O Iraque é um caos. O Afeganistão é outro caos. Quantos países caóticos mais serão necessários para que essa gente que defende a guerra e a bomba percebam que a tática piora uma situação já ruim?
Há uma divisão na política norte-americana a respeito de como tratar o Irã. John McCain defende a atual doutrina de que qualquer conversa é impossível; Barack Obama se mostra disposto a sentar ele mesmo, caso seja eleito presidente, para conversar com o líder do pais. George W. Bush, no Knesset israelense, sacou do bolso uma analogia histórica: conversar é cometer o erro de Chamberlain com Hitler.
O assunto já rendeu três posts cá no Weblog. É bem capaz de que este seja o último. Analogias históricas são úteis mas jamais perfeitas. O primeiro post tinha o objetivo de mostrar que o erro de Chamberlain não foi conversar com Hitler; foi entregar meia Tchecoslováquia aos nazistas. Ninguém está sugerindo que um país seja entregue ao Irã. O segundo post, lembrando a Quase Guerra entre França e EUA no final do século 18, queria mostrar só uma coisa: às vezes, mesmo sob pressão popular, mesmo que lhe custe a carreira política, evitar uma guerra ao máximo pode ser mostra de um grande líder. John Adams o foi. O terceiro, citando a China de princípios da década de 1970, sugere que mesmo quando um determinado país renegado está armando seu inimigo numa guerra, o presidente dos EUA talvez deva sentar-se com o chefe de Estado contrário.
O objetivo dos três era desarmar os argumentos simplistas. Quem evita a guerra numa situação de provocação não é necessariamente mau líder. E chefes de Estado podem se encontrar, sim, mesmo que um esteja financiando o inimigo do outro. Não é entreguismo. O encontro de Mao com Nixon abriu as portas para que a China ocupasse o espaço de legitimidade na comunidade internacional de hoje.
Mas é hora de abandonar as metáforas para ir direto ao assunto: faz sentido iniciar um trabalho de negociação com o Irã que possa, no fim do processo, envolver até mesmo uma visita do presidente dos EUA a Teerã?
Com Mahmoud Ahmadinejad, provavelmente não. Seu discurso é rábico, faz pose de bom moço para a comunidade islâmica mas jura a aniquilação de Israel e flerta abertamente com o anti-semitismo ao negar o Holocausto. Mas três informações são úteis, aqui:
1. Há eleição para presidente do Irã no meio de 2009.
2. A inflação do país chegou a 24% ao mês e cresce, um quarto dos jovens estão desempregados, 15 milhões de pessoas vivem abaixo da linha de pobreza. Ahmadinejad não anda nada popular por conta. Até entre o clero vem ganhando inimigos, caso do ex-primeiro-ministro aiatolá Mohammad Reza Mahdavikani, que sugeriu que o presidente se preocupa mais com religião, que não é de sua competência, do que com a economia – que é sua responsabilidade.
3. E, no fim, pouco importa. Não é Ahmadinejad quem manda de fato no Irã. É o aiatolá Ali Khamenei.
O post é um bocado longo – então, aqui, vai uma interrupção. No clique abaixo, o resto.
Mahmoud Ahmadinejad chegou ao poder em 2005. Recebeu quase 20% dos votos no primeiro turno da eleição presidencial e venceu o poderoso milionário clérigo Akbar Rafsanjani no segundo. Antes, o presidente era Mohammed Khatami, um reformista que, no segundo mandato, não pode concorrer ao terceiro. Khatami era discreto e, também clérigo, tentava abrir seu país. Logo que os EUA invadiram o Afeganistão, ele ofereceu cooperação e, mais de uma vez, o exército iraniano entrou no país vizinho para salvar pilotos norte-americanos que se lançaram à terra de pára-quedas. Sim – enquanto Khatami fazia sua pequena política de cooperação, o grão-aiatolá chamava a guerra dos EUA de uma ‘operação imperialista’. Era só discurso. Diplomacia é um jogo sutil no qual discurso vale menos do que ações concretas.
Auxiliar uma operação militar norte-americana sem pedir nada em troca não veio sem custo político para Khatami. Mas ele considerava o envio deste sinal importante. O regime Talibã, de um profundo radicalismo sunita, era uma preocupação de seu país xiita. E ele sabia que, para o sucesso e continuidade da Revolução Islâmica, ainda que numa versão light, era preciso que o Irã fosse aceito na comunidade internacional. Qual a resposta que os EUA enviaram para seu pequeno gesto? Em 29 de janeiro de 2002, o presidente norte-americano George W. Bush foi ao Congresso, disse que o foco de sua ‘guerra ao terrorismo’ deixaria o Afeganistão para mirar um ‘eixo do mal’. O Irã fazia parte dele, junto com o Iraque e a Coréia do Norte.
Khatami já tinha problemas internos a essa altura. De um lado, estudantes cobravam mais abertura. De outro, os conservadores apertavam na oposição preocupados com a ‘descaracterização’ de sua revolução. O fato de ter ajudado os EUA não o fazia mais popular perante a linha-dura. Quando sua política se mostrou inútil perante um Bush que ameaçava guerra, foi abaixo. Em março de 2003, os EUA invadiram o Iraque. Ninguém no Irã tinha dúvidas de que seu país seria o próximo. Daí, sob ameaça, perante um presidente que repentinamente se mostrava fraco, a eleição de Mahmoud Ahmadinejad foi inevitável. Khatami tentou contato com os EUA, um tabu, e os EUA trataram de provar que não são confiáveis, como segue o velho discurso do aiatolá Khomeini. Ahmadinejad era o único candidato naquela eleição que dizia que o Irã não deveria sequer cogitar negociação com os EUA. Ele prometeu também distribuir entre o povo o lucro do petróleo. Nisto, foi incompetente; as promessas relacionadas aos EUA, manteve-as todas.
Ahmadinejad é o presidente. E é bom lembrar que políticas como auxiliar o Hizbolá e o Hamas não foram inventadas por ele. Tampouco é este o caso do programa nuclear iraniano. São políticas de Estado que, com mais discrição, a princípio, devem continuar com o próximo presidente. (A discrição vai por água abaixo, evidentemente, no caso de uma reeleição.)
O próximo presidente do Irã terá um problema maior com o que se preocupar. A economia vai muito mal. Ahmadinejad é tão incompetente que, mesmo com o atual preço do petróleo e do gás, ele não conseguiu o sucesso econômico de aprendizes de ditador a seu feitio, como Hugo Chávez e Vladimir Putin.
Para encarar o problema da economia, este novo presidente terá duas saídas. Uma é fazer tudo sozinho, apesar das muitas restrições que seu país sofre, enquanto busca ampliar sua importância regional no Iraque, no Líbano, na Palestina. Não terá apenas EUA e Israel contra ele. Terá também vários países árabes.
A outra solução é buscar maior aceitação internacional, um Irã mais ameno, disposto a participar novamente da comunidade das nações. Mohammed Khatami tentou isto e fracassou, há alguns anos. Precisava de um gesto amigo dos EUA para ganhar forças internamente, teve o solapão. Se o próximo presidente dos EUA for Barak Obama, o novo presidente do Irã saberá que há espaço. Não será um processo rápido. Não derrubará o regime dos aiatolás. O Irã tampouco abrirá mão de ampliar sua influência regional. Mas a visita de inspetores da ONU a suas instalações nucleares é negociável. A mudança no tipo de apoio que dá a grupos como Hizbolá e Hamas também é possível.
Na verdade, sequer é desejável que o Irã abra mão de apoiar tais grupos. Mas se o Irã concorda em controlar o Hizbolá – por exemplo – mediante sua influência, as chances de paz no Líbano se ampliam. Paz no Oriente Médio passa por um Irã empenhado no processo.
(Um truque para entender a confusão: o Hizbolá não vai embora; o Hamas tampouco. Quanto mais pancada levam, mais fortes ficam entre os seus. É preciso descobrir como conviver com eles. Se o Irã ajudar, fica muito mais fácil.)
A alternativa, naturalmente, é manter o Irã isolado e, de repente, até ameaçar com uma guerra. Outra pista: seu exército é mais bem treinado e melhor armado do que o do Iraque. Sim, os EUA conseguem derrubar o regime, quiçá enforcar Ahmadinejad e o aiatolá Khamenei no mesmo dia. Aí serão três os países lançados ao caos no Oriente Médio.
Quantos países caóticos mais serão necessários para que essa gente que defende a guerra e a bomba percebam que a tática piora uma situação já ruim?
Barak Obama está certo. A saída para o Irã é na mesa de negociação, de repente até com o presidente dos EUA apertando a mão do grão-aiatolá.
182 Comentários até agora ↓
1 lfs // 21/May/2008 às 7:53
primeiro!!!q
2 Luiz // 21/May/2008 às 8:20
Boa análise. O meu temor é um Presidente McCain jogando mais “areia” no ventilador.
Como reforço a tese da negociação, Israel anunciou hoje que manterá negociações indiretas com a Síria. Provavelmente é apenas o reconhecimento oficial de algo que já deve estar ocorrendo a alguns meses por intermédio da Turquia.
3 Pax // 21/May/2008 às 8:40
Concordo. Negociar, negociar e negociar. Quando todas as tentativas estiverem esgotadas, negociar um pouco mais.
O único reparo que faço no texto, sem confiar muito no meu taco, é que, se não me engano, foi em 2003 que o Irã se ofereceu pra ajudar com a questão do Hezbollah numa proposta apresentada por Khatami e, pasmem, com apoio do linha dura Khamanei, aos EUA. Queriam resolver suas questões, inclusive as nucleares. Queriam negociar, afinal.
Ainda segundo essas informações que tenho na lembrança, Bush, Rumsfeld e Cheney recusaram. Essa recusa em sentar pra conversar acabou fortalecendo o Ahmadinejad.
Mas, vamos lá, o que o Bush conseguiu esses anos todos com suas guerras? Hoje não tem apoio nem de 30% da população americana, não tem apoio incondicional dos antigos aliados, fomentou o anti-americanismo global e ainda levou Israel junto nessa antipatia de fora.
E, carregando um pouco nas tintas, se meteu em dois Vietnãs secos ao mesmo tempo.
Negociação já. Fora Bush.
4 Andre Fucs // 21/May/2008 às 8:50
Pedro,
você só se esqueceu de dizer que:
A - O programa nuclear corria solto comprando tecnologia do Dr. Khan muito antes do Bush ser eleito;
B - você esqueceu que Hamas e Hezbollah continuarão a exisitir enquanto a Síria desejar Golan de volta…
C - O Hamas muito antes de ser financiado pelo Irã era financiado pela Arábia Saudita e Síria… muito me espanta por sinal que você tenha comprado a versão de que “Hamas é um movimento terrorista filiado ao Irã”. Se você lê os jornais na década de 90 e início do século verá que esse posto sempre foi reservado à Jihad Islâmica e não ao Hamas e Fatah.
Agora, considerando que tudo o que você escreveu no fundo é um chute, eu te pergunto, a tua análise é linda, otimista que só mas e se der errado, qual o plano B? Ahhhh sim…. não tem né? :-)
Abraços
5 Dom Casmurro Patriarca // 21/May/2008 às 9:00
André Fucs,
o plano B é o Bush invadir a Amazônia.
6 Chesterix-Dracul- El Cid, o irado // 21/May/2008 às 9:18
O Iraque é um caos. O Afeganistão é outro caos. Quantos países caóticos mais serão necessários para que essa gente que defende a guerra e a bomba percebam que a tática piora uma situação já ruim?
chest- bom era no tempo do Saddam e dos soviéticos, né?
7 Chesterix-Dracul- El Cid, o irado // 21/May/2008 às 9:19
Pax, negociar acordos feitos com um estuprador?
8 Guilherme // 21/May/2008 às 9:20
Sou sempre a favor da negociação. Quando tudo parece perdido, antes de se dar o primeiro tiro, respire fundo, baixe a bola e peça pra continuar a conversa.
9 Chesterix-Dracul- El Cid, o irado // 21/May/2008 às 9:22
Obama defendeu inumeras vezes bombardear o Ira…e os democratas gostam de um Tomahawk para lá e para cá…espere e verá. Obama iria extrapolar.
10 Chesterix-Dracul- El Cid, o irado // 21/May/2008 às 9:25
vocês viram a “negociação” com o ex-PM que matou o delegado? Isso é que foi negociação.
- Se entrega ou morre…cabum.
11 Pax // 21/May/2008 às 9:27
Ok, o plano B então passa a ser uma guerra total de aniquilação dos muçulmanos.
Seria uma maravilha não? 1.3 milhão de pessoas explodidas.
Bem, já que voltamos à realidade, que tal negociarmos um pouco.
12 Pax // 21/May/2008 às 9:27
bilhão
13 Mr X // 21/May/2008 às 9:27
PD,
É inútil. Tem que cair o governo dos mulás, seja por suas contradições internas, seja por pressão interna, para que possa ocorrer a “aproximação” com o Ocidente. Por um motivo muito simples, toda a política dos mulás é baseada no ódio retórico ao “Grande Satã”.
O Iraque e o Afeganistão estão melhor do que nas épocas de Saddam e do Talibã. Um Irã sem mulás seria melhor do que um Irã com eles.
E negociação, como qualquer um que tenha estudado algo de marketing sabe, não é que todos saiam felizes, é você ter um objetivo claro e obtê-lo, sair em vantagem em relação ao outro.
14 HRP Fast Reloaded // 21/May/2008 às 9:28
Bom……tomára que o argumento economico vara esse presidente paranóico da face do Irã……seu periodo de governo foi uma ducha de agua glacial na abertura que tomava corpo dentro da politica iranbiana……mas se o Tal MaCcain ganhar só espere coisas ruins para nosso pobre mundo.
15 HRP Fast Reloaded // 21/May/2008 às 9:30
Comentário 13……dá pra acreditar em tamanhas obcenidades?????
É mole? , ou quer mais????
16 Chesterix-Dracul- El Cid, o irado // 21/May/2008 às 9:32
obscenos são o PT, os comunistas e os radicais islamicos…não tem negocição.
17 Pax // 21/May/2008 às 9:34
Não sei qual escola o Mr X estudou marketing.
A que estudei, diz que negociação é uma coisa, marketing é outra.
Em negociações, você pede 10, pra sair com 5 e o outro lado também com 5, sendo 5 lucro pros dois lados que começaram pedindo 10.
Diz aí Mr X, enorme e desengonçado Mr X de 2,11 m de altura e um bom blog desalmado, qual é tua escola de Marketing?
18 Mr X // 21/May/2008 às 9:46
Hhehehe Pax. Ora, aprendi marketing na “Escola das Américas”!!!.
:-P :-P
19 White // 21/May/2008 às 9:52
Ai, ai, ai, toda essa aulinha de geopolítica colada de outros sites só pra dizer que Barack Obama vai ser um bom presidente, o negociador, o pacificador… Obama isso, Obama aquilo… como se houvesse muita diferença entre ele e McCain. Ou seja lá que outro for, pois em política internacional e geopolítica é irrelevante isso de “quem é o presidente”.
“Paz no Oriente Médio passa por um Irã empenhado no processo.”
Que meigo…
“Sim, os EUA conseguem derrubar o regime, quiçá enforcar Ahmadinejad e o aiatolá Khamenei no mesmo dia. Aí serão três os países lançados ao caos no Oriente Médio.”
Ah, maldade das maldades!
“gente que defende a guerra e a bomba”
Sem comentários
20 mila // 21/May/2008 às 9:57
Com certeza a solução não é eliminar todos os oponentes. dialogar sempre é a melhor saida. Bem que DUVIDO que o USA escolha este caminho. A tendencia é o CAOS no Irã tambem. E o barril do petróleo vai a 300. O que precipitará a queda do imperio. Em verdadeira decadência. Assim como ocorreu com Roma. Agora, quero ver quem vai conseguir sobreviver no CAOS que se tranformará o Oriente Médio?
21 mila // 21/May/2008 às 10:02
Quem viver, verá…pelo visto MacCain vai jogar a ultima pá de cal no império. Lembra-me o USA de agora com a URSS do camarada Brejniev.
22 mila // 21/May/2008 às 10:03
Quantos muros irão cair?
23 Aiatolinho // 21/May/2008 às 10:06
André Fucs,
Em momento algum o Pedro Dória fez ode ao pacifismo descerebrado.
Os seus argumentos (Fucs) se resumem a diminuir a importância geopolítica do Irã no Oriente Médio - se restringiria à bomba nuclear que, até o momento, só existe na pretensão -, o que parece ser equivocado. Aliás, fiquei com essa dúvida. Se para você o Irã é tão insignificante, o que motivaria um ataque?
Mr. X,
Também concordo que o Iraque está melhor agora. Eu moro no Rio de Janeiro.
24 anrafel // 21/May/2008 às 10:10
O diplomata é um sujeito que pensa duas vezes antes de não dizer nada. Principalmente quando de um lado um muar declara a intenção de destruir o estado de Israel e do outro um bando de jumentos inclui países no Eixo do Mal, chama de ‘paises delinquentes’.
Aí tem mesmo que moitar. Sabe que aquelas declarações muito provavelmente são feitas para agradar a certos setores da sociedade dos seus países e, assim, adquirirem força política para os embates diplomáticos.
A complexidade natural da questão é reforçada pela existência de armas nucleares, daí muita calma nessa hora, como dizia Guilherme Arantes e não Juvenal Antena.
Acredito, como Luiz, que negociações ultra-secretas, ou nem tanto, já devem vir ocorrendo por parte de Síria, Israel, Turquia, Irã e EUA ou alguns desses. Aliás, como sempre ocorreu e é bom que aconteça.
25 cam // 21/May/2008 às 10:15
Leiga no assunto, a unica coisa que posso observar é que toda essa discussão parece-me dizer somente: “Não há mais jeito”. E isso sim é triste, mas afinal desde quando o mundo foi um lugar tranquilo. O problema é que agora existe a consciencia de todos os paises é a globalização. Antes os imperadores já sonhavam em dominar o mundo todo, como eles eram simplistas, melhor não?
Agora, todo “mundo” se intromete na vida do país alheio e, não teria como ser diferente, mas que ficou pior ficou.
=/
sei lá!
26 Renato // 21/May/2008 às 10:27
Se o Iraque estava melhor antes ou agora. Hmm, pergunta difícil… antes era uma ditadura impiedosa e sanguinária quando necessário, agora é um caos sem controle e sanguinário a todo o momento.
Engraçado é que é justamente o argumento usado por alguns defensores da ditadura brasileira. “Se os militares não torturassem viveríamos hoje no caos”.
O problema da solução aniquilação é que o outro lado insiste em não se deixar aniquilar e ainda por cima quer te aniquilar também. Como disse o Bitt uma vez negociar sai mais barato.
27 HRP Fast Reloaded // 21/May/2008 às 10:28
Aiatolinho!
O mr.Fucs tem um medo impossivel de conter…..e ele se chama futuro…por que do jeito que as coisas são levadas e empurradas, em algum momento ,no futuro, a maré vai virar……e aí, né?….já viu!!!!!
28 Chesterton // 21/May/2008 às 10:31
Sai de casa e me deparei com uma camionete escrito
RIOPAX
Tomei um susto, fui ver de perto e era de uma funerária…tudo a ver.
29 Tia // 21/May/2008 às 10:32
Existe alguém esperando por voce
Que vai comprar a sua juventude
E convence-lo a vencer
Mais uma guerra sem razao
Ja sao tantas as criancas com armas na mao
Mas explicam novamente que a guerra gera empregos
Aumenta a producao
Uma guerra sempre avanca a tecnologia
Mesmo sendo guerra santa
Quente, morna ou fria
Pra que exportar comida?
Se as armas dão mais lucros na exportação
Existe alguém que esta contando com voce
Pra lutar em seu lugar ja que nessa guerra
Nao é ele quem vai morrer
E quando longe de casa
Ferido e com frio o inimigo voce espera
Ele estara com outros velhos
Inventando novos jogos de guerra
Que belissimas cenas de destruicao
Nao teremos mais problemas
Com a superpopulacao
Veja que uniforme lindo fizemos pra voce
E lembre-se sempre que Deus esta
Do lado de quem vai vencer
O senhor da guerra
Nao gosta de criancas
O senhor da guerra
Nao gosta de criancas
O senhor da guerra
Nao gosta de criancas
O senhor da guerra
Nao gosta de criancas
O senhor da guerra
Nao gosta de criancas
O senhor da guerra
Nao gosta de criancas
!!! GET Urbana Legiao - A Cancao Do Senhor
30 Mr X // 21/May/2008 às 10:35
A pergunta mesmo é, não se negociar ou não negociar, mas O QUE negociar? O que o Obama espera obter do Irã com as negociações? Todo o discurso está voltado simplesmente para “evitar a guerra”, mas não há nenhum objetivo. Se é por isso, dêm logo um par de bombas nucleares ao Irã, e estamos conversados. Nos EUA sobram.
31 Pedro Doria // 21/May/2008 às 10:41
Andre Fucs, repetindo o que escrevi:
Ahmadinejad é o presidente. E é bom lembrar que políticas como auxiliar o Hizbolá e o Hamas não foram inventadas por ele. Tampouco é este o caso do programa nuclear iraniano. São políticas de Estado que, com mais discrição, a princípio, devem continuar com o próximo presidente. (A discrição vai por água abaixo, evidentemente, no caso de uma reeleição.)
Isto posto, não esqueci de absolutamente nada do que vc diz que esqueci. E, não, a análise não é um chute. É a constatação de que não há opção e que, se ao Irã for oferecido espaço na comunidade internacional, isso o interessa.
Ou vc acha que a guerra vai servir de algo? Eu acho que ela vai piorar.
32 Chesterton // 21/May/2008 às 10:43
“Se os militares não torturassem viveríamos hoje no caos”.
chest- se os militares não tivessem acabado com a guerrilha marxista na raiz, ainda hoje teriamos as FARB, equivalente brasileira das Farc, com sequestros- que ja praticavam, trafico de drogas e armas. Viva o EB.
Como disse o Bitt uma vez negociar sai mais barato.
chest- realmente , os franceses subornavam Saddan e era mais em conta…mas aí…..
33 Pedro Doria // 21/May/2008 às 10:44
Mr X, se os iranianos decidirem derrubar o governo dos mulás por conta própria, não vejo nenhum problema nisso.
Mas é uma decisão que cabe a eles. Brincar de ficar implantando o governo que se quer no país em que se desejar é o que produziu o Oriente Médio que existe hoje. Hora de parar.
34 Pedro Doria // 21/May/2008 às 10:45
Chesterton, quem foi mesmo que sustentou no poder e armou Saddam Hussein?
35 Chesterton // 21/May/2008 às 10:49
Alemanha e França
36 Dom Casmurro Patriarca // 21/May/2008 às 10:49
A Rússia tem armas nucleares há tanto tempo quanto os Estados Unidos, mas nunca as usou.
Até hoje, os Estados Unidos, foi o único país que usou armas nucleares.
Como cada um julga os outros sempre por si mesmo, aí é que está toda a paranóia dos norte-americanos.
O maior terrorismo que existe ou existiu em toda a história humana são os arsenais nucleares dos norte-americanos.
37 athalyba // 21/May/2008 às 10:56
C - O Hamas muito antes de ser financiado pelo Irã era financiado pela Arábia Saudita e Síria…
Não vamos esquecer o apoio precioso de Israel, que contava com esse movimento para enfraquecer a representação popular da OLP.
De resto, sem novidades: as potências ocidentais fazendo merda e os “orientais” pensando com fígado. Básico. Negociação agora, só se for um impulso pessoal de algum dos mandatários …
38 Saladino // 21/May/2008 às 10:56
Alguém poderia me citar um país que lutou e venceu em 3 fronts ao mesmo tempo?
39 Andre Fucs // 21/May/2008 às 11:00
Aiatolinho,
Infelizmente sua leitura acerca de meu comentário é um tanto tosca, visto que não diminuo o papel do Irã, apenas constato que nenhum dos argumentos positivos apontados pelo Pedro são factíveis.
Suponha que o Irã e os EUA tornem-se grandes amigos… como fica a Síria? Vão derrumar a ditadura? Maravilha, Irmandade Islâmica para presidente!
Isso se o Kurdistão não resolver declarar a independência engarfando um pedaço dela…
Veja só como é a vida, a OLP teve sedes na Jordânia, Líbano, Tunísia, Síria… não importa muito onde o QG fica… pior se a conta dos explosivos não pode ser paga por um chefe, logo aparece outro, foi assim desde que o mundo é mundo e não deixará de ser agora.
O Irã tem sim um papel regional muito forte e por sinal, em claro conflito com os interesses turcos na Ásia Central… opa… outro fator jogando contra as teorias wilsonianas do Pedro…
Mr X. #30 é por aí mesmo… negociar para evitar a guerra, mas ganha-se o que? O fim do NPT? Fosse vivo o Enéas morreria na hora tamanha a alegria.
na vida andamos sempre de costas… nunca sabemos o que irá ocorrer no próximo milésimo de segundo, mas sempre podemos olhar para trás a aprender…
40 Renato // 21/May/2008 às 11:04
Chest, só a França? Rumsfeld nunca visitou o Iraque e conversou com o Saddam lá pelos fins de anos 70 e início de 80 não?
O que estranhei foi você dizer que o caos atual é melhor que a ditadura no iraque e aqui vale o inverso.
Da minha parte acho as duas opções ruins. Terrorismo seja estatal ou privado é uma m*
Dom Casmurro, realmente os americanos usaram a bomba, em uma situação de guerra.
Mas sinceramente essa comparação não torna os soviéticos caras legais, mas nem de longe. A não ser que chamemos o que ocorreu com a primavera de praga como uma negociação baseada em lagartas de tanques.
41 Fred utópico - Jesus era comunista // 21/May/2008 às 11:18
Xisinho
hehehe voce é demais, cruz em credo.
For all
Bem, pensando e não se apaixonando:
Os USA aparece como grande potência após 1945. Ou seja, há apenas 63 anos. O que é 63 anos para um grande império?
Um império feito graças a tecnologia e principalmente a uma agressiva imposição de suas empresas no mundo.
Infelizmente um ramo de suas empresas é a de armamentos, talvez, depois do petróleo, a principal.
Porque os USA estão nos países árabes?
Porque, dizem que o petróleo vai acabar em 30 ANOS. Só por isso.
O imbróglio Irã, Iraque não é de hoje, não tem nada a ver com Hammas, Fattah ou mullah, aiatollah ou qualquer outro ah.
Vem desde o chá Rezza Pah Levi ou parecido, que me recuso a escrever certo, quando as empresas Americanas resolveram colocar as patas no petróleo Iraniano.
Vem desde a guerra do Iraque X Irã fomentada pelos USA para continuar tentando botar as patas (não é o grande satã?) no petróleo Árabe.
O petróleo é estratégico. sem ele a coisa vai feder, o mundo vai mudar.
Na realidade a presença dos USA é um plano estratégico para se apoderar do petróleo feito há muito tempo.
Pensado por um Unguer lá deles na época.
Mas parece que o objetivo vem sendo alcançado, com a tomada do Iraque. Já deve ter muito petróleo armazenado lá no sub-solo salino e nos velhos poços de petróleo esgotados do Texas.
A diplomacia, os USA transformou em:
Confundir os povos para que nossas empresas possam se beneficiar.
Assim a falsidade do motivo da invasão do Iraque.
Muito bem.
O que os USA não contavam é que cada vez as coisas ficam mais transparentes e como dizia a besta do Rumsfeld (aliás, sócio do Bush na Carlyle), tem coisas que não deveríamos saber, mas que todos sabem, o mundo está cada vez mais anti americano, graças a este “plano estratégico”.
E o povo Americano já está percebendo, ja esta entendendo que o mundo cada vez fica pior graças aos USA.
E Obama é a resposta do povo a este estado de coisas.
Mas a Carlyle e a Halliburton, os Césares deste império estão vivas.
Vamos ver no que dá.
42 Renato // 21/May/2008 às 11:19
Falando em negociação temos agora Israel e Síria falando em conversações de paz.
http://noticias.uol.com.br/ultnot/reuters/2008/05/21/ult27u66058.jhtm
43 Andre Fucs // 21/May/2008 às 11:25
Pedro,
Oferecido espaço na comunidade internacional? Tenha dó…
O país já influencia enorme no Líbano, o Iraque, o Azerbaijão, o Turkmenistão, Síria… Possui relações sólidas com a Turquia e demais vizinhos. Até pouco tempo atrás Alemanha e França era ótimos parceiros comerciais.
Explica qual seria o tal “espaço na comunidade internacional” tão interessante ao Irã por favor…
Quanto ao programa nuclear, você quando apresenta Rafsanjani e Khatami os pinta como moderados. O Rafsanjani super reformista e camarada do EUA esteve por um tempo na lista de fugitivos da Interpol devido aos atentados na Argentina, continua?
Por sinal… tadinhos dos iranianos ajudaram o Tio Sam no Afeganistão e ainda levaram um pau… Leitura de dar inveja à Poliana! Para um país que compra tecnologia nuclear clandestina fornecida pelo Paquistão, nada melhor do que fingir estar do lado do país com síndrome de xerife? Jogo o qual nós brasileiros também fazemos sem maiores problemas.
Se a guerra vai servir de algo? Porra… e como! Como vivo repetindo, a vida do NPT por si só já seria uma beleza. Outra seria restringir o poder iraniano, o qual já é de bom tamanho… imagina um país como pretensões imperiais tais como as do Irã, no lugar onde fica e pior, com uma bomba atômica!
Agora, repetindo a pergunta do Mr. X… negociar vai servir de que?
44 Fred utópico - Jesus era comunista // 21/May/2008 às 11:27
Viche
Pensando bem:
“A diplomacia, os USA transformou em:
Confundir os povos para que nossas empresas possam se beneficiar.
Assim a falsidade do motivo da invasão do Iraque.”
Rapaz, este negócio de pulmão do mundo, será?
45 Andre Fucs // 21/May/2008 às 11:29
athalyba,
Nem me fala… o estrategista que teve essa idéia genial deve ter feito a mesma escola do Pedro! :-)
Tks pela lembrança.
46 Dom Casmurro Patriarca // 21/May/2008 às 11:29
Renato,
longe de mim dizer que o Stalin foi um caro legal.
Estou apenas constatando que, até agora, os Estados Unidos foi o único país que teve a “coragem” de usar armas nucleares.
Aliás, li numa entrevista de cientista que participou do projeto da fabricação da primeira bomba atômica que, no primeiro teste, muitos estavam inseguros se “aquela coisa” não iria destruir o mundo todo, mas mesmo assim, eles “testaram”.
47 Dom Casmurro Patriarca // 21/May/2008 às 11:36
Fred,
agora eu fiquei cismado também.
Esse negócio de “pulmão do mundo” é meio aparentado de “levar democracia ao Iraque”.
48 Pedro Doria // 21/May/2008 às 11:36
André Fucs, eu não estou fingindo que o jogo é simples.
Você que está. Impante-se o caos no Irã. A vida do mundo fica melhor como? Eu só vejo mais uma penca de gente disposta a morrer pela jihad e espaço farto para warlords + campos de treinamento.
49 Chesterton // 21/May/2008 às 11:36
Parece-me que um ataque ao Iran (segundo minhas fontes - um almirante de porta aviões americano meu primo) é certo.
50 CDevani // 21/May/2008 às 11:37
Bush, o messiânico, despreparado e mentiroso, transformou seu maniqueísmo e seu autismo no maior problema mundial.
Sua visão em preto e branco alimenta os psicóticos alidados que tentam moldar o mundo ao sabor de suas latrinas mentais. Eles querem a guerra, a ruina, o muro.
São iguais aos mulás atômicos. São iguais aos Ladens, sócios, parceiros, cumplices da loucura.
Desconheço na história um período em que tantos incompetentes, cínicos, racistas e facistóides se juntaram na “guerra contra o terror”. Mas se tem um lado mais patético nisso tudo é ver os prosélitos repetindo as palavras do papai…
Espero que Obama traga um pouco de nuance e negociação. Parabéns PD pelo texto.
51 Fred utópico - Jesus era comunista // 21/May/2008 às 11:38
Andre Fucs
“Se a guerra vai servir de algo? Porra… e como! Como vivo repetindo, a vida do NPT por si só já seria uma beleza. Outra seria restringir o poder iraniano, o qual já é de bom tamanho… imagina um país como pretensões imperiais tais como as do Irã, no lugar onde fica e pior, com uma bomba atômica!
Agora, repetindo a pergunta do Mr. X… negociar vai servir de que?”
O que é NPT?
Companheiro satã perto de você é a tal da Poliana.
52 Chesterton // 21/May/2008 às 11:39
PD, o objetivo é transportar o caos de Israel para o Iran.
53 Monsores // 21/May/2008 às 11:41
Coitado do Satã. Nunca fez mal a ninguém e atribui a culpa por tudo. Sempre tocam no nome dele…
Eu não tenho nada a dizer. Vou ficar aqui acompanhando a discussão e se ninguém chegar a uma conclusão que me agrade, vou dizer que concordo com o Chesterton.
54 nada será como antes // 21/May/2008 às 11:41
A antiga URSS era um poço de problemas. Mas não espalhou 10% dos malefícios criados , no mundo inteiro, pelos USA.
Quais as catástrofes produzidas pela URSS ?
Qual o caráter de sua intervenção no Afeganistão, na década de 1970 ?
Não resta dúvidas de que a URSS constituia uma ditadura e mantinha outras.
Mas o maior criador e mantenedor de ditaduras, em toda a História e globalmente, são os USA.
Qualquer negociação, com o Irã e demais países/grupos étnico-religiosos da região, deve ter na pauta o fornecimento de petróleo que é, na realidade, o objetivo estratégico.
55 Darwinista // 21/May/2008 às 11:43
Vou ficar aqui acompanhando a discussão e se ninguém chegar a uma conclusão que me agrade, vou dizer que concordo com o Chesterton.
Monsores,
Tão cedo e já bebendo?
56 Fred utópico - Jesus era comunista // 21/May/2008 às 11:44
Dom
Tou inventando uma caipirinha de mangaba aqui.
Se Bush ou a Carlyle aparecer vou faturar horrores.
Chesterton
Para de chutar. Irmão almirante?
Tô mais preocupado ainda com os USA.
Agora, para dizer isto, não precisa chutar.
Basta fazer uma análise estatística e nem vem que eu já falei isso antes.
Beijos na careca
57 Monsores // 21/May/2008 às 11:45
Darwinista,
É que quero 1000 comentários nesse post.
58 Pax // 21/May/2008 às 11:53
Caro André Fucs,
Ok, você discorda. Sou todo ouvidos para tua proposta. Convença-me, então. Mas, como sou leigo, vai devagar pra eu entender bem e poder contar pra minha mãe na sequência. Se ela achar que tá boa a proposta, eu assino embaixo.
Já falei da proposta do Chesterton, velho e bom Chesterton, de invadir o Irã e a velha não acha bom. Muito explosiva pro gosto dela.
Abraços !
59 Pedro Doria // 21/May/2008 às 11:54
Chesterton, o problema é que o Irã em caos trará mais pressão contra Israel.
nada será como antes, só pra ficar nisso, o Afeganistão era razoavelmente estável antes da invasão soviética. Hoje é uma terra sem lei. Os caras puseram o país abaixo.
E as conseqüências da Guerra Fria estão por toda parte. Ditaduras na América Latina, na Ásia, golpes vários na África. Os EUA não fizeram nada disso sozinhos, eram dois jogando aquele xadrez.
60 Fred utópico - Jesus era comunista // 21/May/2008 às 11:57
Pax
Caipirinha de mangaba e cajá, vamo tomar com o Bush aqui?
Vamo convidar o André também, X, Chest.
Vai ser porreta.
De repénte agente invade a Argentina. Tem cada gostosona lá.
61 Chesterton // 21/May/2008 às 12:22
Nasca, a URSS trouxe 85% de todos os problemas do seculo 20.
62 Mr X // 21/May/2008 às 12:26
Eu só vejo mais uma penca de gente disposta a morrer pela jihad e espaço farto para warlords + campos de treinamento.
Acho que não. O Irã xiita é um bicho diferente dos sunitas. Quem financia o Hizballah, por exemplo, é o Irã. Acabe-se com o governo dos mulás, ferra com o Hizballah, Al-Sadr, etc.
Sem grana iraniana, vai ter menos gente disposta a morrer pela jihad. A grana saudita vai continuar, lamentavelmente.
O terrorismo não é “espontâneo” não, é promovido e financiado por Estados. Irã, Arábia Saudita, etc.
63 Chesterton // 21/May/2008 às 12:37
Assim como Arafat e a OLP foram invenção da KGB.
64 nada será como antes // 21/May/2008 às 12:51
Um eventual operação de guerra contra o Irã aseria, além de muito mais difícil do que a praticada no Iraque, o estopim do verdadeiro caos.
A ditadura de Saddam estava fragilizada econômica e politicamente.
O Irã está organizado militar e politicamente. As dissensões internas são dissimuladas e, certamente, frágeis e desorganizadas. Não é exagero afirmar que o regime clerical se encontra no apogeu. A qualidade de vida, atualmente, é muito superior do que no período da monarquia.
Os iranianos têm consciência do significado das tropas invasoras, conforme mostra a experiência no país vizinho.
65 Chesterton // 21/May/2008 às 13:00
Ninguem vai invadir o Iran, o Iran vai ser bombardeado, suas usinas nucleares serão destruidas.
66 nada será como antes // 21/May/2008 às 13:11
Pedro Doria,
Meu comentário # 64 ficou 40 minutos à espera e o site paralisado, ao menos para mim. Por isso, só agora replico o seu # 59.
A URSS , ao intervir no Afeganistão, na década de 1970, em razão da instabilidade. Se assim não fosse, não haveria motivo nem espaço para tanto. Aliás, estabilidade, a rigor, nunca houve naquele “país”, tradicionalmente dividido por clãs.
Quanto à suposta divisão do mundo derivada da chamada guerra fria, é preciso discernir as coisas.
Para começar, o próprio conceito da disputa “ocidente”/URSS é calcado não em ideais autênticos , mas fruto da propaganda anti-soviética e imposição dos USA. Nunca houve interesse soviético em estimular o estado de beligerância e provocação. Aliás, a maior crítica ao stalinismo, especialmente a do trotsquismo, sempre foi a de que o grande Koba era dócil aos interesses imperialistas.
Só para constar, nunca houve, de parte da URSS, campanha anti-imperialista. Ao contrário, desde o final da 2ª Guerra, a campanha anti-soviética deu a tonalidade das inúmeras ditaduras forjadas em quase todos os continentes (a única exceção foi a Oceania).
Seria cretinice soviética fomentar animosidade que interessava ao oponente. O final da guerra fria e a própria extinção da URSS, sem guerra ou ataque, corrobora a questão.
67 nada será como antes // 21/May/2008 às 13:17
Pedro Doria,
Às 13:11 h escrevi extensa réplica ao seu comentário # 59, enviei, mas foi “perdido”.
Está difícil comentar.
68 Fred utópico - Jesus era comunista // 21/May/2008 às 13:20
chest
A vai, possivelmente.
Não custa nada.
Só umas toneladas de combustível. O resto ja ta pago.
E se não usar o prazo de validade expira.
Além do mais, sabe-se lá?
Pode ser que desestabilize o governo.
Agora, que vai feder vai.
69 Pedro Doria // 21/May/2008 às 13:25
nada será como antes, já está liberado.
Agora, vem cá… a URSS não invadiu o Afeganistão porque estava ‘instável’, não é mesmo?
Você jura que acredita nisso?
Foi uma operação de conquista que se aproveitava de um golpe recente.
Sim, havia o golpe recente e a derrubada do rei, um parlamento em polvorosa. Mas Kabul tinha uma grande universidade, a *maior* biblioteca pública da Ásia Central, as mulheres andavam de mini-saia no centro da cidade, estudantes europeus de mochila caminhavam de um canto para o outro, havia imprensa livre, multinacionais com escritórios, tráfico de drogas – não de heroína, a especialidade era haxixe – uma republiqueta por certo… mas, cara, a diferença é estrondosa. Ao deixar o Afeganistão, a URSS o havia deixado na Idade da Pedra. A história do Afeganistão é certamente a mais trágica de toda Guerra Fria.
Havia burkas na zona rural, principalmente na fronteira com o Paquistão. Mas o país não era isto no qual foi transformado.
70 Chesterton // 21/May/2008 às 13:25
Mas Nasco ou se faz de sonso ou é completamente…….. bem, comunista não tem interesse em falar, saber, dizer a verdade.
Outr:
O projeto da usina de Belo Monte e os impactos que a instalação da hidrelétrica poderão causar estão sendo discutidos num encontro em Altamira, sudoeste do Pará. Participam moradores da região, ONGs e índios de 24 etnias. O engenheiro da Eletrobrás Paulo Fernando Rezende foi convidado para apresentar os estudos sobre a usina. Quando terminou de falar, os índios atacaram o engenheiro.
71 nada será como antes // 21/May/2008 às 13:37
Tentativa de reescrita.
Pedro Doria,
Quando a URSS interveio no Afeganistão, no final da década de 1970, o fez justamente em decorrência da instabilidade política e, principalmente, para garantir o poder em mãos laicas. Aliás, aquele país nunca teve, a rigor, estabilidade, dada sua tradicional divisão em clãs.
Quanto à chamada guerra fria, foi criação e invenção dos USA, acompanhada e apoiada pelas elites dominantes nos países satélites (dos USA).
Jamais houve, de parte da URSS, qualquer tentativa de acirrar disputas. A maior crítica ao regime soviético sempre foi a dos trotskistas, que viam no modelo soviético a tentativa permanente de composição com o capitalismo imperialista.
A própria forma de extinção da URSS, sem violências marcantes, sem guerra, sem bombas, mostra que a propalada belicosidade soviética era arma de propaganda.
Seria suicídio ou cretinice , de parte da URSS, alimentar o clima de disputa permanente, pois a guerra fria foi o subterfúgio utilizado justamente para endurecer o poder das elites capitalistas em todos os continentes, com exceção da Oceania.
Supor que a URSS compartilhava da guerra fria implica em apontar os benefícios que ela teria colhido. Mencionar Cuba, Vietnã (influência chinesa) ou Angola, por exemplo, implica em analisar o histórico desses países e verificar se seus processos políticos decorreram da chamada guerra fria e seu jogo ou se, de fato, constituiram auto-induções. Fico com a segunda opção.
72 Daniel Soares // 21/May/2008 às 13:39
Os índios estão errados. Deveriam sentar pra negociar com a Eletrobras e, aproveitando-se da simpatia que em geral possuem na mídia e no sociedade em geral, conseguir a maior quantidade possível de benefícios da estatal e conviver em paz. Ao invés disso, preferiram tentar bloquear a usina dando porrada no cara que representava a empresa (e por isso deveriam responder por agressão). Atraem antipatia e diminuem sua margem de manobra em futuras negociações. Fizeram o que os “comentaristas falcões” aqui do blog defendem que os EUA façam com o Irã. Só que dispõem apenas de bordunas e facões.
73 Chesterton // 21/May/2008 às 13:42
no caso, os indios sáo o Iran.
74 nada será como antes // 21/May/2008 às 13:44
Pedro Doria,
No meio-tempo, escrevi outro comentário, em substituição àquele que você liberou e…sumiu também.
Para esclarecer : não quis dizer que a URSS praticou a intervenção no Afeganistão em decorrência da instabilidade mas, sim, que a instabilidade propiciou a brecha para a intervenção.
De qualquer modo, diferente do que você afirmou no # 59, havia instabilidade política naquele país e foi o que afirmei.
75 Daniel Soares // 21/May/2008 às 13:47
E a cada vez que a PM retira-los do caminho da construção de uma usina e/ou uma estrada à porrada, vai ter mais índio querendo dar porrada em engenheiro da eletrobrás.
76 nada será como antes // 21/May/2008 às 13:48
Chesterton (70),
Já afirmei aqui, várias vezes, que o temo “comunista” não se aplica à minha posição.
Sua insistência, além de intempestiva, demonstra desconhecimento e desatenção.
77 Monsores // 21/May/2008 às 14:18
Nessas horas sinto falta do bitt. Aquele sim fala com propriedade sobre a URSS. E cade o Elias?
Aliás, falar mal da URSS aqui no blog é o mesmo que molestar a filha de alguns comentaristas. A coisa fica feia.
78 Mr X // 21/May/2008 às 14:21
O Nasca não atribui “crimes” à URSS pois, do ponto de vista dele, não são crimes. Tudo o que avança a Revolução é pelo bem da humanidade.
Comunista adora desconversa. Ah é, o Nada não é comunista, não é marxista, não é leninista, não é socialista, não é petista… É o quê? Mas também se fingir de outra coisa faz parte da estratégia.
Aliás, o Olavo de Carvalho ontem mesmo definiu o Nada Será Como Antes:
Todo comunista, sem exceção, é cúmplice de genocídio, é um criminoso, um celerado, tanto mais desprovido de consciência moral quanto mais imbuído da ilusão satânica da sua própria santidade.
São todos, junto com os nazistas e os terroristas islâmicos, a escória da espécie humana.
Eles têm, no seu próprio entender, o monopólio do direito de matar. Quando espalham bombas em lugares onde elas inevitavelmente atingirão pessoas inocentes, acham que cumprem um dever sagrado. Quando você atira no comunista armado antes que ele o mate, você é um monstro fascista.
Por isso é que acham muito natural receber indenizações em vez de pagá-las às vítimas de seus crimes.
Um comunista honesto, um comunista honrado, um comunista bom, um comunista que por princípio diga a verdade contra o Partido, um comunista que sobreponha aos interesses da sua maldita revolução o direito de seus adversários à vida e à liberdade, um comunista sem ódio insano no coração e ambições megalômanas na cabeça, é uma roda triangular, um elefante com asas, uma pedra que fala, um leão que pia em vez de rugir e só come alface. Não existiu jamais, não existe hoje, não existirá nunca.
Caramba, ele pegou pesado. :-( Pobre Nada.
79 Fred utópico - Jesus era comunista // 21/May/2008 às 14:22
PD
Não existia por parte da Rússia uns interessesinhos comerciais?
Se não me engano um óleoduto?
Que acho que os USA estão construindo agora?
80 Monsores // 21/May/2008 às 14:25
Mr. X, pelo pouco que conheço o Nada, ele não é assim.
Foque-se no tema. Mania besta de querer ofender as pessoas. Pior ainda usando texto de outrém. Coisa infantil, incompativel com a sua capacidade intelectual e literária.
Tudo bem que eu concordo com o Olavo de Carvalho quanto aos comunistas. Mas não concordo que o Nada seja assim.
Volto em outro post.
81 Fred utópico - Jesus era comunista // 21/May/2008 às 14:26
Xisinho
Quem é esse Olavo Carvalho que ta babando na gravata, tadinho.
É irmão do Chest é?
82 Fred utópico - Jesus era comunista // 21/May/2008 às 14:27
Monsores
Ando te estranhando.
Acho que voce ta meio brocha.
83 Cunhambebe, direto do Arpex // 21/May/2008 às 14:27
Pedro Dória, entrei no Weblog e o meu computador explodiu. Assim não dá…
Falando em Ahmadinejad, que é cupincha do Huguito Chávez (o mickey mouse bolivariano), essas transações entre Irã e Venezuela podem inverter a ordem das atenções americanas. Republicanos se preocuparão em meter o bedelho na América do Sul enquanto democratas tratarão de sentar à mesa com os aiatolás. Já está acontecendo. Uma quebra de tradição que é muito conveniente para o eventual presidente McCain.
Não é só com os investimentos iranianos na América do Sul que os senadores estão preocupados, ou da Síria, que já tem até uma frente parlamentar pela aproximação aqui na terra.
Acusar Bolivia e Venezuela de serem parte do eixo do mal somente pelo relacionamento com Ahmadinejad parece irreal, mas para isso basta apertar na tecla FARC. A Interpol já concluiu: os dados no computador de Reyes são legitimos. Na cabeça de um republicano, juntando um homem que financia um grupo terrorista na América do Sul e apoia Ahmadin no oriente médio, é forte candidato a inimigo numero 1 dos euanos.
A grande pergunta é quanto tempo vai levar até que os republicanos queiram fazer algo sobre a presença de Ahmadin na Bolivarlândia, que vai abrir um canal de TV na Bolívia (é!) e se aproxima do petróleo do Huguito.
Eu que conheço o Hugito muito bem, desde os tempos em que trabalhava como Mickey na Flórida, tenho certeza de que, se depender da esperteza de Chávez, a cobra vai fumar.
84 Fred utópico - Jesus era comunista // 21/May/2008 às 14:29
Monsores
Mentalmente, mano.
85 Guilherme // 21/May/2008 às 14:36
Fred-Jesus,
Seu comentário 41 me lembrou Krushev dizendo: A maior bomba que temos dentro dos EUA é sua opinião pública. Ele também previu que em pouquíssimo tempo os EUA seriam o país mais odiado do mundo.
86 Fred utópico - Jesus era comunista // 21/May/2008 às 14:44
Guilherme
Krushev estava certíssimo como vemos.
Aliás tudo que a indústria de petróleoe de armas faz, é tentar ficar fora da visão da opinião pública Americana.
Mas fazendo tanta merda assim, não tem jeito.
Daí o OBAMA. O Anti-Bush.
God bless America.
87 Guilherme // 21/May/2008 às 14:45
PD (#69),
É certo que a invasão da URSS ao Afeganistão não melhorou em nada aquele país. Só piorou. Mas ela já era um país semi-feudal, e com 90% de analfabetismo.
E não foram os russo, mas os americanos que cacifaram o Talibã e Osama.
88 Guilherme // 21/May/2008 às 14:46
ela=ele ; russo=russos
89 Guilherme // 21/May/2008 às 14:52
Esse Olavo de carvalho é um dos maiores imbecis da imprensa brasileira. Muito apreciado pelos direitopatas retardados, mistura comunista com dentista, nazista, frentista e põe no mesmo saco de gatos tudo que é “ista”. Um boçal.
90 Monsores // 21/May/2008 às 14:58
Fred, meu amigo.
Engano seu. Ainda não cheguei na sua idade.
91 Renato // 21/May/2008 às 15:02
Guilherme, já dizia o Moore como a América adora criar e alimentar seus monstros, vide Talibã e Osama, só estranha na hora em que mordem a mão que os alimenta. É no que dá alimentar monstros.
Fizeram o mesmo com a Escola das Américas e deu certo, acharam que dava para manter o sistema no resto do mundo.
92 Fred utópico - Jesus era comunista // 21/May/2008 às 15:05
monsores
viche.
Voce ta falando da de cima ou da de baixo?
Ou as duas?
hehehehe
93 Pedro Doria // 21/May/2008 às 15:10
Guilherme, veja que me referi especificamente a Kabul.
Mas vc tem razão: quem cacifou o Talibã e bin Laden, na época em que eram chamados apenas de mujahedins, foram os EUA do governo Reagan. Aliás… justamente os mesmos cérebros que estão no governo Bush.
94 Monsores // 21/May/2008 às 15:10
Fred,
A de cima, amigo. Aquela lá embaixo não sei e não quero saber :P
95 Fred utópico - Jesus era comunista // 21/May/2008 às 15:11
Monsores
Falo disso aqui ó:
“Volto em outro post.”
Não tenho visto seus brilhantes comentários.
96 nada será como antes // 21/May/2008 às 15:12
Mr X (77),
Infelizmente, o blog está lento, de modo que é difícil enviar respostas rapidamente.
É lamentável que o senhor, apesar das informações que passei há tempos, continue a lançar impropérios no lugar de comentários que acrescentem subsídios à discussão.
É mais lamentável, ainda, assistir alguém se apoiar em escritos de um infeliz que se apresenta como filósofo e que, na realidade, só consegue produzir xingamentos e certidões de sua própria ignorância.
Filosofia é algo muito maior e sofisticado do que as bravatas rasteiras constantemente lançadas pot aquele infeliz reacionário.
Comunista, só para lembrar, é apenas uma das vertentes políticas marxistas.
Sou marxista, ateu, leninista não-praticante, estudioso do materialismo histórico e premanentemente atento à dialética materialista.
Desafio o senhor para que apresente uma única demonstração de minha parte, nos muitos comentários que faço aqui neste blog, que autorize os termos grotescos de seu filósofo. Seus (Mr X) comentários, por outro lado, não raro lançam agressões e xingamentos, muitas vezes a mim dirigidos e nunca revidados com equivalente grosseria.
Prezo a educação, o diálogo, o crescimento intelectual e a sobriedade. Tenho vivência e discernimento para evitar mal-entendidos e disputas inúteis.
O senhor e seu “filósofo” vêem, na luta política, apenas crimes dos adversários e, ao mesmo tempo, enxergam apenas bondade e mensagem democrática nos atos bárbaros perpetrados pelo império que defendem.
Conheço, com sobras, incrível arsenal de xingamentos e obscenidades que poderia endereçar ao senhor e seu ídolo. Mas, como não tolero agressões e violência, prefiro deixá-los a sós nessa prática e desejar que a vida se encarregue dos ensinamentos convenientes.
A internet pode ser um importante instrumento de crescimento pessoal e de acesso ao conhecimento. Marx, o marxismo e suas correntes políticas estão disponíveis para consulta. Mas, parece, o senhor e seu ídolo não sabem disso.
Saudações dialéticas.
97 Monsores // 21/May/2008 às 15:13
Seria bem mais fácil compreender o Oriente Médio se o povo lá tivesse nomes ocidentais. Tipo, Osama Bin Laden se chamasse John Brown.
Mahmoud Ahmadinejad poderia se chamar Max Amber. E por assim em diante.
98 Mr X // 21/May/2008 às 15:13
Tá bom Mosores, tem razão.:-(
Mas não fui eu quem disse, só copiei e colei lá do Olavo… :-/
99 Fred utópico - Jesus era comunista // 21/May/2008 às 15:14
Monsores
Tô dando vexame é Monsores?
Velhinho caquético?
Sorry.
100 Monsores // 21/May/2008 às 15:14
Fred,
É que isso aqui vira roda-viva. Pra vários assuntos diferentes, se discute da mesma forma. Cansa.
Mas obrigado pelos “brilhantes comentários”.
101 Monsores // 21/May/2008 às 15:15
Fred,
To brincando, meu caro. Você não dá vexame. Beijo na careca.
102 Mr X // 21/May/2008 às 15:19
Poxa, as pessoas se ofendem facilmente hoje em dia, que coisa. :-(
Que que tem chamar alguém de genocida, celerado, escória? Apenas uma brincadeira entre amigos…
Mas tudo bem, vou embora então.
103 Fred utópico - Jesus era comunista // 21/May/2008 às 15:27
Monsores
Como sempre voce tem razão.
Mas devemos continuar com o mesmo elan.
Xisinho é assim mesmo. Sabe-se lá, se um dia os fios ligam?
nasca
Liga não companheiro. Um dia os fios ligam. Continuemos a nossa luta inglória.
Agora me explica que negócio é este de marxista, leninista?
Isso não é muito complicado não?
104 RW in Miami // 21/May/2008 às 15:29
Ei, isso e’ meio off-topic mas como tem a ver com o Ira e com seitas muculmanas (que foi topico de outro post)…
As autoridades iranianas prenderam 7 lideres da seita Baha’i, alegando ligacoes com “agentes sionistas”… E o interessante e’ que quem esta fazendo um escarceu e divulgando isso e’ a Anti-Defamation League, um grupo judaico americano..
Leiam mais em http://www.haaretz.com/hasen/spages/985731.html
105 nada será como antes // 21/May/2008 às 15:35
Fred,
Não dá para explicar, aqui, o que vem a ser marxismo-leninismo. Para resumir, o leninismo é a mais utilizada vertente política do marxismo.
Lenin, a partir do materialismo histórico/dialético, estabeleceu a linha revolucionária de atuação política, com vistas à tomada do aparato de Estado e implantação do modo de produção socialista.
106 Fred utópico - Jesus era comunista // 21/May/2008 às 15:43
nasca
Beleza, devagarzinho vou aprendendo mais sobre essa besteira de tomada de aparato e implantação do modo de produção socialista.
Vamos bater um papo uma hora desta.
Lá no open, quando quiser.
Minhas teorias, voce ja conhece?
107 Fred utópico - Jesus era comunista // 21/May/2008 às 15:59
nasca
“vou aprendendo mais sobre essa besteira”
Brincadeirinha, fica zangado não.
108 Chesterton // 21/May/2008 às 16:26
PD 93, os financiamentos americanos ao safegáos conbtribuiu significativamenbte para a drrubado do muro de Berlim….palmas que eles merecem.
109 Chesterton // 21/May/2008 às 16:28
“Sou marxista, ateu, leninista não-praticante, estudioso do materialismo histórico e premanentemente atento à dialética materialista.”
Nasca, em suma, é um grandecíssimo revolucionario. Comunista sim senhor.
110 Chesterton // 21/May/2008 às 16:32
“Filosofia é algo muito maior e sofisticado”
chest- não , Nasca, sofisticação é coisa de intelectual. Filosofoia é algo limpo e transparente. se não for compreensível, é picaretagem.
111 nada será como antes // 21/May/2008 às 16:32
Fred,
Eu sei que é brincadeira.
¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨
Chesterton,
Involuntariamente, o senhor me fez um elogio.
Quanto a ser comunista, o senhor está equivocado.
112 Chesterton // 21/May/2008 às 16:36
Lenin, a partir do materialismo histórico/dialético, estabeleceu a linha revolucionária de atuação política, com vistas à tomada do aparato de Estado e implantação do modo de produção socialista.
chest- mas parece um papagaio. Isso não tem sentido além de ser implantação de uma ditadura as custas de morte de muita gente e eliminação dos adversarios.
Nasca, vai aprender algo de útil e produtivo, pois a revolução não vem e você não pode desperdiçar sua vida na esperança de “nada-será-como-antes”.
113 nada será como antes // 21/May/2008 às 16:41
Chesterton (112),
O senhor repete, minuciosamente, cada uma de minhas frases e me chama de papagaio ?
Que eu saiba , papagaio é aquela ave que repete, por imitação, as palavras humanas.
Reflita, por favor, antes de lançar comentários.
114 Chesterton // 21/May/2008 às 16:46
isso se chama cotejar, animal.
115 Chesterton // 21/May/2008 às 16:47
Nasca, o revolucionario do seculo 21 kakakakaka
116 Pedro Doria // 21/May/2008 às 16:47
Chesterton, você me desculpe mas o dinheiro da CIA no Afeganistão não derrubou o Muro de Berlim, não; derrubou foram as torres gêmeas.
117 nada será como antes // 21/May/2008 às 16:51
Chesterton,
Como o senhor reconhece, sou do século XXI.
O senhor, pela postura e serenidade, deve ser contemporâneo de Torquemada.
Mas não se aflija, porque até o câncer evolui.
118 Fred utópico - Jesus era comunista // 21/May/2008 às 16:57
Cabra bão este PD.
E não tô puxando o saco não.
119 Chesterton // 21/May/2008 às 16:57
arrasou com o moral do exercito russo, que depois nunca mais foi o mesmo. As torres gemeas cairam com dinheiro saudita.
120 Chesterton // 21/May/2008 às 16:59
Nasca 117, vocë é leninista e se acha evoluído? Mas perdeu a noção da realidade?
121 Chesterton // 21/May/2008 às 17:02
Aí, PD, com saudades dos soviéticos?
122 Chesterton // 21/May/2008 às 17:06
a bolsa caiu um pouco e entrei de cabeça (tá certo que ganhei uma graninha até agora, e dá para ser mais ousado) Torçam por mim, comunistas!
123 Fred utópico - Jesus era comunista // 21/May/2008 às 17:09
PD
Afeganistão, Talibã e o Time do Petróleo de Bush
de Wayne Madsen
Democrats.com, Janeiro de 2002
Segundo fontes governamentais afegãs, iranianas e turcas, Hamid Karzai, o Primeiro Ministro interino do Afeganistão, fui um conselheiro top de El Segundo, a Corporaçao baseada na Califórnia, a UNOCAL que estava negociando com o Talibã a construção de um oleoduto na Ásia Central (CentGas) do Turquemanistão atravessando o Afeganistão ocidental até o Paquistão.
Karzai, o líder da tribo afegã do sul “Pashtun Durrani”, era um membro dos mujaheddin que lutaram contra os soviéticos na década de 1980. Ele era um contacto top da CIA e tinha estreitas relações com o diretor da CIA William Casey, Vice Presidente George Bush, e seus interlocutores do Serviço de Inteligência Paquistanês (ISI). Mais tarde, Karzai e alguns irmãos seus se mudaram para os EUA sob os auspícios da CIA. Karzai continuou a servir aos interesses da agência, bem como aqueles da família Bush e seus amigos do petróleo, na negociação do acordo do CentGas, segundo fontes do Oriente Médio e do Sul da Ásia.
Quando alguém espreita além de toda retórica da Casa Branca e do Pentágono a respeito do Talibã, emerge um claro padrão mostrando a construção do oleoduto trans- afegão como a principal prioridade do governo Bush desde o início. Embora a UNOCAL afirme que ela abandonou o projeto do oleoduto em dezembro de 1998, a série de encontros realizados entre agentes americanos, paquistaneses e o Talibã depois de 1998, indica que o projeto nunca saiu da mesa.
Muito ao contrário, os recentes encontros entre o embaixador americano para o Paquistão, Wendy Chamberlain e o ministro do petróleo do país, Usman Aminuddin, indicam que o projeto do oleoduto é o projeto internacional número 1 da adminstração Bush. Chamberlain, que mantém estreitos laços com o embaixador saudita para o Paquistão [por sua vez o principal conduto de dinheiro para o Talibã), tem empurrado o Paquistão para começar a trabalhar em seus termos de petróleo do mar da Arábia para o oleoduto.
Enquanto isto, o Presidente Bush diz às tropas americanas que elas farão uma longa parada no Afeganistão. Longe de estarem empenhados no processo de paz afegão - os europeus estão fazendo muito disto - nosssas tropas efetivamente guardarão o pessoal da construção do oleoduto, que logo que possível, inundará o país.
Os laços de Karzai com a UNOCAL e o governo Bush são a principal razão porque a CIA o empurrou para o líder rival afegão Abdul Haq, o ex líder assassinado mujaheddin de Jalalabad, e uma liderança da Aliança do Norte, visto por Langley [CIA] como sendo próximo demais dos russos e iranianos. Haq não tinha ligações aparentes com a indústria de petróleo americana e, como um Pushtun e um afegão do norte, incluindo a Aliança do Norte. Estas credenciais selaram seu destino.
Quando Haq entrou no Afeganistão via Paquistão em outubro passado, sua posição foi imediatamente conhecida pelas forças talibãs, que subsequentemente o localizaram em seu pequeno grupo, capturaram e executaram todos. O ex conselheiro de Segurança Nacional de Reagan, Robert McFarlane, que trabalhou com Haq, em vão tentou que a CIA ajudasse a resgatar Haq. A agência afirmou que enviou um “drone” remotamente pilotado e armado para atacar o Talibã mas suas ações foram muito pequenas e muito tardias. Alguns observadores no Paquistão afirmam que a CIA informou a ISI sobre a jornada de Haq e os paquistaneses informaram o Talibã. McFarlane, que tem uma firma de consultoria de petróleo em K Street, não comentou as questões posteriores relacionadas a morte de Haq.
Conquanto Haq não fisesse parte do Grande Plano de Petróleo de Bush para o sul da Ásia, Karzai era um participante chave no time do petróleo de Bush. Durante a década de 1990, Karzai trabalhou com um afegão americano, Zalmay Khalilzad, no projeto do CentGas. Khalilzad é assistente especial de segurança nacional do Presidente Bush e recentemente foi indicado enviado especial para o Afeganistão. Interessantemente, em uma divulgação à imprensa da Casa Branca indicando Khalilzad como enviado especial, não foi feito menção ao seu trabalho passado para a UNOCAL. Khalilzad tem trabalhado em assuntos afegãos sob a Conselheira de Segurança Nacional Condoleezza Rice, um ex membro da diretoria da Chevron, ela própria não sendo uma espectadora inocente no futuro acordo do CentGas. Rice deixou uma impressão em seus velhos colegas da Chevron. A companhia nomeou um de seus superpetroleiros como SS Condoleezza Rice.
Khalilzad, um Pashtun e filho de um ex agente do governo do Rei Mohammed Zahir Shah, era, além de ser um consultor para a Corporação RAND, uma ligação especial entre a UNOCAL e o governo Talibã. Khalilzad também trabalhou em várias análises de risco para o projeto.
Os esforços de Khalilzad complementarem aqueles da Corporação Enron, um maior contribuidor político da campanha de Bush. Enron, que recentemente pediu falência em um único maior colapso corporativo na história da nação, realizou o estudo da possibilidade para o acordos do CentGas. O Vice Presidente Cheney manteve vários encontros secretos com principais agentes da Enron, inclusive seu presidente Kenneth Lay, mais cedo em 2001. Estes encontros era presumidamente parte das sessões não públicas da força tarefa de energia de Cheney. Vários acionistas da Enron, incluindo o Secretário de Defesa Donald Rumsfeld e o Representante de Comércio Robert Zoellick, se tornaram agentes no governo Bush. Além disso, Thomas White, um ex Vice Presidente da Enron e um multimilionário de ações da Enron, atualmente serve como Secretário do Exército.
Um principal benfeitor do acordo do CentGas teria sido Halliburton, a firma construtora do enorme oleoduto, que também tinha olho nas reservas de petróleo da Ásia Central. Naquele tempo, a Halliburton era encabeçada por Dick Cheney. Depois da seleção de Cheney como candidato vice presidencial de Bush, a Halliburton também colocou uma quantidade enorme de dinheiro nos cofres da campanha. E como a vaca do dinheiro do petróleo Enron, houve rumores em dezembro passado na Wall Street que a Halliburton, que sofreu uma queda de 40% no valor das ações, podia seguir a Enron na côrte de falências.
Auxiliando nas negociações do CentGas com o Talibã estava Laili Helms, a esposa de um sobrinho do ex diretor da CIA Richard Helms. Laili Helms, também parente do Rei Zahir Shah, era uma enviada não oficial ao Talibã e arranjou várias visitas do Talibã aos EUA. A base de operações de Laili Helms era a csa dela em Jersey City no Rio Hudson. Ironicamente, a maior parte de seu trabalho em benefício do Talibã era praticamente realizado nas sombras do World Trade Center, apenas atravessando o rio.
O trabalho de ligação de Laili Helms para o Talibã foi pago pelo Grande Petróleo. Em dezembro de 1997, o Talibã visitou as operações de refinaria da UNOCAL em Houston. Interesantemente, o líder chefe do Talibã em Kandahar, Mullah Mohammed Omar, que agora figura na lista dos mais procurados da América, estava firmemente no campo da UNOCAL. Seu líder rival Talibã em Kabul, Mullah Mohammed Rabbani (não confundir com o líder da Aliança do Norte Burhanuddin Rabbani), favoreceu Bridas, uma companhia de petróleo argentina, para o projeto do oleoduto. Mas Mullah Omar sabia que a UNOCAL tinha colocado enormes somas de dinheiro na hierarquia do Talibã em Kandahar e seus expatriados apoiadores afegãos nos EUA. Alguns destes apoiadores eram também íntimos da campanha e do governo de Bush. E Kandahar era a cidade perto de onde deveria passar o oleoduto, um acordo lucrativo para aquele posto avançado, de outra forma deserto.
Enquanto o Departamento de Estado de Clinton omitiu o Afeganistão de sua lista de principais prioridades externas, o governo Bush, em dívida com os interesses do petróleo que haviam empregado milhões de dólares em sua campanha de 2000, restaurou o Afeganistão para o topo da lista, mas por todas as razões erradas. Depois que Bush ascendeu à presidência, vários enviados talibãs foram recebidos pelo Departamento de Estado, CIA e Conselho de Segurança Nacional. A CIA, que aparece mais do que sempre, seria uma família virtual estendida dos interesses do petróleo de Bush, facilitados pela renovada aproximação com o Talibã. O agente da CIA que ajudou a estabelecer o mujaheddin afegão, Milt Bearden, continuou a defender os interesses do Talibã. Ele lamentou o fato de que os EUA nunca ralmente se preocuparam em entender o Talibã quando em outubro passado ele disse ao Washington Post , “Nunca ouvimos o que eles estavam tentando dizer… Não tinhamos uma linguagem comum. A nossa era, “desistam de bin Laden.’ Eles estavam dizendo, `Faça alguma coisa para nos ajudar a desistir dele”.
Houve até mesmo relatos de que a CIA se encontrou com seu velho agente operacional mujaheddin bin Laden meses antes dos ataques de 11 de setembro. O jornal francês Le Figaro citou um especialista árabe chamado Antoine Sfeir que postulou que a CIA se encontrou com bin Laden em julho, em uma tentativa fracassada de traze-lo de volta ás suas fileiras. Sfeir disse que a CIA manteve ligações com bin Laden antes que os EUA atacassem seus campos de treinamento terrorista no Afeganistão em 1998 e, mais surpreendentemente, continuou depois dos ataques. Sfeir disse ao jornal, “Até o último minuto, os agentes da CIA esperavam que bin Laden retornasse ao comando americano, como foi o caso antes de 1998.” Bin Laden realmente rompeu oficialmente com os EUA em 1991, quando as tropas americanas começaram a chegar na Arábia Saudita durante a Operação Tempestade no Deserto. Bin Laden sentiu que isto era uma violação da responsabilidade do regime saudita de proteger os sagrados templos islâmicos de Meca e Medina dos infiéis. A retórica anti americana e anti Casa saudita de Bin Laden logo alcançou uma altura
de febre.
O governo Clinton fez várias tentativas para matar Bin Laden. Em agosto de 1998, agentes operacionais da Al Qaeda explodiram várias embaixadas americanas na África. Em resposta, Bill Clinton ordenou que misseis cruise fossem lançados de navios aericanos no Golfo Pérsico ao Afeganistão, que perderam Bin Laden por umas poucas horas. O governo Clinton também traçou um plano com o ISI paquistanês para enviar uma equipe de assassinos ao Afeganistão para matar Bin Laden. Mas o governo paquistanês foi derrubado pelo General Musharraf, que era visto como próximo ao Talibã. A CIA cancelou seus planos, temendo que a ISI de Musharraf avisasse o Talibã e a Bin Laden. As ligações da CIA com a ISI nos meses antes de 11 de setembro também são dignas de uma investigação completa. A CIA continua a manter uma aliança doentia com a ISI, a organização que tem cuidado de bin Laden e do Talibã. Em setembro passado, o chefe do ISI, o General Mahmud Ahmed, foi exonerado pelo Presidente paquistanês Pervez Musharraf por suas inclinações pró Talibã e relatadamente antes que o governo americano presentasse a Musharraf perturbadores dados de inteligência ligando o general aos terroristas sequestradores.
General Ahmed estava em Washington, DC na manhã de 11 de setembro em um encontro com a CIA e o Departamento de Estado quando os aviões sequestrados bateram no WTC e no Pentágono. Mais tarde, o porta voz da Aliança do Norte em Washington, Haron Amin, e a Inteligência Hindu, em um aparente vazamento ao The Times of India, confirmaram que o General Ahmed ordenou a um cidadão britânico nascido paquistanês e conhecido terrorista chamado Ahmed Umar Sheik enviasse por cabo 100 mil dólares do Paquistão a uma conta bancária nos EUA de Mohammed Atta, o líder dos sequestradores.
Quando o FBI rastreou as chamadas feitas entre o General Ahmed e o telefone celular de Sheik - o número tendo sido fornecido pela inteligência hindu ao FBI - um padrão ligando o general a Shiek claramente emergiu. Segundo o The Times of India, a revelação que o General Ahmed estava envolvido na transferência de dinheiro Sheik-Atta foi mais do que bastante para o governo nervoso e embaraçado de Bush. Ele pressionou Musharraf para se livrar dele. Musharraf fez o frágil anúncio da dispesa do General ao declarar que Ahmed “requisitou” aposentadoria precoce.
Sheik era bem conhecido da polícia hindu. Ele foi preso em Nova Deli em 1994 por tramar o sequestro de quatro estrangeiros, entre eles um americano. Sheik foi libertado pelos hindus em 1999 em uma troca pelos passageiros a bordo do vôo 814 da Indian Airlines em Nova Deli; os passageiros foram sequestrados por militantes islâmicos de Kathmandu, Nepal para Kandahar, Afeganistão. A Índia continua a acreditar que o ISI participou de parte do sequestro desde que os sequestradores eram afiliados com o grupo terrorista da Cachemira pró bin Laden, Harkat-ul-Mujaheddin, um grupo apenas recentemente e muito atrasadamente colocado na lista de terroristas do Departamento de Estado. O ISI e a AL QAEDA de bin Laden relatadamente auxiliam o grupo em suas operações contra alvos do governo hindu na Cachemira.
O FBI, que ajudou a sua contraparte hindu na investigação do seguestro da Indian Airlines, diz que quer informação que leve a prisão daqueles envolvidos nos ataques terroristas. Ainda que não tenha sido feito nenhum movimento para questionar o General Ahmed ou estes agentes do governo americano, que se encontraram com ele em setembro. Claramente, o General Ahmed foi um participante maior nas atividades terroristas pelo Sul da Ásia, ainda que tivesse laços muito íntimos com o governo americano. As atividades de apoio aos terroristas do General Ahmed - e os agentes do governo americano que toleravam estas atividades - precisam ser investigadas.
As visitas do Talibã a Washington continuaram até poucos meses antes dos ataques de 11 de setembro. A Divisão de Pesquisa do Sul da Ásia do Escritório de Inteligência do Departamento de Estado mantiveram constante contacto telefonico por satélite com o Talibã em Kandahar e Kabul. Washington permitiu que o Talibã mantivesse um escritório diplmático no Queens, New York chefiado pelo diplomata Talibã Abdul Hakim Mojahed. Além disso, agentes americanos, incluindo a Secretária de Estado Auxiliar para Assuntos sul asiáticos, Christina Rocca, que era também uma ex agente da CIA, visitou os oficiais diplomáticos do Talibã em Islamabad. Enquanto isto, o governo Bush tomou uma atitude hostil contra o Estado Islâmico do Afeganistão, de outra forma conhecido como Aliança do Norte. Até mesmo embora a ONU reconhecesse a Aliança como o governo legítimo do Afeganistão, o governo Bush, com o petróleo a frente de suas metas, decidiu seguir a liderança da Arábia Saudita e do Paquistão e ser favorável aos mullahs do Talibã no Afeganistão. As visitas de radicais islâmicos não terminam com o Talibã. Em julho de 2001, o chefe do partido paquistanês islâmico Jamiaat-i pró bin Laden, Hussein Ahmed, também relatadamente foi recebido pele Centro de Inteligência George Bush Center (o quartel general da CIA) em Langley, Virginia.
Segundo o Washington Post, o Enviado Especial do Mullah Omar, Rahmatullah Hashami, até mesmo veio a Washington usando um tapete de presente do Presidente Bush de um líder do Talibã. O Village Voice relatou que Hashami, em benefíco do Talibã, ofereceu ao governo Bush manter bn laden longe o bastante dos EUA ou captura-lo ou matá-lo, mas, inexplicavelmente, o governo re