filmes continuam…..
15 Dom Casmurro Patriarca // 15/June/2008 às 18:33
Oi, gente,
Vou emitir uma opinião absolutamente sincera sobre o assunto.
1- É um acontecimento tão terrível que, até hoje, a mente humana não produziu um processamento adequado sobre o fato.
2- Não se pode aceitar que o povo alemão tenha feito isso por pura maldade.
3- Não se pode aceitar que Hitler tenha feito tudo sozinho.
4- Não se pode aceitar que os governos vizinhos da Alemanha, não tivessem conhecimento do fato.
5- Os Estados Unidos só tomaram posição, depois que foram atacados em suas próprias casas.
6- A Rússia fez um tratado, mas se preparou para o contra-ataque.
7- A tragédia aconteceu depois da invenção de filmadoras, mas ao longo da história, na própria Bíblia, há relatos de cidades sitiadas onde mães combinavam de que modo devorariam seus filhos.(Uma delas, depois de devorar o filho da outra, recusou-se a entregar o seu e foi levada a julgamento).
8- Acho que o que poderíamos extrair de tudo é que, todos os seres humanos, se levados a situações extremas, têm aflorado o lado absolutamente biológico e os instintos prevalecem sobre a racionalidade.
16 Clara // 15/June/2008 às 19:27
Não estou conseguindo ver, após 5 minutos, não aguento. Já estive no museu do Holocausto, já vi filmes e fotos, depoimentos, provas, mas meu coração não está aguentando, não…deixo para os mais jovens, que não sabem exatamente como foi o Holocausto, ou só de ouvir falar…
17 sem rumo na vida // 15/June/2008 às 19:42
Clara,
eu não vou ver não…
já ví um e fiquei com náuseas, imagine você que tem o holocausto no seu passado…
e ainda tem gente que diz que os judeus usam a história do holocausto pra se fazerem de vítimas…
todo mundo usa o passado pra se fazer de vítima, ou vão dizer que não?
18 faraó // 15/June/2008 às 21:15
Eu vi o filme todo.
Pelo que pude perceber, não vi nenhuma estrela de David; nem pintada, nem com ninguém.
Mas vi um crucifixo no pescoço de um dos mortos.
19 Fabio Passos // 15/June/2008 às 22:17
Um documento histórico impressionante. É algo que precisa ser visto por todo ser humano no planeta.
Isto ocorreu em uma nação muito desenvolvida, com tradição filosófica, científica e humanista.
Uma elite extremamente capaz e um povo muito culto.
Por que aconteceu?
Minha sugestão é “Os carrascos voluntários de Hitler” de Daniel Jonah Goldhagen.
20 Brancaleone // 15/June/2008 às 22:27
faraó:
Com todo o respeito ou absoluta falta dele, estou cagando e andando e que se foda se as vítimas que aparecem são judias, ciganas, pretas ou brancas , católicas ou hare krishnas.
Não sei se voce percebeu, mas são pessoas aque aparecem alí. Se morreram 10 ou 100 ou 6.000.000 de judeus daquele jeito, já é crime e pronto.
Se os ciganos e demais vítimas do holocausto não fizeram os ecos de seus gritos chegarem até o século 21, isso não é culpa dos judeus.
Milosevicz fez igual na Iuguslávia e tenha a certeza que alguem fará no futuro.
Somos humanos e devotamos especiais esforços em maltratar nossos adversários. Pouco importa se são judeus, negros ou a torcida adversária ou até o sujeito que nos dá uma “fechada” no trânsito.
21 ruy // 16/June/2008 às 0:37
Os jovens ao estudar o holocausto deveriam assistir este vídeo. Incríveis a crueldade, a extensão e o número dos campos de concentração. Tenham coragem e vejam todo o filme.
22 Rodrigo // 16/June/2008 às 1:25
Lá pelos 37 min fala de prisioneiros brasileiros em Dachau. Eu não sabia de prisioneiros brasileiros em campos de concentração. Isto não é muito falado em escolas ou na mídia. é uma coisa interessante pra se descobrir, já que o Brasil lutou na 2ª guerra…
23 HRP FAST Reloaded // 16/June/2008 às 7:59
Sabe o que me espanta quando vejo os comentários da turma aqui do blog?……a tendencia a politizar essa monstruosidade…..alguns atras ,com seu rancor infinito, das desculpas , que não querem ,na verdade aceitar…..outros atras da sensibilidade que não conseguem ter ao lidar com tamanho drama…..
O mais certo é sempre fazer uma oração a Deus para que nos ilumine nessa caminhada que levará nosso mundo a ser de outro patamar no mundo dos homens/epiritos.
Bom dia……
24 Leila Ferreira // 16/June/2008 às 8:52
Ah, os seres humanos, que bichos estranhos…
25 Ted Tarantula // 16/June/2008 às 11:04
Sem minimizar um grau que seja o horror e a monstruosidade de que foram vitimas, temos de reconhecer: os judeus são craques em espetacularizar e construir fabulações fascinantes e assim reforçar seu proprio mito fundador..da Biblia a Hollywood… dos profetas do velho testamento a Spielberg.. e capitalizar a historia para fins politicos e economicos ad infinitum… são imbativeis.
26 RFS // 16/June/2008 às 11:24
Sim, Ted Tarantula, os judeus são craques. São capazes até de morrer de inanição em campos nazistas só para “propagandear” seu vitimismo.
Não bastasse o horror nazista ainda resta o cinismo dos malvados. Preferiria não ter lido esse comentário (25). Dá nojo.
27 confetti* // 16/June/2008 às 11:27
:-((
28 RW in Miami // 16/June/2008 às 11:56
Margarita,
Bemvinda ao pedaco, and I am sorry that you are being evicted.
Da uma corrigida no endereco do seu blog - quando voce cadastrou-o aqui faltou um ponto.
Gente, visitem o blog da Margarita: pelo que eu vi la’ ela e’ uma artista de mao cheia !
http://thepoignantfrog.blogspot.com/
29 Elias // 16/June/2008 às 13:14
Fábio Passos,
Perfeita sua indicação.
“Os carrascos voluntários de Hitler” é leitura obrigatória para quem deseja entender a “secularização” do anti-semitismo na Europa — Alemanha principalmente, lógico — e como a idéia de “exterminar o judaísmo” se transformou em “exterminar o judeu”.
O nível de erudição do autor é coisa rara em nosso tempo.
30 Elias // 16/June/2008 às 13:21
RW,
Excelente indicação.
A Marguerita é mesmo um talento e tanto!
Vale a pena visitá-la.
31 André // 16/June/2008 às 13:55
Vi esse documentário na tv a cabo há uns oito ou dez anos. Muito bom, muito bem feito, um dos melhores sobre o assunto. E um dos melhores sobre II Guerra em geral.
Pensei que já estivesse na internet há muito tempo.
32 Chesterton // 16/June/2008 às 14:04
Hugo Albuquerque, porque não te calas?
33 Optimus // 16/June/2008 às 14:34
Cerca de 20 a 30 mil pessoas bastaram pra manter a rede de campos funcionando. Não é preciso muita gente pra matar um monte de gente. Mas é claro que boa parte do povo alemão sabia. Essas coisas se espalham. E é claro que a elite nos outros países europeus sabia, mas parecia não se importar muito. Muitos duvidavam também. Nas elites e no povo.
No final das contas, o mais impressionante é o ar natural dos assassinos, o descaso, a frieza dessa gente. Como se tudo fosse assim, banal. Eles ficaram nervosos pq estavam sendo filmados, interrogados e, claro, pq bateram neles também. Mas quase ninguém ali ficou genuinamente arrependido. Ninguém teve remorso. Estavam mais, digamos, chateados pq descobriram tudo.
34 fat james // 16/June/2008 às 15:09
Corroborando o Fábio Passos e o Elias:
“Os carrascos voluntários de Hitler” é realmente um excelente livro sobre o assunto.
35 Lise // 16/June/2008 às 16:11
Elias e Fat, os carrascos volutários de Hitler é considerado um livro ruim por especialistas em Holocausto, começando com o mais conhecido deles, Raul Hilberg (autor de The Destruction of the European Jews). O pessoa de Yad Vashem como Yehuda Bauer é que é mais favorável a esta visão, mas aí é importante entender o papel do Yad Vashem não só como um centro de pesquisa, mas como promotor de uma certa leitura do Holocausto.
Se a gente está trocando indicações, eu proporia o próprio HIlberg ou Christopher Browning, tanto Ordinary Men (que é exatamente o contrário do que o Carrascos Voluntários do Goldhagen sugere), como o Origens da Solução Final, ambos excelentes.
36 Suzana // 16/June/2008 às 16:45
Fábio;
Li “Os carrascos voluntários de Hitler”. Sou uma estudiosa de guerras - principalmente a II Grande Guerra. Dentre tantos livros sobre esse conflito, recomendo “Tu carregas meu nome”, de Norbert e Stephan Lebert (http://veja.abril.com.br/idade/estacao/veja_recomenda/280104/tu_carregas.html), sobre o destino dos filhos dos mais conhecidos nazistas. Para entender a elaboração da chamada “Solução Final” assistam ao média-metragem “A conspiração” (Conspiracy - http://www.imdb.com/title/tt0266425/), com Kenneth Branagh e Stanley Tucci.
Abs
Suzana
37 Ted Tarantula // 16/June/2008 às 17:16
Serão os alemães de hoje distintos dos de então?
Nao sei nao…nao sei não..eles sempre me
causam um profundo mal estar…nao sei pq…
38 El Torero // 16/June/2008 às 17:20
Horror.
39 Nostromo // 16/June/2008 às 17:21
Tem um documentario muito bacana feito pelos cinegrafistas do exercito americano durante a libertação. Esse filme, que nao lembro o nome agora, passa sempre na TV paga. Numa das sequencias, emblematica, os militares americanos obrigam os habitantes de uma vila alemã pertinho do campo de Bergen Belsen a fazer um tour pelo campo, para testemunhar o que foi encontrado: pois bem, invariavelmente as pessoas viravam a cara ou fechavam os olhos.
Sempre…
40 Radical Livre // 16/June/2008 às 17:46
como tenho estômago muito fraco, confesso que não tive coragem ainda de ver o vídeo.
mas concordo com o Brancaleone (uau, concordei com o Branca!): são todos humanos, demasiadamente humanos.
e quanto à outra discussão proposta pelo Brancaleone (porque os ciganos não conseguiram manter esta memória acesa até o século XXI), acho que tem a ver com o fato de que os judeus têm mais voz na cultura ocidental do que os outros grupos massacrados. simples assim.
41 Radical Livre // 16/June/2008 às 17:47
Tarântula,
acho que foi o João Salles que falou uma vez: “Eu não sou racista. só não gosto de alemão”. se não foi ele, alguém me corrige, mas a frase é boa.
42 Lise // 16/June/2008 às 18:22
Nostromo, este mesmo video do Hitchcock inclui a sequência, mas os moradores NÃO fechavam os olhos. As cenas mostram pessoas desmaiando, chorando, e algumas apáticas. No processo que se seguiu ao fim da guerra, não havia muita possibilidade de fechar os olhos. Cenas dos crimes dos campos eram mostradas nos cinemas alemães (este de Hitchcock é um entre vários filmes feitos sobre os campos e a libertação dos campos), como parte do processo de denazificação.
43 Lise // 16/June/2008 às 18:28
Suzana, este filme do Brannagh sobre a Conferência de Wansee é excelente, mas eu ainda acho o original em alemão superior. Mas acho que só tem em VHS (com subtítulos em inglês). É menos… dramático, eu acho, e mais de acordo com o conceito de Hannah Arendt de “banalização do mal”, que ela desenvolveu justamente ao presenciar o julgamento de Eichman em Jerusalém (salvo engano).
http://us.imdb.com/title/tt0088377/
44 Hugo Albuquerque // 16/June/2008 às 20:16
Por que a verdade te incomoda tanto Chesterton? Aliás, mandar os outros se calarem é bem tipíco de pessoas de sua estirpe.
45 Alba // 16/June/2008 às 20:19
Salve, Lise,
Bom, muito bom, vê-la por aqui! :-)
46 Lise // 16/June/2008 às 21:13
(Oi, Alba. O semestre acabou, e eu acabo ficando folgada. Não que não tenha trabalho para fazer, mas sem os alunos, a gente quase finge que é férias mesmo! Obrigada pelas boas vindas, sou visitante bissexta do Pedro, mas é bom estar aqui).
47 Alba // 16/June/2008 às 21:31
ÊEba! de toda forma, fico feliz com a sua presença. Vou conseguir 15 dias em julho, o que é o necessário, (acho), pras pessoas se reorientarem, principalmente em escola pública, que eu, tardiamente, resolvi assumir. Cá entre nós e que ninguém nos ouça, estou pirando. :-(
48 PLETZ.com » O documentário de Alfred Hitchcock sobre o Holocausto // 16/June/2008 às 22:45
[…] Norte-americanos, britânicos e soviéticos entraram nos campos de concentração no princípio de 1945. Os soldados e oficiais não estavam preparados para lidar com o que encontraram. Aquelas pessoas ali haviam chegado a um ponto tal de degradação que não conseguiam sequer comer. Umas porque não tinham força. Outras porque o choque de proteína era tamanho que, incrivelmente, matava. Não sentiam cheiro. Mal falavam. Beijavam mãos agradecidos. Leia mais… […]
49 Suzana // 17/June/2008 às 10:58
Lise, grata pela dica. Não sabia que o média metragem que citei é uma refilmagem. Vou procurar. Obrigada.
50 Antony // 24/June/2008 às 23:18
Recomendo a todos se instruírem no site
inacreditavel.com.br
Aqui não tem censura.
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