Que diferença faz espernear, gritar que não pode, acusar um retrocesso? Na sexta-feira, mais ou menos no momento em que uma liminar do Tribunal Regional Eleitoral do Rio cassava o direito deste blog de colocar um botão com a imagem de um candidato, o juiz Luiz Márcio Pereira – do mesmo TRE – discretamente mudava as regras para conduta da campanha eleitoral na Internet.
No Rio de Janeiro, banner em blog e uso de redes sociais como Orkut, MySpace ou Facebook serão permitidos a partir de 6 de julho, quando a campanha em todos os meios passa a ser permitida. Fazer parecer que há uma eleição em curso, antes disso, é ilegal.
Ao menos para os eleitores do Rio, houve um avanço.
Ainda assim, limita-se artificialmente o uso do meio de comunicação mais democrático (e barato) já criado. Campanha política é informação para que possamos votar. Na Internet, ela tem uma qualidade que não encontramos em nenhum outro meio: aqui, todo candidato pode ser contestado, questionado. Mesmo que ele não responda, também os opositores têm espaço de se manifestar para leitores, espectadores, usuários.
É porque a blogosfera se movimentou e apresentou argumentos que o primeiro juiz retrocedeu.
Há alguns anos, venho cobrando mais participação política, mais relevância, por parte da blogosfera brasileira. Este é um primeiro caso em que seu poder está demonstrado. Em 2010, teremos uma eleição importante para presidente da República.
Se quisermos as condições ideais para discutir esta eleição aqui na rede, se quisermos questionar os candidatos via YouTube e ouvir em vídeo suas respostas diretas, se quisermos doar para as campanhas nas quais acreditamos, a hora de começar a nos organizarmos é agora.
Conversei ontem com Paulo Querido, blogueiro e jornalista português. Lá, candidatos já são escolhidos por primárias nas quais votam os afiliados de cada partido. Não são mais os caciques que decidem e pronto.
Ainda temos muito a avançar nesta nossa democracia. A blogosfera pode – e deve – participar dessa discussão.







102 Comentários até agora ↓
1 Nhé! // 2/June/2008 às 11:48
Será que um dia chegaremos no nível de decidirmos no lugar dos caciques?
Será que um dia poderemos expressar nossa liberdade?
Será que um dia os TRE’s da vida acordarão para a realidade?
2 Paulo // 2/June/2008 às 11:48
Não consegui identificar, na reportagem linkada, o trecho que diz que a portaria assinada pelo juiz foi uma resposta à movimentação da blogosfera. Esta está tão longe de poder influenciar o Judiciário quanto a radiação solar de influenciar o crescimento econômico (tese defendida por J. Stuart Mill).
Abs.
3 Nhé! // 2/June/2008 às 11:49
Só acho que o uso do youtube dispensável. Não preciso ver a cara do cidadão para ter a resposta de um questionamento. Para mim, um mail ou um post basta.
4 Prøftël // 2/June/2008 às 11:50
Sei não, esse negócio de colocar o botão do Gabeira no Weblog ainda dará pano pra manga.
hehe
5 *aiaiai apoia gabeira* // 2/June/2008 às 11:55
O paulo…é claro que o juiz não vai falar que foi influenciado pelos blogs, nem por porra nenhuma…juiz no brasil não acha que tem que ter algum contato com a realidade. eles mandam e pronto. Não conseguem entender que só mandam porque obtiveram uma licença do povo para mandarem! Povo? Que povo? aquela gente imunda e ignorante?
Bom, mas fato é que a lei não mudou porque o juiz decidiu…ele decidiu porque foi influenciado por alguma coisa. Tomara que tenha sido pelo povo - no caso o povo diretamente relacionado ao assunto - políticos, bloqueiros e pessoas que usam a internet para se informar.
6 Ricardo Cabral // 2/June/2008 às 13:10
Caro PD, mas e a tal conversa de que pode, mas só a partir do dia 6 de julho, não procede mais? Então o banner cá no weblog e nos demais que tb o puseram (o meu inclusive), já estaria liberado?
Sendo assim, André Monsores, quero o meu banner de volta!
7 Dino // 2/June/2008 às 13:13
Se o juiz Luiz Márcio Pereira assinou portaria basicamente ao mesmo tempo ou logo após que foi concedida liminar cassando, como é que foi a blogosfera que se movimentou e apresentou argumentos para ocorrer tal mudança? Não teria sido a reunião de partidos ratificando a aceitação das regras que proíbem o envio de mensagens não solicitadas por meio de torpedos, spams, telemarketing e correio de voz, que levou o juiz a assinar a portaria?
Não querendo diminuir a influencia e capacidade deste meio, mas não está sendo superestimado o poder bloguistico de influenciar tão rapidamente autoridade acostumada a lidar com chumbo grosso?
De mais a mais, como podes ver, as opiniões a respeito estão bastante divididas, a pressão da opinião publica só funcionou de um lado?
Desculpe, mas sinto cheiro de fanfarronice…
8 Dino // 2/June/2008 às 13:15
fui censurado!
9 Mario Nobre // 2/June/2008 às 13:17
PD
Vc tem TODA RAZÃO: a blogosfer PODE E DEVE participar mais ativamente da discussão política.
A questão agora, no me entender, é coordenar para evitar dispersào, usar a internet como meio de colaboração e não como individualização.
10 O TSE/TRE e a estrutura social em rede « Outra Política // 2/June/2008 às 13:21
[…] a proibição do Banner do blog do Pedro Dória em favor do Gaberia como prefeito do Rio, suspeita-se que o TRE/TSE não entenda muito de como […]
11 cristina // 2/June/2008 às 13:23
OPaulo querido é jornalista freelancer. escreve uns artigos por aí…
decisão estranha essa. em Portugal ja houve processos em tribunal, mas não me lembro de alguem tenha sido obrigado a retirar o que quer que seja de um blog. pois se até existem blogs de apoio a candidatos de tudo, não entendo…
12 Monsores // 2/June/2008 às 13:47
Caro Ricardo,
Eu também não entendi muito bem se posso ou não voltar com os banners.
PD, me diga por favor. Se puder, volto ainda hoje com eles.
Abraço,
13 Nhé! // 2/June/2008 às 13:50
Patrão! Beijos e saudades!
14 Zictor // 2/June/2008 às 13:55
Os processos de primárias são mais democráticos, mas eu sou um pouco reticente em relação a democracia demais, porque certas idéias extremistas podem tomar conta.
Será que eu estou na China há tempo demais?
15 Nhé! // 2/June/2008 às 13:58
Parece que sim, Zictor. ;-)
16 Dino // 2/June/2008 às 14:07
No encontro, ficou acordado que o coordenador estadual da propaganda vai submeter ao plenário do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) uma proposta para que seja formada uma comissão composta por representantes de partidos. Esta comissão deve elaborar uma Portaria que regularize a divulgação de informação dos candidatos na Internet, além da página com terminação can ou pagina própria, como prevista pela legislação eleitoral. Uma vez elaborada, a Portaria deve ser necessariamente aprovada pela Corte do TRE-RJ.
A proposta deve ser levada a Plenário na próxima segunda-feira, dia 5. No dia 20, está prevista nova reunião com os representantes para se discutir o tema.
17 Zictor // 2/June/2008 às 14:14
@Nhé
Talvez, mas quando eu vejo a “maioria silenciosa” e moderada perdendo espaço para uma turma barulhenta e radical, eu tenho lá minhas dúvidas.
18 Pedro Doria // 2/June/2008 às 14:16
Dino, as mudanças são provocadas pela blogosfera quando da publicação da portaria do TSE.
E, vamos lá… vc sabe que não foi censurado. Seu comentário ficou preso no anti-spam e só. Já foi liberado.
19 Pedro Doria // 2/June/2008 às 14:17
Ricardo Cabral, pode — mas só a partir de 6 de julho.
20 fabio // 2/June/2008 às 14:36
Primárias tipo assim as prévias do PT?
21 fabio // 2/June/2008 às 14:43
Abusos dos TREs pipocando por todo o país:
“Se o juiz Habib Jabour optou por não conceder entrevista no retorno da capital, seu colega Lúcio Brito detalhou os acontecimentos. Conforme disse à reportagem, realmente o mandatário máximo da Justiça Eleitoral em Minas os alertou para nova tendência a ser assumida que deve deixar muitos políticos fora da disputa eleitoral. “De fato ouvimos do presidente do TRE posição da jurisprudência que não prevalece mais entendimento de outrora de que, não havendo sentença condenatória transitada em julgado, pelo princípio da inocência, o candidato não poderia ter o seu registro de candidatura indeferido”, disse, explicando que agora será diferente. “Em nome da moralidade e da ética no trato do bem público, aquele que se prontificar a ocupar um cargo público não pode estar sequer respondendo a processo criminal. Isto quer dizer que todo aquele que estiver nesta situação está passível de ter o registro de candidatura impugnado e indeferido pela Justiça Eleitoral, não podendo ser candidato.”
http://www.jmonline.com.br/?canais,5,08,814
É de se perguntar: por que o TRE não decide de uma vez quem deve tomar posse? Os cidadãos, quem sabe, “em nome da moralidade e da ética no trato do bem público”, agradeceriam.
22 Zictor // 2/June/2008 às 14:57
Global Voices caindo de pau!!!
http://globalvoicesonline.org/2008/06/01/brazil-first-blog-falls-victim-to-electoral-law/
23 Arilo // 2/June/2008 às 15:00
A democracia direta hoje é uma realidade palpável. E possível chegarmos a ela graças ao mundo virtual. (olhe só o paradoxo)
Se eles tinham a ágora, nos temos a internet.
24 bitt // 2/June/2008 às 15:09
“Ainda temos muito a avançar nesta nossa democracia. A blogosfera pode – e deve – participar dessa discussão.”
Aí concordo totalmente com o PD. Mas “avançar a democracia” significa (mais-ou-mns) o seguinte: se a lei existe, e se não é inconstitucional, então cumpra-se a lei; se é uma má lei, que se mude a lei - sem deixar de cumpri-la, enqto estiver em vigência.
Essa é a questão. E se o PD se sentiu atingido em seus direitos, que entre com uma representação contra o juiz.
Essa questão me parece próxima à de uma situação mostrada em um filme q biografava aquele Cohen q foi auxiliar de “Tailgunner Joe” McCarthy: qualquer coisa que fosse levantada contra ele, mesmo que fosse uma cusparada no chão, o sujeito contra-atacava alegando discriminação racial (era judeu). Não sei, não, mas constantemente vejo jornais e jornalistas fazendo algo parecido, alegando “restrição à liberdade de imprensa” qdo alguém se contrapõe a um absurdo falado, escrito ou teledifundido. Alguns dos argumentos levantados ontem pelo PD caíam nessa direção.
Pessoalmente, não estou disposto a colocar uma carta branca na mão de ninguém, para me arrebentar, até pq não tenho um jornalão por trás de mim, e minha penetração na blogosfera (essa é outra questão intressante) é bastante limitada, coisa q não acontece aos blogueiros de jornal.
25 Pedro Doria // 2/June/2008 às 15:20
fabio, na última prévia do PT à qual assisti o partido decidiu que Vladimir Palmeira seria o candidato ao governo do Rio, o PT nacional não gostou da decisão por voto direto dos afiliados, interveio, disse que o partido apoiaria a candidatura de Anthony Garotinho e pronto e assim ficou.
A democracia interna do PT é só de brincadeirinha.
As conseqüências daquela ação não preciso descrever…
26 Pedro Doria // 2/June/2008 às 15:23
bitt, os advogados estão fazendo a parte deles.
Mas deixa só eu ressaltar uma coisa: cumpri a ordem judicial imediatamente. Fui discutir depois.
27 Cabresto sem Nó » Blog Archive » Pedro Doria: Que diferença faz? Que democracia queremos? // 2/June/2008 às 15:32
[…] Que diferença faz espernear, gritar que não pode, acusar um retrocesso? Na sexta-feira, mais ou menos no momento em que uma liminar do Tribunal Regional Eleitoral do Rio cassava o direito deste blog de colocar um botão com a imagem de um candidato, o juiz Luiz Márcio Pereira – do mesmo TRE – discretamente mudava as regras para conduta da campanha eleitoral na Internet. Leia mais […]
28 Bruno Stern // 2/June/2008 às 15:45
Pedro Doria,
você está 10 anos atrasado em relação às prévias do PT.
Lembro, inclusive, que Lula disputou prévias contra o Suplicy em 2002.
Com todas as suas falhas, dignas de nosso sistema político, o PT já não só escolhe seus candidatos através de prévias como escolhe seus dirigentes através de eleições diretas.
29 Pedro Doria // 2/June/2008 às 15:53
Bruno Stern, Lula ganhou as prévias contra Suplicy democraticamente. Se Suplicy tivesse ganho as prévias, a liderança virava a mesa em dois segundos e sem pudores.
Vi como funciona uma vez.
30 fabio // 2/June/2008 às 15:56
Pedro
É, talvez você devesse acompanhar mais - desde aquela prévia já foram centenas de outras cujos resultados foi respeitados. Eu diria mais: feliz é o partido que tem militância e ela vota e cobra a realização de suas decisões.
Em todo caso, se aquela intervenção no PT do Rio foi um erro, foi sem dúvida um erro legítimo: além do PT nacional também ter sido eleito, o direcionamente para uma política de alianças menos isolacionista foi correto.
Por razões como essas é que o PT, apesar de seus erros históricos como essa aliança com o Garotinho, tem hoje alianças muito mais consistentes, seja do ponto de vista político ou ético, do que o Gabeira. Isso no Rio ou no Brasil.
31 Darwinista // 2/June/2008 às 16:12
Por razões como essas é que o PT, apesar de seus erros históricos como essa aliança com o Garotinho, tem hoje alianças muito mais consistentes, seja do ponto de vista político ou ético
Jader Barbalho, José Sarney, Orestes Quércia, Aécio Neves, Paulo Maluf…
32 fabio // 2/June/2008 às 16:19
Desculpe, darwinista, mas fazer listinha é facil. Alencar pai, Alencar filho, Marina Magessi, pra ficar só no caso do Rio.
PS. O Orestes Quércia o Serra levou para o outro lado. Mérito do Serra.
PS2. Do Aécio eu gosto muito, mas acho que infelizmente ele declarou apoio ao Gabeira.
33 Pedro Doria // 2/June/2008 às 16:34
fabio, vc me perdoe… correto porque não foi vc que teve que aturar 8 anos de Garotinhos governando seu estado. Foi a decisão de apoiar bandidos conhecidos do interior.
Aquela decisão exterminou com o PT do Rio que se transformou de vez num partido irrelevante.
Quanto à ética das alianças, vamos lá. É para começar com os bispos da Universal?
34 Linda // 2/June/2008 às 16:37
Bom, se querem fazer diferença, se querem reivindicar, no mínimo devem conhecer a lei eleitoral para propor mudanças:
http://www.soleis.adv.br/
35 Linda // 2/June/2008 às 16:41
Entrem no ícone à esquerda: Leis por nome e depois Lei de Eleições - Lei nº 9.504/1997.
Notem que em 2006 houve mudanças relevantes válidas para esta eleição de 2008.
36 Monsores // 2/June/2008 às 16:41
O que realmente lamento, senhores, é o Garotinho não estar em greve de fome até hoje.
37 Monsores // 2/June/2008 às 16:43
Patroa, saudade tb! Não tá dando pra passar aqui direito :/
Beijos!
38 Linda // 2/June/2008 às 16:43
Pedro Dória, # 33 - No Rio de Janeiro, o PT sempre foi irrelevante.
39 Marcelo P. // 2/June/2008 às 17:08
PD, se é pra discutir ética das alianças, você acabou lucrando com a exclusão do banner do Gabeira… Mas nem vou entrar nessa discussão…
40 Diogo // 2/June/2008 às 17:15
Engraçado, falam (corretamente) mal do garotinho, mas esquecem dos ladrões do PSDB que achincalaram o governo do Rio. Ou da aproximação com o alcaide feudal Cesar Louco Maia. Fulgor de democracia é o PSDB carioca e essa articulação com o Gabeira é a coisa mais estapafúrdia. Eleger o Gabeira ou um Poste é a mesma coisa. Quem vai governar é o Luiz Paulo. O Gabeira é de palha, novamente as pessoas votam em ícones. O que fez o Gabeira nos últimos anos na Câmara? Afrontou o nanico de um presidentizinho, só foi Homem com quem era manso. Queria ver cantar de galo com o ACM. Sinceramente, é um tremendo de bobão. Me tragam os projetos do Gabeira. Foi do PV, do PT, da UNE e do Bois de Bologne. É muita mistura…
41 Chesterton // 2/June/2008 às 17:17
Apoiado! Esta campanha é bem melhor que a da liberação da amconha.
42 Pedro Doria // 2/June/2008 às 17:22
Imagina, gente, não me atrevo a comparar alianças… Só reclamo de quem o faça. De qualquer forma, o acordo do Gabeira com os partidos que o apóiam é que não haverá indicações de compadrio para nenhum cargo.
43 fabio // 2/June/2008 às 17:30
“De qualquer forma, o acordo do Gabeira com os partidos que o apóiam é que não haverá indicações de compadrio para nenhum cargo.”
Fala sério, pedro Doria. Senão não dá para discutir.
44 fabio // 2/June/2008 às 17:35
Sobre a aliança com o garotinho, repito: certo era buscar parceiros para formar uma maioria, certo era evitar o isolacionismo que parte do PT pregava e prega. O erro foi apoiar o Garotinho. Mas um erro legítimo: a direção nacional tinha sim autoridade para intervir.
45 Linda // 2/June/2008 às 17:57
Pedro, a democracia brasileira é muito recente, data de 05/10/1988, quase 20 anos portanto. Não se pode transplantar ao nosso, a experiência de outros países mais adiantados, copiando as leis deles. Devemos construir o rumo deste país fundamentados em fatos históricos, também em experiências de outros países, nossa cultura, nossa criatividade, na experiência de nosso homens que se dispuseram a fazer política naquele momento.
Existe um ranço ainda do grande pai, aquele que vai resolver nossos problemas. Não é por aí. Devemos construir um projeto político.
No Brasil não existe o bi-partidarismo que se vê nos EUA. Apesar dos dois terem vários partidos, lá se faz maioria legislativa ou com o republicano ou com o democrata. Aqui, o mesmo não acontece. Temos PT, PMDB, Há que se fazer coligações.
As melhores coligações são aquelas em torno de um projeto político e não, em nome de pessoas. Portanto, se o DEM quiser fazer uma coligação com o PSDB, lançando um nome para prefeito e ofertando vaga para um vice, não poderá controlar o nome que o PSDB vai indicar. Seria autoritário, ditatorial, anti-democrático e possivelmente a coligação não se realizaria.
46 Linda // 2/June/2008 às 18:01
Acrescente aí:
Temos PT, PMDB, PSDB, PDS, DEM…sendo os mais relevantes em números. Sem contar os partidos menores, juntos são relevantes.
47 Linda // 2/June/2008 às 18:01
Corrigindo…rs…meleca… no lugar de PDS, PSD.
48 Dino // 2/June/2008 às 18:10
PD, te respeito pacas, mas não comece a fazer analise políticas tacanhas com o nível de um chest ou do X. Política é algo um pouquinho mais complexo que apoiar um candidato errado, é uma conjunção de valores sem fim a ser ponderado: Apoiar um candidato de outro partido, lançar candidato próprio inviável e se isolar, existe toda uma gama de possibilidades nem todas com final feliz, mas se quer fazer uma analise da democracia interna do PT então se de o trabalho de pesquisar. Cito o exemplo da Dep. Maria do Rosário que ganhou o direito de disputar a prefeitura da capital gaúcha, sobre o ex-min Miguel Roseto. Indiretamente derrotou todo o apoio do planalto(Tarso, Dilma, Olívio Dutra e Raul Pont) Cadê o “vi como funciona”? Não está encarnando o anti-petista burro, não?
Haa! Diga-se de passagem que o PT isolou-se no RGS quando rompeu com o PDT. Onde ficou o acerto desta política?
49 Linda // 2/June/2008 às 18:24
Pedro Dória # 42
“De qualquer forma, o acordo do Gabeira com os partidos que o apóiam é que não haverá indicações de compadrio para nenhum cargo.”
O PV é um partido pequeno. O carioca, que já elegeu um macaco, pode muito bem eleger o Gabeira. Só que, sem coligação forte não governa. Se não governa, não resolve o problema do Rio. E o desprendimento, não é só do político, de qq pessoa, é fruta rara de se ver. Ainda não chegamos a esta evolução.
50 Linda // 2/June/2008 às 18:41
Inciso III do § 5º do Art. 39 da Lei 9.504/77 com nova redação dada pela Lei 11.300/06:
III - a divulgação de qualquer espécie de propaganda de partidos políticos ou de seus candidatos, mediante publicações, cartazes, camisas, bonés, broches ou dísticos em vestuário.
Este inciso tem cheiro de inconstitucional na parte de camisas, bonés, broches ou dísticos em vestuário. E a minha livre manifestação do pensamento garantida constitucionalmente?
51 Pedro Doria // 2/June/2008 às 19:09
Dino, não sou anti-petista. Aliás, provavelmente votei mais no PT do que em qualquer outro partido em minha vida.
Mas não dá para falar em democracia partidária de fato depois daquele episódio. E, naquele episódio, a direção do PT sabia exatamente quem era Anthony Garotinho. Ele tinha um passado conhecido em Campos. Sabiam o que estavam fazendo.
Mas o Brizola insistia para topar ser vice do Lula e algum gênio político chegou à conclusão de que, com o Brizola de vice, Lula teria chances de eleição.
52 Chesterton // 2/June/2008 às 19:13
PT e PDT se uniram no roubo….
53 Pedro Doria // 2/June/2008 às 19:21
Linda, não estou propondo copiar o exemplo americano em particular.
Estou propondo rediscutir a democracia brasileira. Me parece bastante razoável. E me parece bastante democrático que os partidos sejam legalmente obrigados a realizar prévias para a escolha de *todos* seus candidatos.
54 Zictor // 2/June/2008 às 20:33
Eu imagino o samba do crioulo doido que seria o voto distrital….
Imagina se todos os opartidos têm candidatos em todos os distritos?
Ou pior, se não tem ninguém que preste no seu distrito e você tiver que votar nulo?
55 Pax // 2/June/2008 às 20:59
Tem todo meu apoio Pedro Doria. Concordo em tudo.
Sonho com a mobilização da sociedade civil para melhorarmos o status quo da política brasileira que está ao sabor dos ventos da corrupção deslavada.
E a blogsfera é um dos caminhos nos quais acredito também.
56 Chesterix-Dracul- El Cid, o irado // 2/June/2008 às 21:28
tambem APÓIO!!!
57 anrafel // 2/June/2008 às 21:46
Esse debate tem que começar logo, extrapolar o âmbito bloguístico e exercer pressão sobre o Judiciário e Legislativo. Ou então corremos o risco de uma reformazinha tímida na lei ou, quem sabe, o estabelecimento de uma Lei Falcão para a internet.
58 Alba // 2/June/2008 às 21:53
PD,
Parece-me absolutamente razoável, além de necessário, mobilizar a blogosfera - essa gente, como nós, que escrevemos por aqui e em outros blogs, sobre temas diversos, mas sempre expressando opiniões.
A democracia brasileira é capenga sob vários pontos de vista. Discuti-la é saudável e necessário. Que nossas vozes sejam ouvidas, de alguma forma.
59 Dino // 2/June/2008 às 22:09
PD, não importa em quem votastes se sua analise é rasa e incoerente, quer conferir um caráter interno antidemocrático ao partido de maior democracia interna do país, é ridículo, é acusar por acusar, quer fazer comparativos com os outros partidos? Aí vamos lá. Não eleja o PT a vitima preferencial, é comportamento peculiar de grande mídia, do famoso PIG.
Quando a prefeitura de, por exemplo: Santa Isabel ou Praia Grande se envolvem em corrupção como é que sai no noticiário? Citam por acaso o partido do prefeito nem que seja nas entrelinhas? Mas se for do PT? Como é que sai a manchete? PREFEITURA DO PT…
Agora é muito mais decente você reconhecer que abriu mão do PT quando ele te desapontou traindo o discurso de ética e moral na política de toda sua trajetória, quando adotou praticas do governo anterior, do que ficar com acusações generalizadas em cima de um episódio se escondendo atrás da capa de simpatizante, como quem quer dar um amargo remédio para um paciente querido.
60 Dino // 2/June/2008 às 22:22
De mais a mais, como eu, apesar de carioca de nascença, cago e ando para o Rio de Janeiro e acredito que a atitude de vanguarda da política que os cariocas sempre exerceram, há muito já virou passado, devido o baixo grau de politização e vide o que os cariocas andam colocando em suas governanças e apesar de acreditar que não vá acontecer, gostaria que o Gabeira se elegesse, de maneira que se decepcionando mais um pouco, aprendesse um pouquinho de política.
61 LC // 2/June/2008 às 22:37
O problema é que o PT não se acostumou - e parece que nunca vai se acostumar - a deixar de ser pedra prá virar vidraça. Sofrem os mesmos ataques que promoviam, mas agora, como estão do outro lado, vêem em tudo “golpes”, ou “imprensa tendenciosa” etc etc etc. Democracia não se mede por quantidade, quantidade mede feijão, por exemplo; e muito menos por comparação. Democracia existe ou não. O PT aceita democraticamente o que quer, e impõe ditatorialmente o que nem sempre a militância quer. O caso garotinho mostrou isso muito bem para nós, cariocas - e nem cito os desastres da benedita, entre PT e evangélicos, que não fica lá nem cá e também ajudou bastante a destruir o que o PT tinha por aqui…
O restinho o governo federal, e lula com seu apoio ao crivela, tomou como seu encargo…
As minúsculas não são erro - maiúscula é para quem merece.
62 josef mario // 2/June/2008 às 22:38
Companheiro pedro doriaEu, josef mario, devo dizer que, como todos sabem, até tenho uma certa simpatia pelo companheiro. Agora, acreditar neste acordo do companheiro gabeira com os partidos que o apoiam de que não haverá indicações de compadrio para nenhum cargo é muita ingenuidade do companheiro. Ainda mais diante da insignificância do pv, tendo o psdb como o principal destes partidos da base de apoio e o companheiro luis paulo correa da rocha como vice da chapa. Eu, josef mario, que já estou na política há quase 70 anos, ainda hoje fico impressionado como ainda existam pessoas como o companheiro que, apesar de não serem totalmente imbecis, continuam a acreditar nestes tipos de declarações. Enfim, é por isso que o companheiro pitigrilli e o seu livro “a necessidade de se iludir”, sempre permanecerão atuais.
Muito obrigado
63 Monsores // 2/June/2008 às 23:04
Companheiro Josef Mario,
Fale a verdade. Você é jornalista.
64 Dino // 2/June/2008 às 23:26
Viuge! Monsores, sério que só agora você notou isso? E pode apostar que você conhece ele. De nome é claro…
65 Chesterix-Dracul- El Cid, o irado // 2/June/2008 às 23:56
Dino, 60, hoje o carioca está na vanguarda da maconha….
66 Gravatai Merengue // 3/June/2008 às 0:46
Pedro, meu caro, desculpe o atraso. Escrevi hoje sobre o tema, a censura sofrida por você e seu blog.
E é censura sim. Não adianta usarem a novilíngua ou eufemismos.
Um abraço!
67 MaGioZal // 3/June/2008 às 1:35
“Conversei ontem com Paulo Querido, blogueiro e jornalista português. Lá, candidatos já são escolhidos por primárias nas quais votam os afiliados de cada partido. Não são mais os caciques que decidem e pronto.
Ainda temos muito a avançar nesta nossa democracia. A blogosfera pode – e deve – participar dessa discussão.”
O fato é que devido à cultura de caudilhismo que existe no Brasil, o que acontece é que ainda vivemos numa democracia na qual os partidos são criados e conduzidos internamente de uma forma autoritária, em que os caciques decidem e os filiados engolem.
Prévias internas obrigatórias fazem parte da legislação eleitorais de alguns países, como a Alemanha, que depois de ter passado pelo o que passou chegou a escrever isso na sua constituição de 1949 e que está em vigor até hoje.
Mas o ruim dessa história toda é que, em busca do benefício próprio, muitos parlamentares propõem em vez de abrir, deixar o processo eleitoral brasileiro ainda mais restrito (IMHO), com coisas como a proibição de divulgação de pesquisas e o voto em lista fechada.
68 MaGioZal // 3/June/2008 às 1:42
Ah, sim: acredito pessoalmente que a coisa mais importante que teria que ser adotada numa reforma política seria a reversão de um problema que existe há muito tempo, mas que foi consolidado no Pacote de Abril do Geisel de 1977 e na Constituição de 1988: a proporcionalidade de deputados em relação aos estados.
Não é algo muito democrático o fato de que um deputado federal por Roraima valha 10 vezes mais do que outro por São Paulo. E a representação federativa equânime entre os estados já existe no senado, onde cada estado elege 3 senadores.
69 Zictor // 3/June/2008 às 3:12
MaGioZal,
Concordo 200%. Alguns Estados americanos possuem apenas um ou dois representantes. Se é para representar a população, então representa a população, pombas!
E acho que devia diminuir o número de cadeiras. Tem que diminuir pra uns 250, no máximo.
Essa inflação de legisladores é péssima para os cofres estatais.
70 confetti e a ilusao* // 3/June/2008 às 3:26
salut zictor ! bom dia
clicando no MaGioZal, chega-se num flickr dos mais simpaticos….))
71 MaGioZal // 3/June/2008 às 7:33
Opa, obrigado pelo elogio!
Mas então… quanto à idéia do Zictor, acredito que o número de deputados federais brasileiros está dentro do aceitável para as dimensões do país — olhando no Wikipedia a gente descobre que em países democráticos com dezenas de milhões de eleitores o número de deputados varia: nos EUA é 435, no Japão é 480, no México é 500, na Indonésia é 550 e na Alemanha é 613.
Se dividirmos a proporção atual de deputados no Congresso Nacional do Brasil (513) pela população (aprox. 180 milhões), haveria uma proporção ideal média de mais ou menos 351 mil habitantes para cada deputado federal. Assim, nem mesmo o estado menos populoso, Roraima, ficaria sem representação, pois sua população é um pouco maior do que isso.
Para compensar essa perda de deputados poderia-se criar um programa de apoio federal a esses estados menos populosos. Mas aí já é outra história.
72 bitt // 3/June/2008 às 8:43
Putz, finalmente alguém faz uma avaliação inteligente e absolutamente precisa do Gabeira (Diogo 2/June/2008 às 17:15). É mais ou mns a mm coisa q o Carlos Minc (esse eu conheço bem) : um palhaço plenamente disposto ao papel de bobo da corte.
“Quando a prefeitura de, por exemplo: Santa Isabel ou Praia Grande se envolvem em corrupção como é que sai no noticiário? Citam por acaso o partido do prefeito nem que seja nas entrelinhas? Mas se for do PT? Como é que sai a manchete? PREFEITURA DO PT…” - Dino
Pois bem, essa é uma interessante abordagem em torno da “liberdade de expressão”. Os caras que lançaram os fundamentos dessa coisa, 200 anos atrás, falaram em “abordagem tendenciosa” ou “interpretação distorcida”?
73 Pax // 3/June/2008 às 9:29
Vou um pouco mais longe, sonho um pouco mais, quero sonhar e esse direito ninguém me tira.
Adoraria que aparecessem blogs influentes na política brasileira. Vejo dois modelos a priori que poderiam ser muito bons, diferentes do fla x flu improdutivo de hoje.
Um independente, que trabalhasse as grandes questões, a discussão sobre educação, saúde, segurança pública, reforma política, reforma tributária, meio ambiente e tudo mais que queremos debater. Que levantasse os temas de forma apropriada e isenta e que trouxesse políticos de todos os lados para o debate ao mesmo tempo em que nos permitisse participar dos mesmos. Pelo menos teríamos nossa chance de saber as posições, discutir, de dar opiniões, de obter compromissos dos políticos e dos partidos, de deixar registrado e poder cobrar.
Outro polarizado mesmo, um da situação e outro da oposição, onde cada lado poderia defender suas idéias e nos permitisse também entender suas posições e dar opiniões, que permitisse também a ambos lados ouvir desse mundo da globosfera o que temos a dizer.
Não me digam que é impossível porque tenho muitos argumentos para provar o contrário.
74 bony inoue // 3/June/2008 às 10:09
Discordo quando dizem que o Gabeira é um palhaço disposto ao papel de bobo da corte. Trata-se de um dos grandes nomes da política nacional, sempre á vanguarda dos movimentos nacionais.
Gabeira faz parte hoje, de um seleto e crescente grupo de políticos que propagam a ética, a honestidade, a fidelidade aos ideais que o elegeram e principalmente: respeito ao eleitor.
Quanto ao post, concordo com a parte final: a blogosfera pode e deve contribuir para o debate político brasileiro, mas principalmente: nós iremos contribuir sim!
75 Chesterton Dracul // 3/June/2008 às 10:29
propaga, propaga…..e fica propagando.
76 Pedro Doria // 3/June/2008 às 11:29
bitt, perdoe mas eu conheço bem, e há muitos anos, ambos – Minc e Gabeira.
Um não podia ser mais diferente que o outro.
77 Pedro Doria // 3/June/2008 às 11:34
Dino, é claro que o PT é o partido grande de maior democracia interna que há no Brasil.
Isso, diga-se, não é nada difícil dada a concorrência.
Mas daí a dizer que o que no PT há democracia, um partido que costuma botar para fora os grupos minoritários, é demais. Se você não fosse do PT, teria distanciamento suficiente para perceber.
E não adianta ficar batendo na tecla de que qualquer leitura que questione essa ‘democracia’ é tacanha e ponto.
78 Linda // 3/June/2008 às 12:52
É direito de todos discutir política e se fazer ouvir. Acontece que voz solitária não tem vez, pois não tem votos relevantes. E aí está a grande contradição. Atualmente nossa sociedade tem passado por um grande individualismo, não prega nem pratica o coletivismo.
A idéia, nem mesmo sei se foi do PD, de poder ser escutado, sem fazer parte de um partido, retrata este modo de vida individual. Não acho nada democrático uma pessoa, sem aderir a um partido, votar nas primárias ou prévias. Pelo contrário, acho uma violência contra o militante.
A partir deste raciocínio coloco minha idéia de gostar muito do modelo brasileiro de cada partido poder decidir livremente se fará ou não prévias. A pessoa adere a um partido e não quer dizer que concorde com todas as suas idéias e práticas. Mas, isto quer dizer que os seus principais posicionamentos estão contemplados neste partido.
Já defendi várias vezes aqui o voto obrigatório. Não aceito que queiram apenas direitos e não cumpram o mínimo dever que é se informar sobre os candidatos em uma eleição, ir às urnas e dar uma contribuição para sua comunidade e você mesmo. O dever é comparecer às urnas, o direito é escolher em quem votar. Aquele que cumpre o dever, merece o direito.
Agora, discussões supra-partidárias sempre serão bem-vindas, com filiados a partidos ou não. O respeito aos contrários faz parte da boa política. O problema é como fazer valer esta opinião individual ou mesmo de um grupo sem estrutura. Se não for partido, pode ser uma ong, uma associação, etc. Não vejo como influenciar sem estrutura para tal.
79 Chesterton Dracul // 3/June/2008 às 12:52
aqui se vê o mau uso da palavra democracia. Democracia é apenas um método de escolha de representantes do povo. Um partido rígido, hierarquizado ao extremo, pode fazer parte de uma democracia. A disciplina e a hierarquia estão presentes num país funcional que escolha seus representantes democraticamente, tanto num partido, como nas universidades ou em qualquer repartição pública.
80 Linda // 3/June/2008 às 13:07
O MaGioZal # 67 tocou em um ponto que considero primordial: as listas fechadas. Também sou contra, é anti-democrático. No mesmo sentido, a proporcionalidade de deputados em relação ao número de eleitores em cada estado # 71. Precisa-se rever isto.
Quanto à diminuição na quantidade de deputados proposta pelo Zictor, não concordo. Atualmente a quantidade é, no meu entender, a ideal, proporcional à população brasileira.
Vejo problemas na redução do número de deputados, Zictor, não representarem todas as correntes de idéias e também encarecer mais as campanhas políticas. Só os mais ricos venceriam e nós, o povão, ficaríamos menos representados ainda.
81 Linda // 3/June/2008 às 13:10
Chest # 79 - Ainda me lembro das aulas sobre democracia: governo do povo, pelo povo, para o povo. Conceito tradicional acho.
Para mim, democracia é muito mais ampla.
82 confetti e a ilusao* // 3/June/2008 às 13:43
lindia !! gosto de ler seus coments sobre politica, aprendo com suas analises claras !
mas “voto obrigatorio” realmente nada a ver ! em naçoes mais avançadas, o cidadao nao é obrigado a votar , ele decide se o faz ou nao !
penso que isso é a verdadeira democracia !
83 seu cabral // 3/June/2008 às 14:08
Tudo bem Pedro Dória, mas na maioria das vezes a democracia interna do PT funciona sim. Para isso, basta ir a uma assembléia. O Lula pode falar o que for e tomar pancada. Aliás, nessas assembléias em geral o Lula e o que sobrou da articulação tomam muita pancada. Hoje, nenhum dos dois principais nomes da administração do PT era do tal campo majoritário. A democracia do PT funciona inclusive para botar grupos para fora. A Causa Operária foi expulsa com o voto de gente, inclusive, da Convergência Soxcialista e do trabalho. Importante lembrar que a causa foi expulsa da Convergência Socialista antes, com voto. Não acho um absurdo e nem anti-democrático os expurgos partidários.
Acho que o caso Vladmir Palmeira foi um absurdo para o PT do Rio, que, de resto, perdeu um candidato excelente. Nessa eleição eu não voto nem no Gabeira e nem no PT. Queria que o Marcelo Alencar fosse candidato. Caso o Gabeira queira governar só com as emissoras de TV do seu lado, não fica nem dois anos.
84 seu cabral // 3/June/2008 às 14:11
Acho importante esse tipo de debate. Na internet tratam a democracia como uma coisa só. Como se fosse um regime. Sendo que a democracia pode ser tanta coisa…
85 Linda // 3/June/2008 às 18:28
Oi, Confetti, tudo bem? Um abraço para você.
Pois é, a minha idéia de liberdade implica em responsabilidade.
Em nações mais avançadas, Confetti, o povo não é analfabeto e muito menos analfabeto funcional, excetuando talvez os EUA (hehehe, baita provocação mas, eu os considero analfabetos políticos mesmo).
Mesmo assim em 2002, o povo francês, culto e de idéias socialistas, tomou o maior susto quando o Jean-Marie Le Pen da extrema-direita foi para o segundo turno eliminando o Lionel Jospin. Onde estava o povo francês quando aconteceu a tragédia? Foi à praia, os socialistas se impigiram uma derrota abstendo-se de votar. Sorte para eles que existiu um segundo turno e aí todos foram ungir o Chirac. Dos males, o menor.
Voltando ao Brasil, só se aprende a fazer, fazendo. Só se aprende a votar, votando. Se no Brasil, com esta população de analfabetos funcionais, não se exigir o voto obrigatório, eu não sei aonde vamos parar.
Continuo afirmando que a verdadeira democracia é a participativa. Enquanto o povo não entender isto, que seja obrigado a cumprir o dever.
86 Linda // 3/June/2008 às 18:34
E nós temos uma concentração de renda e de mídia nas mãos de uns poucos. Esta elite é useira e vezeira em fazer leis em seu próprio benefício.
87 MaGioZal // 3/June/2008 às 18:36
Acredito que o conceito de democracia de verdade está de uma certa forma contido nos links (em inglês, do Wikipedia) abaixo:
http://en.wikipedia.org/wiki/Democratic_peace_theory#Democracy
http://en.wikipedia.org/wiki/Freedom_in_the_World_%28report%29#Freedom_in_the_World_2008
http://en.wikipedia.org/wiki/Liberal_democracy
http://en.wikipedia.org/wiki/Reporters_Without_Borders#Worldwide_Press_Freedom_Index
88 Linda // 3/June/2008 às 18:40
Para mim, votar é uma alegria só. É o exercício do direito, o dever não me pesa em nada.
Acredito firmemente em uma solução política e pacífica para os males da humanidade. O individualismo não nos levará a nada.
89 Linda // 3/June/2008 às 18:43
Le Pen:
http://ultimosegundo.ig.com.br/bbc/2007/04/20/perfil_jean_marie_le_pen_759067.html
90 Microempresário // 3/June/2008 às 19:43
Desculpe, Linda, mas exigir o voto de analfabetos funcionais não me parece o melhor modo de escolher um governo.
Entendo quando vc diz que o cidadão teria obrigação de se informar, conhecer os candidatos, etc., e votar. Só que a parte do se informar não tem como ser obrigatória, só a do votar.
O resultado é que o seu voto, pensado, analisado e consciente vale o mesmo que o de um sujeito que não dá a mínima bola pra nada e chega na urna e vai digitando números até um entrar. Já notou a briga dos candidatos por números como 1234, 22222, etc. ?
91 Linda // 3/June/2008 às 20:03
Microempresário, o povo é analfabeto mas não é burro. Tem muita gente alfabetizada que anula ou vota em branco. Existem universitários e formados em curso superior, analfabetos políticos. Depende da consciência de cada um. Sou a favor de, pelo menos de dois em dois anos, todos pensem política. Acredito na política.
Considero democrático um voto valer um voto. Qualificar quem vota é voltar ao século XIX.
Abraço!
92 Microempresário // 3/June/2008 às 20:17
Linda, não disse que o povo é burro.(até acho que boa parte é, mas não vem ao caso). Estou dizendo que obrigar quem não é politizado, quem não se interessa, a votar, é um contra-senso. É como pegar um cara que reprovou em medicina e obrigá-lo a fazer cirurgias.
Quanto a qualificar o voto, qual o problema com o século XIX ? Tudo que é “moderno” é necessariamente melhor?
Então diga lá: vc é a favor de malucos votarem ? presos condenados ? crianças ? Acho que não, né ? Então, alguma qualificação sempre existe. Então porque não usar sua frase “Depende da consciência de cada um” e permitir a cada um optar ?
93 confetti e a ilusao* // 4/June/2008 às 2:03
linda !!
cara, é verdade que em 2002 quando le penible foi ao 2 turno com chirac, todos nos sentimos OBRIGADOS a votar ! kkk
nao existe eleiçao presidencial de um turno so, isso da pra lamentar e corrigir omissoes…ouf !
alo micro, sumido !! divido sua opiniao…sumido vc hein…fica ai…))
94 MaGioZal // 4/June/2008 às 2:53
Analfabetismo e democracia não são duas coisas incompatíveis entre si — e nem um é necessariamente atrelado ao outro.
Há casos de países com índice de alfabetização perto de 100% e que estão bem longe da democracia, como Cazaquistão, Cuba e China.
E há o caso da Índia, que quando ficou independente em 1947 tinha a maioria da sua população adulta com direito a votar analfabeta, e que ainda hoje são perto de um terço do eleitorado, e que é a maior democracia do mundo hoje em dia, com um regime parlamentarista estável e pluralista.
Proibir o acesso dos analfabetos ao voto é um erro, na minha opinião.
95 confetti e a ilusao* // 4/June/2008 às 5:31
maGio, quem falou em “proibir voto de analfabeto” ?
96 Linda // 4/June/2008 às 10:58
Microempresário, o problema é que acredito na política como forma de resolver uma boa parte dos problemas da humanidade. Imagine, todos pagamos tributos, com este dinheiro dá para fazer educação, saúde, segurança, saneamento básico, lazer e esporte de qualidade. Então, povo nenhum precisa ou merece viver de esmola ou mesmo na miséria. E este povo paga a seus representantes para criar condições de ter tudo isto. É verdade, de uma forma ou de outra, legal ou ilegalmente, alguns se apropriam daquilo que deveria ser de todos. Decorre daí a pobreza absoluta.
Existem pessoas que empregam dinheiro próprio ou mesmo sua inteligência e tempo tentando minorar os problemas dos miseráveis. No entanto, usam o quanto querem, quando querem. Não deixa de ser meritório, longe disto.
Mas, acho, aquele dinheiro do tributo, que todos pagam, seria suficiente para resolver aquelas áreas apontadas acima.
É por isto, por acreditar na política e dar-lhe o devido valor, que penso, todos não tem só o direito de votar, têm o dever também. É dever para consigo e a comunidade. É sobrevivência.
Quanto aos seus questionamentos, maluco (meu Deus, quem vai apontar quem é maluco?) e criança, tá certo, corte-lhes o voto. Voto a favor do voto do preso condenado, sou contra a candidatura deles, assim como a do analfabeto, pode votar mas, não pode candidatar.
Também chega de paternalismo. Todos precisam crescer, se envolver e ser responsáveis.
97 Linda // 4/June/2008 às 11:14
Oi, Confetti, realmente como existem pesquisas de opinião (os cultos socialistas foram a nocaute em 2002…rs) e 2º turno para o cargo executivo (aqui no Brasil, para prefeito, só em algumas cidades mais populosas), a omissão pode ser corrigida ou minorada. Quanto ao legislativo, não dá. Como são muitas as vagas, o erro ao eleger alguém menos capaz e deixar de eleger uma pessoa mais honesta por exemplo, só se corrige nas próximas eleições. Não aparece esta estatística por causa da pulverização.
98 Esclarecimentos sobre o caso TRE-RJ « thalles.blog // 5/June/2008 às 10:19
[…] Pedro Dória responde. No Rio de Janeiro, banner em blog e uso de redes sociais como Orkut, MySpace ou Facebook serão permitidos a partir de 6 de julho, quando a campanha em todos os meios passa a ser permitida. Fazer parecer que há uma eleição em curso, antes disso, é ilegal. […]
99 (in)confidência mineira » Blog Archive » como assim, cara pálida?! // 8/June/2008 às 2:22
[…] Pedro Doria propôs o debate, que já rola há uma semana, pelo menos. Agora, acabo de ler na queridíssima […]
100 Alfa® // 21/June/2008 às 11:33
Olá Pedro, poxa tem tanta coisa mais importante pra ser regulada e censurada heheheh, falta muito pra este País virar “gente grande”
Tens todo o meu apoio.
Eu no meu espaço, sou bem menos educada que vc, e ainda mando copia do que escrevo contra, para os próprios envolvidos, no caso senadores.
Gosto muito do Gabeira, só estou boicotando partidos do VOTO sim pra CPMF e CSS
Linkei seu blog ao meu, uma amiga me avisou da censura, porque ela sabe que sou “língua solta” hehe
abraço
101 independente // 1/July/2008 às 9:02
DEMOCRACIA DISFARÇADA OU DITADURA DO CAPITAL
Na verdadeira Democracia não são apenas as eleições mas também a possibilidade real de influir no poder controlando e participando da direção. Na realidade não existe modelo exemplar ou forma perfeita de Democracia. Os Estados Unidos da América por exemplo não são modelo a ser copiado, a democracia nos Estados Unidos da América é uma grande fraude, um engodo, uma farsa, um faz de conta apenas para dizer. Toda ruidosa propaganda de Democracia nos Estados Unidos da América não é senão uma capa fina por traz do qual fica cada vez mais evidente e difícil de não esconder a Ditadura do Grande Capital, o qual não existe oposição. Os americanos que gostam de usar as duas palavras consideradas estratégicas que são “Liberdade e Democracia” que quando usadas politicamente por eles não passam de fachada apenas para enganar. Existem nos Estados Unidos apenas dois partidos considerados grandes que se revezam no poder a anos, e deveria haver mais partidos grandes com ideias novas e diferentes disputando em igualdade de condições e fazendo oposição. O Partido Democrata e o Republicano são dois partidos do Grande Capital Monopolista e um pelo outro é a mesma coisa não acrescentam nada e nem fazem oposição um ao outro, é apenas para enganar ou simular, todos são farinha do mesmo saco é como trocar seis por meia dúzia os dois contribuem sobremaneira para diminuir a influência de outros partidos e assim os dois mantem o povo prisioneiros da Ideologia Burguesa. Os eleitores são enganados de forma eficaz ao pensarem que votando em um ou outro desses dois partidos haverá mudanças, mas nada acontece. Quando observarmos que a política agressiva, belicista, terrorista e Imperialista dos Estados Unidos da América nada muda é apenas faz de conta. Os dois partidos que tem grande espaço nos meios de Comunicação Social e nas Agências de Publicidade e é exatamente essas que se encontram sob o domínio da classe dominante.
É bem verdade que nos EUA existem outros partidos que não tem nenhuma chance de concorrer com esses dois, e que a Legislação dos EUA dificulta no máximo a participação de outros partidos nas eleições inventando inúmeros subterfúgios e obstáculos jurídicos, entre eles por exemplo a necessidade de recolherem muito milhares de assinaturas num prazo curto realizada em presença de testemunhas e registradas notoriamente a obtenção de Licenças para os coletores de Assinaturas,etc. E mesmo se os outros partidos conseguirem vencer todas as barreiras, as comissões eleitorais privam-nos frequentemente da possibilidade de participarem nas eleições sob o pretexto de as “assinaturas serem ilegíveis” ou outro qualquer pretexto inventado.
Em alguns países que tentam tornar-se independentes e seguirem um desenvolvimento na construção da Democracia, o governante que estiver no poder se não fizer o jogo dos americanos e ficar fazendo oposição as aventuras belicistas, hostis, agressivas, terroristas do Imperialismo dos Estados Unidos da América, esse dirigente é taxado de Ditador e seu país é rotulado de Ditadura. Os americanos tentam de todas as formas se passarem por “Paladinos” da Liberdade e Democracia e até usam isso como táctica e pretexto para invadir países que não queiram seguir a sua cartilha. Os Imperialistas dos EUA se apossam das riquezas naturais de outros países para aumentar sua influência e saquear os povos. Os Imperialistas dos EUA tentam de todas as formas usar de maneira estratégica as duas palavras magicas consideradas chave que são “Liberdade e Democracia” mas se algum povo optar por uma via de desenvolvimento da democracia social e econômica, mesmo contrariando os interesses do Capital e dos EUA a tão propalada “liberdade e a Democracia” que os americanos afirmam tanto defender deixa logo de existir e vem a tortura, golpe, massacre, repressão e guerra.
102 Diana Pádua » Censura Velada // 23/July/2008 às 15:54
[…] entrevista com Pedro Doria, sobre a censura a seu blog . Controvérsia marca eleições no Brasil . Que diferença faz? Que democracia queremos? - post de Pedro Doria . Post de Alexandre Inagaki sobre a proibição do “Counter Strike”, e sobre a […]
Leave a Comment