José Saramago acaba de assistir a Ensaio sobre a cegueira na companhia do diretor Fernando Meirelles.
Uma estante às quintas
May 22nd, 2008 · · 62 Comentários
Tags: Livros
Pedro Doria | Weblogum pouco do mundo, todos os dias |
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José Saramago acaba de assistir a Ensaio sobre a cegueira na companhia do diretor Fernando Meirelles.
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62 Comentários até agora ↓
1 Clara // 22/May/2008 às 0:41
A satisfa,cão do Saramago vale muito mais do que ganhar o Festival de Cannes. Isso para um diretor de cinema, é a consagracão.
Sidenote, o Saramago parece realmente estar bastante mal de saúde…
2 Laércio Miranda // 22/May/2008 às 2:33
Sensacional, me emocionei vendo a cena… melhor só com a premiação.
3 confetti // 22/May/2008 às 2:47
estante maravilhosa, saramago e suas lagrimas, um homem velho que chora de …de que mesmo ? sera que reconheceu seus personagens ?sera que estava sentindo alguma dor ? pena ele nao ter podido falar dessa emoçao…..e o fernando meirelles tao..tao…
os aplausos xoxos revelam mais que a cena de amor entre o metteur en scène e seu escritor : a critica demoliu blindness ! o filme foi um “bide” !
parece que meirelles abusou da super exposiçao cromatica, uma luz branca leitosa, violenta e recurrente sugerindo a cegueira, “le monde” o chamou mesmo de “cinéaste m’as tu vu”, insulto supremo, sobretudo em se tratando de cegueira, hahahah…parece que abusou tbm dos efeitos especiais, parece que os atores estavam “fazendo prova de fim de ano do actor’s studio” ! estou absolutamente louca de vontade de ver o filme, de curtir mark ruffalo em oftalmologista e gg bernal em malandro traficante de agua e comida ! esse filme pode ser uma merda, serei indulgente !))
ja era tempo de falar em cannes viu boss …um pouco do mundo todo dia que nao fala no spot cinematografico da hora, fica meio incompleto…
4 confetti // 22/May/2008 às 2:50
clara, tem razao, saramago parece bem diminuido, doentinho….tipo a morte rondando…morte fela da puta….((
5 confetti // 22/May/2008 às 2:59
coincidencia ?
o affiche do festival de cannes desse ano ( inspirado no universo de david lynch)representa uma loura platinada com uma venda cobrindo os olhos…
cegueira ?
http://netlexfrance.free.fr/gallery/images/20080425104216_cannes2008.jpg
6 T.T. Cricket // 22/May/2008 às 3:15
Ah, é? Bem feito.
7 Cunhambebe, direto do Arpex // 22/May/2008 às 4:16
Desculpem a rabugentisse, mas o bom velho Saramago ter chorado com o filme do Meirelles não quer dizer que o filme é bom, nem pro Saramago.
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O video mostra que o Marcelo Tas ainda está vivo pra blogosfera.
—
Saudações emocianadas deste flamenguista ao Fluminense. O jogo de hoje foi demais. O coração de leão, transplantado do Washington, foi certeiro aos quarenta e poucos do segundo tempo. Renato Gaúcho entrou pra história dos reis do futebol. Com 17 anos conquistou título que lhe rendeu um hino em sua homenagem, da torcida do Grêmio, cantado até hoje. Sempre jogou um bolão e agora cumpriu a promessa ousada que fez à torcida do Flu. Renato Gaucho merece maior reconhecimento. Os bastidores desta vitória merecem um filme hollywoodiano (não pro Meirelles, please) e contra o Boca Jrs. meu coração será tricolor.
8 Celinho // 22/May/2008 às 5:32
Ah ele ter chorado imagino que tenha sido simplesmente por ver a sua obra, num meio tao diferente e complementar da literatura que é o cinema.. como ele falou, o filme tem varias coisas que ele não gosta mas o importante é ver um registro alheio da sua visao inicial. Com certeza ele se emocionaria se fosse uma peça de crianças representando o livro. Ou seja, nao necessariamente pela qualidade do filme mas pela revisão da sua obra.
Ponto para o Quico, filho do Fernando Meirelles que pegou o momento..
Abraço a todos!
9 confetti // 22/May/2008 às 5:34
arpékiso, o q vc tanto vaga na madrugada menino ? balada ? insonia ? trampo ?
10 josef mario // 22/May/2008 às 7:58
Companheiros de esquerda, maoístas e bolivarianos
Eu, josef mario, devo dizer que, como todos estão cansados de saber, conheço e sou amigo do companheiro josé de souza saramago há várias décadas. Aliás, o que poucos sabem é que o sobrenome saramago deveu-se a um engano do funcionário responsável pelo registro do seu nome no cartório. Outro grande intelectual da língua portuguesa, o companheiro josé sarney, também não nasceu sarney. Aliás, neste caso, o melhor seria que nem tivesse nascido. Enfim, isto pouco importa. O importante é que o companheiro saramago (e isto também poucos sabem) resolver viver com sua atual esposa (companheira pilar) seguindo um conselho e o meu proprio exemplo. Sempre lhe falava quando encontravámos, principalmente em paris, para conversarmos sobre o futuro do comunismo no mundo, que o homem para não ficar gagá e brocha deve ter sempre ao seu lado uma fêmea bem mais jovem. Esta fêmea, além de saciar os nossos instintos mais primitivos, também funciona como uma espécie de elo ou ponte de ligação do nosso mundo jurássico com a realidade dos dias atuais. Para finaliza, da mesma forma que o companheiro saramago, eu, josef mario, ao ver este vídeo, abri uma exceção nos meus sentimentos e, também, me emocionei. Eu, josef mario, repito - abri uma exceção, porque, como todos sabem, se emocionar é coisa de viado.
Muito obrigado
11 aiaiai // 22/May/2008 às 9:44
po…que estante mais esquisita!
12 Zé Bush // 22/May/2008 às 10:03
well….filme nenhum traduz exatamente um livro que lhe deu origem. São duas linguagens diferentes tentando achar pontos de convergência. Além de serem feitos por 2 pessoas diferentes. Acho que o Saramago deve ter percebido que o filme conta a história “dele” de uma maneira bem parecida com o livro. Chegou perto sendo fiel de uma maneira diferente.
E temos que acabar com essa viadice de achar que todo filme tem que ser “fantástico”, “genial”, ser visto por bilhões, ser aplaudido de pé, ganhar Oscar e o caralho a quatro.
13 josef mario // 22/May/2008 às 10:33
Companheiros de esquerda, maoístas e bolivarianos
Eu, josef mario, devo dizer que o companheiro fernando meirelles, pela simples ousadia e coragem de tentar adaptar este livro do companheiro saramago - “ensaio sobre a cegueira”- para o cinema, já merece todo o meu respeito e aplauso. Apesar de não ser um especialista em “caralhos” dos outros como o companheiro zé bush acima, eu, josef mario, estou de acordo com a sua opinião, mesmo porque por trás deste negócio de críticas favoráveis, oscar e ursos não sei de que existem interesses financeiros e comerciais inconfessáveis.
Muito obrigado
14 El Torero // 22/May/2008 às 10:42
Quero ver o filme…Saramago é o bicho, por um tempo fiquei lendo e relendo “O Evangelho…” mesmo com outros dele às mãos, havia gostado tanto do primeiro que não queria que a pancada pelo autor acabasse, com livro tenho umas neuras que só…
15 josef mario // 22/May/2008 às 11:05
Companheiros de esquerda, maoístas e bolivarianos
Eu, josef mario, devo dizer que todos os filmes adaptados de livros que assisti até hoje, quando não me decepcionam totalmente, assim mesmo ficaram muito aquém da qualidade do texto original do livro. Talvez a única e honrosa exceção tenha sido o filme “meu nome não é johnny”, baseado no livro homônimo do companheiro guilherme fiuza, também conhecido no baixo meretrício como gugui. Nesta caso, tanto o livro como o filme, se equivalem: são uma verdadeira merda.
Muito obrigado
16 Pax // 22/May/2008 às 11:20
Há exemplos de filmes que chegam perto dos livros sim. Vou dar um só. O Exorcista. Tinha 15 anos ou por aí quando li o livro, morava no Rio mas pra chegar em casa passava por um rua escura e fazia um curso de noite, confesso que aquela rua me assustava. Aí vi o filme e a rua ficou pior. Depois virei ateu e tudo se acalmou.
Fernando Meirelles é um puta diretor. Só pra falar dos últimos, Domésticas, Cidade de Deus, e Jardineiro Fiel já lhe garantem esse respeito. Tô pouco me lixando pras críticas em Canes. Se fossem boas eu não estaria, teria gostado, claro. Mas não são.
Josef mario declarando boiolices está imperdível. Merecia ser filmado.
17 Fred utópico - Jesus era comunista // 22/May/2008 às 11:25
A estante também não vi.
Pode ser a estante virtual onde estava o vídeo.
Comovente.
Grande hora para se dar um beijo na careca.
18 El Torero // 22/May/2008 às 11:40
Existe uma penca de livros que viram filmes, mas na minha modesta opinião, o grande filme catarinense chamado “Calibre 12″, com o grande João Amorim, é um filme que merece livro. Não me recordo se este foi para Cannes.
19 Monsores // 22/May/2008 às 11:52
Pronto, os babacas da crítica podem falar o que quiser. O próprio Saramago aprovou.
Fico feliz pelo Fernando Meirelles. Deve ser uma das maiores realizações para um cineasta. Tenho certeza que agora ele não se incomodará mais com a crítica.
20 Zé Bush // 22/May/2008 às 12:24
well….diretor que se incomoda com “crítica” é diretor de blockbuster, de filme produzido prá “fazer sucesso” e arrecadar bilhões na estréia. Ainda mais da crítica e imprensa francesa…..aquilo é um bando de viados!
21 confetti // 22/May/2008 às 12:35
monsa, em se tratando de um festival, a critica conta sim ! duvido que fernando meirelles nao esteja nem ai….basta ver seu ar completamente desamparado apos os aplausos xoxinhos ! nenhum metteur en scène faz um filme pra seu proprio prazer….meirelles tem talento, mas isso nao basta pra fazer um bom filme, sobretudo adaptaçao de um chef d’oeuvre, dificil e sutil como o ensaio da cegueira….
outro que decepcionou ontem : clint eastwood…isso sem falar em steven soderbergh ( genio !!)e seu “che”…
um filme surpreendendo e com otimas criticas :
” la fete de la fille morte” de ….matheus nachtergaele !! ah que bom ….))
22 confetti // 22/May/2008 às 12:36
zé bush, nao é so a “critica francesa” que esta em cannes…é a imprensa mundial…..
23 Monsores // 22/May/2008 às 13:09
Mas conffeti, cá eu fosse um cineasta e o autor do livro que eu mesmo adaptei se emocionasse com o filme, não haveria porque me preocupar com qualquer outro crítico.
Tenho um guia que sigo há alguns anos e vem dando muito certo: quando a crítica fala mal, assisto. Provavelmente será um puta filme.
24 Monsores // 22/May/2008 às 13:11
Até porque, o que torna a opinião de um cineasta frustrado relevante?
É isso que a maioria dos críticos são: cineastas frustrados.
25 confetti // 22/May/2008 às 13:21
drezin, filme depende de criticos e publico pra existir….é um comércio como outro qualquer…
tbm nao sou de me fiar à criticos “cegamente”, sempre vejo by myself…so que quando a imprensa inteira derruba e autopsia, a gente tem q dar algum credito !
26 Cunhambebe, direto do Arpex // 22/May/2008 às 14:09
Josef, não acho que o Meirelles deva ser aplaudido pela simples ousadia de tentar adaptar o livro. É assim que grandes obras morrem, quando pessoas “ousadas” se metem a fazer besteiras com coisas grandiosas. Meirelles é metido a besta, isso sim. É até engraçado ver o brilho nos olh0s de Meirelles quando acha que é um grande cineasta. Eu até hoje penso que alguém tem que ser linchado por Cidade de Deus, talvez todos os cartolas do cinema no Brasil e os que sustentam que o filme é uma obra prima. Podem fazer os filmecos que queiram, mas não me vendam cocô como se fosse bala de côco.
Meirelles como cineasta é um excelente publicitário, espero que ao menos o filme seja uma bela contracapa do Ensaio.
27 Alba // 22/May/2008 às 19:04
Bem, eu gostei bastante de Cidade de Deus e não fui a única. O filme usava linguagem publicitária, nada que Ridley e Tony Scott não tivessem inaugurado antes. Nem por isso Ridley Scott deixou de produzir “Blade Runner”, por exemplo.
Daí essa coisa de catalogar cineastas, colocando-os cada um na respectiva gavetinha, tende a fechar os olhos para a produção real do cineasta. Quando se vai ao cinema com os olhos preparados para assistir um determinado enredo, tratado de maneira determinada, temos aí uma espécie de “cegueira”, com o perdão da blague involuntária.
E, sim, a melhor aprovação ao filme do Meirelles é a aprovação do próprio Saramago, lindo, velhinho e que bem deve saber o quão difícil deve ser adaptar suas obras a uma outra linguagem.
28 Cunhambebe, direto do Arpex // 23/May/2008 às 3:05
Se a meta de todo cineasta brasileiro fosse a de fazer um Blade Runner por ano, aí tudo bem. Eu não acho que seria ideal.
Ninguém aqui quer “catalogar” os cineastas, até porque os bons serão catalogados por seus próprios nomes, obviamente. O único que se espera do labor de centenas de pessoas -e milhões de financiamento público e estrangeiro investidos- que propõe a realização de uma peça de arte culturalmente enriquecedora, é que seja legitimo, bom, culturalmente enriquecedor. Cidade de Deus, com certeza, não é. Pode ser entretenimento, na pior definição da palavra, tratando-se do assunto que o filme Cidade de Deus tenta tratar.
Não querendo comparar o Saramago ao Proust, Alba, não acha que o Marcel se “emocionava” a cada vez que saboreava uma madeleine, um bolinho? Pra mim a situação no vídeo mostra apenas isso. Ou você acha que um filme que leva alguem às lágrimas acompanhadas de críticas imediatas não é fato curioso?
29 josef mario // 23/May/2008 às 7:27
Companheiro arpex
Eu, josef mario, devo dizer que o grande problema dos idiotas e presunçosos é a mania de ficar cagando regras e bostejando o que seja cultura. Normalmente estes cretinos associam o termo “culturalmente enriquecedor”, usando a expressão do companheiro, com aquilo que é hermético, abstrato e ininteligível até para o proprio autor. Eu, josef mario, francamente, considero “culturalmente enriquecedor” tudo aquilo que entendo, me diverte e me prende a atenção, ou seja, cultura, acima de tudo, para mim, é entretenimento. Mesmo porque, felizmente e modéstia à parte, estou longe de ser um imbecil.
Muito obrigado
30 André Gonçalves // 23/May/2008 às 9:34
meirelles é, além de grande publicitário, grande cineasta. danem-se críticos, danem-se comentários de quem está com uma venda burra nos olhos. ceguinhos. saramago, o “dono”da obra, viu, se emocionou e, obviamente, aprovou. isso paga o filme. ruim, mas ruim mesmo, é “o homem que desafiou o diabo”. aquilo é lixo, e das piores coisas do cinema brasileiro de todos os tempos.
31 Alba // 23/May/2008 às 10:05
Arpex,
Concordo com você que os filmes acabam mostrando seu valor com o tempo, o que reduz o espaço da crítica, já que alguns, muito criticados no lançamento, acabaram se firmando como boas obras.
Talvez seja este exatamente o caso do filme do Meirelles, não acha? Mesmo sem recorrer a Proust e suas madeleines..:)
32 Cunhambebe, direto do Arpex // 23/May/2008 às 10:27
Josef, eu não sou seu companheiro e nunca serei, portanto seja economico com seu vocabulário de merda nesses poucos anos de vida que lhe restam -se deus quiser. Se não entende o que “culturalmente enriquecedor” significa, sugiro que raciocine ou volte pra escola, se a professora agüentar.
A única pessoa que está cagando regras e bostejando é a vossa pessoa, com a sua marmelada bolivarista enfadonha. Infelizmente as suas pampers geriátricas vermelhas não poupam a humanidade de sentir o cheiro da bosta, nem na Internet.
Eu digo o que penso e comunico o meu gosto. Quem não aprovar, não aprovou. Outra coisa é ser insultado numa sexta-feira de feriado…
Eu não gosto do Meirelles, achei Cidade de Deus uma merda, uma farsa agressiva, estúpida, irrelevante. Mais ou menos como Tropa de Elite do finado Padilha.Tenho certeza de que vou me decepcionar com “Blindness”. Não vi e não gostei. Espero que isso não seja problema para os senhores.
Mas o que acho uma merda mesmo é acordar feliz na sexta-feira livre e não ter a oportunidade de olhar nos olhos de quem me chama de idiota e burro, como diz o outro cagão, André Gonçalves.
33 Cunhambebe, direto do Arpex // 23/May/2008 às 10:47
Alba, eu acho que no Brasil não tem cinema o bastante, também por falta de dinheiro.
Somos cinematograficamente miseráveis nesse sentido, não temos espaço para uma linguagem própria e acabamos por nos afeiçoar aos padrões narrativos americanos, independente da qualidade desse conteúdo. Cidade de Deus é isso, um filme B que amamos (”A” seria Martin Scorcese).
Não acho que o Meirelles venha a “ser alguém” nesse sentido, posteriormente, até porque ele não propõe nada, penso eu.
Acho triste que um filme desses seja visto como uma obra prima, principalmente agora que o aparato de cinema está tecnológicamente muito mais acessível, com as câmeras ccd e hdv e tal.
Por um lado Meirelles presta um grande serviço, quando crianças entram, por exemplo, na escola de cinema Darcy Ribeiro querendo fazer a seqüencia de Cidade de Deus, idolatrando o tio Meirelles. Lá eles se dão conta de que cinema pode ser muito mais.
34 André Gonçalves // 23/May/2008 às 10:47
caro “cunhambebe”, grande líder dos Tupinambás: não lhe conheço, não o chamei de burro, não o chamei de idiota, e não entendi o “cagão”. talvez o senhor pudesse guardar a sua violência gratuita e silvícola para os da sua tribo.
35 Cunhambebe, direto do Arpex // 23/May/2008 às 11:00
André Gonçalves:
“danem-se comentários de quem está com uma venda burra nos olhos.”
Tem razão, desculpe, no seu gentil comentário quem é “burra” é a “venda nos olhos”.
36 Cunhambebe, direto do Arpex // 23/May/2008 às 11:05
Devo ter descontado em você o que Josef Mario, de quem estou de saco cheio, me disse.
Sinceras desculpas.
37 josef mario // 23/May/2008 às 11:11
Companheiro arpex
Eu, josef mario, devo dizer que a sua presunção já começa no seu proprio nick - “arpex”. O companheiro, francamente, pelo nível dos seus comentários, está muito mais para ramos do que para o arpoador. Eu, josef mario, que moro em ipanema de frente para o mar e, felizmente, poucas vezes tive que atravessar o rebouças não fico propagandeando esta imbecilidade pueril. Mesmo porque, enquanto comunista e espírita, bem sei que desta vida nada levamos dos bens materiais acumulados. Minha ideologia e luta incansável pelos menos favorecidos, todavia, ficarão marcadas para sempre como exemplo para as gerações futuras.
Muito obrigado
38 Cunhambebe, direto do Arpex // 23/May/2008 às 11:27
Os menos favorecidos, assim tipo… de Ramos?
A sua “luta incansável pelos desfavorecidos” é uma Farsa, uma Fraude.
Francamente Josef, uma pena que não tenha o bom senso de tratar as pessoas com um pouquinho mais de respeito. Pode ser que ache engraçado, mas tem muita gente que não acha a menor graça na sua arrogância. Perceba com este exemplo, eu, que poderia simplesmente ignorá-lo. Receba esta resposta como uma prova de respeito, coisa que você, que diz amar os desfavorecidos e tem nojinho de Ramos, parece não ter.
39 Proftel // 23/May/2008 às 11:39
Por nada não mas, não sacar as gozações do Camarada Josef Mário é de lascar.
Putz.
40 André Gonçalves // 23/May/2008 às 11:48
cunhambebe:
acenda aí o cachimbo da paz. me dá um trago. seu blog é bom. discutamos, mas sem cagões. abraço.
41 Cunhambebe, direto do Arpex // 23/May/2008 às 11:50
Proftel, não vejo graça em classificações como “imbecil” e “idiota”, mesmo tendo um grande senso de humor.
42 Cunhambebe, direto do Arpex // 23/May/2008 às 11:52
André, muito obrigado. O cachimbo tá na mão.
Abraço.
43 Monsores // 23/May/2008 às 11:56
Cunhambebe, gosto de “te ler” e isso significa, nos termos reais, “que vou com a tua cara”.
Cara, NUNCA leve o Josef Mario a sério. Você tá se estressando aí e ele tá rindo lá em Ipanema, mijando em sua fralda geriátrica.
Raramente ele diz alguma coisa que não seja com o intuito de rir e fazer rir. É o esporte dele. Se você entra na onda, o máximo que vai conseguir é que ele comente mais, fazendo a todos nós rirmos também.
No mais, concordo com várias das coisas que você disse.
Abraço,
André
44 Proftel // 23/May/2008 às 11:59
Cunhambebe, direto do Arpex, é como o Monsores falou, você foi a “bola da vez”, a maioria já passou por isso.
De boa.
kkkkkkkk rsrsrsrsrsrs
:-))))))
45 josef mario // 23/May/2008 às 12:05
Companheiro arpex
Eu, josef mario, devo dizer que, em momento algum, tive a intenção de ofender a honra pessoal do companheiro ou da sua ilustre progenitora. De qualquer forma se, involuntariamente, feri a sensibilidade feminina do companheiro, peço humildemente as minhas sinceras desculpas. Quanto ao cachimbo da paz que tá na sua mão, para o companheiro não cansar de segurá-lo, sugiro que o enfie no seu proprio rabo.
Muito obrigado
46 Cunhambebe, direto do Arpex // 23/May/2008 às 12:10
Valeu André Monsores, também vou com a tua cara. Eu geralmente rio com o Josef, que é muito engraçado quando não nos chama de “idiota” ou “imbecil”. Usar destes artifícios para rir e fazer rirme parece meio canalha…
Mas obrigado pela dica, vai ver que ele tem razão, que eu sou um imbecil mesmo…
abraço.
47 Pirata // 23/May/2008 às 12:15
Fala o que quer, ouve o que não quer…
Antigo, batido, mas funciona muito bem na discussão que aqui aparece.
E não há nada mais raso do que a frase “não vi e não gostei”.
Meirelles é hoje um dos mais respeitados cineastas do mundo. Tanto pela turma dos filmes autorais quanto pelos executivos dos grandes estúdios. Não gostar de sua obra é um direito de qualquer um, como o contrário também é válido. O que não pode acontecer é querer tecer críticas e não aceitar as respostas dos que pensam diferente.
E, como disse o próprio Meirelles, essas críticas perdem-se com o tempo e o que sobrevive é a obra. Amanhã ou depois forrarão o piso de algum pintor, para que não se suje o chão (e as da internet se perderão entre os bilhões de textos que transitam pela grande rede). Tanto as boas quanto as ruins.
Clint Eastwood, quando ainda transitava pelos Westerns, no iníco de sua carreira, era visto como um ator charlatão pela crítica da época.
O nome do crítico ninguém se lembra mais…já Eastwood…
48 Cunhambebe, direto do Arpex // 23/May/2008 às 12:16
Josef, a minha progenitora responde por ela mesma. Não tenho como afirmar que ela não tenha sido colega da sua lá na Help, ou mesmo que você possa ser meu pai. Afinal, me sinto estranhamente em casa na pista da Avenida Atlântica, e sou extremamente afetado por tuas qualificações.
Mas, sim. Vou enfiar o cachimbo no rabo com o maior prazer.
Um beijo gostoso.
49 Cunhambebe, direto do Arpex // 23/May/2008 às 12:22
Pirata, se eu mandar você a merda e te chamar de idiota porque você não gosta de Xuxa e os Duendes, aí eu estarei errado.
Falando em Xuxa e os Duendes, taí um filme que eu não vi e não gostei, compartilha?
50 Pirata // 23/May/2008 às 12:35
Percebe-se realmente o seu nível intelectual…
Um grandesíssimo idiota descarregando sua ira num blog. Que patético. Você é a chacota do dia para quase todos aqui…Mas, a democracia é feita também para os otários…
E, cá entre nós, disponibilizo o meu -email e o desafio a qualquer hora para uma discussão cinematográfica. Não preciso ficar descarregando conhecimentos em comentários de Blogs. Isso é para pessoas com problema de reconhecimento. O que não é o meu caso.
doisporcento@gmail.com
51 Cunhambebe, direto do Arpex // 23/May/2008 às 12:35
O dia está bonito, eu vou pra praia.
Muito obrigado a todos, foi uma delícia.
Abraços, saravá.
52 Cunhambebe, direto do Arpex // 23/May/2008 às 12:42
Pirata, foi um prazer te entreter.
E pra viajem, te indico um filme muito bom que acabo de rever: 500 almas do Joel Pizzini, sobre os guatós do Pantanal.
53 D'Leh SIlva // 23/May/2008 às 13:25
O Fernando Meirelles e sua obra, assim como a discussão sobre idiotia, sofreram um processo natural conhecido como temporalidade e consequencia.
Eu me explico melhor: cada ação realizada em um período X gerará consequências X+Y.
A obra “CIDADE DE DEUS” e seus defensores e críticos só estão aí “bostejando”, vociferando e tecendo críticas belas e mordazes graças a um PREDECESSOR:
“OS TRAPALHÕES NA SERRA PELADA”
“Crássico” inspirado em obra anônima (dizem que o estilo lembra saramago), cuja execução no cinema supera em muito a literária.
Maquiavel, Prost, Aligherri e Shakepeare são revisitados e relidos nesta obra onde quatro amigos lidam com os revézes do agreste quente e úmido da depressão que um dia foi uma serra.
Didi aquele verme de baixa estima, queria aparecer mais que todos, quase um machão às avessas (escondendo talvez uma homosexualidade latente)
Dedé, um capacho ambulante, serviu o “arigó de cabeça chata”, tanto quanto uma dama da help servira os clientes.
Mussum, compunha o quarteto mágico com um leve ar do favelado carioca.
Zaca, o mais apagado, não comprometeu a trama.
54 ffffffff // 23/May/2008 às 13:36
“…O dia está bonito, eu vou pra praia…”
Podia estAR trabalhANDO…né não?
55 Monsores // 23/May/2008 às 16:58
D’Leh SIlva,
Eu já estava esperando…
56 Cunhambebe, direto do Arpex // 23/May/2008 às 17:03
ffffffff, trabalho num dia lindo desses?
Affffffff!!!
—
Falando em cinema, taí um cara que merece ser visitado: meu amigo Marcelo Ikeda.
Saiu uma análise do Carlos Alberto Mattos sobre os filmes dele no Docblog, no Globoonline.
http://oglobo.globo.com/blogs/docblog/post.asp?t=diversoes_solitarias_de_marcelo_ikeda&cod_Post=104158&a=74
57 Alba // 23/May/2008 às 19:02
Sinceramente, não vejo necessidade de posturas tão agressivas pra se discutir cinema. Talvez o Meirelles, o Padilha (em que vejo grandes qualidades) e o Walter Salles, com o tempo, mostrem a que vieram e provem o talento superior (na minha opinião, claro) do Nelson Pereira dos Santos.
Por outro lado, concordo que falta dinheiro, embora já tenha faltado mais. E é importante não esquecer que cinema é indústria, depende de público, de crítica, toda a parafernália. Nesse sentido, os hermanitos argentinos nos superam, com filmes muito bons há vários anos.
Por último, a questão da estética róliudiana, ou melhor, a estética da Globo, é uma praga que espero, se esgotará por si mesma, ainda que demande muito tempo e, principalmente, educação.
58 Cunhambebe, direto do Arpex // 23/May/2008 às 22:18
Alba, concordo e discordo, educadamente.
Verdade que o papo poderia ter sido muito mais produtivo sem as qualificações do gênero “imbecil” e “idiota”, mas cinema é agressividade sim, coisa séria e angustiante. Quando vale a pena, cinema passa por todas os momentos do comportamento humano, do profundo ao razo, do atrito ao encanto.
Klaus Kinsky levou um tiro do Werner Herzog após ter ameaçado abandonar o set em Aguirre, nos anos 70. Zelito Vianna teve que hipotecar a própria casa para fazer um filme, isso a poucos anos atrás. O que mostra como é nosso “mercado”: um homem com mais de quarenta anos de cinema, artista e produtor respeitado ainda tem que hipotecar a casa para realizar um filme. Coisa que Walter Lima e cia. faziam nos anos 60.
E a estética roliudiana não vai passar enquanto se privilegiem Tropas de Elite e Cidades de Deus, Xuxa e os Duendes, Trapalhões na Serra Pelada… Tem filmes espetaculares acontecendo, mas está longe de ser o bastante. Culpa do governo, dos patrocinadores, dos brasileiros, que preferem se orgulhar de filmes como Cidade de Deus e Tropa de Elite. Nada contra, só não é cinema (mentira, TUDO contra).
59 Leila Ferreira // 23/May/2008 às 22:45
Mário, querido Josef ; esperava mais de você no que tange ao comentário sobre, livros serem sempre melhores do que as adaptações para o cinema. Mas tudo bem, você tem todo o direito de ser clichê.
60 confetti // 24/May/2008 às 11:51
albin tem razao, agressividade desnecessaria num debate tao cheio de possibilidades….
61 confetti // 24/May/2008 às 12:00
samoça !! estante sem vc nao rola !! ))
62 Samoça // 28/May/2008 às 14:10
Linda a estante… Lindo o instante…
A ternura do sonho compartilhado… Adorei.
Confetti… obrigada pela ternura… é uma delícia compartilhar com você: “Uma estante às quintas”… Rolou? ;)
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