O adeus a Jefferson Péres
Poucos homens farão tanta falta ao Senado do Brasil quanto Jefferson Carpinteiro Péres fará.
Nos últimos tempos, ele era um entusiasmo só com a candidatura de Barack Obama, nos EUA. Péres acompanhava as idas e vindas dos EUA com o sonho de que, um dia, o Brasil venha a ter estruturas institucionais tão fortes quanto aquelas da mais antiga democracia do mundo.
Era isto que o velho senador era: antes de ser de esquerda, era um democrata. Um homem obcecado com o rigor da forma, dos rituais e da lei, muitas vezes desconfortável com a frouxidão habitual de seus pares. Neste sentido, era um senador ideal no sentido que o cargo deve ter. Um homem velho, experiente, um dos melhores do Brasil atento às coisas públicas. Os amazonenses sabiam exatamente o que tinham – não é à toa que o lançaram da Câmara Municipal de Manaus direto para o Senado. E não é à toa que, chegando ao Senado, tenha tão rápido se transformado num dos nomes mais importantes e relevantes daquela Casa.
Ele não viveu o suficiente para ver um Brasil com instituições sólidas ou um Senado com mais gente como ele. São raros.
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Pois é. Políticos íntegros estão em extinção. Com a ida de Péres, temos um a menos.
E nem rola “criação em cativeiro” pq políticos comuns nunca vão para jaula e os honestos não precisam ir.
Difícil vai ser aturar seus “ilustres” pares no velório e funeral, lamentando a perda do inestimável homem público e reserva da moralidade. Com sua ausência, o deboche, a mentira e a hipocrisia que costumam frequentar o Congresso Nacional vão perder a ironia e o desprezo que o falecido Senador lhes dedicava.
Companheiros de esquerda, maoístas e bolivarianos
Eu, josef mario, devo dizer que um companheiro como este jeferson perez, oriundo do famigerado psdb e que viveu da política por 40 anos, boa coisa não era. Este negócio de reserva moral do senado, integridade, honestidade e patriotismo é história para boi dormir. Eu, josef mario que vim de longe e conheço toda esta corja, posso garantir que todos, sem exceção, são farinha do mesmo saco. Este companheiro jeferson perez, defensor da moral e dos bons costumes, com o seu discurso moralizante e hipócrita podia enganar os otários mas, nem por isso era menos safado do que qualquer um dos seus pares. Companheiro jeferson perez, o companheiro já vai tarde. Menos um. Nem na morte o companheiro terá alguma utilidade - a sua pouca carne será uma decepção para os vermes que estão a sua espera.
Muito obrigado
Eu tinha o Jefferson Péres eu alta conta, mas ele perdeu um pouco os créditos quando não teve coragem de peitar o Renan Calheiros, quando o peemedebista fez insinuações sobre a idoniedade do senador amazonense…
Eu tinha o Jefferson Péres eu alta conta, mas ele perdeu um pouco os créditos quando não teve coragem de peitar o Renan Calheiros, na ocasião em que peemedebista fez insinuações sobre a idoneidade do senador amazonense…
Bah. Um demófobo que gostava de se pavonear como se tivesse feito grandes coisas pela “ética” no Congresso.
Deixou bem claro na campanha eleitoral de 2006 que sentia ojeriza ao povo para o qual pedia o voto.
Desconheço qualquer contribuição relevante dele ao país.
Josef Mario acertou em cheio…bem lembrado pelo Bruno.
Eu concordo com tudo que o Doria falou.
Jefferson Péres foi um grande sujeito e, certamente, deixará discípulos.
Meu velho pai sempre dizia:
“hoje as coisas estão muito melhor que antigamento. Quem diz que antes era bom é porque não viveu naquele tempo.”
Apesar de tudo, já fizemos grandes avanços.
Ah, sei la.. generalizações sao sempre o que são né? Acho que ele era melhor que muitos Sarneys por ai e esse discurso de que sao todos iguais é meio facilitista..
De boas intençoes o inferno ta cheio, é verdade, e agora viram todos santos, mas acho que ele tinha um senso de coisa publica que falta no meio politico..
Abraço!
Eu gostava dele.
Quem procura acha, ninguém é perfeito, todos temos as nossas pequenas ou grandes mazelas, é muito fácil atacar, encontrar falhas, difícil é se colocar à frente, assumir responsabilidades, principalmente na política partidária neste país, onde até narco traficante e assassino de serra elétrica já foi deputado recentemente.
Por tudo o que eu pude acompanhar sobre ele, sou um dos que admiravam o senador, a própria mídia tão escrutinadora e ávida por escândalos reconhece nele um dos poucos exemplos de integridade. Lamento a sua partida e a falta que ele vai deixar.
O Brasil tem instituições sólidas sim, como não? Quanto aos Eua, as instituições fraquejaram diante de Guantânamo, diante das mentiras ditas para justificar a invasão do Iraque e por aí vai.
Jefferson Peres foi um demagogo exemplar.
Tanto vaso ruim para enfartar por aí, e se cala uma das poucas vozes que ecoavam a indignação geral e davam um mínimo de respeito ao Senado.
Foi relator da cassação do Luís Estevão. No processo contra Renan, não existiu outro Senador(a) com coragem de enfrentar o poderoso colecionador de dossiês.
Quem não reconhece mínimamente a importância de Peres, é porque já se entregou ao cinismo geral vigente, coisa que eu, e outros como o Pedro, não fizeram.
morreu a única pessoa que podia me calar quando chamava todos politicos de corruptos fdp….
Perfeito Clara. Perfeito!
Não acho que alguém vá dizer que ele não tinha mácula. Por outro lado era muito mais limpo que a grande maioria.
O Senado atual, que já era pobre, agora fica quase vazio de pessoas a quem admirar.
Pedro Simon talvez seja o último.
Há controversias.
Apesar da honestidade (nunca soube de nenhuma denuncia de corrupção contra o senador), devo dizer que entre PARÁ e AMAZONAS, sempre houve uma rixa levada a extremos no campo político e mesmo entre a população.
Historicamente este cidadão nobre sempre votou e defendeu projetos de lei que PREJUDICAVAM o estado do Pará…
Como a “superzonafranca”, que livrava de impostos produtos importados a todos os estados do norte, à exceção do PARÁ…(2ª maior economiada região…)
Portanto não apenas a honestidade deve ser considerada, mas também a “obra” do político.
Perfeito? Nem tanto.
Porém muito superior à esmagadora maioria dos nossos políticos, empresários, jornalistas, juízes, …
Fará falta, sem dúvida. E de forma imediata.
Esse senador representava, em quase tudo , a política do passado, até na aparência e expressões que utilizava. Se seu espectro aparecesse no antigo Palácio Monroe, ninguém notaria qualquer diferença.
Foi, ou ao menos quis passar a idéia, político apegado a formalismos e cartilhas. Ajudou bastante na transformação do Congresso em tribunal , o que desvirtua o trabalho legislativo e não acrescenta nada além da caça às bruxas.
Quando o Legislativo retomar suas funções primordiais e abandonar as atitudes policialescas, o senador será esquecido.
Descanse merecidamente em paz.
É triste que figuras como Jefferson Péres e outros de igual quilate sejam sejam vistos e citados como exceções cada vez menos numerosas, tal qual tamanduá-bandeira ou mico-leão-dourado.
nota-se pelos descontentes com Jefferson Peres, o calibre de seu carater. Se o Nasca falasse bem dele, ´provavelmente eu teria que rever minha opinião.
Nasca é revolucionario, ui,ui,ui….
Chesterix……….. (21),
A julgar por suas palavras, suas posições são pautadas pelas minhas.
Deve ser confortável, mas revela fraqueza de propósitos e titubeio. ))))))))))))
Ideologias à parte, imagine só se o senado fosse feito de Jeffersons Peres…
Concordo com quem disse que não há perfeitos e tendo a achar que essa história de defensor da ética é blábláblá.
Agora, PD dizer que o povo amazonense sabia o que tinha e por isso “o lançaram da Câmara Municipal de Manaus direto para o Senado”…aiaiai.
E lá o povo - amazonense ou não - sabe alguma coisa? E lá o amazonas tem alternativas de políticos honestos? E lá o brasil é uma democracia? para chegar a democracia a gente teria que ter povo educado para ser cidadão, o que não é o caso ainda….muito menos no amazonas.
Tenho lido o blog do PD e do GF, mas nunca fiz algum comentário. Mas, ao ler o comentário do Josef Mario 23/05 17:58, não resisti em escrever. Devo mandar para o referido comentarista as despesas da lavanderia que irão lavar minhas cuecas borradas de tanto rir. O “companheiro” Josef Mario anda na contramão; taí a graça. Acredito que ele deva ter ligações íntimas e exclusivas com o PD e com o Fiuza mas, assim mesmo, tratando de pessoas farinhas do mesmo saco que o T.Vasques, pergunto porque o Josef não participa do blog deste último,bastante apropriado para o humor irreverente. O cara é uma piada…
Pedra54, você não é o primeiro que levanta a suspeita que o Josef Mário é o Fiúza ou o PD, mas pensando bem acho que podia ser tambem o proprio T.Vasques.
Não se comenta notícia fria…
mas eu sou tímido e nao quero auditório.
Nào se fala mal de morto, por educação. É preciso esfriar…
Há uma aspecto ruim no Senador de cujus, que gostaria de comentar.
Ele ganhou fama de moralizador e adotou a indumentária como segunda pele.
Escolheram-no para isso. Ele deveria equilibrar os pesos: fazer o equilíbrio, mostrar os limites, mas ele mesmo perdeu os limites na sua cruzada moralizadora.
Parecia um evangélico novo, que - de tào empolgado - faz pregaçào ao meio-dia…
Nem todos querem ser honestos, tem muita gente satisfeita com seus carros e meninas e meninos de luxos.
Não se pode obrigá-los a aceitar Jesus…
O Senador deveria saber que política é assim: envolve poder, prazer e egoísmos. O Serra não está namorando o prefeito de São Paulo porquee ele tem belos olhos… Lá bem no fundo, há sempre alguma coisa que sai do limite moral…
Para isso, existia o Senador, para mostrar os limites e não ser engolido por ele.
Era um homem bom?
Talvez, não sei como julgar certos cristãos que exigem a limpeza dos outros. Não sei se estão limpos por dentro.
Sei que o Senado fez mal em deixá-lo às moscas ( meu humor negro, hoje, está terrível…).
Abandonaram o Senador depois que ele disse que não se deixava chantagear…
(se alguém aqui entende o duplo sentido disso…)
Deveriam ter conversado com ele, deveriam ter mais cuidado com as pessoas que representam Instituições: nem todos são burros neste país.
O PD está certo em valorizar apenas o legado bom: devemos sempre lembrar do bom exemplo do Senador.
Que encontre a paz de bom Jesus, seu iqual ( se houver sobrevivência…).
Ps: Meninos, vcs descobriram os heterônimos?
Bem lembrado, Leave a Comment.
A “super zona franca” era mesmo uma zona, arquitetada por Sir Ney, com o apoio de gente como o Peres que se foi.
Pra enganar os trouxas, eles não mencionaram as áreas que seriam beneficiadas com a mutreta. No tal projeto de lei figuravam apenas as coordenadas geográficas: grau, minuto e segundo de latitude e longitude em relação ao meridiano de Greenwich.
Evidentemente que essa zona toda ia sair de graça. Ninguém que votou e fez campanha por ela ia levar nada com a bandalheira.
Era uma bandalheira honesta, apesar da ladravagem agatunamentista.
Pelo menos, foi o que Papai Noel me disse. O Saci Pererê, o Curupira, o Boitatá e a Matinta Pereira confirmaram.
E era a reserva moral. Imagina os titulares da imoralidade….
[...] Na política brasileira, farão falta dona Ruth Cardoso e o senador Jefferson Péres. [...]