Este post será atualizado ao longo da noite.
23h39 - É não apenas o melhor discurso da noite – e ele é bom de discurso – como também, de longe, o mais aplaudido.
Ao entrar, Obama não consegue falar tamanhos os aplausos.
‘Que recepção maravilhosa, Saint Paul!’ Agradece à mulher, às filhas, à equipe, aos voluntários. ‘Obrigado à minha avó que ajudou a me criar e está no Hawaii porque não pode viajar.’
Porque vocês decidiram que mudanças devem ocorrer em Washington, porque vocês escolheram que não deveriam prestar atenção em seus medos e sim investir em suas esperanças, hoje posso dizer que serei o candidato democrata à presidência dos Estados Unidos da América. (O público não o deixa falar.)
Devemos nos orgulhar do fato de que nosso partido colocou a melhor equipe de candidatos que jamais concorreram a este cargo. Estes são líderes que valerão para sempre. Aí fala de Hillary, no trecho citado abaixo. O público aplaude com veemência o nome de Hillary.
Nosso partido é um partido melhor por causa de Hillary. E eu sou um candidato melhor por ter concorrido com ela. Alguns sugerem que estas primárias nos deixaram mais fracos. Não. Por causa destas primárias, muitos americanos votaram pela primeira vez. É algo que democratas, republicanos e independentes entendem.
Vocês sabem que, neste momento que definirá uma geração, nós devemos parar de fazer tudo o que temos feito. (Incrivelmente aplaudido. Yes we can!, seu bordão, é clamado pelo público.)
Honro o histórico de John McCain e honro suas conquistas mesmo quando ele escolhe negar as minhas. Mesmo que ele possa dizer que teve seus momentos de independência em relação ao seu partido, esta não é a marca de sua atenção. Não é mudança quando diz que manterá a política econômica. Não é mudança quando diz que permanecerá no Iraque. Há muitas maneiras que ele pode descrever sua atuação. Mas dizer que defende mudança não é uma delas. Mudança não é começar e terminar o governo com uma guerra que sequer deveria ter sido autorizada. Não finjo que as alternativas sejam fáceis. Precisamos ter o cuidado ao sair do Iraque que não tivemos ao entrar. Mas temos de sair. É hora de os iraquianos assumirem seu país. E é hora de os militares terem o tipo de benefício, em sua volta, que o atual governo não lhes concedeu. Precisamos voltar o foco para a liderança da al-Qaeda no Paquistão. Devemos nos preocupar com os genocídios no mundo, armas nucleares e aquecimento global. Precisamos voltar a ter a sabedoria de quem merece liderar o mundo livre, a herança de Roosevelt, Truman e Kennedy.
Mudança é entender que não se resolve o problema dos trabalhadores cortando os impostos das grandes corporações. Precisamos renovar nossos investimentos em educação, em ciência, em inovação. Devemos compreender que responsabilidade fiscal e programas sociais andam de mãos dadas, como aconteceu no governo Bill Clinton. John McCain fala muito de ter ido ao Iraque. Pois devia viajar mais pelos Estados Unidos para compreender seus problemas. Não podemos mais agüentar este vício em petróleo estrangeiro e precisamos obrigar as grandes empresas petroleiras a investir seus lucros recordes para descobrir como resolver o problema ambiental que criaram.
Esta é a mudança que precisamos na América e é por isto que estou concorrendo à presidência dos Estados Unidos.
Não queremos mais de um governo que use a religião, que use o patriotismo, que vê o partido oposto não como alguém com quem debater mas como um inimigo com o qual polarizar, porque podemos nos definir como democratas e republicanos mas, antes de tudo, somos americanos. Nós americanos somos generosos. Precisamos trazer isto que está em nós de volta à tona.
Americanos esta é nossa hora de virar a página, de traçar uma nova direção. Falo com humildade, reconhecendo todas minhas limitações, mas se lutarmos poderemos dizer para as gerações futuras que este foi o momento em que providenciamos saúde para todos, que terminamos a guerra, que começamos a curar nosso planeta.
(As palavras não explicam a intensidade do discurso e de sua recepção.)
23h08 - Barack Obama sobe ao palco com sua mulher, Michelle.
22h54 - É incrível. Ela não larga o osso – jogando um balde de água fria na festa da vitória de Obama, dificulta suas possibilidades de ser vice. Não consegue reconhecer a própria derrota. Soa como uma má perdedora.
22h49 - (Ela não falou nada; trechos do discurso de Hillary seguem)
Gostaria de congratular o senador Obama nesta luta extraordinária que ele travou. Foi uma honra disputar estas primárias com ele.
Penso em todas aquelas mulheres maravilhosas com mais de 90 que nasceram antes de mulheres poderem votar e que queriam fazer parte disso. Sou muito grata a todos que se perguntaram quem seria o melhor candidato, quem estaria preparado a liderar nosso país por um futuro melhor. Todos os estados tiveram a chance de votar e vocês votaram em número recorde. E vocês votaram em nós como nunca jamais se votou em um candidato em primárias.
Estou decidida a unir nosso partido para, fortes, tomarmos a Casa Branca de volta em novembro.
Sei que muitos perguntam: ‘o que quer Hillary?’ Eu quero acabar a guerra no Iraque, quero dar uma virada econômica, quero que todos os americanos se sintam respeitados e não mais invisíveis ao governo.
Enquanto vocês têm dito: ‘não desista!’ (O público grita Denver! Denver! Denver! – são os que querem ir até agosto para questionar a decisão na convenção.)
A questão é para onde vamos agora: é uma pergunta muito séria. E não tomarei nenhuma decisão esta noite.
22h32 - Hillary Clinon acaba de subir ao palco com seu marido.
22h24 - Hillary Clinton vence a primária de Dakota do Sul.
22h19 - Jeffrey Toobin, analista da New Yorker, faz uma análise diferente do discurso de McCain: ‘ele estava com dificuldades de ler o teleprompter, só tinha meia dúzia de pessoas na platéia, enquanto Obama vai ter 20.000 pessoas assistindo.’
22h06 - Trechos do discurso de McCain – é um excelente discurso:
Como pai de três filhas, agradeço a Hillary pelo exemplo que deu a todas as mulheres, mostrando que nada está longe de seu alcance. Obama será um adversário formidável.
Esta é uma eleição que será decidida pelo desejo de mudança. Mas deve ser a mudança certa.
Muitas das políticas de nosso governo falharam. Foram desenhadas para a Guerra Fria, para antes da revolução tecnológica. Precisamos de reformas profundas no Estado. No sistema de saúde, no de transporte, nas agências de acompanhamento ambiental e de inteligência. Devemos reconstruir nossas Forças Armadas. Devemos responder com mais rapidez a calamidades naturais. Vocês sabem disso. (Ele está em Nova Orleans, que sofreu com o Katrina.)
Sabe, tenho alguns anos mais que meu adversário. Então me surpreendo que um homem tão jovem comprou idéias tão antigas e fracassadas. Esse conceito de que o governo deve decidir pelas pessoas. Foi isto que criou a burocracia que nos atrapalhou aqui.
Vocês ouvirão que estou concorrendo ao terceiro mandato de George W. Bush. Sabe por que eles repetirão tanto isso? Porque sabem que precisam repetir muito para convencer os americanos de algo que eles sabem que não é verdade. O povo americano me conhece há muito tempo. E estão apenas começando a conhecer meu adversário. (Risinho cínico. Aplausos.)
Os americanos deveriam se preocupar com um candidato que diz que conversará incondicionalmente com ditadores mas que jamais foi pessoalmente ao Iraque ver o que está acontecendo.
Lista uma série de medidas do governo atual contra as quais votou enquanto Obama votava a favor, incluindo a Energy bill pró-petróleo. Os americanos devem votar em alguém que se mostrou contra até os interesses de seu partido. O senador Obama nunca fez isso. Eu fiz.
Seu slogan: Essa não é a mudança na qual podemos acreditar.
21h59 - Barack Obama é o candidato democrata à presidência dos Estados Unidos. Com os votos de Dakota do Sul, ele já tem mais de metade dos delegados.
21h38 - Direto de Nova Orleans, John McCain começa a falar.
21h35 - Vazou o discurso de Barack Obama esta noite:
Há uma pessoa que foi mais longe em sua jornada do que qualquer outra pessoa. A senadora Hillary Clinton fez história nesta campanha não apenas porque é mulher mas também porque ela é uma líder que inspira milhões de americanos com sua força, sua coragem, e sua dedicação às causas que nos trazem aqui, hoje à noite.
Certamente tivemos nossas diferenças nos últimos dezesseis meses. Mas dividi muitas vezes o palco com ela e sei dizer o que faz Hillary Clinton se levantar todas as manhãs com uma gana que não cede mesmo perante as piores pressões. É o mesmo que fez com que ela e o jovem Bill Clinton tomassem o rumo do Texas para trabalharem em sua primeira campanha política, tantos anos atrás; é o que a motivou a trabalhar no Fundo de Defesa das Crianças e o que a fez lutar por um sistema de saúde para todos como Primeira Dama; é o que a levou ao Senado e alimentou sua revolucionária campanha presidencial: um desejo ilimitado de melhorar a vida do americano comum, não importa quão difícil é a batalha.
Está no DailyKos.
21h20 - Em 1808 os EUA declararam ilegal o tráfico de escravos numa lei assinada pelo terceiro presidente, Thomas Jefferson – que deixou descendentes mulatos, embora fosse um proprietário de escravos. Este ano faz 200 anos.
21h15 - A CNN informa: faltam 4 delegados para Obama ser o candidato oficial.




