A.Q. Khan, o vendedor dos nukes
paquistaneses rompe silêncio
Em 2004, o físico Abdul Qadeer Khan foi à televisão paquistanesa, caiu aos prantos, e admitiu ter vendido o segredo da bomba nuclear para o Irã, a Coréia do Norte e a Líbia. O pai da bomba de seu país, um herói nacional, está em silêncio desde então. Ou estava. O jornal britânico The Guardian o entrevistou.
A.Q. Khan retira o pedido de desculpas. Diz que foi forçado pelo presidente Pervez Musharraf. E diz que não pretende jamais cooperar com a Agência Internacional de Energia Atômica, ligada à ONU. “Por que deveria conversar com eles? Não tenho qualquer obrigação. Não somos signatários do Tratado de Não Proliferação Nuclear e não quebrei qualquer lei internacional.” Os detalhes da rede de distribuição de informação e material nuclear são “problemas que dizem respeito a mim, a meu país e a ninguém mais”.
O cientista nem nega, nem confirma ser o fornecedor de informação e material. Diz que o segredo da bomba paquistanesa veio do ocidente e que quem quiser e tiver dinheiro tem onde comprar segredos e material no próprio ocidente. Isto inclui Coréia do Norte e Irã.
Há um assunto sobre o qual ele não fala: dizem que ele foi o bode expiatório e que assumiu a culpa da venda que na verdade cabia a um círculo de generais. “Não falo sobre isso, é melhor esquecer.”
Ainda sobre o assunto:
- O que vem por aí Quem tem mais medo de um Irã nuclear não é Israel – são os países árabes. (Não custa lembrar que...
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Guardando o lugar da confetti!
Segundo ! (ja que a Nat chegou antes). Volto mais a noitinha…
Bom, quais os países do ocidente que não assinaram o TNP e que, em tese, não estariam violando nenhuma lei internacional? eu sei de um mas não conto pra não aborrecer o Chester.
E tem mais: Esse TNP é uma espécie de Estatuto do Desarmamento internacional. Eu não aderi ao nacional, ou melhor, aderi para dizer não, e não adiro ao internacional.
Por que deveríamos abrir mão das WMD se outros países as têm e poderiam usá-las contra nós, ou pelo menos nos ameaçar, com o pretexto de que estaríamos praticando genocídio contra alguma população indígena de uma região onde há interesse em “criar” um país e atraí-lo para a órbita de interesses do país protetor, como se fez no caso do Panamá, por exemplo?
Cadê meu comentário anterior, wordpress?
“Não falo sobre isso. É melhor esquecer.”
Por que sempre que as pessoas dizem isso me soa como “É verdade. Eu confesso. Fui eu que matei Odete Roitman”?
E antes que perguntem, não, eu não assisto novela.
Conjugue o verbo aderir no presente do indicativo, caso tenha coragem.
clara )))
Cláudio,
Boa comparação. Mas, ao contrário de você, eu apóio as duas iniciativas.
O perigo de um louco furioso com o dedo no botão que use a bomba como um último recurso é a mesma coisa de um cara que anda armado, enche a cara e atira no melhor amigo por causa de provocação boba.
Acho que a lógica de quem votou contra o desarmamento é falha. Como o é essa lógica belicista.
Eu adiro ao clube de pessoas que são contra o armamento nuclear. Se tu aderes também, és meu amigo. Ele adere, mas não sabe o que isso significa, mas nós aderimos conscientes que isso tornará o mundo melhor se todos vós, que agora aderis, façam com que eles que aderem hoje ao armamento nuclear, voltem atrás na sua decisão.
Zictor, meu irmão tem um machado em seu sítio. Mas se ele quisesse poderia ter uma serra elétrica, ou um atirador de pregos tipo aquele que matou aquela aranha enorme no final do filme.
Espero que meu irmão não beba e saia matando seus melhores amigos por provocações bobas. Arma suficiente ele tem.
Claudio Melo,
Até onde se saiba o país do “ocidente” que não é signatário do NPT não sai por aí ensinando países signatários do NPT como fazer a bomba… O paquistão ter a bomba é uma coisa, visto que o país é soberano e não assinou o tratado, já vender a tecnologia para outros países tais como Líbia é uma coisa um pouco mais complicada…
Pedro Doria,
A entrevista vem em ótimo momento, agora só resta modificar a estrutura da IAEA. Acho surreal que a agência seja controlada por um só indivíduo cuj0 país esteve envolvido em pelo menos três guerras de agressão, isso sem falar em ações contrárias à lei internacional tal como bloqueio marítimo…
Em minha humilde opinião, a IAEA deveria ser re-estruturada para diluir o poder do presidente do board. Isso evitaria a patética situação do ElBaradei chamando os sírios de “irmãos” em um entrevista.
Monsores,
Venho de uma das cidades mais violentas do Brasil. De um Estado onde 60% dos homicídios são cometidos por parentes ou amigos das vítimas. Uma grande amiga minha cobriu o judiciário e o sistema criminal para um dos jornais mais importantes do Estado.
Quando falo de um cara que anda armado, e depois de tomar uma cana mata amigos ou parentes por causa de provocação boba, sei do que estou falando.
Se entendi errado seu comentário, me desculpe.
Zictor, desculpas aceitas.
Claro que o que você citou é um típico caso brasileiro. Acredito que se puxarem bem, todo mundo aqui conhece um caso parecido.
O que penso, meu caro, é que proibir as armas não é a solução para este problema. Assim como proibir as bebidas. A forma com que o sujeito vai matar, pode ser a das mais variadas possíveis. Facão, foice de mão, foice, enxada, serrote, pistola, granada, twinger, etc. Proibir, arma não adianta. Quem aqui não sabe onde comprar um arma, ou não tem um amigo que tem um amigo que tem um conhecido que sabe onde comprar uma arma?
Num país como o Brasil, eu vejo a proibição como uma baita burrice. Ninguém consegue rastrear uma arma aqui, por exemplo. Lá nos EUA, por exemplo, se eu disparo com uma arma numa sequóia, com um pouco de trabalho vão saber que saiu da minha arma, que comprei do Joãozinho (Little John, ok ok), que comprou do Little James, que comprou em alguma cidade do Texas.
Encontre uma sequóia aqui no Brasil (e se você encontrar, me avise) atire nela e mande a bala para perícia. Se teu nome aparecer, encontro um baobá para você.
No mais, saudações, Zictor. Como anda a China?
Abraço.
E PD, desculpe o off-topic meu e do Zictor. Está tarde. Seja bonzinho, boss.
Pois olha que eu sou é muito do a favor de armas atômicas. Guerras com armas nucleares podem ser muito mais baratas e acreditem, com menos baixas - pelo menos no momento do uso. Guerras convencionais são demoradas, caras e meio ineficientes.
É claro que guerras convencionais quando restritas a uma parte do planeta fazem um bem danado para a economia de alguns países. É um tal de produzirem-se uniformes, fuzís, munições e comida enlatada para as tropas beligerantes que vou te contar. Gira grana boa e graúda nestas horas, sem falar dumas invençõezinhas bem úteis que surgem das necessidades de se matar mais e melhor. Tem a penincilina, o radar, o celular, o bom e velho jipe e por aí vai…
E só prá avisar: Tá uma desgraça teclar só com a mão esquerda. O braço e o antebraço direitos estão no gêsso: um trincado e outro quebrado, combinando com duas costelas e dois dedos do pé esquerdo. DTs 180 não se dão bem com cercas de arame farpado…
alguem esta assistindo a rede TV agora?
Eu não sou a favor do uso, mas às vezes considero a posse uma arma estratégica de enorme importância. Vejam como nego fala manso com a coréia do norte, trata o paquistão como um gatinho e ruge contra o Irã e a Síria…
Branca: woops!
é, mas você vive com o ônus de ser alvo nuclear….tais a fim?
e ter sem ser a favor de usar é mesma coisa que participar de tiroteio com faca……ó idéiainha ruim a sua, hein?
Chest:
Nóis num tem, mas nossos amigos tem. É só saber escolher de que lado ficar…
Questão de estratégia, de inteligência e de competência política - Putz!!!! nosso governo é do PT!! Fudeu tudo!!! falta tudo o que eu disse!!!
Monsores, após consultar o Aurélio - lógico - tenho o prazer de te dar nota máxima, com louvor!
A coisa é bem mais simples, países muçulmanos não podem nem devem ter arma nuclear. Ponto final.
Nada mais estratégico e eficaz que uma bombinha de neutrons. Mata tudo o que é orgânico, mas deixa as infraestrutura intactas. Otimas para Brasilia, aquele antro de anjinhos honestos que so’ querem o nosso bem…
Bomba A: Todos deveriam ter. Ou ninguém deveria ter. Porque so’ uns deveriam tê-la?
Olha, eu não sou um especialista em bombas. Isso é coisa da Alqaeda e do Bitt. É o bitt da Alqaeda?
Mas fico aqui pensando que fossem alguns de vocês os governantes de uns países por aí, das duas uma: ou o mundo já teria acabado, ou vocês seriam forçados a ter aula de física básica.
Boa madrugada.
Monsores,
Acho que a analogia é valida e não chega a ser off-topic.
Você mata uma pessoa com uma faca? Sim. Mas se você tomar uma atitude violenta com uma faca, o seu adversário tem muito mais chances de reagir, talvez até de ganhar.
Essa hipótese faz com que o sujeito com a faca seja muito menos valente e pense um pouco.
Um cara com uma arma tem uma capacidade muito maior, e o adversário tem muito menos capacidade de defesa.
O mesmo se aplica a armas nucleares.
Com exército, o cara faz guerra? Faz. Mas se ele não tiver armas nucleares nem tanta capacidade militar, ele pensa duas vezes.
Foi isso que impediu que uma guerra estourasse entre a República Popular da China e Taiwan na crise de 95/96. Sabiam que não tinham cacife de encarar os EUA.
Nossa, gente! Que papo brabo é esse? O post é sobre um cientista doido de pedra, que obviamente foi e continua sendo usado por gente esperta e belicosa. E vcs (a maioria) parecem estar salivando por uma terceira guerra mundial. cruzes!
PD acorda ! rompe o silencio ….kkk**
Dr. Fantástico e o racista…
PD, tem um post interessante do Roubini falando sobre um possivel ataque israelense ao Irã:
“I had the pleasure to meet and speak at length over the weekend with Joschka Fischer, former Foreign Minister of Germany and one of the deepest geo-strategic thinkers in the world. He argued with me that – as he fleshed out in a a recent article he wrote for the Project Syndicate – Israel will attack Iran’s nuclear facilities before the end of the Bush administration and that Israel effectively received the green light to this action from Bush during his recent visit to Israel(…)”
Opa, esqueci o link:
http://www.rgemonitor.com/blog/roubini/252723/
Até onde se saiba o país do “ocidente” que não é signatário do NPT não sai por aí ensinando países signatários do NPT como fazer a bomba
Diz a lenda que esse certo país ajudou um outro certo país africano, cujos regimes hoje se equivalem, a montar as bases de um projeto nuclear. Mas são só boatos.
No creo em brujas, pero que las hay, las hay
(rs)
A indústria da morte jamais dorme …
O Paquistão é outro país que terá que ser bombardeado eventualmente se não se comportar.
Quem dera os esquerdistas que acham que os “países ocidentais” são os culpados por todos os males do mundo pudessem ser todos deportados para o Paquistão, esse berço de cultura e saber.
Cada um que aparece. Cuidado com o General Queijão…
athalyba,
ponto muito bem lembrado, porém, reza a lenda que:
* O tal ‘país do “ocidente”‘ jamais confirmou a posse de bombas nucleares.
* Considerando-se que de fato houve colaboração entre a África do Sul e o ‘país “ocidental”‘, algo nunca comprovado, essa teria ocorrido quando a África do Sul não era então signatária do NPT. (a adesão ocorreu somente em 91 enquanto Irã e Coréia do Norte auxiliados pelo Khan eram ambas signatários)
* O Incidente Vela em 79 nunca foi confirmado como uma teste nuclear, muito menos com participaçao Israelense, uma das fontes mais populares acerca do assunto é um tal Dieter Felix Gerhardt cujo papai ao que parece era nazista…
Os sul africanos até hoje negam qualquer envolvimento nuclear no programa nuclear e segundo citação não confirmada de David Albright para o Bulletin of the Atomic Scientists:
“A common question is whether Israel provided South Africa with weapons design assistance, although available evidence argues against significant co-operation.”
ops
:-)
errata:
…envolvimento Israelense no desenvolvimento do programa nuclear…
[...] Pedro Doria rebateu do blog de Gideon Rachman e fazemos a corrente chegar até o mundoentrelinhas. Depois de [...]
André, ainda bem que eu frisei o “diz lenda” … Tudo certinho na sua contra-argumentação, mas a frase
* O tal ‘país do “ocidente”‘ jamais confirmou a posse de bombas nucleares.
parece papo de diplomata, sô !!! O tal “país ocidental” jamais admitiu nada, mas outros admitiram por ele. Começando com Mordechai Vanunu. No momento, a bola está com o Jimmy Carter :-)
Mordechai Vanunu que foi sequestrado pelo país que se arroga combatente do terrorismo e que hoje não pode deixar Israel nem falar com a imprensa estrangeira.
Athalyba,
Hmmmm, será que tenho um viés diplomático? Só preciso agora aprender a usar canais paralelos de comunicação! :-P
Mordechai Vanunu nunca admitiu nada pois não tem como admitir visto que era apenas um técnico. O que ele fez foi denunciar a existência de um programa nuclear para o uso militar, algo que não garante a posse de armas nucleares. Diversos países, incluindo o Brasil, tiveram projetos similares e nem por isso possuem armas nucleares.
Em todo caso, acho legal que você tenha mencionado Motty, afinal cretino como só, ele entregou ao Sunday Times fotos de um modelo de núcleo de uma ogiva nuclear, incluindo os famosos hemisférios de urânio que o Irã teoricamente teria recebido do Dr. Khan. (ver relatórios da IAEA)
Então sejamos justos se Israel aparentemente possui armas nucleares, ainda que não declaradas, o mesmo se aplica ao Irã; que talvez ainda não tenha chegado ao ponto de desenvolvê-las mas vem conduzindo atividades semelhantes àquelas que Vanunu denunciou e são tão criticadas pelos camaradas como o Rodrigo. :-)
Athalyba,
Ainda sobre o Vanunu, não se esqueça que ele era um técnico no setor de materiais e não na área de componentes.
Grande abraço.